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quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Estado da saúde e da literatura em Angola

𝗢 𝗘𝗦𝗧𝗔𝗗𝗢 𝗗𝗔 𝗦𝗔𝗨́𝗗𝗘 𝗘 𝗗𝗔 𝗟𝗜𝗧𝗘𝗥𝗔𝗧𝗨𝗥𝗔 𝗘𝗠 𝗔𝗡𝗚𝗢𝗟𝗔

𝗖𝗢𝗡𝗙𝗘𝗥𝗘̂𝗡𝗖𝗜𝗔 𝗔𝗟𝗨𝗦𝗜𝗩𝗔 𝗔𝗢 𝗗𝗜𝗔 𝗗𝗔 𝗜𝗡𝗗𝗘𝗣𝗘𝗡𝗗𝗘̂𝗡𝗖𝗜𝗔 𝗗𝗘 𝗔𝗡𝗚𝗢𝗟𝗔

A Associação de Angolanos em Santarém realiza uma conferência sobre o estado da saúde e da literatura em Angola para saudar o 48.ª aniversário da independência do país.

Com dois painéis, o momento cultural será preenchido pelo músico Kizua Gourgel e exposição de livros sobre Angola.

Para o primeiro painel, dedicado ao estado da literatura em Angola, serão prelectores o escritor Gociante Patissa, a mestranda em Literatura e fundadora da biblioteca comunitária Mbanje do Livro (Namibe) Leopoldina Fekayamãle e a escritora Branca Clara Das Neves. 

O segundo painel vai abordar o estado da saúde em Angola e terá como prelectores o médico-cirurgião João Carlos Carranca, o médico-pediatra Sachondel Joffre, a utente do SNS Maria Antónia e o médico Paulo Santos.

A conferência será realizada no dia 11 de Novembro, sábado, no auditório do ISLA, situado na rua Teixeira Guedes, n.º 31, CP. 2000-029, Santarém.

O período da tarde está reservado para um almoço de confraternização no restaurante "O Chefe", adjacente ao ISLA, também com a presença do músico Kizua Gourgel. A participação é livre mediante reserva.

Mais informação: 932698077.

domingo, 11 de novembro de 2018

Parabéns, Angola

Mais um aniversário apara este jovem País que um dia vamos ver grande.

Um pouco da História recente:

A colonização de Angola, após a implantação de um regime republicano (1910) em Portugal, entra numa nova fase. 
Recordo que os republicanos tinham criticado os governos monárquicos por terem abandonado as colónias. O aspecto mais relevante da sua acção centrou-se na criação de escolas.  
O desenvolvimento económico só se inicia de forma sistemática, nos fins dos anos 30, quando se incrementa a produção agrícola, principalmente café, sisal  e açúcar. Trata-se de produtos destinados à exportação principalmente para a Metrópole.
Segundo dados passou-se de 6 milhões para 4 mil milhões de toneladas desde o início do século para os anos 40, no que respeita à exportação do açúcar.
O sisal tem o seu expoente máximo durante a Segunda Guerra Mundial, passando de 62 toneladas nos anos 20 para mais de 60 nos anos 40.
A subida da cotação do café no mercado mundial, depois dos anos 50, contribuiu decisivamente para o aumento vertiginoso desta produção. Em 1900 cerca de 5 mil toneladas exportadas, em 1972 cerca de 220 mil toneladas.
Abre-se um novo ciclo económico em Angola, que se prolonga  no tempo, até cerca de 1970, quando a exploração petrolífera em Cabinda começar a dar os seus resultados. 
Nos ano de 1957 é fundada a Companhia Mineira do Lobito que se dedica à exploração e exportação de minério de ferro.
Todo este desenvolvimento foi acompanhado por vagas de emigrantes incentivados e até apoiados pelo estado Português, tendo saído de Portugal nos anos 40 cerca de 100 mil imigrantes, quase todos a fixarem-se em Angola.
Na década de 1950, a questão da descolonização das colónias africanas emerge no plano internacional e torna-se uma questão incontornável. 
A História, por confirmar, diz que em 1956 é publicado o primeiro manifesto do MPLA.
Em 11 de Novembro de 1975 é proclamada a Independência de Angola


