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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

HERÓIS DO 4 DE FEVEREIRO HOMENAGEADOS EM MOÇÂMEDES

HERÓIS DO 4 DE FEVEREIRO HOMENAGEADOS EM MOÇÂMEDES
O 4 de Fevereiro de 1961 marcou uma viragem na situação política e social de Angola e criou condições que permitiram aos angolanos lutarem com todos os meios disponíveis, na época, contra o regime colonial português, que dominava o país há cerca de 500 anos.
Para saudar a efeméride, foi realizada em Moçâmedes a cerimónia de deposição de coroa de flores ao Túmulo do Soldado desconhecido, sob presidência da Governadora Provincial em Exercício, Ema Samali da Silva.
Na ocasião, Ema Samali da Silva afirmou que o Início da Luta Armada de Libertação Nacional foi o ponto de partida para a conquista da soberania e Independência de Angola.
A Governadora Provincial em Exercício, considerou importante a valorização dos feitos dos Heróis do 4 de Fevereiro, tendo frisado que os princípios que nortearam os nacionalistas, inspiram as autoridades a desenvolverem acções que visam a melhoria das condições de vida da população.
"Vamos continuar a criar condições para que os Angolanos em geral e as populações do Namibe em particular, tenham resiliência, para que consigam ter meios de subsistência e possam desenvolver as suas actividades produtivas", reafirmou.
A cerimónia de celebração do 4 de Fevereiro, que decorre sob o lema "Angolanos de Mãos Dadas para o Futuro", foi testemunhada pelos representantes dos Órgãos de Defesa e Segurança, Deputados à Assembleia Nacional, Membros do Governo e Sociedade Civil.



Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

4 de Fevereiro - Comunicado do BD

COMUNICADO ALUSIVO AO “4 DE FEVEREIRO”

1.      O BD, por ocasião do 57.º aniversário do “4 de Fevereiro”, inclina-se perante a memória de todos aqueles que tombaram e rende a merecida homenagem a todos angolanos que com elevada exaltação nacionalista protagonizaram essa acção espectacular que rompeu definitivamente o “muro de silêncio” em relação a questão colonial de Angola, quebrando a imagem da “harmonia das populações” e da inexistência de contestação à colonização portuguesa. Nesse dia começou “a acção directa”. Estavam esgotados todos os meios pacíficos de autodeterminação e, perante a teimosia do colonial-fascismo, não havia outra saída, senão provocar um “grande sobressalto para o mundo” e iniciar uma luta armada que conduzisse o país à Independência política e à Libertação social.

2.      O BD reconhece que nesta primeira acção armada de impacto nacional e internacional, a exiguidade dos meios (principalmente catanas) mostrou as fragilidades da operação e não impediu o desabar de uma onda repressiva que levou milhares de angolanos para as cadeias e desmantelou quase completamente as redes nacionalistas clandestinas. Mas, essa hecatombe não diminuiu a importância estratégica do acto para a luta de libertação de todos os povos africanos colonizados por Portugal. 
3.      O BD partilha a opinião de que o “4 de Fevereiro” foi uma acção que envolveu nacionalistas filiados em diversas organizações, em que participaram ou foram vítimas da repressão colonial pessoas de todas as tendências e filiações, comungadas no mesmo espírito de libertação do jugo colonial, entre as quais se destacou Cónego Manuel das Neves, tornando o 4 de Fevereiro  numa data histórica nacional, de todos e para todos os angolanos, uma data que deve ser de UNIDADE DE TODA A NAÇÃO, em nome da libertação total de Angola e dos angolanos. 
4.      O BD reafirma a sua disposição de luta, em todas as frentes (política, económica, social, cultural, ecológica ou outra), através da sua acção junto dos cidadãos, da sua participação na coligação CASA-CE e da sua presença no parlamento.
5.      O BD convoca os angolanos a honrar o gesto patriótico dos seus heróis, assumindo com a mesma exaltação patriótica e determinação a nossa cidadania, dando passos decisivos para a realização imediata de eleições autárquicas, permitindo ao país um modelo de governação mais eficaz e uma alargada participação dos cidadãos na gestão da res pública. 
6.      O BD alerta os angolanos para o imobilismo institucional e as manobras de diversão que impedem a sua efectiva participação, na vão esperança de refrescarem o aparelho do partido-Estado, reproduzindo-o e conservando as mesmas práticas de autocracia, nepotismo, corrupção e fraude, adiando mais uma vez o desenvolvimento democrático do país e o bem-estar de todos os angolanos.


