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sexta-feira, 29 de junho de 2012

1º Salão Internacional de Saúde e Ajudas Técnicas para Deficientes de Angola - EXPO Lwini 2012


A CDC Angola participará, no dia 29 de Junho, com um dueto interpretado pelos bailarinos Cemi Curti e Adilson Valente, no acto de abertura do "1º Salão Internacional de Saúde e Ajudas Técnicas para Deficientes de Angola - EXPO Lwini 2012", numa organização conjunta da FIL ( Feira Internacional de Luanda), Ministério da Saúde e da Fundação Lwini.



Pensar e Falar Angola

domingo, 24 de junho de 2012

Hospital Pediátrico de Luanda - Drepanocitose


Médica Brigida Santos fala dos grandes desafios que a unidade hospitalar tem para reduzir os índices da doença em Luanda
Fotografia: Maria Augusta
O Hospital Pediátrico David Bernardino, em Luanda, regista por ano cerca de mil novos casos de drepanocitose, revelou a médica pediatra Brígida Santos. 
Entrevistada pelo Jornal de Angola por ocasião das comemorações do 19 de Junho, Dia Mundial da Drepanocitose, a especialista acrescentou que por dia são diagnosticados 83 casos. 
O Hospital Pediátrico David Bernardino, referiu, está a desenvolver, desde Julho de 2008, em parceria com a petrolífera Chevron e um hospital dos Estados Unidos, um programa de rastreio neo-natal nas Maternidades Lucrécia Paim, Augusto Ngangula e da Samba, para identificar os bebés portadores da doença logo à nascença. “Por ser uma doença crónica, se for diagnosticada mais cedo, melhor é o prognóstico, no sentido da qualidade de vida do paciente”, alertou a pediatra, acrescentando que a doença é uma anemia crónica, hereditária e grave, que afecta a hemoglobina, parte do sangue responsável pelo transporte de oxigénio para todo o corpo humano.
A hemoglobina normal, esclareceu, é a do tipo A, mas existem as hemoglobinas anormais como as do tipo S, que é a grande responsável pela alteração no formato dos glóbulos vermelho (falciformação) que caracteriza a drepanocitose.
Sobre os cuidados a ter com a doença, Brígida Santos disse que todos os pacientes devem ser acompanhados em consultas regulares para prevenir e tratar as infecções, a anemia e a dor.
“Tudo isso passa também pela higiene pessoal. É preciso beber muitos líquidos frequentemente, evitar esforços físicos e estar bem agasalhado no cacimbo”, alertou a médica pediatra.
Brígida Santos é também presidente da direcção executiva da Associação Angolana de Hematologia, fundada em 2008. A anemia falciforme pode manifestar-se de forma diferente em cada indivíduo. Uns têm apenas alguns sintomas leves, outros apresentam um ou mais sinais. Os sintomas geralmente aparecem na segunda metade do primeiro ano de vida da criança.




Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Dia Mundial da luta contra a SIDA


No dia 1° de dezembro é comemorado o Dia Mundial de Luta Contra a SIDA. Essa data foi instituída como forma de despertar nas pessoas a consciência da necessidade da prevenção, aumentar a compreensão sobre o síndrome e reforçar a tolerância e a compaixão às pessoas infectadas.




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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

IIIª Eição das Jornadas Cientifico Pedagógicas da Faculdade de Medicina da Huila

No âmbito da IIIª Eição das Jornadas Cientifico Pedagógicas da Faculdade de Medicina da Huila, sob o Lema: "A Faculdade de Medicina na Busca da Excelência do ensino, Investigação e Extensão para uma melhor resposta aos problemas de Saúde" que irá decorrer de 5 - 7 de Dezembro de 2011.

Temas Gerais:
Hepatite B;
Epilepsia;
Impacto do AVC;
HIV/SIDA-Resistências dos antiretroviras em Angola;
Ensino Continuado Para os Medicos;
Aspectos gerais sobre a investigação cientifica;
Evolução do Programa curricular da Faculdade de Medicina;
Competencia do Licenciado na Faculdade de Medicina na resposta a sociedade;
Economia da Saude ou Conflito.

Agradecemos a vossa participação neste evento, queiram favor divulgar para os interessados.

Arlete dos Santos Soi
Docente/Chefe do Departamento de Investigação Científica e Pós Graduação
Faculdade de Medicina da Huila- Lubango-Angola



Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

The World Health Organization's ranking


Qual(s) o(s) critério (s) utilizado(s)? Andorra em 4º? EUA em 37º?
Está aqui apenas por curiosidade de um mail que circula e que pode levar a má língua a extrapolar situações sem qualquer razão ou utilidade.


The World Health Organization's ranking of the world's health systems via www.photius.com on 10/4/11
Source: WHO World Health Report - See also Spreadsheet Details (731kb)
The World Health Organization's ranking of the world's health systems was last produced in 2000, and the WHO no longer produces such a ranking table, because of the complexity of the task.


