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quinta-feira, 8 de abril de 2021

AS MUATAAS | A Liderança do Matriarcado | Por Isilda Alves Coelho

 


AS MUATAAS | por - Isilda Alves Coelho
A LIDERANÇA DO MATRIARCADO

A Exposição AS MUATAS homenageia mulheres líderes presentes no desenvolvimento de Angola. Aquelas que pela sua acção profissional, cívica e patriótica, ajudaram a erguer o nosso país.
Líderes políticas, culturais e religiosas, angolanas ou estrangeiras, mas sempre mulheres chefes como sugere em quimbundo o nome da exposição.

A atribuição do estatuto de chefe a uma mulher é em África um costume que se perde no baú dos tempos. A chegada dos europeus no século XIV, munidos do cristianismo enquanto religião e política social, afastou as mulheres africanas das posições de liderança, contudo, existiam na cultura africana, tradições, costumes que serviram para estancar essa mudança que poderia ter sido letal para o continente.

Em Angola, a herança uterina que assegura e valoriza a descendência matrilinear concede valor a mulher. O facto de a agricultura ser uma actividade por excelência assegurada pelas
mulheres, e o facto de a maioria das sociedades africanas serem agrárias, manteve a mulher enquanto agente estratégica de desenvolvimento.

Na História de Angola, mulheres líderes, guerreiras e estadistas, comprovam a existência do matriarcado em todos os grupos etnolinguísticos angolanos. Njinga Mbandi, Lweji N´Konde, Kimpa Vita, Nnhakatolo, as bessanganas de Luanda, são exemplos que sobressaem de entre muitas rainhas, sobetas e regedoras.

Sobressaem nas lideranças femininas algumas características; são sociáveis e expressivas, estabelecendo laços estreitos e reforçando a capacidade de compromisso em torno de objectivos comuns e são dinâmicas, elevando a capacidade de operar em direcções diferentes. Inclusivas, estimulando a participação e a partilha.

As lideranças femininas privilegiam a prevalência emocional valorizando o lado humano, assim constroem criando altos níveis de empatia em torno dos desafios.

Celebramos neste ano de 2021 a máxima “Mulheres ao poder” por ser uma urgência para o desenvolvimento de Angola, de África e do Mundo, num todo, da humanidade.

 Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Exposição Ceramica - Casa de Angola

Com enorme prazer e honra que a abrimos as portas a inúmeros artistas e amigos, desta vez convidamos a assistir à inauguração da exposição "Etuku", nome escolhido para a primeira exposição da designer angolana, Andreia Pedro formada em Design de Interiores e Cerâmica pela ESAD - Escola Superior de Artes e Design de Lisboa. A colecção consiste na apresentação de um conjunto de peças em cerâmica, inspiradas nas diversas máscaras culturais existentes em Angola. "Etuku" proveniente da língua nacional Kicongo que tem como significado ORIGEM / PRINCÍPIO ou ESTOU AQUI explora de uma forma criativa os traços da identidade cultural étnica patente em diferentes zonas do país, os seus respectivos grupos, as suas simbologias e seus rituais tradicionais. A inauguração ocorrerá dia dia 29 pelas pelas 18h e depois ficará patente até ao dia 13 de Julho.
Aguardamos pela sua visita

Os melhores cumprimentos

Pel' A Comissão ad-hoc da Casa de Angola
Eugénia Araújo
Zeferino Boal


Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Jazz - as sombras e a luz


A exposição de Rosa Reis, no âmbito da 28ª edição de " Jazz no calor da Noite" é respeitosamente dedicada ao companheiro de muitas e longas sessões de divulgação do jazz entre nós: Tirso Amaral (  Lubango,  6 de Agosto de 1957 - Luanda, na Maianga, 13 de Junho de 2002).
Será um evento de portas abertas, de entradas livres.
Quando se escrever a história das artesplásticas em Angola, Tirso Amaral será um nome decisivo no capítulo dadivulgação e crítica. Porque, depois de Viteix, foi seguramente o maispersistente e activo membro de uma geração pioneira que fez uma revelaçãomilitante, apaixonada e continuada das artes plásticas.
A galeriaHumbihumbi que criou e manteve até à morte com tanto sacrifício e empenhamento,apesar da quase indiferença dos poderes públicos e privados, é um eixo centraldo seu longo currículo.
JB. 

