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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Dia Mundial da luta contra a SIDA


No dia 1° de dezembro é comemorado o Dia Mundial de Luta Contra a SIDA. Essa data foi instituída como forma de despertar nas pessoas a consciência da necessidade da prevenção, aumentar a compreensão sobre o síndrome e reforçar a tolerância e a compaixão às pessoas infectadas.




Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Encerrado workshop do sub-comité militar da SADC para Vih/Sida

Encerrado workshop do sub-comité militar da SADC para Vih/Sida 


Luanda – O segundo Workshop do Sub-Comité Técnico Militar da  SADC para o  Vih/Sida  encerrou  hoje, quinta-feira, em Luanda,  com  a aprovação e leitura do comunicado final,  documento de onde  constam  aspectos que vão reforçar a estratégia de  luta contra  esta doença ao nível das unidades  militares  da região.

 A  cerimónia de encerramento  foi proferida  pelo Chefe  Adjunto do  Estado Maior  General  das Forças Armadas  Angolanas (FAA) para  Educação Patriótica, General, Egídio  de Sousa  Santos,  na presença de altas patentes  representantes  de vários países  ao nível da região e convidados.

Para  o desfecho dos trabalhos que decorreram de 27 a 29  do mês  em curso  foram  entregues  brindes  diversos  aos chefes das delegações  militares de saúde  da SADC presentes,  além do prémio  de investigação  biomédica  ao coronel-médico, Pedro Maria  de Carvalho.

Este  evento do Sub-Comité Técnico Militar da SADC decorreu  sob lema central “ A prevenção, O  Tratamento  e o Acompanhamento  de Casos  de Vih/Sida”, com o objectivo  de mobilizar  as  sinergias  requeridas  em prol  da implementação do Plano  Estratégico  Regional.

A troca de experiência  na abordagem dos  temas permitiu aos participantes  elaborar  estratégias  próprias  que visam  melhorar a gestão dos serviços de saúde  militar, de acordo com documento da comissão  científica a que a Angop teve acesso.

Considerado um problema de saúde  pública de  grande magnitude a nível mundial  e em particular  na África  Austral,  o Vih/Sida  representa uma ameaça séria e risco para os efectivos das Forças Armadas da SADC.




Os resultados dos programas de circuncisão masculina voluntária no seio dos recrutas e efectivos das Forças Armadas de Angola e Zâmbia, como uma via de combate da infecção do  Vih/Sida, é apresentado hoje, quinta-feira, no terceiro e último dia dos trabalhos do II Workshop do Sub-Comité Técnico Militar da SADC para o Vih/Sida.
 
Estes documentos são apresentados pela coordenadora do programa de Vih/Sida nas Forças Armadas Angolanas, tenente-coronel Adelina Siquili, e o especialista da Zâmbia, major Samson Tembo.
 
A circuncisão masculina actualmente está a ser considerada como um método de prevenção contra a infecção do Vih/Sida.
 
Dados apresentados quarta-feira pelo director regional da Organização Mundial de Saúde (OMS), Luís Gomes Sambo, neste encontro, constatou-se que em certos países tais como Mali, Mauritânia e Senegal, onde a prática de circuncisão masculina é habitual, a prevalência de infecção é baixa.
 
Outros estudos feitos em 2007, pelos peritos da OMS e a ONUDISA, isto em 2007, indicam haver provas de que a circuncisão masculina realizada em condições de segurança teria contribuído para a redução do risco de infecção pelo VIH com cerca de 60 porcento.
 
A partir daí, de acordo com Luís Gomes Sambo, alguns países particularmente da África Austral intensificaram a prática de circuncisão masculina no quadro das medidas de prevenção contra as infecções contra vih.
 
Na nossa região, seguiu, 13 países estão a praticar a circuncisão masculina como preventivo, entre eles, Moçambique, Zimbabwé, Namíbia, África do Sul, Suazilândia, Zâmbia, Zimbabwe, Rwanda, Kenya, Tanzânia Uganda e outros.
 
“Estes aplicam um método clássico de circuncisão, mas há novos métodos que estão a chegar no mercado e que se encontram em fase experimental, mas parecem ser promissores”, deu a conhecer o director regional da OMS.


Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Paludismo e SIDA - Interessa ao mundo, interessa a Angola


 Estudo publicado no “New England Journal of Medicine”
Testada com êxito vacina contra o paludismo
O ensaio abrangeu 45 crianças de um e dois anos, que foram repartidas em três grupos. O primeiro recebeu uma dose de 15 microgramas da vacina designada MSP3, o segundo 30 microgramas e o terceiro uma vacina contra a hepatite B.
A frequência do paludismo foi três a quatro vezes menor nos bebés tratados com a nova vacina do que nos que receberam a profilaxia contra a hepatite B. Os resultados do teste clínico, publicados esta semana na revista “New England Journal of Medicine”, terão agora de ser confirmados em estudos mais abrangentes.
O paludismo, uma infecção provocada pelo parasita Plasmodium falciparum, transmitido por uma fêmea de um mosquito, foi responsável, em 2009, pela morte de cerca de 800 mil pessoas na África Subsariana, sobretudo menores de cinco anos.




Estudo abrange 24 jovens
Primeiro ensaio clínico de vacina contra o HIV em Moçambique
Segundo Alexandre Manguele, a pesquisa será realizada em seres humanos para “avaliar se a vacina é segura, ou seja, se não faz mal, e se (os voluntários) produzem uma resposta imune contra o HIV”.
“Este estudo vai incluir um total de 24 participantes HIV negativos, jovens saudáveis, que têm uma probabilidade muito baixa de contrair a infecção pelo HIV”, pelo que o objectivo é “verificar se as vacinas produzem ou não respostas de defesa contra o HIV” neste grupo.
No entanto, Alexandre Manguele lembrou que “as vacinas não curam”, mas apenas contêm informação sobre a estrutura do vírus e serão incapazes de causar a SIDA.
Os ensaios clínicos desenvolvem-se em quatros fases, mas em Moçambique irão desenvolver-se apenas ensaios das primeiras duas fases. Na primeira, far-se-á a avaliação dos efeitos adversos e da segurança dos voluntários, e, na última, determinar-se-á a força e o tipo de resposta imune que é produzida pelo corpo.
A nível mundial, vários candidatos estão a ser submetidos a estudos para produzir uma vacina contra o HIV e, em Moçambique, o ensaio clínico será liderado e conduzido pelo investigador Ilesh Jani do Instituto Nacional de Saúde e pela académica Nafissa Osman do Hospital Central de Maputo.
A pesquisa, avaliada em 1,9 milhões de dólares, conta com o financiamento do governo da Suécia e da European and Devoloping Countries Clinical Trials Partnership, e faz parte de uma iniciativa internacional denominada “Tanzania and Mozambique Vaccine Program”, que integra Moçambique, Tanzânia, Alemanha, Inglaterra e os Estados Unidos.
Moçambique é um dos 10 países do mundo mais afectados pelo HIV/Sida, com um índice de prevalência de 11,5% da população, estimada em 21 milhões de habitantes


Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Angola na Imprensa (9)






A senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) registrou, nesta quarta-feira (10), os bons resultados obtidos pelo programa de prevenção à transmissão do vírus da Aids por via materno-fetal, implantado por brasileiros em Angola. A partir da intervenção, os números de infecções de mães para filhos baixaram de quase 50% para menos de 3%.
Os resultados positivos do trabalho realizado em Angola foram apresentados pelo infectologista David Everson Uip e pelo neurologista Rogério Tuma em audiência pública realizada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) nesta quarta-feira (10). A senadora elogiou a iniciativa de "ajudar um país-irmão". Ela mencionou ainda a preocupação pelo crescimento de casos de contaminação entre as mulheres no Brasil, e o fato de que, apesar de todo o trabalho do governo, a Aids continua a crescer no país.


Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Uma vez por outra eu comento

Há 20 anos se decidiu comemorar o Dia Mundial da Luta conta a SIDA em 1 de Dezembro. A finalidade é sensibilizar para a luta contra a doença e para uma educação preventiva, de modo a que se unam esforços para que de forma definitiva se pare esta pandemia.
Milhões de pessoas morreram com SIDA. Milhões de pessoas morrem de SIDA. É importante que não morram mais outros milhões.
O dia de hoje é para lembrar todos estes milhões que deixaram de lutar pela causa por causa da SIDA.
20 anos de luta e poucas vitórias conseguidas. O preconceito persiste, a ingenuidade se mantém, o facilitismo está patente, a exclusão social é evidente. A ignorância sobressai.
É necessário que haja muitos 1 de Dezembro para chamar a atenção para a solidariedade, exigir mais meios e mais investigação, para acabar com os monopólios da desgraça e fazer chegar os medicamentos existentes aos desfavorecidos da sorte e do mundo.
É necessário mais 1 de Dezembro para acabar com a ilitracia, pobreza, exploração e para meter nas mentes humanas que os azares não acontecem só aos outros.
Cada batalha ganha significa pôr um muro numa curva do caminho sinuoso que o vírus utiliza para se expandir, no seu silencioso caminhar global.
A SIDA requer politicas fortes e não fogos de artifício que são bonitos no instante e rapidamente desaparecem.
Há uns 33 milhões de pessoas com SIDA, cerca de 2 milhões são crianças e cerca de 95 % vivem nos países subdesenvolvidos.
Os números de Angola começam agora a disparar. As ‘bolsas’ localizadas em zonas fronteiriças podem hoje deslocar-se livremente pelo país. O ‘silêncio’ caminha com elas, iniciando-se agora a fase de ‘ruído’ e daqui a pouco teremos a fase do ‘barulho’. Angola tem todas as condições para ‘parar’ os seus números. Mas é preciso ter uma força hercúlea para fazer da prevenção, da luta contra o estigma, um maior esforço para a detecção precoce, um investimento nos tratamentos. Há que chamar a responsabilidade, própria de cada um, dos políticos aos doentes, e dizer um grande BASTA!

