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sábado, 9 de junho de 2012

Energia eólica no Namibe


por Ricardo David Lopes
O Governo está a promover a construção de um parque eólico com 100 MW de potência no Namibe, e quer apostar em energias renováveis para a produção de electricidade e biocombustíveis, revelou a directora do Departamento de Biomassa do Ministério da Energia e Águas (MINEA), Maria Graciette Pitra.
A montagem das torres deverá estar prestes a arrancar, mas o desenvolvimento do projecto será faseado, pois não há ainda ligação do futuro parque à rede, explicou a responsável na V Conferência Anual da Associação dos Reguladores de Energia dos Países de Língua Oficial Portuguesa (RELOP), que decorreu na semana passada em Lisboa.
Para além da intenção de aproveitar a energia do vento – o que passa pela realização do mapeamento do potencial eólico do país –, o Executivo está a desenvolver, em parceria com privados, duas fábricas de biocombustíveis à base de cana de açúcar em Cacuso, no Malange, e em Cunene.
O objectivo, segundo a responsável, é utilizar a queima da cana de açúcar para produzir etanol e electricidade. As unidades poderão estar operacionais dentro de dois a três anos.
Angola tem já uma estratégia nacional para os biocombustíveis, realçou Graciette Pitra, que explicou que está em curso o desenvolvimento de um Livro Azul e de uma Lei das Energias Renováveis, assim como uma avaliação do potencial de utilização de biomassa em Angola.
Painéis fotovoltaicos já são aposta no interior
No caso da biomassa, a aposta passa pelo desenvolvimento, já em curso, de «polígonos florestais no Centro Sul e Norte do país». Também os resíduos sólidos urbanos e florestais poderão ser usados em projectos energéticos, de forma a que, até 2025, «entre 50% e 60% da população rural tenha acesso a energia».
O solar fotovoltaico tem sido a forma privilegiada de levar electricidade a aldeias isoladas. Para já, está quase concluída a instalação de 63 sistemas, aos quais, numa segunda fase, serão somados 181, revelou a responsável.
«Queremos impulsionar as energias renováveis, sobretudo pequenos aproveitamentos hídricos, eólicos e solares», explicou, adiantando que «o actual quadro institucional favorece estes projectos», num país onde apenas 30% da população tem acesso a energia eléctrica, dos quais 70% estão em Luanda.Para além da aposta em barragens de pequena e média dimensão, o Executivo vai avançar para a construção de duas grandes hídricas – de 2.400 e 2.000 MW de potência no eixo do Kwanza.
«É preciso juntar o útil ao agradável e melhorar o nível de vida da população», disse, sublinhando que «Angola tem um elevado potencial de energias renováveis». Graciette Pitra destacou que o consumo de energia está ligado ao desenvolvimento dos países. Angola, afirmou, tem um «défice de consumo de energia» face a outros países da região e de África.




Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

EXPORTAÇÃO DE PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS NA CPLP

EXPORTAÇÃO DE PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS NA CPLP .

Há oito anos , transmiti em carta enviada por E-mail ao sr. Primeiro-Ministro português António. Guterres , a necessidade urgente de Portugal criar uma política económica e social para exportar , dentro do mercado da CPLP , pequenas e médias empresas portuguesas paralelamente ao apoio de exportação de produtos portuguesas .

Portugal poderia continuar a exportar produtos portuguesas mas deveria urgentemente criar uma política bilateral , entre dois países , no sentido de ajudar as pequenas e médias empresas portuguesas , já estabelecidas com sucesso no mercado português , com experiência , know-how , financeiramente organizadas , desejosas de expandirem e internacionalizarem-se na CPLP ou em outros mercados .

Portugal seria bastante beneficiado com isso , e não precisamos aqui de repetir como , e ao mesmo tempo os países importadores dessas empresas estariam a promover um desenvolvimento sustentado em seus países , que é o que realmente precisam e querem .

Desse modo , a CPLP estaria a ser catapultada para uma estatura cultural , económica , social e ambiental realmente grande .

Mais uma vez a falta de visão dos líderes portugueses não permite à lusofonia uma evolução maior .

Após mais de oito anos , continuamos a ver as empresas portuguesas mais dinâmicas , experientes , capacitadas e desejosas de evoluírem , a tentarem , per si e com pouco apoio Institucional , penetrar nos mercados exteriores , principalmente na CPLP aonde é necessário muita força muscular económica principalmente agora aonde é preciso enfrentar o mercado Sul-africano e outros , desejosos de entrar em Angola e tendo muitos apoios Institucionais de seus países .

Ter sucesso no mercado internacional não é fácil pois são espaços culturais e económicos diferentes e com suas particularidades e há sempre maiores riscos quando se anda sozinho na estrada pois a união faz a força mas na CPLP os lusófonos à partida têm a vantagem cultural a seu favor e é preciso aproveitar esse privilégio .

Quando Emerson Fittipaldi tornou-se um campeão mundial na Fórmula Um , imediatamente surgiram apoios Institucionais privados e públicos no Brasil e , este país , que até àquela data não tinha expressão no meio automobilístico internacional , transformou-se num grande produtor de campeões mundiais .

O sr. Presidente Cavaco e Silva visitou Angola em Julho de 2010 e inaugurou em Luanda , juntamente com o sr. Presidente Eduardo dos Santos , uma Fábrica de Tijolos no valor de 35 milhões de dólares que pertence à empresa portuguesa Mota & Cia .

Após a inauguração , ouviu-se um comentário na Televisão internacional , feito por um porta-voz do Governo Português , em que alertava que para haver sucesso em Angola era necessário que as empresas tivessem uma grande expressão económica pois só assim teriam uma musculação capaz de enfrentar as dificuldades que certamente envolvem os investimentos em Angola e em África no geral .

Parece-me que este tipo de comentário indicia muita incompetência , falta de visão , ignorância económica , etc . por parte do Governo Português que , três dias depois deste comentário estava a entregar a presidência da CPLP ao Governo Angolano .

Como quer o Governo Português ajudar a desenvolver a CPLP se não tem competência económica para ajudar a desenvolver e expandir suas próprias empresas pequenas e médias , que não têm muitos músculos económicos e precisam muito do apoio Institucional bilateral para conseguirem alcançar o sucesso internacional ?

Se as pequenas e médias empresas , em qualquer país , são o motor do desenvolvimento económico e social , como pode um Governo ignorar que é necessário muito apoio Institucional para expandirem nos mercados externos ?

Nos PALOP ( países africanos de língua oficial portuguesa) , muito necessitados de pequenas e médias empresas que tragam um desenvolvimento sustentado , em parcerias ou não , é possível haver sucesso desde que as empresas possuam qualidade e tenham apoio bilateral Institucional pois o resto a sociedade civil resolve .

Não há outro caminho .

domingo, 8 de novembro de 2009

UMA SOCIEDADE MAIS EVOLUÍDA

UMA SOCIEDADE MAIS EVOLUÍDA

Como se sente alguém que estuda , lê , se informa , se esforça para melhorar e ser ético , coerente , para ser correcto consigo e com os outros , que quer evoluir mental e fisicamente , quer construir e fazer parte de uma sociedade mais equilibrada , mas fica dependente de uma maioria de pessoas que não desejam isso , que pouco se esforçam para evoluir ou que só pensam exclusivamente em si mesmos ?

Como se sente alguém que escuta um “responsável” a dizer que não precisa de dar bons exemplos para alcançar um cargo de poder e liderança ?

Numa votação , é conveniente eleger pessoas responsáveis que gostam de se esforçar e trabalhar com qualidade e que em seu trabalho diário seguem o ditado antigo que ensina “ não deixar para amanhã o que se deve fazer hoje ”.

Num país democrático é necessário eleger pessoas que gostam de ampliar seu pensamento , pessoas que gostam de escutar as ideias dos outros pois essas ideias podem ser melhores ou não .

É bom viver num lugar aonde é possível trabalhar em paz , com alegria , com prazer , em permanente evolução .

