Pensar e Falar Angola
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segunda-feira, 3 de junho de 2024
sexta-feira, 19 de abril de 2024
sexta-feira, 17 de setembro de 2021
O País, comemora está sexta-feira, 17 de Setembro de 2021, o 99º aniversário do nascimento do Dr. António Agostinho Neto, primeiro Presidente de Angola.
Este ano, o 17 de Setembro – “Dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional”, será celebrado ressaltando, mais uma vez, todos os aspectos da vida do primeiro Presidente da República de Angola, com um programa que visa conferir real dimensão ao homem que contribuiu para a edificação dos pilares da liberdade de África.
Apesar dos limites impostos pela COVID-19, com a comemoração do 17 de Setembro, pretende-se um maior envolvimento populacional, esperando que se constitua num momento de exaltação e de reflexão sobre a vida e obra deste ilustre filho de Angola.
As comemorações do 17 de Setembro – “Dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional” visam os seguintes objectivos específicos:
a) Enaltecer a figura e a obra do Dr. António Agostinho Neto, Primeiro Presidente da República de Angola;
b) Reverenciar a contribuição do Presidente Dr. António Agostinho Neto, na liberdade de Angola e de África, em particular, a Região Austral, bem como os esforços para a conquista da Paz em todo o Território Nacional;
c) Lembrar o legado político do Primeiro Presidente da República de Angola e do Herói Nacional.
O Acto Central das comemorações do “DIA DO FUNDADOR DA NAÇÃO E DO HERÓI NACIONAL” terá lugar na Província do Cuando Cubango.
No Namibe, o programa específico em alusão ao 17 de Setembro, entre outras actividades, prevê para as 8h00 a deposição de coroa de flores no Túmulo do soldado desconhecido, a palestra sobre a vida e obra do Dr. António Agostinho Neto, agendada para as 9h00, no salão nobre da Administração Municipal de Moçâmedes e a fase municipal do variante que, terá inicio as 16h30 no hotel INFOTUR.
As comemorações estão a decorrer sob o lema "Com os ideais de Neto, honremos a Pátria Angolana".
3Tu e 2 outras pessoas
segunda-feira, 18 de setembro de 2017
terça-feira, 17 de setembro de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Desafios da Juventude - 28 de Fevereiro de 2013
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Intervenção de Fernando Pereira na Homenagem ao Dr. Agostinho Neto em 7 de Dezembro
Intervenção alusiva à homenagem a Agostinho Neto em Coimbra 7/11/2011
Minhas senhoras e meus senhores.
Há algumas décadas que não entrava neste edifício onde estudei pelo que é gratificante estar aqui num momento destes, nesta homenagem singela a António Agostinho Neto nas comemorações do seu nascimento em Kaxicane há noventa anos e simultaneamente na comemoração do 37º aniversário da independência de Angola.
Com tantos oradores e com tanto que haveria para dizer o melhor que poderemos fazer para não aborrecer as pessoas aqui presentes é apelar à nossa parca capacidade de síntese.
Porque a minha intervenção é sobre o papel que as Republicas dos “1000-y-onários” e o “Quimbo dos Sobas” tiveram na mobilização dos estudantes angolanos e de outras ex-colónias portuguesas sedeados em Coimbra, na luta contra o colonialismo e no engajamento na luta de libertação nos territórios africanos, obriga-me a contar duas histórias passadas de um tempo em que somos cada vez menos as testemunhas.
Quando eclodiu o 25 de Abril de 1974 começou um movimento de ocupação das estruturas físicas onde estavam instaladas organizações do regime salazarista. Os estudantes das colónias, com alguns angolanos que por cá estavam a trabalhar e aqui recordo os médicos Manecas Balonas e Fernando Martinho, e o advogado Manuel Rui Monteiro, resolveram ocupar na Rua Guerra Junqueiro um andar onde estava instalado o CEU (Centro de Estudos Ultramarinos), o responsável era o mediático José Adelino Maltês, logo transformando na Casa dos Estudantes das Colónias.