             Bem-haja os Heróis do 4 de Fevereiro


LIBERDADE, MODERNIDADE E CIDADANIA. 


Luanda aos 31 de Janeiro de 2018

A Comissão Política do BD


Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Efeméride - 4 de Fevereiro de 1961


‎04-02-2013

Efeméride
MPLA honra memória dos heróis do 4 de Fevereiro

Luanda O Bureau Político do MPLA exortou o povo angolano a honrar a memória dos heróis do Quatro de Fevereiro através da sua participação nas iniciativas do governo pela construção de uma Angola melhor que garanta o bem estar de todos os cidadãos.

Numa Nota de Imprensa chegada à Angop, o Bureau Político do MPLA, "imbuído do espírito e determinação dos artífices do Quatro de Fevereiro, exorta todos os angolanos, de Cabinda ao Cunene, a mobilizarem-se em torno do Executivo, participando nas iniciativas tendentes à construção de uma Angola melhor, honrando, desta forma, a memória de todos quantos lutaram pela conquista da liberdade e independência" de Angola.

Na Nota de Imprensa, o Bureau Político do partido governante em Angola "reitera a firme disposição de continuar fiel aos ideais do Quatro de Fevereiro, lutando pela preservação da unidade e coesão nacional, pela consolidação da Democracia e das instituições e pela garantia dos pressupostos básicos necessários ao desenvolvimento, através to aumentos da produção, da estabilidade financeira e da transformação e diversificação da estrutura económica para que o país possa "crescer mais e distribuir melhor".

Considera que as comemorações do Quatro de Fevereiro, em 2013, decorrem numa altura em que o MPLA e o seu Executivo redobram esforços pela satisfação das necessidades dos cidadãos, "cumprindo o seu Programa de Governo para o período 2012/2017, que mereceu a preferência dos angolanos nas eleições gerais de 31 de Agosto último".

04-02-2013 0:29

Efeméride
MPLA honra memória dos heróis do 4 de Fevereiro

Luanda O Bureau Político do MPLA exortou o povo angolano a honrar a memória dos heróis do Quatro de Fevereiro através da sua participação nas iniciativas do governo pela construção de uma Angola melhor que garanta o bem estar de todos os cidadãos.
 
Numa Nota de Imprensa chegada à Angop, o Bureau Político do MPLA, "imbuído do espírito e determinação dos artífices do Quatro de Fevereiro, exorta todos os angolanos, de Cabinda ao Cunene, a mobilizarem-se em torno do Executivo, participando nas iniciativas tendentes à construção de uma Angola melhor, honrando, desta forma, a memória de todos quantos lutaram pela conquista da liberdade e independência" de Angola.
 
Na Nota de Imprensa, o Bureau Político do partido governante em Angola "reitera a firme disposição de continuar fiel aos ideais do Quatro de Fevereiro, lutando pela preservação da unidade e coesão nacional, pela consolidação da Democracia e das instituições e pela garantia dos pressupostos básicos necessários ao desenvolvimento, através to aumentos da produção, da estabilidade financeira e da transformação e diversificação da estrutura económica para que o país possa "crescer mais e distribuir melhor".
 
Considera que as comemorações do Quatro de Fevereiro, em 2013, decorrem numa altura em que o MPLA e o seu Executivo redobram esforços pela satisfação das necessidades dos cidadãos, "cumprindo o seu Programa de Governo para o período 2012/2017, que mereceu a preferência dos angolanos nas eleições gerais de 31 de Agosto último".
 
Para o MPLA, o exemplo "inapagável" dos Heróis do Quatro de Fevereiro "deve servir de incentivo às novas gerações de angolanos, motivando-os a participar no desenvolvimento económico e social do país, no quadro da promoção da igualdade de direitos e de oportunidades, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, crença religiosa, opção política ou quaisquer outras formas de discriminação".
 
No documento, o Bureau Político do MPLA endereça uma palavra de apreço aos antigos combatentes e veteranos da Pátria e reitera a defesa da promoção de acções de natureza política, económica, social e cultural, visando a sua dignificação, em reconhecimento da sua prestimosa participação na história da criação da nação angolana.
 
