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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O Elinga teatro apresenta: "O Cego e o Paralítico" de Dharmasena Pathiraja

O Elinga Teatro apresenta: "O Cego e o Paralítico" de Dharmasena Pathiraja do Sri Lanka.
Dias 17, 18, 24, 25, 31 de Outubro e 1 de Novembro, sempre às 20:30.
Adaptação, cenografia e direcção de José Mena Abrantes | Assistência de produção de Yaru Cândido.
Com os consagrados actores Raul Rosario e Correia Adão
Pensar e Falar Angola

"O Cego e o Paralítico" de Dharmasena Pathiraja do Sri Lanka

"O Cego e o Paralítico" de Dharmasena Pathiraja do Sri Lanka. Adaptação, cenografia e direcção de José Mena Abrantes | Assistência de produção de Yaru Cândido. Com os consagrados actores Raul Rosario e Correia Adão Pensar e Falar Angola

sábado, 6 de outubro de 2012

Mel Gambôa no teatro

Pensar e Falar Angola

Na continua senda de querer fazer teatro de qualidade em Angola são criadas cada vez mais sinergias para que tal aconteça, pelo que, falo hoje sobre a peça teatral a <<Orfã do Rei>> de José Mena Abrantes, um monólogo com Mel Gambôa e Encenação e Direcção de HenriqueArtes.

Sinopse:

"A história narra a luta que Beatriz Constância trava consigo quando em 1593 chega de navio a luanda aonde é uma das primeiras doze orfãs do Rei, jovens portuguesas criadas em asilos reais que ao atingirem a idade nubil, recebiam um dote e um marido com emprego garantido no funcionalismo público em Africa. Durante toda a primeira parte do seculo XVII, foi este sistema que permitiu a existencia das mulheres brancas em Angola.

Uma peça repleta de emoções e de um desabafo arrepiante onde é intepretado pela actriz angolana Mel Gambôa em 45 minutos de um extraordinario momento teatral."

A peça encenada e dirigida por Flávio Ferrão director do grupo HenriqueArtes que leva assim a terceira estreia do HenriqueArtes este ano, com uma nota bastante positiva e desafiadora que é montar um texto do dramaturgo José Mena Abrantes, visto que o HenriqueArtes até a presente data só montara textos de criação de Flávio Ferrão.

O espectáculo será apresentado no mês de Outubro nos dias: 5,6,7,12,13,14,19,20,21; todas as sextas ,sábados e domingos, apartir das 20h30 minutos na sala do Elinga Teatro junto a sede do BPC.

Sobre o grupo HenriqueArtes:

O grupo HenriqueArtes foi vencedor do prémio de Teatro Cidade de Luanda em 2004 e em 2010, segundo classificado do mesmo evento em 2005 e 2007 tendo ainda conquistado categoria de melhor actor e actriz em 2005 e 2010.

Ainda em 2011 teve uma participação no Festlip no Rio de Janeiro onde foi considerado grupo revelação pela crítica popular do referido evento.
Com varias participações a nivel internacional e nacional é um dos melhores grupos da nova vaga fundado em 26 de Outubro de 2000 na sede do colegio Henriques em Luanda. É tambem um dos grupos de teatro mais promissores segundo a mídia. 

Sobre a actriz Mel Gambôa:

Iniciou-se no teatro em 1997 no grupo Horizonte Nzinga Mbandi, passou por uma companhia de teatro infanto-juvenil espanhola "Los Sobrinos del Mago de Oz" durante a sua estância em Madrid e desde 2007 faz parte do grupo de "Elinga Teatro". Com experiência na televisão em produções de ficção e não ficção também tem dado os seus primeiros passos no cinema. Já fez parte de várias tournês de teatro a nível internacional como: FestLip (Rio de Janeiro), Festival de Teatro de Curitiba (Paraná) ambos no Brasil e MITO (Mostra Internacional de Teatro de Oeiras - Portugal) para citar alguns. Em Cape Town como parte de um elenco de actores sul-africanos apresentou "Feeling Bodies" de Nicol Richie o seu último trabalho anterior a este, que estreia em monólogo, "A Orfã do Rei". http://pt.wikipedia.org/wiki/Mel_Gambôa

Sobre o autor José Mena Abrantes:

É um jornalista, dramaturgo, director e escritor de ficção, teatro e poesia angolano. Autor de mais de 14 peças teatrais e de ensaios sobre o teatro e cinema angolanos, entre elas "Amêsa ou a Canção do Desespero", "Kimpa Vita - a Profetisa Ardente", " A revolta da casa dos ídolos", "A Orfã do Rei" e muitos mais. Dirige o grupo Elinga Teatro desde 1988 e é um participante regular dos festivais internacionais de teatro em Africa, America e Europa. Foi juntamente com o seu grupo homenageado no Mindelact XVIII (18º Festival de Teatro de Mindelo - 2012) em Cabo-Verde. http://pt.wikipedia.org/wiki/José_Mena_Abrantes



Reservas e informações: 914 30 61 64 / 923 69 69 60

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Cavaqueira no Poste, Grupo Lareira, Moçambique

Representação de
“Cavaqueira no Poste”
de Sérgio Mabombo
(Grupo Lareira / Moçambique) 
Sonhadores! Os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e as reformas das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Nesta peça encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.  
A crise financeira no mundo é consequência da idolatria do dinheiro e do poder, manifestada numa cadeia de corrupção de funcionários ávidos de ter mais, e que, pura e simplesmente, não cumpriram sua função a cabalidade.
Calvino (cego) e Tendeu (de braços amputados) são dois mendigos, que têm como sua casa um poste e vivem naquele local com a esperança de que um dia volte para ali, o milionário Drumond Galaska, o qual dizem ter lhes prometido tirar da pobreza. Enquanto esperam o Drumond Galaska levam a “Cavaqueira do Poste” cujo tema é a grande questão: a crise financeira mundial é causada pela miséria e a má distribuição dos recursos? Ou então, será o facto de nascermos maningues enquanto não temos nem sequer migalhas para o estômago?  

