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segunda-feira, 13 de maio de 2013

50 anos da criação da Organização de Unidade Africana


"O próximo dia 25 de Maio vai ser um dia muito especial. Comemoramos os 50 anos desde a criação da Organização de Unidade Africana, hoje conhecida por União Africana. 

É um dia de festa, que serve para mostrar uma África positiva, uma África cheia de vida , de cores,de cheiros e de ritmos.

Neste dia histórico queremos também nós fazer história......juntando no coração de Lisboa a riqueza das culturas de áfrica.

O desafio que vos fazemos é de no dia 25 de Maio, a partir da 1 da tarde, que veham até ao Rossio e participem no primeiro RDP África Parade

É um desfile para todos cantarem, dançarem e mostrarem trajes, músicas  e  danças

A RDP África dá uma ajuda. Traz um camião com música, (um trio eléctrico) que serve de farol do desfile.

Este desfile irá do Rossio ao Tereiro do Paço, onde estará montado um palco que vai receber uma série de artistas bem conhecidos do grande público.

O desfile arranca às 3 da tarde.

Toda a gente pode participar, seja em grupo (uma Associação, uma escola de dança, um grupo etnográfico, etc) ou individualmente, juntando-se à festa e ao desfile).

Caso venham em grupo, devem trazer uma placa com o Vosso nome

Para que possamos organizar melhor o desfile pedimos-vos que se inscrevam através do e-mail:


Digam-nos quantos são, de onde vêm, o que pretendem apresentar no desfile, para além dos vossos contactos

Venham connosco fazer deste dia um grande 25 de Maio

Viva África, Viva Lisboa"

PS - Estamos a apoiar na divulgação desta iniciativa, apareçam. Obrigado. 


Pensar e Falar Angola

domingo, 15 de janeiro de 2012

Hoje é Dia dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria


Luanda - Os angolanos comemoram hoje, 15 de Janeiro, pela primeira vez, o Dia Nacional dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, instituído e aprovado pela Assembleia Nacional durante a sua primeira sessão plenária extraordinária de 2011.

Com 170 votos a favor, 21 contra e duas abstenções, a Assembleia Nacional institucionalizou o 15 de Janeiro como data de celebração nacional, cabendo às instituições afins do Estado prestar toda a dignidade que a efeméride merece.

 
Para a definição do dia foi realizado um processo abrangente que teve em consideração a adopção de uma data de relevante significado para os antigos combatentes e veteranos da pátria, sobretudo consensual.

 
Deste processo, resultou a opção pelo 15 de Janeiro, dia que, em 1974, foram assinados os Acordos de Alvor pelos três movimentos de Libertação Nacional (MPLA, UNITA e FNLA).

 
Contudo, o ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Kundi Paihama, considera que a aprovação da Lei, que institucionaliza a data, constitui um passo importante para a valorização daqueles que prestaram o seu contributo para que o país se tornasse independente.

 
Para o efeito,  o Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria procedeu a abertura, em Luanda, no dia 11 de Janeiro,  das jornadas comemorativas a data.

 
As festividades decorrem sob o lema “Velar pelos antigos combatentes e veteranos da pátria é um dever de honra do Estado e da sociedade angolana”.

 
O Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria tem 167.313 assistidos recenseados e sob controlo, dos quais 28.407 deficientes de guerra, 65.798 familiares de combatentes que faleceram.


No que se refere à protecção no ensino, segundo o ministro Kundi Paihama,  7.146 filhos de antigos combatentes e deficientes de guerra e órfãos de combatentes estão enquadrados em estabelecimento de ensino geral, médio e superior e 48 beneficiaram do sistema de bolsas de estudos internas.