Recorda, com orgulho, que, há 52 anos, um grupo destemido de nacionalistas angolanos, "cientes de que o colonialismo português não cairia sem luta"
iniciou a luta armada contra o poderoso exercito colonial, "tendo consentido enormes sacrifícios e superado todos os obstáculos, para que, a 11 de Novembro de 1975, fosse proclamada "perante a África e o Mundo, a Independência de Angola".
 
O Bureau Político do MPLA considera, por último, que o Quatro de Fevereiro de 1961 "foi produto da tomada de consciência nacionalista e revolucionária de destacados patriotas, que souberam interpretar os anseios mais legítimos do povo angolano contra a recusa, pelo então regime colonial, das propostas pacíficas para autodeterminação dos angolanos".Para o MPLA, o exemplo "inapagável" dos Heróis do Quatro de Fevereiro "deve servir de incentivo às novas gerações de angolanos, motivando-os a participar no desenvolvimento económico e social do país, no quadro da promoção da igualdade de direitos e de oportunidades, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, crença religiosa, opção política ou quaisquer outras formas de discriminação".

No documento, o Bureau Político do MPLA endereça uma palavra de apreço aos antigos combatentes e veteranos da Pátria e reitera a defesa da promoção de acções de natureza política, económica, social e cultural, visando a sua dignificação, em reconhecimento da sua prestimosa participação na história da criação da nação angolana.

Recorda, com orgulho, que, há 52 anos, um grupo destemido de nacionalistas angolanos, "cientes de que o colonialismo português não cairia sem luta"
iniciou a luta armada contra o poderoso exercito colonial, "tendo consentido enormes sacrifícios e superado todos os obstáculos, para que, a 11 de Novembro de 1975, fosse proclamada "perante a África e o Mundo, a Independência de Angola".

O Bureau Político do MPLA considera, por último, que o Quatro de Fevereiro de 1961 "foi produto da tomada de consciência nacionalista e revolucionária de destacados patriotas, que souberam interpretar os anseios mais legítimos do povo angolano contra a recusa, pelo então regime colonial, das propostas pacíficas para autodeterminação dos angolanos".



Pensar e Falar Angola

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Figuras Históricas de Angola - Pascoal Moisés Imperial Santana

Pascoal Moisés Imperial Santana, na foto, foi quem dirigiu o ataque.

O 4 de Fevereiro é um marco essencial na história recente de Angola e é por muitos, mas sem consenso, apontado como o tiro de partida para a luta armada pela independência do país iniciada em 1961.

Nos vários quadrantes políticos em Angola não se retira importância a esta data, mas nem todos a encaram como a linha definitiva a partir da qual o regime colonial começou a ser militarmente combatido até à independência do país, a 11 de Novembro de 1975.
Arlindo Barbeitos, poeta e politicamente próximo do MPLA, partido no poder em Angola desde 1975, que reivindica o feito histórico, admite que o 4 de Fevereiro é uma “data transversal” e a “mais consensual” porque o MPLA é o "maior e mais importante" partido da sociedade angolana.
Mas não é a única data importante no contexto da luta contra o regime colonial”, admite Arlindo Barbeitos, que sublinha terem havido outros “momentos decisivos” embora “ainda mal estudados”, essencialmente porque a guerra, primeiro a colonial, de 1961 a 1974, e depois a civil, de 1975 a 2002, “não o permitiu”.
O poeta e professor universitário não exclui datas como o 15 de Março do mesmo ano, quando uma revolta popular gerida pela UPA (União dos Povos de Angola), “cruel mas com um regime colonial violento como pano de fundo”, teve um papel decisivo.
No mesmo sentido aponta o 4 de Janeiro, na denominada revolta da Baixa de Cassange, nos campos de algodão da colonialista Cotonang, que levou a uma violenta resposta do exército colonial.
Aponta o 4 de Fevereiro como estando “mais directamente” ligado ao MPLA, porque este é o partido “largamente mais enraizado” no tecido social do país e que, “logo no início teve um projecto nacional, ao passo que os outros movimentos tiveram uma abrangência mais regional”.
Para a UNITA, o maior partido da oposição, o 4 de Fevereiro é, como admite Alcides Sakala, escritor e dirigente histórico deste partido, “uma data importante” para Angola, “mas não pode ser considerada a única com peso histórico nem sequer mais importante que outras”. Coitado, do Alcides Sakala, nesta altura, a Unita simplemente não existia e foi criado a revelia do 4 de Fevereiro.
A data que marca o início da luta armada é o 15 de Março”, refere Kabango, justificando que a acção popular no norte de Angola foi "mais abrangente".
Mas Ngola Kabango diz que a FNLA “respeita o 4 de Fevereiro porque também elementos da UPA estiveram na génese desta revolta.



