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domingo, 31 de janeiro de 2010

O CAN ACABOU

Faz pouco tempo e ficou a saber-se quem ganhou o CAN2010, realizado em Angola - Egipto.
3 semanas cheias de futebol, de polémicas, de excentricidades de jogadores da bola, de colorido das claques mesmo em campos que estavam assim assim.
Se a cerimónia de abertura encheu os olhos, a de encerramento não lhe ficou atrás.

Agora? Agora há que dar aproveitamento às obras específicas do CAN, aproveitar as que o CAn obrigou a fazer ou melhorar e continuar a olhar o futuro. Vem aí mais CAN pela frente...

Pensar e Falar Angola

... e chega ao fim o CAN

Estadio

Egipto e Gana põem um ponto final `27ª edição do CAN2010, em Angola.

Tudo começou em 10 de Janeiro, Luanda, Benguela Cabinda e Lugango. Quatro estádios novinhos a estrear para uma organização que ao que parece foi quase perfeita. Não tivesse havido a mancha de sangue em Cabinda por um bando de armado em importante e se diria que a organozação esteve quase perfeita.

Assistiram-se a boas partidas de futebol e a outros que poderia confundir com um grupo de amigos que se juntaram em alegre confaternização, mas os regulamentos assim condicionam.

Uma a uma foram ficando pelo caminho as selecções que iniciaram este CAN.

Restaram Egipto e Gana que terminam hoje no 11 de Novembro, que já foi Welwitchia, o CAN.

Os Egipcios, detentores do título já mostraram que em cinco jogos conseguiram cinco vitórias e por isso não querem outra coisa para o seu futebol objectivo. O Gana começou de forma timida, apenas 4 golos marcados, sem vedetas mas com humildade e colectivismo ali estarão hoje à tarde.

Hoje acaba o CAN e ficam as coisas novas que o CAN trouxe ou ‘obrigou’ a fazer.



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sábado, 30 de janeiro de 2010

Quase no fim do CAN

Argélia e Nigéria, no Estádio Nacional de Ombaka, jogam hoje para a disputa da vaga que dá acesso ao lugar mais baixo do pódio e à respectiva medalha de terceiro classificado. É certo que é um prémio simbólico, mas que não deixa de ser uma recompensa ao esforço desprendido ao longo da exigente competição futebolística, por sinal a de maior prestígio no continente Africano.
É o cair do pano para as duas formações, que, num espaço de aproximadamente três semanas, mostraram ao mundo o quanto sabem da arte de bem jogar. Com trajectórias quase semelhantes, em termos de desempenho na fase de grupos; os dois tiveram desaires no jogo inaugural, mas paulatinamente fizeram o seu jogo, de seguida apresentaram um ascendente de forma. Passaram para os quartos-de-final, com o sofrimento de consegui-lo após os noventa minutos regulamentares (prolongamento para os argelinos e o mesmo, acrescido por marcação de grandes penalidades para a Nigéria).
As duas formações já jogaram no nacional de Ombaka. A Nigéria fê-lo primeiro, por força do emparceiramento no Grupo C, ao passo que a Argélia jogou as meias-finais contra o Egipto. Portanto, conhecem o relvado, as medidas do campo, o calor do público e o clima, o que a priori afasta quaisquer favoritismos.
Esta não será a primeira vez que “Raposas do deserto” e “Super Águias” decidem quem tem de ficar com um troféu. Num dos confrontos mais badalados, a Nigéria, ao tempo treinada pelo saudoso Otto Glória, superou a Argélia por copiosos três a zero, em Lagos, na final do CAN de 1980. O revés aconteceu dez anos após, em Argel, quando os rapazes de Abdelhamid Kermali levaram de vencida o adversário, a Nigéria, por uma bola sem resposta, no derradeiro encontro, da mesma competição, em 1990.
Confrontos para o terceiro lugar fogem um pouco das emoções e afinco de um clássico, mas é o futebol e os combinados enfrentam-se para tirar partido, mais a mais porque têm pouco a perder. Vão mostrar que não estão na final da prova por simples atropelo e que têm quilate aproximado a quem vai fazê-lo, isto será um chamariz importante para que os amantes das modalidades se desloquem em massa ao Ombaka.
Outro interesse que norteia o encontro é a presença, pela primeira vez, de dois mundialistas num mesmo palco de jogos em Benguela. Argélia e Nigéria conseguiram o passe para estar na África do Sul. Um espaço reservado a poucos, sintomático, onde só quem sabe jogar bem, pode fazê-lo.
A Argélia está amputada de três peças importantes (Halliche, Belhadj e Chaouchi) expulsos do jogo anterior, o que a fragiliza em muito. Se a isto aliarmos lesões (um mal sempre presente nas equipas), os prognósticos ditam que jogará diminuta.
Entretanto, Rabah Saadane faz contas e vai refazer-se de erros, para chamar a si a medalha de bronze. O conjunto mostra voluntariedade, tem bom porte físico para o corpo a corpo, com alguma inclinação para o jogo de ataque.
Do lado oposto, as “ Super águias” não perderam por mil contra o Ghana, mas sim por um golo decisivo, que ditou de imediato o seu afastamento da final. Mais aguerridas, esperam debicar o seu pedaço no majestoso Ombaka.
O conjunto agora movimenta-se à farta, empurra os adversários para o seu meio terreno, com as corridas de Odemwingie, Obasi e Martins. Os três vão à luta contra as defesas e têm a cara sempre virada para a baliza adversária.
Levar um troféu para casa vai ser um dos objectivos que os fará correr. O jogo ofensivo terá que estar em linha de conta, sem descurar o sector mais recuado, que se perde na hora de aflição. Os jogos anteriores mostraram que um melhor apuro em terras benguelenses pode trazer glórias.
E o pano vai caindo sobre o CAN...


