Mostrar mensagens com a etiqueta governação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta governação. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Angola Rural

Por: Jotta

De Angola se diz que a sua maior riqueza é o seu povo. E é verdade.

Na longa caminhada muitas vezes tortuosa e que tornou possível construir os caboucos desta nova nação, o mérito terá ser sempre atribuído ao seu povo ao longo de gerações.
Depois desse capital de riqueza, é comum olharmos para outras riquezas e aí todos os olhos se viram para o ouro negro que brota das profundezas do offshore angolano. Mas os mais avisados em termos de quantificar as riquezas existentes, falam-nos dos recursos hídricos e da bênção que são os riquíssimos solos para a agricultura e pecuária.



O futuro, tal como o foi no passado terá que passar por aí. O aproveitar o que esta terra maravilhosa nos dá.

Num mundo em que a falta de alimentos é uma realidade com o aumento da população mundial, e o seu crescente aumento poder de compra, produzir alimentos e tornar este país um dos celeiros do nosso continente deverá ser o grande desafio das próximas décadas.
A guerra de má memória e que foi erradicada recentemente, derreteu quase tudo, e o nosso país passou a importar o que exportava.

Vivemos e continuamos a viver tempos que barcos vindos de várias partes do mundo nos entopem os portos do país com batatas, massa de tomate e ananás enlatado e toneladas e toneladas de sacos de farinha de milho e de trigo por exemplo. Por via aérea chega(va)m tomates e alfaces.

Hoje ainda resistem resquícios desses tempos. Mas parece que se acorda para o inverter dessa situação. