Pensar e Falar Angola
Angola. Palco de um dos mais violentos episódios da guerra civil angolana, o Huambo está a renascer na forma de um estaleiro em grande escala. Estradas, edifícios e serviços estão a ser recuperados e o 'boom' do sector da construção está a servir de alavanca para recuperar tudo o resto
Onde havia ruínas apareceram casas, nas artérias bombardeadas alisou-se o asfalto, da obscuridade fez-se luz e o Huambo, palco de um dos mais violentos episódios da guerra civil de Angola, ressuscitou. Em apenas três anos, uma das cidades mais destruídas do país renasceu na forma de um estaleiro em grande escala, em que além das obras no espaço público, arruamentos e passeios se incentivou, com subsídios estatais, a recuperação de habitações.
"O Huambo cresceu consideravelmente. As nossas estradas estão reabilitadas, as nossas casas também estão a ser reabilitadas, o Huambo cresceu e vai crescer mais ainda", atesta Odete Lucas, 32 anos, técnica da Acção de Desenvolvimento Rural e Ambiente, uma ONG angolana. "Passei aqui o tempo de guerra e pensava que não era possível desenvolver o Huambo. Actualmente, estou a ver que é possível."
Odete era uma adolescente, em 1993, quando as tropas do Governo ali estiveram sitiadas 55 dias, até ao assalto final das forças da UNITA. As ruas que já foram frentes de batalha são hoje cenário da reconstrução vertiginosa. Ainda há três anos, eram chagas urbanas abertas por balas e obuses. Agora, os carros circulam sobre um tapete liso e são ordenados por semáforos fotovoltaicos que o empresário Valentim Amões, falecido num acidente aéreo recente, plantou por toda a cidade.
O centro do poder, na actual Praça Agostinho Neto, foi retomado pelas tropas do Governo em 1995, mas da violência da reconquista já não restam sinais. Os edifícios dos serviços provinciais e os correios foram reconstruídos por empresas portuguesas, que deram à praça um toque festivo, decorando--a com luzes amarelas e azuis, abraçando um obelisco dedicado a Agostinho Neto, representado por uma imagem do primeiro presidente de Angola de livro na mão e kalashnikov à tiracolo. O aeroporto foi recuperado, novas universidades devolvem a cidade ao centro do conhecimento angolano, um novo hospital está a ser erguido numa empreitada chinesa, um arrojado pavilhão foi construído para acolher o AfroBasket 2007.
"O Huambo de hoje é um bocado consequência do que vivemos ontem", assinala Júnior Chinendele, responsável pelo projecto Casa Ecológica, que pretende fazer da cidade uma referência ambiental na África Austral. Junto do seu escritório estende-se o jardim botânico, centro do corredor verde que agora atravessa a cidade. É lá que, durante a tarde, dezenas de estudantes se deitam sobre as gramíneas a ler.
Além do quadro de destruição, os serviços ainda há três anos eram quase inexistentes, a água mal corria nas torneiras e as lâmpadas raramente acendiam. A população circulava apática: cidade fantasma. "Muitas pessoas diziam que nunca mais voltavam, mas estão a aparecer agora", testemunha Odete Lucas. Apesar das limitações que persistem no abastecimento de água e energia, o "boom" do sector da construção está a ser a alavanca para tudo o resto: infra-estruturas, serviços e emprego. "Dantes para se ter um meio de transporte como uma viatura era um sonho. Hoje, quase todo o pessoal tem", refere. "É muita coisa!", afirma a técnica da ONG angolana na sua declaração de amor à cidade. "É muito bom viver no Huambo, eu pelo menos não quero que me tirem daqui. Residir noutra província, não!"
-Jornalista da Lusa
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O moçambicano Malangatana, os escritores Germano de Almeida, de Cabo Verde, e Pepetela, de Angola, e o economista Carlos Lopes, da Guiné-Bissau, são os novos membros da Academia de Ciências de Lisboa.
Brasília - O pintor moçambicano Malangatana, os escritores Germano de Almeida, de Cabo Verde, e Pepetela, de Angola, e o economista Carlos Lopes, da Guiné-Bissau, deverão tomar posse como membros da Academia de Ciências de Lisboa em cerimónia a realizar em Setembro.
A admissão dos quatro intelectuais e artistas de países africanos lusófonos foi decidida pelos académicos portugueses durante sessão realizada no dia 24 de Julho.
Na mesma sessão plenária da Academia de Ciências de Lisboa foram admitidos, também na qualidade de "Académico Correspondente Estrangeiro", o príncipe Aga Khan e a antropóloga e investigadora alemã Beatrix Heintze.
O pintor moçambicano Malangatana Valente Ngwenya nasceu a 6 de Junho de 1936, em Matalane, no sul de Moçambique.
Essencialmente um auto-didacta, Malangatana é hoje um dos artistas africanos mais conhecidos internacionalmente, estando representado em vários museus e colecções privadas de todo o mundo.
O escritor cabo-verdiano Germano Almeida nasceu em 1945 na ilha da Boavista e estudou Direito em Lisboa. Vive actualmente em Cabo Verde, onde exerce advocacia.
"O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo" (1991) é um dos seus livros mais conhecidos, tendo sido adaptado para o cinema.
O angolano Pepetela, de nome próprio Artur Pestana, nasceu em Benguela, em 1941. Em 1997 recebeu o Prémio Camões.
