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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Para a História da Imprensa em Angola

Caros Senhores, gostaria de vos enviar um pouco da história de Angola.
Meu avô materno foi o primeiro Editor do Jornal da Huila. Nome dele era, Elisiario Augusto Antunes. Ele foi expulso para Angola por o que escrevia no jornal em Portugal, contra o governo. Ele já queria independência de Angola. Por isso posso dizer que meu avô foi um dos primeiros homens querendo a independência como já tinha acontecido no Brasil.
Ele nunca voltou a Portugal com mulher e filhos, todos nascidos em Angola, eu também nasci em Sá da Bandeira, mas como meu pai era Cabo Verdiano, casou e foi o primeiro artista plástico  em Angola, vocês têm muitos quadros dele em Luanda, no banco de Angola, museu de Angola ! Seu nome era Manuel Castelo.
Eu também segui a carreira do meu pai, vivo em Inglaterra hà 47 anos, mas sempre tenho Angola no meu pensamento. Wanda Maria Antunes Castelo Warburton



Pensar e Falar Angola

sábado, 16 de novembro de 2013

Para a História da Imprensa em Angola

Cerca de 1954/55 o meu pai e o sr. Antenor Carranca juntaram-se em torno da ideia de fundar um jornal em Moçâmedes. Tinham a ideia, a vontade, mas não tinham o “lombongo” necesário.
Espremidos os bolsos de um e de outro, tiveram que arranjar crédito para fundar o jornal “O Namibe”.

Depois surgiu um problema grande. Naquela época era muito difícil autorizarem a fundação de novos periódicos, pois receavam as críticas à política do Governo de então. Era a altura em que se dizia que havia um lápis azul, que por acaso era vermelho ! Para contornar essa dificuldade fundaram um jornal desportivo, já com a ideia de depois passar a generalista.

Ainda havia um outro problema a contornar. Para se editar um jornal era necessário que o Director fosse uma pessoa licenciada. Falaram com o Sr. Dr. Manuel João Tenreiro Carneiro (Pai da Teresa, nossa anfitriã), que se prontificou a exercer esse cargo.

Conseguida a autorização e resolvida a burocracia era necessário ter uma tipografia para imprimir a “folha de couve”, como se dizia naquela época. As coisas eram muito diferentes de hoje, em que essa parte da composição do jornal é feita computorizadamente e mandam imprimir em oficinas especializadas.

Nessa altura eu tinha os meus 16/17 anos, e fiquei maravilhado com aquele material, a brilhar de novo, que tinha ido aqui do Puto. O indispensável. Levou tempo, mas aprendi a lidar com os tipos móveis inventados pelo Gutengerg. A composição era feita letra por letra, espaço por espaço, dispostos da direita para a esquerda.

Nessa altura o jornal era tri-semanal, passou para bi, pois Moçâmedes não tinha assim tanto movimento ... Por fim, depois do que todos sabemos, o último numero saíu em 22 de Agosto de 1975 ! ...

Embora já conhecesse o Dr. Carneiro, foi daí, que passei a conhecê-lo melhor e passei a ter um amigo sempre pronto a ajudar e por vezes a dar-me conselhos valiosos sobre os mais diversos assuntos.

Tinha o seu cartório no 1.º andar do prédio onde esteve a Lusolanda, depois a Iluminante de Moçâmedes, portanto logo ao lado do jornal. Muitas vezes descia apenas para dar dois dedos de conversa.

Quando comecei a conhecê-lo melhor, notei que o Dr. Carneiro era muito, mesmo muito distraído.

Acontecia, por vezes, o Dr. entrar e perguntar-me :
- Berto, tens muito que fazer ? (ele chamava-me Berto).
- Assim , assim, Dr., diga.
- Sabes, é que eu saí daqui, para tratar de uns assuntos. Fui à Hudson, à Cicorel, etc. Depois voltei a pé e não sei onde deixei o carro !

E lá ia eu, dar uma voltinha por aquelas ruas, olhando todos os automóveis estacionados, até encontrar-mos o do Dr. Carneiro ! ...
Cerca de 1954/55 o meu pai e o sr. Antenor Carranca juntaram-se em torno da ideia de fundar um jornal em Moçâmedes. Tinham a ideia, a vontade, mas não tinham o “lombongo” necesário.
Espremidos os bolsos de um e de outro, tiveram que arranjar crédito para fundar o jornal “O Namibe”.

Depois surgiu um problema grande. Naquela época era muito difícil autorizarem a fundação de novos periódicos, pois receavam as críticas à política do Governo de então. Era a altura em que se dizia que havia um lápis azul, que por acaso era vermelho ! Para contornar essa dificuldade fundaram um jornal desportivo, já com a ideia de depois passar a generalista.

Ainda havia um outro problema a contornar. Para se editar um jornal era necessário que o Director fosse uma pessoa licenciada. Falaram com o Sr. Dr. Manuel João Tenreiro Carneiro (Pai da Teresa, nossa anfitriã), que se prontificou a exercer esse cargo.

Conseguida a autorização e resolvida a burocracia era necessário ter uma tipografia para imprimir a “folha de couve”, como se dizia naquela época. As coisas eram muito diferentes de hoje, em que essa parte da composição do jornal é feita computorizadamente e mandam imprimir em oficinas especializadas.