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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Para o fim do CAN

Bailarinos preparam-se para cerimónia de encerramento

Cerca de trezentos bailarinos profissionais estão empenhados nos ensaios culturais para a cerimónia de encerramento da Taça de África das Nações Orange-Angola 2010, que irá ter lugar a 31 de Janeiro, no Estádio 11 de Novembro, em Luanda.

Os ensaios estão a ser realizados no Estádio da Cidadela Desportiva, com trabalhos baseados em danças tradicionais, inspiradas nas máscaras usadas por diferentes grupos étnicos de Angola. O ensaísta principal da coreografia, Sakaneno João de Deus, disse recentemente à Angop que a meta é ressaltar a riqueza cultural angolana neste grande evento desportivo.

Os professores de dança Domingos Nguizane, Nelson Augusto e Ana Clara Guerra Marques fazem parte do elenco artístico que está a preparar os bailarinos, saídos dos colectivos de dança Kilandukilu, Minessa, Yaka, Ballet Nacional e Companhia de Dança Contemporânea.

Sakaneno João de Deus aproveitou a ocasião para dar os parabéns aos jovens bailarinos que actuaram na cerimónia de abertura da competição, realizada dia 10 do corrente mês.


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domingo, 24 de janeiro de 2010

Hoje ficou-se CAN


A Selecção de Angola foi eliminada nos 4º de final pelo Seleccionado Ganês, no estádio 11 de Novembro que se apresentou completamente lotado.
O jogo foi disputado num clima de certa tensão uma vez que ontem um jornalista ganês foi agredido por seguranças antes duma entrevista.
Não se notou a falta de Essien, lesionado, pois o rigor tático foi a principal arma do Gana.
Agora falta ao Gana saber se joga as meias finais com o seleccionado zambiano ou nigeriano.
O CAN continua.




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CAN 4º de FINAL Angola - Gana


A selecção de Angola procura hoje, frente à forte equipa do Gana, alcançar pela primeira vez na sua história as meias-finais da Taça das Nações Africanas (CAN) de futebol, num encontro que será disputado em Luanda.

A disputar pela segunda vez os quartos-de-final de uma CAN, os "palancas negras" vão ter pela frente o terceiro classificado da edição de 2008 e que se apresenta perante os anfitriões sem a sua grande figura, o capitão Michael Essien, lesionado.

O encontro entre Angola, treinado pelo português Manuel José, e o Gana está agendado para as 17:00 (16:00 hora de Lisboa), no Estádio 11 de Novembro, Luanda.

