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sábado, 8 de agosto de 2009

A Educação e o Português em Angola e Países Lusófonos


Retirado do blog PROFAVALIAÇÃO


SÁBADO, 8 DE AGOSTO DE 2009


O Japão

O embaixador do Japão em Angola, Kazuhuko Koshikawa, destacou a importância do investimento na educação para o desenvolvimento de Angola, garantindo que o governo japonês pretende continuar a ajudar com doações feitas em parceria com o UNICEF. Lembrou que o Japão há 64 anos teve o seu território destruído, tendo dado prioridade à educação: “Não temos recursos naturais como o petróleo, minerais e outros, mas agora temos recursos humanos graças à educação acumulada durante esses anos”.

A UE e a UNICEF

A União Europeia e a UNICEF vão apoiar com mais de 5 milhões de euros um projecto educativo, que visa melhorar a qualidade de ensino em Angola e beneficiar 70.000 crianças de sete províncias angolanas.

Portugal

O PM de Portugal anunciou em Luanda que vai enviar 200 professores para Angola em 2009, medida do Fundo para a Língua Portuguesa.

O Governo português aprovou um novo plano para a Promoção e Difusão da Língua Portuguesa, com um fundo de 30 milhões de euros e 600 professores para os países lusófonos.

Há 3 anos estive em Luanda e o que mais me impressionou foi: “ou fala português ou ninguém lhe liga”, o que não acontece por cá, onde nasceu e mora a língua mater.

A nossa Pátria é (deveria ser) a língua portuguesa?

O “mercado” seria alargado com proveito para todos os patriotas?



Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Concurso Literário

7º CONCURSO LITERÁRIO GUEMANISSE DE CONTOS E POESIAS / 2009
www.guemanisse.org
editora@guemanisse.com.br

Objetivando incentivar a literatura no país, dando ênfase na publicação de textos, a GUEMANISSE EDITORA E EVENTOS LTDA. promove o 7º CONCURSO LITERÁRIO GUEMANISSE DE CONTOS E POESIAS, composto por duas categorias distintas:
a) Contos;
b) Poesias,
o qual será regido pelo seguinte

REGULAMENTO

1. Podem concorrer quaisquer pessoas, desde que os textos inscritos sejam em língua portuguesa. Os trabalhos não precisam ser inéditos e a temática é livre.

2. As inscrições se encerram no dia 09 de março de 2009. Os trabalhos enviados após esta data não serão considerados para efeito do concurso, e, assim como os demais, não serão devolvidos. Para tanto será considerada a data de postagem (correio e internet).

3. O limite de cada CONTO é de até 6 (seis) páginas e o de cada POESIA é de 2 (duas) páginas. Os textos devem ser redigidos em folha A4, corpo 12, espaço 1,5 (entrelinhas) e fonte Times ou Arial.

4. As inscrições podem ser realizadas por correio ou pela internet da forma seguinte:
a) Via postal (correio): os trabalhos podem ser enviados em papel, CD ou disquete 3 ½ para Guemanisse Editora e Eventos Ltda. CAIXA POSTAL 92.659 - CEP 25.953-970 - Teresópolis – RJ;
b) Internet: os trabalhos devem ser enviados, em arquivo Word, para o e-mail editora@guemanisse.com.br

5. Tanto os CONTOS quanto as POESIAS devem ser remetidos em 1 (uma) via, devendo, em folha (ou arquivo) separada, conter os seguintes dados do concorrente:
a) nome completo;
b) nome artístico, com o qual assina a obra e que será divulgado em caso de premiação e/ou publicação;
c) categoria a que concorre;
d data de nascimento / profissão;
e) endereço completo (com CEP) / e endereço eletrônico (e-mail).

6. Cada concorrente pode realizar quantas inscrições desejar.

7. Para a categoria CONTOS, o valor de cada inscrição é de R$ 30,00 (trinta reais), podendo o autor inscrever até 2 (dois) textos por inscrição. Para a categoria POESIAS, o valor de cada inscrição é de R$ 30,00 (trinta reais) podendo o autor inscrever até 2 (dois) textos por inscrição. Os valores devem ser depositados em favor de GUEMANISSE EDITORA E EVENTOS LTDA, na Caixa Econômica Federal, Agência 2264, Oper. 003 - Conta Corrente Nº 451-7.

