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sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

A Nossa África - Ensino e Pesquisa

Agradecendo a faculdade que a Academia. edu me dá de ter aceso a alguns documentos, achando eu que os devo partilhar, para um contributo para a História ou para a cultura Geral, eis aqui mais um Documneto:


Pensar e Falar Angola

domingo, 22 de agosto de 2021

Curadoria Digital

A minha amiga Anabela Quelhas (Ana Ana Quelhas) , luandense, arquitecta, artista plástica e escritora, decidiu construir uma Curadoria Digital onde vão caber todos os artistas plásticos de Angola!
É um espaço em permanente construção, obviamente, e para o aumentar basta contactar a autora e sugerir-lhe os nomes que possam estar em falta.
Muito bem! É caso para dizer que há uma Angola que vai acontecendo fora de Angola.


Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 24 de junho de 2020

João Melo, irreverente e livre

João Melo, irreverente e livre

Adriano Mixinge
Para mim, ele começou sendo apenas um poeta mais. Soube que existia, em finais dos anos 80: os seus primeiros seis livros são de poesia, tendo o primeiro deles, “Definição”, sido publicado em 1985.
Mas, foi “Fabulema”, o livro que publicou no ano seguinte, o que me chegou às mãos, na “Ciudad Libertad”: o livro estava entre vários outros na caixa de livros, que, em 1990, a minha irmã São me ofertou quando eu ainda vivia naquela cidade universitária, no bairro de Marianao, em Havana.
Para ser sincero, na altura, dei pouca ou nenhuma importância àquele livro de João Melo (Luanda, 1955). Depois de tudo, - creio ter pensado na época -, no nosso país, os poetas surgiam e proliferavam como cogumelos depois da chuva, para além de que, como sabemos, apesar do muito que se publica em poesia, escasseiam os bons livros deste género literário: eu sempre tive ( e continuo a ter) dificuldades em encaixar o João Melo, entre os poetas da geração 80 e ainda bem.
Porém, apesar do escritor ter publicado “Limites & Redundâncias” (1997), quando eu já tinha regressado à Angola e vivia, em Luanda, foi com “Imitação de Sartre & Simone de Beauvoir” (1998) que eu desfrutei, fartei-me de rir e descobri o escritor livre, sem tabús e irreverente que ele é: a ideia do escritor insosso, asfixiado na sua própria gravata, sério, que nunca foi boémio e bon vivant como eu imaginava - talvez, com pouco tino-, que tinham sido os “escritores revolucionários” dos anos 60 e 70 esvaiu-se, completamente, quando eu li o primeiro livro de contos de João Melo, foi uma autêntica revelação.
Falando sobre a obra do escritor, o ensaísta Pires Laranjeira, professor da Universidade de Coimbra (Portugal) afirma que: “é imperdoável o desconhecimento de uma obra contística única nos cinco países africanos de língua portugesa, que não busca o efeito castiço de origem étnico-pop, nem o delicodoce das ternurentas aventuras infanto-juvenis ou das estórias piadéticas para entreter turistas, que merecem o seu lugar”.
Apesar de ter escrito e continuar a escrever poesia, o conto é o género literário em que João Melo se exprime e se espraia com maior acutilância, com muita piada, com um humor por vezes corrosivo e com absoluta liberdade: quem quiser compreender as subtilezas, os acertos e desacertos de parte significativa da sociedade angolana actual deve ler, atentamente, os livros de contos do escritor.
João Melo é um dos escritores que melhor soube navegar dentro do sistema político, social e económico que se instalou, em Angola, nos últimos trinta e cinco anos, adoptando diferentes perfis sócio-profissionais, mas, em todos eles, e à sua maneira, empurrando as barreiras do conservadorismo, ajudando a consumar transformações positivas dentro do próprio sistema: jornalista, publicitário, professor universitário, consultor e político.
“O dia em que Charles Bossangwa chegou à América” é o seu mais recente livro, que reúne contos escritos entre 2017 e 2019. Editado pela editorial Caminho, com prefácio de Maria Teresa Salgado da Universidade Federal de Rio de Janeiro (Brasil), este livro de contos de João Melo traz sete contos, nomeadamente, “O país está desgovernado”, “Uma pequena saga ministerial”, “o perigo amarelo”, “Uma mulher séria”, “O torcicolo”, “O angolano que não gostava do verbo malhar” e “O dia em que Charles Bossangwa chegou à América”.
Longe da ideia e da atitude de intelectual eremita e solitário, apático e indiferente ao seu tempo e às suas circunstâncias, João Melo é um cidadão que fez-nos ouvir sempre a sua voz – a troca de galhardetes com o actual embaixador do Brasil em Angola foi uma consequência das posturas e ideias que bem defende - e não tem receio nem tabú nenhum em abordar temas escabrosos, - já sejam eles temas sociais, políticos e ou sexuais-, falar sobre os problemas e as inquietações do homem, em todas as suas facetas existenciais.
“Mestre do conto”, no dizer da professora Maria Teresa Salgado da Universidade Federal de Rio de Janeiro (Brasil), João Melo é, sobretudo, um escritor irreverente, útil, livre e à ler, permanentemente.
Ele é o contista que não devemos ignorar.
in Jornal de Angola
23-06-2020


Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

requalificação de infra-estruturas culturais

Anunciado os concursos públicos para requalificação de infra-estruturas culturais pelo Ministério da Cultura
Os membros da Comissão Multissectorial para a implementação do projecto de transformação do antigo edifício da Assembleia Nacional em Palácio da Música e do Teatro e da Requalificação das Instalações da Tourada e do Cine Nacional anunciaram nesta terça-feira o lançamento, em breve, dos concursos públicos para a execução das obras em causa.
Durante a última reunião da comissão, dirigida pela sua Coordenadora, ministra da Cultura, Carolina Cerqueira , os seus membros deliberaram estarem reunidas as condições técnicas para o lançamento público dos concursos destinados à adjucação das obras para a transformação do Antigo Edifício da Assembleia Nacional, da requalificação das instalações da Ex-Tourada e do Cine Nacional.
Durante o encontro, em que participaram os ministros da Construção e Obras Públicas, do Ordenamento do Território e Habitação, o Secretário de Estado da Cultura, o Secretário de Estado das das Obras Públicas, o vice-governador da Província de Luanda para as Infra-Estruturas, o Director do Gabinete de Obras Especiais e o grupo técnico foi analisado e aprovado o relatório final dos trabalhos da comissão que será submetido ao Titular do Poder Executivo.
Considerou-se por findo o trabalho da comissão, sendo que doravante será da responsabilidade do Ministério da Construção e Obras Públicas a continuidade dos trabalhos.

in Facebook


Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Conferência Internacional da Biodiversidade

Universidade Agostinho Neto
Gabinete de Informação Científica e Documentação
                             


Conferência Internacional da Biodiversidade
(Dias 22 e 23 de Maio, no Hotel de Convenções de Talatona – HCTA)

 Organização: Centro de Botânica, UAN

A Conferência Internacional sobre Biodiversidade, organizada pelo Centro de Botânica da Universidade Agostinho Neto, e que terá lugar nos dias 22 e 23 de Maio, no Hotel de Convenções de Talatona,  contará com 167 participantes.

Os conferencistas são oriundos  das Universidades de Dresden, Alemanha, de Havana, Cuba, de S. Paulo, Brasil, de Eduardo Mondlane, Moçambique, da Namíbia, Namíbia, de Coimbra e Lisboa, Portugal, da União Europeia e do PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. 

Entre as universidades nacionais, além da Agostinho Neto, que organiza, contam-se a José Eduardo dos Santos, com sede no Huambo, Kimpa Vita, com sede no Uíge, Mandume ya Ndemofayo, com sede na Huíla, Lueji a Nkonda, com sede no Dundo  Lunda Norte,  Óscar Ribas e Independente de Angola, ambas com sede em Luanda; a Academia de Pescas do Namíbe, o Instituto Superior Politécnico  do Bié e o Instituto Nacional de Investigação Pesqueira.
Participarão  tambem os Ministérios do Ambiente e das Pescas e do Mar. 
Trinta (30) temas distribuídos em três painéis conformam o Programa. 
A sessão de abertura será presidida pela Ministra do  Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Professora Maria do Rosário Bragança Sambo, amanhã, dia 22 de Maio, às 9h00.



PROGRAMA
PRIMEIRO DIA (22 DE MAIO – TERÇA-FEIRA)

PAINEL I: CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE

Moderador: Domingos Margarida, UAN
Tema 1: Plantas Ameaçadas de Angola: Estratégia de Conservação

Palestrante: Esperança da Costa, Universidade Agostinho Neto (UAN)
Tema 2: Avaliação Estratégica do Mangal, sua gestão e práticas de restauração – Caso de Moçambique

Palestrante: Salomão Bandeira, Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique
Tema 3: Estratégia de Biodiversidade da União Europeia para 2020
Palestrante: Danilo Barbero, União Europeia
Painel I : Conservação da Biodiversidade

Moderador: Gabriel Miguel, CTN – Centro Tecnológico Nacional
Tema 4: Biodiversity of Angola: studies from the Provinces Uíge and Cuanza Norte

Palestrante: Christoph Jacob Neinhuis, Universidade de Dresden, Alemanha
Moderador: André Victor, UAN
Tema 5: O Ordenamento do Espaço Marinho: Projecto-piloto em Angola.

Palestrante: António Barradas, INIP
Tema 6: Tartarugas Marinhas em Angola-Status de conservação
Palestrante: Miguel Morais, UAN
Tema 7: Estudo da qualidade da água do rio Muembeje
Tema: Orlando André Filipe, Universidade Kimpa Vita
Tema 8: Atributos Funcionais de Pterocarpus angolensis como preditores da sua adaptação ao habitat

Palestrante: Amândio Gomes, UAN
PAINEL I |
CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE
Moderador: João Serôdio de Almeida, UAN
Tema 9: Empowering Communities through Mushroom Cultivation
Palestrante: Nailoke Kadhila, Universidade da Namı́bia
Tema 10: Contribuição para o Conhecimento dos Macrofungos da Província da Lunda Sul
Palestrante: Milagre dos Santos, UAN
Moderadora: Filomena Mateus, UAN
Tema 11: Zonamento das Comunidades Vegetais da Barra do Cuanza-Novidades sobre Conservação

