Cento e 15 prédios, com um total de 3180 apartamentos, foram entregues esta segunda-feira, no âmbito da inauguração da primeira fase da Cidade do Kilamba, numa cerimónia cujo corte da fita coube ao Presidente da República, José Eduardo dos Santos. Prevê-se que os referidos imóveis, que estão situados no recém-criado município de Belas, beneficiem mais de 19 mil pessoas, de um total de 150 mil que poderão residir nesta nova centralidade.
“A inauguração da Cidade do Kilamba é um motivo de orgulho e de grande satisfação, para mim e para todos os membros do executivo”, realçou o Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, acrescentando que “é o maior projecto habitacional jamais construído em Angola e constitui, à escala global, um profundo exemplo da política social levada a cabo no país para resolver o défice habitacional”.
“Vamos ensaiar aqui um novo modelo de gestão urbana, que seja funcional, simples, racional, transparente e cumpridor das suas atribuições, capaz de encontrar as melhores soluções para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos”, acrescentou o Presidente da República. Prevê-se que, até Dezembro deste ano, sejam entregues mais 218 prédios, o que corresponde a mais oito quarteirões, que representam 6.894 apartamentos. Segundo estimativas, elas poderão beneficiar mais de 40 mil pessoas, numa zona onde haverá mais oito creches, quatro escolas primárias e duas secundárias, de acordo com informações avançadas no dia da inauguração.SELECÇÃO DE MÃO-DE-OBRA
O presidente do conselho de administração da Sonangol e do conselho de gerência da SONIP, Manuel Vicente, conta que a construção do empreendimento começou em 2008, na sequência das orientações emanadas pelo Presidente José Eduardo dos Santos e coordenação do extinto Gabinete de Reconstrução Nacional, dirigido na altura pelo chefe da Casa Militar da Presidência, general Hélder Vieira Dias. No segundo semestre de 2010, a SONIP, subsidiária da Sonangol para a área imobiliária assumiu a responsabilidade da coordenação da construção da Cidade do Kilamba. Manuel Vicente salientou que na cerimónia desta segunda-feira estavam a ser entregues os edifícios e apartamentos já citados, assim como 10 quilómetros de estrada e 48 lojas. “Devido aos prazos inicialmente definidos, o enquadramento de mão-de-obra nacional ficou aquém do que esperávamos, pelo que, não obstante a ligeira dilatação dos prazos de execução e de modo a aumentarmos o volume desta mão-de-obra e sua capacitação, temos confirmado para as próximas fases o aumento significativo da formação no local de trabalho, importando somente o pessoal expatriado para enquadramento”, garantiu Manuel Vicente.
O PCA da Sonangol, que hoje coordena o processo de construção dos edifícios e outras obras sociais naquela parcela de Luanda, reiterou a disponibilidade para tudo fazer para se vencerem os desafios que ainda se colocam. A construção está a cargo da construtora chinesa CITIC, que conta com outros subempreiteiros e consultores neste desafio que só terminará com o alojamento no local de meio milhão de pessoas.Pensar e Falar Angola