Nessa altura eu tinha os meus 16/17 anos, e fiquei maravilhado com aquele material, a brilhar de novo, que tinha ido aqui do Puto. O indispensável. Levou tempo, mas aprendi a lidar com os tipos móveis inventados pelo Gutengerg. A composição era feita letra por letra, espaço por espaço, dispostos da direita para a esquerda.

Nessa altura o jornal era tri-semanal, passou para bi, pois Moçâmedes não tinha assim tanto movimento ... Por fim, depois do que todos sabemos, o último numero saíu em 22 de Agosto de 1975 ! ...

Embora já conhecesse o Dr. Carneiro, foi daí, que passei a conhecê-lo melhor e passei a ter um amigo sempre pronto a ajudar e por vezes a dar-me conselhos valiosos sobre os mais diversos assuntos.

Tinha o seu cartório no 1.º andar do prédio onde esteve a Lusolanda, depois a Iluminante de Moçâmedes, portanto logo ao lado do jornal. Muitas vezes descia apenas para dar dois dedos de conversa.

Quando comecei a conhecê-lo melhor, notei que o Dr. Carneiro era muito, mesmo muito distraído.

Acontecia, por vezes, o Dr. entrar e perguntar-me :
- Berto, tens muito que fazer ? (ele chamava-me Berto).
- Assim , assim, Dr., diga.
- Sabes, é que eu saí daqui, para tratar de uns assuntos. Fui à Hudson, à Cicorel, etc. Depois voltei a pé e não sei onde deixei o carro !

E lá ia eu, dar uma voltinha por aquelas ruas, olhando todos os automóveis estacionados, até encontrar-mos o do Dr. Carneiro ! ...
Uma vez que o Roberto Trindade teve a amabilidade de referir o nome do  meu pai neste post do Facebook o jornal 'O Namibe' lembrei-me de ter visto em tempos no museu da rtp alguma coisa e lá fui eu buscar no milhento e não sei quantos canto do meu computador uma peça do Museu da RTP:  http://museu.rtp.pt/app/uploads/dbEmissoraNacional/Lote%2040/00030135.pdf

Na sequencia deste pequeno post Fernando Pereira faz-me chegar às mãos o scan dum página dum livro que refere a importância no Namibe, antiga Mocâmedes e mais antiga Mossamedes, no panorama da Imprensa angolana.

Pensar e Falar Angola

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Escola organiza Taça João Carlos


Escola organiza Taça João Carlos


Petizes de instituiões de ensino desportivo mostram habilidades em torneio de homenagem a profissional da Comunicação Social falecido
Fotografia: Rogério Tuti
O Complexo Desportivo Escolar Norberto de Castro realiza, nos dias 1 e 2 de Outubro próximo, a oitava edição do torneio quadrangular de futebol onze, denominado “Taça João Carlos”, na categoria de Sub-15, com a participação das equipas A e B daquela instituição, Amiguinhos de Benguela e Escola de Futebol do Curtume.  
De acordo com o presidente do complexo, Norberto de Castro, a ideia era convidar para este torneio quatro formações de diferentes pontos do país, como já o fez em edições anteriores, mas questões relacionadas com falta de verbas impediram que o convite fosse extensivo a outras equipas.
“Este torneio quadrangular em homenagem a João Carlos, infelizmente este ano não tem o fulgor das edições anteriores. Tudo o que estamos a fazer é com muito esforço e força de vontade, porquanto não existem pessoas dispostas a apoiar causas em prol do futebol. 
Batemos a várias portas, falámos com empresários e instituições bancárias, mas sem sucesso”, lamentou Norberto de Castro. Apesar das dificuldades, o empresário não mediu esforços para que a prova se realizasse na presente edição. 
Aquele dirigente deu igualmente a conhecer que estão criadas todas as condições de alojamento e alimentares para os atletas das distintas equipas.  A formação dos Amiguinhos de Benguela é aguardada esta sexta-feira em Luanda. 
O torneio, que começa sábado no bairro Capalanga em Viana, vai ser disputado no sistema quadrangular, com as formações da Escola de Futebol Norberto de Castro A e B a abrirem as hostilidades, às 8h00, enquanto Amiguinhos de Benguela e Escola do Curtume encerram a ronda inaugural duas horas mais tarde. 
No domingo, os vencedores de sábado jogam a final no mesmo recinto. Antes, às 8h30, os vencidos disputam a partida para definição do terceiro lugar.

Natural do Uíge, João Carlos foi um dos principais locutores desportivos, em particular do futebol, na Rádio Cinco, onde chegou à categoria de chefe de produção e assistente de direcção, tendo sido nomeado em Março de 2003, para o cargo de director da Emissora Provincial de Cabinda. João Carlos faleceu aos 47 anos, a 24 de Maio de 2003, dois meses depois de assumir funções,numa das clínicas de Luanda, onde esteve internado após um derrame cerebral.  

de Jornal de Angola



Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Nacionalistas preservam a memória - Novo Jornal, de Angola

recebido por e-mail e sem qualquer autorização, mas porque me quero associar de bom agrado a esta iniciativa, aqui o publico.

Curvando-me perante a memória dos que já morreram e saudando os ainda vivos, entendi ser de todo importante comemorar estes 50 anos de uma fuga que esteve na base da Luta pela Independência das Ex-Colónias Portuguesas e na origem, por tal, do 25 de Abril de 1974, divulgando este texto em Portugal!

