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domingo, 16 de setembro de 2012

Camões no Oriente . Eduardo Ribeiro (Namibe)


Palavras do meu editor:

Meus caros

Desta feita sou o editor, através da "Labirinto de Letras".
O livro é um ensaio sobre um enigma: teria Camões estado em Macau?
Sobre o assunto os estudiosos dividem-se.
O autor, Eduardo Ribeiro, radicado em Macau há vários anos, não hesita em responder com um sim, fruto de paciente investigação.
Palavras suas sobre o que descobriu: 
«foi para Macau que o nosso Poeta, desagradado ou receoso, ou ambas as coisas, virou as costas à Índia, onde havia acabado de ser instalada a Inquisição (1560), provavelmente após ter assistido «ao medonho espetáculo» da morte pelo fogo da «primeira vítima da Inquisição Goense», o cristão-novo Jerónimo Dias, bacharel em medicina, colega de Garcia de Orta, matutando, certamente, como é que um «povo que se ergue às Índias, se ajoelha às inquisições», nas palavras de Fernando Dacosta».
Roga-se a gentileza da presença e da divulgação.
No caso de o endereço de email ou o destinatário não ser o correcto, peço ainda o favor do reencaminhamento para o destino merecido.
Cumprimentos
jab



Pensar e Falar Angola

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

ONDJAKI na BMVR

Hoje Ondjaki esteve aqui - convidado pela UTAD.
Foram quase 2 horas de amena conversa.
Falou de Luanda, das estórias, da cultura angolana, das suas vivências, da sua avó, do piscar de olhos a diversas referências culturais, falou do prazer de escrever... disse humildemente que não percebia nada de sociologia (imaginem). Falou de outros escritores angolanos, Luandino, Manuel Rui, Agualusa, Ana Paula Tavares, falou também de Mia Couto (Moçambique), falou das raras escritoras angolanas e da sua obrigação em começar a escrever criticamente sobre Angola. Falou de como se apaixonou por uma estrada asfaltada rectilínea que se dirige para o Huambo. Também falou do acordo ortográfico. Disse com sentido de humor que escrevia em desportuguês e numa tonalidade tropical tão agradável de ouvir.
Antes do inicio assinou dois dos meus livros. Uma assinatura linda, que pena não ter levado todos! Adorei. Entre umas e outras lhe falei do nosso blog Pensar e Falar Angola.
Obrigada Ondjaki, volta sempre.
A. Quelhas






Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

II Encontro de Escritores de Língua Portuguesa

Pelo segundo ano consecutivo, a Prefeitura de Natal e a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), com o apoio da Associação Lisboa/Natal (LisNatal), organizam o Encontro de Escritores de Língua Portuguesa, em Natal, que terá lugar nos dias 23, 24 e 25 de Novembro.
Espera-se mais de 1 500 participantes, entre escritores, professores, estudantes e público em geral, a animar os encontros e mesas em português:
1. LITERATURA DE VIAGENS: reflectirá sobre crónicas e descrições de viagens de ontem e de hoje, das viagens através dos livros. A viagem entendida nas mais diversas formas, como itinerário turistico, literário e interior, que propicia o encontro do Outro e contribui para um melhor conhecimento da nossa identidade, da relatividade dos quadros mentais e culturais, logo de um melhor conhecimento do mundo e da própria globalização.
2. O ESTADO E A EVOLUÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA: na qual poderão, nomeadamente, ter lugar intervenções sobre as diferentes perspectivas de utilização da língua no Mundo Lusófono; bem como a reflexão sobre as estratégias de afirmação da nossa língua comum, como forma de valorização do nosso património literário, cultural e da Lusofonia.
3. POESIA ESCRITA PARA A MÚSICA: que permitirá, nomeadamnete, a reflexão sobre temas como, a poesia utilizada nas letras do Samba e do Fado, e as tendencias da poesia dos diferentes universos musicais que compõem a lusofonia.
serão os grandes temas do encontro com os seguintes nomes já garantidos:
- Angola: Manuel Rui Monteiro, António Antunes Fonseca (Membro da União dos Escritores Angolanos), e Armindo Jaime Gomes.
- Cabo Verde: Daniel Pereira (embaixador de Cabo Verde em Brasília), Domingos Landim de Barros, Daniel Euricles Rodrigues Spínola (escritor com o Pseudónimo literário Danny Spínola) e José Luis Hopffer Almada.
- Guiné-Bissau: o escritor e poeta Tony Tcheka (António Soares Lopes Júnior).
- Moçambique: Sangare Okapi (poeta e membro da Associação de Escritores Moçambicanos), Jorge de Oliveira e Aurélio Furdela (membro da Associação de Escritores Moçambicanos).
- Portugal: Carlos Reis, Pedro Rosa Mendes (escritor e jornalista, que recebeu, recentemente, o prémio Pen Club), José da Costa Neves (E. S. Tagino é o seu pseudónimo literário), António Cortez e Tiago Torres da Silva.
- S. Tomé e Príncipe: Angelson Coelho D ́Assunção.
- Timor: Domingos Francisco de Sousa (embaixador de Timor em Brasília). 


