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sábado, 27 de maio de 2023

Nelo Carvalho - À Cidade Com Amor


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By João Carlos Carranca at maio 27, 2023 Sem comentários:
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Labels: Benguela, música

segunda-feira, 17 de maio de 2021

404 ANOS DA CIDADE DE BENGUELA






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By João Carlos Carranca at maio 17, 2021 Sem comentários:
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Labels: Angola, Benguela, turismo

sábado, 17 de março de 2018

Acasos e Melomanias Urbanas

ESTE É O CONVITE PARA TODOS OS BENGUELENSES E AMIGOS DE TODO O MUNDO. VENHAM ASSISTIR À CERIMÓNIA DE APRESENTAÇÃO DO LIVRO DE NOEL VILYIANEKE COM A MINHA ASSINATURA, TAL COMO ELE DISPÔS EM TESTAMENTO.
É UM LIVRO SOBRE MELÓMANOS E OUTRAS PERSONAGENS BENGUELENSES. MUITOS DE VOCÊS TÊM LÁ OS NOMES.



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By João Carlos Carranca at março 17, 2018 Sem comentários:
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Labels: Benguela, livros, Luis Kandjimbu

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Benguela - 400 anos

O município de Benguela, sede da província com o mesmo nome, assinala no dia 17 de Maio, quarta-feira, os seus 400 anos de existência, desde a sua fundação em 1617, por Manuel Cerveira Pereira.Em entrevista à Angop, por ocasião a data, o administrador municipal, Leopoldo Muhongo, considerou Benguela uma das melhores cidades de Angola para se viver, independentemente das dificuldades resultantes da crise económica que o país atravessa actualmente, visto que oferece uma qualidade de vida de topo e um sector da saúde com algum sentido de humanização.
Segundo o administrador, o município continua a elevar as taxas de inclusão, formação académica, alfabetização, realizando projectos que estimulam no domínio da habitação, um fornecimento de energia e água, com algum constrangimento, mas de forma regular faz acontecer e circular a cidade.
Deu a conhecer como principais actividades, a prestação de serviço como maior forma de ocupação da população, para além do sector das pescas e um crescente surgimento de iniciativas no sector da agricultura.
Leopoldo Muhongo afirmou que, de acordo com os dados do Censo, o município controla uma população de aproximadamente 600 mil habitantes e 52 porcento deste número são mulheres, verificando-se ainda uma forte predominância da população jovem nesta composição populacional.
Apontou que, o sector da Educação teve um crescimento significativo fundamentalmente desde do alcance da paz que permitiu a construção de um conjunto de salas aulas e de escola novas que albergam muitas criança e melhorou-se também a qualidade da informação com as condições colocadas ao dispor dos professores.
Sem avançar dados comparativos, referiu que o município controla actualmente 174 escolas, destas 89 públicas e 47 comparticipadas que é o responsabilidades dos sector do estado e privado, mas são tuteladas por igrejas e 38 escolas privadas que no total albergam 2. 310 salas de aula.
“Mas ainda existe défice, só no ensino primário há necessidade de construção de 100 salas por ano, nos próximos 8 a 10 anos”, disse Leopoldo Muhongo afirmando no ano lectivo 2017 foram matriculados 11. 578 alunos na iniciação, 130.230 no ensino primário, 32.372 do primeiro ciclo, 35 mil e 56 no segundo ciclo e 775 no ensino especial e 8.837 alunos no processo de alfabetização.
Referiu que, no sector do ensino superior, o município registou um crescimento desde o alcance da independência, foi possível a implantação da Univerdade Katyavala Bwila com diversos cursos e três politécnicos do sector privado (Instituto Superior Politécnico de Benguela, Jean Piaget e o Maravilha) que oferecem o produto muito diversificado em áreas do saber para que os jovens possam aumentar os seus níveis de competências que se colocarem numa melhor condição.
Quanto ao sector da Saúde, o administrador afirmou que o município conta com um hospital municipal, com cerca de 80 camas para internamento, serviços pediátricos e beneficia de um hospital regional, um centro oftalmológico de referência a nível nacional, com postos médicos distribuídos pelas zonas e que permitem garantir alguma forma de assistência directa a este cerca de 600 mil habitantes.
Reconheceu que, o sistema de saúde vai registando alguma pressão muito forte, uma vez que conta com 28 médicos, sendo cada 10 médicos para 10 mil habitantes e vai trabalhando para aproximar cada vez mais os serviços as populações, levando atenção a mulheres gestantes as salas de parto mais próximas das comunidades e para que os centros e hospitais municipais tenham maiores capacidades.
