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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

4 de Fevereiro - Comunicado do BD

COMUNICADO ALUSIVO AO “4 DE FEVEREIRO”

1.      O BD, por ocasião do 57.º aniversário do “4 de Fevereiro”, inclina-se perante a memória de todos aqueles que tombaram e rende a merecida homenagem a todos angolanos que com elevada exaltação nacionalista protagonizaram essa acção espectacular que rompeu definitivamente o “muro de silêncio” em relação a questão colonial de Angola, quebrando a imagem da “harmonia das populações” e da inexistência de contestação à colonização portuguesa. Nesse dia começou “a acção directa”. Estavam esgotados todos os meios pacíficos de autodeterminação e, perante a teimosia do colonial-fascismo, não havia outra saída, senão provocar um “grande sobressalto para o mundo” e iniciar uma luta armada que conduzisse o país à Independência política e à Libertação social.

2.      BD reconhece que nesta primeira acção armada de impacto nacional e internacional, a exiguidade dos meios (principalmente catanas) mostrou as fragilidades da operação e não impediu o desabar de uma onda repressiva que levou milhares de angolanos para as cadeias e desmantelou quase completamente as redes nacionalistas clandestinas. Mas, essa hecatombe não diminuiu a importância estratégica do acto para a luta de libertação de todos os povos africanos colonizados por Portugal. 
3.      BD partilha a opinião de que o “4 de Fevereiro” foi uma acção que envolveu nacionalistas filiados em diversas organizações, em que participaram ou foram vítimas da repressão colonial pessoas de todas as tendências e filiações, comungadas no mesmo espírito de libertação do jugo colonial, entre as quais se destacou Cónego Manuel das Neves, tornando o 4 de Fevereiro  numa data histórica nacional, de todos e para todos os angolanos, uma data que deve ser de UNIDADE DE TODA A NAÇÃO, em nome da libertação total de Angola e dos angolanos. 
4.      BD reafirma a sua disposição de luta, em todas as frentes (política, económica, social, cultural, ecológica ou outra), através da sua acção junto dos cidadãos, da sua participação na coligação CASA-CE e da sua presença no parlamento.
5.      O BD convoca os angolanos a honrar o gesto patriótico dos seus heróis, assumindo com a mesma exaltação patriótica e determinação a nossa cidadania, dando passos decisivos para a realização imediata de eleições autárquicas, permitindo ao país um modelo de governação mais eficaz e uma alargada participação dos cidadãos na gestão da res pública. 
6.      O BD alerta os angolanos para o imobilismo institucional e as manobras de diversão que impedem a sua efectiva participação, na vão esperança de refrescarem o aparelho do partido-Estado, reproduzindo-o e conservando as mesmas práticas de autocracia, nepotismo, corrupção e fraude, adiando mais uma vez o desenvolvimento democrático do país e o bem-estar de todos os angolanos.


             Bem-haja os Heróis do 4 de Fevereiro


LIBERDADE, MODERNIDADE E CIDADANIA. 


Luanda aos 31 de Janeiro de 2018

A Comissão Política do BD


Pensar e Falar Angola

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Conselho Executivo Nacional da CASA-CE

CONVERGÊNCIA AMPLA DE SALVAÇÃO DE ANGOLA
CASA – CE
Secretariado Executivo Nacional
Secretariado para Informação e Comunicação
NOTA INFORMATIVA
O Secretariado Executivo Nacional comunica a opinião pública nacional e internacional que a CASA-CE, Convergência Ampla de Salvação de Angola, realiza nos dias 11 e 12 do corrente mês, a reunião do Conselho Executivo Nacional, na cidade de Caxito, capital da província do Bengo.
Tem lugar a margem desta reunião, um encontro de quadros no dia 11 de Dezembro de 2013, consagrado à análise do estado político da organização, assim como da postura política que a CASA-CE deverá adoptar em 2014, nos órgãos do Estado onde está representada e face aos desafios de realizar Angola e os angolanos.
Tomarão parte da reunião de quadros as seguintes individualidades:
1.      Os Secretários Provinciais da CASA-CE;
2.      Os membros do Conselho Deliberativo Nacional, residentes em Luanda e Bengo;
3.      Vários convidados, entre académicos, empresários, membros da sociedade civil.
Dia 12 de Dezembro tem lugar a Sessão Plenária com a participação estrita dos membros do CEN - Conselho Executivo Nacional.
O Conselho Executivo Nacional vai apreciar o relatório anual 2013 da CASA-CE, perspectivar e programar as principais actividades a desenvolver durante o ano de 2014, passar igualmente em revista os acontecimentos do dia 23 de Novembro e avaliar a proposta da JPA - Juventude Patriótica de Angola, de institucionalizar Hilbert Ganga, como seu Patrono.
Luanda, aos 9 de Dezembro de 2013
Secretariado Para Informação e Comunicação
__________________________
José Baião



Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Conferência de Imprensa Abel Chivukuvuku

Conferência de Imprensa
Abel Chivukuvuku

O Presidente da CASA-CE Abel Chivukuvuku, preside a uma Conferência de Imprensa esta terça-feira (26-11) as 10 horas na Sede da Presidência, Sita na Rua Cabral Moncada, Mayanga - Luanda. Nesta Conferência de Imprensa Abel Chivukuvuku vai expor sobre os passos a serem dados, correlação a deterioração da situação política “insuportável”; o Programa Fúnebre do Jovem Ganga; os contactos estabelecidos com as autoridades ligadas a Presidência da República a quem se imputa toda a responsabilidade pelo abate a tiro de Wilbert Ganga e ainda sobre os contactos estabelecidos com outras organizações políticas com ou sem assento parlamentar, quanto ao futuro.
O Velório está previsto para as 19h30 desta terça-feira (27-11) no Quartel-general dos Bombeiros de Luanda de onde na manhã de quarta-feira (28-11) partirá a Grande Marcha apeada com a participação da sociedade civil e de outras organizações politicas da oposição até ao Cemitério da Santa -Ana.


