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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Caminhos de Ferro Angola - Namíbia
Angola e Namíbia estão empenhadas na conclusão da linha-férrea que vai ligar os portos do Namibe e de Walvis Bay.
Segundo o ministro namibiano da Indústria e Comércio, Hong Hage Geingob, a Namíbia já efectuou grande parte do trabalho que lhe competia, faltando apenas 55 quilómetros.
Entrevistado pela imprensa angolana na Namíbia, a propósito do 35º aniversário da proclamação da independência nacional, que se assinala a 11 de Novembro, Hong Hage Geingob destacou a importância do Porto de Walvis Bay para a região da SADC, acrescentando que a conclusão da linha férrea vai facilitar o escoamento de produtos.
Hong Hage Geingob frisou que muitas viaturas adquiridas da África do Sul com destino a Angola passam pelo Porto de Walvis Bay.
O corredor de Walvis Bay serve grande parte da região da SADC. Devido à sua localização e eficiência, o porto oferece substancial segurança para cargas sensíveis ao tempo.
Um motor de desenvolvimento
O ministro namibiano da Indústria e Comércio considera Angola um motor para o desenvolvimento da África Austral.
Hong Hage Geingob justificou que Angola dispõe de enormes potencialidades económicas que lhe permitem atingir rapidamente um elevado nível de crescimento e contribuir para o desenvolvimento da região.
O dirigente namibiado lembrou que alcançada a paz, Angola tem dado passos significantes para o seu desenvolvimento.
Hong Hage Geingob realçou as relações privilegiadas entre os dois países, mas considera baixas as trocas comercias.
Esclareceu que actualmente as trocas baseam-se simplesmente no comércio de trânsito, praticado ao longo da fronteira e por outros cidadãos que individualmente se deslocam àquele país a procura de pequenos negócios, sublinhando que há um grande défice no comércio real.
“O volume de negócios é muito baixo. Nós não vendemos quase nada à Angola e nem Angola compra-nos alguma coisa”, disse.
Acrescentou que “comércio real só vai acontecer quando produtos fabricados em Angola forem exportados para a Namíbia e vice-versa, e isto ainda não acontece”, referiu.
O dirigente namibiano lembrou que Angola é um dos maiores produtores de petróleo e de diamantes no mundo, acrescentando que a Namíbia ganharia muito se houvesse uma maior cooperação nestes domínios.
“Seria mais barato comprarmos petróleo de Angola. Na área dos diamantes também podia haver cooperação, já que Angola tem muita experiência nesse domínio”, referiu. Acrescentou que em contrapartida, Angola podia comprar da Namíbia carne bovina, pois o país dispõe de grandes indústrias de processamento de carne bovina para exportação.
Relações comerciais vão ganhar impulso
Hong Hage Geingob afirma que ainda há um longo caminho a percorrer, mas acredita que as relações comerciais entre Angola e a Namíbia vão ganhar outra dinâmica depois do encontro das Câmaras de Comércio, a acontecer no princípio do próximo ano, em Luanda.
Sem anunciar uma data exacta, Hong Hage Geingob afirmou que a delegação namibiana será chefiada pelo próprio ministro do Comércio e deverá integrar empresários de vários sectores.
O ministro da Indústria e Comércio da Namíbia revelou que um grupo de namibiados nascidos em Angola manifestou o interesse de participar no programa habitacional do Executivo, que visa a construção de um milhão de casas até ao ano de 2012.
Segundo o ministro, o projecto deverá ser apreciado proximamente pelas autoridades competentes namibianas, podendo ser apresentado na reunião da Câmara do Comércio Angola/Namíbia.
Ao falar das potencialidades económicas, Hong Hage Geingob considerou a Namíbia como “um deserto perdido no meio de dois gigantes: Angola e África do Sul”, mas afirmou que o seu país “não se sente asfixiado”.
“Angola e África do Sul são dois países com os quais temos excelentes relações e isto anima-nos bastante”, referiu.
Hong Hage afirmou que a independência de Angola, que se assinala a 11 de Novembro de 1975, tem um grande significado, não só para os angolanos como também para os namibianos, tendo destacado o valioso contributo na luta de libertação da Namíbia.
O ministro namibiano lembrou os momentos de guerra vividos no seu país e sublinhou que sem o apoio de Angola, a Namíbia teria enormes dificuldades em fazer a luta para a conquista da independência.
Pensar e Falar Angola
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
do Lobito ao Cubal

O comboio já circula entre o Lobito e o Cubal. Uma equipa de reportagem do Jornal de Angola fez essa viagem atravessando savanas e montanhas. O Caminho-de-Ferro de Benguela está em obras avançadas até à ponte sobre o rio Kwanza, na província do Bié, não muito distante da província do Moxico.