No outro encontro dos quartos-de-final disputado hoje (19:30), a Costa do Marfim, adversária de Portugal no próximo Mundial 2010 e principal candidata ao título da CAN, defronta a Argélia, do ex-benfiquista Yebda, em Cabinda.


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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Mali protesta por suposto "empate combinado" entre Argélia e Angola


foto do jogo de hoje entre o Burkina Faso e Gana

A Federação de Futebol de Mali protestou oficialmente hoje à Confederação Africana (CAF) pelo jogo de ontem entre Angola e Argélia, que acabou com empate sem gols entre as duas seleções, resultado que classificou ambas para as quartas-de-final da Copa Africana de Nações.

A equipe de Mali venceu Malauí no mesmo dia por 3 a 1, e com isso empatou com os argelinos na classificação final do grupo A, com quatro pontos. No entanto, os norte-africanos levaram vantagem no confronto direto, primeiro critério de desempate.

O secretário-geral da federação de Mali, Boubacar Thiam, redigiu uma carta à CAF na qual diz que Argélia e Angola disputaram uma "não-partida", e que as duas equipes, especialmente no segundo tempo, "rejeitaram sistematicamente o jogo para manter o empate em 0 a 0, que bastava para que elas se classificassem".

"Essa atitude antidesportiva e contrária à ética e ao ''fair-play'' defendidos pela Fifa e a CAF deve ser condenada com toda energia", afirmou o dirigente.

Thiam lembrou, além disso, o precedente de 2001 no duelo entre Camarões e Egito da edição de juniores da Copa Africana, quando ambas foram punidas com perda de pontos após terem combinado o resultado.

A imprensa argelina criticou também nesta terça-feira a atitude da seleção de seu país e a dos donos da casa, embora tenha parabenizado os jogadores pela classificação.

O jornal "El Watan", por exemplo, falou de uma "simulação de partida", na qual ambas as seleções "rejeitaram jogar", "caminhando atrás da bola".

A Argélia já se viu prejudicada por um caso ocorrido durante a Copa do Mundo de 1982, quando Alemanha e Áustria supostamente acertaram uma vitória austríaca para que as duas seleções avançassem à próxima fase, eliminando os norte-africanos. Em 2007, o zagueiro alemão Hans Briegel reconheceu que houve uma armação do resultado.



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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Venham os 4º de final

1ª barreira ultrapassada e na presença do Sr. Presidente da República que com o seu cachecol festejou a passagem. A selecção angolana fica em Luanda e Argélia ruma a Cabinda. Quem será o adversário, Gana ou Burkina Faso? Venha quem vier é um jogo a eliminar e por isso é necessário jogar um pouco mais do que neste 'amigavél' Angola - Argélia, onde, em minha opinião, Gilberto foi o melhor em campo.

VIVA ANGOLA!

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Atrás do CAN - hoje




Com um óbvio destaque para o Angola-Argélia, começa hoje a última jornada desta fase do CAN.

Angola precisa apenas dum empate, referindo que o apenas é mais que muito, é a força da Leba, a energia das quedas de Kalandula, a força do mar na Baía Farta ou Caotinha, no poder da floresta do Mayombe em sinergia.

Falando do CAN até agora, em jeito de balanço, parece ser um CAN feito à medida dos guarda-redees mais fracos ou em menos melhor forma, que começou de forma tenebrosa e traiçoeira em Cabinda. A Côte d'Ivore já mostrou que não veio fazer turismo e que quer o Egipto, Gabão e Camarões não estão para facilitar a vida a ninguém. E Angola, motivada, encabeçada por Flávio não está aqui apenas para mostrar ao mundo que sabe organizar eventos desta envergadura.

Hoje haverá alegrias diluindo a tristeza dos que abandanam o Can, a festa e a desilusão. Afinal de contas é sempre assim quando só um pode ganhar. Que ganhe ANGOLA.