Pensar e Falar Angola

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A RENÚNCIA IMPOSSÍVEL

A RENÚNCIA IMPOSSÍVEL

Negação

Não creio em mim
Não existo
Não quero eu não quero ser

Quero destruir-me
atirar-me de pontes elevadas
e deixar-me despedaçar
sobre as pedras duras das calçadas

Pulverizar o meu ser
desaparecer
não deixar sequer traço de passagem
pelo mundo

quero que o não-eu
se aposse de mim

Mais do que um simples suicídio
Quero que esta minha morte
seja uma verdadeira novidade histórica
um desaparecimento total
até mesmo nos cérebros
daqueles que me odeiam
até mesmo no tempo
e se processe a História
e o mundo continue
como se eu nunca tivesse existido
como se nenhuma obra tivesse produzido
como se nada tivesse influenciado na vida
se em vez de valor negativo
eu fosse zero

Quero ascender
elevar-me até atingir o Zero
e desaparecer

Deixai-me desaparecer!

Mas antes vou gritar
Com toda a força dos meus pulmões
Para que o mundo oiça:

- Fui eu quem renunciou a Vida!
Podeis continuar a ocupar o meu lugar
Vós os que mo roubastes

Aí tendes o mundo todo para vós
para mim nada quero
nem riqueza nem pobreza
nem alegria nem tristeza
nem vida nem morte
nada

Não sou Nunca fui
Renuncio-me
Atingi o Zero

E agora
vivei cantai chorai
casai-vos matai-vos embriagai-vos
dai esmolas aos pobres
Nada me pode interessar
que eu não sou
Atingi o Zero

Não contem comigo
para vos servir as refeições
nem para cavar os diamantes
que vossas mulheres irão ostentar em salões
nem para cuidar das vossas plantações
de algodão e café
não contem com amas
para amamentar os vossos filhos sifilíticos
não contem com operários
de segunda categoria
para fazer o trabalho de que vos orgulhais
nem com soldados inconscientes
para gritar com o estômago vazio
vivas ao vosso trabalho de civilização
nem com lacaios
para vos tirarem os sapatos
de madrugada
quando regressardes de orgias noturnas
nem com pretos medrosos
para vos oferecer vacas
e vender milho a tostão
nem com corpos de mulheres
para vos alimentar de prazeres
nos ócios da vossa abundância imoral

Não contem comigo
Renuncio-me
Eu atngi o Zero

E agora podeis queimar
os letreiros medrosos
que às portas de bares hotéis e recintos públicos
gritam o vosso egoismo
nas frases “SÓ PARA BRANCOS” ou COLOURED MEN ONLY”
Negros aqui brancos acolá

E agora podeis acabar
com os miseráveis bairros de negros
que vos atrapalham a vaidade
Vivei satisfeitos sem colour lines
sem terdes que dizer aos frequeses negros
que os hotéis estão abarrotados
que não há mais mesas nos restaurantes
Banhai-vos descansados
nas vossas praias e piscinas
que nunca houve negros no mundo
que sujassem as águas
ou os vossos nojentos preconceitos
com a sua escura presença

Dissolvei o Ku-Klux-Klan
que já não há negros para linchar!

Porque hesitais agora!
ao menos tendes oportunidade
para proclamardes democracias
com sinceridade

Podeis inventar uma nova história
inclusivamente podeis inventar uma nova mística
direis por exemplo: No princípio nós criamos o mundo
Tudo foi feito por NÓS
E isso nada me interessa

Ah!
que satisfação eu sinto
por ver-vos alegres no vosso orgulho
e loucos na vossa mania de superioridade

Nunca houve negros!
A África foi construida só por vós
A América foi colonizada só por vós
A Europa não conhece civilizações africanas
Nunca houve beijos de negros sobre faces brancas
nem um negro foi linchado
nunca matastes pretos a golpes de cavalomarinho
para lhes possuirdes as mulheres
nunca estorquistes propriedades a pretos
não tendes nunca tivestes filhos com sangue negro
ó racistas de desbragada lubricidade

Fartai-vos agora dentro da moral!

Que satisfação eu sinto
por não terdes que falsear os padrões morais
para salvaguardar
o prestígio a superioridade e o estômago
dos vossos filhos

Ah!
O meu suicídio é uma novidade histórica
é um sádico prazer
de ver-vos bem instalados no vosso mundo
sem necessidade de jogos falsos

Eu elevado até o Zero
eu transformado no Nada-histórico
eu no início dos tempos
eu-Nada a confundir-me com vós-Tudo
sou o verdadeiro Cristo da Humanidade!

