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sábado, 27 de novembro de 2010

220 Técnicos básicos hoje formados

Escola de Formação Nossa Senhora das Graças forma 220 técnicos básicos 


Duzentas e vinte pessoas concluíram com êxito hoje (sábado) os cursos básicos de decoração, pastelaria, culinária, cabeleireiro e electricidade na Escola de Formação Nossa Senhora das Graças (Igreja Católica, Maristas), no município do Rangel, em Luanda.  
  
Em declarações à Angop, o coordenador do centro, João Cândido, disse que durante a formação, ministrada por 10 professores afectos à paróquia, os finalistas de decoração aprenderam a fazer cestos, balaios, quadros para fotos, decoração de festas e carros de noivos.
 
Os alunos de pastelaria aprenderam a fazer bolos, vários tipos de massa e biscoitos, enquanto os de culinária a confeccionar pratos típicos de Angola e de outros países.

”Os finalistas de electricidade adquiriram conhecimentos sobre baixa e média tensão, ou seja a fazer instalações em residências e outras instituições”, explicou, acrescentando que os do curso de cabeleireiro aprenderam a fazer vários penteados, tranças, manicure e pedicure.

João Cândido disse que, para beneficiarem da formação, os finalistas de decoração desembolsaram 100 dólares norte-americanos. Os formandos em pastelaria, 150 e culinária igual quantia. Os de cabeleireiro e electricidade pagaram 100 e 50 por mês, respectivamente.

O responsável referiu que a acção formativa, com duração de quatro meses, visa dotar os beneficiários de conhecimentos que lhes permita o auto sustento.

João Cândido informou também que o centro rubricou, em Outubro último, um protocolo com o Serviço Integrado de Atendimento ao Cidadão (SIAC), afecto ao Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social (Mapess), visando empregar os alunos formados na instituição.

A cerimónia de entrega de certificados acontece domingo no anfiteatro da instituição, onde os formados vão expor o que aprenderam durante a formação.

A Escola de Formação Nossa Senhora das Graças existe desde 2000 e funciona com 10 professores. Desde a sua criação já formou oito mil 900 alunos nos vários cursos.



angop
Pensar e Falar Angola

domingo, 6 de junho de 2010

Espaço Kissama

ESPAÇO KISSAMA
Um excelente trabalho de alunos e professores da Escola Portuguesa de Luanda, que fizeram da área de projecto um espaço de valorização do património natural angolano.
Parabéns pela iniciativa!


Pensar e Falar Angola

domingo, 8 de novembro de 2009

UMA SOCIEDADE MAIS EVOLUÍDA

UMA SOCIEDADE MAIS EVOLUÍDA

Como se sente alguém que estuda , lê , se informa , se esforça para melhorar e ser ético , coerente , para ser correcto consigo e com os outros , que quer evoluir mental e fisicamente , quer construir e fazer parte de uma sociedade mais equilibrada , mas fica dependente de uma maioria de pessoas que não desejam isso , que pouco se esforçam para evoluir ou que só pensam exclusivamente em si mesmos ?

Como se sente alguém que escuta um “responsável” a dizer que não precisa de dar bons exemplos para alcançar um cargo de poder e liderança ?

Numa votação , é conveniente eleger pessoas responsáveis que gostam de se esforçar e trabalhar com qualidade e que em seu trabalho diário seguem o ditado antigo que ensina “ não deixar para amanhã o que se deve fazer hoje ”.

Num país democrático é necessário eleger pessoas que gostam de ampliar seu pensamento , pessoas que gostam de escutar as ideias dos outros pois essas ideias podem ser melhores ou não .

É bom viver num lugar aonde é possível trabalhar em paz , com alegria , com prazer , em permanente evolução .

É bom viver num país aonde o respeito pelos cidadãos é real , aonde as lideranças políticas e sociais respeitam e são respeitadas , não através da força bruta mas através da inteligência , da sabedoria e dos bons exemplos no dia a dia .

É bom fazer parte de um colectivo humano aonde as pessoas se esforçam para evoluir sabendo que isso implica num maior esforço mental e físico pois “pensar exige esforço”.

Se um líder ou qualquer outro responsável diz que pretende alcançar determinado fim e depois utiliza-se de meios incorrectos para lá chegar , é claro que o fim também será incorrecto .

É aquela velha história do pai que fuma e diz ao filho para não fumar .

É aquela conversa do especialista , do economista , do político , que sabe muitas teorias económicas , sabe muito da vida dos outros , sabe muito da vida do país , mas em sua própria casa as finanças estão desequilibradas , sua casa está suja , sua vida desorganizada , sua relação com a família é desequilibrada e bruta ,etc..

É muito importante o bom exemplo para se construir um colectivo humano mais desenvolvido e uma democracia mais consciente pois a sociedade influencia o individuo e vice-versa .

É muito importante cada um cuidar muito bem de si próprio .

Cuidar de si é também cuidar dos outros e do colectivo humano e ambiental ao qual todos pertencemos quer queiramos quer não pois somos seres sociais que necessitam uns dos outros e do ambiente em geral para sobreviver com dignidade e equilíbrio .

terça-feira, 24 de março de 2009

UM PORTUGAL MAIOR

UM PORTUGAL MAIOR

Portugal é uma Nação e , como tal , é representada por cada um de seus cidadãos e não apenas por seus líderes .

A maneira como cada um vive em si sua cidadania , reflectindo-se para o exterior , determina o sentido colectivo do povo ao qual pertence .

A Nação representa o colectivo de um grupo e , ao mesmo tempo , é representada por cada um dos indivíduos em seus actos , mais ou menos profundos .

Ainda na Era colonial , os pensadores Cunha Leal , Fernando Pessoa , Agostinho Neto , Agostinho da Silva e muitos outros alertaram para o “ MOMENTUM” , para a necessidade de Portugal cumprir-se perante si e ante o mundo das Nações civilizadas alterando seu statu quo colonial e criando uma união de facto de novas Nações independentes lusófonas e isso era perfeitamente possível até ao ano de 1940 mas não houveram lideranças capazes nem vontade popular individual , suficientes no conjunto para tal empreitada .