É bom viver num país aonde o respeito pelos cidadãos é real , aonde as lideranças políticas e sociais respeitam e são respeitadas , não através da força bruta mas através da inteligência , da sabedoria e dos bons exemplos no dia a dia .

É bom fazer parte de um colectivo humano aonde as pessoas se esforçam para evoluir sabendo que isso implica num maior esforço mental e físico pois “pensar exige esforço”.

Se um líder ou qualquer outro responsável diz que pretende alcançar determinado fim e depois utiliza-se de meios incorrectos para lá chegar , é claro que o fim também será incorrecto .

É aquela velha história do pai que fuma e diz ao filho para não fumar .

É aquela conversa do especialista , do economista , do político , que sabe muitas teorias económicas , sabe muito da vida dos outros , sabe muito da vida do país , mas em sua própria casa as finanças estão desequilibradas , sua casa está suja , sua vida desorganizada , sua relação com a família é desequilibrada e bruta ,etc..

É muito importante o bom exemplo para se construir um colectivo humano mais desenvolvido e uma democracia mais consciente pois a sociedade influencia o individuo e vice-versa .

É muito importante cada um cuidar muito bem de si próprio .

Cuidar de si é também cuidar dos outros e do colectivo humano e ambiental ao qual todos pertencemos quer queiramos quer não pois somos seres sociais que necessitam uns dos outros e do ambiente em geral para sobreviver com dignidade e equilíbrio .

domingo, 25 de outubro de 2009

AS NOVAS LIDERANÇAS NO MUNDO

AS NOVAS LIDERANÇAS NO MUNDO

Desde os primórdios de sua existência , os seres humanos na sua grande maioria , têm a necessidade de lideranças , muitas vezes nascidas pelo desejo de dominação e pela imposição da força bruta e não pela razão .

As lutas pela posse das melhores terras para caçar e morar deram origem às guerras e estas necessitam de quem as comande ou seja uma maioria obedecendo a uma minoria que ordena e impõe sua força bruta , física ou psíquica .

Quando as guerras surgiram nos primórdios , a força bruta era necessária principalmente porque as armas utilizadas eram pesadas e as distâncias a percorrer a pé ou à cavalo eram longas e desgastantes e os perigos físicos eram grandes e reais .

Estas condições físicas difíceis permitiram ao homem adulto , animal geralmente com mais força física do que a mulher , impor-se e dominar assumindo a liderança do grupo integrado por homens , mulheres , crianças e idosos.

Hoje em dia sabe-se que os líderes que utilizam a força bruta , física ou psíquica , para se imporem não são os mais sábios e basta observar os modos de vida , os gostos , o lazer , os modos de estar e ser dessas lideranças .

Essas lideranças brutas são o pilar na continuação das guerras pois desenvolveram em si o espírito de poder como fim .

O poder pessoal , como fim , determina a necessidade de liderados “dominados” para a manutenção desse poder .

Por sua vez os liderados desenvolvem em si esse poder pois o chefe transmite ao seu subordinado seu modo de ser embora em escala menor .

No seu cargo hierárquico inferior mas de comando ou no seu pequeno mundo familiar o subordinado exerce seu pequeno poder , muito para ele , gerando-se assim um circulo vicioso em que liderados sustentam os líderes e vice-versa , um precisa do outro para existir .

As organizações precisam de crentes e quantos mais crentes mais considerada é a “verdade” pregada mas e se não houver crentes para as supostas verdades ?

Nas sociedades aonde a maioria dos indivíduos têm em si esse espírito de poder como fim , só pela imposição do medo através da força bruta ou subtil, leis com castigos , ameaças , etc. , é possível criar uma certa ordem exterior social pois de outro modo seria o caos .

O poder quando é exercido como um fim , e é o caso na maioria dos países com suas democracias regidas por grupos de partidos , tudo faz para manter os benefícios desse poder e dominar mas esse poder não é o mais inteligente e criativo nem se fundamenta num desenvolvimento sustentado .

Tanto é assim , que o resultado após estes anos de democracias tecnológicas é um total desequilíbrio social e ambiental .

Como consequência disso , com o domínio cada vez maior das tecnologias e da informação on-line , os cidadãos mais novos caminham para um processo de mudanças radicais nas lideranças e vão expurgando muitos dos “mais velhos” .

Os resultados desastrosos sociais e ambientais gerados pelos cidadãos “mais velhos” , líderes e liderados , são cada vez maiores e não resta aos mais novos senão uma reacção radical assumindo lideranças .

Estas mudanças de lideranças nascem não porque os mais jovens sejam mais sapientes do que os mais velhos mas simplesmente porque uma maioria dos mais novos , em geral , dominam mais rapidamente as novas tecnologias e mais rapidamente estão dispostos às novas mudanças de atitude necessárias para enfrentar as dificuldades actuais .

Também há “ mais velhos” capazes e sapientes que dominam as novas tecnologias e têm uma nova atitude , no passado e no presente .

Todas as sociedades humanas têm necessidade de lideranças mas estas devem desenvolver-se através de um espírito de colaboração sapiente e os partidos devem ser Instituições que exercitam o poder como um meio de transformações que beneficiem a todos e não como um fim pessoal ou do grupo .

( CLUBE DOS PENSADORES )

Valdemar F. Ribeiro

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

SARAMAGO , UM PENSADOR

SARAMAGO , UM PENSADOR .

A propósito da obra “CAIM” .

Em países como o Irão e outros , quem emitir um pensamento em desacordo com as lógicas próprias , não universais , de certas lideranças que se utilizam da ignorância da maioria populacional para imporem suas regras , está condenado e pode até ser morto .

O que acontece com uma criança que passa anos e anos de sua vida a repetir dia e noite preconceitos lidos ou ouvidos dos chamados “ livros sagrados “ ?

Em países como Angola , apesar de uma relativa liberdade , quando se emitem opiniões sobre assuntos mais profundos e essas opiniões não estão em concordância com certas regras estabelecidas preconceitualmente pelas lideranças , políticas , religiosas e económicas , com certeza que o emissor dessas opiniões é de certa forma estigmatizado por aqueles a quem essas opiniões não interessam .

Em países como Portugal , aonde já existe uma maior liberdade mas aonde a maioria populacional não está atenta nem interessada numa análise profunda e lógica àcerca de determinados preconceitos da vida , certamente quem emite opiniões lógicas que contradizem com regras estabelecidas também é estigmatizado por essa maioria e pelas lideranças que vivem à custa dessa maioria .

Em países tais como a Dinamarca , Suécia e mais uns muito poucos , aonde a maioria populacional se esforça em aprender e estar atenta às questões mais profundas da vida , a liberdade em se emitir opiniões é bastante ampla e quando as lógicas dessas opiniões são correctas , logo são aceites e mesmo que as lógicas não sejam as mais correctas , essa maioria populacional não estigmatiza pois se as lógicas emitidas não são as melhores , elas per si implodem .

Analise-se o caso de Camões , pensador maior lusófono , que morreu praticamente ignorado depois de estigmatizado em vida após cantar em verso o sonho de um Portugal de lógica profunda .

O caso de Fernando Pessoa , pensador maior lusófono , que também em vida foi estigmatizado e ignorado , só após seus livros serem traduzidos para outras linguagens é que alguns começaram a entender sua mensagem profunda e ainda hoje em Portugal a maioria não o entende nem quer esforçar-se para o entender e muitos o citam nas escolas mas na realidade poucos o compreendem profundamente pois para se compreender uma lógica profunda é preciso ter uma vida de lógica simples e profunda .

Cunha Leal , um Ministro do tempo de Salazar , que só porque emitiu algumas ideias inovadoras sobre o modo como Portugal deveria reconstruir-se , logo foi desterrado para a sua terra natal .

Repare-se que estes pensadores maiores que em vida foram ignorados pela grande maioria de seus cidadãos , no entanto , apesar de mortos fisicamente , continuam vivos em pensamento .

Há muitas pessoas que ainda vivas fisicamente porem “estão” mortas em relação à vida inteligente .

