Pensar e Falar Angola
Angola era há muito a meta perseguida pela Amorim Turismo como primeiro passo da sua internacionalização. Jorge Armindo, presidente da Amorim Turismo, que há um ano anunciava o objectivo de lançar 10 hotéis em Angola, já encontrou o parceiro local para o projecto: a Imogestin, empresa do Banco Africano de Investimentos (BAI), banco onde a Sonangol é accionista.
"A meta dos 10 hotéis em Angola não é ambiciosa, é para cumprir em quatro a cinco anos. Nesta primeira fase podemos falar de 1000 quartos e investimentos à volta de ¤80 milhões a ¤90 milhões", adianta Jorge Armindo. "É uma operação que se vai auto-financiar em dois anos. Angola é um mercado de oportunidades e, tirando Luanda, há uma enorme carência de hotéis". Para o responsável da Amorim Turismo, o objectivo a longo prazo da parceria com a Imogestin é "espalhar hotéis por Angola toda".
Até ao final de 2010, Jorge Armindo conta ter já três hotéis concluídos no âmbito desta parceria, para a qual passam os projectos que a Imogestin tinha em mãos: o Hotel Terminus no Lobito (próvíncia de Benguela), que já está concluído, um outro de 101 quartos que está a ser construído mesmo ao lado, além do futuro hotel de quatro estrelas que está em obra na cidade de Ndalatando (província de Kwanza Norte).
"Adquirimos ainda três terrenos, onde já começaram a ser construídos hotéis", avança Jorge Armindo, referindo que estes terrenos se localizam em Malange, Huambo e Soyo, no último caso "junto às petrolíferas e perto de Cabinda. Estamos a falar de hotéis de cidade, de quatro estrelas, que dificilmente passarão os 100 quartos. Mas com a arquitectura que pretendemos utilizar, podem-se ir expandindo com o tempo".
Desenvolver uma rede de hotéis de estrada também está na mira da parceria entre a Amorim Turismo e a Imogestin. "Estes já serão hotéis mais económicos, de duas estrelas, mas com uma rentabilidade muito atractiva", refere Jorge Armindo. "Têm que funcionar como o Ibis na A5, junto a postos de abastecimento. Mas primeiro teremos que esperar pelo projecto das novas estradas".
Além da rede de hotéis de cidade e de estrada, "também estaremos interessados em locais para hotéis de resort, faz parte dos objectivos desta parceria", afirma o presidente da Amorim Turismo. "E estivemos para ter um hotel em Luanda, só que o negócio não se concretizou. Mas poderemos vir a ter. A grande população de Angola está em Luanda, e cada vez mais a viajar para o país todo".
No âmbito da parceria em Angola entre a Amorim Turismo e a Imogestin, estão a ser constituídas duas sociedades, uma proprietária dos hotéis e outra para a respectiva exploração. "Na primeira seremos minoritários e na segunda vamos ter a maioria", revela Armindo, prevendo que este processo, "sempre um pouco moroso", possa ficar formalizado até Outubro. "Estamos na fase de acompanhar as obras e montar a equipa para a exploração dos hotéis".
ALERTA...! ALERTA...! ALERTA...!
A TODOS OS AMANTES DA NATUREZA E DO AMBIENTE
A TODOS QUANTOS SE DEDICAM E SE PREOCUPAM COM A SUA PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO.
18ª SESSÃO DA ASSEMBLEIA PARLAMENTAR PARITÁRIA
ÁFRICA, CARAÍBA, PACÍFICO E UNIÃO EUROPEIA
EXCURSÕES TURÍSTICAS
"Vinde Testemunhar Angola a Acontecer!"
