públicos e no reconhecimento do trabalho dos Governos e instituições africanas na adopção das TIC como factor crucial para o desenvolvimento.
Pensar e Falar Angola
Fontes naquele jornal disseram a O PAÍS que gerou-se um clima de crispação entre a direcção do jornal e o jornalista Mariano Brás que reclamou para si a autoria da matéria que acabou por ser premiada como a melhor reportagem do ano.
Segundo relatos de pessoas próximas a Brás, este teria reclamado ainda mesmo durante a realização da gala, dizendo que terá sido ele quem acompanhou de perto toda a cobertura do “Caso Frescura”, como era de resto recomendável na sua qualidade de editor das páginas de crime do semanário “A Capital”.
Por este facto, Mariano Brás terá denunciado o que considera uma atribuição fraudulenta, telefonando para o porta-voz da empresa, Nelson Ventura, a dar conta do facto.
Outras fontes revelaram que o corpo de jurados se terá reunido para analisar o caso, o que terá deixado o director de “A Capital”, Tandala Francisco, embaraçado e com os nervos à flor da pele quando se apresentou na redacção do jornal.
Segundo informações chegadas ao conhecimento deste jornal, a matéria premiada estava assinada por Mariano Brás, havendo outras publicadas em co-autoria. Contactados por telefone por este jornal, José dos Santos e Mariano Brás asseguraram a O PAÍS que tudo estava resolvido no interior da redacção que chegou a viver momentos de algum reboliço.
Há três edições, o jornalista Mariano Brás já havia sido galardoado com o Prémio Revelação pela regularidade na publicação nas páginas de “A Capital” dos crimes que ocorriam em Luanda, recebendo uma viatura como prémio.
Por outro lado, no “Novo Jornal” onde também houve algum debate sobre os critérios seguidos este ano na escolha dos vencedores, os jornalistas questionam o facto de Sebastião Vemba, vencedor do prémio CNN-Português, não ter sido agraciado com nenhum prémio com a sua reportagem sobre a transferência dos moradores da Boavista para o Zango, com quem pernoitou os primeiros momentos no seu novo habitat.
Argumentavam os jornalistas, que na edição anterior o jornalista Ernesto Bartolomeu ganhou o premio principal da Maboque com a sua reportagem sobre a batalha do KuitoKuanavale, igualmente galardoada com o prémio CNN-Português.
As decisões do júri são inapeláveis, mas ainda assim nota-se o facto curioso de em dois mandatos de um júri dominado por profissionais do audiovisual, os prémios mais importante couberam sempre a jornalistas ligados à área, reflectindo de certo modo a composição do corpo de jurados.
Foram sendo recorrentes, de há algum tempo a esta parte, críticas à composição do corpo de jurados do “Prémio Maboque de Jornalismo”, onde a inclusão de jornalistas ainda no exercício de funções poderia configurar uma clara situação de conflito de interesses, pois estaria em causa a transparência de um juízo valorativo de matéria publicada no órgão para o qual trabalham face a outro concorrente.
| Angop | |
| Empresas angolanas galardoadas pela BID em Genebra | |
Genebra - As empresas angolanas WJC-Comércio e Indústria e Estafeta Expresso, sedeadas em Luanda, foram galardoadas segunda-feira com Troféus de Ouro pela Business Initiative Directions (BID), em cerimónia realizada em Genebra (Suíça).
Estas empresas foram seleccionadas pela organização do evento, designado “XXXIV Estrela Internacional de Qualidade de Genebra’2010”, entre mais e setenta de várias partes do mundo, pela qualidade dos seus serviços, implantação no mercado angolano e empreendedorismo, segundo avaliação do júri.
Pelo grupo WJC, criado há cerca de dez anos e que presta serviços nas áreas de segurança electrónica, turismo e entretimento, recebeu o troféu o seu administrador, Waldir José Carlos.
A empresa de serviços de estafeta e transporte personalizado, no mercado há cinco anos e que tem como objecto de trabalho a distribuição de correios a empresas petrolíferas, de construção, bancos, de seguros e telecomunicações, esteve representada no acto pela Sócia-Gerente, Tereza Campos.
Os galardoados manifestaram-se satisfeitos com as distinções, afirmando ser fruto do empenho dos seus trabalhadores com o objectivo de proporcionar serviços de qualidade e contribuir para desenvolvimento económico do país.
O prémio de qualidade do BID, de periodicidade anual, permite as empresas transmitir a cultura da qualidade dos seus serviços e a obtenção de benefícios para conseguir uma imagem internacional positiva para ser transmitida aos seus clientes, trabalhadores, accionistas, autoridades e outras pessoas abrangidas.
