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quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Morreu Rui Mingas

 ÚLTIMA HORA: Morreu músico e nacionalista Rui Migas

Morreu aos 84 anos de idade, o músico e nacionalista Rui Mingas, nesta quinta-feira, 04, vitima de doença.

Segundo informações postas a circular nas redes sociais o músico estava internado em Lisboa, Portugal, onde perdeu a vida.

Rui Mingas nasceu a 12 de Maio de 1939, tendo-se distinguido, na sua juventude, no atletismo, particularmente no salto em altura e nos 110 metros barreiras em Angola e Portugal.

A sua conduta política de militante activo do MPLA, leva-o a compor poemas de nacionalistas angolanos como Viriato da Cruz, Agostinho Neto, Mário António e António Jacinto. 

Da sua obra discográfica destacam-se “Cantiga por Luciana”, “Poema da farra”, “Makezu”, “Muadiakimi”, “Birin birin”, “Monagambé”, “Adeus à hora da partida” e “Meninos do Huambo”.



Pensar e Falar Angola


sexta-feira, 8 de julho de 2022

Passamento de José Eduardo dos Santos


FALECEU ANTIGO PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS
■ PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO DECRETA LUTO NACIONAL
Considerando o passamento físico do antigo Presidente da República de Angola JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS, ocorrido aos 8 de Julho de 2022;
Tendo em conta que o Presidente JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS foi uma figura ímpar da Pátria Angolana, à qual se dedicou desde muito cedo, tendo tido relevante participação na luta contra a colonização, na conquista da Independência Nacional, na consolidação da Nação Angolana, na sua afirmação no contexto das Nações, na conquista da Paz e reconstrução e reconciliação nacionais;
Convindo homenagear condignamente a sua figura, a sua obra, os seus feitos e o seu legado ao serviço da Nação Angolana;
O Presidente da República decreta, nos termos da alínea m) do artigo 120, do nº 4 do artigo 125 e da alíne a) do nº 4 do artigo 5º da Lei nº 5/11, de 21 de Janeiro, o seguinte:
1. É declarado luto nacional a ser observado em todo o território nacional e nas missões diplomáticas e consulares.
2. O luto nacional referido no número anterior tem a duração de 5 dias e inicia às 00 horas do dia 9 de Julho de 2022.
3. Enquanto vigorar o luto nacional, deve-se colocar a Bandeira Nacional a meia-haste e cancelar todos os espectáculos e manifestações públicas.
O Presidente da República
JOÃO MANUEL GONÇALVES LOURENÇO


Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 30 de junho de 2022

José Eduardo dos Santos

BIOGRAFIA


José Eduardo dos Santo
s, nasceu aos 28 de Agosto de 1942, filho de Eduardo Avelino dos Santos e de Jacinta José Paulino. Frequentou a escola primária em Luanda onde também fez o ensino secundário no Liceu Salvador Correia, na altura a principal escola secundária do país. Iniciou a sua actividade política integrando grupos clandestinos que se constituíram nos bairros suburbanos da capital, no final dos anos 1950, e juntou-se ao MPLA quando este foi constituído em 1958.

Após a eclosão, em Luanda, da luta contra o poder colonial português, em 4 de Fevereiro de 1961, José Eduardo dos Santos abandonou em Novembro Angola e passou a coordenar a actividade da Juventude do MPLA, organismo de que foi um dos fundadores e durante algum tempo Vice-Presidente.

Integrou, em 1962, o Exército Popular de Libertação de Angola (EPLA), braço armado do MPLA, e em 1963 foi o primeiro representante do MPLA em Brazzaville, capital da República do Congo. Em Novembro do mesmo ano, beneficiou de uma bolsa de estudo para o Instituto de Petróleo e Gás de Baku, na antiga União Soviética, tendo-se licenciado em Engenharia de Petróleos em Junho de 1969. Ainda na URSS, depois de terminados os estudos superiores, frequentou um curso militar de Telecomunicações, que o habilitou a exercer, de 1970 a 1974, funções nos Serviços de Telecomunicações na 2ª Região Político-Militar do MPLA, em Cabinda. De 1974 a meados de 1975, José Eduardo dos Santos voltou a desempenhar a função de Representante do MPLA em Brazzaville. 