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A propósito do 4 de Fevereiro resolvo divagar

Hoje Angola comemora o 51º aniversário do início da luta armada como o colonialismo. Há 51 anos atrás um grupo de rebeldes atacou a casa de reclusão de S, Paulo e uma esquadra de polícia, mais coisa menos coisa. Quem eram, donde vieram e quem os organizou, e outras estórias de bastidores continuam envoltos em polémicas. O 15 de Março e... e tantas outras datas anteriores poderiam ser o início da luta contra o colonialismo. Optou-se pelo 4 de Fevereiro e que seja.
Por isso lembrei-me de ir ler um pouco sobre um povo que me está próximo e que sempre manteve a sua independência, os seus hábitos e os seus costumes e ao colono respondeu sempre com desdém, ao que sei.
Ruy Duarte de Carvalho bem os conheceu e bem os descreveu. 
Vamos aos apontamentos perdidos e achados na internet.
Os Mucubais, povo guerreiro e pastor mantém um sentimento de pertença muito acentuado sobre o seu território, todo o deserto e savana do Namibe até ao sopé da Serra da Chela na Huíla, mantendo uma relação complicada com o povo Humbe que habita a Huíla. Esta limitação do território Mucubal é uma consequência da guerra de 39 em que os portugueses os derrotaram e quase os dizimaram, confinaram-nos ao deserto e savana abaixo da Serra da Chela. Os Mucubais nunca esqueceram esta derrota. 
Em 1975, com a invasão sulafricana, os Mucubais se juntaram ao MPLA, naquilo que 'julgaram' ser uma guerra de 'negros contra brancos' e impediram que estes chegassem à cidade do Namibe. Aqui começam nova guerra com os 'Mumuilas' (M'huilas), roubando-lhes o gado. 
Penso, não encontrei documentação, mas na oralidade da História que ouvi, a quando da formação do Exército Angolano alguns Mucubais foram incorporados mas recusaram permanecer nos quarteis e, verdadeiramente de armas e bagagem voltavam para as suas casas. Ou seja, mais uma vez mostraram a sua 'incapacidade' de se integrarem com outros 'povos'.
Ainda hoje os Mucubais se consideram os grandes donos de África porque são portadores  da arte, cultura e espírito africano.
Há cerca de dois anos, o soba do Virei, Inácio Masseca, com 85 anos realçava que a tribo Mucubal, constituída por povos cuja riqueza são os bois e que com seu vestuário, apresentando-se semi-nus, não dispensando a catana e o porrinho, são capazes de percorrerem 50 km por dia em busca de pastagens.  



 Retirado de Ruy Duarte de Carvalho:
Quando eclodiu a «guerra de libertação nacional», em 1961, ainda não tinham passado 20 anos desde que a «guerra dos Mucubais», movida pela administração e pela tropa portuguesas, por pouco não os ia dizimando. Foi a guerra do Kakombola, a guerra total, a última de uma regular sucessão de «rusgas» que durou cerca de 100 anos e não se interrompeu com a consumação da tranquilidade militar imposta a toda a colónia desde o princípio da terceira década do séc. XX, antes prevaleceu por mais duas décadas, constante, utilizando sempre tropa indígena enquadrada por figuras europeias ou europeízadas da cena colonial, administrativos, militares e civis, desde o tempo dos capitães-mores, em que tudo se confundia. A documentação publicada a que tenho recorrido informa que os capitães-mores de Quilengues, quando acharam que já não dava para raziar mais, ou só, os Tyilengue, se voltaram então para os Kuvale, a Sul, passando a usar aqueles como auxiliares a quem caberia uma parte do gado raziado. Razia implica contra-razia, ou comporta-a mesmo desde que a circulação de gado que assim se estabelece seja entendida como um dispositivo integrado nos e pelos sistemas pastoris. Assim, ao longo de 100 anos, de meados do séc. XIX a meados do séc. XX, manteve-se uma guerra que não foi só uma guerra entre Kuvale e Portugueses mas também, e muito insidiosamente, uma guerra entre os Kuvale e os seus imediatos vizinhos a Norte. 1941 vem pôr fim a essa continuidade. Mas deixará os Kuvale em muito má situação, uma grande parte sepultada em valas-comuns e outra grande parte deportada para São Tomé.