Apontou ainda no sector da Saúde, a existência do centro de hemodiálise como um dos grandes ganhos do município, porque é um tratamento específico que levou muitos angolanos a imigrarem pelo mundo e pagarem custo muito mais elevado e actualmente há a possibilidade no município dos doentes poderem minimizarem as suas dificuldades diárias.
“Estamos a trabalhar também para sermos mais competitivo em assistência a população e isto deve ser combinado com o factor saneamento básico, quanto mais nos prevenirmos menores quantidades de pessoas teremos doentes com malária e as doenças respiratória, diarreicas agudas”, disse o administrador reforçando o contínuo trabalho na prevenção, assistência médica e medicamentosa quer na quantidade de médicos e fármacos essenciais para as populações.
No sector da Energia e Águas, o responsável referiu que há a malha eléctrica continua a crescer muito, neste momento implementa-se um projecto na linha de financiamento da China, que vai permitir provavelmente até Agosto deste ano ter mais 12 mil ligações, destas mil e 500 domiciliares, fundamentalmente para a zona pré-urbana, que nunca teve energia.
Para além da energia ao domicílio vai-se também trabalhar na iluminação pública para elevar os níveis de segurança nas populações e facilitar o trabalho de patrulhamento da polícia e assim dar mais dignidade e responder de forma pontual algumas carências que as populações vão passando.
Realçou que, no sector das Águas, o nível de cobertura ainda não é satisfatório considerado médio alto, porque nos pontos urbanos mais distantes consegue-se fazer abastecimento de água potável, quer ao domicílio e nas zonas por via de chafariz devidamente contabilizada.
“Mas há que trabalhar para os ponto mais distante onde ainda não conseguimos chegar e os resultados para os furos têm estado a dar água muito salobra e o nível de tratamento é muito oneroso, estamos a trabalhar para encontrar outras soluções”, disse.
Quanto o sector da agricultura, sem apontar dados, o responsável disse que registou-se um crescimento na produção de produto diversos para o mercado local e nacional fundamentalmente para a capital do país, derivado de uma grande recuperação do vale do cavaco e empregar mais pessoas.
No sector das Pescas, Leopoldo Muhongo, salientou que o município tem as suas áreas devidamente distribuídas, sendo a pesca e produção sal, feita em particular no município da Baia-Farta, onde esta a beneficiar nesta altura de um dos maior investimento no sector na zona da Caota, com uma capacidade de congelação e captura de pescado muito elevada, que nos próximos tempos será uma referência obrigatória.
“Estamos a trabalhar também no seguimento da indústria, na perspectiva de continuarmos a atrair muito mais equipamento de serviço para Benguela, empresas e indústria novas e gerar muito mais emprego mas também para atender a juventude, visando dar respostas aos anseios da população.
O administrador considerou que Benguela depois de todo conflito que viveu de um êxodo rural muito forte, é aquele que mais recebeu populações, acerca de 50 anos atrás, visto que era 47 mil habitantes, hoje possui 600 mil habitantes, uma taxa de crescimento assustadora.
Quanto aos desafios, frisou que Benguela precisa com muita urgência resolver os problemas de base que estão ligados ao saneamento, trabalhar muito na melhoria linhas de águas para se ter um sistema urbano a funcionar com redes de águas residuais e fluviais devidamente alinhadas.
“Quando chove em Benguela é sempre um problema, quer no centro urbano como na sua preferia, e este trabalho vai nos permitir muito mais eficiência em investimento que fazermos em estradas, porque se as infra-estruturas estiverem bem feitas o nível de degradação de consequência pluvial é muito menor”, disse.
O município de Benguela tem como limites geográficos, a norte o município da Catumbela, a sul da Baía-Farta e Caimbambo, sudeste Bocoio e oeste o oceano atlântico, com 76 bairros e cinco povoações, seis zonas administrativas.
A 17 de Maio de 1617, Manuel Cerveira Pereira, governador de Angola entre 1615 e 1617, fundou a Baía de Santo António. Essa data passou a ser considerada como data de fundação da cidade de São Filipe de Benguela.
Em 1641 a cidade foi tomada pelos holandeses e a população teve de se refugiar no interior, a cerca de 200 quilómetros do litoral. Sete anos depois, em 1648, Benguela foi libertada e desde então passou a ser porta de passagem para o interior e a região desenvolveu-se muito.
Em 1705 e uma esquadra francesa destruiu a cidade quase completamente, mas entre 1710 e 1755 os benguelenses reconstruíram-na, as construções eram rudimentares, sendo a Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, a primeira construção de pedra e cal.
O município de Benguela tem dente outros, como pontos de referência turística, a praia morena, o largo da Peça, o Museu de Arqueologia e as igrejas do Pópulo e da Sé Catedral.