A ganância , o medo dos mares nunca dantes navegados , falta de criatividade , atraso industrial e tecnológico , complexos de superioridade e inferioridade , a inexistência de uma intuição do futuro , etc . , não permitiram a construção de uma nova Nação lusófona de espirito grandioso nem a criação de novas Nações lusófonas tais como o Brasil e , em resultado disso , Portugal não se cumpriu gigante que era .

Se Portugal se cumprisse até 1940 , com seu exemplo de facto , as lideranças do mundo de hoje e as relações entre as Nações mundiais poderiam ser bem diferentes .

É claro que falar da história é mais fácil do que construí-la mas é fundamental uma reflexão ampla sobre o papel de Portugal e da CPLP no mundo de ontem , de hoje e do futuro .

Portugal sozinho não é mais um gigante territorial mas a CPLP é , e a única via para que esta Comunidade se cumpra hoje , é exclusivamente através da união real das ideias e culturas diferenciadas .

Isso exige uma profunda intuição do futuro e um querer destemido .

Através de uma união fraterna verdadeira , definindo-se objectivos fundamentais e caminhos a serem construídos , com o acordo e participação ampla dos cidadãos dispostos às mudanças , é possível reconstruir-se um Portugal mais navegador e , quiçá , ser um exemplo pedagógico para outros povos da CPLP .

Portugal precisa de continuar a inserir-se na Europa em particular pois da Europa nasceu , no mundo em geral como sempre o fez desde o século XIV e fundamentalmente no mundo lusófono , progenitor que é , pois já aprendeu bastante durante estas centenas de anos e não pode alienar-se dessas responsabilidades pois isso seria covardia .

“Vem vamos embora que esperar não é saber , quem sabe faz a hora não espera acontecer (GV) ” .

É isso que desejamos .

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Ensino Superior

Ensino superior oferece 33 mil vagas
As instituições de ensino superior existentes no país ofereceram este ano académico 33 mil novas vagas, informou ontem, em Luanda, o secretário de Estado para o Ensino Superior, Adão Nascimento.

Em entrevista à Radio Nacional de Angola, o secretário de Estado afirmou que este número mostra, por si só, o crescimento do ensino superior no país.

De acordo com Adão Nascimento, a Secretaria de Estado para o Ensino Superior (SEES) submeterá brevemente à apreciação e eventual aprovação pelo Conselho de Ministros do pacote legislativo que vai dar um novo impulso à reforma do ensino superior.

Com a aprovação dos diplomas, aquele organismo pretende continuar a implementar a reforma, cujo termo se prevê para 2012, ou seja, criar condições para realizar o plasmado nas linhas mestras para a melhoria da gestão deste sistema, bem como o plano de execução.

Adão do Nascimento esclareceu que com as novas normas reguladoras, a SEES quer clarificar os princípios que orientam o funcionamento do sector, entre os quais o papel reitor do Estado, a liberdade académica, autonomia institucional, equilíbrio da rede de instituições, bem como a garantia da qualidade do ensino e serviços.

“Depois teremos outras disposições que vão permitir clarificar a tipologia das instituições de ensino que pretendemos ter, nomeadamente escolas superiores e institutos superiores técnicos ou politécnicos, academias e universidades”, frisou.

Para a fonte, esta distinção visa impulsionar a iniciativa privada a atender as necessidades de fomento do ensino politécnico e estancar a banalização do conceito de universidade.

Assim sendo, a criação de universidades e academias vai ficar sob tutela do Governo que, em alguns casos, pode delegar essa função a entidades idóneas.

As medidas entrarão já em vigor, mas será dado um período de dois anos para a adaptação das instituições à nova realidade. As universidades existentes são mantidas ou podem transformar-se em escolas ou institutos superiores politécnicos.

De acordo com o secretário de Estado, o processo de mudança vai ser acompanhado de estímulos, como o estabelecimento de parcerias público-privadas, havendo participação do Estado nos gastos com o corpo docente e desenvolvimento de projectos.

A reforma prevê igualmente a institucionalização do registo do docente na SEES que vai comprovar o seu perfil para a docência, bem como o estabelecimento de um vínculo laboral com uma unidade de ensino e uma colaboração, mediante acordo entre as instituições.

O responsável apelou aos docentes a prestarem maior atenção ao acompanhamento dos estudantes de modo a limar as suas principais debilidades, reduzir o elevado índice de reprovações e transformá-los em quadros competentes.

Brevemente a instituição vai remeter ao Ministério das Finanças o documento sobre a regulamentação das cobranças. O secretário de Estado para o Ensino Superior anunciou para dentro de um mês o início dos trabalhos de fiscalização às instituições, adiantando que já está a ser efectuado o levantamento de dados sobre a actividade académica e pedagógica das mesmas.


