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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Continuando a falar

Falava eu de Luanda Sul e me aparece uma notícia pela frente: Governo angolano projecta nova cidade a norte de Luanda.
Fiquei a saber que o Governo angolano está a projectar a criação até 2030 de uma nova cidade denominada «Sassa Bengo», a norte de Luanda, para absorver o excedente populacional na capital do país, que se estima concentrar 5,8 milhões de habitantes.
Na apresentação do plano à imprensa, hoje em Luanda, o coordenador do projecto de expansão urbana e infra-estrutural das cidades de Luanda e Bengo, Diakumpuna Sita José, explicou que a nova cidade, com capacidade para albergar três milhões de habitantes, será edificada na via entre as cidades de Luanda, Caxito e a Barra do Dande.
Diakumpuna Sita José, que também é o ministro do Urbanismo de Angola, considerou que a Barra do Dande terá um papel «muito importante» na organização da economia das regiões de Luanda e Bengo, com a transferência do porto de Luanda para aquele local.
A estimativa de que a cidade de Luanda poderá atingir os 15 milhões de habitantes nos próximos anos preocupa as autoridades angolanas, daí a necessidade da criação da nova cidade, até 2030, para absorver esta população.
«A tendência é preocupante. Hoje, em função do censo eleitoral, temos cerca de 5,8 milhões de habitantes em Luanda», disse o coordenador, sublinhando que esta tendência de pressão sobre Luanda faz correr o risco de viverem na capital 15 milhões de pessoas em 2030.
De acordo com o coordenador, os dados disponíveis apontam também para o crescimento até 2030 da população de Angola para 30 milhões de habitantes, actualmente estimada em 16 milhões.
A cidade de Luanda, construída para albergar 700 mil pessoas, acolhe hoje cerca de seis milhões, em consequência dos 30 anos de guerra que assolaram Angola, obrigando à deslocação de milhares de pessoas do interior do país para a capital na busca de segurança e alimentação.
Terminada a guerra em 2002, o Governo levou a cabo o processo de reassentamento de milhares de deslocados nas suas zonas de origem, mas a falta de condições básicas nas províncias fez com que muitos desses deslocados regressassem a Luanda e que outros se recusassem a partir.
O Plano Integrado para a Expansão Urbana está a ser realizado por uma consultora libanesa, a Dar-Al-Handasah e os prazos já anunciados apontam para que a nova cidade de Sassa Bengo possa estar concluída até 2030.
Assim Angola vai-se renascendo.
Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Hoje me apetece falar em Luanda Sul

A presença dos estrangeiros em Angola é notada principalmente em Luanda Sul - neste momento é a região mais nobre da capital. Os seus condomínios fechados não ostentam luxos extravagantes, mas contrastam gritantemente com o restode Luanda. Até parece que se está noutro lugar que não Luanda, que não Angola, que não a África.
Já me disseram que lembra Miami, na Flórida (EUA), mas esta eu não conheço e por isso não comparo.
Pequenos mercados muito modernos, equipados com TV última geração e casas de câmbio para que os dólares sejam trocados ali mesmo.
Do lado de lá dos muros das casas os carros estacionados são todos gama alta. A preferência, em virtude do terreno acidentado, estradas ainda em reforma é por 4x4 armados em jips ou carrinhas. Fazem especial sucesso a Toyota Hilux e o Jeep Cherokee. Nesse cenário, o Hummer, desenvolvido a partir de um veículo de guerra, é artigo ainda raro porque são muito mais caros e são seus proprietários os "pulas" que já estão a trabalhar em Angola há mais tempo. Nas áreas comuns, todos os condomínios têm piscina, campos de tênis e de futebol, salão de festas e sala de musculação. O aluguer custa à volta de US$ 10 mil (75 mil kwanzas). Por aqui começa a restrição quase exclusiva aos estrangeiros. Entre os angolanos, somente funcionários públicos de alto escalão ganham o suficiente para sustentar esse tipo de vida. É também em Luanda Sul que está o Belas Shopping, o primeiro shopping de Angola, inaugurado em Março de 2007, com a presença do Presidente Eng. José Eduardo dos Santos. Nas paredes, os cartazes dizem "Belas Shopping - uma novidade que pouco a pouco vai-se tornar parte do seu dia-a-dia".
De facto, a novidade ainda não está presente na maioria dos angolanos. Apesar das mais de 100 lojas, a movimentação fica restrita às montras, à praça da restauração e ao moderníssimo cinema, um multiplex com oito salas, todas bastante amplas, com ar condicionado potente e sistema de som de última geração, para um público que ri, chora, aplaude, fala ao telefone e conversa - tudo durante o filme americano. O bilhete custa 600 kwanzas, algo à volta dos oito dólares (US$ 1 equivale a mais ou menos 75 kwanzas). No restaurante um prato de massa e uma gasosa não custa menos que US$ 20. Viver em Luanda não é barato.



Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Mais ainda no 4 de Fevereiro

A governadora de Luanda, Francisca do Espírito Santo, depositou hoje, quarta-feira, coroas de flores nos túmulos dos combatentes do 4 de Fevereiro, sepultados no cemitério do Alto das Cruzes, município da Ingombota.

A também ministra Sem Pasta depositou coroas de flores no túmulo de Paiva Domingos da Silva, Imperial Santana, líderes do grupo de angolanos envolvidos no início da luta armada e do cónego Manuel das Neves.

No acto a governadora foi acompanhada por membros do governo, sobreviventes do quatro de Fevereiro e representantes da sociedade civil que renderam homenagem aos antigos combatentes, depositando igualmente flores.

Em declarações à imprensa no final da homenagem, a governadora de Luanda recordou a importância da data, referindo que actualmente as pessoas vivem em paz, a reconstruir o país e a promover o desenvolvimento devido à realização do 4 de Fevereiro.

"Por isso, aqueles que tiveram a ousadia e a coragem de realizar o acto de 4 de Fevereiro têm que continuar a merecer de nós o nosso respeito e a nossa homenagem pois são angolanos que nos orgulham", disse a governante.
A governadora de Luanda enalteceu os feitos dos heróis de Fevereiro, afirmando que os angolanos ousaram enfrentar o poderio colonial português, porque os angolanos estavam cansados de ser escravos, por isso jovens com armas artesanais, com ousadia e coragem, enfrentaram um poder militar forte.

Na opinião de Francisca do Espírito Santo os jovens que no dia quatro de Fevereiro de 1961 tiveram coragem para dar início à luta armada devem continuar a merecer o respeito, o orgulho e a homenagem de todos.
Hoje espero que hajam novos 4 de Fevereiros nos cada dias que passam. Não como marca de inicio de lutas armadas das mais variadas causas, mas sim como símbolo da abertura mental e intelectual. Novos 4 de Fevereiro de consequência para a afirmação e crescimento da consciência nacionalista e patriótica dos angolanos contra a arbitrariedade, de propostas pacíficas que lhe haviam sido apresentadas tendo em vista a auto sustentação e a verdadeira independência de todos os povos de Angola unida.
O 4 de Fevereiro de 1961 constitui a chama que guiou a marcha da revolução popular pela libertação do nosso povo martirizado, até 11 de Novembro de 1975 e deve levar ao despertar das consciências para que não sejam necessários mais 4 de Fevereiros armados.
Viva Angola Independente!


Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Hoje eu comento porque fico triste


Há uns dias eu li no blog Morro da Maianga:


A "mina" chama-se tratar de um visto para entrar em Angola, com base na "lei da gasosa", que ao que parece é o novo produto de exportação da economia angolana.
Na matéria que dedicou ao assunto o "Angolense" refere que o “negócio” em causa é antes mais produto do aumento exponencial do interesse de Angola como destino para um número crescente de portugueses (mas não só) que procuram no mercado angolano uma solução para os seus problemas sociais ou uma resposta aliciante para as suas expectativas mais empresariais.Esta procura parece traduzir, por outro lado, a situação de crise (recessão económica) que se vive em Portugal, nomeadamente, com as falências e o consequente aumento do desemprego, a aconselhar os portugueses a procurarem além-mar perspectivas mais animadoras para o seu futuro.O “negócio” chama-se obtenção de um visto para entrar em Angola, numa altura em que são cada vez mais notórias as bichas que se formam no Consulado de Angola em Lisboa. Ao que garantem as fontes do Angolense na capital portuguesa, a única solução para conseguir entrar no Consulado angolano é pernoitar nas suas imediações de modo a integrar a bicha das primeiras 50 pessoas que é o número máximo de solicitantes que são atendidos por dia.
O "Novo Jornal", o outro semanário luandense que se referiu a este assunto, revelou que o Consulado Geral de Angola em Lisboa vai ser alvo de uma inspecção devido às denuncias de o seu funcionamento estar a macular a imagem do país, nomeadamente com as dificuldades para atribuição de vistos de entrada e outros documentos.
O "Novo Jornal" destaca que entre os cidadãos portugueses que pretendem visitar Angola e têm maiores dificuldades, encontram-se os jornalistas, que muitas vezes vêem os seus pedidos pura e simplesmente recusados sem qualquer razão plausível e depois de mais de um mês de espera.

Hoje recebo estas fotos via e-mail:

fotos by P.

Não há necessidade. Já chegou a altura de sermos crescidos. Já se passaram anos, bolas. Os complexos devem ser enterrados nas covas fundas da História e devemos partir para a paridade, igualdade e fraternidade sem medos, sem falsos obstáculos ou moralismos.
Eu penso que neste momento de Crise Mundial, que afectará todos os países, uns mais que outros é certo, as sinergias podem ser benéficas para estes dois países, estes dois povos. O Mundo Lusófono deve ser uma Unidade dentro da identidade de cada um. As regras, claras, devem ser respeitadas.
Mas não façamos mais uma tempestade duma pequena chuva molha tolos.

Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Botas voadoras

Se todas as Botas Voassem



Chegaram-me estas imagens por mail.

Ao vê-las várias ideias me passaram pela cabeça, assim numa forma de pensamento desencadeado. Com umas gargalhei, outras sorri e com outras quase chorei.

Chorei ao recordar-me da História do Gato da Botas, porque isto me levou ao tempo de criança, ao tempo em que eu se calhar acreditava no Pai Natal e que o sol quando nascia era para todos e outras coisas mais assim.

Sorri quando pensei que isto seria uma boa forma de reciclar certos objectos, criar uma nova profissão ou um novo desporto que seria a finta ao objecto voador bem identificado mas desprevenidamente atirado.


Gargalhei mesmo foi quando me passou pela cabeça se isto vira moda... e lá se vão as Conferências de Imprensa com as perguntas sempre repetidas passamos a ver os senhores jornalistas a rodopiar a cabeça, qual farol, para ver quem é que será o atirador do dia.

Certo certo é que há botas que deviam voar mesmo mais!



Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Numas ruas eu comento



Um cruzamento de Luanda 6 meses lá atrás petrifico-me a ver a ginástica mental para arranjar uma forma de 'saltar' obstáculos, contornar problemas, driblar montes de chapa que circulam como formigas no carreiro, algumas em sentido contrário que até parece gritam: tirem-me daqui. Um dia vão dizer foi o stress da cidade que fez o Caluanda ser assim como que ele é, mas sei de fonte segura que tem outras cidades que é igual que nem assim. Mas vai fazer mais como então? Ali, as artérias da cidade, não têm mais tempo de ter carrosclerose, só tem mesmo tempo é de saber como criar nova via para ele passar. Só falta mesmo inventar carravião. Mesmo assim eu acho ia haver engarrafamento a meia altura. Olhando aí para baixo eu fico a ver a marginal virar exposição de escultura automobilistica.

