Mostrar mensagens com a etiqueta Rui Mingas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rui Mingas. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Morreu Rui Mingas

 ÚLTIMA HORA: Morreu músico e nacionalista Rui Migas

Morreu aos 84 anos de idade, o músico e nacionalista Rui Mingas, nesta quinta-feira, 04, vitima de doença.

Segundo informações postas a circular nas redes sociais o músico estava internado em Lisboa, Portugal, onde perdeu a vida.

Rui Mingas nasceu a 12 de Maio de 1939, tendo-se distinguido, na sua juventude, no atletismo, particularmente no salto em altura e nos 110 metros barreiras em Angola e Portugal.

A sua conduta política de militante activo do MPLA, leva-o a compor poemas de nacionalistas angolanos como Viriato da Cruz, Agostinho Neto, Mário António e António Jacinto. 

Da sua obra discográfica destacam-se “Cantiga por Luciana”, “Poema da farra”, “Makezu”, “Muadiakimi”, “Birin birin”, “Monagambé”, “Adeus à hora da partida” e “Meninos do Huambo”.



Pensar e Falar Angola


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Angola Avante

Instrumental
ANGOLA AVANTE
Oh, Pátria nunca mais esqueceremos Os Heróis de 4 de Fevereiro Oh Pátria, nós saudamos os teus filhos Tombados pela nossa independência Honramos o passado e a nossa história Construindo no trabalho o homem novo Honramos o passado e a nossa história Construindo no trabalho o homem novo Angola, avante! Revolução, pelo poder popular Pátria unida, liberdade Um só povo, uma só nação Levantemos nossas vozes libertadas Para a glória dos povos africanos Solidários com os povos oprimidos Orgulhosos lutaremos pela Paz Com as forças progressistas do Mundo Orgulhosos lutaremos pela Paz Com as forças progressistas do Mundo. Angola, avante! Revolução, pelo poder popular Pátria unidade, liberdade Um só povo, uma só nação. Letra : Rui Monteiro Arranjo Musical : Rui Vieira Dias Mingas
1975
Cantado em coro

Pensar e Falar Angola

sábado, 12 de junho de 2010

Rui Mingas

A ministra da Cultura afirmou, na quarta-feira, em Luanda, que o papel artístico desempenhado nas décadas de1960/70 pelo músico e intérprete Rui Mingas despertou a consciência revolucionária da juventude da época.Rosa da Cruz e Silva fez a afirmação quando presidia à cerimónia de homenagem a Rui Mingas, promovida pela Universidade Lusíada de Angola (ULA) - onde é docente e administrador - devido a distinção de que foi alvo por parte da Academia Francesa de Artes, Ciências e Letras, que lhe atribuiu, no dia 5, a medalha de Mérito de Ouro.“Rui Alberto Vieira Dias Mingas deu um grande contributo na massificação da cultura angolana, tendo musicado poemas de vários poetas nacionais, incluindo alguns do primeiro presidente angolano, António Agostinho Neto”, lembrou.A ministra salientou, entre os feitos do artista, cujas canções foram recordadas na cerimónia, o Hino Nacional, que ele musicou, acrescentando que Angola vai continuar a homenagear o artista.A sessão foi marcada pelo testemunho de várias personalidades - ex-colegas da época de estudante, amigos, professores, familiares e estudantes da Universidade Lusíada - que convergiram sobre aquilo que consideram ser qualidades humanas raras na pessoa do homenageado.As docentes universitárias Adélia de Carvalho e Florbela Araújo consideraram a distinção uma prova das “nobres qualidades e sagacidade” de Rui Mingas.O homenageado afirmou que depois de exercer funções no Governo valeu a pena apostar na criação de uma universidade, que, frisou, significa para si a oportunidade de contribuir para o crescimento do país.“Somos muito ricos em recursos naturais, mas continuamos a ser pobres em recursos humanos”, sublinhou, acrescentando:“Angola será um país forte quando os seus filhos forem ricos no saber, por isso enquanto as minhas possibilidades e capacidades físicas o permitirem aqui estarei à frente desta universidade”.O músico relembrou a época em que musicou poemas interventivos de Agostinho Neto, Mário António de Oliveira, António Jacinto e outros que tocavam a sua sensibilidade.O evento foi também marcado pela actuação do irmão do homenageado, André Mingas, e pela declamação de poesias.
Felicitações da UNAC
A União Nacional dos Artistas e Compositores (UNAC) considerou, também quarta-feira, em Luanda, mas em comunicado, que a distinção ao compositor e interprete angolano Rui Mingas, pela Academia Francesa de Artes, Ciências e Letras, constitui um atestado de excelência ao trabalho desenvolvido pelos homens das artes angolanas. “A distinção confere grande reputação ao nosso membro, o que, por essa via, confere também maior visibilidade internacional a nossa música e ao nosso país”, refere a nota, citada pela Angop.Por esta razão, diz o comunicado, Rui Mingas é um artista que deve servir de exemplo a todos, particularmente às novas gerações de artistas angolanos que, no afã da fama, esquecem que a modéstia, o saber, a procura da excelência e o patriotismo são valores incontornáveis para o sucesso.Rui Mingas, membro fundador da UNAC, foi distinguido pela Academia Francesa de Artes, Ciências e Letras com a medalha de Mérito de Ouro.A foi fundada em 1915, com o objectivo de promover e premiar o trabalho de criadores, promotores e produtores de artes, ciências e letras.Rui Mingas colocou, em 2006, no mercado, o disco “Memória”, com 17 canções, gravado em Angola, Brasil e em Portugal. Com uma diversidade rítmica, com destaque para o semba, o músico teve a colaboração de Katila Mingas, Carlos Mingas e André Mingas, nos corosNeste disco, o autor musicou poemas de escritores angolanos, entre os quais “Meu Amor” e “Meninos do Huambo”, de Manuel Rui Monteiro, “Mokezu” e “Namoro”, de Viriato da Cruz, “Adeus à hora da largada” e “A Kitandeira”, de Agostinho Neto, e “Benguela” e “Pé de Maracujá”, de Ernesto Lara Filho.Incluiu ainda novas versões das músicas “Muxima” e “Birin Birin”, ambas de Carlos “Liceu” Vieira Dias, e “Meninos de Rua”, de Filipe Zau. O instrumental esteve a cargo, entre outros, de Joãozinho Morgado (gongas), Betinho Feijó (guitarra ritmo), Rui Quaresma e André Mingas (violão), Mias (viola baixo), Fabiano Salek e Naife Simões (percussão).Embora não tenha feito da música profissão, gravou, entre 1969 e 1974, dois long playings e vários singles.“Naquela roça grande não tem chuva” e “Monangamba”, poemas de António Jacinto, foram alguns dos temas que o consagraram na altura.