Joffre Justino




Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 11 de março de 2011

Comunicado do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA)

1-Nas últimas semanas a direcção do SJA tomou conhecimento de um conjunto de situações menos pacíficas e nada abonatórias que põem em causa o princípio da livre actividade jornalística em Angola, que em seu entender são preocupantes, devendo por isso merecer um tratamento público tendo em vista, antes de mais, a sua denúncia e posterior tratamento por quem de direito à luz do que a lei exige.

2-A mais recente destas situações envolveu três jornalistas afectos ao semanário Novo Jornal, que foram detidos pela polícia durante várias horas, na sequência de uma cobertura que pretendiam fazer no Largo da Independência no passado dia 7 de Março.

3-Antes desta situação, o SJA recebeu da parte da Direcção de Informação da Emissora Católica de Angola uma participação relacionada com vários casos de intimidação que os seus repórteres têm sido alvo no exercício dos seus deveres profissionais protagonizados por seguranças pessoais e polícias.

4-Apesar de ser um processo judicial, o SJA não pode deixar de trazer para esta denúncia pública o caso do jornalista Armando Chicoca que, no Namibe, foi condenado a um ano de prisão efectiva em circunstâncias que nos parecem pouco de acordo com o que a lei prescreve em matéria de direitos de defesa do acusado.
O que nos parece igualmente preocupante neste processo é que a justiça angolana se prepara para retirar um ano de liberdade da vida de um jornalista, apenas por ele ter exercido a sua função social, conferindo o recomendável tratamento a uma informação que ele achou por bem valorizar, no âmbito dos princípios que sustentam o próprio conceito de interesse público.

5-O SJA felicita a direcção da RNA pela lucidez e clarividência com que soube tratar do caso dos profissionais suspensos da Emissora Provincial da Huíla, por terem promovido um debate público que não agradou as autoridades locais.
O SJA recorda que na sua deliberação genérica de Janeiro último, o CNCS considerou que os responsáveis dos órgãos de comunicação social, públicos ou privados, têm a sua intervenção disciplinar, limitada pela própria liberdade de imprensa enquanto direito fundamental, não sendo de todo aceitável que os autores de determinadas opções editoriais sejam posteriormente objecto de sanções por parte dos seus superiores hierárquicos, inspirados por preocupações de qualquer índole.

6-O SJA está convencido que os casos envolvendo os jornalistas do Novo Jornal e da Emissora Católica de Angola e vários outros que certamente têm acontecido, configuram um grave atentado à liberdade de imprensa, de acordo com o reza o artigo 76 da Lei de Imprensa.
Assim sendo, o SJA apela a quem de direito para que ponha cobro aos excessos policiais e securitários que têm vindo a ser cometidos contra os jornalistas no exercício das suas funções, encorajando, por outro lado, os profissionais afectados e as direcções dos respectivos órgãos a utilizarem todos os meios legais ao seu alcance para fazerem valer os seus direitos, começando pela formalização da competente queixa junto das instâncias judiciais.

7- O SJA está a preparar-se para promover um debate público à nível nacional sobre a criminalização da actividade jornalística e as garantias políticas e legais para o seu exercício, pelo que desde já se exortam os jornalistas e todos os restantes interessados a reflectirem sobre esta problemática, tendo em vista a sua participação activa nesta jornada.


Luanda, 9 de Março de 2011

A Secretária Geral
Luísa Rogério


Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 10 de março de 2011

Jornalista angolano condenado a um ano de prisão


Comité para a Protecção dos Jornalistas
330 Seventh Avenue, New York, NY 10001 | Phone: (212) 465-1004 | Fax: (212) 465-9568 | Web: http://../Local%20Settings/Temporary%20Internet%20Files/OLK1/CPJ%20FORMS%20-%20INSTITUTIONAL/www.cpj.orgHYPERLINK
Jornalista angolano condenado a um ano de prisão

Nova York, 3 de março de 2011 – Um tribunal da província de Namibe, no sudoeste de Angola, condenou um jornalista hoje à prisão sem o devido processo devido a sua cobertura de um escândalo de assédio sexual que implicava um alto funcionário do judiciário provincial, segundo jornalistas locais e reportagens da imprensa.

O juiz Manuel Araujo sentenciou Armando José Chicoca, jornalista free-lance que trabalha para a emissora financiada pelo governo dos EUA Voice of America (VOA – Voz da América) e jornais privados como Folha 8, Agora e O Apostolado, a um ano de prisão e a uma multa de 200.000 kwanza (US$ 2.100), de acordo com reportagens da imprensa. O jornalista foi levado para a Prisão da Comarca na cidade costeira de Namibe depois de proferida a sentença, disse ao CPJ o advogado de defesa, David Mendes. Chicoca foi sentenciado sem a presença de seu advogado, acrescentou Mendes, que informou que vai apelar contra a decisão.

A condenação de Chicoca por injúria e difamação sob o Código Penal angolano foi baseada em uma ação movida por Antonio Vissandula, juiz presidente do Tribunal Provincial de Namibe, a respeito de uma matéria veiculada pela VOA sobre alegações feitas à imprensa local por Rosa Camunu José. Ex-empregada doméstica de Vissandula, José alegava que ele a despediu por ela ter recusado seus assédios sexuais, de acordo com Mendes. Vissandula também acusou Chicoca de ser o autor de um comentário anônimo, no qual era acusado de corrupção, postado sob a reportagem sobre o escândalo no popular e crítico site de notícias angolano sediado em Portugal Club-K. Vissandula também impetrou uma ação por difamação contra José; ela recebeu uma sentença de 45 dias de prisão em suspenso e dois anos de liberdade condicional, de acordo com ele.