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Atrás do CAN2010... hoje falo eu

Hoje é o dia da primeira grande decisão, ou Angola passa ou fica-se já pela primeira fase. Esta última é pouco provável mas como foi demonstrado com o Mali a Selecção de Angola tem muitos pontos fracos e só no final se poderá fazer a festa ou verter as lágrimas.
Mas na verdade hoje Abgola está no centro do mundo e, a larga escala atrás do Haiti, a imprensa, os média, só procuram a gota de sangue, o que possa ser facilmente vendável em termos de notícia.
Foi de início o ataque terrorista de Cabinda agora são as prisões que se seguem com vista ao apuramebto da verdade e dos mandantes do terrivel acto. Mas pelos vistos cada acção tem de ser explicada no minuto pois lá caiem o Carmo e a Trindade. A oposição que não tem capacidade de se opôr tenta-se deste modo impor e a imprensa vai atrás desta música de banda.
Oficialmente, Angola só realizou duas detenções relacionadas com o ataque de 8 de Janeiro contra a selecção do Togo, no qual morreram três pessoas. O procurador de Cabinda, António Nito, prometeu "mais informação", mas a identidade dos suspeitos continua incógnita.
Um advogado foi preso apenas porque escreveu "O problema de Cabinda Exposto e Assumido à luz do Direito e da Justiça" e que foi publicado em 2008? Te-lo-ia sido logo preso em 2008 de fosse essa a razão. Terá dito publicamente algo relacionado com o acto prepetado pela FLEC (qualquer coisa que são tantas) e assim chegar-se a um ponto. Não acredito que, principalmente neste momento de grande exposição, o Governo angolano tome posições a pretexto de 'anular' vozes discordantes e incómodas.
Está vincado que Cabinda é uma provincia de Angola, rica em petróleo e madeira... Têm o direito, os cabindenses, de ter opinião sobre o seu estatuto, mas é um direito que não pode ser imposto há lei da bala, do terror e de jogadas clandestinas.
Afinal de contas, através do CAN, ficamos a saber que nem os FLEC's se entendem como é que nós os podemos entender a eles?
O senhor antigo Vigario, o senhor Professor e o senhor ex-polícia, o senhor tal e tal não fizeram mesmo nada anão ser ter opinião? Desacredito!

Mas hoje, às 17 horas é hora de estar a puxar pelos Palancas, em Luanda, nas Províncias ou no mundo inteiro.






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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Atrás do CAN2010... sobre Cabinda


Jairo Junior *

"...a primeira noite sem conseguir dormir. Cabinda exalava um som de fundo vindo da floresta do Maiombe e aos fins-de-semana o batuque nas senzalas inundava a cidade. As vozes pareciam atravessar o tempo, atrasando-se, adiantando-se a ele. Ao redor das fogueiras, as festas alimentavam os indígenas noites e noites inteiras. Na cidade, e sem conseguir conciliar o sono, levantei-me da cama pequena de madeira que me tinha sido oferecida com todo o carinho pela Família Amaro Pereira. O quarto era grande, e amplo, contrastando com a cama. Abri a janela e a minha boca abriu-se ao ver os poços de petróleo distribuídos pelo alto mar, qual archotes espalhados. A imagem do petróleo extraído na teia de plataformas junto à costa ainda é totalmente clara para mim. Podia ver pequenas fogueiras ao longe, em cima do mar, como que decorando e iluminando essa massa de água no escuro.

Acordei em Cabinda. Entre o mato e o mar. Tinha 17 anos e cabelos compridos. Andava descalça pela cidade, ou com apenas umas sandálias que tinha trazido comigo do Lobito. No Lobito apanhava os machimbombos, os autocarros comuns, quando ia para a escola ou para a praia, mas frequentemente preferia os bulamas, autocarros mais usados entre os indígenas porque se podia andar descalço. Assim que saía de casa para ir para a escola, tirava as sandálias e colocava-as ao pescoço. Nascida em Nova Lisboa, no ano de 1953, eu tinha tudo para ser confundida com os nativos de Angola. A única coisa que me distinguia era a cor da minha pele. Apesar de queimada pelo sol.