1         France
2         Italy
3         San Marino
4         Andorra
5         Malta
6         Singapore
7         Spain
8         Oman
9         Austria
10        Japan
11        Norway
12        Portugal13        Monaco
14        Greece
15        Iceland
16        Luxembourg
17        Netherlands
18        United  Kingdom
19        Ireland
20        Switzerland
21        Belgium
22        Colombia
23        Sweden
24        Cyprus
25        Germany
26        Saudi Arabia
27        United  Arab  Emirates
28        Israel
29        Morocco
30        Canada
31        Finland
32        Australia
33        Chile
34        Denmark
35        Dominica
36        Costa Rica
37        United States of America
38        Slovenia
39        Cuba
40        Brunei
41        New Zealand
42        Bahrain
43        Croatia
44        Qatar
45        Kuwait
46        Barbados
47        Thailand
48        Czech Republic
49        Malaysia
50        Poland
51        Dominican Republic
52        Tunisia
53        Jamaica
54        Venezuela
55        Albania
56        Seychelles
57        Paraguay
58        South     Korea
59        Senegal
60        Philippines
61        Mexico
62        Slovakia
63        Egypt
64        Kazakhstan
65        Uruguay
66        Hungary
67        Trinidad and Tobago
68        Saint     Lucia
69        Belize
70        Turkey
71        Nicaragua
72        Belarus
73        Lithuania
74        Saint Vincent  and the   Grenadines
75        Argentina
76        Sri  Lanka
77        Estonia
78        Guatemala
79        Ukraine
80        Solomon   Islands
81        Algeria
82        Palau
83        Jordan
84        Mauritius
85        Grenada
86        Antigua   and Barbuda
87        Libya
88        Bangladesh
89        Macedonia
90        Bosnia-Herzegovina
91        Lebanon
92        Indonesia
93        Iran
94        Bahamas
95        Panama
96        Fiji
97        Benin
98        Nauru
99        Romania
100       Saint Kitts and Nevis
101       Moldova
102       Bulgaria
103       Iraq
104       Armenia
105       Latvia
106       Yugoslavia
107       Cook Islands
108       Syria
109       Azerbaijan
110       Suriname
111       Ecuador
112       India
113      Cape Verde
114       Georgia
115       El   Salvador
116       Tonga
117       Uzbekistan
118       Comoros
119       Samoa
120       Yemen
121       Niue
122       Pakistan
123       Micronesia
124       Bhutan
125       Brazil126       Bolivia
127       Vanuatu
128       Guyana
129       Peru
130       Russia
131       Honduras
132       Burkina   Faso
133       Sao Tome and Principe
134       Sudan
135       Ghana
136       Tuvalu
137       Ivory Coast
138       Haiti
139       Gabon
140       Kenya
141       Marshall Islands
142       Kiribati
143       Burundi
144       China
145       Mongolia
146       Gambia
147       Maldives
148       Papua New Guinea
149       Uganda
150       Nepal
151       Kyrgystan
152       Togo
153       Turkmenistan
154       Tajikistan
155       Zimbabwe
156       Tanzania
157       Djibouti
158       Eritrea
159       Madagascar
160       Vietnam
161       Guinea
162       Mauritania
163       Mali
164       Cameroon
165       Laos
166       Congo
167       North Korea
168       Namibia
169       Botswana
170       Niger
171       Equatorial Guinea
172       Rwanda
173       Afghanistan
174       Cambodia
175       South     Africa
176       Guinea-Bissau
177       Swaziland
178       Chad
179       Somalia
180       Ethiopia
181       Angola
182       Zambia
183       Lesotho
184       Mozambique185       Malawi
186       Liberia
187       Nigeria
188       Democratic Republic of   the Congo
189       Central   African   Republic
190       Myanmar



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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Paludismo e SIDA - Interessa ao mundo, interessa a Angola


 Estudo publicado no “New England Journal of Medicine”
Testada com êxito vacina contra o paludismo
O ensaio abrangeu 45 crianças de um e dois anos, que foram repartidas em três grupos. O primeiro recebeu uma dose de 15 microgramas da vacina designada MSP3, o segundo 30 microgramas e o terceiro uma vacina contra a hepatite B.
A frequência do paludismo foi três a quatro vezes menor nos bebés tratados com a nova vacina do que nos que receberam a profilaxia contra a hepatite B. Os resultados do teste clínico, publicados esta semana na revista “New England Journal of Medicine”, terão agora de ser confirmados em estudos mais abrangentes.
O paludismo, uma infecção provocada pelo parasita Plasmodium falciparum, transmitido por uma fêmea de um mosquito, foi responsável, em 2009, pela morte de cerca de 800 mil pessoas na África Subsariana, sobretudo menores de cinco anos.