Fonte: Jornal de Angola












Pensar e Falar Angola

domingo, 13 de abril de 2008

Carmo Cruz, professora


Imagens de Carmo Cruz

"Quando me aposentei e decidi ir para Angola e Moçambique como voluntária, quis saber, na carne, o que um Professor pode fazer praticamente a partir do nada. Estive a dar aulas, isto é, estive a trabalhar com 29 garotos em Viana, um município perto de Luanda, distante uns 30km de Luanda. Em 2006. Ia para lá à segunda-feira, saía de casa de uma Amiga onde passava o fim-de-semana, às seis da manhã e demorava cerca de três horas a chegar. Depois ficava com os meus meninos até sexta-feira à noite. Dava-lhes primeiro o leite e pão da manhã. Comecei por lhes ensinar que não se denuncia ninguém, que cada um tem a sua vez, que se diz “obrigado”, “desculpa” e outras miudezas assim. Que não se tira o leite e o pão de ninguém. Que não se pede outro pão e outra caneca de leite enquanto todos não tiverem tido a sua parte.
Trabalhávamos debaixo de uma cobertura de camioneta, cheia de buracos, que por sua vez estava por baixo de um frondoso embondeiro.
O quadro era uma prancha que pedi nas obras e o giz era umas pedras calcárias que por lá havia. Sem livros, só com papéis e lápis. E pedrinhas. Cada menino tinha que levar 20 pedrinhas. E assim aprendemos a somar, a subtrair, a multiplicar, a dividir. Com pedrinhas que eram peixes, ou mangas, ou carros, ou pessoas, eram o que nós queríamos que fossem. Que maravilha quando, apenas observando as pedrinhas em cima da mesa de plástico branco todo encardido, o Manuel Serrote disse: “Tia Carmo, multiplicar é uma maneira de somar!” Ah, e tinham um fascínio enorme pelo meu apara-lápis. Era o único. Estavam sempre a pedi-lo para terem o gosto de usar aquele luxo."

"Vou mostrar algumas fotos dos meus meninos de Viana, que eram protegidos, neste campo (escola, pequeno-almoço e lanche) por uma associação espírita. E eu sou católica praticante. E depois? Eles fazem o Bem e isso é a melhor referência para colaborar com eles.Desculpem que vos diga, mas também estes meninos me passaram um Diploma de Professora: quando me preparava para me despedir deles, depois de, em conjunto, termos comido uma lauta feijoada de feijão preto, quase em coro, disseram: “Tia Carmo, não vás embora! Vais embora porquê?” Não consegui responder-lhes. Por isso tive de voltar. "

"Pois é, eu sei que as coisas não são fáceis. Estou a falar da Escola, de Educação, de Ensino e de Aprendizagem. Mas se quem me ler julga que foi fácil pôr os meninos de Viana sentados e a aprender, está muito enganado. No segundo dia de trabalho, quando cheguei à tenda tinha lá um presente em cima da mesa: uns 75cm de mangueira de jardim. Perguntei para que era aquilo e a resposta, quase em coro, foi: “Para bateres”. Fiquei sem fala. E comecei a perguntar a cada um o que queria ser, um dia, mais tarde. As respostas esmagaram-me:
- Quero ser professor, para bater!
- Quero ser polícia, para bater!
- Quero ser segurança, para ter uma arma!
- Quero ser engenheiro, para não fazer nada e ter um carro grande!
Apenas o Manuel Serrote disse que queria ser jardineiro, “para enfeitar as casas”. (E há-de ser jardineiro, que já estamos a tratar disso).
Por isso, em vez de começar a ensinar a ler, a escrever, a fazer contas, eu preferi “perder tempo” a ensiná-los a serem meninos, antes de mais."




(partes de postagens do blog Terrear, um blog que fala de muitas coisas interessantes relacionadas com educação)

Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 3 de março de 2008

Angola: Ensino, Investigação e Desenvolvimento



1ª Conferência Internacional
Braga, 15 a 17 de Maio 2008


Objectivos da Conferência

Esta Conferência constitui-se num fórum de diálogo e debate científico através do qual se pretende alcançar os seguintes objectivos gerais:
a) Promover o conhecimento, a partilha e a divulgação sobre o estado actual da realidade angolana e as perspectivas de desenvolvimento nas suas distintas vertentes;
b) Estabelecer uma reflexão crítica em torno das questões afectas ao desenvolvimento de Angola no contexto da consolidação da paz e da democracia;
c) Analisar e debater os processos, problemas e desafios inerentes à reconstrução de Angola nos vários domínios;
d) Debater o estado de desenvolvimento da educação e da investigação e as suas implicações nas várias esferas de actividade da sociedade civil angolana;
e) Criar sinergias entre académicos e investigadores angolanos no país e na diáspora e entre angolanos e estrangeiros visando a sua participação em projectos de I&D em Angola;
f) Desencadear dinâmicas sustentáveis capazes de incentivar o investimento e a realização de projectos de I&D com impacto na sociedade e economia angolanas;
g) Suscitar interesse em Portugal e em Angola, nomeadamente nos círculos académicos e na comunicação social pelas questões e problemas do desenvolvimento sustentado da sociedade angolana.


Pensar e Falar Angola

domingo, 30 de dezembro de 2007

Doação do Japão

Quarenta escolas primárias vão ser construídas nos próximos dois anos nas províncias de Luanda e de Benguela, pelo Ministério da Educação, cujos custos, orçados em 8,95 milhões de dólares, provêm de uma doação do Governo do Japão entregue hoje, através do UNICEF.

Até finais de 2009, Luanda vai contar, por isso, com 20 escolas, com 6 salas cada uma, situadas nos 5 municípios da periferia, nomeadamente Samba, Cacuaco, Viana, Kilamba Kiaxi e Cazenga. Já a província de Benguela também terá 20 novas escolas, nos 9 municípios que a compõem, com 3 salas cada.

A outra diferença está em que o financiamento prevê o equipamento mobiliário das 20 escolas de Benguela, para além de que cinco delas, porque situadas em zonas muito remotas, serão beneficiadas com instalações para 30 professores. Todas as 40 escolas contarão com o abastecimento de água potável, casas de banho e terão um muro de vedação que garante maior segurança dos alunos.

A cerimónia de entrega dos fundos presidida pela Vice-Ministra da Educação, Alexandra Simeão, teve lugar esta manhã no edifício do Ministério da Educação, em Luanda, em cujo acto o Embaixador Susumu Shibata, da Embaixada do Japão e a Representante do UNICEF em Angola, Angela Kearney, procederam à assinatura do protocolo de acordo que serve de suporte legal ao projecto que visa erguer 180 salas de aula.

