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sexta-feira, 11 de abril de 2008

TAAG ainda na lista negra


A Comissão Europeia decidiu hoje manter a empresa angolana TAAG na "lista negra" das transportadoras proibidas de voar na Europa, pelo menos por mais três meses, considerando que "continuam a verificar-se deficiências significativas na área da segurança".
"A decisão tem em conta os esforços envidados pela companhia aérea e pelas autoridades angolanas", reconhece a Comissão Europeia num comunicado divulgado em Bruxelas, acrescentando, no entanto, que "continuam a verificar-se deficiências significativas na área da segurança que ambas as entidades deverão corrigir para que a TAAG possa ser retirada da lista". Dois anos após a elaboração da primeira lista de companhias aéreas proibidas de operar na União Europeia (UE), o chamado executivo comunitário europeu adoptou, hoje, em Bruxelas, a sétima actualização da "lista negra".
No comunicado, a Comissão Europeia anunciou também que passava a proibir todas as operações de mais uma companhia aérea ucraniana, a Ukraine Cargo Airways, assim como da transportadora congolesa Hewa Bora Airways. "A conclusão é clara: os Estados ou companhias aéreas que não dão passos decisivos para corrigir as deficiências em matéria de segurança serão incluídos na lista", considerou Jacques Barrot. O Vice-Presidente da Comissão responsável pelos transportes assegurou que Bruxelas "prosseguirá incansavelmente o seu diálogo com os Estados, as autoridades da aviação civil e as companhias aéreas, de modo a assegurar que atinjam níveis aceitáveis de segurança aérea, em termos sustentáveis". Com a actualização decidida hoje, a Ukraine Cargo Airways é a terceira companhia aérea ucraniana a ser acrescentada à lista, a seguir à Volare e à Ukrainian Mediterranean Airlines. Por outro lado, a transportadora congolesa Hewa Bora, que antes estava autorizada a operar uma única aeronave, ao abrigo de um acordo especial que entretanto deixou de vigorar, foi objecto de uma proibição de todas as operações na UE. O mesmo acontece com todas as outras transportadoras licenciadas na República Democrática do Congo desde a criação da primeira lista europeia de transportadoras proibidas, em Março de 2006. Actualmente, a "lista negra" dos 27 proíbe as operações de todas as transportadoras da Guiné Equatorial, da Indonésia, da República do Quirguistão, da Libéria, da Serra Leoa, da Suazilândia e da República Democrática do Congo (RDC). A UE impõe ainda uma proibição total de operação a nove transportadoras, entre as quais se encontra a TAAG.


Pensar e Falar Angola

terça-feira, 3 de julho de 2007

Soberania(s)


O «Comité de Segurança Aérea Europeu» incluiu a TAAG numa lista de companhias proibidas de voar para e no espaço aéreo europeu.
Alegadamente a TAAG não cumpre as normas de segurança definidas por este comité, o que impede que os seus aviões possam transportar passageiros de e para os vários países europeus (Portugal incluído).
Parece que o problema terá a ver com uma 'queixa' das autoridades francesas, que alegam que os aviões da TAAG não terão os manuais actualizados.
Mas o ponto é que neste mundo globalizado há sempre países 'mais globais' e países 'menos globais'. Assim, os europeus e em particular os britânicos (que nestas coisas de soberania ainda acham que estamos nos tempos do 'Império'), resolveram tomar em relação à TAAG uma posição de força que não tomaram em relação às linhas aéreas indonésias. É que no que aos indonésios diz respeito, os europeus façanhudos 'baixaram a bola' e autorizaram-nos a utilizar os mesmos aviões que não servem quando têm a Palanca desenhada nas asas.


Felizmente, neste caso parece que as autoridades angolanas estão a saber dar a resposta certa. Se não há negócio de transporte aéreo para a companhia nacional angolana entre Luanda e a Europa, então também não haverá negócio de transporte aéreo para as companhias europeias entre as capitais europeias e Luanda.
O tempo da submissão colonial ainda não terminou de todo, uma vez que as pressões neo-coloniais exercidas pelas agências internacionais, pelas multinacionais e pelos governos dos países centrais da tríade EUA/Japão/UE continuam a fazer-se sentir. Mas é bom ver que alguns países do chamado 'terceiro mundo', ou como actualmente passaram a ser designados - PMD (países menos desenvolvidos), começam a saber exercer o seu direito de soberania.
O caso do Irão que não vergou às exigências dos EUA e da UE e manteve o seu programa nuclear é um bom exemplo. Tal como o caso da Venezuela e da sua proposta de criação de uma nova agência para o comércio e exploração de recursos energéticos.
A decisão agora tomada pelas autoridades angolanas, marcando uma posição clara em defesa da sua companhia de bandeira numa das indústrias globais em maior expansão, como é o caso do transporte aéreo, constitui um motivo de orgulho para todos quantos se sentem ligados a Angola, pois representa um acto de afirmação de soberania que é de aplaudir.

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...