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domingo, 13 de maio de 2012

UNITA e o 19 de Março - Opinião

artigo retirado do Facebook



A UNITA, maior Partido da oposição em Angola (com 16 Deputados contra os 191 do MPLA num universo de 220) diz que vai fazer parar o país dia 19 de Maio sábado.
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Mas no sábado o país já não está parado?
Que país é que a UNITA quer afinal de contas parar? (pergunta estúpida?) Não, não é, e tem sentido se percebermos às particularidades muito "particulares" dos angolanos. É que literalmente o país para no sábado e domingo (e ninguém quer saber de trabalho e até desligam o telemóvel); ninguém trabalha a não ser os serviços de segurança, ordem publica, hospitais, bombeiros etc...Não creio que a UNITA consegue parar mais ainda.
Se a UNITA quiser parar o país, devia convocar esta manifestação para um dia em que realmente podia-se fazer sentir os efeitos, neste caso um dia normal de trabalho. Sexta 18 seria o ideal. Aí sim veríamos a força que este Partido tem, por um lado, e pelo outro veríamos se realmente os angolanos estão com a UNITA. 
Pelo o que vou conhecendo do país politico, tenho a certeza que esta manifestação agora convocada será um autentico fracasso. Repito: Será um autentico fracasso. 
Alguns motivos: Os angolanos, na sua maioria jovens, não aderem a nada que não esteja ligado ao MPLA. (A LIMA e a JURA não têm capacidades mobilizadoras iguais a OMA e a JMPLA nas grandes cidades).
Os angolanos (principalmente nas grandes cidades), no sábado queres é curtir, desbundar, estar com a família e amigos e poucos são aqueles que querem saber de situações ligadas à politica, sobretudo vindo de um Partido que na qual a maioria ainda está traumatizado com algumas coisas menos boas que fez num passado muito recente.
Outro motivo do fracasso que antevejo desta manifestação é o MPLA. Tenho cá para mim, que o maioritário vai fazer algo gigantesco para este dia para desta forma abafar e dissuadir a juventude à aderir. Tenho a certeza quase que absoluta. Vai ser certamente algo que acontecerá em todas províncias. 

ESTAMOS EM ANO DE ELEIÇÕES.
ESTAMOS EM PRÉ CAMPANHA.
TODOS OS PARTIDOS PODEM E DEVEM USAR TUDO E TODOS PARA ATINGIR OS SEUS OBJECTIVOS. 
MAS ATENÇÃO QUE EM POLITICA NÃO VALE TUDO. 
NÃO VALE OS ATAQUES PESSOAIS NEM MUITO MENOS VALE OS CAENCHES OU ÀS MILÍCIAS CONTRATADAS PARA "VARRER" COM OS MANIFESTANTES. 
NÃO VALE TAMBÉM QUEIMAR CARROS.

VIVA A DEMOCRACIA E VIVA ANGOLA.
 



Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

TOMADA DE POSSE DE SUSANA INGLÊS: FALTOU BOM SENSO E SENTIDO DE ESTADO

TOMADA DE POSSE DE SUSANA INGLÊS: FALTOU BOM SENSO E SENTIDO DE ESTADO

Uma coisa que sempre o Professor Doutor Feliciano Barreira Duarte me procurou incutir (e aos meus colegas) era a necessidade de termos BOM SENSO E SENTIDO DE ESTADO sobretudo se um dia viéssemos a ter sobre a nossa égide um cargo de alguma relevância pública ou privada.  
Dizia ele, que o BOM SENSO E SENTIDO DE ESTADO apesar de não nascer com a gente e também pelo facto de não estar a venda numa loja qualquer de esquina ou mesmo num supermercado qualquer, podíamos encontrar estes dois itens importantes na escola da vida.
Feliciano Barreira Duarte mostrou-nos também (por meio de alguns exemplo da política internacional e de Portugal) que as vezes ser grande ou ter poder, não quer dizer necessariamente que temos ou somos donos da razão e que por outro lado, ser pequeno ou não ter poder nenhum, também não necessariamente faz de nós mais fracos ou donos da razão.
Isto para dizer que mais do que demonstrar atitudes do tipo “aqui mando eu”, o melhor mesmo é dizer: ”Espera aí amigos…O que se passa aqui? Há algum problema? Se há, vamos conversar e resolver isto”.
Esta atitude chama-se BOM SENSO.
No caso tomada de posse de Susana Inglês faltou claramente BOM SENSO E MUITO SENTIDO DE ESTADO a todas as partes.  
O MPLA (e o Executivo que sustenta) podiam ter um pouquinho que fosse de BOM SENSO e evitarem “comprarem” uma guerra com a oposição e desta forma minarem um processo que por si só nunca foi consensual, mas que estava a caminhar com os seus próprios pés com a aprovação do Pacote Eleitoral por unanimidade.
A OPOSIÇÃO (UNITA, PRS, FNLA) podiam ter um pouquinho de BOM SENSO e sentido de Estado e chamarem a razão o maioritário.
O PRESIDENTE da ASSEMBLEIA NACIONAL devia e podia em nome do BOM SENSO E SENTIDO de ESTADO adiar o empossamento e chamar todas as partes envolvidas para tentarem resolver, sobre a sua mediação, este imbróglio.
Ambas as partes, tendo em mente sempre o BOM SENSO e SENTIDO de ESTADO deviam tentar por via do diálogo encontrar um meio-termo e por esta via chegar a um acordo. Não custava nada fazerem isto em nome do povo angolano que os elegeu e que é certamente o que mais sofre com estas irresponsabilidades dos nossos políticos. 

POR ISTO O QUE POSSO NESTE MOMENTO DIZER É O SEGUINTE:
DEIXEM DE PENSAR  PARTIDOS POLITICOS.
DEIXEM DE PENSAR IDEOLOGIAS.

POR FAVOR PENSEM ANGOLA. 





Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS SUCEDERÁ A JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS.


por Sérgio Conceição a Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011 às 18:52
Quando na semana passada um jornalista do jornal português Expresso perguntou a José Eduardo dos Santos se seria o cabeça de lista do seu Partido para as próximas Eleições e este respondeu "que essa é uma decisão que cabe ao MPLA, mas que como militante histórico, está naturalmente disponível para aceitar a decisão do partido" o Presidente acabou por revelar o segredo mais bem guardado pelo MPLA e pelo próprio Executivo angolano.

JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS DISSE NAS ENTRELINHAS QUE SERIA O NOVO CABEÇA DE LISTA DO SEU PARTIDO, AFASTANDO COM ESTA AFIRMAÇÃO "QUALQUER HIPOTESE DE AFASTAREM-NO" JÁ DO PODER.

Faz sentido dos Santos suceder-se a si mesmo? Faz.
Porque?
Porque em função de todos os poderes que o Presidente da República tem e que lhe foi acrescentado pela Constituição aprovada no ano de 2010, José Eduardo só largaria a presidência se estivesse muito doente (física ou mental).
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Deixar o poder na mão de alguém da sua confiança pode ser uma espécie de faca de dois gumes. Ou seja para já pode até ser bom para dos Santos e sua cúpula (incluindo família) mas a médio e longo prazo quem garante que este homem de sua inteira confiança não lhe venha futuramente sacudir o tapete e manda-lo mostrar toda sua "massa" e como conseguiu? Ou ainda mesmo, quem garante que os muitos poderes que o seu sucessor venha a ter não possa dar-lhe a volta a cabeça, e em conivencia com alguns"amigos" externos mandar dos Santos para um Tribunal (depois de uma revisão da Constituição) ir responder por alguns crimes que entretanto este sucessor arquitectar? (querem exemplo?).
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São apenas dois os cenários que aqui apresento e que deixam-me cada vez mais convicto que sucessor de JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS SERÁ NADA MAIS NADA MENOS, QUE O PROPRIO JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS.
Ademais não acredito que Dos Santos perderá a primeira grande oportunidade de ser legitimamente o Presidente deste país e de uma vez por todas calar a boca daqueles que insistem em dizer que nunca foi eleito.