Pensar e Falar Angola

domingo, 29 de setembro de 2013

1ᵃs Jornadas Parlamentares - Alocução de Abel Chivukuvuku

Alocução de Abel Chivukuvuku Presidente da CASA-CE por
ocasião do encerramento das 1ᵃs Jornadas Parlamentares
27 de Setembro – UIGE
Excelentíssimo Presidente do Grupo Parlamentar da CASA-CE, distintos membros de Direcção da CASA-CE, convidados, minhas senhoras, meus senhores. Não se trata de um discurso como aqui foi dito, mas sim de breves palavras.
Primeiro para agradecer todos os presentes que disponibilizaram o seu tempo precioso para estar aqui connosco e trocarmos impressões. Agradecimento especial para os nossos convidados estrangeiros aqui presentes, o Dr. José Domingos Manuel, Vereador da Camara Municipal de Moçambique; o Dr. Francisco Fernando Tavares, Presidente da Camara Municipal de Santa Catarina – cabo-verde e a Dra Dyelle de Sousa Menezes, da “Associação Contas Abertas” do Brasil. Vieram de seus países, atravessaram oceanos, voaram pelos ares e vieram aqui disponibilizando-se para compartilhar connosco seus conhecimentos e suas experiências. Os nossos agradecimentos. Espero que tenham se sentido bem no nosso seio, em amizade e harmonia. Os nossos agradecimentos são extensivos aos preletores nacionais: o Dr. Marcolino Moco; o Dr. Carlos Rosado; o Dr. Neto Figueiredo, a Dra. Liliana Estrela “de nacionalidade portuguesa” e o Dr. Belarmino Jelembe.
Também, uma palavra de agradecimento a todos os companheiros que vieram das distintas províncias do país, em especial os secretários executivos provinciais de Cabinda, Zaire, Malange, kuanza-norte, Luanda e Huambo. Para vós, o nosso abraço, o nosso agradecimento.
Aplausos
Gratos pelo trabalho que foi feito pela Equipa Organizativa, os próprios deputados e espero que todas as pequenas falhas que tenham ocorrido, tenham sido relevadas porque num Evento como este numa província como a do Uíge, onde os serviços são escassos e difíceis, há sempre uma coisa que passa. Portanto, meu pedido de desculpas em nome do Grupo Parlamentar para qualquer falha que possa ter ocorrido por causa dos trabalhos que estamos aqui a realizar.
Continuo a felicitar os deputados por terem tomado a iniciativa de fazerem estas 1ᵃs Jornadas Parlamentares da CASA-CE, sob o lema: “Por uma Deputação ao Serviço do Cidadão”. Espero que durante estes dias tenham desenvolvido um exercício de Introspecção e de Balanço do 1° Ano Legislativo desta Sessão Parlamentar e espero também que tenham criado a perspectiva e as bases para aquilo que será a prestação da CASA-CE no próximo ano Legislativo.
Como todos sabemos, concordamos durante o 1° Congresso Extraordinário num Quadro Estratégico que deve conduzir as nossas actividades em todos os níveis. O primeiro como sendo: Participação qualitativa. Somos ainda uma pequena organização e a nossa afirmação, o nosso serviço ao cidadão tem de estar directamente ligado a qualidade da nossa participação. 
Oito deputados, não contará o voto, mas contarão as iniciativas legislativas, contarão as actividades de defesa do interesse do cidadão permanentemente; contará a defesa da legalidade e da Constituição, para que o cidadão sinta que os deputados estão lá em nome do cidadão e para o cidadão.
Aplausos!
Como organização todos nós concordamos no I° Congresso Extraordinário que o segundo eixo tem de ser mesmo Crescimento, para que nos próximos desafios, a CASA-CE deixe de ser um fenómeno existente e passa a ser um fenómeno determinante para a vida política nacional.
Aplausos!
Para sermos fenómeno determinante na vida política nacional, temos de estar em condições para sermos um factor que determina a Agenda Politica Nacional. Só assim Seremos úteis aos nossos cidadãos e só assim corresponderemos eventualmente às expectativas deste cidadão que tanto sofre.
A terceira dimensão que todos concordamos, é a transformação. Todos concordamos que temos a responsabilidade de oferecer ao cidadão um instrumento perene para o futuro. Por isso, como as coligações são do ponto de vista clássico, exercícios pontuais, concordamos que não fizemos a CASA para um exercício pontual, mas sim para a historia, para as próximas gerações, por isso estamos neste processo de transformação que vai fazer da CASA-CE até ao ano 2016 num Partido Politico, que deixa de ser, Convergência Ampla de Salvação de Angola – Convergência Eleitoral, passa ser apenas Convergência Ampla de Salvação de Angola.
Aplausos!
Felicito o Vice-presidente Manuel Fernandes, simultaneamente Presidente do PALMA que assumiu com coragem e determinação a sua responsabilidade de fazer o Congresso do Palma, um dos Partidos constitutivos legalmente da CASA, onde reafirmaram a aceitação do processo de transformação.
Aplausos!
Teremos durante o mês de Outubro, mais tardar durante o mês de Novembro, o Congresso do PPA, do senhor Presidente Felé António também aqui presente e como sempre, temos confiança plena, tal como o Presidente Manuel Fernandes cumpriu a palavra do seu compromisso, o Presidente Felé António assim fará e pode contar com o total apoio dos dirigentes da CASA.
Aplausos!
Neste contexto, o Calendário Político da CASA estruturou que os outros dois Partidos farão os seus congressos no contexto da transformação durante o primeiro trimestre de 2014 e mais uma vez também expressamos aqui a nossa total confiança aos nossos companheiros com os quais criamos a CASA e vamos continuar a construir a CASA.
Aplausos!