Não vou perder muito tempo a falar sobre esses tempos, as múltiplas atividades que se desenvolveram, as discussões que se multiplicaram, mas evocar uma situação marcante para nós estudantes angolanos em Coimbra, e que teve a ver com a presença do Luandino Vieira e do saudoso N’Dunduma (Costa Andrade), primeiros a visitarem-nos entusiasmando-nos para o princípio de uma luta que seria longa e difícil como se previa. Eram os nossos escritores de referência principalmente o Luandino, um preso com muitos anos de Tarrafal e o orgulho partilhado de ter ganho o prémio que o regime não queria que se atribuísse. Foi uma agradável tarde de Junho desse 1974 não esquecido em que ouvimos gente nossa. É bom estar aqui de novo consigo hoje, trinta e oito anos depois pelas mesmas boas razões.
José Alberto Teixeira é um antigo estudante de direito de Coimbra, capitão da seleção de Angola de voleibol, jurista e administrador de uma importante empresa agroalimentar angolana, bom amigo e cúmplice de muitas lutas. Certa vez, estávamos a recordar umas gentes de Coimbra e fomos vendo umas fotos desses anos que partilhámos por cá. A determinada altura começámos a ver as fotos do cerco que se fez à sede da PIDE-DGS, na Antero Quental, um pouco acima da “República do Quimbo dos Sobas”, e numa dessas fotos reparo que estou num telhado num edifício contíguo sentado com o José Luis Carrilho, que entretanto regressa a Moçambique onde durante anos foi Procurador-Geral da Republica e com Guilherme Pousser da Costa, ex-primeiro ministro de S. Tomé e Príncipe. Não estávamos a cercar nada, estávamos a assistir ao estertor do regime. Serve apenas esta história para ilustrar a grande cumplicidade que havia entre as poucas dezenas de estudantes das colonias em Coimbra.
As nossas cumplicidades estendiam-se às farras, aos jogos de futebol, às discussões políticas à surdina, aos piqueniques e aos passeios pelos arredores, porque o dinheiro era pouco mas partilhado.
O nacionalismo angolano passou por aqui, é o que se oferece dizer e desde o dealbar do seculo XX com Alfredo Troni, ilustre poeta e advogado de causas em Luanda, o famoso Dr. Videira causídico e maçom dos anos 30 e 40 a Eugénio Ferreira, ex-director da revista Coimbrã do neo-realismo “A Vértice”, advogado, Presidente da Sociedade Cultural de Angola e Presidente do Tribunal da Relação de Luanda, até ao surgimento do Tribunal Supremo em 1991 , cabouqueiro da angolanidade a partir dos anos 40 foram marcos importantes de gente que apoiou sempre a causa independentista.
Com a instalação em Coimbra da Casa de Estudantes do Império, inicialmente numa casa no Penedo da Saudade, inaugurada por Marcelo Caetano então ministro das colónias e fundador da CEI, começa a surgir um movimento aglutinador de ideias em torno de uma independência começando a ultrapassar-se o atávico e vago conceito da “autodeterminação progressiva” onde cabiam as propostas colonialistas de Norton de Matos, as rebuscadas de Armindo Monteiro e as tardiamente colocadas em prática por Adriano Moreira.
Agostinho Neto vem para Coimbra já com ideias bem claras, até porque era mais velho que a maioria dos que o acompanhavam e politicamente com outra tarimba.
Vem do Liceu Salvador Correia, hoje o encerrado Mutu-Ya-Kevela, com o Antero de Abreu, jurista, Procurador-Geral da República nos anos que se seguiram à independência, os irmãos Guerra Marques, o médico Eduardo dos Santos, jogador de futebol da Académica, Diógenes Boavida de direito, João Videira e João Vieira Lopes de medicina, foram outros que vieram do Salvador Correia. Do Sul de Angola, do Liceu Diogo Cão, que absorvia as gentes do Huambo, Benguela, Lobito e Namibe vieram Lúcio Lara, Emílio Quental, Carlos Mac-Mahon Vitória Pereira, Freitas de Oliveira (mais tarde delegado da FNLA no Huambo), a poetisa Alda Lara e outros que me deslembro.