foto de Eric Lafforgue
Pensar e Falar Angola

4 de Fevereiro


O Presidente Dr António Agostinho Neto em Banga. 
Comemorações do 4 de Fevereiro. Da esquerda para a direita:
Roque Tchiendo, Floribert Monimambo, Daniel Chipenda, João Vieira Lopes, Salvador “Achille”, Marques Pimentel, José Mendesde Carvalho ( Hoji ya Henda )2.ª REGIÃO ZONA A, 7 DE FEVEREIRODE 1965.



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51 anos do Início da Luta Armada




O 4 de Fevereiro é considerado um marco importante da luta africana contra o colonialismo
O 4 de Fevereiro é considerado um marco importante da luta africana contra o colonialismo

Comemora-se hoje, 4 de Fevereiro, o 51º aniversário do Início da Luta Armada de Libertação Nacional, data que constitui um marco indelével na história da resistência ao regime colonial-fascista português, para o alcance da Independência Nacional.


Na madrugada de 4 de Fevereiro de 1961, um grupo de homens e mulheres, munidos de paus, catanas e outras armas brancas, atacou a casa de reclusão e a cadeia de São Paulo, em Luanda, para libertar presos políticos ameaçados de morte.


Em resposta ao ataque, o regime colonial-fascista reagiu brutalmente com uma acção de repressão em todo o país, com assassinatos, torturas e detenções arbitrárias.


Essas prisões e assassinato de pessoas indefesas levou alguns nacionalistas a organizarem-se para a luta de libertação.


Os preparativos da acção tiveram início em 1958, em Luanda, com a criação de dois grupos clandestinos, um abrangendo os subúrbios e outro a zona urbana, coordenados por Paiva Domingos da Silva, Imperial Santana, Virgílio Sotto Mayor e Neves Bendinha (já falecidos).


A acção inseriu-se também nos anseios da população e na necessidade de se passar a formas de luta que correspondessem à rigidez da administração colonial. Para tal, valeu a colaboração de cónego Manuel das Neves e outros combatentes.


O 4 de Fevereiro de 1961 é considerado um marco importante da luta africana contra o colonialismo, numa tradição de resistência contra a ocupação que vinha desde os povos de Kassanje, do Ndongo e do Planalto Central.


Os primeiros relatos de realce de resistência à ocupação colonial datam dos séculos XVI e XVII (1559-1600 e 1625-1656), conduzidos por Ngola Kiluanje e Njinga Mbandi.


Os acontecimentos de Fevereiro de 1961 traduziram-se assim numa sublime expressão de nacionalismo, demonstrada pelos angolanos.


Este ano, o acto central das comemorações da data decorre no município de Amboim,  província do Kwanza Sul, sob o lema  “Honremos a memória dos nossos heróis, preservando a paz e a democracia”.


O programa comemorativo do 51º aniversário da epopeia, cujo acto político nacional será presidido pelo ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Kundi Pahiama, inscrevem actividades culturais e recreativas, bem como a inauguração de empreendimentos económicos e sociais.



Angop


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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Memória ao 4 de Fevereiro de 1961

Celebra-se o 50º aniversário do início da luta armada de libertação nacional. É, sem qualquer margem para dúvidas ou incertezas políticas, uma data indelével na História Nacional. 4 de Fevereiro de 1961, madrugada e um punhado de homens, alguns com rudimentares armas, atacam a Cadeia de S. Paulo em Luanda, para libertarem os presos políticos que, ao que se dizia, seriam mortos em breve. Em resposta o regime colonial português prendeu e torturou a seu bel-prazer. Esta resposta abrupta levou a que se começassem a organizar os nacionalistas angolanos de modo a iniciarem a luta armada e deixassem as suas organizações cívicas e pacíficas.
Este parágrafo, de forma muito resumida e abreviada, esquece os nomes das organizações, das pessoas e de tantos locais que passaram a fazer parte da História, com o propósito que a data que se celebra é um marco Nacional e não a pessoalização ou património deste ou daquele.
A História deu-nos muitos ensinamentos que, estamos esperançados, sirvam num amanhã.
Parabéns Angola e Obrigado aos filhos deste País que nos ensinaram o caminho.