Com uma já vasta acção no que toca à assistência ao desenvolvimento social de Angola, esta é a primeira doação do Japão para o sector da Educação no país através do UNICEF. Para o Embaixador do Japão em Angola, esta contribuição destina-se a ajudar o Governo e o Povo de Angola e enfrentar um dos maiores prejuízos sofridos com a guerra, que foi a destruição de milhares de escolas por todo o país. “Tal como o Japão do pós-guerra, Angola também precisa de muita ajuda externa e nós estamos a dar o nosso apoio para que as famílias voltem à normalidade, com os seus filhos a saírem todas as manhãs para a escola com um grande sorriso,” disse o Embaixador Shibata.

Com estas infra-estruturas, o Governo angolano prevê o acesso ao sistema de ensino regular a um número estimado de16.200 alunos. As direcções de Educação das duas províncias vão implementar a participação das comunidades locais na gestão das escolas, através do treinamento dos pais e professores em metodologias de interacção e gestão participativa, com a criação e o envolvimento de Comissões de pais e encarregados de educação. Um investimento em “software” será feito com a promoção da educação em saúde e higiene escolar para todos os alunos.

O projecto insere-se na visão das “Escolas Amigas da Criança” que o UNICEF está a promover em todos os países onde funciona, cujo alvo é ensino de qualidade, e que integra as componentes-chave da água e saneamento, a educação da menina, a promoção da saúde e a participação dos pais na gestão das escolas.

“Nós somos de opinião que, no âmbito da reforma do ensino em curso actualmente no país, esta estratégia tornar-se-á a chave para novas intervenções que assegurem a qualidade do ensino primário para todas as crianças angolanas. O UNICEF está justamente a apoiar esta ideia assumida pelo Ministério da Educação, através de um grupo de trabalho conjunto que funciona a nível central e se desdobra pelas direcções províncias da Educação,” explicou a Representante do UNICEF, Angela Kearney.

Fonte: UNICEF, Angola

Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Universidade Jean Piaget de Angola

Universidade Jean Piaget de Angola
Campus Universitário de Viana Bairro Capalanka · Viana 10365 Brito Godins ANGOLA Telefone: +244.92301148 Fax: +244.2290872 e-mail:
info@angola.ipiaget.org


A Universidade Jean Piaget é uma instituição de ensino superior que ministra 12 cursos que atribuem o grau de licenciatura. Desenvolve as suas actividades em duas localidades do território angolano, mormente na província de Luanda, em Viana, e em Benguela.






Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

ISCED



O Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), do Lubango, foi criado no quadro da Universidade de Angola, por Decreto nº 95/80 de 30 de Agosto do Conselho de Ministros, publicado no Diário da Republica nº 206, I Série de 30 de Agosto de 1980.

Constituem objectivos fundamentais do Instituto Superior de Ciências da Educação a formação de pessoal qualificado necessário ao correcto funcionamento do ensino de base, médio e superior, a habilitação de especialistas de educação e a promoção de investigação cientifica e técnica.

Compreende um edifício central, que integra as estruturas organizativas, doze salas de aulas normais para o leccionamento das cadeiras de ensino da pedagogia, psicologia, filosofia, história, linguística português, linguística francês, linguística inglês, geografia, biologia, matemática, física, química e informática educativa.





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Ensino Superior

Links:


Faculdades da UAN:: Instituto Superior de Ciências da Educação /Lubango:: Faculdade de Medicina da UAN:: Faculdade de Economia UAN:: Instituto Superior de Enfermagem da UAN:: Faculdade de Engenharia da UAN:: Instituto Superior de Ciências da Educação /Luanda

Universidades Angolanas:: Universidade Agostinho Neto ( UAN ):: Universidade Católica de Angola ( UCAN ):: Instituto Superior Privado de Angola ( ISPRA ):: Universidade Jean Piaget de Angola




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domingo, 11 de novembro de 2007

SER PARTE NUM COLECTIVO HUMANO QUE QUER EVOLUIR

Como se sente alguém que estuda , lê , se informa , se esforça para melhorar , para ser coerente , para ser correcto consigo e com os outros , quer evoluir mental e fisicamente e fica dependente de pessoas que não desejam isso e pouco se esforçam para evoluir ?

Como se sente alguém que escuta um presidente ou um líder politico ou outro qualquer líder a dizer que não precisou estudar ou de dar bons exemplos para chegar a Presidente ou para alcançar um cargo de poder e liderança ?

Como se sente alguém que quer evoluir e escuta um líder qualquer a menosprezar aqueles que votaram nele e o puseram naquela função pública ?

Numa votação , é conveniente eleger pessoas responsáveis que gostam de se esforçar e trabalhar com qualidade e que em seu trabalho diário seguem o antigo ditado “ não deixes para amanhã o que se deve fazer hoje ”.
Num país democrático é necessário eleger pessoas que gostam de ampliar seu pensamento , pessoas que gostam de escutar as ideias dos outros pois essas ideias podem ser melhores ou não .

Vive-se actualmente num planeta aonde a informação está bastante acessível a qualquer pessoa normal , na maior parte dos países .

Nenhum rei ou presidente tinha acesso a tanta informação à apenas trinta (30) anos atrás. .
É bom viver num lugar aonde é possível trabalhar em paz , com alegria , com prazer , colaborando coerentemente , sem medos de morrer numa esquina qualquer ou ser raptado porque seu carro , sua casa ou sua pessoa apresenta-se com uma aparência mais cuidada e limpa .

É bom viver num país aonde o respeito pelos cidadãos é real , aonde as lideranças políticas e sociais respeitam e são respeitadas , não através da força bruta mas através da inteligência , da sabedoria e dos bons exemplos no dia a dia .