Em Setembro de 1974, numa reunião realizada no Moxico, foi eleito membro do Comité Central e do Bureau Político do MPLA. Em Junho de 1975, passou a coordenar o Departamento de Relações Exteriores do MPLA e, cumulativamente, também o Departamento de Saúde do MPLA.

Com a proclamação da Independência de Angola, a 11 de Novembro de 1975, foi nomeado Ministro das Relações Exteriores. A nível partidário, no período de 1977 a 1979, foi secretário do Comité Central do MPLA. Após o falecimento de Agostinho Neto, primeiro Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos foi eleito Presidente do MPLA a 20 de Setembro de 1979 e investido, no dia seguinte, nos cargos de Presidente do MPLA - Partido do Trabalho, de Presidente da República Popular de Angola e comandante-em-chefe das FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola). 

De 1986 a 1992, José Eduardo dos Santos teve um papel de destaque na solução da crise transfronteiriça entre Angola e a África do Sul, que culminaria no repatriamento do contingente cubano, na independência da Namíbia, e na retirada das tropas sul-africanas de Angola. Recebeu o Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique a 25 de Janeiro de 1988.

Com o fim da Guerra Fria, e pressionado pela comunidade internacional, mas simultaneamente a braços com dificuldades económicas internos e a continuação de uma guerrilha de desgaste por parte da UNITA, José Eduardo dos Santos procurou uma solução negociada com a UNITA. Impôs a passagem de Angola para um regime democrático que, baseando-se numa constituição adaptada em 1992, permitiu o pluralismo político e a economia de mercado. Em consequência desta mudança radical, primeiras eleições democráticas multipartidárias foram realizadas nos dias 29 e 30 de Setembro de 1992 sob supervisão internacional. As eleições para a Assembleia Nacional deram a vitória ao MPLA com maioria absoluta. No entanto, nas eleições presidenciais José Eduardo dos Santos não foi eleito na primeira volta, tendo conseguido somente 49% dos votos, contra 40% de Jonas Savimbi. De acordo com a constituição vigente, uma segunda volta teria sido indispensável, mas a UNITA não reconheceu os resultados eleitorais, retomando de imediato a Guerra Civil Angolana. Deste modo, José Eduardo dos Santos manteve em funções, mesmo sem legitimidade constitucional. Dirigiu pessoalmente uma intensa actividade diplomática que culminou no reconhecimento do governo angolano pelos Estados Unidos em 19 de Maio de 1993, e a seguir no reconhecimento pela maior parte dos países. Recebeu o Grande-Colar da Ordem Militar de Santiago da Espada a 16 de Janeiro de 1996.

A Guerra Civil Angolana terminou em 2002, com a morte violenta de Jonas Savimbi a 22 de Fevereiro e a assinatura dos acordos de paz no dia 4 de Abril do mesmo ano, nos quais a UNITA desistiu da luta armada, concordando com a desmobilização dos seus militares, ou da sua integração nas Forças Armadas Angolanas, chegando-se deste modo a pôr termo os 27 anos de guerra civil.

Uma vez que continuou a haver, em Cabinda, uma resistência contra a integração daquele enclave no Estado angolano, José Eduardo dos Santos concluiu a 1 de Agosto de 2006 o Memorando de Entendimento para a Paz e Reconciliação na província de Cabinda formalmente assinado pelo ministro da Administração do Território de Angola, Virgílio de Fontes Pereira, e pelo presidente do Fórum de Cabinda para o Diálogo (FCD), general António Bento Bembe, no Salão Nobre da Câmara da cidade de Namibe, na presença de governantes, políticos e diplomatas acreditados na capital angolana, líderes religiosos e tradicionais, para além de representantes da sociedade civil. Este acordo destinou-se a pôr definitivamente fim à luta armada iniciada em 1975 pela FLEC, com o fim de obter a independência de Cabinda.
 