8. Os comprovantes de depósito (nos quais os concorrentes escreverão o nome) devem ser remetidos para Guemanisse Editora e Eventos Ltda. pelo correio, pela internet (escaneados) ou para o fax (0XX – 21) 2643-5418 (lembramos que os moradores da Cidade do Rio de Janeiro também devem discar o código de área). Nenhum valor de inscrição será devolvido.

9. Os resultados serão divulgados pelo nosso site www.guemanisse.org (ou com.br), pela mídia e individualmente (por e-mail) a todos os participantes, no dia 11 de maio de 2009.

10. Cada Comissão Julgadora será composta por 3 (três) nomes ligados à literatura e com reconhecida capacidade artístico-cultural. Ambas as Comissões podem conceder menções honrosas ou especiais.

11. As decisões das Comissões Julgadoras são irrecorríveis.

12. Para cada Categoria (Contos e Poesias), a premiação será nos seguintes valores:
a) Premiação em dinheiro:
1º lugar: R$ 3.000,00 (três mil reais) e publicação do texto em livro;
2º lugar: R$ 2.000,00 (dois mil reais) e publicação do texto em livro;
3º lugar: R$ 1.000,00 (mil reais) e publicação do texto em livro.
b) Premiação de publicação em livro:
Os textos premiados, inclusive os que forem agraciados com MENÇÃO HONROSA e/ou MENÇÃO ESPECIAL, serão publicados em livro (sem ônus para seus autores, inclusive de remessa postal) e cada um destes autores receberá dez exemplares, em troca do que cedem os direitos autorais apenas para esta edição específica a qual não poderá ultrapassar a tiragem de 2.000 (dois mil) exemplares. Os exemplares restantes desta edição serão preferencialmente distribuídos por bibliotecas e escolas públicas.

13. A inscrição no presente concurso implica na aceitação plena deste regulamento.


Pensar e Falar Angola

domingo, 28 de outubro de 2007

O REENCONTRO PLANETÁRIO DAS CULTURAS

O CONSTRUÇÃO DA COMUNIDADE LUSÓFONA

Os continentes que formam o planeta são placas boiando em permanentes movimentos alterando-se fisicamente no tempo e no espaço e ao se olhar o mapa-múndi constata-se claramente o encaixe perfeito dos continentes sul-americano e africano , ambos delimitando margens ao oceano Atlântico .

Aceitando-se como verídica a teoria cientifica que afirma ser o humano "Australopithecus" originário da África Austral por ser uma teoria lógica , é possível desenharem-se os caminhos percorridos pelos seres humanos através do planeta , em sua busca incessante do desconhecido ou seja do conhecimento , em acordo com a teoria da evolução das espécies de Charles Darwin .

Nos primórdios , os humanos não dispunham ainda de barcos capazes de atravessar os oceanos que permitissem ir e vir e retornar ao porto de partida com relativa segurança e é natural que seguissem a pé ou a cavalo ou apenas em pequenos barcos costeiros através dos continentes à procura das terras com mais alimento e mais protegidas de conflitos inter-humanos e o retorno às terras de origem dificilmente acontecia ou demorava muitos anos a acontecer morrendo os viajantes muitas vezes nesse caminho de retorno .

Os descendentes dos "Australopithecus" foram caminhando não só mais para o sul de África como também para o norte espalhando-se pelo leste e oeste europeu , subindo a Ásia , atravessaram o "Estreito de Bering" perto do pólo norte e desceram pela América do norte até chegar à América do Sul e ao Brasil , fim do caminhar e daí em diante existia o oceano atlântico , e na outra margem a África aonde parece ter começado esta aventura humana , em curiosa busca do conhecimento e consequente desenvolvimento racial e cultural .

Os cientistas genéticos afirmam que os povos existentes nas Américas antes da chegada dos europeus vieram da Ásia e realmente os índios têm uma aparência física muito semelhante à dos asiáticos .

As características genéticas observadas nos índios da América do Sul e do norte confirmam que a primeira ocupação deste território aconteceu do norte para sul depois de terem atravessado o "Estreito de Bering" , vindos da Ásia .

O caminhar humano desde a África até à América atravessando a Ásia até chegar ao Brasil processou-se em tempo lento e com modificações do corpo e da mente na adaptação às novas condições ecológicas de cada região originando grupos humanos diferenciados física e culturalmente .