Pensar e Falar Angola

terça-feira, 15 de março de 2011

15 de Março - Quitexe

Um mail que recebi e com agrado aqui publico porque penso estar a contribuir para a História e Cultura


Passam, agora, 50 anos sobre o início da revolta da UPA no norte de Angola. Centenas de portugueses e milhares de angolanos mortos. Uma guerra que se prolongaria 13 anos e continuaria, de outra forma, até ao novo milénio. A zona do Quitexe foi das primeiras a ser confrontada com este cortejo de desgraças. No texto anexo os autores descrevem as situações dramáticas que viveram e episódios que ajudam a compreender os caminhos que levaram àquela tragédia imensa. Textos fundamentais para a compreensão do conflito, escritos de forma tão impressiva que nos impede de ficarmos indiferentes devido à magnitude do drama humano e social então vivido, à sinceridade que se pressente no que os autores nos dizem e à forma simples, viva e directa como estão escritos.
Os melhores cumprimentos
João Luís Garcia


HÁ 50 ANOS – QUITEXE, A VILA MÁRTIR

Pensar e Falar Angola

domingo, 26 de julho de 2009

Los Caimaneros


Luena – Um jantar de confraternização reuniu na noite de sábado , na cidade do Luena (Moxico), centenas de ex-bolseiros angolanos em Cuba, em alusão ao dia 26 de Julho, data do Assalto ao Quartel Moncada.

Realizado no Hotel Luena, os participantes vibraram cerca de oito horas, com muita música, dança e o momento mais alto da noite foi o de "parabéns Cuba e apagar as velas".

No jantar predominado por culinária angolana e músicas cubanas, com destaque para rumba foi muito animado, os ex-estudantes angolanos mostraram aos cubanos que trabalham no Moxico, a sua solidariedade com o povo daquele país caribenho.

Na cerimonia de abertura, o coordenador da Associação "Los Caimaneros", Carlos Alberto, relembrou a maneira hospitaleira como foram recebidos e tratados naquele país e aconselhou aos presentes a realizarem eventos iguais como forma de cimentar a cooperação bilateral entre os dois povos irmãos.

Considerou o convívio entre os ex-estudantes e os cubanos que trabalham nesta parcela de Angola de "extraordinário", tendo afirmando que Angola/Cuba "estão unidos para sempre".

O jantar contou com a presença de vários convidados entre eles, a directora provincial da Juventude e Desportos, Maria de Fátima Zangata, representantes da direcção provincial da Educação, Administrador Municipal Adjunto do Moxico (sede), políticos, religiosos e médicos cubanos que labutam nesta província.

Durante este mês, para saudar a data, "Los Caimaneros" realizaram várias actividades recreativas, desportivas e sociais, com realce para o enchimento de bolsas de sementes no viveiro florestal no bairro Alto-Luena, arredores da cidade capital da província.

Notícia AngolaPress



Pensar e Falar Angola

sábado, 4 de abril de 2009

7º Aniversário do Protocolo de Lusaka

ANGOP

O povo angolano assinala hoje, 4 de Abril de 2009, o sétimo aniversário da assinatura do Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka, entre o Governo e a Unita, marcando o fim de um longo período de guerra.

 

Neste dia, em 2002, a Nação presenciou com entusiasmo e esperança, no Palácio dos Congressos, em Luanda, o abraço solidário entre irmãos desavindos e o rubricar de documentos que puseram fim a 30 anos de guerra.

 

A cerimónia foi assistida pelo Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, por representantes da comunidade nacional e internacional.

 

A partir da assinatura, o 4 de Abril foi instituído como feriado nacional e passou a ser, entre nós, uma referência histórica importante na luta do povo angolano, pois marcou uma viragem decisiva no processo político e no de desenvolvimento de Angola.

 

A data constitui, igualmente, uma das maiores conquistas do povo angolano após a Independência  Nacional, a 11 de Novembro de 1975.

 

De facto, o país está a viver um ambiente de Paz Justa e Definitiva, um momento particularmente importante na nossa história, nunca antes experimentado pelo povo angolano, mesmo num passado longínquo, bem como desde o nascimento de Angola como um estado independente e soberano.

 

Justa porque a paz alcançada não foi uma imposição de forças externas, mas o resultado de esforços dos próprios angolanos, que entenderam que havia a imperiosa necessidade da cessação das hostilidades e de encetarem o processo de conclusão das tarefas remanescentes do Protocolo de Lusaka, tendo em vista o estabelecimento da paz e a consequente reconciliação e reconstrução multifacética do País.


 
Pela primeira vez um protocolo visando a Paz foi assinado, em território nacional, sem qualquer mediação externa. Esta Paz corresponde aos interesses mais legítimos do povo angolano.