Estudo abrange 24 jovens
Primeiro ensaio clínico de vacina contra o HIV em Moçambique
Segundo Alexandre Manguele, a pesquisa será realizada em seres humanos para “avaliar se a vacina é segura, ou seja, se não faz mal, e se (os voluntários) produzem uma resposta imune contra o HIV”.
“Este estudo vai incluir um total de 24 participantes HIV negativos, jovens saudáveis, que têm uma probabilidade muito baixa de contrair a infecção pelo HIV”, pelo que o objectivo é “verificar se as vacinas produzem ou não respostas de defesa contra o HIV” neste grupo.
No entanto, Alexandre Manguele lembrou que “as vacinas não curam”, mas apenas contêm informação sobre a estrutura do vírus e serão incapazes de causar a SIDA.
Os ensaios clínicos desenvolvem-se em quatros fases, mas em Moçambique irão desenvolver-se apenas ensaios das primeiras duas fases. Na primeira, far-se-á a avaliação dos efeitos adversos e da segurança dos voluntários, e, na última, determinar-se-á a força e o tipo de resposta imune que é produzida pelo corpo.
A nível mundial, vários candidatos estão a ser submetidos a estudos para produzir uma vacina contra o HIV e, em Moçambique, o ensaio clínico será liderado e conduzido pelo investigador Ilesh Jani do Instituto Nacional de Saúde e pela académica Nafissa Osman do Hospital Central de Maputo.
A pesquisa, avaliada em 1,9 milhões de dólares, conta com o financiamento do governo da Suécia e da European and Devoloping Countries Clinical Trials Partnership, e faz parte de uma iniciativa internacional denominada “Tanzania and Mozambique Vaccine Program”, que integra Moçambique, Tanzânia, Alemanha, Inglaterra e os Estados Unidos.
Moçambique é um dos 10 países do mundo mais afectados pelo HIV/Sida, com um índice de prevalência de 11,5% da população, estimada em 21 milhões de habitantes


Pensar e Falar Angola

terça-feira, 14 de junho de 2011

LUANDA VAI TER NOVO HOSPITAL PEDIÁTRICO

O vice-Presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos, aunciou hoje a construção de um novo hospital pediátrico em Luanda. Esta garantia foi dada após a visita que fez ao Hospital Pediátrico David Bernardino e à Maternidade Lucrécia Paim, onde avaliou os constrangimentos e discutiu com os responsáveis das unidades hospitalares as melhores formas de os contornar. Reconhecendo que um só hospital pediátrico não é suficiente para responder a tanta demanda, Fernando da Piedade Dias dos Santos conferiu carácter prioritário à construção de uma nova unidade de saúde e acredita que as obras podem arrancar no próximo ano.



A Bola, 20:34 - 13-06-2011






Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 18 de maio de 2011

José Van-Dunem sensibilizou Bill Gates em Genebra

(ANGOP)


José Van-Dúnem, ministro da Saúde de Angola, reuniu-se hoje, em Genebra (Suíça), com Bill Gates, fundador da Microsoft e presidente da Fundação Bill e Melinda Gates, para transmitir o esforço do governo angolano na luta contra doenças como a poliomielite, paludismo, malária e HIV/SIDA.

O encontro, à margem da 64.ª Assembleia Mundial da Saúde, visou sensibilizar um dos homens mais ricos do mundo e que gere uma das maiores fundações do mundo, com programas de combate à doença e à pobreza em todo o Mundo, em especial em África.

Bill Gates ficou sensibilizado com o que ouviu e poderá em breve, através da sua fundação, apoiar projectos específicos em Angola.


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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Namibe e Saude

A governadora Cândida Celeste da Silva disse que com a inauguração recente, na cidade do Namibe, do hospital materno infantil, o seu governo tem como objectivo reduzir a mortalidade, cumprindo os “11 compromissos para com a criança” assumido pelo Executivo. 
Com a nova unidade é possível aumentar o controlo das grandes endemias, fundamentalmente o HIV/Sida e outras doenças infecciosas.
O projecto de construção do hospital custou aos cofres do Estado 681,973 mil milhões de kwanzas, inscritos no Programa de Investimentos Públicos.
A capacidade instalada do novo Hospital Materno Infantil é de 300 camas, das quais 100 para a maternidade e 200 camas para a pediatria. A nova unidade hospitalar conta com 296 trabalhadores, sendo 14 médicos, dos quais seis ginecologistas e obstetras, sete pediatras e um médico anestesista, 116 enfermeiros, 30 técnicos de laboratório e 136 funcionários, entre administrativos e pessoal dos serviços gerais. 
O hospital tem ainda na área clínica dois bancos de urgência, consultórios de especialidades, dois laboratórios de análises clínicas e dois blocos operatórios com três salas para cada especialidade.
Para apoio hospitalar, a Maternidade Liepiey, que na língua mucubal significa “nascer” e em nyaneka “parabéns à parturiente,” tem uma cozinha com refeitório, salas de assistência aos programas de planeamento familiar, aleitamento materno, de luta contra a Sida, corte da transmissão vertical, aconselhamento e testagem voluntária. 
Outros serviços de apoio são a puericultura, programa alargado de vacinação, recuperação nutricional, consultas especializadas de alto risco, obstetrícia e infertilidade.
O hospital está apetrechado com equipamentos modernos, dando possibilidades aos técnicos de melhorar a sua actuação nos diversos serviços. O hospital tem uma ambulância, um mini autocarro e duas carrinhas.

Serviços modernos

Quanto aos serviços de cirurgia infantil, reprodução assistida, fisioterapia, radiologia, laboratório e microbiologia e o comité de combate à infecção hospitalar vão ser criados nos próximos tempos.
No hospital materno infantil vai futuramente entrar em funcionamento, a médio prazo, o gabinete do utente, serviço de atendimento psicológico, programas de pesquisa e detecção precoce do cancro pélvico, uterino e da mama, o teste de desenvolvimento psicomotor no recém nascido e o programa materno provincial.