Palestrante: Tomásia Adão, UAN
Tema 12: Estudo das Comunidades Vegetais do Parque Nacional de Cangandala
Palestrante: Domingos Francisco, UAN
Tema 13: Proposta preliminar de Zonamento do Parque Nacional da Cangandala: Contribuiçã o para o seu Plano de Gestão

Palestrante: Filipe Mpembele kodo, Ministério do Ambiente
Tema 14: Base para um plano de Gestã o da Biodiversidade do Parque Nacional da Cangandala

Palestrante: Sango de Sá , Ministério do Ambiente

PAINEL II: ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E ESTRATÉGIAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Moderador: Sebastião António
Tema 15: Educação Ambiental para Conservação da Biodiversidade
Palestrante: Vladimir Russo, Fundação Kissama
Tema 16: A Importância da Educação Ambiental para Sustentabilidade

Palestrante: Patrícia Rodrigues, Biota

Moderador: Cármen Santos, Academia de Pescas do Namibe
Tema 17: Educação Ambiental para a Gestão de Recursos Naturais e sustentabilidade

Palestrante: Guilherme Agostinho, ISPB
Tema 18: Avaliação do Risco de Galgamento em Cenários de Alterações Climáticas em Angola: Aplicação ao Litoral de Cacuaco

Palestrante: José Mateus da Silva, UAN

Moderador: Conceição Martins, UAN

Tema 19: Defesa das Florestas e Base de dados das espécies de Peixes e Mamíferos Fluviais à luz das Mudanças Climáticas

Palestrante: Francisco Afonso, Universidade Kimpa Vita
Tema 20: Identiicação de Acessos de Milho tolerantes ao défice hídrico
Palestrante: Joana Salvador, UAN

SEGUNDO DIA (23 DE MAIO – QUARTA-FEIRA)

PAINEL III: PRESERVAÇÃO E GESTÃO INTEGRADA DE ECOSSISTEMA
Moderador: Carla Barbosa, Universidade Óscar Ribas
Tema 21: Identificação e Valoração dos Serviços de Ecossistemas da Bacia Hidrográfica do Baixo Cuanza, Angola

Palestrante: Manuela Pedro, UAN
Tema 22: Avaliação do Potencial de Fitorremediação em solos e água

Palestrante: Kuta Luís, CNIC – Centro Nacional de Investigação Científica
Tema 23: Plantas Medicinais em Sistemas Agrolorestais: aprendendo a produzir com a Natureza

Palestrante: Maria do Céu Madureira, Universidade de Coimbra, Portugal
Moderador: Joana Vanda, UAN
Tema 24: Valorização, Impacto e Utilização dos Recursos Florestais Lenhosos e não Lenhosos da Provıńcia da Huílaa: O caso do carvão e dos produtos Alimentares
Palestrante: Raquel Kissanga, UAN
Tema 25: Implementação de Sistemas AgroFlorestais (SAFs) em Sã o Tomé e Prıńcipe Desenvolvimento de produtos Florestais nã o Lenhosos (PFNL) em Angola e Sã o Tomé e Príncipe
Palestrante: Maria do Céu Madureira, Universidade de Coimbra, Portugal
Tema 26: Inventariação da Biodiversidade Marinha em Angola: Projecto-piloto em Angola
Palestrante: Kátia Borges, TOTAL

PAINEL III – PRESERVAÇÃO E GESTÃO INTEGRADA DE ECOSSISTEMA
Moderador: Orlando da Mata, Universidade Mandume ya Ndemufayo
Tema 27: Contribuição para o conhecimento e uso sustentável dos recursos vegetais em Angola Guiné Bissau

Palestrante: Maria Romeiras, Universidade de Lisboa, Portugal

Tema 28: Lista vermelha de espécies em Angola
Palestrante: Nascimento António, Ministério do Ambiente

Tema 29: Manguezais, Por que Restaurar

Palestrante: Yara schaeffer Novelli, Universidade de São Paulo
Tema 30: Contribuições do PNUD para conservação da Biodiversidade em Angola

Palestrante: Vanessa Falkowski, PNUD


Pensar e Falar Angola

A HISTORIOGRAFIA AFRICANA



Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Dia Nacional da Cultura

Adido Cultural assinala Dia Nacional da Cultura com Visitas de Trabalho

Para comemorar o Dia Nacional da Cultura, celebrado a 8 de Janeiro, o Adido Cultural da Embaixada de Angola em Portugal, Luandino Carvalho, realizou visitas de campo a duas instituições culturais.
A primeira, na Quinta da Bacalhoa em Azeitão, onde se encontra a colecção de arte africana do Museu Berardo, com particular destaque ao acervo de obras de arte de Angola, com grande diversidade e elevada qualidade.
Durante a visita guiada, constatou entre outras, a presença de peças de arte Tchokwe, nomeadamente máscaras Mwana Pwo e obras de pintura contemporânea de artistas de renome como Edson Chagas, Francisco Barcas, Van, entre outros.
No período da tarde, visitou a Casa de Angola, o mais emblemático espaço sócio cultural da diáspora angolana em Portugal.
Na ocasião, foi informado das dificuldades por que passa a instituição e constatou que mesmo com muitos constrangimentos financeiros, a direcção tem organizado eventos culturais com sucesso e têm já o diversificado calendário cultural de 2018, preenchido até Julho. 
Em ambas as visitas, as respectivas instituições os Serviços Culturais da Embaixada em Portugal, comprometeram-se a engendrar futuras colaborações de trabalho, com troca de experiências e informações recíprocas na área, que certamente resultarão numa mais valia para a diplomacia cultural de Angola.



