domingo, 31 de maio de 2020
domingo, 24 de maio de 2020
ENTREVISTA COM O DR. JOÃO VIEIRA LOPES
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Pensar e Falar Angola

domingo, 3 de novembro de 2013
sábado, 2 de novembro de 2013
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Há "lobbies" em Portugal para "desestabilizar" Angola
Há "lobbies" em Portugal para "desestabilizar" Angola
Pensar e Falar Angola
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Fernando Pereira Entrevista Mário Palma
MÁRIO PALMA: A SUSTENTÀVEL IDEIA DE VENCER / Novo Jornal / Luanda 2-9-2011
O Novo Jornal (NJ) deslocou-se a Coimbra para entrevistar Mário Palma, o mais titulado dos treinadores angolanos, que levou a selecção portuguesa pela segunda vez na história do basquetebol luso à fase final do campeonato da Europa de basquetebol, a disputar na Lituânia.
Esclareça-se que esta entrevista foi feita durante a primeira fase do campeonato africano de basquetebol a disputar em Madagáscar, e a pedido do entrevistado evitou-se que se fizesse qualquer referência à selecção angolana que defende o título.
NJ- Mário Palma recorda-se o título de 1980, que afinal foi o primeiro de 27 títulos conquistados em Angola, entre os quais seis campeonatos africanos seniores?
MP- Lembro-me perfeitamente desse campeonato africano de juniores em 1980 pelo entusiasmo de jogadores, técnicos, dirigentes e publico que permitiu que Angola conquistasse o seu primeiro campeonato continental, que foi um poderoso incentivo para colocar o basquetebol como a modalidade de maior visibilidade no País. Quem pode esquecer aquela final épica na Cidadela?
NJ- Regressa ao “1º de Agosto” num dos momentos piores do clube no contexto dos campeonatos de basquetebol. Admite que é um desafio com alguns contornos de risco?
MP- Quem anda em competição sabe que há momentos em que se ganha e momentos em que se perde; Faz parte do nosso quotidiano de treinador, e quando temos razões de sobra que o nosso trabalho é sério, é apoiado, é profissionalmente assumido com muitas certezas que ao longo da carreira se tornaram inabaláveis, permite-me aceitar o desafio num contexto que certamente iremos dar muitas alegrias a um clube para quem tenho uma dívida.
NJ- Dívida? Explique lá isso.
MP- Em 2005/6 pela 1º vez em toda a minha vida senti que desiludi todos que comigo trabalhavam, principalmente os jogadores e pessoas do clube com quem tinha grande afectividade. Conjugaram-se uma série de factores desde problemas de saúde, aliado a um desequilíbrio emocional , que não conseguia dar-me uma estabilidade indispensável para um trabalho profícuo e que desse ao clube os títulos que todo o seu empenho na modalidade exigiam.
NJ- Não estará à espera que o seu regresso seja do agrado de todos?
MP- Claro que não, e não seria desejável que isso acontecesse, pois o monolitismo é sempre redutor em todas as vivencias colectivas, e só a divergência e a crítica permite melhorar o nosso desempenho no campo profissional e no nosso comportamento inserido numa sociedade de valores onde a seriedade e a ética tem que ser traves mestras de todo o edifício onde vivemos. Regresso a Luanda disposto a trabalhar e promover algum debate, porque os meus quarenta e cinco anos de Angola atribuem-me responsabilidade que acho que não devo alijar. Não estou disposto a abrir guerras pueris, mas também não estou disponível a que ser alvo de avaliações soezes de carácter, quando a única crítica que tenho que admitir tem que ser fundamentadas pela discordância das minhas opções em jogo, pois sou um técnico qualificado, e digo-o com justificada vaidade que tenho um palmarés que poucos a nível mundial se orgulham de o ter.
NJ- Voltando ao seu regresso ao “1º de Agosto”, que expectativas traz, quando já ganhou no clube tudo que havia para ganhar enquanto técnico?
MP- Costuma ser lugar-comum dizer-se que não se deve voltar ao lugar onde se foi feliz. Nunca devia recusar o convite feito para continuar às pessoas que insistiam comigo para ficar em 2006 e aos que afectivamente estou ligado .O Lutonda dizia insistentemente: “ O Prof não pode sair daqui” e expressava bem o carinho de todos, que eu provavelmente ao tempo avaliei de forma demasiado superficial, mas foi assim!
Quero colocar o “1º de Agosto” no seu lugar de topo no basquetebol angolano e quero ajudar a desenvolver estruturas que ajudem o clube a renovar-se e simultaneamente a formar jogadores, técnicos e dirigentes que o potenciem como o maior clube angolano de basquetebol.