Não há nas ruas de Luanda
negros descalços e sujos
a pôr nódoas nas vossas falsidades de colonização

Em Lourenço Marques
em New York em Leopoldville
em Cape Town
gritam pelas ruas
fogueteando alegrias nos ares

- Não há negros nas ruas!
Nunca houve
Não há negros preguiçosos
a deixar os campos por cultivar
e renitentes à escravização
já não há negros para roubar
Toda a riqueza representa agora o suor do rosto
e o suor do rosto é a poesia da vida
Viva a poesia da vida!
Viva!

Não existe música negra
Nunca houve batuques nas florestas do Congo
Quem falou em spirituals?
Os salões enchem-se de Debussy Strauss Korsakoff
que não há selvagens na terra
Viva a civilização dos homens superiores
sem manchas negróides a perturbar-lhe a estética!
Viva!

Nunca houve descobrimentos
a África foi criada com o mundo

O que é a colonização?
O que são os massacres de negros?
O que são os esbulhos de propriedade?
Coisas que ninguém conhece

A história está errada
Nunca houve escravatura
Nunca houve domínio de minorias
orgulhosas da sua força

Acabei com as cruzadas religiosas
A fé está espalhada por todo o mundo
sobre a terra só há cristãos
VÓS sois todos cristãos

Não há infiéis por converter
Escusais de imaginar mais infidelidades religiosas
para justificar
repugnantes actos de barbarismo

Não necessitais enviar mais missionários
a África
nem nos bairros de negros
Nunca houve mahamba
nem concepções religiosas diferentes
nunca houve religiosos a auxiliar a ocupação militar

Acabai com os missionários
os seus sofismas
os seus milagres
inventados para justificar ambições e vaidades

Possuis tudo TUDO
e sois todos irmãos

Continuai com os vossos sistemas políticos
ditaduras democráticas
isso é convosco
Explorai o proletariado
matai-vos uns aos outros
lutai pela glória
lutai pelo poder
criai minorias fortes
apadrinhai os afilhados dos vossos amigos
criai mais castas
aburguesai as ideias
e tudo sem a complicação
de verdes intrusos
imiscuir-se na vossa querida
e defendida civilização de homens
privilegiados

E agora
homens irmãos
daí-vos as mãos
gritai a vossa alegria de serdes sós
SÓS!
únicos habitantes da terra

Eu artingi o Zero

Isto significa extraordinariamente a vossa ética
Ao menos
não percais a ocasião para serdes honestos

Se houver terramotos
calamidades cheias ou epidemias
ou terras a defender da evasão das águas
ou motores parados em lamas africanas
raios vos partam!
já não tereis de chamar-me
para acudir as vossas desgraças
para reparar os vossos desastres
ou para carregar com a culpa das vossas incúrias
Ide para o diabo!

Eu não existo
Palavra de honra que nunca existi
Atingi o Zero
o Nada

Abençoada a hora
do meu super-suicídio
para vós
homens que construís sistemas morais
para enquadrar imoralidades

O sol brilha só para vós
a lua reflecte luz só para vós
nunca houve esclavagistas
nem massacres
nem ocupações da África

Como até a história
se transforma num tratado de moral
sem necessidade de arranjos apressados!

Os pretos dos cais não existem
Nunca foram ouvidos cantos dolentes
misturados com a chiadeira do guindaste
Nunca pisaram os caminhos do mato
carregadores com sem quilos às costas
são os motores que se queimam sob as cargas

Ó pretos submissos humildes ou tímidos
sem lugar nas cidades
ou nos escaninhos da honestidade
ou nos recantos da força
dançarinos com a alma poisada no sinal menos
polígamos declarados
dançarinos de batuques sensuais
Sabeis que subistes todos de valor
atingistes o Zero sois Nada
e salvastes o homem

Acabou-se o ódio
e o trabalho de civilização
e a náusea de ver meninos negros
sentados na escola
ao lado de meninos de olhos azuis
e as extorções e compulsões
e as palmatoadas e torturas
para obrigar inocentes a confessar crimes
e medos de revolta
e as complicadas demarches políticas
para iludir as almas simples

Acabaram-se as complicações sociais!

Atingi o Zero
Cheguei à hora do início do mundo
e resolvi não existir

Cheguei ao Zero-Espaço
ao Nada-Tempo
ao eu coincidente com vós-Tudo

E o que é mais importante:
Salvei o mundo!