Pensar e Falar Angola

sábado, 2 de dezembro de 2017

Texturas - Filipa Ferreira Martins

Vimos por esta via exortar a estarem atentos às próximas atividades que irão ocorrer no decorrer deste mês de Dezembro na nossa Casa de Angola. 
Assim, no próximo dia 6 de Dezembro às 18h30 temos a inauguração de exposição da nossa associada  e artista-plástica Filipa Ferreira Martins sob título "Texturas".
Contamos consigo!


Pensar e Falar Angola

domingo, 12 de novembro de 2017

CDC Angola em digressão

NOTA DE IMPRENSA

CDC Angola em digressão


A Companhia de Dança Contemporânea de Angola realiza este mês de Novembro uma digressão europeia, apresentando-se em Portugal e Espanha com a peça da sua última temporada, “(Des)construção” de Mónica Anapaz.
Sem recursos financeiros para honrar os convites, a direcção da CDC Angola envidou todos os esforços para compensar o trabalho investido pelos seus bailarinos e demais equipa, tendo a agradecer publicamente à TAAG Linhas Aéreas Angolanas, que assegurou as viagens para podermos deslocar-nos e ao banco BFA o apoio que permitirá o tempo de permanência desta companhia no estrangeiro.
Recordamos que esta companhia, à qual se deve a grande transformação do panorama da dança em Angola, foi fundada em 1991, é membro do Conselho Internacional da Dança da UNESCO, possui um historial de centenas de espectáculos apresentados em Angola e no exterior, com dezenas de obras originais e já actuou em diversos países em todos os continentes, sendo hoje a referência da dança cénica angolana no estrangeiro.
Cabe ainda referir que, passadas várias edições do mesmo, a CDC Angola foi contemplada este ano com o Prémio Nacional de Cultura e Artes na categoria Dança.

Gabinete de Divulgação e Imagem, da CDC Angola em Luanda, aos 09 de Novembro de 2017


LOCAIS E DATAS

Teatro da Comuna | Novembro

Quinta, dia 23 - 21h30

Sexta, dia 24 - 21h30

Sábado, dia 25 - 21h30

Domingo, dia 26 - 17h00


Teatro Lethes | Novembro

Sexta, dia 17 - 19.00 – Lançamento do Livro "Máscaras Cokwe: a linguagem coreográfica de Mwana Phwo e Cihongo" de Ana Clara Guerra Marques

Sábado, dia 18 - 21h30

Domingo, dia 19 - 16h00


Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

IV Mostra de Cinema OLHARES

IV Mostra de Cinema OLHARES SOBRE ANGOLA 
25 e 26 de OUTUBRO de 2017
Sessões às 19h e às 21h, seguida de debate.
Com a presença de KAMY LARA (realizadora e diretora de fotografia)
Uma programação integralmente dedicada ao trabalho da produtora angolana GERAÇÃO 80.
ENTRADA LIVRE

Olhar o cinema angolano. O cinema em países como Angola representa algo de muito importante, não só no que diz respeito à preservação da memória de todo um povo, mas ao mesmo tempo a imagem de uma identidade e de desenvolvimento que pode mostrar ao resto do mundo. Assim, organizar um programa como o “Olhares Sobre Angola” em Portugal, país que por laços históricos reconhece essa identidade e onde reside a maior comunidade angolana no mundo, faz todo o sentido. Permite uma reflexão sobre outras formas de pensar, olhar e comunicar, contribuindo assim para um maior desenvolvimento cultural não só de Angola, mas da comunidade lusófona.
Curadoria: Maria do Sameiro André e Jorge António
Apoio: Associação il Sorpasso 
Técnico de vídeo: Pedro Louro

PROGRAMA
Quarta-Feira, 25 Outubro 
19h 
A NOSSA GERAÇÃO, Angola, 2017
(Sessão Videoclips, VideoArte, Making of’s)
21h 
INDEPENDÊNCIA, Angola, 2016, 95’
Realização: Fradique (Mário Bastos)

Quinta-Feira, 26 Outubro 
19h 
ALAMBAMENTO, Angola, 2008
Realização e Argumento - Mário Bastos
A LUZ NO QUARTO ERA VERMELHA PORQUE NÃO EXISTIA AMOR, Angola, 2016
Realização – Ery Claver
HÁ UM ZUMBIDO, HÁ UM MOSQUITO, SÃO DOIS, Angola, 2017
Realização - Ery Claver
HAVEMOS DE VOLTAR, Angola, 2017
Realização – Kiluanje Kia Henda
21h
DO OUTRO LADO DO MUNDO, Angola, 2016, 52’
Realização e fotografia: Sérgio Afonso

imagem: Do outro lado do mundo, Angola, 2016 de Sérgio Afonso
Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

(DES)construção - CDC Angola

Nos dias 14 e 15 de Outubro a Companhia de Dança Contemporânea de Angola vai repor a peça, (Des)construção, da coreógrafa convidada Mónica Anapaz, estreada no mês de Junho, no Camões – Centro Cultural Português, em Luanda.