Nas eleições legislativas em Angola em Setembro de 2008, (as primeiras eleições legislativas desde 1992), o MPLA venceu com 81,64% dos votos, conquistado 191 dos 220 lugares da Assembleia Nacional de Angola. Durante algum tempo, José Eduardo dos Santos parecia ser o candidato do MPLA em eleições presidenciais a serem marcadas proximamente, no entanto, em inícios de 2010 foi adoptada uma nova constituição. Esta abandona, por um lado o princípio democrático fundamental da divisão entre os poderes legislativo, executivo e judiciário, concentrando os poderes efectivos no Presidente. Por outro lado, esta constituição já não prevê eleições presidenciais, mas um mecanismo pelo qual o Presidente do partido mais votado se torna Presidente do Estado.
 
No dia 31 de Agosto de 2012 decorreram eleições gerais, ganhas pelo MPLA, e de acordo com a constituição aprovada em 2010, José Eduardo dos Santos, como número um da lista eleitoral do MPLA, foi automaticamente eleito Presidente da República, legitimando desta forma a sua permanência no cargo por um período de mais cinco anos e tendo a sua investidura realizada aos 26 de Setembro de 2012.

Nas eleições de 2017 é substituído, por indicação sua, por João Manuel Gonçalves Lourenço na corrida presidencial. 

Nos altos e baixos da sua governação muito há a apontar. Transformou o país de um sistema socialista em capitalista feroz, baseado na corrupção, jogos de interesses e de familiaridade. A democracia impôs-se e aos poucos vai-se instalando uma corrente discordante da corrente baseada em interesses político/económicos. 

José Eduardo não consegue partir como um ser humano deste mundo terreno. A dificuldade da sua vida nos 38 anos de Presidente agrava-se neste momento, por desunião familiar e por conjugação de circunstâncias desses 38 anos. Deixará dez filhos de diferentes esposas, quase todos com uma História nem sempre bem compreendida ou bem explicada. 

Ficará na História de Angola, certeza absoluta, não saberemos é com que epíteto, com que parágrafos apagados e estrofes exaltadas.



Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 2 de abril de 2018

NOTA DE CONDOLÊNCIAS

UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO
Gabinete de Informação Científica e Documentação

NOTA DE CONDOLÊNCIAS


 É com profunda dor e consternação que a Universidade Agostinho Neto tomou conhecimento do passamento físico do Nacionalista Angolano e Professor Almerindo Jaka Jamba, ocorrido em Luanda, vítima de doença.
O professor Jaka Jamba foi um intelectual de mérito e trabalhou como docente do curso de Filosofia Lógica do Departamento de Sociologia da Faculdade de Ciências Sociais desde 2009 até ao presente. Teve sempre o respeito e a admiração dos seus colegas e estudantes, pelo seu carisma, brilhantismo no magistério, competência e simplicidade no trato com todos. O seu desaparecimento físico é uma grande perda para a academia, para a Universidade Agostinho Neto, para as ciências filosóficas e históricas angolanas.
O Colégio Reitoral da Universidade Agostinho Neto, em nome de todos os trabalhadores, docentes e não docentes, todas as Unidades Orgânicas e dos estudantes, inclina-se perante a dor da família enlutada do Professor Jaka Jamba e endereça a todos os seus profundos sentimentos de pesar.
Gabinete de Informação Científica e Documentação da Universidade Agostinho Neto, em Camama, 02 de Abril de 2018.


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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Faleceu José Manuel Frota

José Manuel Frota uma referência da Radio falada em português faleceu hoje após doença prolongada.
As gentes do Sul de Angola dos anos 60/70 do passado século de certo lembrar-se-ão deste nome.
Era o TIC-TAC, eram as Notícias de Domingo, eram os relatos de futebol, de hóquei ou basquetebol e lá aparecia o nome deste radialista de mão cheia.
Te encontraremos no éter Zé!


Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Faleceu Agostinho André Mendes de Carvalho

O Bureau Político do MPLA cumpre o doloroso dever de comunicar o falecimento do Camarada AGOSTINHO ANDRÉ MENDES DE CARVALHO “UANHENGA XITU”, nacionalista, combatente da luta pela independência nacional de Angola e distinto militante MPLA, ocorrido nesta quinta-feira, 13 de Fevereiro de 2014, em Luanda, por doença.