É bom fazer parte de um colectivo humano aonde as pessoas se esforçam para evoluir sabendo que isso implica num maior esforço mental e físico pois “pensar exige esforço”.
Se um líder ou responsável , político ou outro qualquer , diz que pretende alcançar determinado fim e depois utiliza-se de meios incorrectos para lá chegar , é claro que o fim também será incorrecto .
É aquela velha história do pai que fuma e diz ao filho para não fumar ...
Ou como diz o filósofo Friedrich Nietzsche , “"torna-se verdade no filho aquilo que no pai era mentira"” ..
É aquela conversa do especialista , do economista , do político , que sabe muitas teorias económicas , sabe muito da vida dos outros , sabe muito da vida do país , mas em sua própria casa as finanças estão desequilibradas , sua casa está suja , sua vida desorganizada , sua relação com a família é desequilibrada e bruta ,etc..
O velho ditado enganoso " olha para o que eu digo e não para o que eu faço" .

É muito importante o bom exemplo dos responsáveis para se construir um colectivo humano mais desenvolvido e uma democracia mais consciente .

É muito importante cada um cuidar muito bem de si próprio mas cuidar de si é também cuidar dos outros , é cuidar do colectivo humano e ambiental ao qual todos pertencemos , quer queiramos quer não , pois somos seres sociais que necessitam dos outros e do ambiente em geral para sobreviver .



Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

As universidades (1)

O ensino universitário foi institucionalizado em Angola, no ano de 1962 (decreto-lei 44530, de 21 de Agosto), com a criação dos Estudos Gerais Universitários de Angola, integrados na Universidade Portuguesa.
Em Dezembro de 1968, o decreto-lei 48790 (de 23 de Dezembro) determina a transformação dos Estudos Gerais Universitários de Angola, em Universidade de Luanda, sendo no ano de 1976, após a proclamação da independência de Angola, transformada em Universidade de Angola (portaria 77-A/76, com data de 28 de Setembro).
No dia 24 de janeiro de 1985, por força da resolução 1/85, do CDS (DR 9- 1ª Série, 28/1/1985) a Universidade de Angola passou a chamar-se Universidade Agostinho Neto, em memória do primeiro Presidente de Angola e primeiro Reitor da Universidade de Angola.
Actualmente a UAN tem cerca de 41 cursos e especialidades em diversas áreas do saber científico distribuídos pelas seguintes faculdades e institutos dispersos pelos vários Centro Universitário do País.





Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

INJUSTA JUSTIÇA DA VIDA

REFLEXÃO SOBRE OS SERES HUMANOS COM DIFICULDADES FÍSICAS PARA SE LOCOMOVEREM E SOBREVIVEREM .
Não é uma questão de bondade nem pode ser a ilusão de um mundo virtual em algum lugar no céu ao lado de algum Deus conceitual a razão que deve nortear os humanos na luta pela injusta justiça da vida de maneira a permitirem àqueles menos favorecidos física , mental e espiritualmente obterem condições mínimas de sobrevivência necessárias ao seu desabrochar como seres humanos dignos , saudáveis e felizes.

Há exemplos neste planeta de países que da extrema miséria conseguiram construir uma sociedade mais feliz e pacífica e outros que apesar de não possuírem grandes recursos financeiros sempre tiveram dignidade e felicidade com lideranças sábias pois compreendem que a felicidade individual real depende fundamentalmente da felicidade colectiva e vice-versa .

Angola é um imenso e belo país em sua deslumbrante natureza geo-económica e é uma coincidência favorável que se deve agradecer aos céus a existência de um povo com bastantes misturas tribais e raciais extremamente pacifico comparativamente a outros países e outros povos menos misceginados .

Nesta nação é perfeitamente possível desenvolver uma acção integrada a partir das lideranças sociais , políticas e económicas em busca de um maior equilíbrio social e económico bastando para isso o querer de algumas poucas lideranças que certamente , com seu exemplo , podem gerar muitas acções dinamizadoras nesse sentido .

O projecto de "fome zero" deflagrado pelo presidente Luís Inácio "Lula" no Brasil pode até não alcançar o objectivo total que se desejaria mas o simples facto de se deflagrar essa acção de cidadania já de si é suficiente e justificativo para se juntar energias e trabalhar nesse sentido .

Com fome , com sede , sem um tecto , sem agasalho , sem dignidade , sem felicidade , sem respeito , não é possível ao ser humano desenvolver o potencial de inteligência contido em sua mente .

E sem a dignidade plena de um povo não há uma Nação digna e respeitada .

A cultura de um povo só pode ser elevada ao seu grau mais elevado se seus cidadãos tiverem consciência de si , de suas raízes sejam elas quais forem e de seu "modus vivendi".

Ninguém pode ser integralmente feliz se ao seu lado houver um outro ser , humano ou não , infeliz .

Pode haver muita gente a dizer que "está feliz" mas "ser feliz ou não ser infeliz " é algo profundamente diferente .

Só os humanos que são justos consigo mesmos , que reflectem sobre suas próprias fraquezas , seus erros , só esses humanos são capazes de compreender a injustiça de um viver humano sem dignidade mínima .

Basta olhar e sentir profundamente os seres humanos que palmilham milhares de quilómetros apoiados sobre as suas mãos por falta de pernas ou de uma simples cadeira de rodas por culpa de um passado ou presente violento devido à injustiça da vida que os obrigou a palmilhar por caminhos muitas vezes pouco dignos e com muito sofrimento ou violentos .

Quando se nasce , ninguém escolhe o lugar ou o caminho a seguir .

Dói , a quem observa o horizonte profundo ao redor , constatar tantos jovens e idosos dormindo nas soleiras das esquinas das ruas muitas vezes sujas , buscando um pedaço de tecto que os abrigue ao cair da noite do frio , da chuva ou do calor do sol , estendendo as mãos pedintes pois outros caminhos mais dignos e felizes não lhes são oferecidos pela injusta vida aonde nasceram .

É preciso olhar o exemplo que é a vida de um dos maiores cientistas humanos chamado de "Stephen Hawking" , nascido inglês , que apesar de estar completamente preso a uma cadeira de rodas e só conseguir comunicar-se com o mundo através da fala de um computador é no entanto um dos seres humanos mais inteligentes na terra só porque lhe foi dada a oportunidade de uma vida com dignidade .

