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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Relatório sobre a PALANCA


2012
01. Relatório Palanca 1º Trimestre

VERSÃO PORTUGUÊS

Caros amigos,

O início de 2012 foi o mais seco que eu me lembre. A época chuvosa geralmente atinge o pico em Fevereiro/ Março, frequentemente inundando as zonas húmidas e tornando as picadas lamaçentas e muitas vezes intransitáveis. Os últimos anos tinham testemunhado chuvas generosas, isolando o parque da Cangandala por semanas ou meses, geralmente entre Janeiro e Abril.
Contudo esta época chuvosa foi muito atípica já que a maior parte do país experimentou uma seca severa, pelo que quando agendámos a nossa viagem à Cangandala em Março, e no seguimento de insistentes notícias acerca da seca, estávamos confiantes que conseguiríamos entrar no parque e acompanhar os movimentos dos animais no terreno.

Mas, e como provavelmente já terão adivinhado, as coisas nunca seriam assim tão fáceis.
É verdade que o terreno estava chocantemente seco, sem sinais de lama ou água nos riachos temporários, ao passo que o capim estava pouco desenvolvido e já seco e moribundo – o parque não tinha tido uma gota de chuva há vários meses! Mas mal chegámos ao anoitecer e nos instalámos no acampamento, e nos sentámos para jantar, começou a chover. De início apenas uma chuva miúdinha, depois com mais insistência e intensamente. Fomo-nos deitar sob chuva, e choveu toda a noite sem parar. E continuou a chover. E ainda chovia de manhã enquanto tomámos o café, e agora as coisas começaram a ficar com má cara.

A chuva só parou a meio da manhã, mas nessa altura já estávamos a conduzir no terreno e de qualquer forma o estrago já estava feito.
Ao longo dos dias seguintes pudemos chegar a todas as câmaras nas várias salinas, para substituir cartões de memória e baterias, mas apenas à custa de muito trabalho. Atascámos inúmeras vezes nas picadas dentro e fora do santuário, e a maior parte das salinas tiveram de ser atingidas a pé. Ao menos deu para recuperar todos os cartões de memória, mas tentar localizar e seguir os animais fora dos trilhos estava completamente fora de questão nestas condições.
Desta fora a visita tornou-se uma semi-desilusão, pelo que este update teve que se basear principalmente nos diversos registos das câmaras ocultas.

Por falar em câmaras, o novo modelo de câmara que colocámos em Dezembro último tem tido uma perfomance excepcional, quase demais poderei acrescentar. Stas têm melhor qualidade de imagem, são mais pequenas e leves, parecem ser mais fiáveis, e são muitíssimo mais eficientes em termos de consum de energia, com as baterias a durarem vários meses de uso contínuo. Mas elas também conseguem agora tirar literalmente milhares de fotos por semana, armazenadas em cartões de 8GB, o que é fantástico mas igualmente uma maldição mal disfarçada. Se nós já costumavamos lutar com a visualização, gestão e armazenamento das fotos, este problema agora ficou inflacionado significativamente! Só esta viagem rendeu-nos dezenas de milhares de fotos, das quais “apenas” algumas milhares mostraram palancas negras, ruanas, ou híbridos.

A manada principal parece ter-se dividido em grupos pequenos, o que é presumivelmente um comportamento sasonal durante a época chuvosa, mas que também pode ser resultado de dinâmicas sociais específicas, tais como a parição de algumas fêmeas ou a dispersão de jovens machos. Um exemplo interessante foi verificar que a nossa melhor reprodutora, a Teresa, antes de parir, separou-se da manada levando com ela as três crias da manada. Em meados de Dezembro ela estava extremamente prenhe, e seguramente a sua nova cria deve ter nascido por alturas do natal. É uma pena não a termos conseguido ver desde Dezembro, e ela não voltou às salinas entretanto. De todas as formas ela é a nossa principal estrela, sendo a mãe provável de três híbridos, e tendo tido já três crias em pouco mais de dois anos de confinamento – uma perfomance excepcional! Por outro lado também realça o quão pbre tem sido a reprodução das restantes (talvez a Luísa tenha já tido a sua segunda cria, mas todas as restantes 5 fêmeas no santuário produziram até agora zero crias).