O Camarada MENDES DE CARVALHO, que contava 89 anos de idade, era enfermeiro de profissão e exerceu, clandestinamente, nas células do MPLA, actividades políticas, visando a independência de Angola, tendo sido preso, julgado no conhecido Processo dos 50, em 1959 e condenado, pelas então autoridades coloniais portuguesas, a 12 anos de prisão maior, a medidas de segurança de seis meses, a três anos prorrogáveis e a perda de direitos políticos, por 15 anos.

Depois da proclamação da Independência Nacional de Angola, em 11 de Novembro de 1975, o Camarada MENDES DE CARVALHO exerceu, entre outras, as funções de ministro da Saúde, de Comissário Provincial de Luanda, de embaixador na Alemanha e de Deputado, pelo MPLA, à Assembleia Nacional. 

O Camarada MENDES DE CARVALHO, de nome literário Uanhenga Xitu, foi, também, um eminente contador de estórias populares, em que vincou, como preocupação primária, o estabelecimento de uma ligação directa com o povo, valendo-lhe a atribuição, em 2006, do Prémio Nacional de Cultura e Artes, entrando, assim, na galeria dos melhores autores da história literária do país.

Nesta hora de profunda comoção, o Bureau Político, em nome dos militantes, simpatizantes e amigos do MPLA, inclina-se perante a memória do CamaradaAGOSTINHO ANDRÉ MENDES DE CARVALHO e endereça, à família enlutada, os seus mais sentidos pêsames.


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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Faleceu Dr. Carlos Morgado

CASA-CE
Convergência Ampla de Salvação de Angola
COMUNICADO FUNEBRE
O Secretariado do Executivo Nacional da CASA-CE cumpre o doloroso dever de comunicar aos seus membros, militantes e amigos, bem como à Opinião Pública Nacional e Internacional, o falecimento do Companheiro Carlos Veiga Morgado, que em vida era membro do Conselho Deliberativo Nacional, do Conselho Executivo Nacional e Secretário para Administração, Finanças e Património da CASA-CE ocorrido dia 08 de Outubro de 2013 em Lisboa-Portugal, vítima de prolongada doença.
A data das exéquias fúnebres será anunciada oportunamente.
O Secretariado do Executivo Nacional da CASA-CE endereça a família enlutada, aos amigos e companheiros da CASA-CE, os seus mais sentidos pêsames.
Luanda aos 08 de Outubro de 2013

O Secretariado Executivo Nacional da CASA-CE


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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Faleceu António Magina

Faleceu António Magina. A arte Angolana mais pobre com a morte deste escultor angolano.
Nasceu em N` zetu, Angola. Desde 1991 reside em Portugal. Lisboa.
António Magina muito cedo manifestou interesse pelas artes plásticas, começando por frequentar ateliers. Inicia então trabalho em pedra e madeira no Atelier Congo Pequeno, em Luanda. Em 1977 começa o trabalho em talha no Museu de Arte Pinda, no Ambrizete. Mais tarde, trabalha no Atelier Sambizanga, montando depois o Atelier Kongola. Na Huíla – Lubango, participou na primeira exposição colectiva e funda, com mais três artistas, a Casa de Artesanato “Kinkanza”. Nos anos 90 veio para Portugal e, para além de frequentar um Curso de Tecnologia de Escultura em Pedra, no Centro Internacional de Escultura, Pêro Pinheiro, cursou Empresariado Cultural e Monitores para Escolas, no âmbito do Projecto Sócrates, “Um Novo Olhar Sobre África”. Participou, também, em escavações arqueológicas na Câmara Municipal de Lisboa.
Colabora com a Associação Cultural Africana “Regresso das Caravelas”.
O seu trabalho insere-se nas novas correntes contemporâneas africanas e tem uma pluralidade formal que advém da sua convivência com outros artistas, preparando-se para um regresso possível à ancestralidade




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sábado, 20 de novembro de 2010

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

MORREU FREI JOÃO DOMINGOS

Faleceu na madrugada do dia 8 de Agosto (no mesmo em que completaria 77 anos) o Frei João Domingos. Desde Abril que se encontrava em Portugal a lutar contra um cancro nos intestinos. Homem de Deus, a quem dedicou mais de 50 anos da sua vida, era pela solução dos problemas sociais. De acordo com uma nota de condolências do MPLA a que a Angop teve acesso Frei João Domingos era um católico convicto, mas igualmente homem de cultura, profundamente ligado à formação das jovens gerações de angolanos e angolanas. Segundo o documento, o prelado era um partícipe activo na melhoria da democracia e na criação de condições para a melhoria da qualidade de vida do Povo. “Frei João Domingos, com a sua sublime educação, sempre nos mostrou ser um Homem de convicções, que marcava a apresentação do seu raciocínio pela frontalidade, clarividência, sentido de oportunidade e, particularmente, sempre de forma construtiva”, lê-se na mensagem.