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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

+ 4 de Fevereiro

Efemérides a 4 de Fevereiro

Hoje é o Dia Mundial Contra o Cancro. Nesta data, em 1693, o missionário português João de Brito era martirizado na Índia. Em 1783, terminava a guerra da independência entre os recém-criados EUA e a coroa inglesa. Em 1837, o edifício do Colégio dos Nobres era destinado à Escola Politécnica de Lisboa. Em 1938, Adolfo Hitler, chanceler da Alemanha, assumia o controlo das forças armadas. Em 1961, o MPLA iniciava a luta armada pela independência de Angola. Em 1975, era inaugurada, em Lisboa, a sede da Sociedade Portuguesa de Autores. Em 1985, era inaugurado, em Lisboa, o Museu Nacional do Teatro. No Reino Unido, 2.200 mineiros regressavam ao trabalho, depois de 11 meses de greve. Em 1998, a Assembleia da República aprovava o projecto de Lei da Juventude Socialista para a despenalização da prática de aborto até às 10 semanas. Em 2000, o presidente austríaco, Thomas Kleist, dava posse ao governo de coligação entre os democratas cristãos de Wolfgang Schuessel e o partido radical de direita de Joerg Haider, suscitando a aplicação de sanções pelos 14 parceiros da União Europeia (UE). Em 2003, era proclamado o novo Estado da Sérvia-Montenegro, pelo presidente do Parlamento jugoslavo, que aprovara a extinção da República Federativa da Jugoslávia, constituída 74 anos antes. Em 2005, no Iraque, era raptada a jornalista italiana Giuliana Sgrena, 56 anos, do jornal Il Manifesto. O sargento norte-americano Javal Davis, da cadeia de Abu Ghraib, em Bagdad, era condenado a seis meses de prisão e ao afastamento do Exército. Em 2006, a Agência Internacional de Energia Atómica remetia o dossier nuclear iraniano para o Conselho de Segurança da ONU. Em 2007, a China lança na Zâmbia uma zona de cooperação económica e comercial em África, a primeira das cinco que pretende estabelecer no continente. Em 2008, a NASA divulgava a canção dos Beatles “Across the Universe” no cosmos, uma estreia absoluta, para celebrar simultaneamente o cinquentenário da agência espacial norte-americana e o nascimento do grupo britânico. Em 2009, o Presidente da República, Cavaco Silva, utilizava pela sétima vez o veto político, desde o início do mandato, ao não promulgar o projecto do PS de alteração da Lei eleitoral para a Assembleia da República que previa o fim do voto por correspondência dos emigrantes.


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4 de Fevereiro

Celebra-se hoje, 4 de Fevereiro de 2010, o quadragésimo nono aniversário do início da Luta Armada de Libertação Nacional, que constituiu um importante marco na derradeira etapa de resistência ao regime colonial e um indelével contributo para a conquista da Independência de Angola.


Hoje em M'banza Congo têm lugar os actos oficiais comemorativos do dia do Início da Luta Armada de Libertação Nacional. Presidirá ao acto o rcém nomeado Ministro de Estado Manuel Nunes Júnior, que representará o Sr. Presidente da República.
Para além da habitual deposição de coroa de flores no Tumúlo do Soldado Desconhecido, seguir-se-ão uma série de inaugurações, nomeadamente da Escola Superior Politecnica, afecta à Universidade 11 de Novembro, da Estação dos Correios, da Casa Protocolar do Govern Civil da Província do Zaire, etc.
As actividades políticas têm vindo a decorrrer ao longo da semana e o tema foi: Em Memória dos Heróis, Mais Eficácia, Rigor e Responsabilidade.



Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Mais ainda no 4 de Fevereiro

A governadora de Luanda, Francisca do Espírito Santo, depositou hoje, quarta-feira, coroas de flores nos túmulos dos combatentes do 4 de Fevereiro, sepultados no cemitério do Alto das Cruzes, município da Ingombota.

A também ministra Sem Pasta depositou coroas de flores no túmulo de Paiva Domingos da Silva, Imperial Santana, líderes do grupo de angolanos envolvidos no início da luta armada e do cónego Manuel das Neves.

No acto a governadora foi acompanhada por membros do governo, sobreviventes do quatro de Fevereiro e representantes da sociedade civil que renderam homenagem aos antigos combatentes, depositando igualmente flores.