Muito ineressante foi notar que durante os últimos dias de gravidez, a Teresa se tornou muito escura em cor, de um castanho escuro que quase parece um macho. Isto é tão mais evidente se levarmos em conta que ela até nem era uma fêmea particularmente escura. Deve ser uma resposta fisiológica relacionada com mudanças hormonais, antes da parição.
Também de sublinhar o facto da primeira cria, o jovem macho Mercúrio, estar já a ficar bastante escuro e ainda antes de cmpletar o segundo ano de idade. Parece ser bastante precoce, com cornos notáveis para a sua idade, e já mais escuro na coloração do que a maior parte das fêmeas. Talvez a falta de competição estimule os jovens machos para se desenvolverem mais rapidamente?
Indo em sentido oposto vão os híbrids castrados, particularmente os machos maturos que, em apenas alguns meses passaram de uma atraente coloração castanha escura com tons de dourado, para uma coloração predominantemente cinzenta-amarelada, imitando quase na perfeição o padrão cromático das fêmeas híbridas! Mais uma vez, reflectindo profundas mudanças a nível hormonal – é um dado estabelecido que a testosterona induz e reforça a coloração escura nas palancas negras.

Já fora do santuário, o Ivan tem sido visto regularmente visitando as Salinas, muito embora sobretudo durante a noite, enquanto patrulha o seu território. E a 1 de Janeiro ele fnalmente apareceu acompanhado da Joana (a fêmea velha que tinha escapado do santuário vedado em 2009), assim confirmando as nossas suspeitas. Por outro lado, não vmos nenhuma das fêmeas novinhas que escaparam do santuário seguindo o Ivan, e nesta altura não sabemos se estas se juntaram com a Joana, ou se andam sozinhas.

Link para as fotos:

Cumprmentos,

Pedro




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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Reserva Parcial de Mavinga

Origem - Estabelecida como Reserva Parcial a 17-09-1966.

Classificação - Reserva Parcial, IV. Localização - Província de Cuando-Cubango, 300 km para sul de Menongue.

Área - Ocupa 5.950 km². Limites Geográficos - 15 09' a 19 57' de Latitude Sul e 20 24' a 21 30' de Longitude Este.

Limites Naturais - Limitado a Norte pela picada de Chondela até ao Rio Dima e a Leste pela linha de fronteira com a Zâmbia.

Descrição - Com uma altitude que vai dos 1.052 aos 1.228 metros a reserva estende-se por planíces de linhas suaves, cortadas pelos rios Kwando, Lombam, Cariei e Cueio. A temperatura média anual é de 20,6°C e a humidade de 77%. O mês mais frio é Julho, com uma média de 14,5°C, e o mais quente é Outubro, com 24,2°C. Chove em média 92 dias por ano e a humidade relativa é de 51%. Os dois tipos de vegetação principais são a floresta aberta com algumas árvores dispersas de folha caduca e a savana seca, com capim e arbustos dispersos. Os mamíferos existentes na Reserva são a onça, a hiena, o mabeco (Lycaon), o texugo, o leão, o elefante, o rinoceronte negro, o hipopótamo, a inhala (Kobus ellipsiprymnus - cabra de água), o puku , o chango (Redunca redunca), o topi, a impala, o oribi, o steenbok (Raphicerus campestris), o lechwe (Kobus leche), o búfalo e o olongo (Strepsiceros strepsiceros - kudu). A ave mais comum é a avestruz (Struthio camelus).

http://www.cpires.com/angola_parques.html







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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Parque Natural Regional do Namibe

Origem - Estabelecido como Reserva Parcial por período limitado até a 31-12-1959, pelo Diploma Legislativo de 12-06-1957.