A CEI, para além das atividades desportivas e culturais, foi um local onde começaram a fervilhar as ideias que eram ecos de Frantz Fanon, Césaire, Senghor, Kenhyata, Nkrumah e outros que partilhavam os ideais de libertação das colónias. No âmbito cultural, Agostinho Neto funda com Lúcio Lara e o moçambicano Orlando Albuquerque, médico que casa entretanto com Alda Lara, a revista “Momento” órgão da filial da CEI em Coimbra. No âmbito desportivo a CEI constitui uma equipa de futebol e de hóquei em patins, que disputa o nacional e onde pontificam os lobitangas irmãos Couceiro (Amandio, Júlio e Carlos).
Agostinho Neto vive uma parte da sua vida académica em Coimbra desde o fim dos anos 40, transferindo-se na primeira metade dos anos 50 para Lisboa onde entra na direção da CEI, complementando as tarefas que fazia em Coimbra. Nessa altura a delegação da CEI em Coimbra encerra.
Alguns dos que andaram por Coimbra nesses tempos participaram em atividades culturais na Academia como foi o caso de Lúcio Lara e Carlos Alberto Mac Mahon Vitória Pereira que integraram no Orfeão Académico de Coimbra. BAVIL, nome de guerra de João Vieira Lopes, recentemente falecido, fez parte dos órgãos sociais da DG da AAC numa lista com Salgado Zenha. França Ndalu, Daniel Chipenda, José Araújo (Ben Barek), Avidago e o moçambicano José Julio jogavam futebol na AAC e em 1962 saem clandestinamente de Portugal para apoiar a luta armada. Nessa fuga saíram também dois irmãos Bernardino (o Zé e o David) e o Liahuca que saiu com a mulher, todos do Huambo.
No fim da década de 50 começam a afluir a Coimbra muitos angolanos, Já que as companhias onde os pais trabalhavam davam bolsas para a continuação dos estudos superiores em Portugal.
Um grupo de estudantes provenientes de várias colónias decidem constituir a primeira república, os 1000-Y-Onários que acaba no fim da década de sessenta. No núcleo inicial entra Norberto Canha a quem se junta o moçambicano António Cardoso, os angolanos Fausto Martins da Costa e “Manecas” Balonas, todos médicos. Mais tarde junta-se o António José Miranda, o M’beto Traça e o Carlos Pestana (Katiana), que acompanharam a célebre fuga dos 100 em 1962, para se juntarem à luta armada, e hoje generais nas FAAs. Na casa ainda permaneceu Rui Clington, Orlando Ferreira Rodrigues, insigne professor da Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto. Foram repúblicos nos 1000 os angolanos Filipe Amado, Piricas, Arnaldo Pereira (José dos Calos) o moçambicano Óscar Monteiro, ministro da informação no governo de Samora Machel e os santomenses Celestino Costa e Carlos Graça, que chegaram a 1ºs ministros em S. Tomé e Príncipe. Alguns cabo-verdianos foram os que fecharam a casa, na Antero Quental do outro lado da rua do Quimbo dos Sobas.