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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Morreu Ruy Duarte de Carvalho

Morreu o escritor Ruy Duarte Carvalho

2010-08-12

O escritor, poeta, cineasta, artista plástico, e antropólogo Ruy Duarte Carvalho morreu na sua casa na cidade de Swakopmund, na Namíbia. A notícia foi avançada hoje à à Lusa pela escritora angolana Ana Paula Tavares.

De acordo com a edição online do diário "Público", o escritor foi encontrado sem vida na casa para a qual foi viver depois da reforma. O filho de Ruy Duarte Carvalho, ainda em declarações ao mesmo jornal, afirmou que não tinha informações do pai há alguns dias.

O autor, que tinha 69 anos, nasceu em Santarém mas passou grande parte da sua infância e adolescência na província de Namibe, em Angola, tendo regressado a Portugal nos anos 60 para frequentar e concluir o curso de regente agrícola. Logo de seguida, regressou a Angola para pôr em prática o que tinha aprendido.

Angola foi, de facto, o país para o qual Ruy Duarte de Carvalho sempre regressou. Em 1974, depois de ter dividido o seu tempo entre Maputo e Londres, onde frequentou um curso de cinema, voltou ao país da sua infãncia. A ligação a Angola tornou-se ainda mais efectiva com o pedido de nacionalidade angolana que o escritor solicitou em 1983.

É também sobre Angola, mais precisamente sobre os pescadores da costa de Luanda, que incide a sua tese de doutoramento em Antropologia na École de Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris.

Exerceu a actividade de Professor da Universidade de Luanda e foi Professor Convidado na Universidade de Coimbra (Portugal) e na Universidade de São Paulo (Brasil).

Dos seus cerca de 20 livros de poesia, ficção, viagem e ensaio publicados, destacam-se “Vou lá visitar pastores”, “Actas da Maianga”, “Os papéis do inglês” e “Lavra”.

Da sua filmografia constam os filmes "Nelisita: narrativas nyaneka", de 1982, e "Moia: o recado das ilhas", realizado em 1989.



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quinta-feira, 3 de junho de 2010

A Morte de Rosa Coutinho

Cara(o)s associada(o)s

Porque fui solicitado por vários órgãos de informação, a quem prestei declarações sobre a morte do almirante Rosa Coutinho, venho dar-vos conhecimento do teor dessas declarações:

Com a morte do almirante Rosa Coutinho, pessoalmente perdi um amigo, a Associação 25 de Abril perdeu um militante. Portugal perdeu um patriota.
Altamente prestigiado, como oficial de Marinha e engenheiro hidrográfico, é escolhido pelos seus camaradas mais jovens da Armada, para integrar a Junta de Salvação Nacional.

O seu profundo patriotismo leva-o a colocar sempre, acima de tudo, os interesses de Portugal.
Por isso se empenha fortemente nas missões que lhe são cometidas, como militar de Abril, nomeadamente na Junta de Salvação Nacional, no Conselho da Revolução e na presidência da Junta Governativa de Angola.

Rosa Coutinho é, por ventura, o militar de Abril mais caluniado, sobre quem inventaram uma série de falsidades, conseguindo criar-lhe uma imagem muito distorcida, principalmente na sua acção em Angola, onde Rosa Coutinho se portou sempre como Português e nunca como agente ao serviço de qualquer potência estrangeira.

Apesar de claramente desmontadas, esclarecidas e desmentidas, ainda hoje correm falsidades a seu respeito, sendo previsível que, com a sua morte, voltem a ser difundidas.

Quero, por isso, manifestar o meu total repúdio por essas calúnias e enaltecer a acção de Rosa Coutinho, enquanto Militar de Abril, e as suas qualidades humanas.

Cordiais saudações
Vasco Lourenço



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RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...