O quarto elemento da nossa opção estratégica é a consolidação das nossas estruturas. Não podemos simplesmente existir. Temos que existir, ser funcionais e termos altos níveis de produtividade. Estar permanentemente com o cidadão, ouvir o cidadão, transmitir confiança ao cidadão e por isso todas as nossas estruturas têm de cumprir com este papel de sermos uma organização funcional e eficaz nos próximos tempos para quando chegarmos em 2015 eventualmente no desafio autárquico estejamos em altura de ter uma máquina que possa corresponder aos desafios que teremos nessa altura.
Estes são os quatro elementos da estratégia fundamental aprovada durante o Congresso Extraordinário que a CASA realizou em Abril deste ano.
Estamos perante grandes desafios do nosso país. A CASA-CE tem de reafirmar o seu compromisso para com o cidadão, estar a altura dos desafios que o país enfrenta. O primeiro desafio para os próximos tempos que angola tem e muitas vezes passa por despercebido é o dever e a obrigação de contribuirmos para a estabilidade deste país. Todos nós conhecemos os caminhos que o país trilhou no passado, temos de garantir que o país seja estável, mas a estabilidade do país não depende de alguém que tenha poder autoritário e sente que a estabilidade repousa no seu papel. A estabilidade depende de instituições fortes, legítimas e funcionais e de processos políticos credíveis e também realizados com patriotismo. A estabilidade depende disso. Nós CASA temos que ajudar a contribuir para que as nossas instituições politicas sejam efectivamente credíveis, funcionais e legítimas.
Na Assembleia Nacional, o Governo, os tribunais, cada um cumpra com o seu papel constitucional e assim serão instrumentos para a estabilidade. Os nossos processos políticos, isto é as nossas eleições, o nosso exercício politico, o respeito das normas constitucionais da funcionalidade das instituições, todos eles têm de ser credíveis e previsíveis, só assim é que seremos instrumentos de garantia da estabilidade do nosso pais.
Aplausos!
O segundo desafio é a necessidade de aprofundamento do processo nacional angolano.
Até hoje temos de facto Democracia de júri, constitucionalmente estabelecida, mas na prática, ainda estamos muito longe.
Nós CASA, temos de continuar a defender que só há Democracia, la onde houver liberdade. No nosso caso há ainda muitos cidadãos pelo pais fora cuja Liberdade é pisoteada, a sua vida é por coerção, por isso a CASA-CE tem a obrigação de contribuir para que os cidadãos sintam-se efectivamente livres, em termos  de totalidade das suas liberdades, seja liberdade de opção, liberdade de reunião, liberdade de manifestação, liberdade de expressão, para que assim possamos construir uma verdadeira Democracia.
Aplausos!
Não teremos Democracia se o pluralismo político não for efectivamente garantido. Neste momento de Juri, esta estabelecido, mas precisamos todos de contribuir para que o pluralismo politico seja um dos atributos da nossa Democracia. É um grande desafio para todos e talvez o maior neste momento no que diz respeito ao processo Democrático.
Para que tenhamos um espaço politico efectivamente aberto, não podemos ter órgãos de comunicação social do Estado completamente manipulados.
Aplausos!
Não haverá Democracia enquanto as vozes diferentes não poderem se exprimir no espaço político nacional. Não haverá democracia efectiva enquanto a TPA não der espaço a todas as vozes do país; enquanto a Rádio Nacional não der espaço a todas as vozes diferentes deste país; enquanto o Jornal de Angola só veicular as posições e os pontos de vista de um Partido e de um Governo. E por isso tem de ser mesmo os nossos esforços por vias legítimas e se necessário for irmos à rua. Pois não podemos ir mais até as próximas eleições com o espaço politico nacional completamente fechado. Não pode ser.
Aplausos!
Em Democracia, os processos eleitorais tem que ser mesmo periódicos, livres e justos. Por uma palavra, previsíveis. Toda a gente tem de saber o que vai acontecer, quando vai acontecer e como vai acontecer.
Não podemos aceitar que tenhamos um debate interminável à volta de questões como: se haverá ou não haverá eleições autárquicas. Os actores têm de ter uma ideia do que acontece para que possam preparar-se para aquilo que vai acontecer. Portanto, eleições periódicas, previsíveis. Toda a gente tem de saber com antecedência no ano tal, no mês tal teremos isso e será feito da maneira Xis. Neste aspecto a CASA-CE tem que se preparar para ser um instrumento também para clarificar a Agenda Politica Nacional no que diz respeito as eleições autárquicas. Virei depois para isso.
Espero que em 2017 não tenhamos outra vez que discutir a qualidade das nossas eleições. Só evoluiremos se de processo em processo houver melhoria qualitativa. Se estivermos estagnados, não estaremos a cumprir o nosso papel de providenciar aos nossos cidadãos, previsibilidade e certezas. Também, para um processo democrático sério e amadurecido, precisamos de uma Administração apartidária; precisamos de uma Justiça Independente e de órgãos de Defesa, de Segurança e de Ordem Pública apartidários. Estes são os atributos mínimos necessários para que o nosso processo democrático possa evoluir positivamente.
Voltando para a questão das autarquias. É lamentável que estejamos perante um discurso confuso e difuso por parte das estruturas do Estado, particularmente do Ministro da Administração do Território a quem incumbe a responsabilidade de clarificar isso. Portanto, urge que todos saibamos: vamos ter ou não; quando será as Eleições Autárquicas. Se não querem, tenham a coragem de dizer ao país: Nós, MPLA temos medo do cidadão e não queremos Eleições Autárquicas.