População satisfeita

A nova maternidade deixou a população animada. Uma parturiente disse à nossa reportagem que “o Governo, no que diz respeito às grávidas e aos bebés, conseguiu resolver os problemas do povo”, lembrando que “as grávidas e as crianças vão deixar de usar uma cama com mais pessoas ou de se acomodarem nos corredores, conforme acontecia antes, porque agora tudo está resolvido.”
O director provincial da Saúde em exercício disse que o hospital “é uma obra construída graças aos esforços conjugados do Executivo e do Governo Provincial na concretização deste importante empreendimento para a população do Namibe”.
Gaspar Cardoso assegurou que os serviços da nova unidade hospitalar vão colocar o Namibe na linha da frente dos serviços de prevenção das mortes materna e neo-natal. Acrescentou que a formação dos técnicos vai ser uma aposta permanente da direcção do hospital.
Todos estão empenhados na adopção de normas de biosegurança e na manutenção e conservação dos meios e equipamentos e da própria infra-estrutura. Assegurou ainda que a instituição vai velar pela observância e cumprimento das normas e regulamentos de gestão hospitalar, para que em colaboração com a população “ possamos acelerar a redução dos índices de mortalidade materno-infantil e atingirmos um dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio”. 
Gaspar Cardoso disse ainda que “a saúde materna e infantil, sendo objecto desta instituição, faz parte das prioridades do Executivo inscritas no seu programa eleitoral. Fazem parte também dos compromissos internacionais que o Estado angolano tem relativamente às Metas de Desenvolvimento do Milénio propostas pelas Nações Unidas em Setembro de 2000..
Outra missão do novo hospital tem a ver com o atendimento humanizado à mulher e à criança, nas vertentes curativa e preventiva.

Ngola Kimbanda

A acentuada degradação do edifício do Hospital Ngola Kimbanda, construído há 60 anos, está a preocupar as autoridades da província do Namibe, que defendem uma intervenção urgente para travar o avanço das fissuras nas paredes.
Fruto da idade e da falta de manutenção, as fissuras nas paredes surgem em praticamente todas as áreas do hospital, construído em 1950. Na época, atendia mais de 100 pacientes por dia.
O Hospital Provincial do Namibe precisa de uma intervenção de vulto como constataram os técnicos do Governo Provincial, que avaliaram o estado do edifício que tem uma estrutura sólida mas passou muitos anos sem as indispensáveis obras de manutenção. 
A governadora Cândida Celeste da Silva, que visitou a unidade hospitalar, admitiu que o Governo Provincial do Namibe não tem capacidade para fazer face aos encargos financeiros das obras de reabilitação e de ampliação e por isso pediu o apoio das estruturas do Executivo para salvar o Hospital Ngola Kimbanda da derrocada: “localmente não temos capacidade de resposta”, reconheceu a governadora.
A governadora Cândida Celeste revelou que a degradação do edifício do Hospital do Namibe é um problema sério, mas há outro igualmente grave: faltam médicos, enfermeiros e outros técnicos de saúde. “Os fortes investimentos em infra-estruturas hospitalares não têm tido a mesma correspondência nos recursos humanos qualificados e especializados, o que cria ao sector dificuldades no atendimento à população. É preciso aumentar o nível dos quadros no sector da saúde”, defendeu Cândida Celeste.
A governadora defende “um esforço institucional em recursos humanos”, com destaque para médicos, enfermeiros, técnicos dos meios auxiliares de diagnóstico e terapeutas, para preencher o quadro do pessoal das unidades sanitárias que, todos os dias, são construídas no país.
Cândida Celeste sublinhou que, apesar das dificuldades, a província do Namibe tem conhecido melhorias significativas no sector da Saúde, consubstanciadas na construção de hospitais municipais e novos centros e postos médicos. Realçou que o governo da província tem executado programas que visam dar continuidade à revitalização dos serviços de saúde.
A governadora do Namibe disse que a grande prioridade do seu governo no domínio da saúde é lançar programas de consultas ambulatórias, aquisição de medicamentos essenciais, requalificação dos postos de saúde das comunas e a abertura do ensino médio de Saúde para formação de enfermeiros e técnicos.
A governadora do Namibe aposta em levar “o médico de família” às comunidades e quer que esse programa seja uma realidade nos centros de saúde da província a curto prazo. 



