Pensar e Falar Angola
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quarta-feira, 3 de abril de 2024
quarta-feira, 11 de janeiro de 2023
Ondjaki vence Prémio Literário Vergílio Ferreira 2023
Escritor angolano Ondjaki vence Prémio Literário Vergílio Ferreira 2023
O escritor angolano Ondjaki conquistou hoje o Prémio Vergílio Ferreira 2023 da Universidade de Évora (UÉ), devido ao seu contributo para que o português “seja língua de reconciliação” e “de consciência crítica”, revelou a academia alentejana.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2022
quinta-feira, 23 de dezembro de 2021
quinta-feira, 22 de julho de 2021
Ondjaki em Portimão - Algarve-Portugal
Regressa a iniciativa “Verão Azul” e os encontros entre escritores.
No dia
23 de julho, pelas 18h30, Sandro William Junqueira, nascido em 1977, na antiga Rodésia (atual Zimbabué) e residente em Portimão desde 1986, autor de “A Sangrada Família”, apresentará este romance que o conduz para uma adega perdida no meio da serra onde se escutam “mágoas e muitos incêndios da vida”.
Estará à conversa com Ondjaki, autor de “O Livro do Deslembramento”, que nasceu em Luanda em 1977, e que trará a “sua” Luanda vivida por uma criança como uma história de encantar, mas onde paira a ameaça terrível da guerra.
Os livros
de ambos os autores são os mais recentes das suas já vastas -e aplaudidas- obras.
Ao entardecer de um verão que se quer azul, há literatura e palavras para partilhar no Jardim 1º de Dezembro. Junte-se à conversa!
Saiba tudo sobre a iniciativa aqui
https://vivaportimao.pt/.../2265-verao-azul
No dia
Estará à conversa com Ondjaki, autor de “O Livro do Deslembramento”, que nasceu em Luanda em 1977, e que trará a “sua” Luanda vivida por uma criança como uma história de encantar, mas onde paira a ameaça terrível da guerra.
Os livros
Ao entardecer de um verão que se quer azul, há literatura e palavras para partilhar no Jardim 1º de Dezembro. Junte-se à conversa!
Saiba tudo sobre a iniciativa aqui
Pensar e Falar Angola
segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
Ondjaki
O mundo tinha aquele cheiro da terra depois de chover e também o terrível cheiro das despedidas. Não gosto de despedidas porque elas têm esse cheiro de amizades que se transformam em recordações molhadas com bué de lágrimas. Não gosto de despedidas porque elas chegam dentro de mim como se fossem fantasmas mujimbeiros que dizem segredos do futuro que eu nunca pedi a ninguém para vir soprar no meu ouvido de criança.
Ondjaki
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quinta-feira, 19 de junho de 2014
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
sábado, 9 de novembro de 2013
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Prémio Saramago para Ondjaki
"Este prémio não é meu, este prémio é de Angola"
Prémio José Saramago atribuído ao escritor angolano Ondjaki pela obra Os Transparentes. O leitor confronta-se com uma criolização radical da língua portuguesa, diz o júri.
À oitava edição o Prémio Literário José Saramago foi para Ondjaki, escritor e poeta que nasceu em Luanda em 1977, autor do romance Os Transparentes, publicado pela Caminho em 2012 e que é um retrato de Angola.
O prémio foi esta terça-feira anunciado na sede da Fundação José Saramago, na Casa dos Bicos, em Lisboa. Numa cerimónia em que a poeta angolana Ana Paula Tavares, e um dos membros do júri, fez o elogio do autor e da obra distinguida.
"Este prémio não é meu, este prémio é de Angola." Foi assim que Ondjaki agradeceu o prémio, no valor de 25 mil euros.
Instituído pela Fundação Círculo de Leitores, o prémio, que é atribuído de dois em dois anos, distingue uma obra literária no domínio da ficção, romance ou novela, escrita em língua portuguesa, por um autor com idade não superior a 35 anos à data da publicação do livro, e cuja primeira edição tenha saído em qualquer país lusófono.