Se eu estiver enganado, em Janeiro faço mea culpa.








Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

CONFERENCIA DE IMPRENSA MAT VERSUS JORNALISTAS - Opinião de Sérgio Conceição

CONFERENCIA DE IMPRENSA MAT VERSUS JORNALISTAS



Depois de já ter tido encontro com a sociedade civil e com os Partidos Políticos, o Ministério da Administração do Território reuniu-se nesta terça feira 22 com os jornalistas angolanos em conferência de imprensa no CEFOJOR em Luanda.
Nesta conferência o Ministro Bornito de Sousa tentou mais uma vez mostrar que o seu Ministério não imiscui-se nas tarefas da CNE. Mostrou que o MAT apenas está a dirigir as operações logísticas e não propriamente a preparação das Eleições como infelizmente tem sido veiculada por alguma comunicação social e redes sociais. E como exemplo o Ministro perguntou se seria a CNE a arranjar as estradas, caso uma estivesse intransitável na altura das eleições; perguntou ainda se a CNE tem capacidade para suprir todo aparato logístico que este processo acarreta, nomeadamente o mapeamento, os cadernos eleitorais, os transportes etc.
Deu ainda como exemplo os casos de outros países que têm ministérios como o Interior e justiça que cuidam deste processo apesar de ainda assim haver um organismo que cuida das eleições desde o inicio (convocação das eleições) até o final do processo (publicação dos resultados).
Numa pergunta feita pelo jornalista da TPA Alves Fernando, sobre o porque de não ter sido já acautelado aquando da aprovação da Constituição, a questão da independência do órgão eleitoral de conforme diz o artº 107, o Ministro disse que a resposta a esta questão, está exactamente no nº 2 do mesmo. Ou seja, Bornito de Sousa disse que a Lei vai determinar a independência do órgão eleitoral e como esta Lei está no parlamento para ser aprovada então o melhor mesmo é esperar por ela e ver o que de lá vai sair.

Disse ainda em jeito de brincadeira, que melhor mesmo é as equipas (Partidos Políticos) cuidarem de preparar a temporada (eleições) e deixarem de se preocupar já com o árbitro (CNE), pois podem correr o risco de prepararem mal a época e depois perderem a temporada toda por falta de uma estratégia de jogo capaz e eficaz para se debaterem com os grandes.

Disse ainda que entretanto não podia-se esperar pela aprovação da nova Lei, pois se assim fosse, muito provavelmente não teríamos eleições no próximo ano o que faria com que entrássemos numa inconstitucionalidade total e sem precedente já que a CR determina que as eleições devem ser marcadas pelo Presidente da Republica até 30 dias antes do final dos mandatos dos deputados.

Nesta reunião que estiveram presente a fina flor do jornalismo angolano publico e privado chamou-me atenção o facto de estarem na sala cerca de mais ou menos 300 jornalistas e apenas um da imprensa publica (Alves Fernandes da TPA) ter feito uma pergunta. Me perguntei se os jornalistas da RNA, Jornal de Angola e Angop tinham receio do Ministro Bornito ou da Ministra da comunicação social que também estava presente.
Sobre o processo de registo e actualização que decorre o Ministro mostra-se satisfeito com a aderência da população dizendo que nesta fase que vai terminar já a 16 de Dezembro estima-se fazer cerca de 4.000.000 de registo e actualizações.
Bornito de Sousa disse que os angolanos podem ficar descansados com a veracidade deste processo.
Sobre os angolanos que vivem no estrangeiro ninguém falou nada. Nem jornalistas perguntaram nem Ministro deu uma palavra sobre estes “coitados” que mais parece que foram esquecidos.
Ainda assim ficaram perguntas por se fazer.
No final do encontro tive a felicidade de ser abordado por Bornito de Sousa.
Afinal o Ministro conhece-me!
Disse-lhe apenas que logo estaremos juntos…no Facebok.