Aplausos!
É papel dos partidos da oposição e da sociedade civil fazer um esforço de levar o governo a clarificar esta Agenda. Nós CASA-CE tomamos a iniciativa de procurar em diálogo com todas outras organizações políticas e juntos contribuirmos para esta clarificação.
Estamos agradecidos pela vontade de algumas forças políticas que iniciaram connosco este debate e este diálogo. Entendemos a hesitação de outros. Estamos ainda assim abertos para aqueles que acham que este debate deve ser feito só no âmbito parlamentar. Continuaremos o debate com aqueles que estão disponíveis, mas estamos abertos para aqueles que querem fazê-lo só no âmbito parlamentar.
A CASA tem que ter dois tempos no que diz respeito a problemática das autárquicas. O primeiro tempo que é o exercício de levar a clarificação da Agenda Politica relativamente as autárquicas, levar o Governo, levar o Partido maioritário à determinarem a sua posição e ficar clarificado, mas o segundo passo é nós próprios nos prepararmos para este desafio. Mas, por nossa iniciativa, gostaria que pudéssemos também ter uma Agenda comum para o desafio autarca. O objectivo é quebrar a hegemonia do Partido maioritário no que diz respeito a Administração Local. Se não conseguirmos criar esta Agenda comum das eleições autárquicas, nós CASA temos de estar preparados para este desafio. E temos que lançar o repto aos cidadãos.
Para nós CASA, sobre as autarquias é uma questão de cidadania. Por isso vamos mesmo lançar o cidadão para as eleições autarcas. Vamos aceitar cidadãos que não sejam da CASA, que sejam  independentes, desde que reúnam alguns critérios: idade, acima de 25 anos; postura patriótica e cívica aceitável e recomendável; residentes lá onde querem ser candidatos; que sejam conhecidos e sejam apreciados, nós CASA vamos nos preparar para aceitar estes cidadãos, mesmo se quiserem ser independentes, nós somos abertos, por isso é que somos Convergência para que aqueles cidadãos, não sendo membros da CASA, mas residentes nos municípios onde querem concorrer, se estiverem a altura, vão ser candidatos nas listas da CASA-CE.
Aplausos
Outro desafio para Angola tem a ver com a qualidade da Governação. Não acredito que enquanto o actual Regime vigorar haverá mudança qualitativa na governação. Haverá discursos bonitos, mas continuará a má gestão, continuará a corrupção, o clientelismo e continuará o saque ao Erário Público. Por isso, a CASA tem que assumir o papel de se preparar e providenciar ao cidadão um novo modelo de governação, para que entendamos que, como governantes, não somos cidadãos diferentes dos outros; somos cidadãos comuns, com responsabilidade temporária para gerirmos recursos de todos, em nome de todos e para todos os cidadãos.
Aplausos
Nunca será governação patriótica e na CASA temos que nos preparar para nunca aceitar se governação significar, servir a nós próprios. Temos felizmente crescimento económico, resultante fundamentalmente de um conjunto de circunstâncias ligados ao facto de ter subido exponencialmente a produção petrolífera no nosso pais num momento em que nos mercados internacionais os preços também subiram. Houve crescimento económico.
Reconhecemos também com honestidade que houve melhoria em algumas dimensões das infraestruturas do país. Mas também somos obrigados a reconhecer que o nosso cidadão continua fundamentalmente pobre. A maioria dos angolanos é pobre, só não vê, só não constata quem não sai da baixa de Luanda e quem não sai de Talatona.
Aplausos!
Aqueles que quando vão as províncias, aterram com avião, reúnem no Palácio ao fim do dia pegam outra vez o avião e voltam para Luanda, nunca terão a ideia o que é a realidade do nosso país.
Aplausos!
Quem anda pelo país, de lés-a-lés por estes bairros, por estas nossas aldeias e bualas todos os dias, sentirá que tem o dever de fazer alguma coisa. São cidadãos com os mesmos direitos que nos e também merecem as mesmas condições de vida, daquilo que nos próprios usufruímos.
Companheiros, temos que incutir em nós próprios o sentido do dever e da responsabilidade, mas isso tem que advir da nossa constatação que este país precisa desta mudança. E que a CASA tem a obrigação de contribuir para que esta mudança possa verdadeiramente ocorrer. Mas ocorrer no nosso tempo para que possamos dizer: demos o nosso contributo na construção deste país.
“Exorto-vos a todos, cada um ao regressar ao seu ponto de trabalho, não olhe para aquilo que o outro vai fazer, pense naquilo que você pode fazer porque no conjunto do que todos podemos fazer, eventualmente será uma contribuição positiva e que ficará na história como contribuição de cidadãos comuns e simples que aceitaram o desafio e cumpriram com a sua palavra e o seu compromisso”.
Agradeço a população do Uíge que nos recebeu com carinho como sempre e também as nossas estruturas aqui no Uíge que contribuíram e permitiram que este Evento pudesse ter lugar com o sucesso comprovado. Regressemos com tranquilidade e serenidade para as nossas áreas de origem.
Aos nossos visitantes, mais uma vez os nossos agradecimentos, e esperamos que regressem bem, esperamos também que algum dia vos possamos visitar lá de onde viestes.
Considero encerradas estas 1ᵃs Jornadas Parlamentares.
Muito obrigado.