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By João Carlos Carranca at maio 17, 2017 Sem comentários:
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Labels: Benguela

terça-feira, 27 de maio de 2014

Recordações de Benguela

A 1ª é uma equipa de Futebol da Escola Industria e Comercial de Benguela

“  2ª “     “           “        “          “        do Sports Clube Portugal de Benguela

“  3ª “     “           “         “          “         “    Sport Benguela e Benfica (Carlos Martins é o mais pequenino)

“  4ª  “     “           “         “          “         “    Sports Clube Portugal de Benguela (juniores)
“  5ª  são as equipas de Basquetebol  do Liceu de Benguela e da Escola Industrial e Comercial de Benguela, com o respectivo Reitor do Liceu , também o Diretor da Escola, o professor de Educação Física da Escola e várias outras pessoas, como um dos irmãos Matos, o Cadete, o Tadeu, os Comandantes de Castelo  Abel Augusto Bolota (em cima) e o Mário Frota (em baixo) .




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By João Carlos Carranca at maio 27, 2014 Sem comentários:
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Labels: Benguela

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Celebrar - BEFORE CRUSH | CUBE RECORDS Angola 2014

Celebrar - BEFORE CRUSH | CUBE RECORDS Angola 2014


Celebrar - BEFORE CRUSH | CUBE RECORDS Angola 2014



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By O Toke É Esse at fevereiro 21, 2014 Sem comentários:
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Benguela - Luena CFB em Abril

ARAIL

O comboio apitará em Abril no Luena, segundo anúncio dodiretor comercial do Caminho de Ferro de Benguela (CFB), Aquiles de Carvalho e da competência da ”China Railway 20 Bureau Group Corporation”,com recurso a uma linha de crédito da China. a caminho da Zâmbia e do Congo,  bem falta faz…
Luanda, 11 jan (Lusa) – O diretor comercial do Caminho de Ferro de Benguela (CFB), Aquiles de Carvalho, anunciou hoje que até 30 de abril o comboio deverá chegar até ao Luena, capital da província angolana do Moxico.
Citado pela agência angolana Angop, o responsável esclareceu que a primeira deslocação de uma locomotiva da empresa ao Luena vai ser uma viagem experimental e enquadrar-se-á no programa de alargamento das rotas da companhia.
Aquiles de Carvalho adiantou que a empresa começou no início deste mês a fazer viagens experimentais entre o Lobito e o município do Kuito, província do Bié, e vice-versa.
O comboio do CFB faz a carreira comercial entre Lobito e Huambo todas as terças-feiras e o sentido inverso às quintas, transportando pelo menos 250 passageiros e ainda mercadorias, acrescentou o diretor comercial.
A circulação ferroviária neste troço foi retomada em agosto do ano passado, ao fim de 27 anos de interrupção devido à guerra.
No final de novembro, o ministro dos Transportes angolano anunciou que a ligação ferroviária entre Benguela e a fronteira com a Zâmbia deverá concretizar-se em 2012.
Augusto Tomás disse na altura que o Governo angolano espera que a República Democrática do Congo e a Zâmbia “façam o seu trabalho”, para haver “conexão entre as linhas ferroviárias”.
Com 1.301 quilómetros de linha e mais de 107 anos de existência, o Caminho de Ferro de Benguela (CFB) atravessa todo o País e é a única ligação ferroviária da África Central ao Atlântico.
A reabilitação do Caminho de Ferro de Benguela está a cargo de uma empreiteira chinesa, a “China Railway 20 Bureau Group Corporation”, com recurso a uma linha de crédito da China.
Esse crédito, inicialmente avaliado em 200 milhões de dólares (150 milhões de euros), possibilitou a aceleração da reabilitação total da via férrea.
O plano nacional ferroviário prevê a reparação de locomotivas e pontes, a substituição de travessas, a requalificação de estações e desminagem.
http://noticias.sapo.mz/lusa/artigo/13602711.html



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By João Carlos Carranca at janeiro 12, 2012 Sem comentários:
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Labels: Benguela, CFB, Luena

terça-feira, 17 de maio de 2011

Benguela - 394 anos



Angop
Governador de Benguela, Armando da Cruz Neto
Governador de Benguela, Armando da Cruz Neto

O governador provincial de Benguela, Armando da Cruz Neto, felicitou aos munícipes de Benguela por ocasião do 17 de Maio, data que a cidade assinala o 394º aniversário da sua fundação.  
 
Numa nota chegada nesta segunda-feira à Angop, o governador exprime em seu nome e do governo as mais vivas felicitações, extensivas às autoridades civis, eclesiásticas e tradicionais.
 
Para ele, as celebrações do aniversário da cidade ocorrem numa altura em que novos ingentes desafios se colocam, nomeadamente no que toca a espaço verde, higiene e saneamento do meio, iluminação pública e domiciliar, regularização dos acessos aos bairros e periferia, fornecimento de água potável e outros.

O governante solicitou ainda dos munícipes na colaboração das tarefas a prestar, visando o seu encaminhamento e posterior solução, avançando que tal só será possível num ambiente de franca união, debate aberto e responsabilidade na execução das tarefas.
 

Armando da Cruz Neto exortou que o 17 de Maio se converta num momento de reflexão, de reforço da unidade entre todos os extractos da sociedade civil benguelense, a bem do êxito das acções escritas no programa de desenvolvimento social e económico desta parcela do território nacional.
 
A cidade de Benguela foi fundada a 17 de Maio de 1617 por Manuel Cerveira Pereira, responsável pela criação do Forte de São Filipe, em homenagem ao rei Filipe de Espanha.
 
Do ponto de vista socio-económico, Benguela é rica em recursos naturais. 
 
A província de Benguela, que tem a capital com o mesmo nome, está situada no oeste de Angola com 2.100 km² e tem cerca de um milhão de habitantes. É limitada a norte pelo município do Lobito (o mais populoso, cerca 1. 200. 000 habitantes) a este os municípios do Bocoio e Caimbambo, a sul, com o da Baía-farta e o oeste com o oceano Atlântico.
 
O município de Benguela tem seis zonas com estatuto de comuna, nomeadamente, Zona A, B, C, D, E e F.
 




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By João Carlos Carranca at maio 17, 2011 Sem comentários:
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Labels: Benguela

sábado, 4 de dezembro de 2010

2º Grande Prémio Internacional de Motocross - Benguela

Duas ambulâncias Todo terreno para atender aos casos de emergências médicas durante a realização hoje do 2º Grande Prémio Internacional de Motocross foram destacadas para o circuito do Complexo Agrário do Kaviombo, em cuja pista vão correr os melhores pilotos de Angola, África do Sul, Botswana e Namíbia.
 