O “Quimbo dos Sobas” resultou da necessidade dos alunos angolanos possuírem uma casa sua já que os 1000-Y-Onários não tinham lugar para os que vinham. Inicialmente instalaram-se na Nicolau Chanterene, num andar que se denominava “Solar do Quimbo dos Sobas”. Em 1963/64 um grupo onde estava o médico Fernando Martinho, do Lubango e os homens do Huambo, Manuel Rui Monteiro e Segadães Tavares alugam uma casa ao Dr. Dantas, ao tempo proprietário da Clinica de Montes Claros para instalarem a entretanto aceite pelo Conselho de Republicas, a “Republica do Quimbo dos Sobas”. No Antero Quental, hoje praticamente em ruinas, o estado do edifício é para todos uma enorme amargura. “O Quimbo dos Sobas” tem muito a ver com os caboucos do nascimento do País, mais que não fosse porque Manuel Rui Monteiro, seu fundador, é o autor da letra do hino de Angola. Os hoje generais Joaquim Rangel, Roberto Leal Monteiro (Ngongo), João Saraiva de Carvalho (Tetembwa) e o assassinado a 27 de Maio de 1977 Comandante Eurico Gonçalves são alguns dos homens do “Quimbo” que saíram de Coimbra para se juntar à luta armada nas fileiras do MPLA. A PIDE era visita constante e Garcia Neto, outra vitima dos fraccionistas em 27 de Maio de 1977 e o falecido Fernando Sabrosa, médico, foram presos em 20/2/1970, o que motivou uma onda de solidariedade em toda a academia coimbrã para a sua rápida libertação. Por aqui ainda que por pouco tempo passou Gilberto Teixeira da Silva, o comandante Gika, morto em combate na 1º guerra de libertação do País, o jurista Aníbal Espírito Santo, um homem da Catumbela e Néne Pizarro, que conseguiu fugir um dia antes da PIDE fazer mais uma visita de “cortesia” ao Quimbo. António Trabulo do Lubango e alguns da prole, Fonseca Santos do Huambo e Benguela também estiveram na casa, aproveitando esta ocasião para fazer uma homenagem tardia ao Henrique José Fonseca Santos (Quicas), morto pela Unita em Fevereiro de 1979 no Longonjo. Jaka Jamba também passou pelo Quimbo e saiu para se juntar à UNITA. Rui Cruz, Aníbal João de Melo, Eloy Malaquias, Jaime Madaleno da Costa Carneiro, Hernani Santana, o malogrado Noélio da Conceição e outros reuniam regularmente nesta casa que durante muitos anos foi só um dos embriões do que viria a ser “República Popular de Angola” em Coimbra, mesmo com a vigilância atenta da PIDE a pouco mais de cem metros, na mesma rua. Não foram habitantes do Quimbo, mas eram habituais nas suas festas, e muitos “patos” proporcionaram a gente da casa, o Carlos Correia (Bóris) do Chinguar e o viola baixo dos Álamos, o Luis Filipe Colaço, que gravaram com José Afonso dois discos emblemáticos, “Cantigas do Maio” e o “Traz outro amigo Também”. Na gravação deste trabalho, Phil Colaço aproveita para sair para um exílio para o reencontro em 11 de Novembro de 1975.
Em Janeiro de 1975 Agostinho Neto reúne todos os angolanos residentes em Coimbra numa exígua sala do Hotel Oslo e incentiva-nos a lutarmos de todas as formas possíveis contra as ameaças que se preparavam para obstar à independência do País. Foi uma assembleia muito participada e discutida e Neto com serenidade ia refreando a nossa impetuosidade dos “verdes anos”. Não esqueci nunca mais esse momento, em tempos que eram bem difíceis.
É interessante fazer notar que o “centenário” do “Quimbo”, que mais não é que a festa anual de convívio entre novos e antigos repúblicos, se realiza desde sempre no dia 4 de Fevereiro, uma homenagem ao início da luta armada em Angola, outra iniciativa que muito aborrecia a PIDE.
O “Quimbo” está hoje em ruinas, mas antes de acabar só quero informar que há um grupo de antigos repúblicos que está a fazer um livro com a história completa da república e a participação dos seus elementos na história recente dos dois Países.
Há um pedido que aqui fica, por razões apenas de natureza funcional: Que as placas que por lá se encontram sejam entregues ao museu académico para preservar a memória de uma casa que Angola fez por merecer.
Obrigado por me terem aturado este momento que desejei mais curto.
Fernando Pereira
Pensar e Falar Angola
terça-feira, 6 de novembro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Livro sobre Agostinho Neto
| Apresentarão em Angola livro sobre Agostinho Neto |
Pensar e Falar Angola
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Histórias de Angola - Discurso de Agostinho Neto em Portimão em 1975
AGOSTINHO NETO AO POVO ANGOLANO
(Acordo de Alvor, 1975)
• PORTIMÃO, 15 — Agostinho Neto, presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola, dirigiu a seguinte mensagem ao povo angolano:
"Povo angolano, companheiros de luta, camaradas militantes e simpatizantes do MPLA. Angolanos:
Falo-vos no momento de particular transcendência do processo já longo da luta de libertação do nosso povo e do nosso pais. Não interessa relembrar agora os inúmeros sacrifícios, os incalculáveis sofrimentos por que passou o nosso povo, pois o sangue derramado pelos nossos heróis, os suplícios consentidos pelos nossos mártires, as humilhações dos vivos e dos mortos, constituem já, historicamente, a argamassa indestrutível que construiu os alicerces da nossa libertação. O que importa neste momento é que a grande e portentosa nação que já se vai erguer, sobre as bases conquistadas, saiba trilhar o mesmo caminho de dignidade, de justiça e de humanidade que sempre caracterizaram a acção do Movimento Popular de Libertação de Angola.