Classificação - Reserva Parcial, IV, desde 1960.


Localização - No extremo sul do país, perto da cidade costeira do Namibe.


Área - Ocupa 4.450 km². Perdeu 290 km² para a cidade do Namibe (antiga Moçâmedes) a 23-07-1973.


Limites Geográficos - 15 09' a 19 57' de Latitude Sul e 20 24' a 21 30' de Longitude Este.


Limites Naturais - Limitado a Norte pelos rios Bero e Cubal até ao Muol, a Leste pelos rios Atchinque e Curoca. A Oeste pela linha da costa entre a Foz do Rio Bero e a Foz do Rio Curoca. Descrição - Ocupa uma área desértica com grandes dunas de areia, que termina em escarpas montanhosas. A temperatura média anual é de 20,6° C mas a escassa pluviosidade só permite a sobrevivência de plantas adaptadas ao deserto, como a welvitschia mirabilis. Apesar do meio ser pouco propício à manutenção de fauna, são observados elefantes, olongos (Strepsiceros strepsiceros - kudu), rinocerontes negros e zebras da montanha.


Visitantes - Recebe visitantes desde 2002.

http://www.cpires.com/angola_parques.html







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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Reserva Búfalo

Origem - Estabelecida como Reserva Parcial a 05-04-1974.
Classificação - Reserva Parcial, IV.
Localização - A cerca de 30 km de Benguela, para sudeste. Área - Ocupa 400 km².
Limites Geográficos - 12 42' a 12 55' de Latitude Sul e 12 37' a 13 58' de Longitude Este.
Limites Naturais - A Norte é limitada pelo Rio Benguela, Mungua e terrenos demarcados por Carlos da Silva. A Sul, pelo Rio Caimbambo, terrenos concedidos provisoriamente a Alberto Manuel, terrenos demarcados por Palmira Marques, terrenos concedidos provisoriamente a Maria Henrique, terrenos vagos, terrenos demarcados provisoriamente por Maria Adelaide, terrenos concedidos definitivamente a Carlos da Silva, terrenos demarcados provisoriamente por Agrícolas Portelas SARL. A Oeste pelos Rios Cavaco e Catengue.
Descrição - Com uma altitude que vai dos 380 aos 1.210 metros, apresenta uma topografia bastante irregular, com afloramentos rochosos. São quatro os rios que atravessam a reserva: Catumbela, Cavaco, Bungue, e Caimbambo. A temperatura média anual é de 23.5°C e a humidade de 77%. O mês mais frio é Julho, com uma média de 19.4°C, e o mais quente é Março, com 26.8°C. Chove em média 45 dias por ano, num total de 305mm. Os principais tipos de vegetação são a floresta aberta, a savana com algumas árvores e arbustos, a anhara e a estepe com capim escasso e pequenos arbustos. O búfalo negro (Syncerus caffer caffer) é o mamífero mais abundante. Existem também onças, chacais, hienas, leões, mabecos (Lycaon), hipopótamos, golungos (Traguelaphus scriptus), olongos (Strepsiceros strepsiceros - kudu), palancas vermelhas (Equinus de Hippotragus), bambis (Sylvicapra grimmia), javalis africanos (Potamochoerus porcus e Phacochoerus aethiopicus) e mandris (Papio ursinus) .

http://www.cpires.com/angola_parques.html







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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Reserva Parcial de Luiana