A informação foi dada à imprensa por Tânia Areias, representante do complexo agro-pecuário do Kaviombo, promotora do também designado troféu “Guigo Sampaio” em saudação às festividades do 35º aniversário da Independência Nacional e dos 54 anos do MPLA, que se assinalam no próximo dia 10.
 
A responsável sublinhou que ainda estão em prontidão um posto médico e uma equipa de efectivos dos Bombeiros e da Polícia Nacional, para poder intervir caso se registe algum acidente envolvendo tanto os pilotos, quanto os espectadores.
 
Tânia Areias chamou à atenção dos automobilistas que vão ao Kaviombo para que cumpram as normas de segurança rodoviária por meio da redução do consumo de bebidas alcoólicas de modo que não excedam os limites de velocidade estabelecidos pelas autoridades policiais.
 
Segundo ela, todas as medidas de segurança indispensáveis ao sucesso da prova foram tomadas pela organização que desta forma espera por uma boa colaboração do público.
 
Igualmente falou dos benefícios da prova para a promoção do turismo rural, já que largas centenas de pessoas, sobretudo jovens, deverão sair da cidade para ir ao interior para melhor conhecer os recantos naturais.
 
A esse propósito, revelou a existência no complexo de uma zona com condições para campismo e "como o Chongoroi dista a 150 quilómetros da cidade de Benguela, a organização coloca à disposição autocarros junto à Praça 1º de Maio para apoiar a ida e o regresso dos aficcionados pelo motocross", frisou.
 
Alertando às pessoas que pretendam pernoitar no complexo para levarem tendas para montar na zona de camping, a interlocutora salientou que a actividade está também aberta àquelas pessoas interessadas em expôr produtos diversos ou abrir barracas de comes e bebes nos arredores do circuito.
 
Desejou que o GP Internacional seja sempre realizado, porque é uma homenagem póstuma à Guigo Sampaio, falecido em 2008 quando tinha 10 anos de idade, altura em que se notabilizou na cidade de Benguela como motociclista amador que pilotava com frequência, habilidade e mestria motos de quatro rodas.
 
“Não só pela ligação familiar que ele teve connosco mas pelo carinho que dedicava ao motociclismo, decidimos mantê-lo vivo no mundo dos desportos através da criação deste troféu Guigo Sampaio”, finalizou.
 
Dezassete pilotos em representação de Angola, África do Sul, Botswana e Namíbia já confirmaram presença no 2º Grande Prémio Internacional de Motocross na categoria de motos de duas rodas, para além de outros quatro em moto de quatro.




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By João Carlos Carranca at dezembro 04, 2010 Sem comentários:
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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Casa do Gaiato de Benguela

In "Jornal do Gaiato", coluna de Benguela, pelo Padre Manuel António
"VISITA
Tivemos , há dias, a visita do Sr Ministro da Assistência e Reinserção Social. Foi um encontro familiar. Ao longo da nossa conversa, falámos da abundância de filhos da rua. A causa principal é de ordem familiar. Não podemos separar o problema da criança abandonada do problema da família. Há uma tremenda falta de responsabilidade da parte dos pais. Os filhos são gerados. O pai biológico abandona com frequência, a criança no ventre da mãe e desaparece. São raparigas, adolescentes e muito jovens, facilmente seduzidas ou oferecidas, sem o mínimo de maturidade para assumir tão grande responsabilidade. As vítimas mais inocentes são as crianças. Não há quem as defenda! Estamos na presença da violação flagrante dum direito humano destes filhos. A autoridade permanece indiferente. Ao falar, desta maneira, tenho a consciência de que não se trata dum problema fácil de resolver. Porém, é necessária uma intervenção decidida das forças vivas da sociedade civil, em primeiro lugar. O ambiente de silêncio que se verifica favorece a prática destes crimes.
Estes filhos têm a porta aberta para a rua. Enquanto são pequeninos, vão recebendo o carinho natural do coração da mulher que os gerou. À medida que vão crescendo, os problemas vão surgindo, como é natural. Falta-lhes o amparo do pai e da mãe responsaveis. O desiquilíbrio revela-se. A rua é o espaço físico e humano tentador. A instabilidade social te, aqui, uma das suas fontes. Por isso, é preciso dedicar muita atenção a este problema das crianças geradas fora da família constituida sem estabilidade. Somos testemunhas vivas desta mensagem. Pedi ao Sr Ministro que alargasse e abrisse o seu coração ao mundo destes filhos, na tentativa de encontrar as sugestões e respostas mais adequadas. Entretanto, aguardamos a hora de poder acolher os mais necessitados. Basta-nos, apenas, que se cumpra a promessa dos empregos para os que devem sair para a sua autonomia. São momentos aflitivos, para afinar cada vez mais a nossa esperança.
No coração destes, dos vossos e de todos os filhos, há pérolas verdadeiramente preciosas. É preciso quem os ajude a descobri-las e a pô-las cá fora. O dinamismo participativo é a forma mais acertada. É o trabalho principal do educador.
Costumamos dizer a quem nos visita: o que está bem feito é obra deles; o que está mal feito é obra deles, também. É uma forma de traduzir a mensagem que Pai Américo gravou para as gerações presentes e futuras:"Obra de rapazes, para Rapazes, pelos Rapazes". É uma porta estreita, aberta para o caminho duro, difícil, mas seguro, que leva à meta mais próxima do ideal que todo o pai e educador devem perseguir. A mãe com a ternura que lhe é peculiar tem a fogueira que irradia o calor humano de que necessita o coração dos filhos.
A visita do Sr Ministro terminou com a entrega de alguns bens para a nossa casa. Levou, com certeza, no seu coração, o bem maior do amor gratuito, gerador destes filhos que, como os outros, são a maior riqueza de Angola."
Desde que conheci o meu sogro, também ele Manel António, que ouvi falar do Padre Manel António da Casa do Gaiato de Benguela. Lutaram e trabalharam juntos nesse projecto. Despediram-se quando ambos sabiam que um dos dois, enfermo, estava definitivamente de partida. Nunca nos cruzámos. De quando em quando falamos ao telefone. Pelo que fui ouvindo adivinho-lhe por volta de 80 anos mas o que sempre me surpreende é a energia, a vivacidade, o entusiasmo e a perseverança que põe no que projecta e acredita, mesmo nos dias e nas épocas mais dificeis nos mais de 40 anos que leva de Casa do Gaiato de Benguela.
Hoje, porque sim, apeteceu-me partilhar a coluna que escreve quinzenalmente no "Jornal do Gaiato" convosco. Às vezes, depois de o ouvir ou de o ler acredito que é por lá que acabarei os meus dias ...


