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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A nova ponte 4 de Abril



O Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, inaugurou hoje a nova ponte sobre o Rio Catumbela, que vai ligar as cidades do Lobito e Benguela.

Teve um custo de 27 milhões de euros.

A inauguração da ponte, baptizada Ponte 4 de Abril, alusiva à data da assinatura dos acordos de paz de 2002, que pôs fim à guerra em Angola, decorreu na presença de milhares de pessoas.

O director-geral do Instituto Nacional de Estradas deAngola (INEA) informou que a ponte 4 de Abril tem um comprimento de 438 metros, englobando dois viadutos de acesso e a plataforma sobre o rio, com 170 metros, contando ainda com duas faixas de rodagem em cada direcção e um passadiço para peões.

Joaquim Sebastião considerou a obra como "de grande importância na rede fundamental de estradas do país" porque permite a ligação sem entraves entre várias províncias do país, como sejam Luanda, Benguela, Huambo e ainda as do sul, como Huila e Namibe.

A conclusão da empreitada, que se realiza sobre o rio Catumbela era há vários anos esperada e vai facilitar o tráfego rodoviário entre Benguela e Lobito e tinha a sua inauguração prevista para 1 de Julho, altura em que ficou concluída.

A construção da ponte teve início em Maio de 2007, envolvendo uma mão-de-obra de 400 trabalhadores entre angolanos e estrangeiros.

Em declarações aos jornalistas, Rita Monteiro, do Instituto de Soldadura e Qualidade de Portugal, entidade fiscalizadora da obra, considerou que foram cumpridas todas as etapas de construção previstas com a qualidade exigida.

Para testar a segurança da ponte, a empresa procedeu à colocação de 18 camiões, com 30 toneladas cada um, em cima da estrutura.


fotos de Semanário Angolense e Angola in
Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 2 de março de 2009

Um dos preços da reconstrução




Ir do Lubango ao Kuvango é uma viagem fantástica, mas chegar lá são 7 horas de viagem: 2 até à Matala (180 km) e 5 para Matala-Kuvango, (165 km), entre uma estada que mais parece um trilho de lama e uma "picada" que não se parece com nada, nem mesmo o Paris Dakar o conseguia.

Os chineses estão a reparar o caminho de ferro entre o Lubango e o Menongue e a estrada que liga a Matala ao Kuvango, mas nem mesmo eles conseguem resistir a um "enterranço" na lama, só neste troço entre o Dongo e o Kuvango, estavam 11 camiões chineses atolados!! Eles transportam material ferroviário e cimento.

por C. Freire




Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Restauração da estrada Namibe e Lucira

O trânsito rodoviário na via Namibe/Bentiaba/Lucira vai conhecer, em breve, significativas melhorias com a reparação da estrada pela empresa de terraplanagem SEOP (Sociedade de Empreendimentos e Obras Públicas), com parceria chinesa, numa operação que vai custar ao Governo 79 milhões de dólares norte-americanos.

Os trabalhos consistem na eliminação de todos os buracos na via e começaram em Junho último, segundo garantias do director provincial das Obras Públicas, arquitecto Carlos Sá, que assegurou ter o Governo angolano
pago já 25 por cento desse valor. No total são 210 quilómetros de rodovia,
entre o Namibe e a Lucira, na zona fronteiriça com a província de Benguela, passando pela comuna do Bentiaba, onde a estrada está acentuadamente danificada. A SEOP fez deslocar para a referida via parte
considerável dos seus meios, o que, no entender do Governo, diz bem da seriedade com que o contrato foi negociado e a importância que as autoridades do Namibe atribuem à circulação de pessoas e bens na região,
nesta fase de reconstrução e desenvolvimento do país.
“Os trabalhos começaram no Km 107, a partir do desvio Namibe/Bentiaba e já se fez a reciclagem de mais de 15 quilómetros de base, estando-se a concluir neste momento o levantamento do troço Bentiaba/Lucira.
As obras do troço Namibe/Lucira, com duração de um ano, tiveram um relativo atraso após a respectiva consignação, o que obrigou a sua reprogramação, em função da rescisão do contrato que antes havia sido assinado com a empresa Tota Tâmega de Angola.

Não obstante este percalço, o desejo de se concluir a obra nos prazos concebidos salta aos olhos de quem ruma pela via. Encontram-se dezenas de jovens angolanos, entre motoristas, mestres de máquinas e técnicos,
dotados dos meios indispensáveis, com assessoria de técnicos chineses.
Todos eles asseguram a empreitada, trabalhando a todo o vapor.
O director provincial das Obras Públicas do Namibe sublinha como uma das grandes vantagens da reabilitação desta via, a possibilidade que os automobilistas terão de encurtar a distância para poucas horas.

“Quem foi capaz das maiores privações para alcançar as sete ou mais horas de viagem até Lucira, agora será capaz de muito menos que isso, ou seja 4 a 5 horas. E tudo isso é uma mais-valia da política do Governo em exclusivo benefício das populações”, disse o responsável.
“A reabilitação vem numa boa altura”
Fernando Paquete fez muitos quilómetros ao volante de uma “Bedford” com quase trinta e um anos. Finalmente diz que já se sente satisfeito com o trabalho agora efectuado na via. Com um pé fora e outro dentro do carro, o comerciante do Namibe, que conta actualmente com 61 anos, fez da via o seu ganha-pão.

Outro motorista, Gerónimo Manuel, corrobora da opinião do primeiro. Aponta as melhorias substanciais, no domínio da reabilitação das estradas, nestes seis anos de paz, e diz mesmo que além de melhorar o tráfego rodoviário, com a economia de tempo, as viaturas são poupadas de se danificarem mais rapidamente.
Alguns jovens que trabalham no projecto congratulam-se com estas “importantes acções” do Governo, que estão a garantir-lhes o emprego para o sustento das famílias. Como explicou o arquitecto Carlos Sá, além desta via, a SEOP vai reabilitar o troço rodoviário Lucira/Benguela e a estrada Namibe/Tômbwa, tendo sido já feito o respectivo levantamento, o qual só está a depender das negociações com o INEA para que as obras tenham o seu início.

Mas referiu que “a partir de Benguela será uma outra consignação que envolverá os dois governos provinciais, para ligar Lucira ao Dombe Grande. De resto, as obras seguem a bom ritmo, idem a fiscalização e o empreiteiro, que procura cumprir os prazos. Não há problemas”, frisou o director das Obras Públicas. O troço Namibe até Lucira é a mais importante mercadorias de um lado para outro. “Com Angola em paz, a reabilitação dessa estrada vem mesmo numa boa altura, pois precisamos de nos movimentar para qualquer lado”, disse-nos um conhecido empresário do Namibe, visivelmente satisfeito com as obras em curso na rodovia.




Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Melhoria das estradas = aumento da sinistralidade

A notória recuperação da rede rodoviária angolana
permite uma maior mobilidade aos automobilistas angolanos. Com estradas que nada ficam a dever a estradas congéneres em qualquer parte do mundo, a tentação do excesso de velocidade leva a consequências desastrosas. Está a aumentar o índice de sinistralidade rodoviária nas estradas angolanas...






Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...