Agostinho Neto (1949)






Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Obras de Neto ganham cada vez mais espaço no mundo literário

Obras de Neto ganham cada vez mais espaço no mundo literário

Angop
Poeta e fundador da nação, António Agostinho Neto
Poeta e fundador da nação, António Agostinho Neto

Belgrado - A escritora angolana Maria Eugénia Neto afirmou hoje, em Belgrado, Sérvia, que as obras do poeta e primeiro presidente de Angola, António Agostinho Neto, têm estado a ganhar cada vez mais espaço no plano literário e político no mundo.

Maria Eugénia Neto, que falava para um grupo de estudantes sérvios na Feira Internacional de Livros de Belgrado, fez saber que a Fundação Agostinho Neto tem recebido, por exemplo, pedidos de angolanos e estrangeiros para musicar os seus poemas.

“ Existem ainda livros de angolanos que defendem teses sobre a obra política e poética de Neto, assim como professores estrangeiros que se debruçam sobre ela e escrevem livros de grande mérito. Há países onde em escolas do ensino secundário e universitário a sua obra faz parte do curriculum escolar”, asseverou.

A poesia de Agostinho Neto, esclareceu, faz palpitar o que de melhor Angola tem, pois o Poeta Maior cultivou nos seus livros a modéstia, a solidariedade e induziu os valores nobres do homem.

Apontou que as obras de António Agostinho Neto podem ser lidos em diversas línguas como espanhol, francês, inglês, servo e muito brevemente, em chinês e coreano.

Dentre os livros que António Agostinho Neto publicou constam “ Renúncia Impossível” e “Sagrada Esperança”.

Angola press


Pensar e Falar Angola

domingo, 3 de abril de 2011

Chia KMK defende estímulos para os criadores huilanos



Chia KMK (ao centro) diz que artistas da Huíla estão a emigrar para outras regiões do país devido a falta de condições de trabalho
Fotografia: Arimateia Baptista
 O escritor Chia KMK defendeu ontem, no Lubango, a criação de estímulos para os artistas locais, como forma de incentivar a criatividade e evitar a fuga dos criadores huilanos para outras regiões do país.
Chia KMK lamentou o facto de a maioria dos artistas e profissionais da área que despontaram na província da Huíla optarem por viver em Luanda, em detrimento do Lubango, devido a dificuldades materiais e financeiras para prosseguirem a carreira artística. Na visão do escritor, a criação de condições materiais, infraestruturais e estímulos aos criadores locais valoriza o potencial dos músicos, escritores, encenadores e promotores. O também secretário da Brigada Jovem de Literatura na Huíla alega que a fuga de artistas para a capital empobrece a cultura huilana, ao retirar a nata artística da província para outras zonas do país, onde são influenciados a produzir material relacionado com o meio em que passam a estar inseridos.
Chia KMK considera que os estímulos melhoram a produtividade e o desenvolvimento adequado das actividades dos criadores na sua missão de resgate e promoção dos valores culturais dos povos da província. Por isso, sugere às autoridades provinciais que proporcionem melhores condições de habitabilidade e de realização de espectáculos, sobretudo na cidade do Lubango, “para que os nossos artistas desenvolvam as suas actividades sem sobressaltos”. O escritor entende que a residência de artistas no Lubango coloca a província num lugar privilegiado, porque recebe convites de agentes culturais de outras regiões e realiza espectáculos regularmente, factor de atracção de turistas nacionais e estrangeiros.
“A nossa cidade é tradicionalmente hospitaleira e, por isso mesmo, muitas entidades sentem-se atraídas a emprestar um pouco do seu saber para juntos comungarmos as novidades das obras criativas e de investigação” sublinhou.
Frisou que muitos artistas e profissionais da área cultural são obrigados a emigrar. O mercado de atracção tem sido Luanda, em busca de melhores condições de vida e de sucesso profissional. A título de exemplo referiu os casos da Banda  Akapaná, do escritor Belarmino Van-Duném, dos Irmãos Almeida e  Vaketu descobertos no Lubango.




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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O QUE É O ELINGA TEATRO?

O grupo Elinga Teatro (do umbundo ‘elinga’, que significa acção, iniciativa, exercício) foi criado no dia 21 de Maio de 1988. A sua existência inscreve-se, no entanto, numa linha de continuidade iniciada com o grupo Tchinganje (1975/76) e prosseguida com o Xilenga-Teatro (1977/80) e com o Grupo de Teatro da Faculdade de Medicina de Luanda (1984/87). (Para ler mais.)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Perdemos um AMIGO

Olá Amigo(a)

Partida ... Adeus ... Até sempre !

Partiu esta madrugada, da nossa companhia, o escritor angolano Fernando Baião.

Ficamos sem um grande amigo

Para ti Fernando, o que podemos dizer-te em tom de homenagem de despedida, é que,

" Estamos Juntos " no teu sonho

" Que Angola se torne um país a sério e seja um bom exemplo para toda a África "(Fernando Baião)

Descansa em paz !