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By João Carlos Carranca at maio 12, 2010 5 comentários:
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Mercado novo em Benguela




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By João Carlos Carranca at novembro 23, 2009 Sem comentários:
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Labels: Benguela, comércio

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Estádio de Benguela

Mais ou menos assim me apetecia ir visitar as obras dos estádios para o CAN2010.
Hoje visito o Estádio de Benguela, apenas assim chamado, com capacidade de 35000 lugares.
É 0 segundo maior do torneio e aberto dum dos lados para que ali sentado se posso usufruir da espetacular vista para o mar.
É como ele vai ficar lá para os lados do mês de Novembro: simplesmente bonito.


fotos de Louise Redvers
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By João Carlos Carranca at setembro 16, 2009 Sem comentários:
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A nova ponte 4 de Abril



O Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, inaugurou hoje a nova ponte sobre o Rio Catumbela, que vai ligar as cidades do Lobito e Benguela.

Teve um custo de 27 milhões de euros.

A inauguração da ponte, baptizada Ponte 4 de Abril, alusiva à data da assinatura dos acordos de paz de 2002, que pôs fim à guerra em Angola, decorreu na presença de milhares de pessoas.

O director-geral do Instituto Nacional de Estradas deAngola (INEA) informou que a ponte 4 de Abril tem um comprimento de 438 metros, englobando dois viadutos de acesso e a plataforma sobre o rio, com 170 metros, contando ainda com duas faixas de rodagem em cada direcção e um passadiço para peões.

Joaquim Sebastião considerou a obra como "de grande importância na rede fundamental de estradas do país" porque permite a ligação sem entraves entre várias províncias do país, como sejam Luanda, Benguela, Huambo e ainda as do sul, como Huila e Namibe.

A conclusão da empreitada, que se realiza sobre o rio Catumbela era há vários anos esperada e vai facilitar o tráfego rodoviário entre Benguela e Lobito e tinha a sua inauguração prevista para 1 de Julho, altura em que ficou concluída.

A construção da ponte teve início em Maio de 2007, envolvendo uma mão-de-obra de 400 trabalhadores entre angolanos e estrangeiros.

Em declarações aos jornalistas, Rita Monteiro, do Instituto de Soldadura e Qualidade de Portugal, entidade fiscalizadora da obra, considerou que foram cumpridas todas as etapas de construção previstas com a qualidade exigida.

Para testar a segurança da ponte, a empresa procedeu à colocação de 18 camiões, com 30 toneladas cada um, em cima da estrutura.


fotos de Semanário Angolense e Angola in
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By João Carlos Carranca at setembro 10, 2009 Sem comentários:
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quarta-feira, 22 de abril de 2009

De Benguela para a Gabela…

aproveitando a oportunidade e a disponibilidade para colaborar neste blog, enquanto não entra em nome próprio, eis a primeira crónica de Helena Magalhães, chegada por e-mail.


por Helena Magalhães

 

O fim de semana prolongado da Páscoa, precedido de um compromisso profissional em Benguela,  foi aproveitado para nova incursão naquelas paragens e, no regresso, uma visita à Gabela, a terra dos cafezais  que, segundo informação espúria, estariam em período de floração. 

