Pensar e Falar Angola

Luena – Um jantar de confraternização reuniu na noite de sábado , na cidade do Luena (Moxico), centenas de ex-bolseiros angolanos em Cuba, em alusão ao dia 26 de Julho, data do Assalto ao Quartel Moncada.
Realizado no Hotel Luena, os participantes vibraram cerca de oito horas, com muita música, dança e o momento mais alto da noite foi o de "parabéns Cuba e apagar as velas".
No jantar predominado por culinária angolana e músicas cubanas, com destaque para rumba foi muito animado, os ex-estudantes angolanos mostraram aos cubanos que trabalham no Moxico, a sua solidariedade com o povo daquele país caribenho.
Na cerimonia de abertura, o coordenador da Associação "Los Caimaneros", Carlos Alberto, relembrou a maneira hospitaleira como foram recebidos e tratados naquele país e aconselhou aos presentes a realizarem eventos iguais como forma de cimentar a cooperação bilateral entre os dois povos irmãos.
Considerou o convívio entre os ex-estudantes e os cubanos que trabalham nesta parcela de Angola de "extraordinário", tendo afirmando que Angola/Cuba "estão unidos para sempre".
O jantar contou com a presença de vários convidados entre eles, a directora provincial da Juventude e Desportos, Maria de Fátima Zangata, representantes da direcção provincial da Educação, Administrador Municipal Adjunto do Moxico (sede), políticos, religiosos e médicos cubanos que labutam nesta província.
Durante este mês, para saudar a data, "Los Caimaneros" realizaram várias actividades recreativas, desportivas e sociais, com realce para o enchimento de bolsas de sementes no viveiro florestal no bairro Alto-Luena, arredores da cidade capital da província.
Notícia AngolaPress
O povo angolano assinala hoje, 4 de Abril de 2009, o sétimo aniversário da assinatura do Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka, entre o Governo e a Unita, marcando o fim de um longo período de guerra.
Neste dia, em 2002, a Nação presenciou com entusiasmo e esperança, no Palácio dos Congressos, em Luanda, o abraço solidário entre irmãos desavindos e o rubricar de documentos que puseram fim a 30 anos de guerra.
A cerimónia foi assistida pelo Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, por representantes da comunidade nacional e internacional.
A partir da assinatura, o 4 de Abril foi instituído como feriado nacional e passou a ser, entre nós, uma referência histórica importante na luta do povo angolano, pois marcou uma viragem decisiva no processo político e no de desenvolvimento de Angola.
A data constitui, igualmente, uma das maiores conquistas do povo angolano após a Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975.
De facto, o país está a viver um ambiente de Paz Justa e Definitiva, um momento particularmente importante na nossa história, nunca antes experimentado pelo povo angolano, mesmo num passado longínquo, bem como desde o nascimento de Angola como um estado independente e soberano.
Justa porque a paz alcançada não foi uma imposição de forças externas, mas o resultado de esforços dos próprios angolanos, que entenderam que havia a imperiosa necessidade da cessação das hostilidades e de encetarem o processo de conclusão das tarefas remanescentes do Protocolo de Lusaka, tendo em vista o estabelecimento da paz e a consequente reconciliação e reconstrução multifacética do País.
Definitiva porque a Paz conquistada deve continuar a ser consolidada no nosso dia-a-dia, através de acções e atitudes práticas, devendo todos contribuir para que este processo seja irreversível.
Conquistada a Paz, novos desafios se colocam ao povo angolano, pois torna-se necessário continuar a envidar esforços para a sua consolidação, através do desenvolvimento de um conjunto de acções, que visem combater a fome e a pobreza.
Pois, citando o Presidente da República, José Eduardo dos Santo ”quem ama verdadeiramente a Paz, tem de saber perdoar, reconciliar-se com o seu próximo, contribuindo assim para uma união verdadeira e sólida dos angolanos, sem prejuízo para as divergências que uns e outros possam expressar”.
A Paz definitiva é encarada como início de uma nova era de reconstrução do País, a ser feita por todos os angolanos, que de mãos dadas, esquecendo os ódios e dores do passado, as diferenças ideológicas e de religião, de cor e sexo, de filiação partidária ou região, de condição e estatuto social, estão a trilhar o caminho do desenvolvimento.
Decorridos sete anos, pode-se perceber nas atitudes, no comportamento, nas acções, nas feições dos rostos e manifestações de todos os angolanos a importância da Paz, que duramente conquistada tem gerado solidariedade e tolerância consentâneos com as exigências duma mentalidade e cultura contemporâneas.
Se a 4 de Abril de 2002 os angolanos deram um exemplo ao Mundo, a 5 e 6 de Setembro do ano transacto, confirmaram esta maturidade elegendo com civismo, num clima de paz, harmonia e fraternidade entre todos, sem recurso à violência verbal ou física, os deputados ao parlamento.
A comunidade nacional e internacional não poupou elogios aos cidadãos que com civismo acabaram com o pessimismo de muitos quanto a realização de um processo imaculado.
Votaram 7.213.246 eleitores dos 8.256.584 registados, representado 87,36 porcento.
Hoje, Angola está a conquistar o seu lugar no topo do contexto das nações africanas, quer a nível político e económico, quer desportivo.
Neste último, é uma ousadia para poucos, organizar um Campeonato Africano de Futebol , quanto mais para um país que saiu de um longo período de guerra.
O país está unido para em 2010 organizar, com pompa, um dos maiores eventos desportivos do continente.
Por Paulino Neto

Comemora-se hoje, dia 20 de Junho, o Dia Mundial do Refugiado, criado em 2001 por meio de uma resolução da Assembléia Geral da ONU.
https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...