NJ- O Mário Palma está a dar uma entrevista defensiva, sem querer falar do basquetebol angolano, selecção, clube e técnicos, a maior parte dos quais trabalharam consigo enquanto jogadores e começaram consigo como técnicos.
MP- Admita que seria deselegante da minha parte fazer abordagens críticas à FAB, à selecção, a técnicos ou jogadores, isto para me circunscrever aos agentes activos do basquetebol. Tenho as minhas ideias, partilho pontualmente as minhas concepções, mas acho que não é importante para o basquetebol angolano abrir guerras artificiais, autofágicas que apenas beneficiam os nossos adversários e fragilizam o muito de bom que se tem feito no País no domínio desportivo. Penso que por vezes exigir-se-ia à FAB uma melhor política de comunicação, de forma a dar visibilidade a um trabalho esforçado e dedicado do Gustavo da Conceição e seus colegas de direcção.
Conheço três gerações de jogadores ganhadores de Angola, treinei a maior parte deles, naturalmente que tenho que ter opinião, o que não devo é antes de chegar mandar recados, porque isso seria uma prática condenável. Admito sem rebuço que o Olimpio é potencialmente um dos melhores jogadores do Mundo na posição 2, como Lutonda que tem 40 anos e o Carlos Almeida deveriam ter sido convocados para a selecção nacional. Está a ver que não fujo a nada, mas há momentos para tudo, e este é o momento para regressar e trabalhar no propósito de alcandorar o 1º de Agosto aos patamares cimeiros do basquetebol africano.
NJ- E a selecção de Angola? Pensa um dia voltar a sentar-se como timoneiro da selecção?
MP- Sou um profissional de basquetebol, já passei por muito sítio, por isso nunca ponho de lado a hipótese de novos desafios ou repetir situações vividas com sucesso. Neste momento tenho um contrato com a selecção portuguesa que termina em Setembro de 2012. A selecção de Angola tem um corpo técnico a trabalhar, por isso parece-me extemporânea a pergunta. “ O Caminho faz-se caminhando” como dizia o poeta espanhol António Machado.
NJ- Na minha opinião já devia ter sido dada a nacionalidade Angolana ao Mário Palma, não apenas pelas suas décadas em Angola, mas também por ter sido obreiro de grandes alegrias que Angola vem vindo a ter em termos desportivos há trinta anos. Que expectativa leva para uma Angola, diferente da que deixou em 2006?
MP- Gostava de ser cidadão angolano, e também partilho consigo a ideia que o mereço, mas isso não me cabe a mim resolver, ou melhor talvez venha a pedi-la, porque afinal sempre aqui vivi e o tempo que cá não vivi, vivia por aqui.
No meu regresso vou gostar de visitar o País todo sem constrangimentos de qualquer ordem. Ir por estrada a locais onde já não vou há mais de trinta e cinco anos e que me marcaram na minha juventude vivida numa Luanda crioula dos anos 50 e 60. Vai ser um complemento excelente do basquetebol e revigorante para mim que sempre quis ver este País em paz e a desenvolver-se como parece acontecer a um ritmo interessante.
NJ- Muito obrigado e felicidades no seu “Reviver o passado no 1º de Agosto”, e fica já aprazada nova conversa no fim da época para uma avaliação.
Fernando Pereira
Hotel Tivoli Coimbra 22/8/2011
Pensar e Falar Angola
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Entrevista ao Novo Jornal de 27-05-2011 a Dalila Cabrita Mateus e Álvaro Mateus
Pensar e Falar Angola
sábado, 5 de fevereiro de 2011
08/12/09 - I - Rui Almeida no Café da Manhã na LAC
08/12/09 - I - Rui Almeida no Café da Manhã na LAC Com José Rodrigues Terça-feira LAC 95.5 FM Luanda Antena Comercial Luanda-Angola Esta semana, o director de informação da Luanda Antena Comercial, José Rodrigues, recebeu pelo Café da Manhã Rui Almeida. Parte I e II
terça-feira, 23 de novembro de 2010
35 entrevistas nos 35 anos de Independência
Pensar e Falar Angola
domingo, 19 de setembro de 2010
Fátima Roque - entrevista ao Económico
“Não tenho ambição de tomar conta do grupo do meu ex-marido”
Ana Sofia Fonseca
19/09/10 08:55
Os empresários portugueses devem ter cuidado em Angola, avisa. É preciso fazer o trabalho de casa.
"Angola é um país que vive em paz e oferece boas condições de investimento a quem souber fazer o trabalho de casa", assegura Fátima Roque. Mas os empresários portugueses têm de ter cuidado, porque Angola "não é um destino fácil". É necessário fazer estudos de mercado e escolher um parceiro adequado ao investimento.