"Armando José Chicoca foi enviado à prisão sem o devido processo por divulgar uma suposta má conduta de um juiz", disse o Coordenador para a  Defesa dos Jornalistas na África, Mohamed Keita. "Esta condenação é altamente suspeita e deve ser anulada na apelação."

Chicoca já passou 33 dias na prisão em 2007 depois que a polícia o prendeu quando cobria protestos contra a demolição de um comércio informal de rua, de acordo com a pesquisa do CPJ.  

Em um atual movimento visando restringir a liberdade de imprensa e induzir a autocensura, o partido governante de Angola, MPLA, aprovou recentemente uma lei de segurança do Estado criminalizando quaisquer "palavras, imagens, textos ou sons" que insultem o presidente, o Estado ou instituições oficiais", segundo a pesquisa do CPJ.

O CPJ é uma organização independente sem fins lucrativos sediada em Nova York, e se dedica a defender a liberdade de imprensa em todo o mundo.




terça-feira, 1 de março de 2011

Comunicado do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA)

1-Nas últimas semanas a direcção do SJA tomou conhecimento de um conjunto de situações menos pacíficas e nada abonatórias que põem em causa o princípio da livre actividade jornalística em Angola, que em seu entender são preocupantes, devendo por isso merecer um tratamento público tendo em vista, antes de mais, a sua denúncia e posterior tratamento por quem de direito à luz do que a lei exige.



2-A mais recente destas situações envolveu três jornalistas afectos ao semanário Novo Jornal, que foram detidos pela polícia durante várias horas, na sequência de uma cobertura que pretendiam fazer no Largo da Independência no passado dia 7 de Março.



3-Antes desta situação, o SJA recebeu da parte da Direcção de Informação da Emissora Católica de Angola uma participação relacionada com vários casos de intimidação que os seus repórteres têm sido alvo no exercício dos seus deveres profissionais protagonizados por seguranças pessoais e polícias.



4-Apesar de ser um processo judicial, o SJA não pode deixar de trazer para esta denúncia pública o caso do jornalista Armando Chicoca que, no Namibe, foi condenado a um ano de prisão efectiva em circunstâncias que nos parecem pouco de acordo com o que a lei prescreve em matéria de direitos de defesa do acusado.

O que nos parece igualmente preocupante neste processo é que a justiça angolana se prepara para retirar um ano de liberdade da vida de um jornalista, apenas por ele ter exercido a sua função social, conferindo o recomendável tratamento a uma informação que ele achou por bem valorizar, no âmbito dos princípios que sustentam o próprio conceito de interesse público.



5-O SJA felicita a direcção da RNA pela lucidez e clarividência com que soube tratar do caso dos profissionais suspensos da Emissora Provincial da Huíla, por terem promovido um debate público que não agradou as autoridades locais.

O SJA recorda que na sua deliberação genérica de Janeiro último, o CNCS considerou que os responsáveis dos órgãos de comunicação social, públicos ou privados, têm a sua intervenção disciplinar, limitada pela própria liberdade de imprensa enquanto direito fundamental, não sendo de todo aceitável que os autores de determinadas opções editoriais sejam posteriormente objecto de sanções por parte dos seus superiores hierárquicos, inspirados por preocupações de qualquer índole.



6-O SJA está convencido que os casos envolvendo os jornalistas do Novo Jornal e da Emissora Católica de Angola e vários outros que certamente têm acontecido, configuram um grave atentado à liberdade de imprensa, de acordo com o reza o artigo 76 da Lei de Imprensa.

Assim sendo, o SJA apela a quem de direito para que ponha cobro aos excessos policiais e securitários que têm vindo a ser cometidos contra os jornalistas no exercício das suas funções, encorajando, por outro lado, os profissionais afectados e as direcções dos respectivos órgãos a utilizarem todos os meios legais ao seu alcance para fazerem valer os seus direitos, começando pela formalização da competente queixa junto das instâncias judiciais.



7- O SJA está a preparar-se para promover um debate público à nível nacional sobre a criminalização da actividade jornalística e as garantias políticas e legais para o seu exercício, pelo que desde já se exortam os jornalistas e todos os restantes interessados a reflectirem sobre esta problemática, tendo em vista a sua participação activa nesta jornada.





Luanda, 9 de Março de 2011



A Secretária Geral

Luísa Rogério


Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Visitando blogs (15) - Clube da Imprensa