O comboio mete passageiros em pequenas e grandes estações. No Cubal entraram centenas de pessoas. Em Caimbambo muitas mulheres carregam os seus “negócios”, sobretudo produtos do campo. Há dezenas de pontes construídas ou reconstruídas, estações erguidas de raiz, carris prontos a serem montados, tudo a pensar na reposição da circulação do comboio até ao Luau, na fronteira com a República Democrática do Congo. Tchinjenje, Ukuma, Longonjo, Kamacupa, Katabola, Chipeta, Tchicala Tcholohanga só se fala no regresso do comboio.
No Lobito, a placa giratória é a zona do “Negrão”, onde se cruzam todos os comboios. O Porto do Lobito é um importante aliado do CFB. “Aqui no Lobito todas as famílias têm um membro a trabalhar ou no porto ou no caminho-de-ferro”, diz um empregado do hotel “Turismar”, que nos serve de poiso enquanto esperamos pela “hora da largada” para o Planalto Central.
O “gigante adormecido” que é o Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) começa a dar sinais claros de recuperação, com os trabalhos de reposição da linha-férrea. A circulação do comboio de passageiros já é regular até ao Cubal, um centro urbano importante do interior de Benguela.
Daniel Kipaxe é administrador e director-geral dos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB) há nove anos. “Vocês vão viajar num ATL até ao Cubal. Podem parar quando quiserem para fotografar tudo o que está a ser feito na reabilitação do Caminho-de-Ferro de Benguela”.
Os ATL (Automóveis para Transporte de Linhas) são veículos ferroviários que servem para apoio aos trabalhos de reparação e inspecção de linha. Têm oito lugares e a sua velocidade pode chegar aos 120 quilómetros por hora, mas, à cautela, o nosso ATL não passou dos 50.
O inspector-chefe Paiva Humberto Sacadura Cabral e o chefe da protecção física do CFB, António de Carvalho, acompanharam a reportagem do Jornal de Angola. Descreveram os trabalhos na via com todos os detalhes e a realidade de cada uma das localidades por onde passa o comboio. Pelo meio, contaram cenas do “tempo da guerra” para fazer chegar o comboio ao Huambo e mesmo alguns episódios tristes, como aquele em que um técnico perdeu a vida ao ser arrastado pela fúria das águas do rio Cubal, na região do Guviriri, enquanto trabalhava na montagem da estação geométrica.
Comboio do progresso
Mal tomáramos o ATL, fomos confrontados com a possibilidade de parar a viagem em Caimbambo “porque anda um comboio a espalhar brita na linha”, disse o inspector comercial do CFB, Pedrosa de Oliveira. A brita é matéria-prima indispensável para a colocação das travessas e outros componentes para a montagem de uma linha-férrea.
O ATL fez uma ligeira paragem na estação da Catumbela e outra no Negrão, a placa giratória dos comboios. Do Negrão a Caimbamdo, apenas uma paragem no Guviriri, onde existe um aparelho que mede a posição das águas do rio Cubal, cujas enchentes causaram, num passado recente, enormes perdas de vidas e bens, sobretudo colheitas e gado. Depois de alguns contactos telefónicos chega a informação: “podemos chegar até ao Cubal”, diz António de Carvalho. Para trás ficaram as localidades de Cango, Ombe, Câbio e Mina.
Cubal fica a 154 quilómetros do litoral e a 32 do Caimbambo. A estação do caminho-de-ferro está funcional e existe um serviço de transporte de passageiros regular, às segundas, quartas e sextas-feiras. A composição tem 15 carruagens e transporta uma média de 1500 passageiros por viagem.
Lopes Eugénio é o chefe da estação no Cubal e trabalha há 50 anos na empresa. Desde 1992 que está no Cubal, depois de ter passado, como diz, por quase todas as estações de Angola. Vestido a preceito, o ferroviário mostrou-nos os cantos da casa e falou da importância do comboio na vida das populações.
“Esta estação é muito importante, porque o município vive da agricultura e os camponeses precisam de escoar e vender os seus produtos, sobretudo nas cidades do litoral. Ora, isso só é possível de comboio, pois ele transporta tudo”, refere Lopes Eugénio, acrescentando que “no dia em que há comboio, esta estação fica cheia de gente, vinda de todas as comunas e aldeias do município do Cubal. Até gente de Benguela chega aqui”.
Sinais de vitalidade
Há sinais de grande vitalidade no Cubal. O comboio devolveu a esperança de uma vida melhor às populações. “Havia muitos produtos a estragarem-se no campo, mas agora as pessoas podem ir a Benguela ou ao Lobito e venderem milho, feijão, batata-doce e outros produtos e adquirirem, depois, o que quiserem”, afirma Lopes Eugénio.
Despedimo-nos do velho ferroviário com um “tulissanga” (até breve). Do Cubal para frente, o comboio de passageiros ainda não apita. Só circula o comboio de material para a reparação da linha.
