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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Angola Potência Regional em Emergência

O CEA-IUL convida todos os interessados a assistir à apresentação do livro Angola Potência Regional em Emergência, da autoria do nosso investigador elegível Eugénio da Costa Almeida, que irá decorrer no dia 15 de Novembro de 2011, terça-feira, pelas 18h00, no Auditório B2.04 (ed. II) do ISCTE-IUL.
O livro será apresentado pelo Professor Mário Pinto de Andrade (Reitor da Universidade Lusíada de Angola).

Eugénio da Costa Almeida procura, ao longo do presente ensaio, apresentar uma perspectiva sobre como será possível relacionar a existência de potências regionais em África com as linhas programáticas que norteiam a actual União Africana, enfatizando a potência emergente: Angola. No ensaio são abordados, entre outros, o contributo dos movimentos de negritude norte-americanos para a emergência das acções pan-africanistas, a problemática histórica da independência angolana e tudo o que condicionou os anos seguintes até à sua Paz, em 2002, sem esquecer todos os condicionalismos externos que ajudaram a moldar a história angolana, e, finalmente, desta até ao estágio actual de potência regional emergente aliado às relações de Angola com o Continente africano e com os seus principais parceiros estratégicos nas regiões onde se insere como uma emergente potência regional e, simultaneamente, uma potência com tendências para ser um instrumentality power em certas regiões. 
Contamos com a sua presença!
Centro de Estudos Africanos - ISCTE/IUL





Av. das Forças Armadas
Edifício ISCTE, Sala 2N17
1649-026 Lisboa – Portugal



Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 19 de abril de 2010

ENTREVISTA: MÁRIO PINTO DE ANDRADE

ENTREVISTA: MÁRIO PINTO DE ANDRADE

"Há reticências em Luanda sobre Acordo Ortográfico"

por A.C.M.DN

"Há reticências em Luanda sobre Acordo Ortográfico"

O Reitor da Universidade Lusíada de Angola esteve em Lisboa para um seminário sobre a diplomacia angolana no novo contexto internacional da Universidade Lusíada. Na ocasião, salientou ao DN as prioridades de Luanda e a situação regional.

Quais as prioridades da diplomacia angolana?

A nossa diplomacia tem uma dimensão externa e uma outra interna. Nesta última, o Governo tem um programa, temos uma nova Constituição e objectivos a alcançar até 2012: criação de um milhão de empregos, um milhão de casas, o redimensionamento do ensino superior, o reforço da formação profissional e o relançamento da agricultura e da indústria. No plano externo, Angola está a consolidar o seu papel nas organizações regionais, a reforçar a cooperação com a África do Sul e assume-se como a potência regional da África Central.

Qual é, para Luanda, a melhor solução da crise no Zimbabwe?

Angola tem uma atitude de mediação na crise. A solução passa, numa primeira fase, por este Governo de transição e, depois, por uma nova Constituição e por um acordo nas elites da ZANU-PF para a substituição de Robert Mugabe por nova liderança que possa trazer estabilidade ao país. Este teve papel importante na luta de libertação e é o pai da independência do Zimbabwe, mas, quando o líder no poder já não gere consensos, é melhor sair com dignidade do que originar uma guerra civil, factor de instabilidade no país e na região.

O conflito com a RDCongo pode considerar-se sanado?

Há ainda um diferendo sobre a delimitação da fronteira marítima, mas foi ultrapassada de forma razoável a tensão resultante da ida em massa e de forma ilegal de cidadãos da RDCongo para Angola.

Como vê hoje a CPLP?

Creio que a CPLP podia fazer mais. Angola, Brasil e Portugal têm sido os mais dinâmicos da CPLP e têm ajudado a estabilizar vários conflitos. Agora, no âmbito da CPLP, temos posições divergentes, como no caso do Acordo Ortográfico. Há reticências em Luanda sobre a sua aplicação; achamos que se deve respeitar o padrão da língua em cada país, preservando a matriz global do português. Outro ponto de divergência é o estatuto do cidadão lusófono. Aqui há duas questões: os direitos de cidadania que as pessoas residentes no espaço da CPLP devem ter, e os direitos de livre circulação de pessoas e bens no espaço da comunidade sem entraves. E ainda não há consensos.

Assiste-se à aproximação entre Angola e os EUA. O facto indicia novas prioridades de Luanda?

É uma vitória diplomática do Governo angolano, primeiro que tudo. O Presidente Eduardo dos Santos esteve nos EUA, o MNE Assunção dos Anjos também, Hillary Clinton visitou Luanda. Hillary disse então que "os EUA queriam ser amigos e aliados de Angola" e que reconheciam o nosso papel estratégico na pacificação da África Austral e Central. Isto demonstra a importância de Angola para os EUA, uma importância que é mais do que os investimentos no petróleo; é também investimentos noutras áreas. Angola tem sabido posicionar-se em cada região geopolítica e encontrar parceiros relevantes para o nosso desenvolvimento.



Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Conferência do 80º Aniversário do Nacionalista Angolano Mário Pinto de Andrade

Recebemos da Sociedade Civil a seguinte divulgação solicitando que fosse divulgado:

Conferência do 80º Aniversário do Nacionalista Angolano Mário Pinto de Andrade

Mário Pinto de Andrade (MPA) é hoje uma figura incontornável na história do nacionalismo Angolano. Muitos são os jovens que hoje descobrem na sua figura um herói e uma inspiração para o percurso humanista e pensador.
Numa altura em que pensar, reflectir e humanizar o modo de estar na sociedade é tido em cada vez mais alta estima, recordar a vida e obra de Mário Pinto de Andrade é ter em mãos o mapa e o exemplo seguro para um tal percurso de excelência.

Prezados Amigos,
o papel de Mário Pinto de Andrade na nossa história foi essencial na qualidade de nacionalista que tem uma dimensão reconhecida por muitos, além dos angolanos conhedores do seu percurso e intervenção. A propósito do seu 80º aniversário natalício, soubemos que a filha, Henda Ducados, alguns amigos, contando com o apoio do Ministério da Cultura, Instituto Camões e Chá de Caxinde, esta sexta-feira (21 de Agosto de 2009), têm o prazer de convidar a participar numa Conferência sobre o Homem e o nacionalismo, à qual recomenda-se vivamente a vossa participação.

Esperamos que encontrem disponibilidade para conhecer um pouco mais e perceber de que modo MPA influenciou, divulgou, lutou e viveu tendo uma clarividência elevada.

Para vossa informação e paticipação, enviamos em anexo o Convite para a Conferencia em celebração do 80º. aniversário de Mário Pinto de Andrade.

CONFERENCIA DIA 21 DE AGOSTO NO ANFITEATRO DA UNIVERSIDADE
LUSIADA DE ANGOLA - LUANDA

'A PRESERVAÇÃO DA MEMORIA DOS NACIONALISTAS AFRICANOS'

PROGRAMA
9:30 Chegada dos convidados e participantes
10:00 Abertura da Conferência pelo Reitor da Universidade Lusíada
10:15 Palestra proferida pelo Dr. Vicente P. de Andrade*
11:30 Palestra proferida pelo Dr. Carlos Moore Wedderburn**
12:00 Debate
13:00 Encerramento pelo Ministério da Cultura

*Dr. Vicente Pinto de Andrade é Professor de Economia e Sociologia na
Universidade Católica de Angola

**Dr. Carlos Moore Wedderburn é etnólogo e cientista político. Foi professor titular de relações internacionais no Instituto de Relações Internacionais da University of the West Indies (UWI), à Trinidade-Tobago. Sua carreira como académico e pesquisador, incluíram cargos como Professor Visitante na Universidade Internacional da Flórida (EUA), e na Universidade das Antilhas (Martinica e Guadalupe). Foi Consultor Pessoal para assuntos latino-americanos do Dr. Edwin Carrington, Secretário Geral da Organização da Comunidade do Caribe (CARICOM),de 1966 a 2000, e de 1982 a 1983, do Dr. Edem Kodjo, Secretário Geral da Organizacao da Unidade Africana (OUA), atualmente União Africana (UA). De 1975 a 1980, foi assessor pessoal do cientista senegalês, professor Cheikh Anta Diop, diretor do Instituto Fundamental da África Negra
(IFAN), em Dakar, Senegal. E, de 1980 a 1984, foi assessor de pesquisa do Professor Robert Jaulin, diretor da faculdade de SociologialAntropologia/Etnologia, Universidade de Paris-7 (França).

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Regresso da Memória

Inspirado em Koluki: MARIO PINTO DE ANDRADE: O REGRESSO DA MEMORIA

SOU, ASSIM, UM AFRICANO DE ANGOLA
"É justamente porque nasci em Angola, país africano em que vivi e aprendi a conhecer a realidade colonial, que afirmo e defendo a minha angolanidade. E sobretudo: ajudei e continuo a ajudar, na medida das minhas capacidades intelectuais, a fazer respeitar internacionalmente o direito do povo angolano a dispor de si próprio."
Excertos da declaração de Mário Pinto de Andrade perante a polícia francesa de estrangeiros, 24 de Agosto de 1973.

No ano em que se assinala o 80.º Aniversário de Mário Pinto de Andrade, a Fundação Mário Soares, em colaboração com as suas filhas, Anna Jinga e Henda, inicia a apresentação na internet de um conjunto de documentos do seu espólio. Pensamos oferecer, ao longo deste ano, o acesso online a todo o acervo documental e fotográfico deste ensaísta e nacionalista africano.
Esperamos que as iniciativas entretanto programadas para Angola, em cooperação com a Fundação Sagrada Esperança, se possam concretizar a breve trecho - estando já em preparação com a Comissão Organizadora das Comemorações do 80.º aniversário de Mário Pinto de Andrade. >> ENTRAR >>



clique na imagem e vá ao link da Fundação Mário Soares

Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...