Pensar e Falar Angola

sábado, 23 de outubro de 2010

De mal a pior na saúde, por vontade própria

A directora do Hospital Américo Boavida, Constantina Machado Furtado, disse na quarta-feira, em Luanda, que a sua direcção tudo está a fazer para melhorar a situação financeira e social dos trabalhadores da unidade hospitalar pública.
Constantina Furtado frisou que os acontecimentos das últimas semanas que levaram à paralisação dos serviços médicos prestados pelo hospital aconteceram devido a uma decisão tomada pela direcção do hospital para o controlo da assiduidade e pontualidade dos funcionários e que foi considerada arbitrária pelo colectivo de trabalhadores. 
A decisão da direcção de colocar um dispositivo electrónico para o controlo da entrada e saída dos funcionários, muitos dos quais viram os seus salários descontados por terem faltado, resultou no surgimento de uma manifestação de protesto que foi contida depois de negociações mediadas pelo Ministério da Saúde.
 “Tínhamos dentro do hospital médicos que não davam consultas externas, não prestavam serviço na Urgência e nem tinham desempenho. Como era preciso mudar o rumo da situação, alguns sentiram-se ultrapassados e pediram transferência porque não estavam em condições de dar resposta ao trabalho que a actual direcção tem em carteira”, aclarou a directora do hospital, durante uma visita que o primeiro secretário provincial de Luanda do MPLA, Bento Bento, fez ao Hospital Américo Boavida.
A gestora reconheceu ainda que a unidade hospitalar tem problemas sérios, mas a direcção que dirige tem trabalhado para contornar a situação. “É tudo uma questão de gestão, porque a avaliação que se faz à pontualidade é necessária para sabermos quantos somos e o quão regular são os trabalhadores”, salientou a directora. Após a avaliação da assiduidade e pontualidade, conta, a direcção do hospital detectou muitas irregularidades.
 “Depois de um período de seis meses, descobrimos que havia trabalhadores há muito tempo fora do hospital, assim como alguns já falecidos que ainda recebiam salários”. A directora do Hospital Américo Boavida assegurou que “aquilo que aconteceu não foi uma greve, visto que, para a sua realização, era necessário um caderno reivindicativo. Houve, sim, uma situação de revolta, já que alguns trabalhadores das urgências abandonaram o local de serviço e saíram à rua para se manifestarem.
 O incidente é um registo, agora é preciso sensibilizá-los de que estamos numa unidade hospitalar, que tem como missão fundamental a assistência médica de qualidade”, disse.O actual plano estratégico da direcção, segundo Constantina Machado Furtado, é avaliar a produtividade de cada funcionário, porque há trabalhadores que têm colocado a mão no dispositivo de registo de entradas e depois desaparecem.
 “Por esse facto, a direcção do hospital decidiu também que cada funcionário deve fazer no final do dia um relatório sobre as suas actividades”, explicou, acrescentando que “já temos um documento, que denominamos de regime jurídico de gestão hospitalar, aprovado pelo Conselho de Ministros, onde consta um relatório do quadro de pessoal, para sabermos quantos técnicos, entre médicos e enfermeiros licenciados, existem. Só assim vamos poder aumentar a prestação de qualidade”, rematou. 


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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Comissão Nacional de Prevenção de Mortes Maternas e Perinatal

A Comissão Nacional de Prevenção de Mortes Maternas e Perinatal reuniu ontem, em Luanda, pela primeira vez, e apreciou documentos internos, que devem ser aprovados no final do mês para regulamentar a suaa actividade. 
O órgão criado há dois meses, ao abrigo de um Decreto Presidencial, para mobilizar recursos públicos e privados no cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio relativamente a redução da mortalidade materna-infantil, analisou documentos de referência, o regulamento e o plano de acção. 
A presidente da Comissão, ministra da Família e Promoção da Mulher, Genoveva Lino, disse que o Estado pretende criar condições para que a mulher grávida comece a ter um acompanhamento seguro até ao final da gestação. 
Genoveva Lino disse que “os documentos foram apreciados numa primeira abordagem. Só no final do mês, depois de termos todas as contribuições e aprovarmos o plano de acção é que podemos indicar quais são as primeiras acções e os pontos a atacar”.
A execução das tarefas é da responsabilidade dos comités nacional, provincial, municipal e institucional, orientados por um grupo técnico.  
A ministra referiu que a Comissão Nacional de Prevenção de Mortes Maternas e Perinatal tem também como obrigação trabalhar para que o problema da maternidade seja tratado com eficiência nos municípios como é o objectivo Ministério da Saúde. “Estamos no período de organização e a dotar os serviços de saúde com mais infra-estruturas e capacidade técnica e humana, para que as grávidas tenham partos seguros, acompanhamento e serviços de qualidade”, acrescentou.  
O ministro da Saúde, José Van-Dúnem, vice-presidente da Comissão Nacional de Prevenção de Mortes Maternas e Perinatal recordou que a mortalidade materna e infantil é ainda um grave problema de saúde pública e pediu aos seus membros que trabalhem para a concretização dos objectivos traçados, em conformidade com as metas definidas pelo país e com os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.  
A comissão é ainda constituída pelos ministros da Assistência e Reinserção Social, Educação, Comunicação Social, Energia e Águas, Justiça, Finanças, Agricultura e Desenvolvimento Rural e das Pescas, assim como pelo secretário de Estado para o Desenvolvimento Rural e pelo presidente da Sétima Comissão da Assembleia Nacional. 




Pensar e Falar Angola

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Abertura de salas de parto vai reduzir mortalidade materna no Kilamba Kiaxi


O chefe de repartição da saúde no município do Kilamba Kiaxi, Domingos Cristóvão Kiala, afirmou que a abertura das três salas de parto e a ampliação dos centro médicos adjacentes vai diminuir os casos de mortalidade materna infantil.   
 
Em declarações hoje (terça-feira) à Angop, o responsável afirmou que com estas três salas de parto, o município vai aumentar e melhorar os serviços de atendimento à criança e evitar que as mulheres continuem a procurar assistência na maternidade Lucrécia Paim, Ngangula ou Cajueiros.
 