No continente africano , o clima , a vegetação , a abundância de caça , peixe e frutos permitiram um determinado tipo de vida ; a temperatura quente não obrigava o corpo a produzir grandes quantidades de gordura e a pigmentação escura da pele protegia o corpo dos raios solares .

Na Europa e Ásia , regiões mais frias do planeta , o corpo produzia e retinha maior quantidade de gordura para se proteger do frio e os cabelos devido à gordura do corpo tornaram-se lisos deixando de ser curtos e encaracolados e a pigmentação da pele passou a ser mais clara devido à incidência menor de raios solares .

Ou seja , pode-se entender perfeitamente as diferenças físicas e culturais dos grupos humanos através de uma análise das condições ecológicas ambientais aonde cada grupo se inseriu e insere e quanto mais difícil o meio ambiente maior a necessidade de ampliar as capacidades mentais e físicas para superá-lo , obrigando isso a desenvolvimentos mentais e físicos diferenciados .

Segundo a ciência , os seres humanos têm uma origem comum e possuem o mesmo potencial mental dependendo de cada individuo ou grupo o desenvolvimento desse potencial .

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Seis mil anos antes da era cristã , a humanidade assemelhava-se bastante em seu desenvolvimento cultural e a agricultura ainda era desconhecida para a maioria dos habitantes já estabelecidos em todos os continentes .

A agricultura foi a mola impulsionadora nas diferenças sociais e económicas actuais .

Ao mudarem seus sistemas de vida nómada de caçadores e colectores de alimentos para um sistema sedentário e fixarem-se em moradias ao redor dos campos plantados surgiram os primeiros aglomerados humanos , embrião das futuras cidades , iniciando-se o processo de trocas de experiências entre os indivíduos das comunidades e surgindo daí a plantação extensiva dos campos , as primeiras rotas do comércio e mais tarde a comunicação escrita da língua falada .

Séculos antes da chegada dos portugueses e espanhóis à América no século XV , as civilizações "Incas" e " Aztecas " que viviam na América Central e do Sul cultivavam o milho , feijão , algodão, batata , etc. , e dominavam a técnica da irrigação dos campos , conheciam a matemática , a astronomia e a escrita .

Nos fins do século XIV , os portugueses construíram e desenvolveram as primeiras caravelas que utilizavam velas latinas e enfunaram as proas dos navios contra os ventos à bolina , possibilitando o ir e vir para qualquer lugar do globo, implodindo-se as fronteiras marítimas e unindo-se os continentes e culturas através dos oceanos .

Ao serem eliminadas as fronteiras marítimas , aceleraram-se as comunicações entre os grupos humanos miscigenando-se ainda mais as culturas e as características raciais de maneira rápida entre a Europa , África , América e Ásia .

É importante notar que após centenas de milhares de anos de colonização do planeta , foi possível aos descendentes dos primeiros colonos na terra , POVOS NEGROS ORIGINÁRIOS DA ÁFRICA AUSTRAL , reencontrarem-se pela primeira vez na história humana , quando a América se religou à África através das pioneiras viagens marítimas oceânicas iniciadas pelos portugueses e deixando os mares de serem fronteiras mas agora importantes vias de comunicação .

O século XIV , sem esquecer a turbulência social , económica e ecológica gerada pelos europeus , deve celebrar o acto de religar a humanidade à sua origem africana , despertando-se a curiosidade para um maior conhecimento entre os povos que fazem parte da COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA ( CPLP ) e incentivando-se o intercâmbio educacional entre os jovens destes países .


Pensar e Falar Angola

terça-feira, 16 de outubro de 2007

CONSTRUÇÃO DA CPLP

CONSTRUÇÃO DA COMUNIDADE LUSÓFONA

Somos lusófonos e é necessário captar esta realidade passada , presente e futura para nos respeitarmos e sermos respeitados.

É necessário que cada um tenha consciência de si através de auto-reflexão e desse modo os outros certamente irão respeitá-lo.

O espirito dos lusófonos tem demonstrado ser, em geral, pacífico e fraternal, propenso à miscigenação física e cultural e à descoberta dos melhores valores humanos.

O poeta Camões é o primeiro mensageiro desta Comunidade Lusófona ao contactar e apreender com outros povos de diferentes culturas.