Que contas faz da Angola de hoje?
Já é uma potencia regional e poderá ser uma potência continental. O crescimento económico é excepcional, no período pré-crise global foi o segundo maior do mundo. Este ano, estima-se que cresça entre 7 e 9%.
Mas não tem sido imune à crise.
Especialmente em 2008, teve algumas dificuldades. Não há dúvidas que nós angolanos temos de correr para recuperar o tempo perdido e transformar este tremendo crescimento económico em desenvolvimento.
Angola é uma democracia?
[Silêncio] Se definir democracia como o acto livre de votar, a existência de vários partidos, de uma comunicação social relativamente livre, então Angola é uma democracia. Se definir democracia na esteira de Montesquieu ou Toqueville, Angola ainda não é uma democracia. Para sermos uma verdadeira democracia, precisamos de diminuir as assimetrias sociais. Vivendo em paz, num clima de reconciliação nacional e pós-eleitoral, esperar-se-ia mais dos governantes. Estou convencida que teria sido feito, se não fosse a crise.
Uma nova vaga de portugueses volta a encontrar em Angola o El Dorado.
Na Europa poucos são os países que podem oferecer boas condições, por isso, há a tentação de procurar um futuro melhor. Angola é um país que vive em paz e oferece boas condições de investimento a quem souber fazer o trabalho de casa. Mas os empresários portugueses têm de ter cuidado, não é um destino fácil.
O que quer dizer com "trabalho de casa"?
Refiro-me à necessidade de um estudo de mercado e da escolha de parceria adequada ao investimento. Em qualquer país jovem, e acho muito bem, é fundamental que se promova o empreendedorismo local.
Fala da figura do sócio angolano?
Esse sócio tem de ser adequadamente escolhido, não só em termos da mais-valia que pode trazer ao investimento como também da capacidade de abrir portas, do conhecimento da realidade angolana.
A crise vai continuar a assolar o mundo?
Espera-se que o pior período já tenha passado, se bem que as últimas estatísticas indiquem um certo pessimismo e levem a pensar duas vezes se esta recessão em vez de ter a forma de "V" não terá de "W".
Tem quantos netos?
Uma menina com quatro anos e um menino com seis. Normalmente, vou a casa deles ao final da tarde, à hora do banho. Chego e encontro-os na banheira, com aqueles olhos enormes à espera que lhes conte a história da Mariana. Todos os dias invento um capítulo novo. Também foi assim que eduquei as minhas filhas.
Aos 59 anos, tem a vida pela frente. O que vai fazer dela?
Gostaria que tivesse iniciado a entrevista com esta pergunta. É uma questão que nunca me colocaram, pelo menos, de forma tão directa. Adoraria regressar a casa e trabalhar nos países da África Austral. Usar uma percentagem mínima dos diamantes, essa riqueza que a natureza lhes deu, para criar uma estratégia de erradicação da pobreza. Seria uma organização supra-nacional, com uma espécie de conselho de sábios, figuras notáveis e ex-presidentes que tenham sido defensores da democracia e dos direitos humanos.
Quer transformar diamantes de sangue em diamantes de vida?
Precisamente, transformar diamantes de sangue em diamantes de vida.
Isso não é uma utopia?
Não, a estratégia está escrita. Se nos próximos dois anos não a tiver posto em pé, vou publicá-la em livro. Começaria a implantar na África Austral, mas há países noutras zonas de África que também são produtores e que tanto têm sido ligados aos diamantes de sangue.
África seria mais feliz se não tivesse diamantes?
Gostaria que pudéssemos falar ao contrário. Por que não transformar essa riqueza num bem? Reduzir a pobreza através da educação.
Tem apoiantes?
Já falei com várias pessoas ao mais alto nível em vários países e já tenho alguns apoiantes. O que se pretendia conseguir era dar ao povo africano o que África lhes dá e que até agora tem sido usufruído apenas por uma elite. Falei nesta estratégia ao actual Presidente da África do Sul [Jacob Zuma] e ele a determinada altura disse-me: ‘Tu falas como uma criança, com paixão, com alegria!'.
Os seus olhos brilham.
Eu visto as minhas calças de ganga, ponho os ténis, o meu chapéu e aí vai a Fátima Roque novamente conhecer África com os seus pés. Não tenho ambição de tomar conta do grupo do meu ex-marido - não é por falta de competência, é porque não quero. Nem tenho ambição de fazer parte do governo de Angola. Esta é a minha causa. Não tenho outra ambição.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Cavaco Silva em Luanda a convite de José Eduardo dos Santos
RITA GT em Viana do Castelo
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