 " Estas unidades sanitárias foram instaladas na comunidade, retirando a segunda causa de morte materna que é a chegada tardia dos pacientes aos locais de assistência médica. Esta era uma situação muito difícil porque as pacientes percorriam longas distâncias para ter acesso aos serviços de saúde", esclareceu.
 
Referiu que depois da ampliação dos centros são realizadas em média 150 consultas por dia, enquanto antes da reabilitação o atendimento rondava as 50 pessoas.
 
Explicou que a falta de recursos humanos faz com que haja uma sobrecarga sobre os técnicos de saúde, por isso a repartição tem realizado seminário de capacitação para que os funcionários saibam fazer as triagens.
 
Outra forma encontrada para resolver o problema dos recursos humanos, segundo o médico, foi aumentar o horário de trabalho, e se antes os técnicos trabalhavam das oito às 15 horas, passaram a trabalhar com um turno das 8 às 12 e das 12 às 18 horas em sistema ambulatório.
 
Afirmou que o Kilamba Kiaxi conta com novas unidades sanitárias com o banco de urgência em sistema de 24/24 horas por dia, situação que facilita o atendimento e melhora a qualidade dos serviços. 
 
Nestes centros de saúde foram criadas, para além das salas de parto, os serviços de aconselhamento de testagem voluntária de VIH/Sida e foi aumentada a capacidade do programa alargado de vacinação.
 
Lamentou o facto dos concursos públicos não contemplarem o recrutamento de auxiliares de limpeza, motoristas para as ambulâncias, por isso “expusemos as nossas preocupações ao governo provincial de Luanda”.




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domingo, 26 de setembro de 2010

Sindicato da saúde


O Sindicato Nacional Independente dos Trabalhadores da Saúde e Função Pública (Snitsfp) clama pela a atribuição anual de prémios aos trabalhadores destacados, de acordo com o estipulado no Decreto Executivo Nº 384/2001, de 31 de Agosto que aprova tal regulamento.
 
Na sua mensagem por ocasião do 25 de Setembro, dia do trabalhador nacional da Saúde, o secretário geral do Sindicato, Luís João, sublinha que nesta data deve-se atribuir prémios aos trabalhadores da Saúde, mas os gestores das unidades hospitalares ou outros estabelecimentos sanitários têm ignorado a sua implementação, pelo que alerta ao Ministério de Tutela para a tomada de medidas aos incumpridores.
 
Acrescentou que os problemas e desafios são enormes, pelo que urge a necessidade de se identificar e implementar formas inovadoras para serem ultrapassadas as diversas situações que o Ministério da Saúde enfrenta, designadamente os trabalhadores eventuais, os concursos públicos com vagas insignificantes, afectando as promoções dos técnicos que se encontram há muitos anos numa categoria e a admissão de novos funcionários.
 
Luís João reiterou o reconhecimento da OMS no investimento dos recursos humanos, para evitar a saída de técnicos do sector público formados em instituições nacionais e internacionais, para o sector privado, procurando melhores condições, tais como salários mais atractivos, possibilidade de especialização, bem como a aquisição de meios essenciais, aumentando a carência de quadros.
 
O sindicalista apela maior atenção aos profissionais de saúde, investindo-se cada vez mais na sua formação e de forma multifacetada, na melhoria das condições de trabalho em todo o país, possibilitando que exerçam com zelo a abnegação as suas responsabilidades, redobrando-se onde for necessário, tendo em conta que a sua actividade visa ao atendimento humanizado das populações.
 
De acordo com Luís João, infelizmente, com alguma tristeza tem-se notado que as medidas tomadas pelo governo, sobre a política de saúde, principalmente, a construção de novos hospitais, não tem havido uma aposta séria quanto a melhoria das condições de trabalho, nem mesmo, por exemplo, a criação de um fundo de apoio social aos trabalhadores.
 
Esta avaliação, frisou, decorre do facto de que a lei de Base do sistema de Saúde e demais leis complementares e regulamentos, encontrarem-se desajustadas com relação a actual realidade do país, com a agravante de muitos gestores não as porem em prática.
 
O secretário-geral do sindicato disse que a publicação e implementação da nova carreira de enfermagem é urgente, bem como a análise e a aprovação das carreiras do pessoal de apoio hospitalar, técnicos de diagnóstico terapêutica e médica. 
 
Para si, o 25 de Setembro é símbolo do sacrifício de um bem comum, tendo em conta a merecida homenagem ao patriota, nacionalista e profissional Américo Boavida é uma emanação do humanismo dos trabalhadores da Saúde na sua missão de cuidar a sociedade.
 
"Este é um desafio de todos os angolanos, na perspectiva de que a saúde é um dos ramos multisectoriais da economia nacional, desempenhando um papel decisivo no desenvolvimento sustentável de todos os outros sectores vitais", disse. 




Pensar e Falar Angola

sábado, 25 de setembro de 2010

Hoje é Dia Nacional dos Trabalhadores da Saúde



Angop/Arquivo
Hoje é Dia Nacional dos Trabalhadores da Saúde
Hoje é Dia Nacional dos Trabalhadores da Saúde
Luanda - A 25 de Setembro de cada ano comemora-se em Angola o Dia dos Trabalhadores da Saúde, data institucionalizada em homenagem ao médico e nacionalista Américo Alberto de Barros e Assis Boavida.