Origem - Estabelecido como Reserva Parcial a 17-09-1966.
Classificação - Reserva Parcial, IV.
Localização - Província de Cuando-Cubango, 550 km a sul de Menongue, Terras do Fim do Mundo. Faz fronteira com a Zâmbia e a Namíbia.
Área - Ocupa 8.400 km².
Limites Geográficos - 16 11' a 17 53' de Latitude Sul e 22 10' a 23 26' de Longitude Este.
Limites Naturais - Limitado a Norte pela Picada que vai de Bambangando, Simbundo, Chitangua, Cata até ao marco 17. Limitado a Leste pela linha de Fronteira com a Zâmbia do marco 17 até ao marco das 3 fronteiras. Limitado a Oeste por uma linha recta de Bambangando até ao marco 10 e a Sul pela linha da fronteira com a Namíbia do marco 10 até ao marco das 3 fronteiras.
Descrição - A Reserva contem planícies extensas e grandes pântanos, com uma altitude que vai dos 970 aos 1.024 metros. A temperatura média anual é de 20,6°C e a humidade de 77%. O mês mais frio é Julho, com uma média de 14,5°C, e o mais quente é Outubro, com 24,2°C. Chove em média 92 dias por ano e a humidade relativa é de 51%.
Os dois tipos de vegetação principais são a floresta aberta de árvores ricas em frutos secos e savana com algumas árvores, xanatos, dispersas.
Os Mamíferos existentes na Reserva são a onça, a hiena, o mabeco (Lycaon), o texugo, o leão, o elefante, o rinoceronte negro, o hipopótamo, a inhala (Kobus ellipsiprymnus - cabra de água), o puku , o chango (Redunca redunca), o topi, a impala, o oribi, o steenbok (Raphicerus campestris), o lechwe (Kobus leche), o búfalo e o olongo (Strepsiceros strepsiceros - kudu).

O avestruz (Struthio camelus) e o secretário (Bugeranus carunculatus) são as aves mais abundantes.


http://www.cpires.com/angola_parques.html






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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Reserva Natural do Ilhéu dos Pássaros




Origem - Estabelecida como Reserva Natural Integral a 21-12-1973.
Classificação - Reserva Natural Integral, IV.
Localização - Situada 8 km a sul de Luanda.
Área - Ocupa 1,7 km².
Limites Geográficos - 08 55 45" a 08 56 23" de Latitude Sul e 13 08 01" a 13 08 42" de Longitude Este.
Limites Naturais - Limitada a Norte pela faixa marítima dos 80 metros, desde o marco 1 do foral de 1966 até à ponta do Caluca. Limitada a Oeste pela faixa marítima desde a ponta de Caluca até à foz do Rio Mondo, seguindo o seu curso até à estrada E.N. Benguela-Namibe. A Nordeste é limitada por uma linha quebrada que liga os marcos farol 5, 4, 3, 2 e 1. A Sul é limitada pela berma norte da estrada EN-6, marco 5 do farol de 1966, berma da estrada e uma linha recta que vai daqui ao marco 5 do farol de 1966.
Descrição- É uma pequena ilha com 17 km², que sofre inundações periódicas, pelo que o tipo de vegetação predominante são os mangais. A temperatura média anual é de 24.6°C e a humidade de 80%. Os meses mais frios são Julho e Agosto, com uma média de 20.7°C. Março é o mês mais quente, com 27.4°C.
Chove em média 54 dias por ano, num total de 449mm.

Existem poucos mamíferos, mas há muitos tipos de aves migratórias, palmípedes e pernaltas.


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quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Parque Natural - Reserva do Luando

Origem - Estabelecido como Reserva de Caça a 16-04-1938.
Classificação - Reserva Natural Integral, IV, desde 11-12-1957.
Localização - Está situado na província de Malanje, entre os rios Luando, Cuanza e Luasso.
Área - Ocupa 8.280 km².
Limites Geográficos - 10 14' a 11 56' de Latitude Sul e 16 26' a 18 04' de Longitude Este.
Limites Naturais - Limitado a Norte pelo Rio Luando, a Sul pelo limite da Província de Malange entre os rios Cuanza e Luando e a Oeste pelo Rio Cuanza até ao Rio Luando.
Descrição - A pluviosidade média anual é de 1350 mm e a temperatura é de 21,5° C. Existem dois tipos de vegetação dominante: floresta aberta e savana com árvores e arbustos. Os mamíferos mais abundantes são o puku, lechwe (Kobus leche), palanca negra gigante (Hippotragus niger) e a inhala (Kobus ellipsiprymnus - cabra de água).
O Parque de Luando é também conhecido como o paraíso das aves.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Reserva do Luando