Jornalistas são atacados em Angola

Para expressar-lhe a sua grande preocupação com a série de violentos ataques recentes sofridos por jornalistas em Angola,Repórteres sem Fronteiras (RSF) escreveu ao Ministro do Interior de Angola, Sebastião José António Martins.
No lapso de dois meses, um jornalista foi assassinado, outros dois violentamente agredidos e feridos e um quarto foi objecto de ameaças.
"Repórteres sem Fronteiras entrevê relação entre esses crimes e o fato de os jornalistas pertencerem a veículos da mídia com posições críticas, senão francamente opostas, ao Governo”, lê-se na missiva.
“A violência desses actos é alarmante. A segurança e a integridade física dos jornalistas estão em perigo e a gravidade dos crimes cometidos contra eles é muito preocupante : todos os profissionais do ramo devem sentir-se ameaçados e viver a angústia de uma agressão iminente e potencialmente fatal ? O medo está a tornar-se coisa comum entre os jornalistas?", questiona o Secretário Geral de RSF, Jean-François Julliard.
No último dia 22 de Outubro, um jornalista da Rádio Despertar, António Manuel Manuel da Silva, conhecido no meio radiofónico pelo pseudónimo de Jojo, foi apunhalado, durante a madrugada, por um indivíduo que, segundo testemunhas, falou no programa do jornalista. Grande sucesso popular, o seu programa teria ironizado o Presidente Eduardo dos Santos.
Um mês antes, no dia 22 de Setembro, Norberto Abias Sateko, repórter da TV Zimbo, tinha sido ferido a tiros. Aos 5 de Setembro, um outro jornalista da Rádio Despertar, Alberto Graves Chakussanga, foi morto, no próprio domicílio, com um tiro nas costas.
or fim, o incidente mais recente aconteceu na madrugada do dia 23 ao dia 24 de Outubro últimos, quando o jornalista Rafael Marques foi vítima de uma emboscada.
Em 2010, Angola situa-se no 104° lugar da classificação mundial da liberdade de imprensa elaborada por Repórteres sem Fronteiras, mas os fatos ocorridos desde o início de Setembro podem fazer o país recuar.


Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Ajudando Jornalistas

O Pensar e Falar Angola sente-se orgulhoso de poder ser útil:



Excelentíssimos Senhores,

my name is Alice Kohn. I am a Journalist from Germany. I’m working on some researches for an article about lusophone countries. For that I am looking for Angolan people /students who live in Portugal or Brasil . Could you help me out with that?

Is there a possibility that I could do an interview with an Angolan student via email?

Or do you know who else could help me in that matter or who else I could contact?

You can answer me in portugues if you want to. I can understand it. (but my writing is really bad, that is why I better stay with English)

Thank you very much

Alice Kohn



Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Revista EXAME em Angola


A notícia acaba de ser divulgada no Radar Angola.

O Grupo Media Nova assinou um contrato com a editora Abril, em São Paulo, para a edição em Angola da revista EXAME. A publicação será essencialmente dedicada à realidade económica angolana e deverá entrar no mercado até Setembro. Até lá, os profissionais que vão integrar a equipa redactorial da revista, na sua maioria angolanos, recebem formação na própria editora Abril, no Brasil.


A EXAME Angola será da exclusiva responsabilidade editorial do Grupo Media Nova e independente das edições com o mesmo nome de outros países, nomeadamente Brasil e Portugal.


Mais uma revista – e que grande revista! – para o nosso “Panorama Mediático de Angola”.



Pensar e Falar Angola

domingo, 28 de dezembro de 2008

(46) - Ágora - Silogismo/ Opinião/

3/11/08


Vou falar de várias coisas, que pouco terão umas a ver com as outras!


Saiu recentemente, editado pela D. Quixote, um livro interessante, de Bernardino Gomes e Tiago Moreira de Sá, “Carlucci vs. Kissinger – Os EUA e a Revolução portuguesa”, em que são reproduzidos memorandos das conversas, mantidas entre Mário Soares, Carlucci e Kissinger, sobre as vicissitudes que rodearam o reconhecimento, da então República Popular de Angola, por parte do governo português. Obviamente, que muitos de nós sabíamos os esforços do ex-presidente português Mário Soares, na tentativa de bloquear o processo no período do antes e do pós 11 de Novembro de 1975, fazendo-o de uma forma tão pertinaz, que sempre foi motivo de inúmeras especulações, e trinta e três anos depois pouco interessam para a generalidade da opinião publica, mas que releva importância nos meios académicos.


Este livro, para além de ser uma investigação interessante, com uma linguagem muito escorreita, tem a vantagem de ter anexos onde constam documentos secretos, entretanto desclassificados, e acessível aos dos investigadores que são autores deste trabalho, onde se esclarecem algumas posições que permaneceram omissas.


Como Luandino Vieira foi galardoado, finalmente, com o Prémio Nacional de Cultura e Artes, uma distinção que convenhamos peca por ser demasiado tardia, eu aproveito para divulgar, com um ano de atraso, a saída da “Edição comemorativa dos 35 anos da publicação do Luuanda”, editado pelas edições 70, e apenas disponíveis 1000 exemplares assinados pelo autor e pelo escultor José Rodrigues. Esta edição é magnífica pela qualidade do grafismo, pelo excelente papel, e acima de tudo pelas ilustrações do José Rodrigues, um homem, de quem os angolanos, deviam ouvir um testemunho sobre o seu papel na luta da independência do País, se ele alguma vez assim o quiser, pois sei que por excesso de humildade não o faz com facilidade.