De uma forma livre de preconceitos, este trabalho recupera e reorganiza, em diferentes situações cénicas, um património cultural tradicional, sem o esvaziar da sua essência. Estabelecendo um diálogo entre o antigo e o novo, propõem-se outros universos onde a (re)significação é utilizada como proposta para a continuidade.

LOCAL:  Casa das Artes (Talatona)
DIAS E HORAS:  Sábadodia 14, às 19.30 H |  Domingodia 15, às  18.00 H.
BILHETES: Os bilhetes serão vendidos no local da apresentação, ao preço de 5.000 Kwanzas ou reservados através do contacto telefónico 925 155 887
NOTA: Não é aconselhável a presença de crianças com menos de dez (10) anos de idade. 

Recordamos que esta companhia, à qual se deve a grande transformação do panorama da dança em Angola, foi fundada em 1991, é membro do Conselho Internacional da Dança da UNESCO, possui um historial de centenas de espectáculos apresentados em Angola e no exterior, com cerca dezenas de obras originais, sendo hoje a referência da dança cénica angolana no mundo.

Com quase 26 anos de existência, a CDC Angola ocupa um lugar privilegiado na História de Angola, ao ter semeado o “novo” no vasto terreno da dança onde continua a desenvolver um trabalho artístico único e original.

No mês de Novembro a CDC Angola segue para uma tournée internacional por Portugal e Espanha. 

A foto em anexo é do fotógrafo Rui Tavares, pelo que agradecemos a inclusão dos respectivos créditos em caso de publicação da Nota de Imprensa em Anexo.

Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

KALUANDANDO


Detalhes
CAMÕES/CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS
em Parceria com a 
FÁBRICA DE SABÃO DO CAZENGA


KALUANDANDO.COM” 

Exposição colectiva, itinerante e multidisciplinar 

Participação de 21 Artistas 

Álvaro Macieira, Ana Paula Sanches, Binelde Hyrcan, Caetano Tomás, Casca|Pedro Pinto, Cristiano Mangovo, Fisty, Grácia Ferreira, Horácio Mesquita, Kidá, Luís Cebolo, Marcela Costa, Olga Medeiro, Ondjaki, Paulo Amaral, Paulo Kussy, Raúl Rosário, Sanguito, José Pinto, Thó Simões, Trigo Limpo 

No dia 03 de Outubro de 2017 (3ª feira), às 18H30 no Camões/Centro Cultural Português (Av. de Portugal nº 50), será inaugurada a exposição colectiva, itinerante e multidisciplinar “KALUANDANDO.COM, numa parceria com a “Fábrica de Sabão do Cazenga”. 
A exposição ficará patente ao público no Camões/Centro Cultural Português até dia 27 de Outubro, seguindo depois para a Fábrica de Sabão do Cazenga, onde ficará patente de 04 a 30 de Novembro 

SOBRE A EXPOSIÇÃO

KALUANDANDO.COM vai reunir obras de pintura, fotografia, gravura, grafite, instalação, cerâmica e tapeçaria. Um trabalho artístico colectivo que vai construir o diálogo entre dois pólos da mesma cidade. Um diálogo entre o centro e a periferia, entre o centro e o musseque, entre o asfalto e a terra batida, envolvendo uma diversidade de artistas de diferentes expressões e diferentes gerações, todos eles, de um modo ou outro, também kaluandas. Cada um dos 21 artistas, no seu estilo e rasgo criador próprios, vai pôr em evidência antagonismos, contradições e contrastes, mas, certamente, também muitos pontos de contacto e afinidades que marcam o perfil de Luanda. Proximidades, quiçá, alimentadas pelo “Espírito Kaluanda”, evocado por autores e artistas ao longo dos tempos e, recentemente, reinventado por António Ole num dos seus últimos trabalhos. 

O vasto universo “Kaluanda”, que alberga um mosaico, cada vez mais diversificado, de realidades económicas, sociais, sociológicas, culturais, pessoais e afectivas, na sua dinâmica própria de renovação e transfiguração, ao longo da história, permanece como fonte inesgotável de pesquisa, descoberta e inspiração para académicos, escritores, poetas, sociólogos, músicos, pintores, escultores, e todos os criadores em geral. 

SOBRE OS ARTISTAS

ÁLVARO MACIEIRA é jornalista, escritor, artista plástico e consultor cultural. Nasceu a 13 de Maio de 1958, na vila de Sanza-Pombo, na Província do Uíge.
Como jornalista, foi Editor de Cultura na Angop – Agência Angola Press, onde começou em 1983, no Jornal de Angola e no semanário “Correia do Semana”. Colaborou para a Rádio Nacional de Angola, Televisão Pública de Angola e Tribuna Cultural da BBC – Londres, em Língua Portuguesa, a partir de Luanda. 
Durante mais de 20 anos, dedicou-se à investigação dos vários aspectos da vida cultural angolana, percorrendo o páis e tomando contacto com a realidade nacional, consolidando os conhecimentos que lhe vêm da sua vivência rural e do privilégio de ter viajado desde muito jovem pelas inúmeras regiões de Angola.
O paradigma da sua inspiração pictórica é a poesia, a filosofia dos provérbios, os contos, as histórias que ouviu na sua infância rural, o contacto com as artes e as tradições africanas, as viagens, os museus que tem visitado pelo mundo e os lugares e sítios de memória. 
Com o pintor alemão Horst Poppe e o angolano Augusto Ferreira fundou em 2002, o conhecido grupo Conexão Cultural (www.conexao-cultural.com). Em 8 anos de intercâmbio e diálogo artístico ora na Alemanha, ora em Luanda, Álvaro Macieira e o seu colega alemão fizeram várias exposições e pinturam juntos 108 obras conjuntas de pequenas e grandes dimensões. Três das suas obras estiveram expostas no Nord Art 2009, tida como a maior exposição colectiva de artes plásticas do ano realizada em Randsburg, norte da Alemanha. 