Origem - Estabelecido como Reserva de Caça a 16-04-1938.
Classificação - Reserva Natural Integral, IV, desde 11-12-1957.
Localização- Está situado na província de Malanje, entre os rios Luando, Cuanza e Luasso.
Área - Ocupa 8.280 km².


Limites Geográficos - 10 14' a 11 56' de Latitude Sul e 16 26' a 18 04' de Longitude Este.
Limites Naturais - Limitado a Norte pelo Rio Luando, a Sul pelo limite da Província de Malange entre os rios Cuanza e Luando e a Oeste pelo Rio Cuanza até ao Rio Luando.
Descrição - A pluviosidade média anual é de 1350 mm e a temperatura é de 21,5° C. Existem dois tipos de vegetação dominante: floresta aberta e savana com árvores e arbustos. Os mamíferos mais abundantes são o puku, lechwe (Kobus leche), palanca negra gigante (Hippotragus niger) e a inhala (Kobus ellipsiprymnus - cabra de água). O Parque de Luando é também conhecido como o paraíso das aves.

Uma expedição científica vai percorrer em Setembro o Parque Nacional de Cangandala, na província angolana de Malange, para tentar encontrar a Palanca Negra gigante, uma espécie única de antílope que apenas vive naquela região do centro de Angola.
Estes grandes antílopes negros, com chifres longos e encurvados para trás, são especialmente acarinhados pela população angolana, não só por ser uma espécie que apenas existe no país, mas também porque a Palanca Negra é um dos símbolos nacionais.
Não é, por isso, de estranhar que os jogadores da selecção nacional de futebol sejam conhecidos como os "palancas negras", nem que este animal seja o símbolo que viaja pelo mundo pintado nos aviões da TAAG (Transportes Aéreos de Angola).
O problema é que a última fotografia de uma palanca negra gigante foi tirada em 1982 e, nas últimas duas décadas, ninguém conseguiu provar que viu este animal, o que criou a ideia de que a espécie teria sido extinta.
A esperança voltou, no entanto, a surgir em Setembro de 2003 quando, durante uma expedição em Cangandala, alguns dos elementos viram, por breves instantes, o que julgam ser uma palanca negra gigante.
"É esse o motivo que nos leva a fazer esta expedição", afirmou Pedro Vaz Pinto, coordenador do Núcleo de Ambiente e Recursos Naturais do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola.
Para este especialista, "não há dúvidas" de que ainda existem palancas negras gigantes, mas admitiu que o problema é a "falta de provas".
"Na anterior expedição, em Setembro de 2003, houve membros da equipa que viram palancas, mas não o podemos provar porque não foi possível tirar nenhuma fotografia", afirmou, em declarações à Lusa.
"Todos os indícios indirectos que recolhemos durante a expedição são muito fortes, por isso, não há dúvidas de que as palancas estão lá", acrescentou.
Para tentar esclarecer a questão em definitivo está a ser preparada uma expedição que vai contar com a participação do Ministério do Ambiente e do Governo Provincial de Malange, tendo sido também solicitado apoio ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e às Forças Armadas Angolanas (FAA).
Ao contrário da expedição realizada há cerca de um ano, que envolveu grandes caminhadas à procura de rastos e vestígios, a próxima vai utilizar ultraleves, o que permitirá aumentar o raio de busca.
"Na primeira expedição, acampámos no mato e percorremos a pé uma área com cerca de 630 quilómetros quadrados, de manhã à noite", recordou Pedro Vaz Pinto.
O interesse pela palanca negra gigante renasceu em meados de 2000, quando surgiram relatos de populações que habitam no Parque Nacional de Cangandala sobre a passagem de animais que, alegadamente, estariam a fugir para a região de Nharea, na província do Bié, para evitar os confrontos militares.