A maioria das Instituições utilizam-se de supostas verdades , preconceitos , para um rebanho maior e quanto maior o rebanho maior a suposta verdade mas , e se não houver ovelhas para a suposta verdade ?

Quando alguém emite uma opinião que não concordamos ou não conseguimos intuir , resta-nos a humildade de escutar essa opinião que pode ser melhor do que a nossa ou não e quando essa opinião é melhor , com certeza que a adoptamos após entendê-la nas suas raízes profundas .

Se essa opinião apenas nos serve para mais uma vez confrontarmos com as nossas , então vale a pena ouvir e agradecer ao emissor .

Há líderes , em todas as áreas e países , que necessitam da opinião radical dos outros para sobreviverem e quando alguma opinião coloca em risco seus cargos de poder então gera-se uma guerra de lógicas pessoais não universais .

*****

Analise-se o caso do pensador maior lusófono Saramago ainda vivo fisicamente e que certamente continuará vivo em pensamento ad eternum , pelo menos enquanto o planeta estiver aí ...

Este pensador maior lusófono só foi descoberto a um nível maior após receber o Prémio Nobel , na Suécia .

Não foi por acaso que foi descoberto neste profundo país pois em Portugal certamente não seria galardoado com um prémio similar . .

No caso da obra “ CAIM “ , um eurodeputado português , sem sequer ter lido a obra de Saramago pois ainda não estava à venda , logo condenou este pensador maior dizendo que ele tinha que renegar a cidadania portuguesa pois não era digno da mesma .

Ninguém que renega seu pensamento lógico inovador em detrimento de alcançar um “cargo” de poder pode ser considerado um pensador maior .

Na grande maioria dos países , nenhum político pode ser um pensador maior pois necessita de votos da maioria populacional para alcançar o poder e se suas ideias forem realmente de lógicas inovadoras , ele certamente não será eleito .

Assim , este eurodeputado que à priori condenou Saramago , apenas quis antecipar-se temporalmente ao outros críticos radicais pois na verdade este senhor apenas está em busca antecipada dos votos dos chamados radicais “religiosos” , sejam eles de que “religião” forem e que futuramente poderão render-lhe benefícios .

Quem vive procurando reconstruir-se com pilares de lógicas simples universais certamente se utiliza da cautela mas não tem dificuldades nem medos em reflectir as lógicas dos outros pois estas podem ser melhores ou não e este é certamente um pensador maior .

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A DEMOCRACIA PORTUGUESA

A DEMOCRACIA PORTUGUESA

Muitos dos cidadãos que constituem a civilização ocidental ainda não percepcionam claramente os diferentes conceitos sobre democracia .
O conceito de democracia , na civilização ocidental , também é utilizado para servir interesses de lógicas pessoais , interesses de lógica não universal e muitas vezes tenta-se exportar para outras civilizações esses conceitos à ocidental .

O conceito de democracia é muito relativo e sua prática também e veja-se como exemplo a nação Dinamarquesa e a nação Portuguesa :

- Na Dinamarca há uma união de facto , bem identificada e perfeitamente clarificada entre os seus cidadãos e que se reflecte na maneira como se organizam e funcionam política e administrativamente no sentido de um bem comum nacional e respeito pela individualidade de cada cidadão inserido democraticamente num todo social , tanto assim é que uma Nação com poucos milhões de pessoas consegue ser uma das economias mundiais mais ricas e com sucesso exemplar , em muitas áreas .

- Em Portugal esta união é menos clara e não se reflecte tão profundamente na sua organização política e administrativa e em objectivos comuns e .

É possível constatar isso nas embaixadas destas duas Nações :
- Qualquer cidadão comum dinamarquês ao utilizar os serviços de todas as suas embaixadas é tratado como uma pessoa com plenos direitos e com grande respeito e dignidade .
- Em muitas embaixadas portuguesas os cidadãos comuns , que não pertencem ao Governo ou a determinadas elites , são tratados de uma forma por vezes vulgar e sem a dignidade de uma Nação milenar e com pouco respeito .
Esta comparação reflecte claramente as diferenças de atitudes democráticas e de evolução nas organizações governamentais , dentro das diferentes sociedades da civilização ocidental .

Se for analisada as diferenças democráticas entre os países mais desenvolvidos e menos desenvolvidos , nas sociedades ocidentais , constata-se que os conceitos de democracia , por vezes , são até contraditórios , tanto é assim que , muitas vezes , as leis dentro destes países são elaboradas de maneira conceitualmente opostas entre esses mesmo países .

Uma das grandes dificuldades dentro da Europa para se construir uma Constituição Europeia comum , é exactamente a maneira como as leis devem ser elaboradas e interpretadas pois os países mais desenvolvidos afirmam que não há necessidade de se elaborarem certas leis pois são redundantes ou desnecessárias e até contraditórias com a verdadeira democracia , enquanto em outros países há visões contrárias .

Na civilização ocidental , até sistemas políticos aparentemente semelhantes funcionam de maneiras bem diferentes pois as visões e interpretações das mesmas realidades são muito diferentes .

Antigamente a confrontação de ideias podia gerar uma atitude violenta mas ainda hoje a confrontação de ideias continua a gerar confrontações violentas desnecessárias .

É preciso mais sapiência e cautela para evitar tanto marulhar .

O povo português , em geral , é pacífico e quer evoluir mas a democracia a que se assiste em Portugal certamente não é dos piores exemplos mas também não é dos melhores pois é uma democracia insípida , sem estética , apática , pessimista , negativista , pouco empreendedora e com pouca sabedoria .

Qualquer pessoa pode observar esta democracia portuguesa sem sabor e sem sal e ainda pouco evoluída .

domingo, 6 de setembro de 2009

QUAIS OS RUMOS DA ECONOMIA ANGOLANA ? ( II )

QUAIS OS RUMOS DA ECONOMIA ANGOLANA ? ( II )

AS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS DE TRANSPORTES

No dia 3 de Setembro de 2009 , assistiu-se a uma reportagem transmitida pela Televisão Pública de Angola , feita na Província da Huíla , sul de Angola , informando sobre as graves dificuldades de sobrevivência das pequenas e médias empresas de transportes e de camionistas em geral , do sul de Angola , Huíla e Kunene , pois enfrentam uma competição desleal com empresas de transportes Namibianas e Sul-africanas .

As pequenas e médias empresas angolanas de Transportes Rodoviários têm pouco e difícil acesso aos financiamentos da Banca privada e oficial , com juros muito elevados e prazos de pagamento pouco interessantes .

Estas empresas angolanas ainda têm muitas dificuldades para sobreviverem com seu próprio capital financeiro pois os custos operacionais são grandes e por isso perdem sua força económica pois não é fácil manter uma frota de camiões operacional e competitiva , com manutenção cara e reposição de peças e equipamentos importados com preços altos e ainda muito especulativos .

Muitas das estradas de Angola ainda são difíceis de circular e , se até hoje essas estradas tinham muitos buracos , a partir de agora estão mais transitáveis e mais rápidas mas continuam muito estreitas e perigosas e os automobilistas em geral agora andam com muita velocidade , pondo em risco o transitar dos camiões que muitas vezes se acidentam com graves consequências e prejuízos financeiros .

Os camionistas angolanos são heróis pois durante a fase muito difícil da guerra em Angola , muitas destas pequenas e médias empresas de transporte mantinham o país a funcionar mesmo com risco das próprias vidas dos pequenos empresários donos dos camiões e dos motoristas e ajudantes , num esforço titânico e , até hoje , esse esforço ainda não foi oficialmente reconhecido nem os benefícios económicos são visíveis para estas empresas ou camionistas e as dificuldades continuam imensas numa competição desleal , dentro e fora do país .

Estas empresas angolanas pagam impostos relativamente caros e têm “outras despesas” indirectas ou directas que têm de cumprir para circularem sem aborrecimentos nas estradas do país , as tais “dificuldades que geram facilidades”.