O acordo que acabamos de firmar com o Governo Português e que não é afinal mais do que uma reafirmação do nosso desejo de franca, leal e aberta colaboração, que não é afinal mais do que uma confirmação do protocolo de Mombaça, esse acordo que aqui foi obtido dentro do mais perfeito espírito de cooperação, representa as linhas teóricas que deverão orientar os primeiros passos de uma Angola saída da negra opressão e repressão do fascismo, mas ainda a caminho da independência total e completa. A todos nós, militantes e simpatizantes do MPLA, mas muito especial ao povo angolano, caberá, agora, a dura, a dura mas a gloriosa tarefa, a difícil mas aliciante missão de assumir na prática as palavras de ordem e as directrizes encontradas na cimeira da Penina.
Qual é afinal o nosso caminho? A que reconduz à correcta e legitima forma de reconstruir o nosso país, só por ser uma, a reluminosa igualdade, da justiça e da compreensão. A da Unidade. Queremos fazer um país onde não haja lugar a qualquer espécie discriminação, queremos construir uma sociedade em que sejam abolidos todos os vestígios de racismo e de tríbalismo, em que seja destruído o único sinal do colonialismo em que estabeleçam as condições necessárias para criar uma harmonia entre todos os componentes da nação angolana e a garantia plena do livre exercício por parte de cada um, dos direitos inalienáveis e das liberdades sagradas dos cidadãos livres de um país livre. Foram estas as posições que o MPLA defendeu"na cimeira da Penina. São estas posições que o povo angolano deverá defender em todo o território nacional, em todos os momentos. É este o nosso caminho. Absorver o espírito e cumprir a letra do acordo da Penina. Reconstruir a nação na dignidade e na justiça, única forma de garantir a paz, a. prosperidade, e a felicidade que são, afinal, os objectivos últimos da revolução angolana.
Compatriotas camaradas: agora que os trabalhos da cimeira estão concluídos, agora que o Mundo inteiro nos olha com a consideração e o respeito que a nossa luta de libertação construíram, saibamos reforçar e consolidar as conquistas obtidas. Um só povo, uma só nação, defendendo intransigentemente, sem subterfúgios ou ambiguidades a democracia e o direito sagrado de podermos entrar no seio da comunidade mundial com as credenciais conseguidas ao longo de 18 anos de luta.
FNLA, UNITA e MPLA unidos, pretos, mestiços e brancos unidos são a garantia para construirmos uma pátria independente para o povo angolano. A vitória é certa".
Pensar e Falar Angola
sábado, 17 de setembro de 2011
Dia do Herói Nacional
O primeiro Presidente de Angola
Agostinho Neto nasceu a 17 de Setembro de 1922. Pela nação, lutou pela independência e pela sua voz ouviu-se a 11 de Novembro de 1975 a proclamação da mesma.
Neto formou-se em Portugal e foi lá que iniciou a luta contra o colonialismo. Participou nas actividades sociais, políticas e culturais da secção de Coimbra da Casa dos Estudantes do Império, com sede em Lisboa e fez parte do Movimento dos Jovens Intelectuais de Angola.
Em Lisboa fundou clandestinamente o Centro de Estudos Africanos, em parceria com Amílcar Cabral, Mário de Andrade, Marcelino dos Santos e Francisco Tenreiro. A finalidade do centro passava pela afirmação da nacionalidade africana, através da cultura e da política.
Agostinho Neto soube interpretar fielmente as necessidades do povo
A escritora Angola Maura Bembele considerou hoje, em Luanda, que António Agostinho Neto soube interpretar fielmente as necessidades e aspirações das massas, permitindo que, sob sua direcção, o povo tomasse o poder das mãos do colonialismo.