Américo Boavida faleceu a 25 de Setembro de 1968, na sequência de um bombardeamento aéreo do exército colonial português à base Hanói II, do MPLA, perto do rio Luathi e da Floresta de Cambule, na província do Moxico.

O ramo da saúde em Angola, segundo estimativas divulgadas em 2008 pelo ministério de tutela, emprega 57.531 trabalhadores, dos quais 1.812 médicos, 26.766 enfermeiros e 5.267 técnicos de diagnóstico e terapêutica, adicionando ainda vários processos de admissão em curso.

Em contrapartida, de acordo com a fonte, o país ainda enfrenta vários problemas como o da formação técnica e básica, muitas vezes aquém dos desafios do dia-a-dia, a deficiente formação contínua e a reconversão de carreiras.

Apesar das dificuldades profissionais que enfrentam, os trabalhadores da Saúde têm conseguido combater e dar solução a vários casos de doenças que assolam o país, tais como a malária, diarreias agudas, tétano neo-natal e algumas epidemias como o vírus Ebola e a gripe A (H1N1).

De acordo com o ministro da Saúde, José Van-Dúnem, o ministério que dirige  está a envidar esforços para baixar os índices de mortalidade, principalmente infantil, de forma a concretizar os objectivos propostos para o milénio, até 2015, definidos pelas Nações Unidas.

Para isso, Angola propõe-se a reduzir em dois terços a mortalidade infantil e reduzir para três quartos a taxa de mortalidade materna até 2015.
Dados do inquérito sobre o Bem-Estar da População, de 2009, apontam que a taxa de mortalidade infantil em Angola baixou de 150 mil mortes em mil nascidos vivos para 116.

A taxa de mortalidade materna passou de mil e 500 mortes em 100 mil partos para 600, segundo estimativas recentes da OMS.

A guerra que o país atravessou é apontada como a principal razão da alta taxa de mortalidade no país, devido à destruição das infra-estruturas sanitárias e à  concentração de pessoal médico nas cidades, onde estão 70 porcento dos médicos, 30 do pessoal de enfermagem e 45 do restante pessoal paramédico.

Ao comemorar mais uma vez esta efeméride, os profissionais da Saúde vão transformar este dia numa jornada de reflexão sobre o desempenho dos serviços face ao programa do Governo para o quadriénio 2009/2012.
 
Vão igualmente fazer uma introspecção sobre a actuação dos quadros, enquanto servidores públicos, e o reforço da colaboração institucional, com os parceiros sociais e organizações profissionais.

Américo Alberto de Barros e Assis Boavida  nasceu em Luanda a 20 de Novembro de 1923. É filho de Joaquim Fernandes Alves Boavida e de Acília de Assis.


O nacionalista é patrono do hospital Américo Boavida, sito no município do Rangel (Luanda).

Para saudar a data, realizam-se no país várias actividades político-culturais e recreativas, cujo acto central acontece hoje (sábado) no município de Cacuaco, província de Luanda, sob o lema “Atendimento humanizado, profissionais responsáveis e valorizados rumo à municipalização dos serviços de saúde”.
 

O acto será presidido pelo ministro da Saúde, José Van-Dúnem.



Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Kwanza Norte - Saúde

O governador do Kwanza-Norte avisou, na quarta-feira, em Camabatela, os administradores municipais que devem inscrever nos orçamentos rubricas que contemplem “o reforço da oferta do pacote da saúde materna e infantil e o combate e controlo das grandes endemias”.
As recomendações, que têm em conta a estabilidade social das comunidades, foram divulgadas na quinta reunião extraordinária do governo provincial.
A medida visa, essencialmente, diminuir os índices acelerados da mortalidade materna e infantil na província.
Henrique Júnior referiu que a intenção é também revitalizar nos municípios o processo no sistema nacional de saúde no que se refere à funcionalidade operativa, técnica e financeira.
Com esta medida, frisou, pretende-se melhorar os indicadores de saúde materno e infantil.
O governador sublinhou ser necessário assumir e garantir que as intervenções incluídas no pacote essencial do cuidado e serviços de saúde estejam disponíveis em todas as unidades de atenção primária, do mesmo modo oferecidas por equipas avançadas e moveis nas áreas de difícil acesso e nas unidades sanitárias.
É também necessário, lembrou, a promoção da participação das famílias das próprias comunidades, igrejas, autoridades tradicionais, líderes de opinião e de informação na sensibilização e mobilização da população sobre a importância de reduzir a mortalidade materna e infantil.
Tudo isso, disse, deve ser feito sob coordenação dos administradores municipais.
Henrique Júnior salientou, igualmente, a construção da linha de transporte de corrente eléctrica de Capanda, em fase conclusiva, passando pelos municípios de Lucala, Samba-Cajú e Ambaca, até a província do Uíge, o que permitiu a construção de duas subestações do género nas localidade de Lucala e Pambos de Sonhy.
Na reunião foram, ainda, analisadas questões relacionadas com o processo de actualização do registo eleitoral, a saída de quadros de um Ministério para outros e o projecto de luta anti vectorial para combate à malária.