As flores já se tinham transformado em pequenos bagos verdes, não imediatamente visíveis aos olhos de quem não conhece  o arbusto cafezeiro, de modo que após minuciosa busca lá se percebeu  que estávamos em presença de vastas plantações de café, de um e de outro lado da estrada. O mar verde de onde se erguiam imbondeiros, bananeiras, e um nunca mais acabar de troncos, ramos e folhas numa algazarra de passarada, flores garridas e frutos  “desconhecidos” – a  diversidade  não aproveita à ignorância de visitantes bio-analfabetos  - era afinal o demandado cafezal.  A estrada da Gabela é um espécie de  pesponto ziguezagueante na vastidão da paisagem verdejante, espampanante  no exagero de tons e viços, espelhada no azul prateado do rio que se esgueira por palmares e lagoas, e onde aqui e ali se arredondam aldeias de cubatas e de adobes. Estas, como as da vila,  de casas vermelhas da cor da terra, colmadas ou com telhado de zinco, encarrapitadas nos morros em cascata, assim a  lembrar o  presépio,  humildes  na singeleza dos cómodos e dos haveres. Maravilha para quem vê, é um espanto, dureza para quem lá vive, dá que pensar, mas que não se adivinha no vaivém colorido das gentes e na garridice da catraiada. Dir-se-ia que de tão pouco ter esta gente com pouco se contenta, e se entrega em perfeita harmonia ao brilho da luz ,  apesar do sol  inclemente, que se derrama nas cores cálidas da mãe natureza, ela que a todos se impõe e tudo domina.  Enfim, a visão romântica do passante, bem acantonado no ar condicionado, que no devaneio da miragem  se escusa a  pensar nas endemias e apêndice de enfermidades e escassezes que determinam vidas desprotegidas e mortes prematuras. Beleza e ironia….

A meio caminho, paragem nas cachoeiras do Sumbe, imponente espectáculo natural de luz e som, grossas cortinas cantantes de água a esfumear brancura no verde do entorno recortado no céu azul pintalgado de farrapos de nuvens, e o rio segue lesto a reverberar dourados na manhã soalheira.  Ali perto uma aldeia, e o formigueiro do mercado de rua , cabanas e casas de pau-a-pique, outras mais de alvenaria, porém  esconsas,  perene o abandono das gentes  que se afadigam no  frenesim  de acrescentar  às vidas minguadas  o pão-nosso-de-cada-dia.

Benguela, a cidade das acácias rubras, continua esbelta e mal trajada. Belas vivendas do período colonial,  à vista bem  restauradas, bordejam amplas avenidas,  boas enfiaduras, junto à zona ribeirinha, onde um passeio marítimo a pedir  restauro, salvo no pedaço  ocupado  por restaurantes  e esplanadas, tal como os edifícios, os passeios e os jardins de boa parte da cidade reclamam intervenção urgente. E então Benguela será a bela.

Uma volta pela costa, nos  arredores da cidade, levam-nos à linda praia da Baía Azul, enfeitada  de árvorezitas de rendilhada folhagem, extenso areal  perlado de conchas e pequenos búzios onde um mar canelado, esticadinho,  azul e verde  desenha bicos de espuma branca. Tudo é luz, cor e serenidade apenas agitada   pelo pipiar dos pássaros em revoada.  Adiante,  picada fora na vastidão do festival de verdes da paisagem,  assoma-se à aldeia, paupérrima, e porto de pesca da Caota, com destino à Caotinha, pequeno promontório debruçado sobre  uma extensão de mar de crépon  azul  e esmeraldado  a perder de vista. E a vista perde-se em deleites de lavar-olhos-e-enxaguar-alma.  Num repente, enxameiam os meninos da aldeia dos pescadores, olhitos fosforescentes na lengalenga  da  pedinchice  suscitada pela presença de estranhos, estrangeiros,  entretém de graúdos e pequenada num lugar onde não acontece nada.  Na  desvairada beleza da natureza selvagem e dominadora.  Só a pobreza das gentes mora aqui.

 

Luanda, 16 Abril 2009


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By João Carlos Carranca at abril 22, 2009 Sem comentários:
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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Todo-o-terreno: de Luanda à Foz do Cunene (revisto)

Seis províncias, seis maravilhas

O raide TTT (Turismo Todo-o-Terreno) 2008 teve como destino a foz do rio Cunene. O trajecto estendeu-se pelo Kwanza-Sul, Benguela, Namibe, Huíla, Huambo e um pouco de Kwanza-Norte. foi o dar de caras com imagens que fazem desta terra um lugar abençoado. Tudo o que o resto do mundo tem Angola tem. Bem, neve não há, mas no frio de Junho, no Lubango, forma-se uma película de gelo nas superfícies vidradas e nas folhas das plantas. De repente vivemos, com mais beleza, paisagens das que apenas se vêm nos filmes e pela televisão, depois de montadas e enlatadas para nos impressionar. Aqui é tudo ao vivo. É belo, simplesmente. E não há fotografia que faça justiça.

Mas as paisagens não são tudo. Há a gastronomia. Se na costa os mariscos fazem as delícias, cozidos, assados, com ou sem jingungo, a caldeirada de cabrito, os lombis, a batata doce, a cabidela, o lombo de javali e a feijoada, fazem com que nos percamos pelo estômago, no interior do país. A caldeirada de cabrito, não se percebe se pela vegetação que alimenta os animais, se pelo pimento, a verdade é que sofre pequenas variações de região para região, qual delas a mais saborosa? No Namibe, o peixe tem sempre outro sabor, como o reservado apenas aos deuses.

Há a ternura grátis no olhar das crianças das aldeias e vilas, como se toda a gente fosse família. Ficou longe, para trás, a imagem de crianças andrajosas e subnutridas com que Angola era reconhecida. Eram imagens a pedir uma oportunidade. Uma oportunidade de paz. A que hoje nos permite correr o país e tornar mais estreito o abraço às suas diversidades.