Mais 54 quilómetros e estávamos na vila da Ganda, passando por Membassosso, Chimboa e Sambú, localidades atravessadas pela linha-férrea. Na Ganda prosseguem os trabalhos na linha. É uma corrida contra o tempo, afinal 2012 está perto. Já é noite quando alcançámos Tchinjenje, município da província Huambo. Os trabalhos prosseguem em “grande velocidade”. Vai ser assim até ao dia em que o comboio parta do Lobito até à fronteira.
Fotos do Jornal de Angola e da página de CPires
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Voltemos aos Caminhos de Ferro
Reabilitação e modernização dos caminhos-de-ferro em cursoO programa de Reabilitação e modernização dos Caminhos-de-ferro de Angola (CFA) prevê a restituição dos três principais troços ferroviários do país: Luanda, Benguela e Namibe.
Com início em 2001, o projecto, a ser executado num horizonte temporal de 11 anos, visa a recuperação das importantes infra-estruturas ferroviárias degradadas pela guerra, com vista a permitir a circulação de pessoas e bens dentro e fora do território nacional, assim como possibilitar e apoiar os países vizinhos, como a República Democrática do Congo, Zâmbia, Zimbabwe e Botswana.
Com uma extensão de aproximadamente dois mil 722 quilómetros, avaliado em cerca de quatro biliões de dólares norte-americanos, o projecto vai permitir criar postos de emprego para milhões de cidadãos angolanos e consiste igualmente na construção de mais uma linha férrea e de outros segmentos transversais.
A primeira fase do programa de Reabilitação Expedita dos Caminhos-de-Ferro de Angola (CFA), orçada em 78 milhões de dólares, é concluída em Dezembro.
Do plano, já foi feita a reabilitação de duzentos quilómetros, incluindo serviços de desminagem da linha férrea do país e está em curso a reabilitação da linha ferroviária que liga a Estação do Bungo (Luanda) a Malanje, cujo reinício da circulação comercial é restabelecida brevemente.
Com o apoio e investimento da China, a primeira fase consiste não só na reabilitação das infra-estruturas degradadas e destruídas pela guerra, mas a reparação de todas as linhas ferroviárias do país, assim como a conclusão e construção de novos eixos ferroviários, com vista à ligação de Angola com outros Estados vizinhos. O programa abrange ainda os três caminhos-de-ferro do país, nomeadamente de Benguela, com uma extensão de 1.336 quilómetros, que atravessa o centro de Angola até à costa Leste; de Luanda, com 479 Km, que vai até Malanje, passando por Ndalatando; e de Moçamedes (Namibe), com 907 Km, que liga a costa atlântica do Sul e Menongue (Kuando-Kubango).
A segunda fase, avaliada em 90 milhões de dólares e ligada à modernização dos CFA, consiste na reconstrução do troço ferroviário Luanda/Bungo/Baía e na reabilitação das linhas férreas do interior do Porto de Luanda.
A interligação das linhas existentes em Angola e a sua ligação com os caminhos-de-ferro dos Estados vizinhos fazem parte da terceira e quarta fases do Programa de Reabilitação e Desenvolvimento do Sistema Ferroviário Integrado de Angola.
Sobre o Caminho-de-Ferro de Moçamedes, uma vez operacional, vai influenciar a restauração da produção de ferro nas minas de Kassinga, município da Jamba, cujo processo paralisou há mais de 20 anos.
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Quanto ao Caminho-de-Ferro de Benguela, está já projectada a construção, num horizonte de dois anos, de um novo segmento que entrar directamente na República da Zâmbia, já que actualmente a entrada para este país é feita através da República Democrática do Congo.rojectos semelhantes ajudam o continente africano a criar fundos que permitam estimular o desenvolvimento de infra-estruturas, de forma a interligá-lo em toda a sua extensão.terça-feira, 27 de maio de 2008
Comboio voltou a apitar

O comboio voltou a apitar em Ndalatando, na última segunda -feira, dia em que se realizou a viagem experimental entre o quilómetro trinta, em Viana, e a referida localidade. A população local, refira-se, não via o comboio desde 1992.
A entrada em circulação do comboio vai proporcionar à população melhores condições de vida e fazer com que a economia flua nos mais variados sectores.O corredor de Luanda, acrescentou, é uma esperança na redução dos encargos com a transportação de produtos do campo para a cidade e vice-versa. O troço ferroviário Luanda/Ndalatando, construído entre os anos 1886/1889, tem 241 quilómetros. Do Zenza até Luinha 51, de Luinha a Ndalatando 55 e de Ndalatando a Malanje 180 quilómetros.
O primeiro comboio apitou na cidade de Ndalatando em 1902.
Pensar e Falar Angola
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