Estarás sempre no nosso muxima

Para quem desejar participar na cerimómia fúnebre

O corpo estará presente, a partir das 10:00 (13/4/10) na Igreja da Ressureição - Fontaínhas - Cascais

14:30 - Cortejo fúnebre até Rio de Mouro

16:00 - Cremação

Imagem ho  spedada por Servimg.com



Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

José Luandino Vieira na Póvoa de Varzim

José Luandino Vieira apresenta livro, dia 13


Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Ponto de passagem obrigatório na rota dos livros, a Póvoa de Varzim acolhe um novo lançamento – O Livro dos Guerrilheiros, de José Luandino Vieira. A apresentação decorre no dia 13, às 21h30, num espaço que é também ele feito de livros e escritores, o Diana Bar.
É um mergulho na memória de Angola que o escritor propõe, fixando o olhar nos guerrilheiros para, a partir das suas vozes, captar a guerrilha como uma vivência em movimento, como a realidade de um presente que ainda não poderia conhecer os erros, os acertos, a euforia, a frustração. Nessa mescla de testemunho e ficção, Luandino, com sua inquietante radicalidade, leva-nos por uma viagem marcada pelo risco, arrastando-nos para um turbilhão de imagens e sentidos que impossibilita qualquer hipótese de sossego diante do texto. Assim, como diante da extraordinária realidade que a escrita tão concisa consegue representar.
José Luandino Vieira nasceu na Lagoa do Furadouro, Portugal, mas tornou-se cidadão angolano pela sua participação no movimento de libertação nacional e contribuição para o nascimento da República Popular de Angola. Trabalhou em diversas profissões até ser preso em 1959 (Processo dos 50), é depois libertado e posteriormente, em 1961, é de novo preso e condenado a 14 anos de prisão. Transferido, em 1954, para o Campo de Concentração do Tarrafal, onde passou 8 anos, foi libertado em 1972, em regime de residência vigiada em Lisboa. Iniciou então a publicação da sua obra, na grande maioria escrita nas diversas prisões por onde passou. Na sua bibliografia estão incluídas obras para crianças, como A Guerra dos Fazedores de Chuva com os Caçadores de Nuvens, onde também constam desenhos do autor. Recentemente publicou Nosso Musseque (2003) ; A Vida Verdadeira de Domingos Xavier (2003) ; Nós, os do Makulusu (2004) ; João Vêncio: os Seus Amores (2004) ; Luanda (2004) ; No Antigamente, na Vida (2005) ; Macandumba (2005) ; Velhas Estórias (2006) ; Lourentinho, Dona Antónia de Sousa & Eu (2006) ; De Rios Velhos e Guerrilheiros – o Livro dos Rios (2007) ; Vidas Novas (2007) ; A Cidade e a Infância (2007).


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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Amanhã em Portimão

Luandino Vieira na Biblioteca de Portimão

O escritor angolano Luandino Vieira apresenta amanhã, quarta-feira, na Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes a sua última obra editada em Portugal, “O Livro dos Guerrilheiros”.
A sessão está marcada para as 18h30 e nela o autor, que participou no movimento que originou a República Popular de Angola, falará sobre o sentido e as motivações que radicam no fenómeno da guerrilha e dos guerrilheiros no seu país, não formulando respostas, antes recolocando questões que legitimam o mergulho na memória que é feito no livro agora lançado.
Luandino Vieira trabalhou em diversas profissões até ser preso em 1959 devido às suas ideias políticas, sendo depois libertado e posteriormente (1961) de novo preso e condenado a 14 anos de prisão e medidas de segurança.
Transferido para o Campo de Concentração do Tarrafal, onde passou oito anos, foi libertado em 1972, em regime de residência vigiada em Lisboa. É membro fundador da União dos Escritores Angolanos, criada em 1975.


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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O Livro dos Guerrilheiros - narrativa

Apresentação a 30 de Setembro às 18.30 horas, na Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes, Portimão - Algarve- Portugal

Que sentido e/ou sentidos encontrar para essa retomada da guerrilha quando a ideia de nação em Angola parece tão consolidada? Luandino não formula respostas, antes recoloca questões que legitimam esse mergulho na memoria.
Após finalizar a geografia, em seu sentido mais amplo, ele fixa o olhar nos guerrilheiros, para, a partir das suas vozes, captar a guerrilha como uma vivência em movimento, como realidade de um presente que ainda não poderia conhecer os erros, os acertos, a euforia e a frustração...[...]
Nessa mescla de testemunho e ficção, Luandino, com a sua inquietante radicalidade, leva-nos apor uma viagem marcada pelo risco, arrastando-nos para um turbilhão de imagens e sentidos que impossibilita qualquer hipótese de sossego diante do texto. Assim como diante da extraordinária realidade que a escrita tão concisa consegue representar.

