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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

aumentar a produção alimentar interna

O objectivo agrícula é reduzir o défice de 340 mil toneladas/ano de arroz
É previsível que quando o país atingir a auto-suficiência interna no arroz serão criadas taxas de importação altas, para a proteger a produção nacional.
Ao contrário do arroz, a criação de aves, o mercado interno fornece actualmente 80 por cento das necessidades de ovos do país, estimadas em mais de mil milhões de ovos/ano.
Para cobrir integralmente as necessidades do mercado interno,  está-se a tentar aumentar a produção de milho e soja para que Angola tenha uma capacidade interna de produção de proteína animal. “Há alguns produtos ligados à proteína animal, que são as carnes, por isso é necessário incentivar a produção interna de milho e soja, para assegurar a sua produção contínua”.
O sector está a trabalhar na criação de condições para que haja uma auto-suficiência na produção de hortícolas.
O portal lançado hoje, em Luanda, com endereço www.ppn.co.ao, foi desenvolvido por técnicos angolanos e poderá a partir de agora ser utilizado por todos os produtores, independentemente do tamanho da sua produção, localização e sem qualquer custo.
A plataforma informática surge como um meio mais acessível de comunicação para o mercado da produção feita em Angola, disponível para comercialização.




Pensar e Falar Angola

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Campos de batalha transformados em arrozais

Campos de batalha transformados em arrozais

A primeira fase experimental do projecto denominado "Fazenda agro-industrial do Longa" começou em princípios de Novembro
Fotografia: Carlos Paulino
As extensas pradarias que circundam o rio Longa, no município do Cuito Cuanavale, estão a ser preparadas para o cultivo de arroz em grande escala, conforme um acordo entre o Executivo e a multinacional chinesa “CAMC-Engineering”.
A primeira fase experimental do projecto denominado “Fazenda agro-industrial do Longa” começou em princípios de Novembro, com o lançamento de 25 tipos diferentes de sementes de arroz para determinar qual delas se adapta melhor ao terreno e ao clima da região.
O director provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Francisco Manuel Mateus, disse que o mês de Abril vai ser determinante para o projecto, porque é o período escolhido para a colheita da fase experimental e verificar quais são as sementes vão ser cultivadas nas terras alagadas do rio Longa.
O projecto está avaliado em 76 milhões de dólares e é financiado pelo Governo da China. Na primeira fase vai produzir, a partir do próximo ano, 15 mil toneladas de arroz e gerar mais de 800 novos postos de trabalho na região. A cultura do arroz exige mão-de-obra intensiva, ainda que as “chanas” alagadas facilitem o trabalho.
Francisco Manuel Mateus realçou que as sementes de arroz estão a ser testadas em dois campos distintos, sendo uma na zona completamente alagada e a outra num perímetro de terreno seco, nas proximidades do rio Longa. Os viveiros em terrenos secos estão em grande risco devido à prolongada estiagem que se abate sobre a província do Kuando-Kubango. 
A empresa CAMC Engineering vai explorar o projecto de produção de arroz na Fazenda Agro-industrial do Longa num prazo de cinco anos e depois a propriedade agrícola vai passar para a responsabilidade do Executivo, que deve criar todas as condições para aumentar os níveis de produção de arroz e garantir ainda mais postos de trabalho.
Francisco Manuel Mateus salientou que a Fazenda Agro-industrial do Longa é o primeiro projecto-piloto a nível nacional de produção de arroz em grande escala. O sucesso deste empreendimento vai garantir oportunidades noutras regiões do país, com realce para o aumento do rendimento das famílias camponesas e a promoção do desenvolvimento das comunidades rurais. “Por esta razão é que a sua concretização vai ser uma mais-valia para o desenvolvimento socioeconómico do Kuando-Kubango e o programa do Executivo de combate à pobreza, tendo em conta que o país ainda regista um grande défice de produção de arroz e por isso recorre à importação deste produto, sobretudo da China, Israel e dos Estado Unidos da América”, disse Francisco Manuel Mateus.



Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Tchivinguiro e a Escola Agrícola