Obviamente que não vou falar do Luuanda, porque talvez já tenha tudo sido dito e escrito, e continua-se a exigir a cada angolano que o leia, e o obrigue a ler, mas acho que esta edição, deve ser adquirida como objecto de valorização, já que hoje há tanta coisa em moda, nesta sociedade de mercadoria, que ainda não se percebeu se é mesmo de mercado; A verdade é que esta é valiosa!
Num programa sobre o “Portugal dos anos 60”, tive o privilégio de ver o célebre debate que a RTP em 1965, fez sobre o Luuanda, e a atribuição do grande prémio de novelística da Sociedade Portuguesa de Autores, a este livro, já que o autor estava preso no Tarrafal, com a acusação de “delito de opinião e incitamento à subversão”. Nessa mesa redonda estava um Amândio César, que tem um conjunto de livros sobre literatura “ultramarina” publicada, de facto com poetas que viviam esporadicamente no “ultramar”, o Geraldo Bessa Victor, deputado de Angola pela União Nacional de Salazar, o etnólogo José Redinha e Mário António Fernandes de Oliveira. O moderador era o José Mensurado, que havendo pouco para moderar, conseguiu obrigar a calar um “intrépido” Mário António, que achava que o exagero também devia ser comedido, tal a forma como a obra e o autor eram vilipendiados. Mais cedo que tarde, voltarei a este tema, já que prevejo fazer neste espaço, uma retrospectiva da vida e obra de Mário António de Oliveira.
Ainda sobre o Luuanda é de lembrar que a PIDE encerrou a Sociedade Portuguesa de Autores, depois desta ter sido vandalizada por uns legionários, milícia do regime de Salazar. “O Jornal do Fundão” foi o único que divulgou a entrega do prémio e por isso foi encerrado seis meses, e o seu director Fernando Palouro detido.
O júri do prémio era constituído por João Gaspar Simões, que votou contra, Augusto Abelaira, Alexandre Pinheiro Torres, Fernanda Botelho e Manuel da Fonseca.
Por tudo isto, e nesta hora em que Luandino Vieira recebe o PNCA, só fica a solidariedade, o agradecimento, e dizer que vale sempre mais tarde que nunca!




Pensar e Falar Angola

domingo, 21 de dezembro de 2008

(45) - Ágora - Silogismo/ Opinião/




31-10-08
“Na minha biblioteca, que nem sequer é particularmente valiosa, há muitíssimo mais títulos do que em todas as livrarias angolanas juntas" – José Eduardo Agualusa
Quando li esta frase de Agualusa, confesso que não fiquei como ele, provavelmente, gostaria que toda a gente ficasse: furibunda!
Comecei logo a contar os livros da minha biblioteca, que tem piada, nem é assim tão valiosa quanto isso, e a meio da contagem percebi que eventualmente, teria mais títulos que a do Agualusa, o que me levou a concluir que metade da minha biblioteca tem mais títulos que todas as livrarias angolanas juntas!
Exultei, porque a minha biblioteca já provou que ultrapassou largamente a do Agualusa, e também a de todas as livrarias de Angola juntas, e continuei a contar, para ver que novo recorde poderia estabelecer, já que como referi estava ainda a meio da contagem.
Cansado, cheguei ao fim, e já comecei a pensar que talvez pudesse alcandorar-me a levar esta contenda ao continente, temendo alguns países nomeadamente o Senegal, Nigéria, Mali ou África do Sul, que editam muitos e bons autores!
O desafio fica aqui lançado, para que durante as próximas semanas, venha alguém desses países, ripostar com dados concretos sobre um maior numero de livros que a minha biblioteca, a sua metade, a do Agualusa, ou em situação de maior desvantagem, a de todas as livrarias angolanas juntas.
Excluo naturalmente bibliotecas, embora admita, que a do Agualusa, que não sendo valiosa, mas que tem mais livros que todas as livrarias de Angola, e quiçá menos que metade da minha biblioteca, que tal como a do Agualusa não é muito valiosa!
Creio que o Director Geral da Biblioteca de Alexandria já está a tentar montar uma estratégia, tendente a aumentar o seu acervo, de forma a não ser ultrapassado pelo numero de títulos da minha biblioteca, que tem o dobro dos títulos da do Agualusa, que segundo ele tem mais títulos que todas as livrarias angolanas juntas!
Nesta fase pede-se apenas às pessoas que não desatem a comprar livros a esmo para tentarem ter mais títulos, já que no caso de se constituir uma comissão de avaliação, o que conta é mesmo a biblioteca de José Eduardo Agualusa, que para quem não saiba tem mais títulos que todas as livrarias de Angola juntas e menos de metade que a minha própria biblioteca, o que me leva a concluir que a referência é mesmo a biblioteca do Agualusa.
Um pouco à margem disto, contaram-me certa vez uma história passada, em casa de um ilustre empresário madeirense que se afortunou na África do Sul, e que na sua casa tinha uma biblioteca razoável (não sei se ao nível da minha, se ao nível da do Agualusa, que tem metade dos títulos da minha, e mais que os de todas as livrarias de Angola), e que tinha uma das paredes forradas de lombadas em couro e madeira, com títulos de autores clássicos e que servia de porta de uma portentosa garrafeira. O curioso dessa garrafeira, é que tinha bebidas brancas de um lado, e do outro bebidas não-brancas, e em cima das correspondentes prateleiras havia duas placas, uma com os dizeres: Whites Only (Slegs Blanks) e noutra Non Whites Only ( Slegs Nie-Blanks), tiradas de um qualquer vestiário na África do Sul do tempo do apartheid. Este empresário é muito dado à cultura, o que justifica a frase: “A cultura é como a marmelada, quanto menos se tem mais se espalha”.
Não quero deixar de referir que a minha biblioteca tem provavelmente o dobro dos títulos da do Agualusa, que não sendo muito valiosa, tem mais que todas as livrarias de Angola juntas.
Disto só há a reter, que talvez eu não tenha tanto título, que muitos achem que quando não se fala deles é motivo para os pôr a falar, nem que seja mal, e já agora que a questão tem a ver com o Agualusa, faço uma pergunta inocentemente continuada: As vírgulas estão todas no sítio?Fernando Pereira