A palanca negra gigante sempre foi conhecida por ser um animal muito sensível à presença humana, afirmando os especialistas que é possível atravessar durante semanas seguidas o território de um macho sem nunca o encontrar.
Na sequência daquelas informações, foram realizadas nos últimos quatro anos várias tentativas para encontrar as palancas negras gigantes, em Cangandala e na vizinha Reserva Natural do Luando, mas nenhuma teve sucesso.
Pedro Vaz Pinto acredita, no entanto, que a expedição que está a ser preparada pode alterar esta situação, já que estão a ser criadas condições para que venha a ter sucesso, nomeadamente a utilização de ultraleves e de câmaras fotográficas automáticas que serão colocadas em locais específicos.
Por essa razão, Pedro Vaz Pinto já pensa no "próximo passo", que é a elaboração de um plano de protecção a esta espécie.
"Tem que ser elaborado um plano de conservação que seja sustentável.
Já foram feitos contactos preliminares e há muitas organizações nacionais e internacionais que estão dispostas a financiar a protecção e conservação da palanca", afirmou.
A palanca preta gigante foi descoberta em 1909 por Frank Varian, um engenheiro belga que trabalhava para os Caminhos de Ferro de Benguela, causando grande agitação na comunidade científica, que considerou extraordinário que um animal com características tão especiais ainda permanecesse escondido nas matas do interior de Angola.
Esta espécie, única no mundo, apenas vive numa área do centro de Angola, delimitada pelos rios Cuanza e Luando, organizando-se em manadas de fêmeas e respectivas crias, grupos de machos jovens e machos adultos solitários.
A raridade deste animal e as suas características únicas fazem com que esteja incluído, desde 1933, nas listas internacionais de espécies sob protecção absoluta.
Para especialistas como Pedro Vaz Pinto, os relatos frequentes de populares da região de Cangandala, que dão conta da existência de palancas negras, e a grande quantidade de pegadas descobertas durante a expedição de Setembro de 2003 levam a acreditar que elas ainda não estão extintas.
Por outro lado, não é de crer que apenas as palancas tenha desaparecido da região de Cangandala, onde não há notícias da extinção das outras espécies animais que ali têm o seu "habitat", assim como também não há registo de um surto de uma qualquer doença que tenha afectado apenas a população de palancas negras gigantes.
Nesse sentido, Pedro Vaz Pinto considera "ser credível assumir a existência de palancas negras gigantes no Parque Nacional de Cangandala", apesar de admitir que ainda é necessário "provar essa suposição".
É o que vai tentar fazer a expedição que está a ser preparada para este mês.
NME/FR.
Lusa/Fim


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quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Parque Regional da Chimalavera

Origem - Estabelecido como Reserva Especial a 05-06-1971.
Classificação - Parque Natural Regional, V, desde 15-04-1974.

Localização - A 20km Benguela, para sudeste.

Área - Ocupa 112 km².

Limites Geográficos - 15 44' a 12 16' Latitude Sul e 11 44' de Longitude Este.

Limites Naturais - O Parque é limitado a Norte pela estrada que vem da Fazenda Santa Teresa e pelo Rio Marimbondo até à estrada de Canguengue-Chipupa. A Leste é limitado pela estrada Canguengue-Chipupa, desde o Morro Techima até às coordenadas 13 08 55 E, 13 19 54 S. A Sul e Oeste é limitada por uma linha quebrada, definida pelas coordenadas 13 08 55 E, 13 51 54 S, 13 08 55 E, 13 19 54 S, 13 05 44 E, 13 50 42 S.