Pensar e Falar Angola

sábado, 11 de novembro de 2017

Dia Nacional de Angola

A Historia é cíclica. A História é ondulante. A História é interpretativa.
Hoje Angola comemora 42 anos de Independência. Poucos são os que se lembram da noite de terror que viveram de 10 para 11. Poucos são os que dizem que valeu a pena ter medo. Simplesmente se esqueceram do medo. Mas um punhado de homens e mulheres, armados e mal armados, chefiados ou ao deus dará, angolanos e cubanos, ali nos lados de Kifangondo, heroicamente se bateram na pacata vila, ainda aldeia, para que os mercenários sul-africanos, portugueses, americanos, zairenses e angolanos, não impedissem a proclamação da Independência no largo que agora assim se chama.
Não era fogo de artifício que se ouvia lá longe. Não era luz de rua que iluminava, eram os flash dos fotógrafos apenas. A Bandeira Nacional hasteada, a Independência proclamada e um novo país acabara de nascer.
42 anos depois, que bom é ver que aqueles que em lados opostos estavam, hoje comemoram a Independência Nacional, o Dia Nacional de Angola.
Hoje, mudança de ciclo na ondulante História interpretativa de Angola


Pensar e Falar Angola

Independência Nacional - 42º aniversário



Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

PALESTRAS ALUSIVAS AO 11 DE NOVEMBRO



Universidade Agostinho Neto
Gabinete de Informação Científica e Documentação


NOTA DE IMPRENSA
PALESTRAS ALUSIVAS AO 11 DE NOVEMBRO
No âmbito das atividades científicas alusivas ao dia 11 de Novembro, a Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto, realiza no dia 10 de Novembro (Sexta-feira), às 10h00, no auditório da Faculdade, um Ciclo de palestras alusivas ao 11 de Novembro, dia da Independência Nacional de Angola.
A primeira palestra, subordinada ao tema “Os enormes Sacrifícios Consentidos pelo povo Angolano na Conquista da Independência”, proferida pelo Professor Doutor Feliciano Moreira Bastos. A segunda palestra, com o tema “Os benefícios da Independência para a Juventude Angolana”, será apresentada pela Dr.ª Yolanda Brígida de Sousa, Deputada à Assembleia Nacional e Presidente da UEESA.
Atendendo a importância do aludido evento, solicitamos ao Vosso Órgão de Comunicação Social a proceder à divulgação e cobertura do referido acto.
Gabinete de Informação Científica e Documentação da Universidade Agostinho Neto, em Camama,09 de Novembro de 2017
Pelo GICD 


Dia 10 de Novembro de 2017
Local: Auditório da Faculdade de Letras
09h30: Chegada dos participantes
10h00: Sessão de Abertura (entoação do Hino da República de Angola)
10h10: Momento Cultural
10h25: Palavras de boas-vindas, Digníssimo Decano, Professor Doutor Alexandre Chicuna 
10h30: Momento Cultural          
10h40: PALESTRAS
1º Tema: “Os Enormes Sacrifícios Consentidos pelo Povo Angolano na Conquista da Independência Nacional”
Prelector: Prof. Doutor Feliciano Moreira Bastos, Docente da FLUAN
2º Tema: “Os Benefícios da Independência para a Juventude Angolana”
Pelectora: Drª. Yolanda Brígida de Sousa, Deputada à Assembleia Nacional e Presidente da UEESA
Moderador: Mestre Francisco Matete, Docente da Faculdade de Letras
11h30: Momento Cultural