ANA PAULA SANCHES nasceu em Luanda. Fez o curso de Monitora de artes plásticas na UNAP, juntamente com Marcela Costa, Jorge Gumbe, Helena Castilho, Van, Helga Gambôa Cecília Amaral e Filomena Coquenão.
Trabalhou em Lisboa com António Inverno, serigrafista e com o arquitecto Troufa Real. 
Autodidacta, especializou-se em tapeçaria, tecelagem e tinturaria.
Em 2017, realizou a sua primeira exposição individual no Camões/Centro Cultural Português intitulada “Estudos Sensoriais – a poesia das coisas materiais”. 
Participou em algumas exposições colectivas.
Fez alguns trabalhos de curadoria, designadamente:
- Exposição de fotografia de José Rocha, Elinga Teatro, 2010;
- Exposição de Artes Plásticas de Eleutério Sanches, Camões/Centro Cultural Português, 2015;
- Exposição colectiva e Itinerante de Artes Plásticas “Olongombe”, Camões/Centro Cultural Português, 2015.

BINELDE HYRCAN nasceu em 1982, em Luanda, tendo passado os primeiros anos da sua vida em Angola. Durante a sua infância a guerra em Angola marcou-o profundamente, pelas mortes e pela destruição maciça na cidade. Binelde Hyrcan é o mais novo de uma família de 13 crianças. Logo cedo sentiu o desejo de construir muros para se proteger contra um mundo de desespero.
Quando tinha 10 anos construiu uma bicicleta gigante de pedaços de sucata de ferro que encontrou ao lado de sua casa. Já na sua infância era visto como um grande engenheiro, também costurava pára-quedas para cães e gatos. Considerado inventido e “enfant terrible”, a premissa do seu trabalho foi sempre evidente. Na sua adolescência, estudou em França e foi em Nice que começou os seus estudos artísticos. 

CAETANO TOMÁS, trabalhou, em 2017, a obra “Uma merda que se chama arte”, escrita por Caetano T. Forriel e direcção de Marcela Garcia Oliveira (cubana). Em 2016, foi vencedor da temporada de Monólogo pela Cena Livre, com o espectáculo “Grito”, uma adaptação do livro “Sagrada Esperança” de António Agostinho Neto e direcção de Adorado Mara. No mesmo ano trabalhou com o Elinga Teatro na peça “Porque é Cuba”, com direcção de José Mena Abrantes. 
Em 2014, apresentou a peça “Mulher com M e Homem sem H”, escrita por Caetano T. Forriel. Direcção de Afonso Zamunda, docente do ISART.
Em 2013, participou do projecto da lusofonia com a peça “Mcbeth”. Direcção de Rui Madeira. 
Em 2012, apresentou a obra “Viagem”, escrita por Caetano T. Forriel. Direcção de Adorado Mara. 
Oficinas:
Oficina de dança e teatro, oferecida pelo Ministério da Cultura, em 2013.
Oficina de dança, oferecida pela Alliance Française de Luanda, com o professor Colibali, em 2014.

CASCA | PEDRO PINTO nasceu em 1976, em Alverca, Lisboa. É um dos poucos artistas luso-angolanos no mundo da arte contemporânea nacional. É um artista auto-didacta que sempre apreciou o mundo das artes plásticas, acreditando que é uma paixão e fervor da sua vida. Como qualquer artista quando cria uma obra, é inevitável não passar o que realmente é e sente para as suas criações. Ficou conhecido pelo trabalho de cenários que fez para a TEA Club, teatro musical no Cine Atlântico, em Luanda. Fez a sua primeira exposição colectiva com o artista plástico Guilherme Mampuya, no Hotel Términus, Lobito. 

CRISTIANO MANGOVO, nasceu em Cabinda, em 1982.
Prémios 
Julho 2014 – Menção Honrosa em Escultura, Prémio EnsArt’14, Camões/Centro Cultural Português, Luanda 
– Menção Honrosa em Pintura, Alliance Française, Luanda 
Fevereiro 2014 – 1º Classificado e Prémio do Público do Prémio ‘’Mirella Antognoli Argelá’’ de Pintura e Escultura Artistas Angolanos, organizado pela Embaixada da Itália em Angola ONLUS, Galeria Celamar, Luanda 
Maio 2007 – 5º Classificado do “Concurso da Francofonia», Sociedade Francofonia, Kinshasa, RDC 
Junho 2006 – 3º Classificado do “Concurso Nacional/Regional» sobre “Promessa de Igualdade” pelo Fundo das Nações Unidas para a População, Kinshasa, RDC 
Novembro 2005 – “Prémio Especial do Concurso do Fundo das Nações Unidas para População sobre “Promessa de igualdade, violência e desigualdade sexual feita às mulheres”, Kinshasa, RDC