Se esse humano tivesse nascido em um outro espaço geográfico poderia não ter construído uma vida tão plena , criativa , profunda e profícua .

E muitas vezes basta uma pequena ajuda para construir muita dignidade humana mas é preciso muita consciência para se compreender isso e haver muita energia mental para deflagrar essa acção .

Aqueles que possuem um corpo físico e mental normal deveriam compreender sua sorte na vida .

Ao morrer nenhum ser humano leva consigo suas riquezas materiais mas apenas a energia de suas acções nesta vida e no instante de sua passagem física ele apenas tem tempo para se questionar se valeu este seu viver e se a resposta a esta pergunta for negativa certamente aquele seu instante supremo será muito triste .

Basta querer construir uma vida colectiva com mais justiça ao nosso redor , eliminando-se a mediocridade do viver e dos actos .

Pensar e Falar Angola

terça-feira, 16 de outubro de 2007

CONSTRUÇÃO DA CPLP

CONSTRUÇÃO DA COMUNIDADE LUSÓFONA

Somos lusófonos e é necessário captar esta realidade passada , presente e futura para nos respeitarmos e sermos respeitados.

É necessário que cada um tenha consciência de si através de auto-reflexão e desse modo os outros certamente irão respeitá-lo.

O espirito dos lusófonos tem demonstrado ser, em geral, pacífico e fraternal, propenso à miscigenação física e cultural e à descoberta dos melhores valores humanos.

O poeta Camões é o primeiro mensageiro desta Comunidade Lusófona ao contactar e apreender com outros povos de diferentes culturas.

O poeta Fernando Pessoa antes de 1935 vislumbrou também esta Comunidade e tinha consciência sobre a difícil realidade portuguesa e seu pseudo império após viver alguns anos na África do Sul ..

Fernando Pessoa tem uma percepção universalista das sociedades humanas e dos países e talvez por isso fez referências a um Quinto Império que seria o império da cultura ou seja, união de diferentes povos com suas diferentes culturas, preservando-se as especificidades de cada um mas com objectivos comuns profundos, fundamentando-se esta união no respeito, na independência, na preservação dos valores culturais, na modernidade, na harmonia, no equilíbrio, na sustentabilidade de um desenvolvimento social, económico e ecológico.

Não seria um império de domínio mas de colaboração e criatividade capaz de responder equilibradamente aos novos desafios deste século XXI.

Muitos pensadores nos seus países de origem têm alertado para a necessidade de se avançar mais rapidamente e realmente para a construção desta Comunidade.

O pensador Cunha Leal, ex-ministro do Governo de Salazar e outros pensadores, na sua época também falaram, de um outro modo, nas mudanças necessárias para transformar a sociedade colonial portuguesa numa verdadeira Comunidade Lusófona, não de domínio mas de colaboração.

Mas os detentores do poder no pseudo-império português e eram poucos , pois a maioria do povo apenas tinha deveres e muito poucos direitos, com sua visão fechada para a inovação e pouco universalista não vislumbraram o “momentum“ clamado pelos poetas e pensadores maiores lusófonos , na metrópole e nos territórios ultramarinos .
(clique em Ler mais para ter acesso a todo o texto)


O “momentum” foi desperdiçado e Portugal deixou de cumprir-se .

Se os pseudo-donos do poder em Portugal tivessem compreendido as mensagens escritas em prosa e poesia pelos maiores pensadores da língua portuguesa, antes de 1940, saberiam que aquela era a ocasião para as necessárias e profundas mudanças sociais, políticas e económicas em Portugal e suas colónias e certamente que a CPLP hoje estaria em pleno funcionamento e união, sem complexos nem âncoras.

Se os governantes portugueses, por volta do ano de 1940, tivessem preparado o país e suas colónias para uma futura união e com total independência...,

se os povos nas colónias e em Portugal tivessem isso à escola prepararem-se para assumir democraticamente seus destinos e seus governos...,

se Portugal tivesse assumido em 1940 uma postura de liderança mundial dando exemplo com transformações sociais, políticas e económicas no seu pseudo-império...,

certamente ter-se-iam alcançado outros patamares de desenvolvimento sustentado sem guerras fratricidas nos PALOP e sem maiores traumas e certamente hoje esta Comunidade Lusófona seria muito mais respeitada não só perante os lusófonos mas também perante os outros povos e Portugal ter-se-ia cumprido plenamente como país inovador e criativo.

O facto de ter havido uma chamada “Revolução dos Cravos” em Portugal quase sem derramamento de sangue, como resultado dos movimentos independentistas nas colónias, já serviu como exemplo para outras chamadas revoluções políticas na Europa do Leste e até em outros lugares.

A ocasião, “o momentum” foi perdido e as consequências foram e ainda são traumáticas.

É importante reflectir-se sobre tudo isto, sem complexos de superioridade ou inferioridade, e lendo com profundidade as mensagens dos maiores lusófonos, em todos os quadrantes e em todos os países da CPLP, captando-lhes a essência e lendo nas entrelinhas.

É preciso querer agora, no presente, construir uma comunidade pacifica, fraternal, moderna, racial, numa perspectiva de desenvolvimento social, económico e ecológico sustentado aonde todos os povos e cidadãos desta Comunidade tenham plenos direitos e deveres.

Certamente que este movimento lusófono na construção de um novo “momentum”, terá de ser assumido e liderado por todos os povos da CPLP , sem excepções , sem preponderâncias ou intenções de maiores domínios por parte de algum país , grupo ou pessoas pois estamos no século da informação e muitos sabem ler nas entrelinhas dos actos , transparentes ou não, e nas entrelinhas das intenções e dos objectivos a serem alcançados .

Já que Portugal não se fez cumprir até ao ano de 1940 , espera-se agora , neste início do século XXI , que saibamos cumprir uma verdadeira e desenvolvida Comunidade Lusófona (CPLP) .