Pensar e Falar Angola

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Vida Reconstruida



- O angolano António Ribeiro é um homem que se encaixa em vários papéis. A sua altura revela o passado como jogador de basquete semi-profissional. Sua eloquência e desenvoltura mostram sua natureza política e conciliadora. A constante disposição exibe uma vontade real de trabalhar. Mas não precisa ir muito longe para descobrir a verdadeira essência de Ribeiro: um jovem activista de HIV/SIDA, que viu no diagnóstico positivo não uma sentença de morte, mas uma chance de dar uma guinada de 180 graus em sua vida. “No começo pensei que a doença era um desastre na minha vida, mas foi ela que me mostrou potenciais que eu nem sabia que tinha”, conta. Cinco anos depois de seu diagnóstico, Ribeiro quase não se reconhece. Casado, pais de dois filhos e co-fundador da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/SIDA, ele diz que quase não achava que um dia reconstruiria sua vida desse jeito.



Meu nome é António Ribeiro e tenho 30 anos. Fui diagnosticado em 2002. Na época estava fraco, pálido, tinha doenças oportunistas e infecções transmissíveis sexualmente, inclusive sífilis. Um médico me recomendou fazer o teste. Acho que fui infectado por sexo desprotegido, mas nunca tinha me ocorrido fazer o teste antes. Fui fazer o teste e tive um péssimo aconselhamento. O médico simplesmente me entregou o resultado e disse: “Deu positivo. Você sabe quantas pessoas já infectou?” Saí de lá como um condenado. Fiquei quinze dias sem comer, sem dormir, a reflectir o que seria de mim. Não dormia porque achava que ia morrer no dia seguinte, mas não morria. Aí não dormia na noite seguinte. Já me considerava meio morto. Por causa desses dias, meu estado piorou muito. Comecei a fazer o tratamento em 28 de Agosto de 2002. Foi uma vitória, em grande parte graças ao meu médico, o dr. Alberto Stella [coordenador nacional do ONUSIDA em Angola] porque na época não havia ARVs em Angola. Aderi fielmente ao tratamento, que faço até hoje. Desde o diagnóstico só tive uma recaída, em 2005. Um dia acordei e não conseguia andar: era uma co-infecção de HIV e tuberculose óssea. Fiquei engessado entre o pescoço e a cintura por quatro meses. Voltei a andar, mas foram dias péssimos. Quando fui diagnosticado, só contei para um amigo e meus irmãos. Eu sabia o que era discriminação porque meu pai viveu com lepra por 50 anos. Minha mãe nos abandonou e nós ficamos cuidando dele. Ele não saía de casa por causa da doença. Meu trabalho como activista começou no mesmo ano em que fui diagnosticado. Fui levado à ONG Luta pela Vihda e lá conheci outras pessoas na mesma situação. Era um grupo onde as pessoas dividiam os problemas e as outras se uniam para ajudar. Essa união foi uma das razões por que resolvi ser activista. Hoje sou um dos directores da Luta pela Vihda, e em 2007 ajudei a fundar a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/SIDA, da qual hoje sou coordenador nacional. Queremos ter na Rede a mesma união e solidariedade que recebi quando soube da minha condição. Nunca achei que fosse reconstruir minha vida desse jeito. Estou casado há três anos – conheci minha mulher numa reunião para pessoas infectadas e afectadas pelo HIV – e temos dois filhos, de um e três anos. Hoje, se tivesse que escolher entre ter ou não ter o HIV, escolheria ter a infecção. Só sou o que sou por causa do vírus. No começo pensei que a doença era um desastre na minha vida, mas foi ela que me mostrou potenciais que eu nem sabia que tinha. Hoje minha missão é atingir mais pessoas e acreditar nelas. Eu só estou aqui porque alguém acreditou em mim.
(PlusNews)


Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...