Pensar e Falar Angola

sábado, 28 de setembro de 2013

CASA-CE Jornadas Parlamentares

CASA-CE
Convergência Ampla de Salvação de Angola
Grupo Parlamentar
IJornadas Parlamentares
COMUNICADO FINAL
Sob o Lema “POR UMA DEPUTACAO AO SERVICO DO POVO”, o grupo Parlamentar da CASA-CE realizou, de 24 a 29 de Setembro de 2013, as suas primeiras Jornadas Parlamentares que tiveram lugar no Auditório do Grande Hotel do Uíge, na Capital da Província com o mesmo nome, tendo sido abordadas as seguintes temáticas:
1 – A Fiscalização e o Controlo Parlamentar; desafios e Constrangimentos;
2 - Gestão e Fiscalização do OGE;
3 - A Importância das Autarquias Locais no Aprofundamento da Democracia;
4 -Técnicas Legislativas e o Processo Legislativo Angolano;
5 – Troca de Experiências;
6 - Técnicas de Oratória Parlamentar;
7 - Democracia Representativa e Participativa e o Papel do Parlamento e do Deputado na Construção do Estado Moderno Africano.
A Sessão de Abertura contou com um discurso proferido pelo Excelentíssimo Senhor do GP da CASA-CE, o deputado André Gaspar Mendes de Carvalho “MIAU”.
A abordagem dos temas contou com a participação de preletores vindos do Brasil, Cabo-verde, Moçambique e Portugal, designadamente os Drs. Francisco Fernando Tavares, Presidente da camara Municipal de santa catarina – cabo verde; José Domingos Manuel, vereador da Camara Municipal da Beira – Moçambique; Dra Dyelle de Sousa Menezes, Membro da “Associação Contas Abertas”, do Brasil e Liliana estrela, Docente Universitária, de Nacionalidade Portuguesa e Residente em Angola.
As Jornadas Parlamentares da CASA-CE contaram também com a participação de preletores nacionais designadamente os Drs. Marcolino José Carlos Moco, Docente Universitário, Carlos Rosado, Docente Universitário e Director do Jornal Expansão ; Neto Figueiredo, professor Universitário e Belarmino Jelembe, Presidente da ADRA.
Em síntese, da discussão dos temas resultaram conclusões importantes, de grande serventia para todos os deputados mormente no tocante à preparação da II sessão Legislativa e em geral para os membros do Conselho Presidencial, secretários Provinciais e demais dirigentes da CASA-CE, pelo que se conclui terem sido exitosas as 1ᵃs Jornadas Parlamentares do GP da CASA-CE.
Uige, 27 de Setembro de 2013
O Grupo Parlamentar da CASA-CE





Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

CONVERGÊNCIA AMPLA DE SALVAÇÃO DE ANGOLA - COLIGAÇÃO ELEITORAL COMUNICADO

CASA-CE
CONVERGÊNCIA AMPLA DE SALVAÇÃO DE ANGOLA -  COLIGAÇÃO ELEITORAL
COMUNICADO
Sob a presidência do seu líder Dr. Abel Chivukuvuku, o Conselho Presidencial da CASA-CE reuniu-se nesta quinta-feira 29 de Agosto de 2013, na sua Sede Nacional para analisar a situação política, social e económica do país.
A reunião contou com a participação de todos os seus integrantes, tendo deliberado sobre os seguintes aspectos:
  1. O Conselho Presidencial da CASA-CE felicita o Ministério do Emprego e Segurança Social, por finalmente ter aceite a proposta da CASA-CE, apresentada aquando da campanha eleitoral de 2012, que no essencial habilita o ingresso na função pública, sem limites de idades.