Vai haver um dia que a Senhora Governadora, porque é natural do Namibe, vai dizer um basta assim bem alto que o trânsito vai acordar e parece foi regulamentado por decreto de unanimidade.

Mas depois tem ainda outras coisas que por causa das influências se vai perder o termo bicha e se diz que a fila dos carros começa na marginal e quase acaba no Cacuaco, só para dar um exemplo. Qualquer dia não vai dizer que se conduz mas sim que se dirige. Coisas menores para quem tem mesmo que entrar na Maianga e depois chegar no Serpa Pinto, fazendo ali uma bassula só mesmo para complicar.





Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Falando de Saúde ou da falta de



Quatro organismos africanos dedicados à pesquisa da malária - paludismo - foram distinguidos este ano com o Prémio Príncipe de Astúrias de Cooperação Internacional.


A cerimónia de entrega dos prémios realizou-se em Oviedo e os vencedores receberam 50 mil euros.


Pedro Alonso afirmou que a malária «é o paradigma da pobreza», fruto do subdesenvolvimento que caracteriza muitos dos países afectados. Alonso dirige o Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (Moçambique), que foi distinguido pelo Prémio Príncipe de Astúrias de Cooperação Internacional, assim como o Ifakara Health Research and Development Centre (Tânzania), o The Malaria Research and Training Centre (Mali) e o Kintampo Health Research Centre (Gana).
Pedro Alonso defendeu que a malária e a pobreza têm de ser combatidas em conjunto de forma a contribuir para o progresso dos países afectados. Alonso acredita que em 2011 estará disponível uma vacina de primeira geração contra a malária, podendo vir a ser eficaz para entre 30 a 50 por cento dos casos.


Os directores dos centros de investigação consideram que a instabilidade em alguns países africanos é também um dos desafios a enfrentar para a erradicação da malária. Além disso, os parasitas que transmitem a doença desenvolvem resistência aos medicamentos utilizados, o que tem vindo a dificultar o combate. A malária ameaça 40 por cento da população mundial, ocorrendo a maioria dos casos na África Sub-sahariana, onde em cada 30 segundos morre uma criança com menos de 5 anos de idade. A malária é considerada uma doença endémica em 109 países, dos quais 45 localizam-se no continente africano. O relatório anual sobre a malária, apresentado pela OMS (Organização Mundial de Sáude), tem sido objecto de controvérsia. A OMS afirma que o número de casos de malária é menor do que se calculava. Contudo, há quem defenda que os casos em África, onde ocorrem cerca de 91 por centos das mortes por malária, não sofreram alterações significativas. A diminuição dos casos terá ocorrido na Índia, Indónesia, Paquistão e outros países asiáticos, onde há muitos casos de uma variação menos mortal de malária.
Críticas ao relatório da OMS notam que os casos na Ásia terão sido calculados com base em mapas da população e vegetação da década de 1960, sem levar em conta as migrações para as cidades, o desmatamento de consideráveis áreas, o melhoramento na assitência médica e o controlo do mosquito.



Quando a Malária 'regressar' ao continente europeu e a algumas regiões das Americas, em grande parte devido às alterações climáticas, talvez o pensamento do mundo seja outro
Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Notas soltas das notícias

Quarenta e cinco mil contentores de mercadorias diversas aguardam extracção do Porto de Luanda há mais de 60 dias, tempo estabelecido para o desalfandegamento, deu a conhecer ontem, em Luanda, a direcção do Porto de Luanda.
Num encontro realizado com importadores e entidades intervenientes na actividade portuária, que visou abordar a problemática do congestionamento no recinto portuário, a direcção do Porto informou que tal situação cria, entre outros, prejuízos financeiros à empresa.
Informou também que por causa do congestionamento, no Porto de Luanda, trinta e cinco navios, com um total de 270 mil toneladas de mercadorias diversas, estão ao largo da costa aguardando atracar.
Na reunião ficou expressa a necessidade das empresas gestoras de terminais portuários, importadores e outras entidades afins se empenharem mais para o rápido descongestionamento do Porto, podendo manusear as suas mercadorias aos fins-de-semana e à noite.
Constatou-se também que o congestionamento é motivado por dificuldades ligadas à tramitação de documentos inerentes às mercadorias, desalfandegamento e até mesmo de insuficiência de máquinas por parte das gestoras dos terminais.
A Coca-Cola, Golfrate Grupo, Arosfram, Refriango, Cuca, Sonangol e o Nosso Super são alguns importadores grossistas com grandes quantidades de mercadorias por desalfandegar.





Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Uma vez por outra eu comento

Há 20 anos se decidiu comemorar o Dia Mundial da Luta conta a SIDA em 1 de Dezembro. A finalidade é sensibilizar para a luta contra a doença e para uma educação preventiva, de modo a que se unam esforços para que de forma definitiva se pare esta pandemia.
Milhões de pessoas morreram com SIDA. Milhões de pessoas morrem de SIDA. É importante que não morram mais outros milhões.
O dia de hoje é para lembrar todos estes milhões que deixaram de lutar pela causa por causa da SIDA.
20 anos de luta e poucas vitórias conseguidas. O preconceito persiste, a ingenuidade se mantém, o facilitismo está patente, a exclusão social é evidente. A ignorância sobressai.
É necessário que haja muitos 1 de Dezembro para chamar a atenção para a solidariedade, exigir mais meios e mais investigação, para acabar com os monopólios da desgraça e fazer chegar os medicamentos existentes aos desfavorecidos da sorte e do mundo.
É necessário mais 1 de Dezembro para acabar com a ilitracia, pobreza, exploração e para meter nas mentes humanas que os azares não acontecem só aos outros.
Cada batalha ganha significa pôr um muro numa curva do caminho sinuoso que o vírus utiliza para se expandir, no seu silencioso caminhar global.
A SIDA requer politicas fortes e não fogos de artifício que são bonitos no instante e rapidamente desaparecem.
Há uns 33 milhões de pessoas com SIDA, cerca de 2 milhões são crianças e cerca de 95 % vivem nos países subdesenvolvidos.
Os números de Angola começam agora a disparar. As ‘bolsas’ localizadas em zonas fronteiriças podem hoje deslocar-se livremente pelo país. O ‘silêncio’ caminha com elas, iniciando-se agora a fase de ‘ruído’ e daqui a pouco teremos a fase do ‘barulho’. Angola tem todas as condições para ‘parar’ os seus números. Mas é preciso ter uma força hercúlea para fazer da prevenção, da luta contra o estigma, um maior esforço para a detecção precoce, um investimento nos tratamentos. Há que chamar a responsabilidade, própria de cada um, dos políticos aos doentes, e dizer um grande BASTA!

Pensar e Falar Angola

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Uma vez por outra eu comento


As eleições democráticas foram há quase 3 meses. A organização nacional vai-se fazendo. Para uns muito lentamente, para outros rapidamente, demais até. Agora é necessário reorganiizar a sociedade civil e fazê-la actuar na vida do país.

A informação está a melhorar com os novos orgãos em papel que têm surgido, falando-se noutros meios de som e de imagem a aparecer em breve, e com isto melhora-se a organização civil.

Terminada a guerra a sociedade civil tem de ajudar o Estado, tem de contribuir para que este Estado consiga ter capacidade de reconstruir-se, tem de ter capacidade reivindicativa/fiscalizadora.


Por isso saúdo o incío da 2ª Conferência Angolana da Sociedade Civil, fazendo votos para que hája uma verdadeira diferença entre Sociedade Civil e Estado.


A segunda Conferência Angolana da Sociedade Civil debateu hoje, no seu primeiro dia, a questão do mecanismo de coordenação das organizações da Sociedade Civil em Angola, representatividade e legitimidade.

Estão reservados para os últimos dois dias abordagens sobre «O papel do voluntarismo e dos diferentes doadores», «Actividade económica e seu impacto ambiental», «Sociedade civil e a política, eleições, constituição».

foto de FERNANDO NAIBERG
Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...