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NO ÂMBITO DA SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A PROMOÇÃO E O DESENVOLVIMENTO DO ECO-TURISMO EM ANGOLA E, A CONVITE DA SUB-COMISSÃO DE GALAS, CIRCUITO TURÍSTICO E EMBELEZAMENTO DA COMISSÃO NACIONAL PREPARATÓRIA DA 18ª SESSÃO DA REFERIDA ASSEMBLEIA PARLAMENTAR PARITÁRIA,
TEM A HONRA DE ANUNCIAR QUE, DURANTE TODO O PERÍODO EM QUE OCORRERÁ O MAGNO EVENTO PARLAMENTAR, ORGANIZARÁ VÁRIAS EXCURSÕES TURISTICAS DESTINADAS A SATISFAZER A CURIOSIDADE, MORMENTE, DOS ACOMPANHANTES DOS PRINCIPAIS PROTAGONISTAS DO EVENTO, NO QUE CONCERNE AO CONHECIMENTO DO QUE JÁ É, NOS DIAS DE HOJE, A INSOFISMÁVEL REALIDADE DO NOSSO PAÍS EM FRANCO PROCESSO DE RECONSTRUÇÃO NACIONAL
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RSVP:
ou para qualquer outro tipo de informação adicional, p.f. não hesite em contactar com:
Cândido Carneiro
(Charlie-Charlie)
Trevogel - Turismo Rural e Aventura
Rua Robert Shield's, 25 - 1ro. andar - Ingombotas – LUANDA
Tel./Fax. +244 222 337943
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Rio da Areia > Calueque - 17 de julho
Prestes a fechar 25 mil quilômetros em cinco meses de viagem em família, o alemão Michael Douglas dirige orgulhoso seu caminhão Bedford rumo à Namíbia. O patriarca comprou o veículo por uma pechincha onde vive, na Inglaterra: R$ 16 mil. Gastou quantia semelhante para reformá-lo e dotar a carroceria de cinco camas (duas em cada lateral, como beliches, e uma na parede traseira). Ali dormem as três crianças e os dois adultos. O centro do veículo virou uma sala de estar com cinco assentos, na qual os mantimentos estão sob placas de madeira no assoalho e na mesa central (a mesma que vira a cama dos visitantes). A cabine foi preservada, com a direção no lado esquerdo.
É o sexto dia de travessia da Angola (o visto concedido para turistas em trânsito em países vizinhos vale apenas por 5 dias), a noite se aproxima e a fronteira com a Namíbia está a menos de dois quilômetros. Há esperança de cruzá-la só com um dia de atraso. Por isso a desolação de Michael quando o Bedford fica preso em um charco despretensioso em Calueque, no extremo sul da Angola. Uma distração. O motorista saiu da trilha para evitar que alguns galhos batessem no teto do veículo e atolou miseravelmente.
O que parecia simples se complica. Diante da insuficiência do 4 x 4, há duas alternativas. A primeira, avançar e aproveitar o embalo do declive, mesmo entrando mais na área alagada. A segunda, tentar uma ré contra a gravidade avançando sobre terreno seco. A escolha pela primeira opção se revela equivocada. Agora três das quatro rodas estão enterradas no barro.
Em uma hora, 20 angolanos acompanham o trabalho de escavar e drenar a água. Três deles ajudam. A próxima estratégia é colocar esteiras de metal à frente das rodas e fazer com que o caminhão avance sobre elas. Para assentar os aparatos é preciso enfiar o pé na lama e escavar. Cavocar o suficiente para que o metal alcance a base do pneu.
Depois de uma hora de trabalho, nova tentativa. O veículo arranca, mas logo sai da trilha e afunda de novo.
— Só com um trator.
O povoado mais próximo fica a 2 quilômetros e cabe ao brasileiro, por razões linguísticas, convencer o dono do trator a socorrer os turistas. Na verdade, João não é o dono do veículo. Trata-se de um trator do Estado, mas como ele é o responsável o usa como lhe convém.
— Vai custar R$ 200 — avisa.
O tratorista acaba retirando o caminhão por R$ 80. O motorista recompensa com R$ 30 os três angolanos que trabalharam. Todos estão contentes, após quatro horas de tentativas. Stephan, o caçula dos Douglas, até se enterra na lama. Ri, chama todos para vê-lo, ri mais um pouco. Até que chora. Não consegue sair do lodo. É preciso que os pais o puxem pelos braços, agora sob a gargalhada geral. O calçado fica enterrado em solo angolano.
https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...