Pensar e Falar Angola

domingo, 14 de dezembro de 2008

(44) - Ágora - Desculpem qualquer coisinha

28/10/08


Em 1 de Julho de 1970, o Papa Paulo VI recebe no Vaticano Agostinho Neto, Amílcar Cabral e Marcelino dos Santos, representantes dos movimentos de libertação das colónias portuguesas.
Foi um momento marcante da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR), nas já debilitadas relações com o regime colonial português, a que não eram alheias as posições de alguns clérigos, sobre a forma como se desenvolvia a repressão, a violência e a segregação racial nas colónias.Longe iam os tempos do “Acordo Missionário” de 10 de Julho de 1940, em que o Estado português e o Vaticano celebram um acordo, que mais não é que o alijar responsabilidades por parte do Estado nas colónias, em troca da “vigilância” permanente dos dignitários da igreja e seus acólitos, sobre as populações autóctones e tentativas de rebelião.
A Itália de Mussolini, que com Pio XII assinou o Tratado de Latrão, que constituiu o Estado do Vaticano em 11 de Fevereiro de 1929, era a grande aliada da Alemanha, numa Europa varrida pela bestialidade nazi, nesses anos 40 de má memória. Sobre isto, é interessante lembrar que numa cimeira entre Hitler e Mussolini, sobre o número de esquadrões disponíveis por parte das tropas do Eixo, o primeiro contava os países alinhados: Roménia, Croácia, Espanha, etc. O “Duce” disse que pelo seu lado podia contar com a Itália e o Vaticano. Hitler terá perguntado quantas divisões tinha esse Estado, e a resposta óbvia de Mussolini foi que não tinha divisão nenhuma. Hitler terá dito então, se não tem divisão nenhuma não serve para nada!!! Convenhamos que esta história, ou a cena enorme da chegada de Benzine Napoloni a Berlim no “Grande Ditador”, essa obra imperdível de Chaplin, conseguem ser os poucos momentos de alguma piada, perante a vil degradação da vida humana e dum holocausto que existiu, e que alguns ineptos hoje colocam em dúvida.O papel de Pio XII marcou a ICAR de forma perpetuamente negativa, pois nunca houve uma palavra de condenação por parte do Papa, aos crimes hediondos que o regime nazi praticou de forma sistemática de forma a erradicar judeus, ciganos, e outras raças da Europa. Tem sido discutida desde essa altura, se o papel do Papa foi o mais correcto, mantendo-se ainda hoje em aberto essa discussão, que pelos vistos está a condicionar a visita do Papa a Israel.
Tudo isto vem a propósito porque foi confirmada a visita de Bento XVI a Angola, em Março de 2009 para comemorar os 500 anos da “evangelização do território”.
Confesso que não sou grande entusiasta de religiões, embora tente respeitar quem é entusiasta e militante, mas ganho uma certa aversão quando as religiões determinam o quadro ético de um espaço civilizacional; Objectivamente, gosto mais da “separação das águas”.
Entre alguns dos meus filmes de eleição, a “Via Láctea”e a “Viridiana”, ambos de Bunuel consigo encontrar uma ironia e uma mordacidade sobre a prática das sociedades monogamicamente acoplados a uma religião. Tenho um respeito enorme por grande parte da prelatura angolana, pois em circunstâncias difíceis, permaneceram quase isolados, na busca de soluções para que o viver conseguisse ser mais que uma fatalidade. Estas pessoas merecem o agradecimento dos angolanos e sinto-me em dívida para com eles.
A visita de João Paulo II, Papa com que antipatizei, nada trouxe na sua vinda a Angola, no fim do século passado.Penso, e oxalá que me engane, que o seu sucessor nada de inovador vai trazer, tendo em conta os conceitos pisados e repisados que existem no Vaticano sobre a evolução da ciência, desde que Ratzinger foi nomeado por João Paulo II prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, um ministério ideológico entre a Inquisição e a Engenharia das Almas.Importa referir que existe um livro interessantíssimo, do Instituto de Investigação Científica de Angola, editado em Luanda em 1973 de António Brásio, que se chama História e Missiologia, que é um excelente trabalho sobre quatrocentos anos da presença de católicos em Angola.Para rematar, temos que admitir que o Vaticano tem a melhor diplomacia do mundo, e se vem a Angola, motivos sobrarão!!!
Fernando Pereira




Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Nova TV em Angola

O primeiro canal de televisão privado angolano, TV Zimbo, vai ser lançado dia 14 de Dezembro em Luanda, em fase experimental, com uma programação generalista, disse hoje à Agência Lusa fonte da empresa.
A TV Zimbo, detida pelo grupo Medianova, de capitais angolanos cuja origem desconheço, irá funcionar em regime experimental durante três meses, com uma programação no ar entre as 17:00 e a meia-noite.
Em declarações à Agência Lusa, o director de Informação da TV Zimbo, Amílcar Xavier, disse que vão constar da grelha de programação conteúdos informativos, de entretenimento, educativos e "talk shows".
"É uma televisão moderna feita por gente jovem, muitos sem experiência em televisão, mas com formação académica para prosseguirmos com esse projecto ambicioso", disse Amílcar Xavier.
Segundo o director de Informação da nova televisão, nessa fase experimental a televisão vai ter apenas um conteúdo informativo.
Amílcar Xavier disse ainda que um dos grandes destaques da programação da nova televisão é o desporto, com a transmissão de jogos nacionais e internacionais, para além do noticiário desportivo.
A nova televisão, que contou com o apoio da TVI na formação dos jornalistas angolanos, será transmitida em canal aberto e emitida também pela TVCabo e Multichoise.
A televisão conta com um total de 310 trabalhadores nacionais, alguns dos quais formados em Portugal, Brasil e África do Sul.
O director de Informação da Televisão Pública de Angola (TPA), Manuel da Silva, considerou "bem-vinda" a nova televisão, em nome da "diversidade de opiniões, é concorrência, mas é bem-vinda. A diversidade de opiniões justifica-se em Angola, por isso temos é que dar as boas vindas à televisão e esperar que as coisas decorram da melhor forma", disse Manuel da Silva.
O director de informação da TPA, até agora único canal televisivo angolano em Angola,, disse não temer a concorrência e referiu que o seu canal prevê algumas alterações.
"Temos projectos novos. É verdade que é uma situação de concorrência. Temos que contar também com a oferta que a entidade concorrente vai fazer ao público, mas não é nada que nos assuste", sublinhou.
O nome TV Zimbo tem origem num búzio que em Angola tem essa designação. "Foi a primeira moeda de troca usada em Angola. Tem um significado simbólico para a história do país".

Pensar e Falar Angola

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Angola na Imprensa (7)


Mais de dez mil minas desativadas em Angola
HAVANA, Mais de 10,200 minas foram desativadas até o presente por uma ONG britânica na província angolana de Cuando Cubango, a 825 km ao sudeste de Luanda.
Cuban News Agency

A informação foi oferecida pelo chefe da divisão provincial da entidade, José Antônio, citado pela PL e que destacou como seus efetivos removeram quase 7,700 de outros tipos de artefatos mortíferos.
Segundo Antônio, a lista inclui umas seis mil minas antipessoais e pouco mais de quatro mil antitanques.
A ONG, disse o funcionário, limpou uns 10 campos nos municípios de Menongue, capital provincial, Cuito Cuanavale, Cajundo e Longa.
Também, apontou o responsável, já não há perigo num trecho de estrada que conecta Cuito Cuanavale com o vizinho Mavinga.


Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Nova Imprensa



Aos poucos vai-se constituindo um leque que permite uma maior e, consequentemente, uma melhor escolha na informação prestada aos angolanos.

A juntar ao diário Jornal de Angola, ainda uma referência (com as devidas reticencias e consequente necessidade de filtragem), aos semanários de difícil leitura porque pecam duma impressão gráfica incipiente, porque serão muitas vezes fruto de 'carolice', porque são edições marcadamente políticas, têm aparecido uma nova imprensa, apoiada numa maior força económica, que desejamos venha a vingar para lá da fase inicial, para lá dos foguetes de lançamento.
Há necessidade de não esquecer que informação é cultura.

Em tempos saudámos o NOVO JORNAL, hoje, com algum atraso saudamos o O País e a segunda edição do Angola In.


Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Angola na Imprensa (3)

Opinião

“Angola está a nascer como centro importante”, diz escritor moçambicano Mia Couto

Alianças entre países pobres podem ser viáveis. A afirmação é de Mia Couto, que considera que Angola pode vir a juntar-se a países como a China, Índia, África do Sul e Brasil, nesse sentido.

Carlos Severino, revista África 21

São Paulo - “Acredito que hoje, pela primeira vez, no contexto internacional, alianças entre países pobres podem ser viáveis”, disse o festejado escritor moçambicano Mia Couto ao jornal brasileiro Estado de São Paulo, em longa entrevista publicada no domingo, 16.

Ele lembrou que essa ideia é antiga, mas, nos anos 60 e 70, quando se começou a falar em cooperação sul-sul, não existiam países importantes neste hemisfério.

“O que fazia falta, e agora já existe, é que alguns países começam a ser importantes, como a China, Índia, África do Sul e Brasil, que podem sustentar esses projectos. Angola está a nascer também como possibilidade de outro centro importante”, afirmou Mia.

O escritor acrescentou que a cooperação entre as nações não deve assentar em doações e solidariedade, mas em políticas de eficiência económica, de intercâmbio comercial e de investimentos.

Mia Couto mostrou-se desapontado com o facto de África ter perdido, segundo ele, “o sentido crítico de se avaliar em função de seus interesses. Hoje, as relações de Estado e de convivência estratégica pesam mais”. Apontou o dedo, particularmente, para a situação no Zimbabwe:”A nossa capacidade de criticar o que acontece no Zimbabwe morreu”, disse.

Entretanto, a emergência de uma nova geração de intelectuais africanos que defende a superação da posição vitimista em relação ao passado colonial do continente foi saudada pelo escritor moçambicano. Afirmou ele:”É preciso começar a apontar para dentro, começar a responsabilizar as elites africanas. Há países que estão piores que na época da independência. E não se pode pensar que é tudo derivado da herança colonial”.

Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 27 de março de 2008

XIETO


Xieto = Nossa Terra (em kimbundo)

Nova revista sobre Angola, bi-mensal, com desporto, ciência, saúde, educação e cultura.
Revista imaginada por jovens e lançada no mercado nacional pela associação de jornalistas do Instituto de Formação Bancária.




Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...