A cidade de Cabinda recebeu-me de braços abertos com os seus caminhos largos, passeios limpos e brancos, com as suas casas semeadas como calhava por entre a verdura, as árvores que ofereciam sombra, com os cheiros que emanavam da floresta e que me diziam que estava em casa, e com as praias e mar que me deliciavam. Nas ruas, as indígenas vestiam-se com os panos coloridos de Cabinda e do Congo. Eu vestia- me com bermudas e camisas atadas à cintura. Soltava ou prendia o cabelo com um lápis. E caminhava ao ritmo das músicas cantadas nas senzalas que tinha ouvido na noite anterior."

As belas palavras da escritora portuguesa Sofia Vila Nova contrasta com as ultimas informações obtidas após o fato deplóravel ocorrido horas antes do inicio da tão esperada atividade esportiva do Continente Áfricano: A Pan-África.

História
Cabinda, conhecida no passado como Congo Português, foi a parcela do antigo Reino do Congo atribuída a Portugal, por ocasião da Conferência de Berlim (1885), quando simultaneamente nasceram o Congo Belga (ex-Zaire e atual República Democrática do Congo) e o Congo Francês (ex-Congo Brazzaville e actual República do Congo). Na realidade, Cabinda originalmente era unida territorialmente a Angola, mas a Bélgica reivindicou uma saída para o Atlântico para o seu Congo Belga, o que foi concedido por Portugal através de um acordo, selando definitivamente a separação de Cabinda do restante de Angola.

Nas vésperas da referida Conferência, os príncipes e os notáveis de Cabinda assinaram o Tratado de Simulambuco com Portugal, pelo qual o território de Cabinda passou a ser protetorado luso.

Em 1974, após a Revolução do 25 de Abril em Portugal, interesses políticos de ambos os lados levaram Cabinda a continuar integrada a Angola, com a qual não tem fronteiras comuns. Imediatamente após a independência angolana, a 11 de Novembro de 1975, a Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), reclamando o direito à independência do território devido às alegadas e nitidamente inexistentes diferenças culturais e econômicas e por não fazer parte do território de Angola, empreendeu uma frágil luta de guerrilha visando a separação.

Em 1 de Agosto de 2006, foi assinado um "Memorando de Entendimento para a Paz e a Reconciliação da Província de Cabinda", entre o Governo de Angola e o Fórum Cabindês para o Diálogo (FCD). As delegações da negociação eram chefiadas da parte da República de Angola por Virgílio Fontes Pereira, ministro da Administração do território angolano e da parte das populações de Cabinda por General Doutor António Bento Bembe, ex. presidente da FLEC-Renovada ora FLEC-PLataforma, que por imperativos da fusão entre a sua organização política-militar com a FLEC-Fac (do Miguel Estanislau Boma), passou a ocupar os cargos de Secretário-geral, vice-presidente da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) e Presidente do Fórum Cabindês para o Diálogo (FCD) em repr esentação das populações de Cabinda.

Desde a mencionada data, os efetivos da FLEC e das Demais Organizações sob autoridade do Fórum Cabindês para o Diálogo (FCD) foram aquartelados e a 6 de Janeiro de 2007, numa cerimônia de mais alto nível realizada em Cabinda, alguns dos elementos ex. militares da FLEC foram integrados e incorporados nas Forças Armadas Angolanas (FAA) e na Polícia Nacional. Dois dias depois, todos aqueles elementos da FLEC e das demais organizações sob autoridade do Fórum que optaram pela vida ativa começaram a sua formação acadêmica conforme previsto nas cláusulas do acordo, no sentido de poderem desempenhar melhor os seus cargos e responsabilidades nacionais.

O "Memorando de Entendimento para Paz e Reconciliação em Cabinda" inclui também o "Estatuto Especial para Cabinda".

A população de Cabinda respaldou tal processo pois via o acordo como um passo adiante no sentido de desenvolver a região. Ultimamente, a oposição a este acordo tem alegado que de prático o governo central e os ex-guerrilheiros agora no governo pouco tem feito. A base da crítica é por conta da região responder por 80% da produção de petróleo do país e, segundo os opositores, tais recursos não redundam em desenvolvimento de Cabinda. Algo como a grita atrasada dos governadores dos estados onde estão concentradas as áreas do pré-sal aqui no Brasil acharem ruim que parte dos recursos ajudem o país como um todo. Nesta realidade não é difícil supor que há incentivos por parte das grande exploradoras de Petróleo européias e americanas. Neste cenário, ações como a que ocorreu contribuem na luta para tentar desestabilizar o governo central Angolano.