É o nosso desejo!



Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

ANGOLA , seus sonhos , heróis e ídolos

Mandume



ANGOLA, SEUS SONHOS, HERÓIS E ÍDOLOS.

Os actuais países europeus e outros precisaram de muitas centenas de anos para aprenderem e melhorarem seus governos e tornarem-se estruturalmente mais organizados .

Os países tecnológicos do norte, chamados de mais desenvolvidos, nestas centenas de anos cometeram e cometem muitos erros nos níveis sociais, religiosos, económicos, militares, ecológicos e outros, erros estes por vezes muito graves e desastrosos tais como as últimas grandes guerras na Europa, os processos de descolonização em África e em outros continentes, as enormes catástrofes ambientais actuais e futuras, a exterminação de quase todas as suas florestas originais, a exterminação de raças humanas, de animais e plantas, etc.

Ainda hoje, estes países do norte tecnológico não compreendem os graves problemas ambientais sociais e ecológicos causados pelos seus erros de governação e não estão dispostos a alterar radicalmente seus privilegiados hábitos altamente consumistas e egoístas como, por exemplo, o consumo de energia não renovável nem querem mudar suas economias desenfreadas e gananciosas .

Concluindo, os actuais países denominados desenvolvidos ou países do Primeiro Mundo precisaram de muitas centenas de anos para aprenderem a governar um pouco melhor e melhorarem económica e socialmente seus próprios países mas continuam a cometer erros graves nessa governação, afectando com isso não só seus países como também os outros.

Angola e todos os actuais novos países lusófonos conquistaram sua independência com muito esforço mental e físico.

Estes novos países, seus povos e seus governos não tiveram nenhum apoio nem nenhuma preparação técnica por parte dos antigos países coloniais para governarem-se.

Tem sido um grande esforço pessoal , de cada um , aprender e conseguir executar suas tarefas de governação o melhor possível .

É muito difícil governar qualquer país , mais ainda sem preparo científico e sem experiências passadas , pois administrar e liderar são funções muito técnicas e como todas as técnicas precisam de muito estudo, muito preparo e experiência para serem executadas o melhor possível.

Foi e é muito difícil conseguir manter a funcionar bem , estruturalmente , estes novos países e foi e é de uma heroicidade grande este trabalho de administração diante das muitas e dificeis realidades internas e externas destes novos países .

(clique em Ler mais para aceder ao texto integral)



Os governantes e líderes, passados, actuais e futuros, destes novos países sejam eles políticos, religiosos, sociais, professores, jornalistas, ecologistas, artistas, cientistas, trabalhadores em geral, etc., precisaram e precisam muitas vezes de heroísmo para conseguirem assumir com responsabilidade e seriedade suas funções e assim ajudarem a melhorar estruturalmente o funcionamento de seus países.

Houve uma série de graves erros cometidos pelos chamados países coloniais por não terem aprendido a visionar devidamente o futuro, o que ia acontecer, e por isso não souberam assumir com responsabilidade e seriedade suas obrigações de prepararem estrutural e administrativamente os novos países para assumirem sua própria governação após a sua independência.

No caso de Angola, país privilegiado, tanto a nível de seu povo como de riquezas naturais, foi de uma enorme heroicidade e capacidade conseguir manter a funcionar estruturalmente esta grande nação diante de uma conjuntura internacional desestabilizadora, gananciosa e imoral.

Foi e ainda é uma tarefa extremamente difícil conseguir que este grande país caminhe rumando para um maior desenvolvimento sustentado como é desejo de seu pacífico povo e de todas as suas lideranças actuais, dentro e fora do governo, e que têm dado provas de uma maior maturidade, capacidade e união fraternal.

O povo angolano e todas as suas lideranças actuais estão a dar um óptimo exemplo de sapiência ao mundo assim como o grande mestre Nelson Mandela, hoje primeiro embaixador vivo da consciência humana, herói e ídolo de muitos jovens e adultos mais conscientes do mundo inteiro que se referenciam nele para construírem um presente e um futuro mais harmonioso compreendendo e aprendendo os erros do passado.

Angola necessita de redescobrir mais todos os seus heróis e ídolos, neste inicio do século XXI, em todas as áreas do pensamento, em todas as áreas sociais, económicas, politicas, religiosas, ecológicas, desportivas, científicas, artes, etc.. Pois os jovens e adultos necessitam deles para se projectarem como seres humanos mais competentes.

Angola precisa muito de seus muitos Heróis e Ídolos que com sua atitude exemplar ajudem esta Nação a manter-se em pé orgulhosa de si e consciente de que precisa aprender e melhorar muito mais e quer um futuro mais brilhante.

Todos os jovens e adultos necessitam espelhar-se em heróis e ídolos, que são pessoas que têm sucesso em suas áreas de trabalho, para encontrarem um caminho melhor senão ficam sem referências para desbravar seu próprio caminho.

É preciso transformar todos os seus mais velhos em heróis, sejam eles quem forem, pois mesmo diante de tantas dificuldades conjunturais e estruturais nacionais e internacionais conseguiram manter em pé as estruturas básicas desta bela nação Angolana.

É necessário transformar em ídolos desta nação todos os desportistas, professores, cientistas, artistas, ecologistas, jornalistas, escritores, etc., todas as pessoas que tenham sucesso nas diferentes e úteis áreas da sociedade angolana, aqui ou na diáspora, pois é um caminho que certamente traz muitos e bons frutos.

O sonho é o primeiro passo para o desenvolvimento e um povo sem sonhos é um povo sem projectos.

Ter heróis ou ídolos é despertar a memória, é permitir o sonho, é ter projectos de vida, é querer construir uma Nação que se quer cada vez mais respeitada e respeitosa.