Quando as empresas angolanas fazem fretes para a Namíbia e África do Sul , após passarem a fronteira com a Namibia são impedidos de transportar gasolina extra em seus camiões nem podem utilizar-se de tanques de reserva cheios .

A gasolina em Angola é mais barata do que nos outros países da SADC .

As empresas Namibianas e Sul-africanas não pagam impostos para circularem nas estradas de Angola mas usufruem agora de estradas relativamente melhores e abastecem seus camiões com gasolina angolana e ao retornarem aos seus países de origem , abastecem seus camiões com esta gasolina , em tanques de reserva com até seis mil (6.000) litros e não têm nenhum impedimento ao entrar na Namíbia .

Utilizam também a estratégia de viajarem em grupos , pois são melhores organizados , e ao retornar colocam alguns camiões em cima dos outros mas carregados de gasolina nos tanques extras além de evitarem o desgaste normal destes camiões .

Na Namibia e África do Sul , as empresas de transporte têm fácil acesso e melhores condições de financiamento Bancário , as peças e equipamentos de reposição dos camiões são muito mais baratos e as empresas funcionam burocraticamente com menos impedimentos pois estes países funcionam bem , são organizados e ágeis a tomarem decisões económicas .

Estas empresas Namibianas e Sul-africanas têm preços de frete mais atractivos para os clientes e , naturalmente , levam vantagem comparativamente às empresas de transporte angolanas e , em resultado disso , muitos camiões angolanos já se encontram parados nos seus parques na Huíla e Kunene e outras Provincias de Angola .

Esta competição só pode ser leal se os decisores Institucionais do Estado Angolano e da Banca oficial e privada , de primeiro , segundo e terceiro escalão , implementarem com urgência , com eficiência e eficácia , a Política Económica do Governo e a Banca oficial e privada souber cumprir com seu papel dinamizador das pequenas e médias empresas , permitindo-lhes um poder financeiro que resulte num poder económico capaz de enfrentar a concorrência de outras empresas mais fortes e dinâmicas .

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

QUAIS OS RUMOS DA ECONOMIA ANGOLANA ?

QUAIS OS RUMOS DA ECONOMIA ANGOLANA ?

Em Angola , os empresários angolanos privados têm bastantes dificuldades em tratar com os Organismos Bancários e até com Organismos do Estado :

Difícil acesso a financiamentos bancários principalmente porque em Angola só agora se começa a trabalhar com o “direito à superfície” , direito à propriedade privada , relativo aos terrenos aonde são construídos os projectos , por ser uma lei relativamente nova .

Existe ainda bastantes dificuldades sobre os terrenos e seus legais e legítimos proprietários .

Os juros dos Bancos privados em Angola ainda são muito especulativos comparados com os europeus e outros , os tempos de carências e pagamentos são curtos .

Os custos operacionais no dia a dia das empresas são muito altos .

O sistema de fiscalização e controle dos Organismos de tutela do Estado angolano muitas vezes são inibidores para os empresários privados mais empreendedores que querem e podem trabalhar com qualidade e eficiência pois estes Organismos de fiscalização muitas vezes actuam com “ EXCESSO DE ZELO” , significando isto que alguns grupos de fiscais procuram criar “dificuldades para obterem facilidades “ .

É difícil encontrar em Angola empresas tradicionais ou mais antigas , com muitos anos de vida no mercado , com raras excepções .

As empresas estrangeiras , associadas ou não a parceiros angolanos , geralmente têm fácil acesso ao crédito bancário e vantagens institucionais .

Devido ao poderio económico e financeiro que as empresas estrangeiras têm , logo à partida têm vantagens na competição com as empresas pequenas e médias angolanas que perdem a “ OPORTUNIDADE” dos projectos ou negócios .

Se não houver muito cuidado no tratamento destas questões por parte dos decisores políticos e económicos angolanos , estarão a condenar as empresas nacionais pequenas e médias relativamente aos grupos económicos mais fortes .

É possível aos empresários angolanos desenvolver este grande país .com o próprio esforço mesmo diante das dificuldades conjunturais e estruturais internas e externas assim como se conseguiu construir uma União Nacional Angolana através da luta militar e política .

O Governo de Angola traçou caminhos bem delineados dos rumos da economia nacional e para que angola se cumpra plenamente , na área económica e social , é preciso que os responsáveis de primeiro , segundo e terceiro escalão dos organismos e instituições oficiais ou privadas decisórios saibam executar as tarefas orientadas pelo governo sem demoras , sem lentidão , sem interesses pessoais e oportunismo , sem falta de visão , sem incompetência , etc. , senão estarão a destruir todo o trabalho e esforço titânico executado com competência e mestria pelas Instituições Militares e Políticas angolanas durantye estes mais de 33 anos de lutas imensas .

As Instituições militares em Angola , com o advento da paz , souberam cumprir com seu papel de construtores das fronteiras nacionais e sua bandeira .

As Instituições políticas souberam desempenhar seu papel político com mestria e alavancar Angola para um destaque internacional de relevo, no mundo e em especial na região da SADC .

Com o desfecho da visita do Presidente da África do Sul ficou claro e bem defenido o papel político nacional e internacional de Angola no mundo , principalmente na SADC .

Só falta agora Angola cumprir-se económica e socialmente mas isso depende fundamentalmente dos angolanos empreendedores , depende dos pequenos e médios empresários angolanos , com o apoio dos Organismos e Instituições do Estado e privadas .

(ECONOMISTA)

domingo, 16 de agosto de 2009

O DESENVOLVIMENTO DO DESPORTO EM ANGOLA

Sonhos , heróis e ídolos
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Nenhum país pode sobreviver se não tiver “SONHOS , HERÓIS E ÍDOLOS” nos desportos em geral e quem ajuda a criar os heróis e os ídolos é exactamente a Mídia , através de uma maior divulgação dos desportos e de seus campeões , tanto os que se esforçam nas pistas como os que ajudam a organizar com o máximo de eficiência e eficácia .

* Os sonhos representam o futuro .

* Os heróis e ídolos representam o passado e o presente ,
representam as raízes de um povo , sua história .

Em Angola , qualquer evento no futebol , no Basket ou no andebol , é bastante divulgado pela Mídia angolana e até internacional .

Por quê a maior parte dos Desportos em Angola não são devidamente divulgados ?

Algumas pessoas responsáveis e a Mídia consideram não haver interesse em divulgar o nome dos desportos ou atletas menos conhecidos mas se não houver uma divulgação dos desportos e dos atletas , consequentemente não haverá um estímulo suficiente para atrair novos atletas , futuros campeões nacionais e internacionais .

Geralmente , nas escolas e na educação em geral , os mestres são ultrapassados , no sentido positivo , pelos alunos ou aprendizes e estes tornam-se melhores ou mais desenvolvidos que os mestres demonstrando isso que o mestre cumpriu seu papel ao abrir caminhos para o aluno ou aprendiz .


Na maior parte dos desportos em Angola , nota-se uma ausência da Mídia , nacional e internacional , e a ausência dos responsáveis desportivos , gerando-se assim uma fraca divulgação dos desportos e dos atletas .

Nota-se uma total ausência de “PATROCINIOS” ou seja , fraco poder económico das Federações desportivas por ausência de patrocínios e de empresas apoiando os diversos desportos .

Qualquer empresa saudável financeiramente , inserida num contexto de desenvolvimento do país , está interessada minimamente em apoiar os desportos desde que estes se apresentem bem organizados , eficientes e eficazes .

Todas as empresas , pequenas e médias , para evoluírem precisam de se inserirem cultural e socialmente nos ambientes aonde estão instaladas pois esse é o melhor caminho para crescerem , numa visão de economia sustentada .

Nota-se uma falta de programação anual das actividades ou campeonatos nacionais e internacionais a serem desenvolvidos pelas Federações .

Se não houver uma programação bem definida e uma organização visivelmente capaz , com certeza a Mídia não será atraída e terá pouco interesse em divulgar essas actividades .