Bento Bembe é agora ministro sem pasta do governo central e tem demonstrado cabalmente que não há guerra em Cabinda. De fato, a Flec - agora Frente de Libertação do Estado de Cabinda, com a liderança no exílio de Comandante Antonio Luis Lopes, tem pouco poder de combate. Primeiro pela total ausência de apoio popular e também por que parte de seus militantes aderiram ao governo central, além das deserções. No entanto, mantém ataques isolados contra forças do governo nas selvas e até contra instalações de empresas transnacionais terceirizadas a serviço de Luanda. É uma questão que caminha a passos longos para o seu fim, pois sem quase nenhum apoio externo, a "guerrilha" --como eles se intitulam--não logrará êxito.

O esforço correto de sinalizar para o mundo e para o resto do país a importância daquela região, é também porque ali se pratica e se ama muito o futebol que Cabinda foi escolhida como uma das sub-sedes da Copa Africana de Nações de2010. Mas, em uma tentativa de polarizar as atenções e provocar o Governo central, um punhado de adeptos da FLEC disparou rajadas de metralhadora contra o carro que fazia o transporte da seleção do Togo, que indefesa e atônita viu o motorista , que era angolano, ser morto e ainda mais dois membros da comissão técnica, o auxiliar e assessor de imprensa, deixando um terceiro, o goleiro reserva, com o risco de ficar paraplégico. Atitude que evidentemte coloca o mundo contra eles e ainda retira qualquer esperança que eles tinham de apoio popular, enfraquecendo-os ainda mais e respaldando ações mais enérgica do governo central, defendida por parte do exército nacional.

Um pouco de Informações
O petróleo extraído em Cabinda representa cerca de 70% do crude exportado por Angola, e corresponde a mais de 80% das exportações angolanas. Cabinda tornou-se assim o palco de múltiplos interesses internacionais.

O clima é tropical húmido, com precipitações anuais em torno de 800 mm. A temperatura média anual varia entre os 25 e os 30º Celsius.

Futebol de verdade...
Atendendo as expectativas, o que se viu na abertura da Copa Africana foi um belo jogo de futebol entre as seleções de Angola e Mali. Um jogo sensacional em que a seleção angolana deixou transparecer toda sua força e fraqueza. Afinal de contas o ataque fulminante, rápido e eficaz deixou todos no estádio principal que ela será uma forte candidata ao titulo. Todos menos a seleção oponente que se aproveitou com competência da fragilidade defensiva dos Palancas Negras, que é como são chamados os jogadores da seleção local, e enfiaram quatro gols em 9 minutos. Isso mesmo quatro gols em nove minutos e isso preocupa mais o povo angolano do que atitudes tresloucadas de grupelhos que teimam em quere que a roda da história gire para trás.

* Presidente Associação Brasil Angola (AABA); Diretor do Centro Cultural Africano (CCA); Coordenador do Congresso Nacional de Capoeira (CNC

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Atrás do CAN2010... opinei

O Governo angolano protestou com a França por esta dar guarida a quem publicamente reivindicou o atentado de Cabinda contra a Selecção do Togo. Quando se fala em defender o mundo do terrorismo, penso eu que só se está a falar do terrorismo que ataca os 'nossos' interesses. Pois há muito que e evidente o 'protectorado' francês às múltiplas facções da FLEC. Aqui, não sei precisar o número, pois não sei quantos militantes tem a referida FLEC. No que tenho procurado para compreender, se possível, o que se passa em Cabinda, encontro as mais dispares afirmações, das mesmas pessoas, variando o lugar e as circunstâncias. Vejo que há sempre quem queira algum lugar num tacho que é do vizinho e assim sucessivamente. Assim não iremos lá e só acaba quando acabar como o outro... Se se prende quem é suspeito levantam-se as vozes, se não se faz nada é porque está a 'calar' alguma coisa... A oposição também deve estar empenhada na resolução deste problema e não sacudir a água do capote como se tudo fosse responsabilidade do Governo.
M'apeteceu falar, falei e agora termino com vamos lá porque estamos juntos!