O BID intervém nas empresas de diferentes países que, com os seus produtos e serviços, ajudam a fortalecer a liderança que investe na inovação, na tecnologia, formação e nos equipamentos.
Em 2009, Angola foi distinguida com troféus de Ouro e Platina através do Porto do Namibe e Empresa Nacional de Eelectricidade (ENE-EP).
A escolha foi anunciada pela ministra da Cultura de Portugal, Gabriela Canavilhas, e pela Comissão Julgadora do Prêmio, em cerimônia realizada no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa (Portugal). O valor do Prêmio é de € 100 mil, quantia dividida entre os Governos do Brasil e de Portugal.
Aos 79 anos, o brasileiro Ferreira Gullar é o 22º escritor a ganhar o Prêmio. Pelo segundo ano consecutivo, a poesia foi destacada pelo júri; no ano passado, o poeta cabo-verdiano Armènio Vieira foi o nome agraciado com o Camões, sendo o primeiro escritor de seu país a receber a honraria.
Instituído em 1988, pelos governos do Brasil e de Portugal, o Prêmio Camões é concedido anualmente pela FBN/MinC e pelo Instituto Camões, com o objetivo de estreitar os laços culturais entre países lusófonos, premiando seus escritores mais representativos.
O presidente da FBN/MinC, Muniz Sodré, destaca que Ferreira Gullar é um poeta de dimensão internacional. “Ele coloca a língua num patamar de alta superioridade, faz juz plenamente ao Prêmio Camões. Acho que todos nós, professores, escritores brasileiros, só temos a nos congratular com a escolha”, afirmou.
Poeta, crítico, dramaturgo – Prestes a completar 80 anos, Ferreira Gullar é um dos autores mais importantes da poesia brasileira. Nasceu José Ribamar Ferreira, no dia 10 de setembro de 1930, em São Luís, no Maranhão. Entre ensaios, crônicas, poesias e obras para o teatro alguns são destaques em seu trabalho: A luta corporal (1954);Dentro da noite veloz (1975); Poema sujo (1975); Na vertigem do dia (1980); Barulhos (1987); Muitas vozes (1999). O poeta também foi o vencedor, em 2007, do Prêmio Jabuti. É também ganhador, pelo conjunto de sua obra, do Prêmio Machado de Assis, a maior honraria da Academia Brasileira de Letras.
Decisão a portas fechadas
A escolha de cada vencedor do Prêmio acontece a portas fechadas, durante apenas um dia do ano, sem a existência de concorrentes pré-definidos. O critério utilizado pelo júri é a representatividade do trabalho de cada escritor para a língua e cultura portuguesa. Somente após o consenso em torno de um nome por parte dos seis membros da Comissão, o vencedor é anunciado.
Os jurados Edla Van Steen e Antônio Carlos Secchin, do Brasil, e Inocência Luciano dos Santos Mata, de São Tomé e Príncipe, foram os indicados pelo ministro da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, para integrar a Comissão Julgadora. Luiz Carlos Patraquim, de Moçambique, Helena Buescu e José Carlos Seabra Pereira, portugueses, foram indicados pela ministra da Cultura de Portugal. Inocência Mata e Luiz Carlos Patraquim são representantes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Palops).
Lista de ganhadores do Prêmio Camões
1989 – Miguel Torga, Portugal
1990 – João Cabral de Melo Neto, Brasil
1991 – José Craveirinha, Moçambique
1992 – Vergílio Ferreira, Portugal
1993 – Rachel de Queiroz, Brasil
1994 – Jorge Amado, Brasil
1995 – José Saramago, Portugal
1996 – Eduardo Lourenço, Portugal
1997 – “Pepetela” – Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, Angola
1998 – Antonio Candido, Brasil
1999 – Sophia de Mello Breyner, Portugal
2000 – Autran Dourado, Brasil
2001 – Eugénio de Andrade, Portugal
2002 – Maria Velho da Costa, Portugal
2003 – Rubem Fonseca, Brasil
2004 – Agustina Bessa-Luís, Portugal
2005 – Lygia Fagundes Telles, Brasil
2006 – José Luandino Vieira, Portugal/Angola (o autor recusou o prêmio)
2007 – Antonio Lobo Antunes, Portugal
2008 – João Ubaldo Ribeiro, Brasil
2009 – Arménio Vieira, Cabo Verde
2010 – Ferreira Gullar, Brasil

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...