Se a Mídia não participar com bastante empenho na divulgação dos eventos desportivos e dos patrocinadores , com certeza as empresas não estarão interessadas em apoiar financeiramente os eventos devido à ausência de um retorno do investimento feito , marketing , pois é disso que as empresas sobrevivem e podem crescer .

Se houver uma fraca divulgação dos desportos , por mais nobres que sejam , com certeza os prováveis futuros atletas dessas modalidades nunca serão atraídos para as mesmas , gerando-se uma fraco desenvolvimento desse desporto devido à ausência de atletas e de competitividade .

Os desportos não podem desenvolver-se no seu máximo potencial sem que os aspectos financeiros sejam cuidados , tanto para os atletas como para os que organizam os eventos .

Além disso , os Clubes e Academias devem desenvolver um especial cuidado com os atletas femininos e com os atletas mais novos .

Seria importante que as Federações , Associações , Clubes e Academias tivessem departamentos femininos e departamentos para os mais novos para cuidar , zelar , desenvolver , divulgar , patrocionar estes atletas de modo a que não desanimem e não abandonem estes desportos .

É importante que se cuide bem dos dois géneros , em todas as idades .

Como se estas dificuldades não fossem bastantes , podemos constatar o seguinte :

O Complexo da Cidadela em Luanda tem um fraco atendimento logístico no apoio à alimentação dos atletas e espectadores dos eventos ali realizados , com um serviço de restauração bastante fraco em geral , demonstrando incapacidade de gestão das instalações e nota-se pouca preocupação por parte de quem dirige este Complexo desportivo no sentido de atender com dignidade todos os eventos que ali se realizam , dignificando-se o nome de Luanda e de Angola não só em relação aos espectadores e atletas estrangeiros mas fundamentalmente com os espectadores e atletas angolanos .

As instalações desportivas aonde se realizam as competições , apesar de novas estão bastante sujas não só nas bancadas como também na quadra , no tecto e no exterior das quadras , demonstrando isso uma completo descaso por parte de quem dirige este Complexo desportivo e completa falta de respeito aos eventos ali realizados , prejudicando-se sobejamente o nome de Angola , os investimentos realizados pelo Governo angolano feitos com dinheiros públicos e enlameando o nome de todos os dirigentes , desportivos ou governamentais , principalmente aqueles que de alguma forma têm responsabilidades neste complexo .

Deste modo , com todas estas lacunas , será dificil que o desporto em Angola se desenvolva bem e rapidamente .

E continuamos a ver cada vez mais jovens “largados” nas ruas do descaso quando através dos desportos , muitos deles encontrariam um rumo melhor para suas vidas , longe das drogas e da delinquência .

A ÉTICA NA PROPAGANDA

A ÉTICA NA PROPAGANDA

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Sabemos que todas as pessoas são influenciáveis , umas mais outras menos atentas .

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Todos nós , somos de alguma maneira influenciados nas nossas tomadas de decisões , durante toda a vida .

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Sabendo disso , os mais atentos procuram aprofundar seus pensamentos no sentido de descobrirem , permanentemente , quais as lógicas por detrás dos pensamentos e das propagandas .

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Foi com espanto que assisti poucos dias , neste Agosto de 2009 , em canais televisivos que são vistos em Angola , a propaganda sobre um “ NOVO PROJECTO DE HABITAÇÃO , mais precisamente um CONDOMINIO que está ou irá ser construído na região de LUANDA SUL .

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O nome desse Condomínio é precisamente COPACABANA “ .

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O nome nada espanta pois cada um decide qual o melhor nome para si ou para seus projectos e isso é protegido por uma lei da liberdade de expressão e é justo e excelente que assim seja , para todos nós .

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O que realmente espantou neste caso , foram as imagens de propaganda deste CONDOMÍNIO COPACABANA que mostrava paisagens do entorno da praia de Copacabana no Rio de Janeiro e o actor brasileiro apresenta estas imagens brasileiras confundindo-as como sendo imagens angolanas , tentando criar uma ilusão óptica sobre um Condomínio em Angola mas com imagens de outro país , no caso o Brasil .

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Para os espectadores menos atentos ou desconhecedores desses lugares , no Brasil e em Angola , facilmente serão levados a fantasiar imagens sobre o CONDOMÍNIO COPACABANA a ser construído em Angola .

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Isso demonstra falta de ética na propaganda .

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Como este projecto parece ter uma dimensão grande , com certeza terá a parceria de pessoas de responsabilidades económicas , sociais e políticas em Angola .

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Este tipo de situação faz lembrar uma outra propaganda em Angola aonde se propagandeia uma Água Mineral denominada “ ÁGUA PURA” e nas imagens divulgadas através de placas enormes de propaganda colocadas em lugares estratégicos nas ruas de Luanda , vê-se a figura de um homem negro estilo atleta e por cima dele lê-se a palavra “ PURO”, subentendendo-se “ raça pura” .

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Esse tipo de propaganda foi muito utilizada na época de HITLER , na Alemanha NAZI , a famosa raça branca pura denominada “ARIANA “ , e os mais atentos e informados sabem os resultados e consequências disso .

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Parece que necessidade de se criar em Angola um Organismo de ética que analise com profundidade todos os aspectos ligados à ética da propaganda e da liberdade de expressão e se isso não for feito estaremos a dar passos por caminhos com muitas pedras ,

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como alerta o poeta Carlos Drumond de Andrade ...

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Tenho uma pedra no meio do caminho ..

No meio do caminho tenho uma pedra ..

Tenho uma pedra no meio do caminho ......

domingo, 12 de abril de 2009

ADMINISTAR UM PAÍS OU UMA EMPRESA

ADMINISTAR UM PAÍS OU UMA EMPRESA

Administrar uma boa empresa na sua sobrevivência diária , com seus próprios meios financeiros , não é nada fácil pois além de competência , é preciso uma rotina de compromisso , eficiência , eficácia , oportunidade e bem servir .

Muitas vezes as empresas vão à falência antes de seus gestores aprenderem realmente a administrá-las e saberem aproveitar as oportunidades sustentáveis dos mercados .

Saber administrar exige fundamentalmente experiência real na denominada Universidade da Vida , complementada pela experiência teórica .

Muitos dizem-se empresários ou gestores mas utilizam-se de dinheiros públicos ou dos outros para supostamente administrarem empresas ou Instituições públicas ou privadas mas sem muito compromisso com a sobrevivência sustentável das mesmas pois se estas forem à falência eles se calhar já nem ali estão nem são eles a pagarem as facturas e , geralmente , nada lhes sucede de mais grave .

Para ser um bom administrador é fundamental haver experiência real , não apenas teórica , e compromisso pessoal com o bem servir e uma assessoria técnica com experiência de facto .

Muitas vezes , na maior parte dos países , os gestores do capital alheio público ou privado assessoram-se dos “amigos” que nem sempre são os mais competentes para aquela função .

É aquela velha estória dos especialistas , dos economistas , dos psicólogos , dos padres , dos fumadores , dos alcoólatras , que sabem muitas teorias sobre a vida dos outros ou do país mas quando observamos a realidade de suas próprias vidas , elas são desorganizadas ou maus exemplos .

Educar os jovens para se tornarem bons gestores de suas vidas e dos outros é permitir que eles , antes de decidirem qual a sua profissão , possam viajar pelo mundo e pelas experiências da vida , aprendendo-as , e só após este tempo estariam aptos para decidirem seus próprios rumos e transmitirem suas experiências mas infelizmente este caminhar é utópico para uma maioria , por diversas razões .

Saber administrar um país ou a “coisa pública” é mais complexo do que administrar uma empresa privada grande , média ou pequena e , nesta ordem de ideias , deveria ser necessário , antes de alguém se tornar um gestor da coisa pública , ter uma experiência real em administrar sua própria empresa ou Instituição , na sobrevivência diária e com seus próprios meios financeiros .

Valdemar F. Ribeiro

segunda-feira, 30 de março de 2009

UMA PARAQUEDISTA

UMA PARAQUEDISTA


Conheci em 1989 , no Lubango , uma senhora portuguesa , nascida no Off-shore da Madeira , formada em psicologia , que trabalhava na função pública , em Portugal continental .