11h35: Fim da Cerimónia


Pensar e Falar Angola

domingo, 11 de novembro de 2012

O dia da Liberdade - por Rui Ramos

Rui Ramos
O dia da liberdade
O KIZUA KIA UFOLO. Cantávamos.
11 de Novembro, o dia da nossa liberdade.
Muitos angolanos mais novos pensam que Angola foi sempre independente.
Não é verdade.
Angola foi subjugada pelos portugueses e transformada numa colónia de Portugal e aqui se praticava o racismo contra o povo africano.
Vou só recordar aos Jovens de hoje um pormenor da minha meninice.
Muitas criança negras de 7-8-9… anos costumavam ser tiradas da família para irem servir como criados nas casas europeias. 
A patroa ia na papelaria comprar o cartão de trabalho para o criado e assinava todos os dias.
O que fazia o criado?
Tudo: levantava de madrugada ia no pão para os meninos, varria o quintal, lavava o chão, punha a mesa, lavava a loiça, acompanhava os meninos à escola, arrumava a casa, à tarde espreitava escondido os livros e cadernos dos meninos, depois punha a mesa, servia o jantar, lavava a loiça, e dormia num barracão do quintal… jovenzinho… ele não era menino era rapaz – o menino era o filho da patroa.
Quando a patroa mandava o criado nas compras e ele se esquecia do cartão de trabalho podia ser rusgado.
Ali no Kinaxixe na esquina havia rusga.
Se o criado dizia esqueci documento era «vadio».
Senta ali, tens cinco angolares?
Não tens? Cabelo rapado com caco de garrafa…
A prisão era na cadeia indígena, ali ao lado do Zé Pirão.
Se o criado era pequeno, os patrões podiam ir buscá-lo, apanhava grande carga de porrada para não andar na rua sem cartão de trabalho.
Se já era mais crescido, ia forçado nas obras públicas, assim se fizeram as grandes obras públicas na Angola colonial.
Lembrei apenas, para o Jovens de hoje se relativizarem e contextualizarem.
Muitos jovens angolanos abandonaram as suas vidas, as suas famílias, e juntaram-se ao movimento de libertação nacional, e lançaram a luta armada contra o colonialismo, pela independência da nossa Pátria.
Com muito sacrifício, jovem ainda, o Presidente José Eduardo dos Santos, que andava no liceu, não lamentou nem chorou, foi na luta, como muitos outros jovens, o primeiro Presidente de Angola Agostinho Neto, Deolinda Rodrigues, Irene Cohen, Lucrécia Paim, Luzia Inglês… muitos e muitas.
Muitos outros foram presos pela Pide com 16-17-18… anos e desterrados para S. Nicolau, Tarrafal…
Todas essas injustiças, todas essas lutas conduziram àquele dia – ETEKE LIEYOVO.
De longe vinha o som seco e constante dos bombardeamentos.
Não foi fácil, os racistas sul-africanos no sul, os zairenses e mercenários de Mobutu no norte, queriam fazer sandes de Luanda.
Não tínhamos água.
Luanda ainda era mindinha, nada de seis milhões ou mais de amontoados como agora.
Então aquela noite chegou, todo o largo foi terreplenado, o chão estava fresco e havia um kisoko entre nós todos, estávamos todos nesse barco que teimava em não afundar, resistindo e vencendo em Kifangondo, na Barra do Kwanza, no Ebo, no Largo 1º de Maio, na nossa vontade de sermos livres.
E no mastro desse barco-Angola foi içada a nova bandeira, a nossa – a bandeira da Dipanda.
A emoção, nesse momento da noite novembrina, tomou conta de nós ali no Largo.
Balas tracejantes de luz e alegria por cima das nossas cabeças, em volúpia de vitória com os monacaxitos lá longe… 
Nesse dia africanizámos a nossa alma, bem ou mal não importa, ali começava o caminho de um só povo uma só nação, independente e livre.
Éramos jovens, sempre os jovens presentes, no sofrimento colonial, na guerra anticolonial, na independência, na guerra contra invasores, na primeira esperança de 91, na nova guerra dos dez anos imposta pelos terroristas, e na paz e na reconciliação de 2002 promovidas pelo Presidente José Eduardo dos Santos, agora jovens marcando o rumo num país jovem – Angola será o que os seus jovens quiserem.



Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...