Em declarações à Angop, a propósito ao Dia do Herói Nacional, 17 de Setembro, lembrou que Agostinho Neto travou uma luta vitoriosa contra os seus inimigos pela preservação da soberania, unidade nacional e integridade territorial.
As tarefas de reconstrução nacional, a defesa da pátria e a elevação do nível de vida das populações mais desfavorecidas estiveram incessantemente no centro das preocupações de Agostinho Neto, que dizia: "o mais importante é resolver os problemas do povo".
Nas tribunas internacionais, disse, Agostinho Neto nunca deixou de denunciar as situações de dominação neo-colonialista e bateu-se intransigentemente pela libertação dos povos oprimidos.
O Presidente Agostinho Neto, acrescentou, sempre defendeu o estabelecimento de relações justas entre o Norte e o Sul e a manutenção da paz, como condição necessária para o desenvolvimento do continente africano.
“Ao celebramos o 17 de Setembro, Dia do Herói Nacional, devemos reiterar a nossa firme disposição de continuarmos fiéis aos seus ensinamentos”, disse.
Pensar e Falar Angola
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
17 de Setembro - Dia do Heroi Nacional

O dia 17 de setembro, marca o Dia do Herói Nacional, pois nesta data em 1922, nascia Antonio gostinho Neto, médico e o primeiro Presidente de Angola.
O governo divulgou um programa de atividades, do Dia do Herói Nacional. Neste dia está programado :
1- Um Encontro de Reflexão sobre a Infância do médico Agostinho Neto. E a deposição de flores no Monumento Agostinho Neto.
2-Uma apresentação sobre o Carnaval de 2011 a realizar-se na Avenida Deolinda Rodrigues e a Praça da Independência com a apresentação de 17 grupos
Concurso de desenho: Poesia de Agostinho Neto, poesia de Angola e Conferência Agostinho Neto "O homem e a nação e o Povo".
4- Exposição fotográfica sobre a vida e a obra dos primeiro presidente angolano.
5- Recital de Poesia de Agostinho Neto
Mesa Redonda sobre os temas
e palestras
Agostinho Neto, foi por várias ocoasiões presos pelo PIDE-DGS antiga polícia política portuguesa, e deportado para Tarrafal, Cabo Verde, sendo -lhe fixada residência em Portugal, de onde fugiu para o exílio e assumiu a direção do MPLA do qual foi presidente de honorário até 1962.
Historia de Agostinho Neto
António Agostinho Neto (Ícolo e Bengo, 17 de Setembro de 1922 —Moscovo, 10 de Setembro de 1979) foi um médico angolano, formado naUniversidade de Coimbra, que em 1975 se tornou o primeiro presidente de Angola até 1979. Em 1975-1976 foi-lhe atribuído o "Prémio Lenine da Paz".
Fez parte da geração de estudantes africanos que viria a desempenhar um papel decisivo na independência dos seus países naquela que ficou designada como a Guerra Colonial Portuguesa ou Guerra do Ultramar como também é conhecida. Foi preso pela PIDE e deportado para oTarrafal, sendo-lhe fixada residência em Portugal, de onde fugiu para oexílio. Aí assumiu a direcção do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), do qual já era presidente honorário desde 1962.
Agostinho Neto morreu num hospital em Moscovo no decorrer de complicações durante uma operação a um cancro hepático de que sofria, poucos dias antes de fazer 57 anos de idade. Foi substituído na presidência de Angola por José Eduardo dos Santos.que até agora esta no poder
Obra literária
Poesia
Política
sexta-feira, 2 de julho de 2010
FestiBengo Catete 2010
A Fundação António Agostinho Neto realiza, em Setembro, no âmbito do Mês e da Semana do Herói Nacional, o FestiBengo Catete 2010, festival musical e cultural, noticiou, ontem, a Angop, citando uma nota da instituição.
O Mês e a Semana do Herói Nacional, refere o comunicado, contempla outras actividades culturais, como concursos literários e de teatro, espectáculos, gastronomia e exposições de artes plásticas e torneios desportivos.