  1. O Conselho Presidencial da CASA-CE deplora o uso abusivo dos meios públicos de comunicação social, feito pelo Executivo, na exaltação do aniversário do cidadão José Eduardo dos Santos, um acontecimento relevante da vida particular e não assunto de interesse do Estado angolano. Esta prática de força, sobre as respectivas redacções, contraria o discurso do próprio Titular do Poder Executivo que prometeu aquando da sua investidura, tornar a imprensa pública ao serviço do interesse público.

  1. O Conselho Presidencial da CASA-CE, condena nos mais enérgicos termos, a violência gratuita sobre os detidos das cadeias do país, com relevância o episódio da brutalidade descrita como tendo ocorrido na Comarca de Viana, onde agentes da segurança da referida unidade são vistos a cometer barbáries contra os reclusos.

3.1.       Assim, o Conselho Presidencial da CASA-CE, insta o Titular do Poder Executivo, através do departamento ministerial respectivo a responsabilizar disciplinar e criminalmente os agentes implicados neste acto abominável contra os presidiários de Viana e do país.

  1. Por outro lado, o Conselho Presidencial da CASA-CE, deplora a forma como o Executivo procura mitigar os efeitos da seca no sul do país, bem como, a propaganda e o aproveitamento político que faz, sem que no essencial, apresente uma estratégia de solução definitiva para médio e longo prazos, situação que perpetua as incertezas da vida das populações, que sobrevivem graças às mãos caridosas e solidárias das pessoas singulares e colectivas.

  1. O Conselho Presidencial da CASA-CE manifesta a sua profunda preocupação pelo agravamento, um ano depois da realização das Eleições Gerais realizadas em Agosto de 2013, das condições económicas e sociais impostas pelo regime à maioria da população angolana, situação contrária aos elevados índices de crescimento das receitas fiscais petrolíferas e não petrolíferas.

  1. O Conselho Presidencial da CASA-CE vem denunciar a onda de intimidação contra os jornalistas, mediante a instrumentalização dos órgãos de justiça, particularmente da PGR que como tudo indica, tem mandato de instruir processos de delito de opinião, contra certos profissionais de imprensa.

A par disso, integrando uma estratégia de pôr em sentido os homens e as mulheres que se opõem à linha dos unanimistas, a acção da PGR, deve ser interpretada como estando em sintonia com as medidas de suspensão dos profissionais de imprensa nas respectivas redacções.

  1. O Conselho Presidencial da CASA-CE congratula-se com o Congresso Ordinário do Palma realizado no dia 24 de Agosto de 2013 e felicita todos os seus militantes pelo êxito alcançado ao terem dado este primeiro passo político decidido no Iº Congresso Extraordinário da CASA-CE de Abril de 2013 e que visa agilizar as formalidades jurídicas com vista a transformação da CASA-CE em Partido Político.


Luanda, 29 de Agosto de 2013

O CONSELHO PRESIDENCIAL



Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Nota de Imprensa da CASA-CE

CASA-CE
CONVERGÊNCIA AMPLA DA SALVAÇÃO DE ANGOLA

NOTA DE IMPRENSA
 No quadro dos convites que a CASA vem recebendo das entidades políticas e civis estrangeiras o Conselho Presidencial da CASA-CE, vem através da presente tornar público o seguinte:
1.      A CASA-CE, recebeu no dia 20 de Junho do corrente ano, uma carta convite do Partido de Cabo verde, Movimento para a Democracia, na qual exprime a sua vontade e desejo de ser honrado com a presença da delegação da CASA-CE, liderada pelo companheiro Presidente Abel Epalanga Chivukuvuku, na X Convenção a ter lugar na cidade da Praia de 12 a 14 de Julho corrente.
2.      O Conselho Presidencial da CASA-CE, reunido no dia 23 de Julho de 2013, decidiu aceitar o convite formulado e para a ocasião deliberou na composição da delegação da CASA-CE, constituída pelo companheiro Presidente Abel Epalanga Chivukuvuku, Companheiro Conselheiro Willian Afonso Tonet e o companheiro António Milú Tonga, Assistente Principal da Presidência.
3.       O Conselho Presidencial da CASA-CE informa que no cumprimento da sua deliberação, a delegação Presidencial da CASA-CE que irá assistir a X Convenção do MpD, deslocar-se-á para cidade da Praia no dia 11 de Julho corrente (Quinta Feira), com regresso previsto para o dia 15 de Julho.
4.      Durante a estadia, na cidade da Praia, a delegação Presidencial da CASA-CE manterá contactos com as entidades políticas e civis de Cabo-verde bem como a comunidade Angolana ai residente, a quem será prestada a informação sobre a situação social, económica e politica de Angola.