Tchivinguiro intensifica a produção agro-pecuária
O milho produzido nos campos experimentais do Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro, município da Humpata, durante as aulas práticas do ano lectivo 2011 está em fase de maturação. E decorre a colheita dss hortaliças, igualmente produzidas pelos estudantes do único instituto médio agrário da região sul, que dista a 40 quilómetros da cidade do Lubango.
O instituto médio Agrário do Tchivinguiro é uma instituição pública, vocacionada para a formação d técnicos do ramo da agricultura, pescas e indústria alimentar. Possui um internato com capacidade para alojar 340 alunos, uma cozinha industrial, um refeitório, uma lavandaria, sala de estudo, sala de vídeo e instalações administrativas.
O instituto tem igualmente uma enfermaria com capacidade para internar dez doentes. O complexo é constituído por três campos agrícolas experimentais situados na fazenda do Tchivinguiro. A escola tem 12 salas, sete laboratórios e duas salas de informática.
O complexo escolar agrário do Tchivinguiro faz parte do Instituto Médio Agrário, que mantém uma exploração agro-pecuária em três fazendas que são o suporte das aulas práticas. É nestes campos que são produzidos os alimentos para o internato e os excedentes são vendidos.
A fazenda tem 250 hectares de regadio e 500 de sequeiro. No ano passado, os alunos e funcionários do Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro. O director geral do Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro, Francisco Ebo, disse que o empenho dos estudantes nas aulas práticas e nas actividades extra-escolares permitiu, este ano lectivo, produzir grandes quantidades de cereais e hortaliças.



Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Reorganização Nacional (XVI) - PEDR

O Programa de Extensão e Desenvolvimento Rural (PEDR), em curso no país há cinco anos, já beneficiou cerca de dois milhões de famílias camponesas, em 130 dos 163 municípios do país, anunciou o director adjunto do Instituto de Desenvolvimento Agrário, Miguel José Pereira, citado pela Angop.
O responsável, que falava à margem do encerramento do workshop sobre “Educação Financeira”, quinta-feira, promovido pelo Banco Nacional Angola, afirmou que, no quadro do PEDR, o Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) apoiou, nesse período, a criação de sete mil associações de camponeses, mais duas mil que as existentes no início do projecto.Miguel José Pereira afirmou que a maior dificuldade encontrada, até ao momento, na execução do PEDR, prende-se com a falta de organização dos próprios camponeses, que, em muitos casos, não estão agrupados em associações, o que retarda o acesso ao crédito agrícola.
Ainda no âmbito do PEDR, disse Miguel José Pereira, tem estado a preocupar a não concessão da posse de terra aos camponeses, fundamentalmente, nas zonas onde as associações já estão organizadas.
Se fossem concedidas as terras, acrescentou, as associações de camponeses poderiam usá-las como garantia ao empréstimo bancário, o que ajudaria num rápido crescimento da produção agrícola, por força dos investimentos que seriam feitos com o dinheiro do crédito.
O seminário sobre “Educação Financeira” visou colher contribuições de entidades públicas e privadas, para oferecer conhecimentos básicos e necessários à população, através de palestras.
No evento, foram abordados temas como “Criando Condições Favoráveis à Bancarização do Povo Angolano”, “Impacto da Banca e das Micro-finanças na Sociedade Angolana” e “Relações de consumo no sector financeiro - realidade angolana”.

Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Angola Rural

Por: Jotta

De Angola se diz que a sua maior riqueza é o seu povo. E é verdade.

Na longa caminhada muitas vezes tortuosa e que tornou possível construir os caboucos desta nova nação, o mérito terá ser sempre atribuído ao seu povo ao longo de gerações.
Depois desse capital de riqueza, é comum olharmos para outras riquezas e aí todos os olhos se viram para o ouro negro que brota das profundezas do offshore angolano. Mas os mais avisados em termos de quantificar as riquezas existentes, falam-nos dos recursos hídricos e da bênção que são os riquíssimos solos para a agricultura e pecuária.



O futuro, tal como o foi no passado terá que passar por aí. O aproveitar o que esta terra maravilhosa nos dá.

Num mundo em que a falta de alimentos é uma realidade com o aumento da população mundial, e o seu crescente aumento poder de compra, produzir alimentos e tornar este país um dos celeiros do nosso continente deverá ser o grande desafio das próximas décadas.
A guerra de má memória e que foi erradicada recentemente, derreteu quase tudo, e o nosso país passou a importar o que exportava.

Vivemos e continuamos a viver tempos que barcos vindos de várias partes do mundo nos entopem os portos do país com batatas, massa de tomate e ananás enlatado e toneladas e toneladas de sacos de farinha de milho e de trigo por exemplo. Por via aérea chega(va)m tomates e alfaces.

Hoje ainda resistem resquícios desses tempos. Mas parece que se acorda para o inverter dessa situação. Um longo caminho nos espera.

A vontade política manifesta-se nesse sentido, e aqueles que se querem virar para o campo e começar a produzir impacientemente aguardam que todos os quadros legais e jurídicos se concretizem, e que o sistema bancário faça o seu papel para que a produção interna avance.

No Angola Rural vamos olhar para o que se vai fazendo aqui e ali, nestes novos tempos em que falar de agricultura parece que virou a nova moda nacional.


Pensar e Falar Angola












Posted by Toke

RITA GT em Viana do Castelo

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