Mostrar mensagens com a etiqueta arquitectura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta arquitectura. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

Aldeia Solar / Costa Lopes

O projeto se localiza na Comuna do Cabiri, cerca de 50km de Luanda, próximo ao Lago Lalama. Mais do que oferecer moradia para 500 famílias de baixa renda, a proposta visava garantir alguma autossuficiência a esta comunidade agrícola nos cerca de 100 hectares do terreno, respeitando a paisagem fértil de capim limão pontuada por diversos embondeiros - árvores sagradas naÁfrica. A aldeia se organiza em torno de uma espinha dorsal, que estrutura as moradias e os espaços comunitários.



Pensar e Falar Angola

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

domingo, 13 de janeiro de 2019

sábado, 10 de novembro de 2018

Escola Secundária Njinga Mbande


Liceu Feminino (antigo Dona Guiomar de Lencastre)
Equipamentos e infraestruturas
O primeiro projeto do antigo Liceu Feminino D. Guiomar de Lencastre, atual Escola Secundária Njinga Mbande, data de 1954 e é da autoria de Lucínio Cruz. Dois anos mais tarde, o mesmo arquiteto desenha a versão final com a participação de Eurico Pinto Lopes.
O equipamento escolar localiza-se nas imediações da antiga Praça da Independência (atual Largo 1º de Maio), na antiga Avenida D. João II (atual avenida Ho Chin Minh). O projeto está estritamente relacionado com o plano de 1952 para Luanda, realizado por João Aguiar, onde são definidas as novas zonas de desenvolvimento da cidade, e surgem claramente identificadas as localizações da futura escola comercial e industrial e do novo liceu feminino. Ambos os equipamentos são exemplares na abordagem ao desenho da cidade proposto pelo Gabinete de Urbanização do Ultramar durante a segunda metade da década de 1950.
Com este projeto é estabelecido um padrão de atuação no espaço colonial no que concerne a edifícios escolares. Os lotes, livres de constrangimentos, permitem implantar edifícios isolados, naturalmente mais favoráveis à cultura de projeto que se aperfeiçoa dentro de uma lógica de uniformização das soluções encontradas. Configura-se aqui uma tendência para produzir um padrão arquitetónico apropriado ao maior número de unidades. É o início de um sistema que trata a disseminação destes equipamentos no território colonial como uma infraestrutura de desenvolvimento. Este facto clarifica-se com a definição das Normas para as Instalações dos Liceus e Escolas do Ensino Profissional nas Províncias Ultramarinas, redigidas em 1956 pelo arquiteto João Aguiar, à época diretor do GUU, com o engenheiro civil Eurico Gonçalves Machado, da Direcção Geral dos Serviços de Urbanização do Ministério de Obras Públicas em serviço no GUU, e com o arquitecto Fernando Schiappa de Campos. É já depois da implementação destas normas, que Eurico Pinto Lopes finaliza um projeto de liceu que irá contribuir para a fixação de uma tipologia.
O projeto inicial de Lucínio Cruz, apresentado em 1954, baseava-se num grande corpo em forma de “U”, com 3 pisos ligados por duas amplas escadarias. As salas de aulas e laboratórios uniam-se aos ginásios que serviam simultaneamente de recreios cobertos, com instalações sanitárias anexas. Ao programa juntava-se um corpo independente do conjunto de ensino, destinado ao Salão de Festas, que se ligaria através de uma ampla galeria com comunicação pelo átrio principal.
Na versão final, o traçado do liceu estrutura-se a partir de um eixo de simetria axial, muito apropriado à duplicação de serviços quando se tratam de diferentes níveis de ensino ou de escolas mistas instalados no mesmo bloco (caso da escola do Huambo). Organiza-se em torno de dois pátios e recorre a galerias de distribuição que também asseguram a proteção solar das fachadas ou o abrigo em caso de forte pluviosidade. Esta abordagem tenderá, noutros projectos, a ser substituída por configurações mais dinâmicas, apoiadas em organizações lineares de génese em “H”. No entanto, as combinações são sempre estruturadas a partir da utilização em galeria de distribuição.
No piso térreo, o programa original distribui, ao longo dos dois blocos longitudinais, os serviços administrativos e de direção, além de outras dependências como a biblioteca e a sala de professores; entre os dois pátios situam-se o auditório, e nos blocos laterais encontram-se os ginásios e respetivos vestiários. No piso superior, as salas de aula distribuem-se ao longo do bloco principal, com as salas de desenho e trabalhos manuais na zona posterior. O segundo piso segue a mesma lógica para as salas de aulas, os laboratórios sobrepõem-se à zona das salas de trabalhos manuais do piso inferior. No bloco central é integrada uma capela.
A fachada principal apresenta uma composição simétrica, com a monumentalização da entrada através da simulação de um pórtico que abrange os três pisos formados por uma sucessão de galerias sobrepostas e abertas sobre a paisagem urbana da cidade. A leitura da memória descritiva é pouco elucidativa quanto a opções estéticas, refletindo, sobretudo, uma cultura de projeto onde se procura “que o desenvolvimento [dos alçados] não só correspondesse às exigências funcionais da planta como também às outras que derivam fundamentalmente das condições sociais”.
O estabelecer de um modus operandi agiliza os processos em projectos similares posteriores. As peças escritas são uniformizadas e o desempenho arquitetónico aproxima-se da estandardização. Soluções-tipo, detalhamento, materiais que integram um painel normalizado com aplicação a todos os equipamentos escolares denunciam uma produção em série.  Este tipo de enunciado, presente no Liceu D. Guiomar de Lencastre, é recorrente nas memórias descritivas dos outros projetos, evidenciando os aspetos “racionais” da composição em detrimento dos estéticos.
O novo liceu da capital angolana para uma capacidade de 720 alunas, inaugura assim uma série de projetos semelhantes que se disseminam pelos diversos territórios coloniais. Em Angola foi reproduzido em Benguela, no Huambo (antigo Liceu Norton de Matos) e em Moçâmedes, apesar deste último não ter sido terminado, e em Moçambique existem liceus semelhantes em Maputo (antigo Liceu António Enes) e na Beira (antigo Liceu Pêro Anaia).
Em 2009 a escola encontrava-se num estado muito próximo do original e em pleno uso.