FINEZA SEBASTIÃO TETA | FISTY, nasceu em Luanda, em 1977.
Exposições Individuais 
2014 – Divergente, Camões/Centro Cultural Português, Luanda 
2015 – As Cores da Liberdade, Memorial Dr. António Agostinho Neto, Luanda 
Exposições Colectivas
2005 – Expo Japão
2007 – Expo Zaragoza
2010 – Expo Coreia do Sul 
2012 – Bienal de Veneza
2015 – Expo Milão 
Prémios 
1988 – Menção Honrosa, Prémio EnsArte’88, Luanda 
2007 – Prémio Juventude, Prémio EnsArte’07, Camões/Centro Cultural Português, Luanda
2014 – Prémio de Pintura, Prémio EnsArte’14, Camões/Centro Cultural Português, Luanda

ENGRÁCIA FERREIRA DOS SANTOS (GRÁCIA FERREIRA) nasceu em Luanda, em 1973. Concluiu o ensino médio de artes plásticas defendendo o trabalho final de escultura com o tema “diferença conceptual entre estatueta e estátua”. Entre 1998 e 2001, foi professora de Educação Visual e Plástica e Formação Manual Politécnica nas Escolas Ngola Mbandi, Colégio Sol Nascente, em Luanda. Para além da docência tem participado em exposições como artista plástica. Encontra-se a frequentar a licenciatura de Arquitectura na Universidade Lusófona, Lisboa. 

HORÁCIO MESQUITA nasceu em Benguela, em 1953. Estudou na Escola de Cerâmica Bordalo Pinheiro, em Portugal. Frequentou um estágio na fábrica de cerâmica SECLA, especializando-se em cerâmica industrial termodinâmica. Especializou-se na tecnologia de metais e construção de máquinas de fundição no Algarve. Quando regressa à sua terra natal, dedica-se à cerâmica e ilustração de selos para os Correios de Angola. É desenhador das notas monetárias de Angola há mais de 20 anos. Actualmente é consultor do BNA. 

ANTÓNIO FELICIANO DIAS DOS SANTOS “KIDÁ” nasceu em 1961, em Sassa-Cária/Dande, Província do Bengo. 
Prémios 
- 1987 – Prémio Nacional de gravura UNAP/87 
- 1999 – Prémio Cidade de Luanda em Artes Plásticas/gravura
É autor da logomarca de Angola na Expo-Zaragoza, Espanha, 2008

LUÍS CEBOLO, nasceu em 1968, na Bibala, Província do Namíbe. Trabalha como formador e suporte em tecnologias de informação para diversas entidades. Possui um vasto conhecimento em análise e desenvolvimento de sistemas. 

MARCELA COSTA, nasceu no Golungo Alto, Província do Kwanza Norte. Fez a sua formação em Luanda, no Instituto Industrial, onde concluiu o Curso de Artes Visuais e posteriormente, o Curso de Instrutor de Artes Plásticas. Em 1984, mudou-se para a Suécia, tendo concluído o Curso de Tecelagem Artísticas e suas Superações, no Instituto Handarbetets Vanner, de Estocolmo e Saterslanta Henslojdes Gard em Dolana. 
Conta no seu percurso com mais de 20 exposições individuais e mais de 30 colectivas, em galerias nacionais e internacionais. 

OLGA MEDEIRO é natural de Luanda e nasceu em 1989. Desder muito cedo que tem uma grande paixão pela arte, tendo participado em diversos eventos (música, teatro, modelo). Frequentou o 3º ano de Relações Internacionais na Universidade Técnica de Angola (UTANGA). Em 2015, concluiu o curso de Esculturação em Legumes e Fruta. 

ONDJAKI nasceu em luanda, em 1977. É Prosador e às vezes poeta. Co-realizou o Documentário “Oxalá cresçam Pitangas”, sobre a cidade de Luanda. É membro da União dos Escritores Angolanos. Licenciado em Sociologia em Portugal, fez doutoramento em Estudos Africanos em Itália. Já recebeu os seguintes Prémios:
- 2002: Menção Honrosa – Prémio António Jacinto (Angola)
- 2004: Prémio literário Sagrada Esperança (Angola)
- 2004: Prémio Literário António Palouro (Portugal)
- 2007: Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco (Portugal)
-2008: Grinzane for Africa – young writer (Itália)
- 2012: Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância (Portugal)
- 2010: Prémio Juvenil (Brasil)
- 2010: Prémio Jabuti (Brasil)
- 2013 – Prémio José Saramago (Portugal) 
Muitas das suas obras encontram-se traduzidas em francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, sérvio, polaco e sueco. 

PAULO AMARAL, nasceu em Lisboa em 1969. Frequentou o Instituto Médio de Educação de Luanda (Makarengo). É desenhador de projectos e arquitectura. Sempre ligado aos traços, em 1998, descobre o sentido das cores e começa a sua carreira como pintor. Autodidacta, realizou a sua primeira exposição em 2001, tendo desde então participado em mais de 25 exposições individuais e colectivas.