Luanda, aos 10 de Julho de 2013. -

O Conselho Presidencial



Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 27 de maio de 2013

27 de Maio - MPLA


Mantendo a nossa equidistância aqui se resume o comunicado do Bureau Político do MPLA 


Declaração do MPLA sobre o 27 de Maio 
O MPLA condenou hoje, segunda-feira, o aproveitamento politico do ocorrido a 27 de Maio de 1977 por parte de cidadãos que não tendo estado directamente envolvidos nas acções à volta desses acontecimentos e das suas consequências, distorcem a verdadeira razão dos factos.
------Esta posição está expressa numa declaração Bureau Político do MPLA tornada publica hoje em alusão dos factos ocorridos a 27 de Maio de 1977 a qual considera que os aproveitamentos políticos de qualquer espécie não têm razão nenhuma para ocorrerem, sobretudo por parte de cidadãos que, exploram e exacerbam tais factos estimulando o ódio e a divisão entre angolanos.
--- Realça que, numa altura em que se assinala a passagem do trigésimo sexto ano sobre a data do 27 de Maio de 1977, o MPLA não pode ficar indiferente a ela, reiterando a sua posição inequívoca sobre este facto surgido no seu seio, tal como já o havia feito há cerca de 11 anos.
--- “O MPLA, acredita, que a atitude marcada por um elevado grau de imaturidade de alguns dos seus militantes e a incipiente organização e funcionamento das instituições e excessos de zelo dos seus principais agentes, contribuíram decisivamente naquela altura para os factos ocorridos”, lê-se no documento.
---A declaração realça que com efeito, ao reconhecer que os acontecimentos à volta do 27 de Maio de 1977, marcaram, de forma bastante negativa, uma época da nossa história recente o MPLA considera que foram a Nação e o Povo Angolano quem perderam com todos estes episódios negativos.
--- Apela a que toda a acção futura deve procurar sempre evitar que comportamentos e atitudes deste tipo possam, novamente, vir a ter lugar, quer nas instituições partidárias quer nas estaduais.
--- “ A nossa postura deve ser contrária a estes propósitos, de forma a caminharmos decididamente para um processo de reconciliação e unidade nacionais, cada vez mais profundo e genuíno”, refere.
--- Frisa que a prática democrática deve, deste modo, constituir o caminho ideal para que os angolanos possam exprimir as suas posições e fazê-las prevalecer, qualquer que seja o seu posicionamento político, a sua condição social, credo religioso, origem étnica, raça ou género.
--- A história recente de Angola está recheada de factos e acontecimentos que tocaram profundamente várias gerações de angolanos.
O povo angolano foi e há-de continuar a ser o principal protagonista de todos estes factos que marcaram e marcarão a nossa história.
--- A declaração sublinha que depois de mais de cinco décadas sofridas por conflitos de vária ordem, guerras, destruição, excessos de vários tipos, os angolanos estão cada vez mais decididos a caminhar firmes na senda da responsabilidade e da tolerância e, sobretudo, da reconciliação de toda a família angolana.
--- A maturidade, o sentido de Estado e o alto grau de responsabilidade e o espírito de fraternidade e de flexibilidade que os angolanos e as suas instituições atingiram, conduziram-nos à paz, à concórdia e à estabilidade política.
--- Os exemplos que, nos últimos dez anos nos têm sido dados com a finalização do conflito militar e com as manifestações de perdão, de tolerância e de reconciliação, são provas evidentes desta nova realidade.
--- Considera que este foi, sem qualquer dúvida, um caminho difícil de trilhar, desde o dia 11 de Novembro de 1975.
--- O MPLA não pode, pois, estar dissociado dos principais momentos nesta caminhada para a construção de um Estado forte, com instituições credíveis, em que os direitos, os deveres, as liberdades e as garantias fundamentais dos cidadãos sejam asseguradas, consolidando e ampliando a democracia, nos seus múltiplos aspectos.
--- Esta foi a razão principal por que se bateu firmemente pelo alcance da paz, quando todos os anos milhares de angolanos pereciam injustamente.
--- Em relação a todos quantos, de algum modo, estiveram envolvidos nos acontecimentos em torno do 27 de Maio de 1977 e aos demais cidadãos que, de qualquer forma, estiveram associados à guerra fratricida que o País viveu, o MPLA recomenda que as instituições do Estado, com o apoio da sociedade, devam continuar a trabalhar para que as consequências produzidas por estes acontecimentos não criem entraves ou dificuldades de qualquer natureza, ao exercício pleno dos direitos constitucionais e legais, por qualquer cidadão.
---“Ao virarmos mais esta página da nossa história devemos assumir o compromisso, perante o povo angolano e o mundo, de tudo fazermos para que Angola seja a Pátria da liberdade, da tolerância, da democracia e da justiça”, finaliza a declaração. 