Por favor, asfalto não

Os 19 carros da caravana 
raide ttt (Turismo Todo-o-Terreno) que juntou angolanos e portugueses, jornalistas, políticos e militares (o chefe do estado maior da força aérea portuguesa também participou), percorreram uma extensão de 4500 km. Havia um rádio em cada automóvel (Nissan Hardboby) e, de repente, as reclamações começaram no trajecto Luanda-Benguela. Onde estava afinal o tal de todo o terreno? 600 km de asfalto, que brincadeira é essa? Pois, as estradas que até há dois anos pareciam coadores que nos passariam para lá da vida estão agora a vestir-se de preto liso. É bom para tudo menos para aventureiros… irónico, este sentimento de que para apanhar buracos é agora uma aventura. Adiante. Mas atenção que isso não é em todas as estradas do país. Há ainda muito por fazer. Foi numa estrada rota que seguimos de Benguela ao Namibe, antes que se fosse trocar também. Depois do Dombe Grande, foi o deslumbramento, todo o terreno, finalmente. Tudo pedra, é melhor assim. Por sorte não se partiu qualquer diferencial e deu para chegar à Lucira com o pôr-do-
-sol. É proibido chegar-se à Lucira fora desta hora. É um arrebatamento tal que apetece montar aí casa, parar o tempo e ser eternamente feliz. Antes, fora o encontro com chimpanzés que observavam do alto da montanha os tolos que se tinham perdido numa estrada de pedras.

No grupo havia dois veterinários, um deles, Carlos Magalhães, é apaixonado por répteis e foi director do parque nacional do Iona, de 1972 a 1975. A viagem estava ganha, em termos de explicações sobre a fauna ao longo do percurso. O parque do Iona, criado nos anos 50 do século passado, tem 1200km2. O soba Catraio é o soba grande da área e vive junto ao rio Sarojamba, um afluente do Curoca, cuja água tem 40 por cento de sal. Soube-se que a águia-real, também no Iona, é o maior pássaro a voar no mundo, a abetarda chega aos 150 cm de comprimento…

Maior oásis do mundo

Bem no deserto do Namibe, perto da estrada para o Tômbua está o oásis das três torres – o maior lago do mundo num deserto – é um pequeno mar. Ao lado vive uma família (30 pessoas) cujo patriarca é bisneto de escravos vindos do Bié, do Bailundo e do Kwanza-Sul. O Soba Rogério, que tem 63 anos, fala kimbundo, umbundo e mukubal. A chegada a este sítio foi uma gentileza do general Lanucha, um cidadão do Namibe que apresentou ao grupo 
o restaurante Beira Mar, junto às Portas do Mar. Inventou-se lá o sabor 
da boa lagosta assada.

A aventura, no entanto, apenas o é quando se chega à Omauha (pedra em Curoca). No lodge Omauha, outra vez o deslumbre. Comer num restaurante que é uma caverna no interior de uma pedra, ver as estrelas à noite, aquecer-se, virar as costas ao frio em frente a uma fogueira. E na manhã seguinte um safari para ver orixes, cabras de leque, avestruzes.

Seguem-se as dunas, vazar os pneus e seguir em alta velocidade até ao sítio onde termina o país, bem no canto sudoeste. A instalação é no Lodge Flamingo, com a protecção próxima da tropa guarda fronteira. Depois é ir ver os pelicanos e os pescadores e seguir rumo aos norte a beira-mar. Pneus vazios e rolar com as velocidades mais altas. À direita, uma parede de dunas e à esquerda, o mar. O tempo é contado, se se pára o carro enterra e se enterra a maré sobe, se sobe leva o carro. É o máximo que se pode exigir em termos de aventura. Perto de 400km de fuga e com a Baía dos Tigres, deserta a acenar, como que dizendo "Aventura, aventura, é vir à ilha que já foi cabo, que se isolou e guarda os canídeos mais famosos de Angola". Os edifícios estão lá, vêm-se da costa. À espera de quem for capaz.

Uma aventura no sudoeste angolano

A terceira edição do raide turismo todo-o-terreno cobriu as zona ocidental e sul do país. O mapa mostra o percurso que levou os participantes ao Sumbe, Lobito, Catumbela, Lobito, Lucira, Namibe, Omauha, Foz do Cunene, Tombwa, Lubango, Matala, kaconda, Caála, Huambo, Waku-kungo, Kibala, Kalulu, Dondo e Catete. O percurso permitiu o contacto com a grande variedade cultural e paisagística das zonas visitadas.

A aventura no deserto e na foz do Cunene

Pode começar por um telefonema à administração do lodge Omauha - hotel na pedra (264266096, 923568442 ou 923452748; malmo:alvaro@omauha.com)ou ao Flamingo - acampamentos na Espinheira e na Foz do Cunene (925667962 - Ned). Ambos recebem grupos, com ou sem carro próprio. Levam os turistas do aeroporto do Namibe ou do Lubango à Foz do Cunene e ao parque do Iona. 
Em todas as cidades há hoteis de qualidade aceitável.
Partir à descoberta de Angola tem tudo o que um aventureiro pode exigir. Nissan, TAAG, ENSA, TDA, Sonangol, UNITEL, Expresso 24, Governo do kwanza-Sul e câmara de Almada apostam em novas rotas turísticas. Miradouro da Lua, à saída de Luanda, para o sul. 
É só uma pequena amostra das belezas que Angola tem para quem a percorra.
O barco do Kwanza Lodge, na barra do Kwanza. Almoço e um passeio pelo rio …
Toda a gente que vai do Sumbe ao Lobito tem esta fotografia … mas é mesmo um bom postal…
Na Caota, em Benguela. A água é mesmo límpida e quentinha. Ondas há poucas. É uma piscina com tamanho de mar.
Praia da Macaca, perto da baía Farta,

em Benguela. Só lá indo…
Matrindindi. O insecto todo o terreno que é o símbolo do TTT, tem uma couraça na cabeça (que nos leva à "Guerra nas Estrelas" de George Lucas).