Pensar e Falar Angola

terça-feira, 26 de junho de 2007

Educação e Cidadania


É hoje relativamente pacífico o reconhecimento de que muitos dos ‘pensadores’ e militantes da esquerda dos anos 60 e 70, à medida que foram vendo desvanecer-se os ‘anos da juventude’, e sobretudo que foram ‘confrontados’ com a responsabilidade da ‘governação’, seja da ‘coisa pública’, seja mais prosaicamente das suas vidas pessoais e dos ‘negócios de família’, foram assumindo posições mais consentâneas com o ideário de direita, quiçá mesmo liberal e/ou néo-liberal, reflectindo um pensamento que noutros tempos era verberado como pequeno-burguês, reaccionário e anti-revolucionário.

Claro que se passaram 30/40 anos, o mundo mudou (para melhor ou para pior, depende dos pontos de vista e dos modelos de análise), o Sol que brilhava no Império do Leste e que se dizia que tinha nascido para todos acabou por ‘implodir’ e, hoje em dia, os novos sacerdotes e pitonisas do capitalismo tudo fazem para nos obrigar a aceitar, sem discussão, que a História ‘chegou ao fim’.

Mas se até FUKUYAMA já admite uma nova governação para o século XXI, propondo uma reconstrução dos Estados com base na promoção do conceito de Democracia, faz pouco sentido admitir como inevitável que os povos tenham que se submeter à ‘lei do mais forte’.

Acontece que o conceito e, mais do isso, a prática da democracia, depende em larguíssima medida do nível de educação do povo. Sobretudo quando educação é sinónimo de formação cívica e formação para a cidadania consciente.

Ora, esta ideia de educação para a cidadania, não sendo contraditória com a elevação da formação profissional e da qualificação das pessoas de um ponto de vista da sua ‘capacitação’ para o mercado de trabalho, não pode ser confundida com esta.

As ‘notícias’ que vou lendo sobre a intervenção de muitas empresas estrangeiras no domínio da ‘educação/formação’ em Angola, não me deixa tranquilo quanto à relevância desse ‘investimento’ na educação cidadã dos angolanos. A via que é preconizada pelas organizações internacionais (FMI, Banco Mundial, UE, etc.), no que concerne aos investimentos que devem ser feitos na formação e qualificação, aponta para uma espécie de ‘privatização’ do sistema educativo (de resto, o mesmo é aconselhado para o sistema de saúde).

E no meu modesto ponto de vista, o caminho que está a ser seguido pouco se afasta desse modelo. Mesmo admitindo que o Estado angolano e as suas autoridades têm toda a legitimidade para definir as suas prioridades e respectivas políticas, deixar à iniciativa privada o papel de provedor do serviço educativo, parece-me ser uma via pouco conveniente, direi mesmo perigosa, se o conceito de Democracia é algo que continua a fazer sentido e deve ser defendido como uma das bandeiras do mundo no século XXI.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Educar e Formar para Fixar


Pensar e falar seja de que país for, tem que ser pensar e falar das e nas pessoas.
No mundo globalizado em que vivemos, não podemos olhar para nenhum país sem olhar, entender e pensar nas gentes que são os cidadãos do mundo (se pensarmos global), ou os cidadãos de cada país (quando o nosso olhar é mais local).
O convite que me foi feito para 'colaborar' neste espaço, só me faz sentido se aqui puder trazer algumas reflexões/preocupações, que podendo servir para 'pensar Angola', são antes de mais nada uma maneira de 'pensar as pessoas' e os respectivos direitos de cidadania.
E desculpar-me-ão aqueles que se derem ao trabalho de ler os meus 'arremedos' de prosa, mas não consigo despir a camisola de profissional do ensino, pelo que o parco contributo que poderei trazer irá situar-se nesse campo específico.
Até porque, do meu ponto de vista, a educação e a formação, ou dito de uma forma mais 'angolesa', a capacitação das pessoas, é a chave para o sucesso do país que, apesar de todos os 'pesares' continua a ser o elo que nos une.
Angola, como de resto o continente africano, é sem dúvida um elo muito frágil nas relações internacionais neste tempo de globalização económica. Até mesmo quando lemos relatórios das instituições que vão justificando a hegemonia dos países centrais (o tão falado Norte), como é o caso do FMI e do seu instrumento financeiro - Banco Mundial -, podemos verificar que a África quase não existe.
Nas últimas décadas houve algum 'empenhamento' e preocupação dessas instituições em relação aos continentes asiático e sul-americano. Provavelmente, tal facto ficou a dever-se ao facto de esses continentes serem extremamente populosos, o que de um ponto de vista económico apresenta duas vantagens: constituem enormes mercados onde é possível 'vender muito', ao mesmo tempo que providenciam enormes contingentes de mão-de-obra, suficientemente barata, para proporcionarem lucros astronómicos aos capitais da 'tríade' EUA/Japão/Europa.
Já no que a África diz respeito, a grave situação demográfica (com densidades populacionais muito baixas), a que acresce uma situação sanitária bastante grave, que se traduz em esperanças de vida muito baixas, leva a um quase abandono e/ou esquecimento deste continente.
Angola, tal como muitos outros países africanos, não pode continuar a ser o que foi ao longo de cinco séculos: um enorme armazém de matérias primas para os países desenvolvidos. E a única forma de alterar as relações entre Angola e o mundo globalizado em que vivemos é através da aposta na formação e na qualificação das suas gentes. Para que em vez de vender a sua riqueza ao estrangeiro seja possível criar e transformar no interior essa riqueza, arrecadando as mais valias que hoje servem para enriquecer os novos 'senhores coloniais', os quais, usando de formas mais subtis e sofisticadas, sabem insinuar-se junto das autoridades e dessa forma subtrair ao povo angolano a riqueza a que tem direito.
E a prazo ser possível evitar a contínua sangria de quadros, ou dito de uma forma mais prosaica e terra a terra, para que Angola, tal como o resto do continente, possa ter condições de fixar e fazer crescer as populações, criando a massa crítica imprescindível ao desenvolvimento económico.

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...