Na acta do júri, Ana Paula Tavares escreve que com Os Transparentes "o escritor angolano cumpre o que há muito se anunciava: a construção de um grande livro fiel a linhagens literárias mais antigas e que pode ler-se na travessia das linguagens de cada um".
"A língua portuguesa ganha o tom, liga todas as mensagens, renova-se sem concessões e aparece fresca e milagrosa como as águas à solta do rés-do-chão do lugar central do romance", acrescenta ainda Ana Paula Tavares, para quem este é um livro de maturidade do autor. "O seu encanto pela infância continua presente, mas já estamos no registo adulto do olhar crítico e mordaz que é lançado sobre o tempo, a História e as respetivas legitimações políticas. A ironia e o humor continuam a caracterizar a escrita de Ondjaki, tornando a leitura de Os Transparentes muito fluida e agradável, sobretudo quando o romance obriga o leitor a se confrontar com uma criolização mais radical e criativa da língua portuguesa."
O júri do Prémio José Saramago foi, também nesta edição, presidido pela directora editorial do Círculo de Leitores, Guilhermina Gomes, e composto ainda pela escritora e académica brasileira Nelida Piñon; pela poeta e historiadora angolana Ana Paula Tavares; pela "presidenta" da Fundação José Saramago, Pilar del Río, e pelo poeta e escritor Vasco Graça Moura. Por escolha da presidente Guilhermina Gomes, integraram também o júri Manuel Frias Martins, Maria de Santa Cruz e Nazaré Gomes dos Santos.
Para Maria de Santa Cruz, Os Transparentes "é um romance experimental, de original e criativa estruturação que se espelha, em mise en abîme, na narração, convocando os mais diversos tipos de discurso".
Nas edições anteriores, o Prémio José Saramago foi atribuído aos portugueses Paulo José Miranda, por Natureza Morta, em 1999, e José Luís Peixoto, porNenhum Olhar, em 2001. À brasileira Adriana Lisboa, Sinfonia em Branco, em 2003, aos portugueses Gonçalo M. Tavares, Jerusalém, 2005, Valter Hugo Mãe, O Remorso de Baltazar Serapião, 2007, e João Tordo, As Três Vidas, em 2009, e à brasileira Andréa del Fuego, Os Malaquias, em 2011.
Poeta, prosador, Ondjaki - que significa "guerreiro" em umbundu - visita também a escrita para crianças, o teatro, a pintura e o documentário. Formado em Sociologia, completou o doutoramento em Estudos Africanos em Itália. Distinguido em 2000 com a Menção Honrosa do Prémio António Jacinto pelo seu primeiro livro de poesia (actu sanguíneu), em 2005 obtém o Prémio António Paulouro pelo livro de contos E Se Amanhã o Medo, e o Grande Prémio APE em 2007 por Os da minha Rua.
Em 2010 recebe o Prémio Jabuti (categoria juvenil) com AvóDezanove e o Segredo do Soviético. Ainda no âmbito juvenil, publica A Bicicleta que Tinha Bigodes distinguido com o Prémio Bissaya Barreto 2012 e com o Prémio Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (IBBY do Brasil) 2013.