Crianças na Baía Farta, são o maior encanto de Angola.
Início do verdadeiro todo-o-terreno, depois do Dombe Grande, em direcção à Lucira.
Dombe Grande (Benguela). Aulas à sombra

das arvores, para os meninos da iniciação. Fresco e silencioso… que inveja.
Lucira. Sem montagens e sem truques. É a cor do por-do-sol, enfeitiça.
Porto do Namibe.
Lago das Três Torres. O general Lanucha, um kwanza-sulano que pegou de estaca no namibe, diz que é o maior lago do mundo num deserto. É mesmo grande. A foto mostra apenas uma parte.
Igreja da Sé (Namibe), património cultural.
Uma das torres que circundam o lago
das três torres.
Aldeia do soba Rogério, cujos bisavós vieram como escravos, do Bié, Bailundo e Kwanza- Sul.
Cabo Negro. Um ensaio para aprender a guiar no deserto. 95 % dos carros enterrou. Sorte é que era perto

da cidade.
A caminho do parque do Iona, no meio de nada há um cone de pedras. Diz a tradição herero que é o túmulo dum soba. O viajante deve depositar uma pedra para ter sorte. Já não há pedras no raio de 200 metros.
Uma Welwitchia gigante … ou várias welwitchias sobrepostas?
Omauha significa pedra. É na pedra este restaurante do Lodge Omauha.
Paisagem plana que se perde de vista, deve ter sido um mar, há milhões de anos.
Escorpião. A partir deste encontro foi

a multiplicação de olhos … atenção 
e medo a dobrar …
Rio Sarojamba, (água salgada) marca a entrada no parque
do Nacional do Iona.
Cabras de leque. Felizmente avistam-se muitas, tal como Orixs, avestruzes … e escorpiões.
Zona da Espinheira. Instalações da administração do Parque do Iona.
Na precipitada fuga de 1975, rumo à Namíbia e à África-do-Sul, um colono perdeu o seu Ford. Deve ter sido uma máquina na altura, tinha mais de 2000 de cilindrada.
Chegada à zona das dunas. Faltam duas horas e pouco para a chegada à foz do Cunene.
O que se vê a frente intimida.
A duna do lado de lá do rio já é Namíbia. Vista do acampamento Flamingo. O guia chama-se Ned, está sempre a rir. Suaviza

a dureza do passeio.
Mais um quilómetro e estamos no local em que o Cunene encontra o mar. Emoção sem medida.
Pelicanos, patos e outras aves
na foz do Cunene.
Início do regresso rumo ao norte, sempre pela costa.
Areia, areia e areia, dunas, dunas e dunas. Qual Dakar qual quê! Agora é Namibe.
Mexilhões na costa. Uma imensa riqueza por explorar.
Fuga contra-relógio. São 400 km de praia com uma parede de dunas. Acaba por ser uma longa garganta que a maré alta cobre. Ou se corre ou a maré fica com o carro.
A Vanessa Seafood. Diz-se que ficou na primeira viagem. Assentou na areia.
Com o mar não se brinca. Chispa!
Encalhou. Ganha-se consciência de que se tem de andar depressa.

Apesar das vertigens … fenda da Tundavala, desta vez sem névoa. Mais que um arrepio é um encanto a 2246 metros de altitude.
Meninas Mumuílas. Nota-se que o mar ficou atrás, estamos no Lubango.
Kwanza-Sul. Bicicleta significa que já se vendeu alguma coisa da lavra.
As pedras do Waku-Kungo …

Waku-Kungo. Uma anhara traiçoeira: tudo verde por cima e tudo lodo e água por baixo. Zona de muitas aves de grande porte e hipopótamos.
Igreja de Santa Comba Dão no Waku-Kungo. Réplica de uma igreja de Santa Comba Dão, em Portugal.
Aqui eles ainda fazem fila antes de entrarem na sala de aulas. Cantam o hino …
Há esperança de sorrisos para Angola.

Forte da Kibala. Ainda lá está uma pequena unidade militar.
Depois da serra da Cabuta. O rio Kwanza por baixo da ponte Filomeno de Câmara (nome colonial), a caminho do Dondo.
O grupo de aventureiros que muito agradece à TAAG, UNITEL, Sonangol, TODA, Cuca, Eka, Nocal, ENSA, Expresso 24, Banco Keve, Governo provincial do Kwanza- Sul e Câmara Municipal de Almada.


Obrigado Carla por este maravilhoso e-mail.


Pensar e Falar Angola
By João Carlos Carranca at abril 16, 2009 2 comentários:
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