O programa inclui, também, um festival de música infantil, campanhas de prevenção e sensibilização rodoviária e de aconselhamento sobre o HIV/Sida.
A Fundação António Agostinho Neto (FAAN), proclamada em 14 de Setembro de 2007, tem como objectivo fundamental a promoção da pesquisa e divulgação da vida e da obra do seu patrono. Como objectivos complementares a FAAN propõe-se a desenvolver actividades para melhorar o bem-estar e a condição de vida dos angolanos e a promover a educação, a ciência, a tecnologia e a cultura e actividades que ajudem o desenvolvimento humano e a protecção dos direitos do homem.
A FAAN propõe-se, igualmente, sublinha a nota, a desenvolver as obras de Agostinho Neto, “adaptando-as às mudanças dos tempos e dos homens e permitindo, assim, às gerações vindouras terem um conhecimento dos feitos do Fundador da Nação angolana”.
Maria Eugénia Neto, viúva do Fundador da Nação, preside ao Conselho de Fundadores e Irene Neto, filha de ambos, ao conselho de administração.
Pensar e Falar Angola
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Investigar a Obra de Agostinho Neto
Palestra
Historiador defende maior investigação sobre o legado de Agostinho Neto
Historiador defende maior investigação sobre o legado de Agostinho Neto
Luanda - O historiador angolano Júlio Mendes defendeu hoje, em Luanda, que o legado do poeta e primeiro presidente de Angola,
Agostinho Neto, precisa ser cada vez mais investigado para perpetuá-lo às novas gerações.
Júlio Mendes, igualmente professor do Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), tomou esta posição quando proferia a palestra sobre “Agostinho Neto e os valores culturais nacionais e alheios”, no auditório da Universidade Óscar Ribas, numa promoção do Ministério da Cultura.
Para o historiador, o vasto legado de Agostinho Neto, que está por se estudar, contém vários aspectos relativos aos sacrifícios por ele
consentidos para lutar contra o colonialismo português, que culminou a 11 de Novembro com a independência nacional, bem como a sua influência positiva para catalizar a geração do seu tempo para esta luta.
“Neto, fazendo recurso à sua poesia, obrigou a quebrar as grilhetas do colonialismo, já que transmitia a mensagem de esperança ao povo de que é possível transcender a escravidão da altura”, asseverou.
Nos poemas “Sábados nos Musseques” e “ Ansiedade”da obra Sagrada Esperança, segundo disse, está evidente o sofrimento do homem negro, demonstrando, assim, que Agostinho Neto estava interessado pela desalienação do seu povo.
Júlio Mendes, no final da sua alocução, solicitou aos estudantes, investigadores e outras sensibilidades da sociedade a trabalhar de modo a estudar e perpetuar a trajectória do primeiro presidente de Angola, Agostinho Neto.
A realização desta palestra enquadra-se nas actividade em alusão do Dia do Herói Nacional, a assinalar-se a 17 de Setembro.
ANGOP
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Angolanos recordam hoje os heróis nacionais
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Agostinho Neto, o Herói Nacional da República de Angola, foi lembrado através de uma exposição fotográfica e bibliográfica retratando sua vida, aberta na cidade de Lubango, província da Huíla, como parte das homenagens e comemorações do dia 17 de Setembro.A exposição foi organizada pela representação local do Ministério da Educação e Cultura e nela estão presentes mais de 150 fotografias que retratam a vida e obra daquele que foi o primeiro Presidente de Angola, desde a luta de libertação à independência nacional, em 11 de Novembro de 1975, assim como a bibliografia do seu desempenho poético.

A diretora provincial da Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia, Ana Inês, declarou na abertura da exposição que a obra de Agostinho Neto reveste-se de extrema importância para o povo angolano, porque divulga os valores e feitos que configuram a história de Angola, sobretudo para a nova geração.
Como sempre, atividades culturais, políticas, desportivas e sociais, estão programadas para serem realizadas em várias regiões do país, como a deposição de uma Coroa de Flores, hoje, na estátua do Herói Nacional, na Praça da Independência, em Luanda.
Pensar e Falar Angola
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