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quinta-feira, 3 de outubro de 2013
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Os transparentes - Ondjaki
| Esta TERÇA a partir das 18:30h, apareça na Livraria Buchholz para assistir ao lançamento do livro “Os transparentes”, de Ondjaki. … uma conversa algumas leituras alguns autógrafos … Outras datas Dia 15 (Quinta-feira): Porto, Faculdade de Letras Porto (14:30h), sala 201; 16 (Sexta-feira): Porto: participação debate/Colóquio Jorge Amado, às 9:45am (faculdade de Letras, Porto); 17 (Sábado): Vila Real (18h); 19 (Segunda-feira): Matosinhos, Biblioteca Municipal (18h); 20 (Terça-feira): Santiago de Compostela (19h); 21 (Quarta-feira): Coimbra, (18h) autógrafos na livraria “Lápis de Memórias” (Av. Elisio de Moura, 29); 22 (Quinta-feira): Barreiro, Biblioteca Municipal (21h); 23 (Sexta-feira): Loures, Biblioteca Municipal (21h). |
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terça-feira, 22 de novembro de 2011
terça-feira, 8 de novembro de 2011
A bicicleta que tinha bigodes
Sonhei com a bicicleta bem colorida, os da minha rua brincavam com ela, o CamaradaMudo ria muito, a AvóDezanove dizia para termos cuidado para não sermos atropelados por nenhum carro e para não atropelarmos mais nenhum bicho, a bicicleta do meu sonho era bem grande e zunia muito, amarela nas rodas, o quadro e o volante eram vermelhos e os para-lamas assim pretos, só que à frente, um pouco abaixo da zona do volante, ninguém ainda tinha visto: a bicicleta tinha uns bigodes iguais aos do tio Rui... Da mestria incomparável do jovem autor Ondjaki, uma história sem luz elétrica
Pensar e Falar Angola
segunda-feira, 21 de março de 2011
Ondjaki no Chá de Caxinde
domingo, 20 de março de 2011
Hoje às 17.00 horas no Canal Odisseia - Oxalá cresçam pitangas
domingo, 19 de setembro de 2010
Novo livro de Ondjaki - Poesia
Dentro de Mim Faz Sul seguido de Actu Sanguíneo
de Ondjaki
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 128
Editor: Editorial Caminho
ISBN: 9789722121316
Colecção: Outras Margens
*
que língua falam os pássaros
de madrugada
que não a do amor?
escuto a madrugada
– lento manancial de céus.
os pássaros
são mais sabedores.
...
o que cabe numa página
é metade do odor
de cada lágrima por recordar.
não se vê o sangue
não há vestígios de quem espera
o nascimento de uma estrela
oriunda do mar.
o que cabe numa praia
é o olhar daquele que se senta
sessenta segundos
olhando o mar.
não ficam anéis na areia
não ficam pegadas
do que foram os dedos
sôfregos
esgravatando por paz.
...
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Ondjaki - Ynari
Ynari é uma menina com cinco tranças e muita vontade de conhecer as palavras do mundo. Certa manhã, passeando perto do rio, Ynari encontra um homem pequenino, de uma aldeia distante da sua, onde vivem muitos seres pequenos por fora e grandes por dentro, cada um com um dom mágico. Lá existe o velho muito velho que inventa as palavras e a velha muito velha que destrói as palavras. Nessa sua jornada, Ynari também acaba descobrindo que a guerra faz parte do mundo: cinco aldeias da região estão lutando, cada qual por não ter algo que as outras aldeias possuem. Com a ajuda de suas cinco tranças, a menina vai dar aos povos as palavras que enfim lhes faltavam, mostrando que as crianças, com muita magia e ternura, podem mudar as aldeias e as ideias e acabar com todas as guerras. Mas Ynari também tem muito a aprender com essa aventura, como um novo sentido, cheio de magia, para uma palavra antiga: amizade. Em Ynari, a menina das cinco tranças, Ondjaki usa seu talento de poeta e a oralidade do português angolano para falar às crianças sobre as duras marcas que os quase trinta anos de guerra civil deixaram em seu país. Alguns termos típicos da cultura africana são esclarecidos em um glossário ao final do livro. |
...ilustrações de Joana Lira...
Pensar e Falar Angola
sexta-feira, 23 de julho de 2010
O Rosto da Paisagem
A exposição "O Rosto da Paisagem – Uma estrada, dois olhares", composta por 40 fotografias do português Jordi Burch, e com textos do escritor angolano Ondjaki, foi inaugurada segunda-feira, no Centro Cultural Português - Instituto Camões, em Luanda, pelo Presidente Cavaco Silva.