Esta crise poderia ser vista como oportunidade, mas, aí está a questão: conseguimos ver? parece que somos todos cegos, mudos e surdos. Cegos - porque não queremos ver. Mudos - porque não podemos falar. Surdos - ainda que haja alguém que grite, não se ouve. Na verdade, a cavaqueira de Tendeu e Calvino mostra que somos demasiado cegos para ver os factos, sem braços para fazer algo e, pior ainda: com poucos miolos para endireitar o desfasamento entre os pobres (ociosos) e os ricos (gulosos).

O maior efeito da crise mundial está focalizado na perda de emprego, mas nós nunca tivemos realmente emprego. Numa economia como a nossa, existem bancos a mais, que não têm como visão desenvolver o País, mas sim, a continuada exportação de dividendos produzidos por branqueamento de capitais, resultando daí uma completa abstenção de reacção ao problema específico por parte do Estado.

“De facto, amigos! Percebam a miséria como consequência do crescimento da população acima dos recursos de subsistência. Deste modo a população só cresce porque há tusas desnecessárias, inconscientes. Consequência: vivemos como cães famintos, nojentos, odiosos, residentes nos postes, pedintes, improdutivos, fugitivos de manicómios, atrapalhadores de Cimeiras Estaduais. Por isso dizem estão arranjar uma forma de nos desaparecer de vez.” (Elliot Alex)


FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Encenação: Elliot Alex
Elenco: Sérgio Mabombo e Diaz Santana
Luz, Som e Cenografia: Nelson Mondlane

Vídeo e Imagem: Nelson Mondlane

Foto e Designer gráfico: Elliot Alex


O AUTOR

SÉRGIO MABOMBO. Ingressa no teatro em 1997, no Grupo Teatral Mutxeko, sob direcção de Mateus Tembe. Participa e é vencedor em festivais da Casa da Cultura do Alto Maé em 1998, com as peças O Pão que o Fiscal Trincou e O silêncio dos Espíritos. Participou em inúmeras oficinas internacionais de teatro.

Em 2001 entra na Companhia de Teatral Mugachi, com a qual participa em 2004 no Festival Internacional de Expressão Ibérica (Fitei) – Portugal, com a peça A varanda do Frangipani. Faz Terra Sonâmbula e Último voo do Flamingo, obras de Mia Couto, adaptadas e encenadas por Elliot Alex.

Escreveu e encenou Maputsolimpo em 2007 e Mentes e Sonhos em 2008. A Cavaqueira do Poste é o seu terceiro texto de teatro, interpretando o personagem Calvino. Em 2009 escreve o monólogo As Bolas, obra exibida no Brasil no festival Esse monte de mulher palhaça.

Na arena cinematográfica gravou em 2009 o filme Flores Silvestres, do realizador espanhol Mikel Ardanaz. Actualmente faz Stand Up comedy no projecto Improriso iniciado há dois anos em Maputo.

O ENCENADOR

ELLIOT ALEX, encenador e actor de teatro. Natural da Província de Tete e residente em Maputo há 25 anos. Trabalhou como professor na Universidade Eduardo Mondlane em 2008-2009, onde leccionou a cadeira de Representação (Interpretação). Estudou Direito na mesma Universidade e é jurista e advogado estagiário.

Ingressa no teatro em 1989, como fundador do Grupo de Teatro M´béu, no Teatro Avenida em Maputo, onde participou em quase todas as produções da companhia.

Em 1998 é convidado a integrar o Mutumbela Gogo, ainda no Teatro Avenida. Neste grupo integra o elenco de peças como Irmãos de Sangue, O Silêncio, Wagner e Os Bandoleiros de Schiller.
Em 2005 passa a ser actor freelancer, tendo sido convidado para participar
num projecto denominado Galagalazul. Entra em duas produções: Dois Perdidos Numa Noite Suja e Na Solidão dos Campos de Algodão. 
Em 2004  dá os primeiros passos como encenador e dirige e adapta para  teatro A Varanda do Franjipani, Terra Sonâmbula (2005-2006) e O Último Voo do Flamingo (2007), do moçambicano Mia Couto.
Em 2003 é convidado para protagonista do filme Pregos na Cabeça, realizado por Sol de Carvalho. Depois deste filme participou em muitos outros como O Último Voo do Flamingo, adaptado e realizado pelo moçambicano João Ribeiro. Nos últimos anos tem sido um dos actores mais solicitados do cinema moçambicano, trabalhando com diversos cineastas nacionais e internacionais.


Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O QUE É O ELINGA TEATRO?

O grupo Elinga Teatro (do umbundo ‘elinga’, que significa acção, iniciativa, exercício) foi criado no dia 21 de Maio de 1988. A sua existência inscreve-se, no entanto, numa linha de continuidade iniciada com o grupo Tchinganje (1975/76) e prosseguida com o Xilenga-Teatro (1977/80) e com o Grupo de Teatro da Faculdade de Medicina de Luanda (1984/87). (Para ler mais.)

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...