 

Definitiva porque a Paz conquistada deve continuar a ser consolidada no nosso dia-a-dia, através de acções e atitudes práticas, devendo todos contribuir para que este processo seja irreversível.

 

É vontade de todos os angolanos que sejam removidos todos os factores do passado, de modo a construirmos uma Pátria unida, solidária e madura, orientada pelos valores da unidade nacional, da democracia, liberdade, justiça social e pelo respeito dos direitos 
humanos.

 

Conquistada a Paz, novos desafios se colocam ao povo angolano, pois torna-se necessário continuar a envidar esforços para a sua consolidação, através do desenvolvimento de um conjunto de acções, que visem combater a fome e a pobreza.

 

Deve-se também promover a tolerância e o respeito pela diferença de opiniões e filiação partidária, bem como incentivar o sentimento patriótico da população, sobretudo nas crianças e jovens, e fortalecer as instituições do Estado Democrático de Direito como 
premissa indispensável para encetar, com firmeza, novos passos rumo ao crescimento harmonioso do País.

 

Pois, citando o Presidente da República, José Eduardo dos Santo ”quem ama verdadeiramente a Paz, tem de saber perdoar, reconciliar-se com o seu próximo, contribuindo assim para uma união verdadeira e sólida dos angolanos, sem prejuízo para as divergências que uns e outros possam expressar”.

 

A Paz definitiva é encarada como início de uma nova era de reconstrução do País, a ser feita por todos os angolanos, que de mãos dadas, esquecendo os ódios e dores do passado, as diferenças ideológicas e de religião, de cor e sexo, de filiação partidária ou região, de condição e estatuto social, estão a trilhar o caminho do desenvolvimento.

 

Decorridos sete anos, pode-se perceber nas atitudes, no comportamento, nas acções, nas feições dos rostos e manifestações de todos os angolanos a importância da Paz, que duramente conquistada tem gerado solidariedade e tolerância consentâneos com as exigências duma mentalidade e cultura contemporâneas.

 

Se a 4 de Abril de 2002 os angolanos deram um exemplo ao Mundo, a 5 e 6 de Setembro do ano transacto, confirmaram esta maturidade elegendo com civismo, num clima de paz, harmonia e fraternidade entre todos, sem recurso à violência verbal ou física, os deputados ao parlamento.

 

A comunidade nacional e internacional não poupou elogios aos cidadãos que com civismo acabaram com o pessimismo de muitos quanto a realização de um processo imaculado.

 

Os resultados definitivos, divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), confirmam a vitória do MPLA com 5.266.216 votos, correspondendo a 81,64 porcento. Na posição seguinte ficou a UNITA, com 670.363 votos, 10,39 porcento, e na terceira 
posição o PRS, com 204.746 votos, perfazendo 3,17 porcento.

 

Votaram 7.213.246 eleitores dos 8.256.584 registados, representado 87,36 porcento.

 

Hoje, Angola está a conquistar o seu lugar no topo do contexto das nações africanas, quer a nível político e económico, quer desportivo.

 

Neste último, é uma ousadia para poucos, organizar um Campeonato Africano de Futebol , quanto mais para um país que saiu de um longo período de guerra.

 

O país está unido para em 2010 organizar, com pompa, um dos maiores eventos desportivos do continente.

 

