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sexta-feira, 9 de abril de 2021

Antologia de Poesia Angolana



Antologia de Poesia Angolana faz História

Um hino de amor à poesia

 De vez em quando, damo-nos conta de que se está a fazer História. Entre a Lua, o Caos e o Silêncio: a Flor faz História. Com excepcional organização de Irene Guerra Marques e Carlos Ferreira, esta é a mais abrangente, plural e livre antologia angolana já publicada: vai da literatura oral nas línguas nacionais aos contemporâneos, passando pelos precussores da literatura angolana. 
Entre a Lua, o Caos e o Silêncio: a Flor é uma edição Guerra e Paz com o apoio da empresa dstgroup, mecenas exclusivo deste projecto monumental que levará, aos leitores de língua portuguesa em todo o mundo, o admirável património literário angolano. A obra chega à rede livreira nacional portuguesa no próximo dia 13 de Abril. Em Angola a edição está a cargo da editora Mayemba que a apresentará em data a anunciar
Esta é uma edição cuidada ao pormenor e cuja apresentação gráfica é sóbria e elegante. À beleza da capa, centrada numa ilustração do mestre José Rodrigues, junta-se a pintura à mão das três faces do miolo, que faz deste um livro de coleccionador.


Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Arlindo Barbeitos


Arlindo Barbeitos: morreu uma figura ímpar da intelectualidade angolana
Arlindo do Carmo Pires Barbeitos nasceu a 24 de Dezembro de 1940 em Catete, Icolo e Bengo, província do Bengo. Passou a sua infância entre Catete e o Dondo, fez os seus estudos primários e secundários em Luanda. Aos 17 anos foi para Portugal, de onde saiu com 21 anos por motivos políticos, indo para França, Alemanha, onde fez estudos de Sociologia, Antropologia, além de Filosofia, Economia e Estatística na Universidade de Frankfurt. Nesse período também viajou por toda a Europa.










“E então, esse regresso – se é que é regresso – às culturas africanas, o desejo de as conhecer bem, de articular de uma maneira elaborada aquilo, que eram coisas que eu tinha visto na minha infância – coisas em que algumas pessoas da minha família mesmo haviam participado, e, parcialmente, até eu... -, isso me levou a uma outra coisa: foi, em certo momento, aceitar que uma pessoa é como é e não, por vergonha ou outra razão, o que poderia ou deveria ser.”. In: Michel Laban. Angola. Encontro com Escritores. Porto, Fundação Eng. António de Almeida, 1991, II vol. p. 529.
Em 1971 aderiu ao MPLA, regressando a Angola integrado nas suas fileiras, dando aulas na Frente Leste. Em 1972 vítima de doença vai tratar-se na Europa, onde volta a estudar, iniciando uma tese de doutoramento em Etnologia sobre “As realezas sagradas”. Em 1975 na sequência da Revolução de 25 de Abril de 1974, regressou a Angola. Foi professor no ISCED (Lubango), Adido-Cultural na República da Argélia.
Poeta, é considerado como integrante da geração dos anos 70. É membro fundador da UEA, com colaboração dispersa em vários jornais e revistas angolanas, portuguesas e outras.
Suas principais obras publicadas são: Angola, Angolê, Angolema (1976), Nzoji (1979), O Rio. Estórias de Regresso (1985), Fiapos de Sonho (1992).
A esposa, Maria Alexandre Dáskalos, faleceu há duas semanas.
Fonte: dados retirados do portal da UEA





Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 24 de junho de 2020

João Melo, irreverente e livre

João Melo, irreverente e livre

Adriano Mixinge
Para mim, ele começou sendo apenas um poeta mais. Soube que existia, em finais dos anos 80: os seus primeiros seis livros são de poesia, tendo o primeiro deles, “Definição”, sido publicado em 1985.
Mas, foi “Fabulema”, o livro que publicou no ano seguinte, o que me chegou às mãos, na “Ciudad Libertad”: o livro estava entre vários outros na caixa de livros, que, em 1990, a minha irmã São me ofertou quando eu ainda vivia naquela cidade universitária, no bairro de Marianao, em Havana.
Para ser sincero, na altura, dei pouca ou nenhuma importância àquele livro de João Melo (Luanda, 1955). Depois de tudo, - creio ter pensado na época -, no nosso país, os poetas surgiam e proliferavam como cogumelos depois da chuva, para além de que, como sabemos, apesar do muito que se publica em poesia, escasseiam os bons livros deste género literário: eu sempre tive ( e continuo a ter) dificuldades em encaixar o João Melo, entre os poetas da geração 80 e ainda bem.
Porém, apesar do escritor ter publicado “Limites & Redundâncias” (1997), quando eu já tinha regressado à Angola e vivia, em Luanda, foi com “Imitação de Sartre & Simone de Beauvoir” (1998) que eu desfrutei, fartei-me de rir e descobri o escritor livre, sem tabús e irreverente que ele é: a ideia do escritor insosso, asfixiado na sua própria gravata, sério, que nunca foi boémio e bon vivant como eu imaginava - talvez, com pouco tino-, que tinham sido os “escritores revolucionários” dos anos 60 e 70 esvaiu-se, completamente, quando eu li o primeiro livro de contos de João Melo, foi uma autêntica revelação.
Falando sobre a obra do escritor, o ensaísta Pires Laranjeira, professor da Universidade de Coimbra (Portugal) afirma que: “é imperdoável o desconhecimento de uma obra contística única nos cinco países africanos de língua portugesa, que não busca o efeito castiço de origem étnico-pop, nem o delicodoce das ternurentas aventuras infanto-juvenis ou das estórias piadéticas para entreter turistas, que merecem o seu lugar”.
Apesar de ter escrito e continuar a escrever poesia, o conto é o género literário em que João Melo se exprime e se espraia com maior acutilância, com muita piada, com um humor por vezes corrosivo e com absoluta liberdade: quem quiser compreender as subtilezas, os acertos e desacertos de parte significativa da sociedade angolana actual deve ler, atentamente, os livros de contos do escritor.
João Melo é um dos escritores que melhor soube navegar dentro do sistema político, social e económico que se instalou, em Angola, nos últimos trinta e cinco anos, adoptando diferentes perfis sócio-profissionais, mas, em todos eles, e à sua maneira, empurrando as barreiras do conservadorismo, ajudando a consumar transformações positivas dentro do próprio sistema: jornalista, publicitário, professor universitário, consultor e político.
“O dia em que Charles Bossangwa chegou à América” é o seu mais recente livro, que reúne contos escritos entre 2017 e 2019. Editado pela editorial Caminho, com prefácio de Maria Teresa Salgado da Universidade Federal de Rio de Janeiro (Brasil), este livro de contos de João Melo traz sete contos, nomeadamente, “O país está desgovernado”, “Uma pequena saga ministerial”, “o perigo amarelo”, “Uma mulher séria”, “O torcicolo”, “O angolano que não gostava do verbo malhar” e “O dia em que Charles Bossangwa chegou à América”.
Longe da ideia e da atitude de intelectual eremita e solitário, apático e indiferente ao seu tempo e às suas circunstâncias, João Melo é um cidadão que fez-nos ouvir sempre a sua voz – a troca de galhardetes com o actual embaixador do Brasil em Angola foi uma consequência das posturas e ideias que bem defende - e não tem receio nem tabú nenhum em abordar temas escabrosos, - já sejam eles temas sociais, políticos e ou sexuais-, falar sobre os problemas e as inquietações do homem, em todas as suas facetas existenciais.
“Mestre do conto”, no dizer da professora Maria Teresa Salgado da Universidade Federal de Rio de Janeiro (Brasil), João Melo é, sobretudo, um escritor irreverente, útil, livre e à ler, permanentemente.
Ele é o contista que não devemos ignorar.
in Jornal de Angola
23-06-2020


Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Poesia à volta da Fogueira

Movimento Lev'Arte convida-lhe 
a estar connosco nesta grande festa para
juntos declamarmos ao amor...


OBS: Não vale vir sozinho!
(Entradas livres)

CONTACTOS: 917 051 550 - 927 001 780
www.fazemosacontecer.blogspot.com
www.ebookangola.com
Tel.             (00244) 927 00 17 80       e             917 05 15 50      
Pensar e Falar Angola

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A RENÚNCIA IMPOSSÍVEL

A RENÚNCIA IMPOSSÍVEL

Negação

Não creio em mim
Não existo
Não quero eu não quero ser

Quero destruir-me
atirar-me de pontes elevadas
e deixar-me despedaçar
sobre as pedras duras das calçadas

Pulverizar o meu ser
desaparecer
não deixar sequer traço de passagem
pelo mundo

quero que o não-eu
se aposse de mim

Mais do que um simples suicídio
Quero que esta minha morte
seja uma verdadeira novidade histórica
um desaparecimento total
até mesmo nos cérebros
daqueles que me odeiam
até mesmo no tempo
e se processe a História
e o mundo continue
como se eu nunca tivesse existido
como se nenhuma obra tivesse produzido
como se nada tivesse influenciado na vida
se em vez de valor negativo
eu fosse zero

Quero ascender
elevar-me até atingir o Zero
e desaparecer

Deixai-me desaparecer!

