sexta-feira, 26 de novembro de 2021

O colonialismo espelhado nas águas do Cunene (1884 - 1975)


Cunene e o coonialismo Simoni Mendes de Paula

Tese submetida ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Santa Catarina, como requisito para a obtenção do título de Doutora em História Cultural.
Orientador: Prof. Dr. Sílvio Marcus de Souza Correa.


Pensar e Falar Angola

domingo, 14 de novembro de 2021

Os caminhos de ferro coloniais em Angola e Moçambique (c. 1870 - c. 1915)

Cultura material, progresso, civilização e identidade nacional: Os caminhos de ferro coloniais em Angola e Moçambique(c. 1870 - c. 1915)

Resumo 
A partir de começos da década de 1870, Portugal iniciou nas suas colónias ultramarinas um esforço de fomento semelhante ao que vinha aplicando no território metropolitano desde 1851. Até às vésperas da Primeira Guerra Mundial, milhares de quilómetros de carris foram assentes tanto em Angola como em Moçambique. Neste artigo, pretendemos analisar este processo de implementação tecnológica como produtor de uma nova cultura material. Mostraremos que esta cultura material, que espelhava as crenças metropolitanas de progresso assentes na tecnologia, procurou influenciar as populações africanas locais e as demais nações coloniais europeias. No final, tentou contribuir para a implementação de uma identidade nacional na África Portuguesa e para facilitar a colonização económica e sobretudo cultural dos domínios ultramarinos nacionais. Para atingir estes objetivos, recorreremos a fontes textuais diversas (debates parlamentares, relatórios técnicos, textos de diplomas legais) e a fontes iconográficas, guardadas em diversos arquivos portugueses e estrangeiros. 
Palavras-chave: Nacionalismo Tecnológico. Saint-simonismo. Colonização. Iconografia. 

Hugo Silveira Pereira Doutor em História pela Universidade do Porto. Investigador auxiliar no Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia (Universidade NOVA de Lisboa); Honorary Visiting Fellow no Institute of Railway Studies (Universidade de York). Caparica - PORTUGAL hugojose.pereira@gmail.com orcid.org/0000-0002-7706-2686 
Para citar este artigo: PEREIRA, Hugo Silveira. Cultura material, progresso, civilização e identidade nacional: Os caminhos de ferro coloniais em Angola e Moçambique (c. 1870 - c. 1915). Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 11, n. 27, p. 221 - 254, maio/ago. 2019. 
DOI: 10.5965/2175180311272019221 http://dx.doi.org/10.5965/2175180311272019221



Pensar e Falar Angola

sábado, 13 de novembro de 2021

Caminho de Ferro de Moçâmedes - História

O caminho de ferro de Moçâmedes: entre projeto militar, instrumento tecnodiplomático e ferramenta
de apropriação colonial (1881-1914)
Hugo Silveira Pereira1
CIUHCT – U. Nova de Lisboa
Institute of Railway Studies – U. York
hugojose.pereira@gmail.com

Resumo: A partir da década de 1880, Portugal decidiu aplicar em Angola o projeto de de-
senvolvimento fontista que vinha implementando na metrópole desde 1850 e que as-
sentava, em grande medida, na construção ferroviária. Depois de o investimento inicial
se dirigir para Luanda e Ambaca, os responsáveis nacionais viraram a sua atenção para
Moçâmedes. Neste artigo, iremos analisar o processo de implementação da ferrovia nes-
te distrito do sul de Angola, desde a década de 1880 até à I Guerra Mundial, em três
momentos diferentes: o processo de decisão, a construção e a exploração. Recorrendo
à bibliografia já existente e a documentação inédita de arquivos portugueses e britâni-
cos, iremos evidenciar as motivações que subjazeram à decisão de construir um caminho
de ferro (tecnodiplomáticas, militares e económicas) e os desafios que se levantaram à
construção e exploração. No final, explicaremos até que ponto as expectativas criadas e
estimativas antecipadas foram efetivamente cumpridas.
Palavras-chave: tecnodiplomacia; Angola; colonização; scramble for Africa


https://drive.google.com/file/d/1HS7eQFtv6R8m6n3mokZVpGk7vo8-GEHw/view?usp=sharing


Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

46 º Aniversário da Independência de Angola


Angola tornou-se independente a 11 de Novembro de 1975, com a proclamação da Independência Nacional, pelo primeiro Presidente, António Agostinho Neto, busto hoje inaugurado na Cidade de Moçâmedes, Província do Namibe,




Pensar e Falar Angola

O colonialismo espelhado nas águas do Cunene (1884 - 1975)

Cunene e o coonialismo  Simoni Mendes de Paula Tese submetida ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Santa Cata...