Ana Vaz Milheiro


Pensar e Falar Angola

sábado, 8 de julho de 2017

MBANZA CONGO


O centro histórico da cidade de Mbanza Congo, norte de Angola, foi declarada pela Unesco como Património Mundial da Humanidade – 2017/07/08.
Mbanza Congo é a capital do antigo Reino do Congo, do século XIII.
A área classificada envolve um conjunto cujos limites abrangem uma colina a 570 metros de altitude e que se estende por seis corredores. Inclui ruínas e espaços entretanto alvo de escavações e estudos arqueológicos, que envolveram especialistas nacionais e estrangeiros.
Referência para as pedras da fundação do antigo palácio real, Tadi dia Bukukua (transformado em museu), o levantamento da missão católica, da casa do secretário do rei, do túmulo da Dona Mpolo (mãe do rei Dom Afonso I, enterrada com vida por desobediência às leis da corte) e do cemitério dos reis do antigo Reino do Congo, as ruínas de Kulumbimbi, a árvore Yala Nkuwu, o Súnguilo - local sagrado considerado tribunal tradicional
O fundador do reino do Congo Nimy-a-Luqueny, sendo uma autoridade espiritual, quando chegou aquela região reconheceu na árvore Yala Nkuwu o poder especial de pressagiar coisas boas ou más. E assim acontece até aos dias de hoje.
As Ruínas de Kulumbimbi têm despertado interesse da comunidade científica internacional pela sua singular arquitectura. É a primeira igreja construída na África subsariana, por missionários católicos que faziam parte da primeira expedição portuguesa liderada por Diogo Cão quando chegou a Angola em 1482.




Pensar e Falar Angola

terça-feira, 17 de agosto de 2010

domingo, 15 de agosto de 2010

A HOUSE IN LUANDA - concurso internacional




Os 30 finalistas:

  • Alberto de Souza Oliveira – Lisbon / Portugal
  • Alvaro Puntoni - São Paulo / Brazil
  • Ana Isabel Ribeiro - Vila Nova de Gaia / Portugal
  • Arne Petersen - Berlin / Germany
  • Aureliusz Kowalczyk – Tokyo / Japan
  • Camillo Magni - Milan / Italy
  • Carla Conceição Valente - Barreiro / Portugal
  • Cristina de Sousa Peres - Matosinhos / Portugal
  • Dean MacGregor - Colares / Portugal
  • Enrique Flores – Mexico City / Mexico
  • Filipe Manuel Neves Saraiva - Ourém / Portugal
  • Hugo Proença - Carcavelos / Portugal
  • Joana Rita Gomes - Los Angeles / USA
  • João Camarinha da Silva - Oporto / Portugal
  • João Gomes Leitão - Madrid / Spain
  • João Navas - Oeiras / Portugal
  • José Daniel Felix - Sermonde / Portugal
  • Luís Sequeira Brás - Lisbon / Portugal
  • Marco Simões da Silva - Lisbon / Portugal
  • Margarida Quintâ - Oporto / Portugal
  • Mauro Mariani - Piacenza / Italy
  • Nuno Matos Silva - Aveiro / Portugal
  • Nuno Miguel Fernandes Silva - Lisbon / Portugal
  • Pablo Allen Vizán - Valladolid / Spain
  • Pablo Forero - Bogotá / Colombia
  • Pedro Reynolds de Sousa - Lisbon / Portugal
  • Pedro Sousa - Lisbon / Portugal
  • Ricardo Carvalho - Lisbon / Portugal
  • Shuichiro Yoshida - Tokyo / Japan
  • Verónica Sánchez Carrera - Madrid / Spain



  • Pensar e Falar Angola

    RITA GT em Viana do Castelo

    https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...