Mas antes vou gritar
Com toda a força dos meus pulmões
Para que o mundo oiça:

- Fui eu quem renunciou a Vida!
Podeis continuar a ocupar o meu lugar
Vós os que mo roubastes

Aí tendes o mundo todo para vós
para mim nada quero
nem riqueza nem pobreza
nem alegria nem tristeza
nem vida nem morte
nada

Não sou Nunca fui
Renuncio-me
Atingi o Zero

E agora
vivei cantai chorai
casai-vos matai-vos embriagai-vos
dai esmolas aos pobres
Nada me pode interessar
que eu não sou
Atingi o Zero

Não contem comigo
para vos servir as refeições
nem para cavar os diamantes
que vossas mulheres irão ostentar em salões
nem para cuidar das vossas plantações
de algodão e café
não contem com amas
para amamentar os vossos filhos sifilíticos
não contem com operários
de segunda categoria
para fazer o trabalho de que vos orgulhais
nem com soldados inconscientes
para gritar com o estômago vazio
vivas ao vosso trabalho de civilização
nem com lacaios
para vos tirarem os sapatos
de madrugada
quando regressardes de orgias noturnas
nem com pretos medrosos
para vos oferecer vacas
e vender milho a tostão
nem com corpos de mulheres
para vos alimentar de prazeres
nos ócios da vossa abundância imoral

Não contem comigo
Renuncio-me
Eu atngi o Zero

E agora podeis queimar
os letreiros medrosos
que às portas de bares hotéis e recintos públicos
gritam o vosso egoismo
nas frases “SÓ PARA BRANCOS” ou COLOURED MEN ONLY”
Negros aqui brancos acolá

E agora podeis acabar
com os miseráveis bairros de negros
que vos atrapalham a vaidade
Vivei satisfeitos sem colour lines
sem terdes que dizer aos frequeses negros
que os hotéis estão abarrotados
que não há mais mesas nos restaurantes
Banhai-vos descansados
nas vossas praias e piscinas
que nunca houve negros no mundo
que sujassem as águas
ou os vossos nojentos preconceitos
com a sua escura presença

Dissolvei o Ku-Klux-Klan
que já não há negros para linchar!

Porque hesitais agora!
ao menos tendes oportunidade
para proclamardes democracias
com sinceridade

Podeis inventar uma nova história
inclusivamente podeis inventar uma nova mística
direis por exemplo: No princípio nós criamos o mundo
Tudo foi feito por NÓS
E isso nada me interessa

Ah!
que satisfação eu sinto
por ver-vos alegres no vosso orgulho
e loucos na vossa mania de superioridade

Nunca houve negros!
A África foi construida só por vós
A América foi colonizada só por vós
A Europa não conhece civilizações africanas
Nunca houve beijos de negros sobre faces brancas
nem um negro foi linchado
nunca matastes pretos a golpes de cavalomarinho
para lhes possuirdes as mulheres
nunca estorquistes propriedades a pretos
não tendes nunca tivestes filhos com sangue negro
ó racistas de desbragada lubricidade

Fartai-vos agora dentro da moral!

Que satisfação eu sinto
por não terdes que falsear os padrões morais
para salvaguardar
o prestígio a superioridade e o estômago
dos vossos filhos

Ah!
O meu suicídio é uma novidade histórica
é um sádico prazer
de ver-vos bem instalados no vosso mundo
sem necessidade de jogos falsos

Eu elevado até o Zero
eu transformado no Nada-histórico
eu no início dos tempos
eu-Nada a confundir-me com vós-Tudo
sou o verdadeiro Cristo da Humanidade!

Não há nas ruas de Luanda
negros descalços e sujos
a pôr nódoas nas vossas falsidades de colonização

Em Lourenço Marques
em New York em Leopoldville
em Cape Town
gritam pelas ruas
fogueteando alegrias nos ares

- Não há negros nas ruas!
Nunca houve
Não há negros preguiçosos
a deixar os campos por cultivar
e renitentes à escravização
já não há negros para roubar
Toda a riqueza representa agora o suor do rosto
e o suor do rosto é a poesia da vida
Viva a poesia da vida!
Viva!

Não existe música negra
Nunca houve batuques nas florestas do Congo
Quem falou em spirituals?
Os salões enchem-se de Debussy Strauss Korsakoff
que não há selvagens na terra
Viva a civilização dos homens superiores
sem manchas negróides a perturbar-lhe a estética!
Viva!