Esta senhora nunca tinha viajado para fora de Portugal , tal como Salazar .

Um dia , por obra e graças do Espirito Santo , conseguiu fazer parte de uma equipe de formadores em gestão administrativa , numa empresa portuguesa , e veio para Angola , mais precisamente Lubango , ministrar um curso de formação de gestores de empresas públicas angolanas .

Chegando pela primeira vez na África , Lubango , e vendo tantos africanos masculinos , logo ela se empolgou pois sentiu-se uma flor no meio de tantas abelhas .

Alguns dias após começar o curso de formação de gestores públicos , esta senhora dissertava em suas aulas de psicologia sobre a conjuntura económica e política africana/angolana .

Falava , sentindo-se num púlpito , de tal modo era sua eloquência e afirmava quais os melhores caminhos par Angola e África em geral .

Nunca tinha vivido em África .

Em resultado disso , após alguns dias de inicio do curso , já seus ouvintes pouca atenção lhe prestavam , mas ela continuava a sentir-se uma flor .

Acabou o curso , ela voltou para o seu emprego público em Portugal e nunca mais voltou .

Em Portugal , desfila suas aventuras africanas .

Ela ainda se acha .

terça-feira, 24 de março de 2009

UM PORTUGAL MAIOR

UM PORTUGAL MAIOR

Portugal é uma Nação e , como tal , é representada por cada um de seus cidadãos e não apenas por seus líderes .

A maneira como cada um vive em si sua cidadania , reflectindo-se para o exterior , determina o sentido colectivo do povo ao qual pertence .

A Nação representa o colectivo de um grupo e , ao mesmo tempo , é representada por cada um dos indivíduos em seus actos , mais ou menos profundos .

Ainda na Era colonial , os pensadores Cunha Leal , Fernando Pessoa , Agostinho Neto , Agostinho da Silva e muitos outros alertaram para o “ MOMENTUM” , para a necessidade de Portugal cumprir-se perante si e ante o mundo das Nações civilizadas alterando seu statu quo colonial e criando uma união de facto de novas Nações independentes lusófonas e isso era perfeitamente possível até ao ano de 1940 mas não houveram lideranças capazes nem vontade popular individual , suficientes no conjunto para tal empreitada .

A ganância , o medo dos mares nunca dantes navegados , falta de criatividade , atraso industrial e tecnológico , complexos de superioridade e inferioridade , a inexistência de uma intuição do futuro , etc . , não permitiram a construção de uma nova Nação lusófona de espirito grandioso nem a criação de novas Nações lusófonas tais como o Brasil e , em resultado disso , Portugal não se cumpriu gigante que era .

Se Portugal se cumprisse até 1940 , com seu exemplo de facto , as lideranças do mundo de hoje e as relações entre as Nações mundiais poderiam ser bem diferentes .

É claro que falar da história é mais fácil do que construí-la mas é fundamental uma reflexão ampla sobre o papel de Portugal e da CPLP no mundo de ontem , de hoje e do futuro .

Portugal sozinho não é mais um gigante territorial mas a CPLP é , e a única via para que esta Comunidade se cumpra hoje , é exclusivamente através da união real das ideias e culturas diferenciadas .

Isso exige uma profunda intuição do futuro e um querer destemido .

Através de uma união fraterna verdadeira , definindo-se objectivos fundamentais e caminhos a serem construídos , com o acordo e participação ampla dos cidadãos dispostos às mudanças , é possível reconstruir-se um Portugal mais navegador e , quiçá , ser um exemplo pedagógico para outros povos da CPLP .

Portugal precisa de continuar a inserir-se na Europa em particular pois da Europa nasceu , no mundo em geral como sempre o fez desde o século XIV e fundamentalmente no mundo lusófono , progenitor que é , pois já aprendeu bastante durante estas centenas de anos e não pode alienar-se dessas responsabilidades pois isso seria covardia .

“Vem vamos embora que esperar não é saber , quem sabe faz a hora não espera acontecer (GV) ” .

É isso que desejamos .

sexta-feira, 13 de março de 2009

PORTUGAL PARIU DOIS GIGANTES

PORTUGAL PARIU DOIS GIGANTES : BRASIL E ANGOLA .

Os pais , progenitores , não são donos dos filhos pois todos nascemos e morremos sozinhos , apesar de alguns suporem-se donos dos outros .

Quando os filhos se desenvolvem mais que os pais e se tornam mais fortes que estes , deverá haver por parte dos progenitores um sentimento de orgulho e união pois os benefícios cabem a todos , geralmente .

O mesmo se passa em relação aos gigantes que Portugal gerou pois cada Nação é dona de seu destino .

A lusofonia no mundo torna-se mais forte e respeitada na medida em que as Nações lusófonas também o sejam e não há dúvidas que o Brasil e Angola são motores fundamentais no fortalecimento e prestigio da comunidade lusófona .

Portugal deve observar essa realidade global e sentir-se orgulhoso disso e unir-se cada vez mais a esta comunidade sentindo-se um elo que se quer cada vez mais forte .

Só na união é possível à CPLP caminhar e desenvolver-se sustentadamente neste mundo globalizado de hoje , muitas vezes voraz .

quinta-feira, 12 de março de 2009

ANGOLA E SUAS GENTES DA HUÍLA

ANGOLA E SUAS GENTES DA HUÍLA

Reflexões sociológicas escritas em forma poética sobre a ultima guerra no sul de angola , 1992 , ´ logo após as primeiras eleições angolanas .

São poemas diversos sentidos profundamente na pele e escritos por dez poetas angolanos desconhecidos do grande público .

São histórias sociológicas reais sobre a Angola profunda e desconhecida da maioria das pessoas , em Angola e no exterior .

Neste novo tempo , aonde Angola suscita um maior interesse aos portugueses , é necessário que estes tenham uma ideia o mais correcta possivel na aproximação com este país africano para haver um maior respeito entre as diferenciadas culturas na CPLP

Este livro foi editado por uma Editora angolana , EDITORA NZILA , e qualquer solicitação de livros pode ser feita através do seguinte E-mail é : nzila@ebonet.net

domingo, 1 de fevereiro de 2009

PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

Projectos de Desenvolvimento de Pólos Económicos e Sociais
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Exportação de Pequenas e Médias Empresas
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Portugal , até ao fim do século XX sempre se beneficiou de suas ex-colónias : primeiro o Brasil e depois a África e quando terminou esta fase beneficiou-se das ajudas financeiras comunitárias da C.E.E. , sendo hoje em dia muito menor essas ajudas .

Inclusive as receitas obtidas com o envio para Portugal de capitais ganhos pelos chamados emigrantes diminuíram bastante pois as novas transformações políticas/económicas dentro da C.E.E. tornou mais interessante a manutenção desses capitais nos países de origem , devido ao Euro ..

Hoje Portugal tem de andar com seus próprios pés e não é fácil , para quem andou muito tempo com os caminhos económicos facilitados pelo mercado externo e sendo um país com não muitos recursos naturais .

Está na hora , já dizia o Geraldo - “” quem sabe faz a hora não espera acontecer”” -

de os políticos portugueses usarem sua criatividade ajudando na criação de novos caminhos para um Portugal mais criativo pois são eles que controlam o desenvolvimento formal de novos projectos e podem orientar novas políticas sociais e económicas .

Portugal apesar de relativamente pequeno , no entanto é possuidor de algum poder económico , possui capitais financeiros , humanos , equipamentos e outros e tem alguma organização e experiência empresarial .

Possui pequenas e médias empresas estabilizadas no seu mercado e desejosas de ampliarem suas actividades para obterem certamente mais ganhos .

Possui também mão-de-obra capaz e experiente .

Dentro do mercado português as dificuldades são muitas no sentido de permitirem um maior crescimento , por isso as pequenas e médias empresas portuguesas dificilmente podem ampliar seus serviços e devido também à concorrência crescente não só interna como também externa .

Quem faz um país e gera verdadeiro desenvolvimento criando empregos são as pequenas e médias empresas .