fonte: angop



Pensar e Falar Angola

sábado, 25 de maio de 2013

5º Conselho Nacional do BD

DISCURSO DE ABERTURA DA 5º CONSELHO NACIONAL DO BD
25 DE MAIO DE 2013
Caros Conselheiros!
Caros Convidados!
Praticamente 1 mês depois de termos realizado a nossa 2ª Convenção Nacional, estamos aqui reunidos com o objectivo de materializarmos as decisões tomadas durante esse magno encontro do nosso Partido. Esta reunião do Conselho Nacional é, pois, uma decorrência dos nossos Estatutos e uma prática que devemos cultivar.
Trabalhar em conjunto, reflectir juntos, ouvirmo-nos uns aos outros, é saudável e é altamente democrático, mesmo que isso, por vezes, possa parecer cansativo e repetitivo. Só assim poderemos caminhar de modo seguro, na prossecução dos nossos objectivos. Estou confiante que, com estas boas práticas, sairemos vencedores na nossa batalha pela criação de um país mais livre e mais digno.
Como estão lembrados, durante os três dias em que estivemos reunidos em Convenção, foi possível discutirmos com alguma profundidade muitas das questões fundamentais da nossa vida partidária. Tivemos a possibilidade de recensear os pontos em que estamos mais fortes e também aqueles em que somos mais débeis. Um dos nossos pontos fortes é a clareza dos princípios que norteiam a nossa acção política, cujas balizas são a luta pela LIBERDADE, pela MODERNIDADE e pela CIDADANIA.
Essa luta é o nosso compromisso para com as gerações actuais e para com as gerações futuras. Nós queremos ser parte do vasto conjunto de angolanos e angolanas cabouqueiros de uma Angola Melhor e Mais Justa. Sabemos que tal desígnio exige de nós muita determinação e impõe o consentimento de sacrifícios.
Estamos dispostos a fazer tais sacrifícios como actores e participes desta gesta. Uma gesta que vem de muitos daqueles que, no passado, consentiram perder a sua vida e a sua liberdade para que os angolanos de hoje e do futuro se tornassem homens dignos e orgulhosos do seu país.
O Lema que recentemente escolhemos para a nossa acção nos próximos tempos, “MUDAR O FUTURO”, espelha bem o nosso compromisso inter-geracional, pois sabemos que as sementes têm sempre que germinar e que, sendo de boa estirpe, produzirão frutos saudáveis e saborosos.
“MUDAR O FUTURO” encerra uma mensagem espectacular, dado que temos o direito de acreditar que, o futuro que aqueles que hoje dirigem os destinos do nosso país nos reserva, está pejado de incertezas. Compete-nos, por isso, apresentar outras propostas ao nosso povo, e fazê-lo com base nas suas expectativas e nos seus anseios.
“MUDAR O FUTURO” exige lucidez e clarividência, determinação e forte empenho. Para tal, temos que nos superar todos os dias, e melhorar os nossos métodos de trabalho.
O trabalho pela MUDANÇA nunca termina. Ele evolui com a dinâmica da vida e da sociedade.
Hoje vivemos uma profunda aceleração do tempo e as causas por que nos batemos, depois de satisfeitas, criam novas causas. Essa é a lógica da vida moderna.
A LIBERDADE por que sempre nos batemos encontra impedimentos colocados pelos nossos adversários que procuram por todos os meios estreitar os caminhos. Usam frequentemente meios de repressão, intimidam, mas também se socorrem de outras práticas mais subtis e capciosas. Eles amordaçam os meios de comunicação, deturpam realidades, seduzem e aliciam os mais fracos, com a clara intenção de se perpetuarem no poder.
Se queremos garantir a MODERNIDADE para o nosso povo, temos que ser céleres a pensar e lestos a agir. Nunca nos devemos dar por satisfeitos, pois, vencido um obstáculo, logo se nos coloca no caminho um outro obstáculo. Quando vencidos esses obstáculos a vida torna-se melhor e mais cómoda.
A MODERNIDADE exige uma inter-acção cada vez mais estreita com o mundo. Por isso, não nos podemos isolar, nem cada dentro, nem com o exterior.
Somos obrigados a permanecer atentos ao que se passa ao nosso redor, mais perto e mais longe, para nos tornarmos homens e mulheres deste tempo. Temos que ser actores de pleno direito de um tempo que se que move a elevadíssima velocidade.
Caros Conselheiros!
O Bloco Democrático faz questão de apontar como um dos seus maiores objectivos a participação cidadã, a CIDADANIA. Por isso devemos interagir permanentemente com a sociedade civil de que somos parte integrante.
É na sociedade civil que nos devemos inspirar, nos seus anseios, nas suas batalhas, nas suas causas. Quando por exemplo, os professores reivindicam direitos, compete-nos estar do seu lado. Quando os operários se batem por melhores condições de trabalho e mais justas remunerações, têm que contar com o nosso apoio e solidariedade. Quando os trabalhadores da saúde clamam por mais justiça laboral e por meios mais adequados ao seu labor, eles podem ter a certeza que somos seus aliados.
Devemos estar com todos aqueles que fazem reclamações justas e exequíveis. Esse é o nosso dever de partido que se bate por alargar o espaço da CIDADANIA.
Caros Conselheiros!
Não pretendo tomar mais tempo, pois, os trabalhos que nos esperam nestes dois dias são bastante volumosos. Vamos, pois, de seguida, passar ao trabalho, na certeza de que este exercício reforçará os nossos laços de companheirismo.
Temos que sair daqui com a convicção de que vale a pena sermos combatentes da nossa Causa Justa.
Antes de terminar, gostaria de lembrar que os nossos trabalhos começam precisamente quando, há 50 anos, os líderes africanos de então tomaram a firme decisão de unir o nosso continente através de uma Organização que hoje se continua com desafios ainda bastante complexos.
E de modo algum me posso esquecer que, dentro de 2 dias, se completarão 36 anos desde que o nosso povo conheceu um dos momentos mais dramáticos da nossa vida enquanto país independente. O “27 de Maio” é um marco triste que deve ser tomado como exemplo daquilo que nunca mais se pode repetir.
“MUDAR O FUTURO” PELA LIBERDADE, MODERNIDADE E DEMOCRACIA
Muito Obrigado!
Dr. Justino Pinto de Andrade
Presidente do BLOCO DEMOCRÁTICO


Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...