O poeta Fernando Pessoa antes de 1935 vislumbrou também esta Comunidade e tinha consciência sobre a difícil realidade portuguesa e seu pseudo império após viver alguns anos na África do Sul ..

Fernando Pessoa tem uma percepção universalista das sociedades humanas e dos países e talvez por isso fez referências a um Quinto Império que seria o império da cultura ou seja, união de diferentes povos com suas diferentes culturas, preservando-se as especificidades de cada um mas com objectivos comuns profundos, fundamentando-se esta união no respeito, na independência, na preservação dos valores culturais, na modernidade, na harmonia, no equilíbrio, na sustentabilidade de um desenvolvimento social, económico e ecológico.

Não seria um império de domínio mas de colaboração e criatividade capaz de responder equilibradamente aos novos desafios deste século XXI.

Muitos pensadores nos seus países de origem têm alertado para a necessidade de se avançar mais rapidamente e realmente para a construção desta Comunidade.

O pensador Cunha Leal, ex-ministro do Governo de Salazar e outros pensadores, na sua época também falaram, de um outro modo, nas mudanças necessárias para transformar a sociedade colonial portuguesa numa verdadeira Comunidade Lusófona, não de domínio mas de colaboração.

Mas os detentores do poder no pseudo-império português e eram poucos , pois a maioria do povo apenas tinha deveres e muito poucos direitos, com sua visão fechada para a inovação e pouco universalista não vislumbraram o “momentum“ clamado pelos poetas e pensadores maiores lusófonos , na metrópole e nos territórios ultramarinos .
(clique em Ler mais para ter acesso a todo o texto)


O “momentum” foi desperdiçado e Portugal deixou de cumprir-se .

Se os pseudo-donos do poder em Portugal tivessem compreendido as mensagens escritas em prosa e poesia pelos maiores pensadores da língua portuguesa, antes de 1940, saberiam que aquela era a ocasião para as necessárias e profundas mudanças sociais, políticas e económicas em Portugal e suas colónias e certamente que a CPLP hoje estaria em pleno funcionamento e união, sem complexos nem âncoras.

Se os governantes portugueses, por volta do ano de 1940, tivessem preparado o país e suas colónias para uma futura união e com total independência...,

se os povos nas colónias e em Portugal tivessem isso à escola prepararem-se para assumir democraticamente seus destinos e seus governos...,

se Portugal tivesse assumido em 1940 uma postura de liderança mundial dando exemplo com transformações sociais, políticas e económicas no seu pseudo-império...,

certamente ter-se-iam alcançado outros patamares de desenvolvimento sustentado sem guerras fratricidas nos PALOP e sem maiores traumas e certamente hoje esta Comunidade Lusófona seria muito mais respeitada não só perante os lusófonos mas também perante os outros povos e Portugal ter-se-ia cumprido plenamente como país inovador e criativo.

O facto de ter havido uma chamada “Revolução dos Cravos” em Portugal quase sem derramamento de sangue, como resultado dos movimentos independentistas nas colónias, já serviu como exemplo para outras chamadas revoluções políticas na Europa do Leste e até em outros lugares.

A ocasião, “o momentum” foi perdido e as consequências foram e ainda são traumáticas.

É importante reflectir-se sobre tudo isto, sem complexos de superioridade ou inferioridade, e lendo com profundidade as mensagens dos maiores lusófonos, em todos os quadrantes e em todos os países da CPLP, captando-lhes a essência e lendo nas entrelinhas.

É preciso querer agora, no presente, construir uma comunidade pacifica, fraternal, moderna, racial, numa perspectiva de desenvolvimento social, económico e ecológico sustentado aonde todos os povos e cidadãos desta Comunidade tenham plenos direitos e deveres.

Certamente que este movimento lusófono na construção de um novo “momentum”, terá de ser assumido e liderado por todos os povos da CPLP , sem excepções , sem preponderâncias ou intenções de maiores domínios por parte de algum país , grupo ou pessoas pois estamos no século da informação e muitos sabem ler nas entrelinhas dos actos , transparentes ou não, e nas entrelinhas das intenções e dos objectivos a serem alcançados .

Já que Portugal não se fez cumprir até ao ano de 1940 , espera-se agora , neste início do século XXI , que saibamos cumprir uma verdadeira e desenvolvida Comunidade Lusófona (CPLP) .

É o nosso desejo!



Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...