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domingo, 20 de setembro de 2009

Faleceu Francisco Costa Andrade - Ndunduma


Francisco Fernando da Costa Andrade, também conhecido pelos pseudônimos de Angolano de Andrade, Nando Angola, Africano Paiva, Flávio Silvestre, Fernando Emilio, Ndunduma e Ndunduma wé Lépi, este último, nome de guerra adotado nos tempos da guerrilha no Leste de Angola, durante os idos anos 60 e 70, era natural do Lépi, localidade situada na actual província Huambo, onde nasceu em 1936. Fez os estudos primários e liceais na cidade do Huambo e Lubango. Por razões que se prendiam com a falta de universidades ou outras escolas superiores na Angola colonial, como acontecia na generalidade com os jovens da sua geração, Costa Andrade encontrava-se em Portugal, nas décadas de 40 e 50, com o objetivo de, em Lisboa, realizar estudos de Arquitetura. Com Carlos Ervedosa, foi editor da Coleção Autores Ultramarinos da Casa dos Estudantes do Império, que desempenhou um papel decisivo na divulgação das literaturas africanas de língua portuguesa, especialmente da literatura angolana.

Foi deputado, pelo circulo Nacional, pelo MPLA.

Obra poética:

Terras das Acácias Rubras, 1960, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império;

Tempo Angolano em Itália, 1962, São Paulo, Felman-Rego;

Armas com Poesia e uma Certeza, 1973, Cazombo-DEC;

O Regresso e o Canto, 1975, Lobito, Cadernos Capricórnio;

Poesia com Armas, 1975, Lisboa, Sá da Costa;

Caderno dos Heróis, 1977, Luanda, União dos Escritores Angolanos;

No Velho Ninguém Toca, 1979, Lisboa, Sá da Costa;

O País de Bissalanka, 1980, Lisboa, Sá da Costa;

O Cunene Corre para o Sul, 1981, Luanda, União dos Escritores Angolanos;

Ontem e Depois, 1985, Lisboa, Edições 70;

Falo de Amor por Amar, 1985, Luanda, União dos Escritores Angolanos;

Os Sentidos da Pedra, 1989, Luanda, União dos Escritores Angolanos;

Limos de Lume, 1989, Luanda, União dos Escritores Angolanos;

Memória de Púrpura, 1990, Luanda, União dos Escritores Angolanos;

Lwini (Crônica de um Amor Trágico), 1991, Luanda, União dos Escritores Angolanos;

Irritação, 1996;

Luanda - Poema em Movimento Marítimo, 1997;

Terra Gretada, Luanda, 2000, Edições Chá De Caxinde.




AUTOBIOGRAFIA

Não existe mais
a casa onde nasci
nem meu Pai

nem a mulambeira
da primeira sombra.

Não existe o pátio
o forno a lenha
nem os vasos e a casota do leão.


Nada existe
nem sequer ruínas
entulho de adobes e telhas
calcinadas.

Alguém varreu o fogo
a minha infância
e na fogueira arderam todos os ancestres.


Pensar e Falar Angola

domingo, 26 de julho de 2009

Semana do Escritor termina hoje, com destaque para escritor angolano

Semana do Escritor termina hoje, com destaque para escritor angolano

Notícia publicada na edição de 25/07/2009 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 1 do caderno D - o conteúdo da edição impressa na internet é actualizado diariamente após as 12h.

Foram, ao todo, 25 eventos culturais entre palestras, apresentações artísticas e lançamentos de livros. A quinta edição da Semana do Escritor, que termina hoje, deixa, na avaliação dos organizadores, um saldo mais do que positivo. Em seu último dia, a agenda da mostra destaca o trabalho do escritor angolano Carlos Ferreira, que vem a Sorocaba especialmente para o evento. Causas Perdidas é o título da obra que será lançada dentro da programação. Editado pela Ottony, o livro reúne poemas desenhados dentro de um cenário africano de dor, miséria, fome e sofrimento. São lamentos de sonhos não realizados e que não podem se realizar.

Carlos Sérgio Monteiro Ferreira nasceu em Luanda, país onde também se fala o português. Foi redactor, repórter, locutor, chefe da redacção desportiva, da cultura, de intercâmbio, do departamento de realização de programas e outros trabalhos jornalísticos.

Em 2001 foi transferido para a Presidência da República, como jornalista da Assessoria de Imprensa, mas, depois, em 2004, voltou à Rádio Nacional para ser assistente do Director dos Serviços de Programas. Antes, em 1982, fundou a Brigada Jovem de Literatura, uma associação de jovens escritores e amantes da literatura, onde foi secretário das actividades culturais. Logo após, entrou para a União dos Escritores Angolanos assumindo também a secretaria das actividades culturais.