Por Paulino Neto



Pensar e Falar Angola

domingo, 8 de fevereiro de 2009

(51) Ágora - Efemerizando



Em 15 de Janeiro de 1975, foi assinado entre o MPLA, UNITA e FNLA e Portugal o famigerado “Acordo do Alvor”, que Agostinho Neto sempre recordou como “Acordos da Penina”.
Gustavo Costa numa crónica recente neste hebdomadário, mostra alguma indignação por não terem sido chamadas “outras gentes” à partilha do poder na independência de 11 de Novembro de 1975.
É desnecessário estar aqui a refutar algumas das afirmações do Gustavo Costa, relativamente ao assunto, mas esqueceu-se do chamado “factor português” nas conversações, e a pressa de se resolver um problema que já vinha durando catorze anos, sem solução política e militar à vista.
As colónias sempre foram um factor de discussão abafada no quotidiano de Portugal e nos territórios por si ocupados, e procurava-se de todo, que toda a gente se fosse esquecendo delas, ou melhor que apenas uns quantos pudessem beneficiar.
Em 1931, no “Jornal” escreveu-se: “Para o futuro que antevejo para Portugal, as colónias não só não são precisas para nada como são um fardo”. Não foi preso o colunista porque era um beberrão, que as pessoas não davam grande crédito. Era Fernando Pessoa, provavelmente um dos maiores poetas da língua portuguesa.Voltando a outros temas mais brandos, lembrei-me que Popeye fez oitenta anos. E. C. Segar criou este marinheiro, herói da BD e da “espinafrocracia americana”, que conseguiu que as mães americanas fizessem os seus filhos comer espinafres, aumentando o seu consumo, na ordem dos 30% na dieta alimentar dos estadunidenses. A anoréctica Olívia Palito, sua eterna namorada, sempre disputada com o Brutus, um musculado de corpo e mente, de mau aspecto, que exigia a Popeye o recurso à dopagem: os espinafres. As campanhas anti-tabágicas que já tinham obrigado o Lucky-Luke a alterar a sua imagem, obrigaram Popeye a largar o seu cachimbo, o que lhe terá retirado alguma piada, bem como refrear alguma da sua força, já que houve contestação por parte de pedopsiquiatras, sobre a violência de algumas das suas manifestações na tela.
Já que se fala em efemérides na BD, comemorou-se também recentemente os oitenta anos do primeiro aparecimento do famoso e controverso repórter “Tintin”. O belga Hergé (Georges Prosper Remi (22 de maio 1907 - 3 de março 1983), o seu criador é um dos mais reputados da BD europeia, numa Bélgica de grande tradição na Banda Desenhada.Independentemente da misoginia de Tintin, ou as sua discutida homosexualidade, uma das situações que me confunde é a sua extraordinária popularidade no Congo, pois a sua obra “Tintin no Congo” é eivada de um racismo, que de facto pode e deve ser considerado um dos livros de referencia no racismo, rivalizando num patamar de igualdade, com os filmes interpretados por Johnny Weissmuller, ou aquela versão esquisita da Agencia Portuguesa de Revistas do “Fantasma”, uma lusa criação do tipo “Homem Aranha” em plena selva equatorial, conhecido pelo “Duende que caminha”!!!
Já que hoje falei de tanta coisa diferente, porque não encerrar com algo que nada que tenha ver com o que já se escreveu: «Deixa-me falar-te sobre os muito ricos», disse um dia F. Scott Fitzgerald. «Eles são diferentes de ti e de mim.» Ao que Ernest Hemingway replicou: «Sim… Têm mais dinheiro.»!

17/01/09



Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Dia Mundial do Refugiado

Comemora-se hoje, dia 20 de Junho, o Dia Mundial do Refugiado, criado em 2001 por meio de uma resolução da Assembléia Geral da ONU.
O refugiado é uma pessoa que foge de condições opressivas ou perigosas existentes no seu país de origem e procura asilo num país estrangeiro. Não pode ou não quer regressar por motivos fundados de perseguição por causa da etnia, raça, da religião, da nacionalidade, da pertença a determinado grupo social ou das opiniões políticas. E também não pode se valer da protecção do governo do seu país de origem.
A expressão “refugiado” também pode aplicar-se à qualificação de pessoas deslocadas no interior de um país por causa da fome ou de outras catástrofes. Perante essa situação, a necessidade essencial de um refugiado é a obtenção do direito de asilo.
O expatriado é, em princípio e por princípio, um desenraizado que, longe do seu meio incluindo o familiar, tem à partida enormes limitações para se poder afirmar e se integrar.
A Convenção da ONU para Refugiados foi assinada há quase 50 anos, e a organização criou o dia para lembrar os milhões de pessoas no mundo inteiro que tiveram que cruzar a fronteira para escapar de perseguições, guerras ou desastres. Não se pode ignorar o facto de que cerca de 2/3 da população mundial vive na pobreza, e que a miséria extrema é um substrato para actos de intolerância, totalitarismo e guerra.
De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), mais de 12 milhões de pessoas já fugiram de seus países.






Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...