Carolina Cerqueira e Bornito de Sousa.




Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

SE EU FOSSE BENTO BENTO por Sérgio Conceição

por Sérgio Conceição a Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011 às 6:44
Se eu fosse o Bento Bento a primeira actividade que faria do meu consulado era criar uma página no Facebook onde nela anunciaria a minha agenda diária e serviria também para trocar algumas ideias com os luandenses.
Se eu fosse Bento Bento tentava fazer um consulado de mais  proximidade com os luandenses, tentava me achegar mais as populações, com jornadas semanais de campo e tentava também criar um conselho consultivo com  cidadãos luandenses para ouvir as suas reclamações e sugestões.
Se eu fosse Bento Bento, melhorava a minha imagem, mudava o meu penteado, deixava de usar gravatas e lenços de lapela de cor vermelha e contratava dois assessores: um de marketing político e um de comunicação. Mas dos bons e não aqueles que mais não fazem do que prestarem vassalagem, entenda-se bajulação.
Se eu fosse Bento Bento falaria poucas vezes a comunicação social. Se eu fosse Bento Bento falava mais no condicional na subjectividade e deixava de ter o ar sisudo que tem agora.
Se eu fosse Bento Bento, não prometia já melhorar os problemas da energia, da agua e das chuvas na cidade capital, se eu fosse Bento Bento esperava para ver todos os dossier sobre estes bicudos problemas de fundo que Luanda tem e só depois me pronunciava.
Se eu fosse Bento Bento não mudava já o estafe do GPL, deixava tudo como está e só depois de 6 meses fazia uma avaliação e ficava os melhores.
Se eu fosse Bento Bento aproveitava este cargo para provar que é possível sim dialogar com os jovens e esquecia de uma vez por todas a palavra ARRUACEIROS.
Se eu fosse Bento Bento aproveitava para desfrutar o máximo esta oportunidade e relançava a minha carreira política.
Para terminar, se eu fosse Bento Bento e se ainda não tivesse um curso superior aproveitava para fazer já e de preferência um ligado as Ciências Sociais. 

Se eu fosse BB, deixava de usar roupa de cor vermelha.



Pensar e Falar Angola

sábado, 12 de novembro de 2011

36 anos depois a personalidade mudou? Opinião de Sérgio Conceição

Os angolanos passaram a ser muito egoístas e mesmo hipócritas. Trinta e seis anos após a nossa independência continuámos a guardar mágoas profundas e antigas, e não somos capazes de perdoar verdadeiramente. Fingimos que já perdoámos, que somos tolerantes, que não há exclusão, quando há angolanos que têm este elementos tão presentes no seu dia-a-dia... Mas não falo só dos políticos, a própria sociedade civil é exclusivista, fora raras excepções. Em Angola há angolanos que não conseguem empregos só por serem da UNITA, há angolanos que não visitam parentes só porque o parente é da UNITA, as pessoas fogem do pessoal da UNITA, como se de leprosos se tratassem. Por isso me solidarizo com este angolanos que têm sido verdadeiramente excluídos, e que fazem tudo para sobreviver como podem nesta terra que é de todos nós. É preciso que saibamos perdoar verdadeiramente uns aos outros, todos erraram, ninguém foi santo nesta guerra, é importante que comecemos a trabalhar as nossas mentes, porque somos todos filhos dessa grande terra, e estamos todos condenados a viver aqui. Por isso meus caros, me chamar de kuacha, ou dizer que tenho ligações a UNITA, a mim não me fere, nem me preocupa, pois eu tenho ligações profundas com esta minha terra. Reflitam por favor, vamos parar de fingir e fazermos uma verdadeira reconciliação. Aos meus irmãos da UNITA, estamos juntos...



Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

UM MISTO DE ESTUPIDEZ MISTURADA COM BURRICE E INCOMPETÊNCIA

A selecção de Angola joga no dia 10, quinta-feira com a equipa portuguesa do Sporting clube de Portugal em jogo a contar para os festejos do 36º aniversário da independência do país.
1ª Estupidez misturada com burrice e incompetência.
O dia da independência é 11 de Novembro sexta-feira (feriado) só que o jogo será na quinta-feira dia de trabalho e numa altura em que está tudo na estrada devido ao trânsito caótico da cidade de Luanda.
2ª Estupidez misturada com burrice e incompetência.
A nossa selecção ao invés de jogar com uma outra selecção, a seu nível ou não, vai jogar com uma equipa que trás a sua 2ª linha, já que a maioria dos seus titulares encontram-se ao serviço das suas selecções espalhadas pelo mundo a fora ( por exemplonão vem o Elias Schaars, Onyewu, o André Martins, o Rui Patrício, o João Pereira, não vem o Polga, o Rinaudo, o Jeffren e o Izmailov).
3ª Estupidez misturada com burrice e incompetência.
Este jogo vai custar a Federação Angola de Futebol, cerca de 1000.000.00 USD.
Este “míseros” milhão é gasto numa altura em que a FAF vive um período de graves apertos financeiros.
4ª Estupidez misturada com burrice e incompetência.
O jogo será realizado no estádio 11 de Novembro, aquele que foi construído para albergar os jogos do CAN, mas que, por estar fora de mão (entenda-se longe) pouca ou nenhuma pessoa lá vai ver jogo, pelo que a FAF arrisca a ter apenas pouco menos de meia casa para verem este”importantíssimo” jogo.
5ª Estupidez misturada com burrice e incompetência.
O bilhete para este jogo custa 500.00 KZ, o mesmo valor de 8 cervejas cucas (jogo ou cereveja?).
6ª Ultima estupidez misturada com burrice e incompetência.
Angola vai perder com a segunda equipa do Sporting de Portugal e só nos vai restar continuarmos a festejar nas nossas bualas e musseques a verdadeira festa da dipanda com muita bebida, mulheres, musica e gritarias como é apanagio cá na urbe.
E assim estamos sempre a subir, como diz o outro.

Federação Angolana de Futebol

por Sérgio Conceição a Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011 às 7:57

Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

ENTREVISTA DE MOCO NO FACEBOOK: UM SACO CHEIO DE ERROS DE ORTOGRAFIA

ENTREVISTA DE MOCO NO FACEBOOK: UM SACO CHEIO DE ERROS DE ORTOGRAFIA.

por Sérgio Conceição a quinta-feira, 3 de Novembro de 2011 às 10:04
Terminei de ler a pouco a entrevista que Marcolino José Carlos Moco, concedeu á Vanessa Mayomona aqui no Facebook e confesso que me sinto um tanto desapontado com a mesma por dois motivos.
1º Motivo.
 A Vanessa tentou inovar (acho bem que o faça e até sou a favor das inovações, não fosse eu um amante da globalização) e trouxe para esta entrevista uma outra (pivô) que de todo não esteve totalmente má. O grande problema desta inovação a meu ver desnecessária, foi que a sua convidada mais não fez do que fazer-se de “Vanessa Mayomona”, ou seja, a convidada da Vanessa não conseguiu ser ela própria e mais não fez do que tentar ser aquilo que apenas VM sabe fazer e muito bem.
Esta critica não é e nem deve ser vista como sendo um ataque a nova pivô dos “Revús”, pelo contrário deve ser vista como uma chamada de atenção para a forma abruta em como esta inovação foi feita (acima da hora e sem aviso prévio deixando quase meio mundo na plateia de queixo caído).
Vanessa já sabes…inovar sim, mas tendo sempre em consideração a tua plateia.