Em Portugal essas empresas querem crescer e não podem muitas vezes .

As políticas económicas de Portugal e do Brasil têm permitido bastante a destruição de seu tecido empresarial constituído pelos pequenas e médias empresas e basta olhar quantas empresas fecham nestes países todos os anos , por diversos motivos .

Para um pequeno ou médio empresário , é extremamente dolorido fechar sua empresa, em todos os aspectos , inclusive os psíquicos , além do prejuízo financeiro , eliminação de empregos , frustação pessoal e familiar , empobrecimento do país pois cada vez que fecha uma empresa o país empobrece , essa é a realidade .

Por outro lado se uma pequena ou média empresa quiser aventurar-se no mercado externo sozinha é muito complicado não só pela concorrência que vai encontrar , pelo desconhecimento desse novo mercado , pela criação das condições mínimas necessárias para a sua instalação no novo país , pela adaptação às leis do novo país , pela cultura do povo aonde se pretende inserir , etc . , ou seja , uma pequena ou média empresa para implantar-se num novo mercado tem pela frente muitas dificuldades e riscos e muitas vezes não vale a pena o esforço e correr riscos .



Há a CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa .
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Há alguns destes países a precisarem de apoio sustentado .

Essa ajuda no entanto , hoje em dia , tem de ser com objectivos claros de desenvolvimento sustentado senão não é ajuda mas exploração .

Os povos desta Comunidade são extremamente pacíficos , apesar de no passado terem existido algumas dificuldades mas essas dificuldades normalmente não eram criadas pelo povo mas foram criadas pelos interesses privados de alguns , com o apoio de países interessados em desestabilizar ou dominar determinadas regiões geo-políticas .

Podemos analisar o que se passou na América Latina - uma grande parte deste continente sul-americano foi dominado pelos espanhóis e como resultado dessa dominação dividiram-se em muitos e pequenos países com interesses muito diferentes uns dos outros e até hoje não conseguiram unir-se num projecto comum de desenvolvimento .

Já os territórios controlados pelos portugueses neste continente deram origem a um único país chamado Brasil , quase um continente .

E por quê ? várias são as razões positivas que contribuíram para isso mas uma delas muito importante é que a Língua Portuguesa tem sido um elemento forte de coesão, unindo .

O Brasil é um país totalmente definido e unido em torno de um projecto comum , apesar de todas as suas dificuldades .

Nenhum brasileiro quer ver sua pátria dividida em vários países e são cento e sessenta milhões de brasileiros , quase do tamanho da Europa Ocidental dos doze .



Os governantes portugueses , sabendo da dificuldade que uma pequena ou média tem em instalar-se num novo país dentro da CPLP , pode ajudar a desenvolver projectos denominados “Pólos de Desenvolvimento Sustentado Económicos e Sociais “ , nos países da CPLP .

Esses projectos consistem não na exportação de produtos acabados mas sim na exportação de pequenas ou médias empresas .

As empresas envolvidas seriam empresas estratégicas necessárias ao desenvolvimento do país acolhedor , portanto empresas cujos produtos são necessários ao desenvolvimento sustentado , tragam uma mais valia e ajudem a desenvolver uma concorrência saudável para se obterem custos e preços saudáveis para todos .

Esses projectos têm como objectivo imediatos a geração de empregos e formação de mão de obra especializada nos países acolhedores dos projectos .

Outro objectivo fundamental na exportação dessas empresas é a produção in loco do máximo de produtos possíveis e mesmo que não possam ser totalmente fabricados ou desenvolvidos nesse país , possam pelo menos ser parcialmente produzidos , utilizando matérias primas locais se possível ou importando-as inacabadas para serem acabadas no local .

Portugal não seria prejudicado pois não diminuiria seu emprego interno e pelo contrário fortaleceria suas economicamente suas empresas .

Como exemplo , suponhamos embalagens de produtos alimentares tais como Pizzas ou calças jeans : -- mesmo que a curto prazo não houvesse o cartão para produzir a embalagem ou o tecido para as calças , de imediato se utilizaria o cartão importado ou os tecidos próprios e máquinas de corte e a embalagem ou a calça seria produzida no local com mão de obra local especializada e num curto ou médio prazo seriam desenvolvidos esforços para fabricar o cartão no país e produção de algodão local e quem sabe até produção de tecido por alguma empresa local com parceria até de uma das empresas ligadas ao Pólo ou com parcerias entre as empresas do Pólo e empresas locais .

Este é apenas um pequeno exemplo dos muitos que há .

Isto a curto prazo .

A médio e longo prazo serão desenvolvidos novos projectos de produção local dos insumos necessários , sempre que possíveis , com o apoio do Pólo de desenvolvimento e com parcerias com empresas locais .

Nesse projecto só podem participar pequenas ou médias empresas já estabilizadas no mercado português , rentáveis , com um suporte capaz de formar mão de obra especializada , pois não podem participar empresas com pouca experiência ou que não tenham demonstrado capacidade organizativa em virtude da responsabilidade do Projecto ..

Todos os empresários gostariam de ser empresários internacionais .

Todo o empresário se puder gostaria de ter duas empresas .

Todo o empresário se puder gostaria de ganhar mais .

O pequeno ou médio empresário internacional certamente que precisa ter condições logísticas para se instalar e viver nos países aonde suas empresas funcionam ou seja, criar as condições favoráveis necessárias para o seu viver tranquilo e de sua família e seus funcionários .

Este empresário certamente que vai querer enviar uma parte de seu lucro para o país de origem .

A curto e médio prazo este empresário com sua família e se não tiver constituído ainda família certamente que o fará até com parceiros locais , irá investir neste novo país para criar condições melhores de vida e nessa hora ele passa a ser um cidadão muito interessado no desenvolvimento deste novo país pois é aqui que ele tem seus interesses. económicos mas também sociais tornando-se um elemento de extrema valia para o novo país

Certamente será um elemento de mais valia para o país de origem mas também se torna um elemento de mais valia para o país de acolhimento , com certeza .

Geram-se assim elementos capazes de promover um desenvolvimento sustentado .


Como pode funcionar este projecto
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Os governantes portugueses obteriam apoios junto aos governantes dos países da CPLP interessados pois tem de ser um projecto bi-lateral .

Têm de haver interesses e apoios directos por parte das autoridades competentes dos dois países .

Têm de ser definidos locais próprios para desenvolver o Pólo de Desenvolvimento em terrenos próprios para isso aonde possa ser utilizada a nova mão de obra e fácil colocação dos produtos produzidos no mercado .

Uma parte do terreno do Pólo será utilizado para habitação e a outra parte para a instalação das empresas , tipo condomínio .

A construção desse projecto pode ser feito por uma das empresas que fazem parte do Pólo com parceria de empresas locais .

Cada um dos Pólos envolve além das empresas estratégicas produtivas , envolve também despachantes dos dois países , envolve um Banco para apoio financeiro dos projectos , envolve uma Instituição Estatal de cada um dos dois países para apoio burocrático , etc. .

O Pólo pode ter o apoio de escolas do ensino básico , médio e universitário vindos ou não de Portugal não só para os filhos dos empresários mas também para os filhos dos funcionários locais do projecto .

Pode ter o apoio de uma Escola de artes .

O terreno deve localizar-se em área ecologicamente integrada de maneira a permitir um espaço de convivência saudável e integrado entre todos os participantes do projecto .

Deste Pólo pode nascer uma pequena vila ou cidade devidamente estruturada com desenvolvimento sustentado integral .

Certamente que este projecto envolve estudos mais aprofundados para a sua execução pois aqui apenas demos uma idéia muito sucinta dos objectivos .

É o nosso desejo .

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

AONDE VAMOS ?

Os políticos e os lideres em geral desfilam , de preferência na mídia internacional que dá mais estatura e assim se vão ... nos palácios da vida ou nos estádios .