Pensar e Falar Angola

domingo, 20 de setembro de 2009

Ágora (83) - Passadeiras




Até há poucos dias nunca tinha ouvido falar de Iain Macmillon (1938-2006), mas quando no pretérito 8 de Agosto, uma imensidão de fãs, se deslocou à famosa passadeira de Abbey Road, para comemorar o quadragésimo aniversário do lançamento do último LP dos Beatles, fiquei a saber que a foto perene foi sua.
Em Londres, em frente ao estúdio de gravação, a passadeira de Abbey Road transformou-se na “zebra” mais conhecida do mundo, cenário simples da capa do último LP gravado pelos quatro de Liverpool.
Já que se fala de musica, por se “efermizar” quadragésimos aniversários, lembro ter tido a oportunidade de “telever” um dos programas de ruptura, no espaço televisivo português nos anos sessenta, o efémero mas sempre lembrado Zip-Zip.
Vivia circunstancialmente em Lisboa, e partilhava o entusiasmo possível de uma significativa fatia de telespectadores, que invariavelmente todas as segundas feiras de Abril a Outubro desse cada vez mais distante 1969, se juntavam aos magotes para ver um programa, que destoava claramente do cinzentismo criptofascista da cultura então prevalecente.
Eu era um adolescente, que gostava de música, e que tinha o privilégio de ter um hábito ganho precocemente, o da leitura, pelo que comecei a ver o Zip-Zip com um interesse enorme.
Neste programa, que o meu professor de português no Liceu Camões, o escritor Vergílio Ferreira, nos incentivou a ver com detalhe, comecei a conhecer muita gente que nem sonhava que existia, e cantores de que nunca ouvira falar e que nada tinha a ver com o nacional-cançonetismo, que animava o Portugal do Minho a Timor.
José Afonso que a 2 de Agosto faria 80 anos, já conhecia, pois tinha sido colega da minha mãe em Coimbra, embora o que cantou no Zip-Zip foi uma surpresa, e todo o conjunto dos chamados “baladeiros”, foram motivadores para passar a entrar noutros conceitos musicais.
Francisco Naia, Fanhais, Hugo Maia de Loureiro, Filarmónica Fraude, Duarte e Círiaco, Carlos Moniz, Manuel Freire, José Jorge Letria, Carlos Bastos, Julio Pereira, José Barata Moura e tantos outros que anos mais tarde deram tons e palavras a um libertador 25 de Abril de 1974.
Nesse programa de Fialho Gouveia, Raul Solnado, já falecidos, Carlos Cruz e José Nuno Martins surge um “baladeiro” de trinta anos, angolano, atleta do Benfica e do Belenenses, que faz a sua aparição no mundo da musica, e passou a ser a voz de Angola com maior notoriedade em Portugal. Rui Mingas, com uma camisola de malha clara, cantou Ixi Ami – Minha Terra, e o Teatro Villaret quase vinha abaixo, perante a estupefacção dos espectadores pela voz que acabava de ser revelada.
Foi a primeira vez que vi o Rui Mingas, e apesar da diferença dos anos se manterem, numa verdade do senhor de La Palice, continuo a admirá-lo como intérprete de excelência, para além de uma amizade e respeito que me habituei a aumentar a cada momento, lastimando apenas que a musica de Angola só o consiga ter a espaços muito prolongados no tempo.
Tanta vez trauteei a “Cantiga por Luciana”, entusiasmado pela versão de Rui Mingas, que é indiscutivelmente melhor que a de Evinha, vencedora do quarto Festival Internacional da Canção do Rio de Janeiro em 1969.
Rui Mingas, que há quarenta anos estava provavelmente longe de pensar que seis anos depois, iria partilhar com Manuel Rui Monteiro tanta coisa bonita, principalmente o hino que acompanhou a subida da vermelha, negra e amarela roda dentada, catana e estrela do Novembro de todo o nosso contentamento.
Atrasados, aqui ficam os parabéns para o Rui Mingas, que este ano comemorou quarenta anos do dia 12 de Maio de 1969, dia em que fez trinta anos!