2º Motivo.
Esperava mais de Marcolino Moco. E na minha opinião esteve francamente mau. Gostei mais da autenticidade da criatividade, da vontade e da rapidez dos Senhores Alcides Sakala e Isaias Samakuva.
O Dr. Moco mais não fez do que falar de coisas que já quase todos nós estamos acostumados a ler no seu sitio e nas aparições publicas que vai fazendo quer através dos artigos de opinião nalgumas publicações cá da urbe (neste sábado o jornal Agora na pagina 13, publicou exactamente as mesmas palavras que Moco, sem tirar nem meter, escreveu nas perguntas que lhe foram feitas na mesa de fogo), quer através de entrevistas que vai dando e ainda em palestras que vai dando.

Esperava algo mais desta entrevista, esperava que por exemplo o Dr. fosse mais claro em relação ao suposto tribalismo que deixou a entender existir no seu (ainda) Partido.
Esperava que o ex Secretario Geral da CPLP falasse mais sobre as convulsões políticas que o País atravessa, que o seu MPLA atravessa e que a África atravessa. Não falou muito e o que falou fê-lo muito sorrateiramente e quase fugiu das questões como se da cruz o diabo estivesse a fugir.
E isto não foi o pior.

O pior mesmo e pasmem-se vocês também, foi ver muitos erros ortográficos que viam da “pena” do Dr. Moco. Entendo e certamente muitos também entendem que nem todo mundo domina os teclados (e depois há o nervosismo e a própria pressão que nestes momentos aparecem) …entendo e como entendo.

O que não entendo é ver o Dr. Moco que é Licenciado e Mestre em Direito pela Universidade Agostinho Neto e Doutorando em Ciências Jurídicas Políticas pela Universidade clássica de Lisboa (uma das mais prestigiadas daquele país Ibérico) a escrever nome de pessoas, de países e até de continentes com letras minúsculas. Escreveu ana em vez de Ana, escreveu vanessa em vez de Vanessa, escreveu áfrica em vez de África, escreveu botsuana em vez de Botswana, escreveu mpla em vez de MPLA, escreveu estado em vez de Estado e escreveu erradamente outras tantas palavras que até dá-me dó estar aqui a aponta-la com o risco de ser mal interpretado. Isto é erro de ortografia aqui, na China, na Jamaica e em qualquer outro lado.
São erros grossos e totalmente inadmissíveis principalmente vindo de quem veio (Professor universitário) e com peso e responsabilidades políticas que têm. E não adianta dizerem que estes erros são admissíveis no Facebook. Não são, nunca foram e nunca serão.
Já escrevi muitas vezes aqui no meu mural sobre os nossos estudantes universitários que muito pessimamente escrevem (é só darem uma vista nos perfis de quem diz-se ser universitário e vocês espantar-se-ão com os atentados ortográficos que são cometidos) e como podem imaginar não poderia ficar indiferente com os erros cometidos nesta entrevista pelo Dr. Marcolino Moco que convém dizer, muito respeito e admiro principalmente pela forma muito activa que tem se debatido por uma maior pluralidade e democracia no país.

Aconselho a Vanessa a retirar esta entrevista do “ar” sobre pena de a mesma servir de chacota pública ao próprio Moco, a classe política angolana, aos Professores universitários angolanos e por extensão aos angolanos no geral.

Resumindo, esta entrevista foi um fracasso se comparada com todas as outras já feitas por Vanessa Mayomona e a culpa deste”saco cheio de nada” foi sem sombra de dúvida Marcolino José Carlos Moco.


PS: O papel de um politólogo é analisar os factos e fenómenos de uma sociedade. 
Marcolino Moco. (imagens Google)









Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...