E continuamos a assistir aos fogos nas florestas da Europa e em outras florestas inclusive na Amazónia , assiste-se ao tornados na América do norte e do sul sem se questionar as monoculturas , aos Tsunamis naturais ou económicos , tempestades e terramotos da vida em geral , aos degelos nos Pólos , ao aumento dos desertos na África e em outros continentes , ao aumento de carros e respectivas poluições , à poluição dos mares e seus lixos tóxicos e radioactivos , à diminuição da quantidade de peixes nos mares e rios , à fome e tantas outras situações que nos comprovam as tempestades presentes e futuras .

E os dirigentes mundiais de todos os quadrantes , com poucas excepções , orgulhosamente continuam soberbos na sua estaturas mentais e solicitam a seus parlamentos verbas extraordinárias para acudirem esporadicamente a estas situações que acham que podem dominar

E o protocolo de Kyoto continua nas entrelinhas da vida de todos e pouco se altera nesta desordem do mundo pois não interessa a alguns , políticos e outros .

E assim vamos todos , uma minoria que pensa e uma maioria obediente ou alienada , em toque de tambor , obedientemente perfilados .

É muito incomodo alterar este modus vivendi humano e isso certamente não interessa à minoria humana que comanda assim como a uma grande maioria que se incomoda muito com mudanças ou inovações pois pensar exige esforço .

As esmolas das ajudas para acudir nas tempestades vão saindo dos cofres dos governos e lavagens financeiras … até quando ?

Não é mais barato e profícuo cumprir o protocolo de kyoto e reconstruir uma economia menos consumista ?

.( Valdemar F. Ribeiro )

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

QUEM MANDA EM CADA UM ?

Pouco se pode fazer para alterar a desordem exterior da vida das sociedades humanas mas muito se pode fazer no interior mental de cada um de nós . em busca de uma ordem com mais equilíbrio .

Apenas podemos alterar a desordem mental profunda e superficial em nós .
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Pouco se pode alterar nos outros .
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Achamos que controlamos nossa vida e ao redor .. . pura ilusão pois na realidade o mundo anda tão complexo na sua desordem que quem manda em nós é a desordem do mundo.

Hoje pouco podemos fazer e apenas a NATUREZA tem a força capaz e suficiente para alterar a desordem criada na Terra pelos humanos.

A natureza quando age, desde o principio da vida , o faz em busca do equilíbrio e da ordem e tanto é assim que conseguiu criar esta maravilha que é o planeta Terra .

Muitos outros planetas com vida própria e inteligente devem existir neste universo infindo a que temos o privilégio de assistir hoje através do Observatório Espacial Hublle e outras pesquisas cientificas.

Somos seres privilegiados ao viver neste século XXI e ao mesmo tempo assistimos à desordem humana que nos pode engolir , destruindo não só a raça humana e outras também , após tanto tempo de evolução das espécies .. um absurdo humano .

No entanto , os mais sapientes , buscam em si a contemplação deste universo ao redor em busca de seu equilíbrio interior e lá vão conseguindo criar alguma ordem interior em si .

Valha-nos isso pois assim conseguimos não ser infelizes de todo apesar da dor a que se assiste todos os dias neste mundo em desordem e cada vez mais canibalizado pelos humanos supostamente inteligentes .

Ser feliz” é um estado relativo pois este estado depende da mente de cada um
e de seus próprios valores .

"Não ser infeliz" é um estado mais abrangente logo é mais real e , desse modo , é possível construir dentro de cada um uma desordem menor mas conscientes de que quem manda no mundo de hoje , não sabemos se no futuro também , é a desordem do mundo humano mas apenas na Terra pois o humano não tem poder , apesar de achar que tem , para alterar a ordem universal na sua impermanente permanência .
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Há os que sentem a chuva só quando esta lhes cai em cima
( Fernando Pessoa )
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“A única realidade é aquela que se contém dentro de nós
e se os homens vivem tão irrealmente
é porque aceitam como realidade as imagens exteriores
e sufocam em si a voz do mundo interior.”
(Herman Hesse)

domingo, 5 de outubro de 2008

A ENTREVISTA SOBRE ANGOLA NA SIC

A PROPÓSITO DA ENTREVISTA DO ESCRITOR ÁGUALUSA NA SIC , DURANTE O PROCESSO ELEITORAL EM ANGOLA .

Foi interessante observar a forma como o angolano Águalusa defendia suas razões , suas visões angolanas , sem perceber que Angola está a mudar em velocidade acima da média normal.

As mudanças em Angola parecem ser num sentido evolutivo mas algumas vezes , como em muitos países, parecem ser num sentido menos positivo, principalmente ao se considerar os aspectos ambientais e até culturais.

Esperamos que na média venham a ser num sentido ascendente evolutivo.

Voltando ao nosso amigo angolano Agualusa, pareceu-nos ver naquela entrevista um homem cuja mulher o traíu ou abandonou, tanta era sua preocupação em questionar o caminhar de Angola e falando quase que exclusivamente apenas das dificuldades e pouco se referindo às situações positivas .

A análise do Águalusa pareceu-nos ter um enfoque bastante ocidental esquecendo-se que Angola é uma Nação africana ocidentalizada e como tal , caminha de uma maneira diferenciada do Ocidente .

Nem nós , que aqui estamos a viver permanentemente, sabíamos de algumas das mudanças económicas que aconteciam e por vezes ficamos admirados com as novidades e procuramos andar sempre minimamente informados.

As pessoas que estão fora de Angola há mais de seis meses não sabem de muitas das mudanças económicas que estão a acontecer .
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A paz foi alcançada 2002 e só após esta data foi possível começar obras novas ou de reconstrução , até porque agora o orçamento do Estado começou a ficar mais disponível para uma reconstrução e construção do país .
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Por isso , na altura das eleições , pareciam que essas obras estavam a ser feitas exclusivamente com objectivos eleitorais, como acontece muitas vezes no Brasil e Portugal .

E o nosso amigo Agualusa, aparentemente fora de certos acontecimentos angolanos , claramente demonstrava algum desconhecimento da realidade actual de Angola e também parece esquecer que Angola é um país africano com algumas características ocidentais.

A expressão facial do Agualusa , durante a entrevista e diante de algumas novidades económicas colocadas pelos outros intervenientes mais informados , parecia um homem traído pela mulher Angola que desfilava evoluindo pela " passerelle" sem lhe pedir licença e sem lhe prestar atenção .

Foi cómico e teatral assistir ao debate da SIC com pessoas mais informadas e menos informadas e umas parecendo maridos traídos .

Se queremos construir uma Angola melhor, agora e no futuro, precisamos de atitudes e críticas positivas, encontrando e incentivando o que de melhor se faz para que os cidadãos caminhem em sentido evolutivo.

Na educação pedagógica, quando queremos que uma criança se desenvolva, devemos tornar visíveis seus melhores aspectos e suas melhores atitudes para que elas busquem, por si, sempre as melhores alternativas de vida.

Quando se castiga permanentemente uma criança por suas atitudes menos louváveis certamente que essa criança não vai desenvolver uma mente equilibrada e torna-se um adulto com dificuldades mentais e até agressivo .

E é isso que assistimos muitas vezes, pela vida fora, adultos com comportamentos notadamente negativos, insistindo e martelando nos aspectos mais negativos da vida em geral e com isso demonstrando um certo desequilíbrio mental e pedagógico.

Está demonstrado que os pedófilos, na maioria das vezes, foram crianças violentadas, física e mentalmente .

E pela expressão facial das pessoas é possível ler a profundidade mental das mesmas, algumas realmente hilariantes.

Quem souber ler a expressão facial do sr. Bush , muitas vezes identifica uma pessoa superficial e com pouca profundidade mental.

Os noticiários em Portugal geralmente só falam de acontecimentos negativos ou menos bons, esquecendo-se que educar é elevar os aspectos positivos da vida.

Desejamos que o nosso amigo Agualusa se informe mais sobre a nossa actual Angola e seja mais um a construir uma Angola positiva , elevando sempre o que de melhor tem e polindo sempre o menos bom, para que este diamante brilhe cada vez mais, pois muito merecemos .

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...