A mostra leva ao público uma viagem de sete noites e um dia às províncias do Bengo, Kwanza-Sul, Huíla, Huambo, Namibe, e Benguela, em busca de materiais visuais, humanos e de escrita.
As fotografias estão expostas em quadros, e os poemas estão à volta das imagens. Os poemas "O bramido quieto de qualquer homem", "O céu adormeceu e era domingo", e "É a palavra sossego", estão escritos nas paredes da sala de exposições do Instituto Camões.
O escritor Ondjaki referiu em declarações ao Jornal de Angola que maior parte das fotos resulta do contacto com as pessoas que a apareceram ao longo dos percursos. Os textos surgem para permitir às pessoas viajarem na companhia das fotos.
Ondjaki disse que a exposição exalta a amizade entre Angola e Portugal, mas sobretudo entre artistas de dois países. O escritor comentou que "o resultado foi muito interessante".
O ficcionista e poeta Ondjaki afirmou que a interacção e o diálogo entre duas artes diferentes é um possível caminho para criar e fortalecer as relações de amizade entre duas nações.
"Este é um exemplo de diálogo que existe entre países de língua portuguesa. Penso que é possível reforçar as nossas relações com projectos que envolvam outros países. Porque não Cabo Verde, Brasil, Timor, Moçambique? Acho que é o princípio de muito mais ligações artísticas entre diferentes culturas, e países", explicou. O fotógrafo português Jordi Burch considerou o trabalho positivo, porque lhe permitiu conhecer uma parte da cultura angolana, e conhecer lugares incríveis.
Jordi Burch disse que teve contacto directo com pessoas muito humildes e enalteceu os costumes das pessoas que habitam as províncias por onde passaram. "Fiquei impressionado com a calma, a energia e a hospitalidade das pessoas. Têm um comportamento muito tradicional e fora do comum", disse.
"Conheci paisagens maravilhosas, próprias para os artistas inventarem. O sul de Angola é fantástico", rematou Jordi Burch.
O fotógrafo anunciou que está a estudar a possibilidade de fazer outros trabalhos com mais artistas angolanos, e pretende conhecer as províncias do Norte de Angola.
As viagens foram realizadas em 2009, e impressão das fotos foi executada em Portugal. A mostra fica patente até o dia 17 de Agosto.
Durante as sete noites e um dia de viagem pelas províncias do Kwanza-Sul, Huíla, Huambo, Namibe, e Benguela, o fotógrafo Jordi Burch, e o escritor Ondjaki tiveram alguns imprevistos.
Ondjaki revelou que a dupla viajou sem prazo e que andou sem era nem beira, a fotografar e a escrever. "Percorremos mais de 2.500 quilómetros a pé e de carro".
Ficcionista e poeta, Ondjaki é doutorado em Estudos Africanos pela Universidade de Nápoles. É membro da União dos Escritores Angolanos. Tem livros traduzidos para o francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, sérvio e sueco. Recebeu uma menção honrosa do Prémio António Jacinto, em 2000, e venceu o prémio literário Sagrada Esperança, em 2004.
Em Portugal obteve o Grande Prémio APE, com o livro "Contos" e recebeu, em 2008, na Etiópia, o prémio "Grinzane for Africa - Young Writer".
Jordi Burch é formado em Fotografia e História de Arte na ARCO. Tem trabalhos em publicações internacionais como National Geographic, Courier International, Playboy Russa e Folha de São Paulo.
Desde 2007, faz parte do colectivo Kamera-photo. A partir de 2008 tem-se dedicado a projectos de autor, como as exposições "Estamos Juntos!", em 2007, "Amor Cachorro", em 2008, "Hasta la Victoria Hernesto", em 2008, "Amor Cachorro", 2009, "Angola Mood", em 2009.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
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