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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Direitos Humanos

’Direitos Humanos’ é elevado a assunto da Defesa e Segurança do país
07 Dezembro 2018

O Governo angolano garante a partir desta data, 6 de dezembro de 2018, que a defesa dos direitos humanos é "um aspeto importante da segurança nacional" e por isso passam a ser garantidos pelo Estado como direito fundamental dos cidadãos.

Angola: ’Direitos Humanos’ é elevado a assunto da Defesa e Segurança do país
O posicionamento foi expresso pelo ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Cardoso, quando procedia à abertura do ’workshop’ para a recolha de contribuições sobre a proposta da Estratégia do Executivo sobre os Direitos Humanos.
Frederico Cardoso considerou que quanto melhor estiverem asseguradas as garantias e as liberdades individuais e coletivas, os direitos políticos e civis, o acesso a bens públicos, nomeadamente a saúde, educação, saneamento básico e direito a um ambiente saudável e sustentável, maiores serão as garantias de bem-estar e de felicidade para os cidadãos.
Segundo o governante angolano, caso estes direitos não estejam assegurados "a própria segurança nacional estará então ameaçada". Daí esta medida do executivo que "eleva a matéria dos direitos humanos ao nível de questão de segurança nacional, merecedora de uma avaliação específica e periódica no conselho de segurança nacional, tal como têm sido avaliadas a defesa, segurança e a ordem interna do país nesse órgão", disse Frederico Cardoso.
A avaliação "correta" do estado dos direitos humanos em Angola, disse o chefe da Casa Civil, é uma tarefa que os comités provinciais dos direitos humanos, as associações e outros atores da sociedade civil, devem realizar.
O governo apela pois a estes atores para que "exerçam o seu papel e produzam informações e relatórios que permitam ao executivo a elaboração de um balanço objetivo sobre o assunto".
Sociedade civil é parte ativa, ’para não estarmos dependentes das avaliações’ de quem desconhece a realidade angolana
Em declarações à imprensa, o ministro da Justiça e Direitos Humanos de Angola, Francisco Queirós, disse esperar uma participação social acentuada e deixou o apelo à sociedade civil nestes termos:
"Temos que ser nós próprios, os angolanos com capacidade para fazermos a avaliação dos nossos direitos humanos, dos erros que cometemos, nós próprios fazermos os juízos, a condenação e a correção, para não estarmos dependentes das avaliações que fazem lá de fora, de pessoas que nem sempre conhecem a nossa realidade, não sabem qual é a complexidade da nossa situação e aparecem muitas vezes com posições paternalistas de nos dizerem o que devemos ou não em direitos humanos", disse o ministro.
Fontes: http://www.angola24horas.com/index.php/politica/item/12203-governo-angolano-eleva-direitos-humanos-a-assunto-de-seguranca-nacional?tmpl=component&print=1. Foto: A elevação dos direitos humanos a questão de segurança nacional efectivar-se-á só se garantir direitos básicos — alimentação, emprego, habitação, saúde, educação … — que a maior parte da sociedade nacional formada por pessoas como estas da foto ainda esperam.


Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Visitando blogs (15) - Clube da Imprensa

Jornalistas são atacados em Angola

Para expressar-lhe a sua grande preocupação com a série de violentos ataques recentes sofridos por jornalistas em Angola,Repórteres sem Fronteiras (RSF) escreveu ao Ministro do Interior de Angola, Sebastião José António Martins.
No lapso de dois meses, um jornalista foi assassinado, outros dois violentamente agredidos e feridos e um quarto foi objecto de ameaças.
"Repórteres sem Fronteiras entrevê relação entre esses crimes e o fato de os jornalistas pertencerem a veículos da mídia com posições críticas, senão francamente opostas, ao Governo”, lê-se na missiva.
“A violência desses actos é alarmante. A segurança e a integridade física dos jornalistas estão em perigo e a gravidade dos crimes cometidos contra eles é muito preocupante : todos os profissionais do ramo devem sentir-se ameaçados e viver a angústia de uma agressão iminente e potencialmente fatal ? O medo está a tornar-se coisa comum entre os jornalistas?", questiona o Secretário Geral de RSF, Jean-François Julliard.
No último dia 22 de Outubro, um jornalista da Rádio Despertar, António Manuel Manuel da Silva, conhecido no meio radiofónico pelo pseudónimo de Jojo, foi apunhalado, durante a madrugada, por um indivíduo que, segundo testemunhas, falou no programa do jornalista. Grande sucesso popular, o seu programa teria ironizado o Presidente Eduardo dos Santos.
Um mês antes, no dia 22 de Setembro, Norberto Abias Sateko, repórter da TV Zimbo, tinha sido ferido a tiros. Aos 5 de Setembro, um outro jornalista da Rádio Despertar, Alberto Graves Chakussanga, foi morto, no próprio domicílio, com um tiro nas costas.
or fim, o incidente mais recente aconteceu na madrugada do dia 23 ao dia 24 de Outubro últimos, quando o jornalista Rafael Marques foi vítima de uma emboscada.
Em 2010, Angola situa-se no 104° lugar da classificação mundial da liberdade de imprensa elaborada por Repórteres sem Fronteiras, mas os fatos ocorridos desde o início de Setembro podem fazer o país recuar.


Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...