Fernando Pereira
11/08/09

Pensar e Falar Angola

terça-feira, 12 de maio de 2009

Parabens Rui Mingas


Rui MIngas faz hoje 70 anos!

 

Faz hoje 70 anos o meu amigo Rui Manuel Vieira Dias Mingas,mais conhecido por Rui Mingas.
Tive o privilégio de ter trabalhado com ele, e ter partilhado com uma equipa por si dirigida, alguns dos melhores momentos desportivos de uma Angola que vivia a sua fase de entusiasmo, depois de um parto difícil com o colonialismo.
Autor da musica do Hino Nacional da Republica Popular de Angola,partilhado com letra de Manuel Rui Monteiro,pareceria repetida em vários trabalhos onde avultam "Os Meninos do Huambo", "Meu Amor". "Monangambé", com letra do grande António Jacinto do Amaral Martins, "Adeus à hora da largada", de Agostinho Neto, "Benguela" de Ernesto Lara Filho, "Muxima" de Liceu Vieira Dias "Muibu ua sabalu" de Mário Pinto de Andrade, e uma versão notável do "Namoro" do Viriato da Cruz, foram algumas das muitas canções que fizeram dele incontornavelmente o maior de todas as vozes angolanas.
Atleta de eleição, dirigente político da fase determinante do arranque das bases do desporto angolano, embaixador em Lisboa num período crucial na história diplomática conturbada dos dois Países, vice-ministro da cultura de um GURN, que politicamente era uma amalgama de divergências e serenamente hoje vai construindo com o Dr. Paulo Murias, o projecto educativo com maior crescimento em Angola, "A Universidade Lusíada".
Antigo aluno do Liceu Salvador Correia foi um símbolo de uma geração, e por isso aqui a menção ao seu aniversário.
Neste dia dos seus setenta anos, muito vividos ao lado da sua companheira de sempre e dos seus cinco filhos e netos, só me resta dar-lhe o enorme abraço de parabéns, e a certeza que tenho da amizade retribuída.

Fernando Pereira



Pensar e Falar Angola

domingo, 21 de setembro de 2008

Afrikya - Encruzilhadas de um continente - Emissão de 21 de Setembro


Estão de volta à Internet as actualizações para o Afrikya, programa de rádio virado para África e emitido todos os domingos de manhã, com Maria Luísa e António dos Santos, entre as 09:00 e as 10:00 horas de Angola em FM pela LAC (Luanda Antena Comercial) nos 95.5 para todo o perímetro provincial de Luanda, e, diz-se... brevemente em corrente de áudio da Internet em directo e, também, em "podcast" (arquivo em mp3)...

Visite o site aqui e escute o áudio da emissão deste domingo, 21 de Setembro, quando a LAC prepara o seu XIº Festival da Canção de Luanda para quinta-feira, 25 de Setembro, tendo como tema central a figura musical da voz do canto de Angola livre, o cantor Rui Mingas.










Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...