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terça-feira, 27 de março de 2012

Caminhos de Ferro

Economia
"A linha entre Namibe e Menongue, que envolveu um investimento de 200 milhões de dólares americanos ao longo de seis anos, deverá estar totalmente operacional em Abril, enquanto os 1.300 quilómetros entre o Lobito e Luau, na fronteira com a República Democrática do Congo (RDC), no norte do país, deverão abrir ao tráfego pestimadamente até ao fim do ano.


O plano de Desenvolvimento do Sistema Integrado dos Caminhos-de-Ferro, aprovado pelo Governo, prevê a ligação das três linhas existentes às redes ferroviárias dos países vizinhos, nomeadamente, RDC, Zâmbia e Namíbia.
Assim, o Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) deve ligar-se à Zambian Railways, através de um ramal especial entre a estação de Luacano, no Moxico, e a nova linha de Lumwana, em fase de construção na Zâmbia. O Caminho-de-Ferro do Namibe vai ligar-se à linha ferroviária da Namíbia, partindo da estação do Cuvango, no norte da província da Huíla, numa extensão de 343 quilómetros, até à região de Oshikango, em território namibiano, junto à fronteira com a província angolana do Cunene.
Está ainda em estudo a construção do caminho-de-ferro do Congo, que ligará Luanda às províncias do Bengo, Uíge, Zaire e Cabinda, numa extensão de 950 quilómetros, interligando-se depois com o Chemin de Fer du Congo Ocean, no Congo Brazzaville.
Os caminhos-de-ferro são dos maiores beneficiários do investimento na reconstrução das infra-estruturas de Angola, possibilitado pelas linhas de crédito da China".
Fonte: Jornal de Angola



Pensar e Falar Angola

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Campos de batalha transformados em arrozais

Campos de batalha transformados em arrozais

A primeira fase experimental do projecto denominado "Fazenda agro-industrial do Longa" começou em princípios de Novembro
Fotografia: Carlos Paulino
As extensas pradarias que circundam o rio Longa, no município do Cuito Cuanavale, estão a ser preparadas para o cultivo de arroz em grande escala, conforme um acordo entre o Executivo e a multinacional chinesa “CAMC-Engineering”.
A primeira fase experimental do projecto denominado “Fazenda agro-industrial do Longa” começou em princípios de Novembro, com o lançamento de 25 tipos diferentes de sementes de arroz para determinar qual delas se adapta melhor ao terreno e ao clima da região.
O director provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Francisco Manuel Mateus, disse que o mês de Abril vai ser determinante para o projecto, porque é o período escolhido para a colheita da fase experimental e verificar quais são as sementes vão ser cultivadas nas terras alagadas do rio Longa.
O projecto está avaliado em 76 milhões de dólares e é financiado pelo Governo da China. Na primeira fase vai produzir, a partir do próximo ano, 15 mil toneladas de arroz e gerar mais de 800 novos postos de trabalho na região. A cultura do arroz exige mão-de-obra intensiva, ainda que as “chanas” alagadas facilitem o trabalho.
Francisco Manuel Mateus realçou que as sementes de arroz estão a ser testadas em dois campos distintos, sendo uma na zona completamente alagada e a outra num perímetro de terreno seco, nas proximidades do rio Longa. Os viveiros em terrenos secos estão em grande risco devido à prolongada estiagem que se abate sobre a província do Kuando-Kubango. 
A empresa CAMC Engineering vai explorar o projecto de produção de arroz na Fazenda Agro-industrial do Longa num prazo de cinco anos e depois a propriedade agrícola vai passar para a responsabilidade do Executivo, que deve criar todas as condições para aumentar os níveis de produção de arroz e garantir ainda mais postos de trabalho.
Francisco Manuel Mateus salientou que a Fazenda Agro-industrial do Longa é o primeiro projecto-piloto a nível nacional de produção de arroz em grande escala. O sucesso deste empreendimento vai garantir oportunidades noutras regiões do país, com realce para o aumento do rendimento das famílias camponesas e a promoção do desenvolvimento das comunidades rurais. “Por esta razão é que a sua concretização vai ser uma mais-valia para o desenvolvimento socioeconómico do Kuando-Kubango e o programa do Executivo de combate à pobreza, tendo em conta que o país ainda regista um grande défice de produção de arroz e por isso recorre à importação deste produto, sobretudo da China, Israel e dos Estado Unidos da América”, disse Francisco Manuel Mateus.



Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...