Entretanto, e sobre Rosa Reis, aqui fica a opinião de Maria do Carmo Serén.
"...Em imagens fotográficas,no branco e preto de todas as experiências de limite, o jazz vive na “noiteamericana”, onde o foco de luz do fotógrafo-predador inventa os palcosminuciosamente definidos pela iluminação. Imagens como estas de Rosa Reis sabemdo olhar modernista que cai de cima ou sobe com o som, mas usam, aqui e ali, oexpressionismo duro do esforço e da tragédia. Nesse cenário de intimidade, osmomentos suspensos da fotografia edificam quimeras do humano e do instrumentode sopro e ouvimos a toada ausente, o espanto dos sons, organização no espaçode um fluxo domado, sorvido; imagens que não necessitam de legenda...".
Maria do Carmo Serén
Centro Português deFotografia


JAZZ: As Sombras e a Luz  |  Exposição Fotográfica de Rosa Reis

fotografia jazzy:
 uma arte de circunstância.

de 23 de Julho a 10 de Agosto (de Segunda a Sexta-Feira)

Centro Cultural Português - Luanda


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© J.J.Jazz - 2012

A Chancela da Qualidade.



Pensar e Falar Angola

sábado, 29 de maio de 2010

EXPO XANGAI

A caravana artística angolana, que se encontra em Xangai, na China, está a encantar as audiências.
Composta por músicos de renome da música angolana, como Nanuto, Ary, Paul G, Big Nelo, Agre G, e Kituxi, a caravana juntou-se “residentes” Carlos “Carlitos” Viera Dias, Mário “Marito” Ganacho e ao grupo de Dança “Kina Ku Moxi”, estando a ter grande impacte e a deslumbrar o público nas suas apresentações.
Em Xangai, desde o passado 21 de Maio, para uma série de espectáculos de apoio à participação de Angola na EXPO 2010, a caravana tem realizado espectáculos diários no “Palco Central” do Pavilhão Comum Africano, no Largo de África da exposição internacional, e no pavilhão nacional.
Apesar das condições climáticas adversas, o público não tem faltado às exibições nacionais. A actuação de Nanuto, Ary e Paul G foram exemplos da adesão do público que, indiferente à chuva miudinha, permaneceu durante uma hora a assistir.
No Dia de África, assinalado na terça-feira, a caravana organizou, especialmente, uma exibição com o músico angolano Paulo Flores, o cabo-verdiano Tito Paris e o guineense Manecas Costa, na Praça de África, situada em frente ao Pavilhão de Angola.
Big Nelo e Agre G e seus dançarinos têm, igualmente, cativado o público, pelo ritmo e a diversidade de estilos apresentados, assim como por ensinarem kuduro e toques de “domilindro” aos presentes.
A República de Angola, África do Sul, Nigéria, Argélia, Tunísia, Líbia e Egipto possuem presenças em pavilhões individuais.
A União Africana também dispõe de um pavilhão onde tem divulgado a sua actividade.


Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 5 de maio de 2010

SIMA - Salão do Imobiliário de Angola

Faltam apenas dois dias para a realização da primeira Edição do Salão Imobiliário de Angola (SIMA), que decorre de 6 a 9 de Maio, numa organização da Feira Internacional de Luanda (FIL), em parceria com a Associação dos Profissionais Imobiliários de Angola (APIMA), a Associação Industrial Portuguesa (AIP-CE) e a Feira Internacional de Lisboa.
Enquanto isso, a atenção está voltada para a montagem dos stands, que para já, segundo responsáveis das empresas montadoras, corre a bom ritmo, apesar das largas horas de trabalho a que têm de se submeter. “Começamos a trabalhar às 8h00 da manhã e só paramos às 20h00. È assim que trabalhamos todos os dias, pois queremos entregar os stands na devida altura”, afirma o gerente da CVDCOR Stands, Bernardo Santos.
Com a responsabilidade de montarem 80 stands, pelo menos, as do pavilhão dois, Bernardo Santos acredita que com a dinâmica de trabalho e a experiência da sua equipa, vai ser possível concluí-los ainda a meio do dia 5, já que parte considerável dos stands já está concluído, faltando apenas um ou outro pormenor.
Outra montadora que vai veloz na criação e montagem de stands é a Stand Line. “Já montamos dois stands esta manhã e agora estamos a montar o espaço da Mota Engil, que pensamos concluir até às 14h00 (ontem)”, diz o pintor e encarregado de obra da Line Stands, Orídio Pereira.
Romário Dominguez, também da Line Stands, afirma ser preciso trabalhar “duro” para não defraudar a expectativa alheia. “Fomos chamados para montar os stands, o que é uma grande responsabilidade, na medida em que a participação das empresas vai depender do nosso trabalho. O início da feira está praticamente nas nossas mãos”, disse.