É autor de textos de canções, tendo ganhado doze prémios para a melhor letra do ano. Dentre suas obras estão as poesias Projecto Comum I e II, O homem nos 4 andamentos (adaptação poética da sinfonia heróica de Bethoven), Começar de Novo, Voz à solta, Marginal, Namoro o Mar, Quase exílio e Até depois.

Programação

A primeira das actividades de hoje da Semana do Escritor acontece às 14h e consiste na palestra A cidade ferroviária. As múltiplas funções sociais e económicas da Estrada de Ferro Sorocabana, de Maylasky à Ferroban, com o acadêmico Geraldo Bonadio.

Às 15h, será realizada a mesa-redonda Problemas do escritor sorocabano. Produção, financiamento e distribuição do livro independente, sob a coordenação da Academia Sorocabana de Letras.

Às 18h, será lançado o livro Acampamento: A prática de um jogo possível Um exercício de convivência, de Renata Cristina Rogich Mereghi. Às 19h é a vez de Luiz Carvalho de Pádua lançar Enfrentar o medo cara a cara.

Às 19h30 acontece a palestra Qualidade de Vida e Comportamento Mental, com o empresário George Daniel Fekete. Às 20h, ocorre o lançamento do livro O que somos no amor e na paixão, de José Aluciano da Silva Maia.

Às 21h, como apresentação artística de encerramento, a Semana do Escritor abre espaço para a banda Bate Latas.


Pensar e Falar Angola

sábado, 23 de maio de 2009

Predadores


Pepetela está entre 50 finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura, com a obra "Predadores".


"Caposso não abriu a boca de assombro, mas admirado ficou. Muitos Portugueses e Angolanos tinham começado a abandonar o país desde o ano passado, quando reconheceram a inevitabilidade da independência. Achavam que o país era deles, se babavam todos com as riquezas reais ou supostas de Angola, a terra do futuro, mas se fossem eles a mandar, não com negros no poder. E a guerra que estoirou entre os movimentos de libertação aumentou o pânico e as filas de embarque. O aeroporto de Luanda tinha virado um hotel de três estrelas negativas, centenas de pessoas dormindo pelo chão dias a fio, à espera dos aviões da ponte aérea, o lixo se acumulando e as paredes enegrecendo de sujo. A terra estava de facto a ferro e fogo."O regresso deste apreciado escritor angolano, com um retrato do novo-riquismo neste país. O olhar atento de quem conhece esta realidade, associando a vertente crítica à capacidade de criar uma história cativante. A trama tem início no ano de 1992, por altura das eleições e socorrendo-se de avanços e recuos, evolui até 2004. O ambiente político, os negócios que servem a ascensão de novas fortunas (acautelados pela "sombra" do poder) e as implicações de todo esse quadro na evolução do próprio país."




Pensar e Falar Angola

terça-feira, 12 de maio de 2009

trilogia “Os Filhos de Próspero”


Ruy Duarte de Carvalho completa trilogia “Os Filhos de Próspero” 
A “Terceira Metade” é o último livro do ciclo “Os Filhos de Próspero”, uma trilogia de Ruy Duarte de Carvalho, de que também fazem parte os títulos “Os Papéis do Inglês” e “As Paisagens Propícias”.



Neste romance, voltamos a encontrar algumas das personagens dos anteriores volumes de trilogia, e conhecemos o “mais-velho”Trindade, um tio de SRO que tem em seu poder uma misteriosa cassete com rezas e que se deverá encontrar com o narrador perto do Kambeno (fronteira entre Angola e Namíbia), para lha entregar. Com o pretexto da cassete, Trindade, levado pelas mãos do narrador e do próprio autor, revela-nos as suas surpreendentes considerações antropológicas e coloniais, e apresenta-nos o seu percurso de vida como progressiva aprendizagem: a infância na Lucira, as aventuras como cozinheiro em acampamentos de engenheiros e doutores, a experiência como ajudante de um escritor alemão entomologista, a quem carregava a rede para apanhar borboletas, até chegar à velhice e descobrir que “sete apenas, entre os vinte e oito nós [da vida], serão enigmas para tentar esclarecer, os únicos eventualmente ao alcance da tua decifração, da tua consciência, da tua ciência se a tua natureza e o teu caminho forem de molde a dar-te acesso a isso.” A este propósito, o autor assinalou:“as páginas que precedem darão ideia do modo que à partida me propus usar para escrever este livro... acabou depois por não poder vir a ser inteiramente assim, como irá ver-se a páginas tantas... vou no entanto manter o que apesar de tudo consegui escrever ainda antes de me ter visto obrigado a interromper a tarefa que me tinha imposto levar a bom termo no Cabo das Agulhas, segundo esse programa original.”
Sobre o livro anterior, António Mega Ferreira, colunista da revista Visão, considerou que “estamos perante um dos maiores escritores de língua portuguesa. É um escritor extraordinário e desculpem mas eu nestas coisas sou fanático, é absolutamente extraordinário e as pessoas têm de ler este escritor.
(...) Este é um desses certos livros, é um livro extraordinário, luminoso(...)”.
Ruy Duarte de Carvalho (1941) é regente agrícola, mestre em Antropologia Visual e doutorado em Etnologia e Antropologia Social pela EHESS. Nascido em Portugal, naturalizou-se Angolano em 1975. Ex-cineasta, e ex-professor de Antropologia do Espaço em Luanda, Coimbra, São Paulo, Paris e Berkeley, é autor, entre outros títulos, de “Lavra” – poesia reunida 1970-2000
(2005), “Vou lá Visitar Pastores” (1999), “Actas da Maianga” (2003), “A Câmara, a Escrita e a Coisa Dita – Fitas, Textos e Palestras” (2008) e das ficções “Os Papéis do Inglês” (2001) e “As Paisagens Propícias” (2005) que fazem parte, com o presente volume, do ciclo “Os Filhos de Próspero”. Reside actualmente, aposentado, em Swakopmund, na Namíbia. Em 2008, foi atribuído o Prémio Literário Correntes d’Escritas ao seu livro anterior, “Desmedida - LUANDA, SÃO PAULO,SÃO FRANCISCO E VOLTA”.
 in Novo Jornal 8 de Maio 2009
Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Escritores Angolanos - Arlindo Barbeitos