Descrição - com uma altitude que vai dos 50 aos 265 metros, Chimalavera compreende uma planície elevada rodeada por montanhas. Dentro da reserva não existem rios nem lagos à superfície. A temperatura média anual é de 23.5°C e a humidade de 77%. O mês mais frio é Julho, com uma média de 19.4°C, e o mais quente é Março, com 26.8°C. Chove em média 45 dias por ano, num total de 305mm. O tipo de vegetação dominante é a estepe sublitorânea com algumas espécies de Acácias. Os mamíferos mais abundantes são o macaco da savana, o chacal, as zebras e as cabras de leque (Antidorcas marsupialis).

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Parque Nacional da Mupa

Origem - Estabelecido como Reserva de Caça a 16-04-1938.
Classificação - Parque Nacional, II, desde 26-12-1964.
Localização - Está situado na província do Cunene, entre o Rio Colui e o Rio Cunene.
Área - Ocupa 6.600 km².
Limites Geográficos - 15 17' a 16 40' de Latitude Sul e 15 10' a 16 00' de Longitude Este.
Descrição - A paisagem é de colinas, com uma pluviosidade anual de 620 mm e temperatura média de 22,8° C.
Há três tipos diferentes de vegetação: mosaico floresta-savana, floresta aberta e savana seca com arbustos.
Apesar deste Parque ter sido criado em 1964 para proteger a Giraffa camelopardalis angolensis, crê-se que em 1974 já não existia nenhuma. Os mamíferos que caracterizam o Parque são a cahama, o leão, leopardo e a hiena.











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quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Parque Nacional da Cameia

Origem - Estabelecido como Reserva de Caça a 06-04-1935.
Classificação - Parque Nacional, II, desde 11-12-1957.
Localização- Província do Moxico.
Área - Ocupa 14.450 km².
Limites Geográficos - 11 17' a 12 30' de Latitude Sul e 20 45' a 22 36' de Longitude Este.
Limites Naturais - O Parque é limitado a Este pelo rio Zambeze, a Sul pelo rio Luena e a Oeste pela linha do Caminho de Ferro de Benguela, que o atravessa a Norte.
Descrição - A pluviosidade média anual é de 1145 mm e a temperatura é de 20,8° C. Os rios Zambeze, Luena e Chifumage, além dos charcos formados pelas chuvas, alimentam o Parque.
Os mamíferos mais abundantes são o gnu ou boi-cavalo, Tsessebe (Damaliscus lunatus lunatus), lechwe (Kobus leche), chango (Redunca redunca), javali (Phacochoerus aethiopicus), leão e onça.

Veja mais em: http://blogdangola.blogspot.com/search/label/Fauna
(obrigado pela retificação)









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terça-feira, 23 de outubro de 2007

Parque Nacional de lona

Parque Nacional de lona

Origem - Estabelecido como Reserva de Caça a 02-10-1937.
Classificação - Parque Nacional, II, desde 26-12-1964.
Localização- O Parque Nacional de Iona está situado no sul de Angola, na província do Namibe, entre o Oceano Atlântico e os rios Cunene e Curoca.
Área - Ocupa 15.150 km².
Limites Geográficos - 15 44' a 17 16' de Latitude Sul e 11 44' a 13 14' de Longitude Este.
Limites Naturais - Limitado a Norte pelo Rio Curoca, a Sul pelo Rio Cunene, a Oeste pelos Rios Cunene e Curoca e, a Leste, pelo Rio dos Elefantes.
Descrição -O Parque Nacional de Iona estende-se das dunas de areia junto ao mar, até às montanhas Tchamalinde, a Leste. O centro do Parque é de planícies abertas. A pluviosidade média anual varia entre 100 mm a 500mm, aumentando à medida que nos afastamos do mar. Existem trinta e uma fontes naturais dentro do Parque.
Há três tipos de vegetação: anharas, dunas com arbustos e planície de savana com pequenos arbustos. Abunda a welvitschia mirabilis, planta que pode atingir mais de mil anos de vida.
O antílope emblemático do Parque é a palanca negra gigante (Hippotragus niger), praticamente extinta, mas existem outros mamíferos como o elefante, olongo (Strepsiceros strepsiceros - kudu), leão, rinoceronte negro, onça, hiena, guelengue (Oryx gazella blainei) e várias espécies de zebras.
Visitantes - Começou em 2001 a receber visitantes, em viagens organizadas a partir da Namíbia.
http://www.cpires.com/angola_parques.html
(clique em Leia mais e veja fotos)