Participações

O SIMA conta com mais de quatro mil metros quadrados, mais de 100 expositores e a participação de governos provinciais.
Conta ainda com a realização do III Fórum da APIMA e a realização do Building Business special SIMA.
A primeira Edição do Salão Imobiliário de Angola conta a presença de empresas de oito países, como Cabo Verde, Moçambique, Brasil, Portugal e Israel, que traz para o evento um projecto inovador, e São Tomé e Príncipe, com um projecto turístico, que na opinião da responsável de Marketing da FIL, Hélia Dias, se afigura importante para Angola, numa altura em que a exploração turística é ainda incipiente no país.
Com um leque de empresas nacionais e internacionais, o SIMA conta com o stand do Governo Provincial de Luanda, em estreita colaboração com o Instituto de Habitação e o Instituto de Planeamento e Gestão Urbana de Luanda (IPGUL).
Os projectos urbanísticos, incluindo os de autoconstrução dirigida, vão ser apresentados no evento. “Esta vai ser uma resposta directa ao consumidor daquilo que pode esperar a nível de construção nacional”, afirma, Hélia Dias.
No SIMA, segundo a responsável de marketing, terá lugar a assinatura de um protocolo para a criação da Confederação Imobiliária de Países de Língua Oficial Portuguesa, um acto para já importante para o sector.
O acto de assinatura do protocolo vai contar com a presença do ministro da Construção, José Ferreira, o ministro português de Obras Públicas e Transportes, António Mendonça, e o presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), José Rocha de Matos.
Cabinda vai também estar presente na primeira Edição do SIMA. As potencialidades do sector de materiais de construção e projectos imobiliário a serem feitos em Cabinda vão ser expostos no evento, numa altura em que o Governo provincial se presta a apoiar as empresas que vão participar na feira.
“A componente financeira está salvaguardada, já que se pretende uma presença significativa das empresas de Cabinda, que manifestaram o interesse em representar a província”, garantiu o governador provincial, Mawete João Baptista, quando falava à Rádio Nacional de Angola em Cabinda, acreditando numa boa participação das empresas locais.







Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Atenção PORTUGAL

Não esqueçam: amanhã, das 10 às 2 da manhã de domingo, grande exposição-feira sobre Angola no Pavilhão 1 da FIL (Feira Internacional de Lisboa).
Há livros e artes plásticas.
Há quitutes da terra e muita kizomba.

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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Expo Colecção Ensa-Arte 2008

A Expo Colecção Ensa-Arte 2008, uma realização da seguradora angolana Ensa, nas disciplinas de pintura e escultura, a ter lugar no Salão de Exposições do Museu Nacional de História Natural, em Luanda, tem o seu início marcado para hoje, 25.

De acordo com uma nota de imprensa daquela instituição, o evento, que servirá para homenagear o falecido artista plástico angolano Viteix, exibirá obras de 16 autores, entre eles, Álvaro Macieira, António Olé, Hildebrando Melo, Jorge Gumbe, Luandino de Carvalho, Massongui Afonso e Francisco Van-Dúnem “Van”. A actividade, que se realiza até ao dia 10 de Maio, enquadra-se nas comemorações do 30º aniversário da seguradora nacional e reúne um conjunto de obras de arte contemporânea e moderna do seu acervo. O objectivo do evento é promover e divulgar a colecção de obras de arte da Ensa, que é constituída por 113 peças de pintura e escultura. Esta colecção começou a ser reunida em 1991, por altura da primeira edição do Prémio Ensa-Arte, integrado na estratégia global da empresa cujos objectivos e critérios orientados mostram duas abordagens complementares. O Prémio Ensa-Arte, que comporta duas categorias intituladas "Grande Prémio" e "Prémio Juventude", é destinado aos artistas plásticos angolanos residentes ou não no país e os estrangeiros residentes, que fazem obras de pintura e escultura.


O 1º prémio em pintura e escultura para o Grande Prémio está avaliado em 15 mil dólares e 7 mil e 500 dólares para o segundo, sendo igualmente atribuído um prémio especial para uma das províncias, também nas duas disciplinas em referência, estimado em 250 dólares norte-americanos. Os vencedores em pintura e escultura do Prémio Juventude recebem o valor de 5000 dólares, cada.




Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...