Pensar e Falar Angola

terça-feira, 27 de julho de 2010

Reorganização Naciona (XVII) - Saúde

O ministro da Saúde, José Van-Dúnem, afirmou, na sexta-feira, em Kampala, capital do Uganda, que Angola está empenhada num projecto de melhoramento da assistência nas maternidades, através da criação de salas de parto em todo o país.
A melhoria da assistência às maternidades, segundo o ministro, que é citado num despacho do enviado especial da Angop a Kampala, vai permitir que os partos normais possam ser realizados em salas de parto da periferia e os complicados sejam atendidos a nível das maternidades.
Acrescentou que, no interior do país, estão igualmente a ser implementados programas de formação onde não existem salas de parto nem maternidades, para que as mulheres sejam acompanhadas por um profissional treinado, para que se melhorem alguns indicadores.
O titular da pasta da Saúde falou, ainda, sobre o fornecimento de medicamentos às mulheres grávidas e no incremento de acções de testagem e aconselhamento contra o VIH/Sida, para que as mulheres seropositivas sejam enquadradas em programas de corte da transmissão vertical, inviabilizando a possibilidade da transmissão de mãe para filho.
Estas, frisou, são algumas das medidas que o Governo angolano está a tomar para dar resposta ao compromisso nacional e internacional, de modo a atingir, até 2015, as metas de Desenvolvimento do Milénio relativas à redução da mortalidade materno-infantil.
Sobre a criação do fundo para o desenvolvimento da Saúde em África, o ministro José Van-Dúnem disse que esta questão depende da reflexão e da vontade dos países.
Salientou haver uma preocupação fundamental dos estadistas para o desenvolvimento do continente, acrescentando que, nas reuniões anteriores, como a de Maputo (Moçambique) e Cartum (Sudão), foram assumidos compromissos relativos ao aumento do orçamento destinado à saúde materno-infantil.
Outro compromisso assumido pelos governos, segundo o ministro, tem a ver com a atenção que deve ser dada às mulheres durante a gravidez, o parto e o período pós-parto, com vista à redução das mortalidades materna e infantil em África, que também resultam das grandes endemias.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Reorganização Nacional (VIII) - Hospital da Caála

O Hospital Geral da Caála, pode, até 2013, ser, nível nacional, uma referência na assistência materno-infantil, disse, na sexta-feira, o director do estabelecimento.
Fernando Ferreira Vicente, que falava na cerimónia de encerramento das primeiras jornadas médicas e científicas organizadas pelo Hospital, salientou que a maior aposta vai ser na formação e motivação dos técnicos e na melhoria da assistência médica e medicamentosa às mulheres grávidas.
As jornadas médicas e científicas, referiu, permitiram tirar ilações positivas sobre a formação dos técnicos de enfermagem em matérias de investigação sobre as patologias mais frequentes e a gestão hospitalar. O Hospital Geral da Caála regista, em média, 15 partos, por dia e entre cem e 120 consultas.
A unidade presta serviços médicos nas áreas de medicina geral, pediatria, ortopedia, ecografia, nutrição terapêutica, bloco operatório e consultas externas a doentes com problemas mentais. Dispõe de cem camas e o funcionamento é assegurado por 265 trabalhadores, entre médicos, enfermeiros e funcionários administrativos.

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Reorganização Nacional (VII) - UNICEF diz que saúde infantil melhorou em Angola

UNICEF diz que saúde infantil melhorou em Angola

By Mike Stead
Um estudo das Nações Unidas e do Governo angolano revelou que se registaram melhorias significativas na saúde e educação das crianças em Angola.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF, que ajudou a compilar o estudo, diz que, desde 2001 se verificou um progresso notável e que as crianças angolanas eram agora melhor alimentadas e iam mais à escola, embora cerca de um quarto não estivessem ainda matriculadas em qualquer estabelecimento de ensino.

A UNICEF disse que a mortalidade infantil tinha baixado um quinto e o número de crianças de baixo peso foi reduzido para metade mas apenas cerca de 40 por cento das pessoas tinham acesso a água potável, em comparação com 60 por cento em 2001.



Pensar e Falar Angola

terça-feira, 8 de junho de 2010

A Saúde e a Legislação

Hospitais do país podem, brevemente, fazer transplante de órgãos, admitiu na quinta-feira o ministro da Saúde, José Van-Dúnem.
Num encontro com os parceiros sociais, sindicatos e a Ordem dos Médicos, José Van-Dúnem apontou como primeira medida a criação de um quadro legislativo e condições para que o transplante de órgãos se faça em todo país. O projecto faz parte de um conjunto de dezanove propostas que o Ministério da Saúde pretende submeter ao Executivo até ao final deste ano.
A Lei sobre a extracção e transplante de tecidos de órgãos do corpo humano e reprodução assistida vai definir a disposição gratuita de tecidos, órgãos e paredes do corpo humano quer em vida ou pós-morte, para fins de transplante e efeitos terapêuticos.Entre os diplomas a serem submetidos à apreciação e aprovação do Executivo destaca-se a proposta de decreto que aprova o Regulamento sobre a promoção, comercialização e publicidade de medicamentos e produtos farmacêuticos. O documento vai estabelecer as regras de promoção e comercialização de medicamentos.


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RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...