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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Hora de festa

Depois duma primeira parte desconseguida veio uma segunda que foi bem diferente.
VITÓRIA frente ao Malawi faz sorrir outra vez.

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CAN 2010 Angola - Malawi ao Intervalo

Chegados ao intervalo e lá está o empate. Angola ataca mais mas o Malawi lá se vai aguentando. Mas também ainda não houve assim aquela jogada...
Vá lá, rapazes, mostrem a garra, o querer e dêem a alegria que a gente merece

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Atrás do CAN2010... quando se prepara a festa


A festa do CAN 2010

O povo está de corpo e alma com a selecção nacional.
Qualquer que sejam os resultados a partir daqui Angola já venceu o desafio do CAN. Força rapazes!

Não há adjectivos suficientes para descrever tudo o que Luanda mostrou ao Mundo, a 10 de Janeiro. Desde o entusiasmo genuíno do povo, até à espectacularidade da cerimónia de abertura do CAN. Luanda foi pintada com as cores de Angola e vibrou ao som das cornetas e das buzinas incansáveis das caravanas automóveis. Com os gritos de gente com alma, coberta dos pés à cabeça com símbolos angolanos, serpenteando as principais artérias da cidade, muitos deles caminhando em peregrinação rumo ao novo, moderno e bonito Estádio 11 de Novembro. No interior, começava a cerimónia de abertura que casou história com modernidade.

Angola tem um passado grandioso patente no primeiro acto da cerimónia: “Origens e Reinos”. As danças, os ritmos e as tradições ancestrais, primeira etapa para o segundo acto: “Invasão e Resistência”. A encenação no relvado da invasão e do crime da escravatura comoveu a plateia. Chegou o terceiro acto: “Luta e Libertação”. O público vibrou quando foi projectada na tela gigante a declaração de independência e imagem de Agostinho Neto.

Os céus pintaram-se de estrelas que brotavam do magnífico espectáculo de fogo de artifício.

Bocas de espanto, olhos abertos, sorrisos de surpresa, encantamento. «Foi lindo», comentava-se. E foi.

Tamanho encanto teve sequência quando a bola começou a rolar. Flávio marcou o primeiro: vibração nas bancadas. Celebrou o segundo: festa imensa. Gilberto ampliou a vantagem: espanto. Manucho fez o 4-0: êxtase. Depois, bem depois, acabou o encanto, em jeito de pesadelo o Mali foi marcando golo atrás de golo até que chegou ao empate. Não há mesmo obras perfeitas.

Os números dos Palancas
1 – Luís Mamona João “LAMÁ”
2 – Manuel JAMUANA
3 – ENOQUE Paulo Guilherme
4 – Yhenda Francisco “DIAS CAIRES”
5 – Carlos Alonso “KALY”
6 – DAVID Magalhães
7 – Ricardo Estêvão JOB
8 – Fernando Costa “CHARA”
9 – Pedro Manuel “MANTORRAS”

10 – José Luís Francisco ZUELA

11 – Felisberto Amaral “GILBERTO”
12 – Johnson MACABA
13 – CARLOS Fernandes
14 – DJALMA Abel Campos
15 – RUI Manuel MARQUES
16 – FLÁVIO da Silva AMADO
17 – Nsimba Baptista “ZÉ KALANGA”
18 – Arsénio Cabungula “LOVE”
19 – Adérito Carvalho “DEDÉ”
20 – STÉLVIO Rosa Cruz
21 – José Alberto “MABINÁ”
22 – WILSON Alegre
23 – Mateus Contreiras Alberto “MANUCHO”
Jorge Silva


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Atrás do CAN2010... o dia de hoje



Atrasadamente aqui estou a fazer uma refencia ao dia de hoje no CAN2010. Hoje o Mali vai perder com a Argélia (espero eu que não sou bruxo) e o selecionado angolano vai dizer ao Malawi como é que é.
Tudo isto no estádio 11 de Novembro.
Afinal de contas hoje só não vibra quem não é Palanca!

ps: por favor não repitam a dose anterior,

Grupo A
Equipa
JVEDGmGsP
Malawi1100303
Angola1010441
Mali1010441
Argélia1001030

Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...