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sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Parque Nacional do Bicuar


Estabelecido como Reserva de Caça a 16-04-1938. Classificação - Parque Nacional, II, desde 26-12-1964.

Localização - Província da Huíla.

Área - 7.900 Km².

Limites Geográficos - 14 55' a 15 36' de Latitude Sul e 14 14' a 15 19' de Longitude Este.

Limites Naturais - A Norte é o Parque é limitado pela picada que começa na Mulola Lumenha, passa por Mulola Chipula, Mulola do Mucope Pahapa, Mungaia até Mulola Mungarrafa e Mulola Cachila. A Sul, pela estrada da Chibemba dos Gambos ao Mulundo e Rio Cunene até Onguenha. A Oeste, pela parte norte de Chimbolelo, Ongolola-Cuoco até Mulondo-Chibemba. A Leste, pelo Rio Cunene até à foz da Mulola Lumenha.

Descrição - A temperatura sofre grandes variações entre o dia e a noite. A vegetação predominante é a savana com árvores e arbustos. O mamífero que caracteriza o Parque é o búfalo negro (Syncerus caffer caffer). Existem também onças, leopardos, gnus (boi-cavalo), olongos (Strepsiceros strepsiceros - kudu), Inhalas (Kobus ellipsiprymnus - cabra de água), steenbuck (Raphicerus campestris) e changos (Redunca redunca).
http://www.cpires.com/angola_parques.html




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quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Parque Nacional da Cangandala

Origem - Estabelecido como Reserva Natural Integral em 25-05-1963
Classificação - Parque Nacional, II, desde 25-06-1970.
Localização- Está situado na província de Malanje.
Área - Ocupa 630 km².
Limites Geográficos - 09 09' a 10 02' de Latitude Sul e 16 34' a 16 52' de Longitude Este. Limites Naturais - A Norte e Nordeste o Parque é delimitado pelos rios Camifundi, Cuije e Caculo. A Sul pelos rios Maubi, Candua e Camifundi. A Leste e Sudueste pelo Rio Caculo e Rio Cuije, Dumba Kicala, Picada Calamungia, Dumba Kicala, Maubi Calongo até aos rios Cuque e Lussa.
Descrição - A pluviosidade média anual é de 1350 mm e a temperatura é de 21,5°C. Não existem grandes cursos de água e a vida gira em torno dos charcos e lagoas que se formam durante a estação das chuvas. A vegetação é composta por floresta aberta e savana seca. A descoberta em 1963 da palanca negra gigante (Hippotragus niger), levou à criação do Parque Nacional da Cangandala. Actualmente, desconhece-se quantos exemplares poderão ainda existir.

http://www.cpires.com/angola_parques.html

Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Parques Naturais

São 13 as Zonas de Protecção Integral da Natureza em Angola.
Os 82.000 Km² que ocupam, correspondem a 6,6 % da superfície do país, distribuídos por 6 Parques Nacionais, 1 Parque Natural Regional, 2 Reservas Naturais Integrais e 4 Reservas Naturais Parciais. Se considerarmos também 18 Reservas Florestais e diversas coutadas, atingimos 188.650Km².
A caça furtiva e a guerra civil (1975 a 2002), reduziram drasticamente a fauna existente: Na Quissama, de 450 leões em 1950, restavam 5 em 1997, enquanto os elefantes tinham passado de 1.200 para 20. Actualmente, com o projecto Arca de Noé estão a ser trazidos animais de outros países africanos para a Quissama.


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RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...