PAULO KUSSY nasceu em Luanda. Desde muito cedo que demonstrou interesse pelas artes plásticas, tendo realizado os primeiros esboços no decurso da instrução primária. 
Funcionário do Ministério da Cultura desde 2006, Professor de Desenho e de Anatomia no Complexo de Escolas de Arte (CEARTE) e desde 2008, Professor de Desenho Artístico e de Geometria Descritiva na Licenciatura de Arquitectura da Universidade Metodista de Angola 
Concluiu, em 2013, o Mestrado em Anatomia Artística na Faculdade de Belas artes da Universidade Clássica de Lisboa.
Licenciatura em Artes Plásticas – variante de Pintura – Faculdade de Belas Artes da Universidade Clássica de Lisboa (2003). 

RAÚL ROSÁRIO nasceu em 1973, em Benguela. Foi instrutor de Equitação e Desenhador Gráfico e, em 1990, descobre o teatro, integrando o Grupo Elinga Teatro. Estreou-se com a obra “Equus” de Peter Sahaffer, encenada por Maria João Ganga. Tem participado em festivais nacionais e internacionais.
Em 1998, após a sua participação na Expo Lisboa, foi para Coimbra onde se profissionalizou na Escola da Noite com a “Tragédia de Esquilo”, “Os Persas” e o “Embondeiro que Sonhava Pássaros” de Mia Couto.
Durante a sua carreira participou em mais de 30 peças encenadas por vários dramaturgos e encenadores, entre os quais Rogério de Carvalho, Maria João Ganga, José Mena Abrantes, Miguel Hurst.
No cinema destaca-se a participação nos filmes “A Cidade Vazia” de Maria João Ganga, o “Herói” de Zezé Gamboa e “Cartas de Guerra” de Ivo M. Ferreira.

MANUEL BERNARDO SANGUE “SANGUITO”, nasceu em 1960, na Província do Bengo. Músico de profissão, com cerca de 40 anos de experiência na música.
Formado em Música Clássica e Instrutor de Música (Angola e Portugal). 
Em Angola participou em diversos projectos como os Agrupamentos, os Anjos, Petro Clave, Semba Tropical, Semba África, etc. 
Em 1997, iniciou a sua carreira de músico a solo, tendo já gravado 4 cd’s: Lenta Vida (1998), Ngueza (2003), Kamba Diami (2010) e Passo a Passo (2011).

JOSÉ DA SILVA PINTO nasceu no Lobito em 1959. Em 1975 foi para Zurique onde estudou Biotecnologia. 
Em 1980 iniciou-se na fotografia, influenciado por Eduardo Gageiro. Citando o artista “Daí para cá, tenho estado a aprender a ver e vou fazendo aquilo que gosto mais, isto é, ver com olhos de ver, contar as minhas histórias simples da vida com verdade. Em 1997 a passagem pela Ásia, ensinou-me a paciência, aprendi a saber esperar o melhor momento, o sorriso, o esgar, o olhar”.
Viveu no Cambodja, no Vietname, e em Espanha. Desde 2000 que reside em Angola. 
Exposições 
2003
“Olhares”
Sala do Casino Hotel Marinha, Luanda
2004 
“Deambulações”
Bar Pub Desigual, Luanda 
2005
“Meet the Arts Of Angola”
Embaixada de Angola em Tóquio, Japão
2006
“Dipanda Forever”
Exposição Colectiva – Trienal de Luanda
2007
Exposição individual em Seoul, Coreia do Sul, a convite do Escritório da Representação de Angola
Livros 
“José Silva Pinto”
BESA, Outubro de 2008
Edição Barbieri
“Cá Entre Nós”
2012
Edições Tinta da China 

ANTÓNIO “THÓ SIMÕES” natural de Malange, nasceu em 1973. Afirma que não é pintor nem artista plástico – nega quaisquer rótulos que limitem as suas intenções. Pinta, faz colagens, cria arte urbana e digital, performances, instalações, filmes e fotografias, mas o trabalho “não obedece a uma componente ou tendência que permita identificar com clareza um determinado estilo. Se calhar o mais fácil seria dizer que sou, somente, um artista”.
Inicou-se nas artes na União Nacional dos Artistas Plásticos Angolanos (UNAP) e depois no Instituto de Formação Artística e Cultural (INFAC), onde se formou. É um pesquisador nato, curioso por natureza e o magnetismo que África e Angola exercem no seu trabalho são inegáveis, tanto como os vários lugares que já visitou no mundo. 
Actualmente, abraça ainda projectos de carácter socio-cultural e ambiental – o graffiti no Elinga Teatro, contra a sua destruição, não deixa ninguém indiferente. Filho da primeira geração de artistas do pós-independência, a passagem de conhecimentos e técnicas é fundamental para o artista, que relembra uma altura difícil para os jovens artistas que entravam no mundo da arte. 
Com os olhos sempre postos no futuro e as mangas arregaçadas, Thó Simões concluiu o celebrado projecto Murais da Leba, em 6000 m2 de parede nas Províncias do Namíbe e Huíla, englobando artistas angolanos e internacionais, alunos do ensino primário e secundário, na arte urbana. 

TRIGO LIMPO (também conhecido como TL) é um grupo formado por 4 elementos (3 músicos e um produtor). O quarteto formou-se em Novembro de 2014 na cidade de Windhoek, Namíbia. Os quatro elementos seguiam uma carreira a solo antes de se juntarem para dar início ao projecto Trigo Limpo. Com um estilo de música moderna e cativante, misturam diversos géneros musicais que são influenciados pelo Kizomba, House Music e outros.


Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...