Nunca houve descobrimentos
a África foi criada com o mundo

O que é a colonização?
O que são os massacres de negros?
O que são os esbulhos de propriedade?
Coisas que ninguém conhece

A história está errada
Nunca houve escravatura
Nunca houve domínio de minorias
orgulhosas da sua força

Acabei com as cruzadas religiosas
A fé está espalhada por todo o mundo
sobre a terra só há cristãos
VÓS sois todos cristãos

Não há infiéis por converter
Escusais de imaginar mais infidelidades religiosas
para justificar
repugnantes actos de barbarismo

Não necessitais enviar mais missionários
a África
nem nos bairros de negros
Nunca houve mahamba
nem concepções religiosas diferentes
nunca houve religiosos a auxiliar a ocupação militar

Acabai com os missionários
os seus sofismas
os seus milagres
inventados para justificar ambições e vaidades

Possuis tudo TUDO
e sois todos irmãos

Continuai com os vossos sistemas políticos
ditaduras democráticas
isso é convosco
Explorai o proletariado
matai-vos uns aos outros
lutai pela glória
lutai pelo poder
criai minorias fortes
apadrinhai os afilhados dos vossos amigos
criai mais castas
aburguesai as ideias
e tudo sem a complicação
de verdes intrusos
imiscuir-se na vossa querida
e defendida civilização de homens
privilegiados

E agora
homens irmãos
daí-vos as mãos
gritai a vossa alegria de serdes sós
SÓS!
únicos habitantes da terra

Eu artingi o Zero

Isto significa extraordinariamente a vossa ética
Ao menos
não percais a ocasião para serdes honestos

Se houver terramotos
calamidades cheias ou epidemias
ou terras a defender da evasão das águas
ou motores parados em lamas africanas
raios vos partam!
já não tereis de chamar-me
para acudir as vossas desgraças
para reparar os vossos desastres
ou para carregar com a culpa das vossas incúrias
Ide para o diabo!

Eu não existo
Palavra de honra que nunca existi
Atingi o Zero
o Nada

Abençoada a hora
do meu super-suicídio
para vós
homens que construís sistemas morais
para enquadrar imoralidades

O sol brilha só para vós
a lua reflecte luz só para vós
nunca houve esclavagistas
nem massacres
nem ocupações da África

Como até a história
se transforma num tratado de moral
sem necessidade de arranjos apressados!

Os pretos dos cais não existem
Nunca foram ouvidos cantos dolentes
misturados com a chiadeira do guindaste
Nunca pisaram os caminhos do mato
carregadores com sem quilos às costas
são os motores que se queimam sob as cargas

Ó pretos submissos humildes ou tímidos
sem lugar nas cidades
ou nos escaninhos da honestidade
ou nos recantos da força
dançarinos com a alma poisada no sinal menos
polígamos declarados
dançarinos de batuques sensuais
Sabeis que subistes todos de valor
atingistes o Zero sois Nada
e salvastes o homem

Acabou-se o ódio
e o trabalho de civilização
e a náusea de ver meninos negros
sentados na escola
ao lado de meninos de olhos azuis
e as extorções e compulsões
e as palmatoadas e torturas
para obrigar inocentes a confessar crimes
e medos de revolta
e as complicadas demarches políticas
para iludir as almas simples

Acabaram-se as complicações sociais!

Atingi o Zero
Cheguei à hora do início do mundo
e resolvi não existir

Cheguei ao Zero-Espaço
ao Nada-Tempo
ao eu coincidente com vós-Tudo

E o que é mais importante:
Salvei o mundo!

Agostinho Neto (1949)






Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Antologia da Poesia Angolana

Autores / Organizadores: c
Irene Guerra Marques Carlos Ferreira
Editora: Mayamba
Nº de Páginas: 632
ISBN: 978-989-8370-42-6
2011

Entre a Lua, o Caos e o Silêncio: A Flor, é um notável trabalho de investigação e a mais completa antologia de poesia angolana até hoje organizada. A obra inclui cerca 130 autores, integrando textos da oratura (literatura oral) em diversas línguas nacionais angolanas, alguns dos primeiros documentos literários (séc. XVII), poemas dos precursores da literatura angolana (séc. XIX) e os autores das épocas moderna e contemporânea (sécs. XX e XXI).
As ilustrações (capa e interior) são de José Rodrigues e o prefácio, do escritor Boaventura Cardoso.




Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Lançamento Oficial do disco de Poesia do Poeta dos Pés Descalços

Lançamento Oficial do disco de Poesia do Poeta dos Pés Descalços

O Movimento LEV´ARTE realizará no próximo dia 18 de Junho(sábado), pelas 19:30 m, no Espaço Baía – Marginal de Luanda, o lançamento Oficial, venda e sessão de autógrafos da obra discográfica (Disco de Poesia declamada) Contemplando o Tempo, Projecto " Fado e a Poesia" de Ângelo Reis – O Poeta dos Pés Descalços.  
 
 
Data: 18 de Junho
Hora: 19:30 m
Local: No Espaço Baía – Marginal de Luanda
 
-- www.fazemosacontecer.blogspot.com
Tel.(00244) 927 00 17 80 e 917 05 15 50      


Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...