Em declarações à imprensa no final da homenagem, a governadora de Luanda recordou a importância da data, referindo que actualmente as pessoas vivem em paz, a reconstruir o país e a promover o desenvolvimento devido à realização do 4 de Fevereiro.

"Por isso, aqueles que tiveram a ousadia e a coragem de realizar o acto de 4 de Fevereiro têm que continuar a merecer de nós o nosso respeito e a nossa homenagem pois são angolanos que nos orgulham", disse a governante.
A governadora de Luanda enalteceu os feitos dos heróis de Fevereiro, afirmando que os angolanos ousaram enfrentar o poderio colonial português, porque os angolanos estavam cansados de ser escravos, por isso jovens com armas artesanais, com ousadia e coragem, enfrentaram um poder militar forte.

Na opinião de Francisca do Espírito Santo os jovens que no dia quatro de Fevereiro de 1961 tiveram coragem para dar início à luta armada devem continuar a merecer o respeito, o orgulho e a homenagem de todos.
Hoje espero que hajam novos 4 de Fevereiros nos cada dias que passam. Não como marca de inicio de lutas armadas das mais variadas causas, mas sim como símbolo da abertura mental e intelectual. Novos 4 de Fevereiro de consequência para a afirmação e crescimento da consciência nacionalista e patriótica dos angolanos contra a arbitrariedade, de propostas pacíficas que lhe haviam sido apresentadas tendo em vista a auto sustentação e a verdadeira independência de todos os povos de Angola unida.
O 4 de Fevereiro de 1961 constitui a chama que guiou a marcha da revolução popular pela libertação do nosso povo martirizado, até 11 de Novembro de 1975 e deve levar ao despertar das consciências para que não sejam necessários mais 4 de Fevereiros armados.
Viva Angola Independente!


Pensar e Falar Angola

4 de Fevereiro


O historiador e professor do Instituto Médio " Daniel Nvemba" de Mbanza Kongo (Zaire), Pedro Gabriel, afirmou que o 4 de Fevereiro deve constituir-se numa jornada de recuperação dos valores cívicos dos angolanos.

O docente que se dirigia para um vasto auditório presente na sala de conferências do governo provincial do Zaire, dissertava o tema "Importância do 4 de Fevereiro na história de Angola", enquadrado nas festividades do 48º aniversário do início da luta armada de libertação nacional.

Segundo Pedro Gabriel, torna-se necessário a reconstrução das mentes dos angolanos, a recuperação dos seus valores culturais, morais e cívicos, com vista a criação de uma sociedade mais fraterna e harmoniosa rumo ao desenvolvimento.

Ao fazer a retrospectiva dos acontecimentos históricos que deram lugar a acção patriótica do 4 de Fevereiro, considerou que o cruzamento das civilizações ocidental e africana com a chegada do navegador português Diogo Cão em 1482 à foz do rio Zaire contribuiu fortemente para o nascimento e fomento do nacionalismo africano e angolano de forma particular.

Explicou que o antagonismo surgido com este cruzamento de culturas diferentes serviu também para a proclamação da consciência nacional de pertença histórica pelos nacionalistas, uma virtude que se foi tornando inata de tempos em tempos.

Destacou ainda a contribuição dada por diversas denominações religiosas na época colonial, com destaque para as Igrejas Evangélica Baptista e Metodista, cujas filiações forjaram vários patriotas que viriam ter um protagonismo nas formações políticas nacionais que lideraram a luta pela independência nacional.

Sublinhou que, a acção do 4 de Fevereiro que culminou com o assalto à Casa de Reclusão, assim como à Cadeia de São Paulo, à Emissora Central e esquadras policiais fascistas em Luanda, onde se encontravam detidos em condições desumanas vários nacionalistas, deveu-se pela persistência do então regime Salazarista em perpetuar o sofrimento dos angolanos, aos quais negava a liberdade e a sua autodeterminação.

Esta acção heróica protagonizada por patriotas destemidos em condições desproporcionais serviu também para desmistificar as afirmações da nata colonial segundo as quais em Angola existia uma estabilidade política, de acordo ainda com Pedro Gabriel.

Estão agendadas actividades desportivas, culturais e religiosas para saudar a efeméride, que culminará no próximo dia 4 de Fevereiro com a deposição de uma coroa de flores no túmulo do soldado desconhecido localizado na Rotunda desta cidade de Mbanza Kongo.

angop
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RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...