Licenciado em Sociologia, é professor, romancista e dramaturgo, contando-se entre as suas principais obras "As Aventuras de Ngunga", "A Geração da Utopia" ou a "Gloriosa Família".
O economista guineense Carlos Lopes é um alto quadro das Nações Unidas, acumulando desde Março de 2007 o cargo de Subsecretário-Geral das Nações Unidas com o de director executivo do Instituto da ONU para a Formação e Pesquisa (UNITAR).

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Literatura: História da Rainha Ginga, "a primeira nacionalista angolana", marca estreia literária de Manuel Ricardo Miranda
Lisboa, 10 Ago (Lusa) - Economista de profissão, Manuel Ricardo Miranda, decidiu aos 65 anos tentar a literatura e escreveu uma história da Rainha Ginga, a quem chama "a primeira nacionalista africana".
Nzinga Mbandi Ngola, conhecida como Ginga, foi Rainha dos Mbundos durante 40 anos e, segundo o autor, "uma mulher de forte personalidade, que tinha uma visão política e de nação e não aceitou a escravidão do seu povo, pois sabia que sem pessoas não podia ter uma nação".
"Sempre se opôs à escravatura e, ao contrário do Rei do Congo e das elites congolesas, nunca pactuou com os negreiros para abastecer de gentes as plantações de açúcar no Brasil", afirmou à Lusa o autor.
Manuel Ricardo Miranda salientou ainda o facto de a monarca, baptizada pelo rito católico como Ana de Sousa, mas sempre apelidada de Ginga, ter governado os Mbundos durante quatro décadas, morrendo aos 82 anos, em 1663. Sucedeu-lhe o seu irmão.
A história deste livro começou quando Manuel Ricardo Miranda foi militar em Angola ao serviço do Exército português e conheceu um descendente desta Rainha, que viveu há mais de 300 anos.
Um militar negro, Cangula, sob seu comando, disse-lhe certa vez ser descendente da Rainha Ginga e prová-lo uma tatuagem que tinha, mas se recusou então a mostrar.
Cangula viria a falecer numa emboscada quando patrulhava um troço da linha-férrea de Benguela. Agonizante, disse a Manuel Ricardo Miranda que "ia ver a tatuagem da Rainha e pediu para lhe levantar o braço direito onde, sob o sovaco, tinha tatuada uma galinhola, que representava essa ascendência régia".
Manuel Ricardo Miranda regressou, entretanto, a Portugal e, "nunca tendo esquecido esta história", foi-se dedicando à sua vida profissional, "em que lia muitos relatórios e as memórias por vezes esfumavam-se".
"A minha vida profissional não me permitiu dedicar-me à escrita, apesar de ler sempre e a História ser um dos meus interesses", disse.
Durante dois anos investigou em arquivos e bibliotecas, leu várias obras e foi escrevendo o seu livro intitulado "Ginga, Rainha de Angola", que define como "uma ficção baseada em factos históricos".
Além da documentação sobre uma figura "em que se mistura muito a lenda com a verdade histórica", foram também "decisivas" para a escrita do romance as recordações que guarda das paisagens angolanas.
Tendo em vista "uma outra ficção totalmente diferente", Manuel Ricardo Miranda observou estar a aguardar a recepção a "Ginga, Rainha de Angola" para, se for positiva, se abalançar "a uma outra carreira, na área da literatura".
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2008-08-10 10:50:02



A LINGUA PORTUGUESA INTERNACIONAL(inscrições de 10 de agosto até 20 de dezembro de 2008)
Realização: http://marceloescritor.blig.ig.com.br/
Com o objetivo de estimular poetas de todo o Brasil e Países de Língua Portuguesa, o concurso premia os três melhores trabalhos, comprovando o sucesso com sua 4ª edição.
Os interessados devem enviar uma única poesia, tema LIVRE (digitada ou datilografada) inédita sob pseudônimo, em duas vias, dentro de um envelope maior. No envelope menor, deverá constar a ficha de inscrição com o nome, endereço completo, idade, profissão,escolaridade, endereço, título da poesia, pseudônimo, telefone, e-mail (se tiver), comprovante de depósito de R$ 7,00, em nome de Marcelo de Oliveira Souza, conta poupança BRADESCO : No 5920 digito 0 Agência 3679 digito 0. Não esquecer de dizer como tomou conhecimento do concurso e se já participou de concursos anteriores.
Formas de pagamento:
· Em espécie junto à ficha de inscrição (envelope menor)
· Depósito Bancário ou transferência de conta
· Fora do país o equivalente a 5 dólares ou euros.
RESULTADO: Dia 20 de janeiro de 2009
No site: http://marceloescritor.blig.ig.com.br e por e-mail, para quem enviar o endereço eletrônico.
PREMIAÇÃO:
1o lugar: Troféu + certificado + Livro A SALA DE AULA
2o lugar: Certificado + Livro A SALA DE AULA + 1 PEN DRIVE
3o lugar: Certificado + Livro A SALA DE AULA + imã literário
Obs:Haverá também duas menções honrosas que receberão certificados + livro A SALA DE AULA.
Contatos: marceloosouzasom@hotmail.com e celular 71-87266649
ESCREVER é PRECISO!
Enviar para:
IV Concurso literário: Poesias sem Fronteiras
A/c Marcelo de Oliveira Souza
Conjunto Edgar Santos Bloco 14/204
Engenho Velho de Brotas Salvador Ba
Cep 40240-670
http://www.parlamentoglobal.pt/https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...