Livro recentemente editado em Paris e que reescreve a História dos últimos 300 anos.

"ANGOLA/PORTUGAL : DES IDENTITÉS COLONIALES ÉQUIVOQUES
Historicité des représentations de soi et d'autrui
Arlindo Barbeitos
Etudes africaines
ANTHROPOLOGIE, ETHNOLOGIE, CIVILISATION HISTOIREAFRIQUE NOIRE EUROPE Angola Portugal 


Angola et Portugal: les rapports entre les deux peuples sont forgés par l'Esclavage, la Colonisation, la guerre d'Indépendance mais aussi la guerre civile angolaise qui en a découlé. L'auteur utilise une vue perspective de longue durée, recourt aux concepts modernes de "race", éthnie", "nation" qui ont établi les images de soi et de l'autre. Il décortique les écrits historiques des Cadornega, Oliveira Martins, Heli Chatelain, analyse la "découvete" des "races", la violence coloniale, l'assimilation équivoque."


Arlindo do Carmo Pires Barbeitos, nasceu em Catete, Província de Icolo e Bengo, Angola, em 24 de Dezembro de 1940. Em 1961, foi obrigado a fugir de seu país por motivos políticos. Foi para a França, Bélgica, Suíça, Alemanha, onde cursou Antropologia e Sociologia na Universidade de Frankfurt. Doutorou-se em Etnologia e foi professor na Universidade Livre de Berlim Ocidental e na Universidade de Angola, país ao qual regressou em 1975. A sua poesia tem reminiscências da poética tradicional africana, de tradição oral, e das poesias chinesa e japonesa. 
É agora professor na Universidade Católica de Angola.


Obra Poética:

Angola Angolê Angolema, 1975, Lisboa, Sá da Costa;

Nzoji (Sonho), 1979, Lisboa, Sá da Costa;

Fiapos de Sonho, 1990, Lisboa, Vega;

Na Leveza do Luar Crescente, 1998, Lisboa, Editorial Caminho.



Pensar e Falar Angola

domingo, 26 de abril de 2009

Escritores Angolanos - Tomaz Jorge

Morreu poeta Tomaz Jorge

O poeta angolano Tomaz Jorge morreu ontem aos 81 anos em Lisboa, onde residia há vários anos, vítima de doença prolongada, disse hoje à Agência Lusa fonte da família.

Nascido em Luanda, em 1928, integrou em 1950 o movimento literário nacionalista "Vamos Descobrir Angola", ao lado de outros intelectuais como Agostinho Neto, António Jacinto e Viriato da Cruz, motivo que o levou á cadeia várias vezes. 

Era membro fundador da União de Escritores Angolanos - UEA e publicou o seu primeiro livro de poesia em 1963 "Canção da Esperança", estreia literária, que arrematou em 1995 com uma antologia da sua obra completa, "Talamungongo - 50 Anos de Poesia", a sua herança poética. 

Era filho do poeta português Tomaz Vieira da Cruz, que viveu a maior parte da sua vida em Angola e foi autor de várias obras em que se destacam "Quissange, Saudade Negra" (1932) e "Cazumbi (1950). 

Dividindo a sua vida nos últimos tempos entre Angola e Portugal, por razões familiares, Tomaz Jorge foi sempre um defensor da cultura e do nacionalismo angolano. 

Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...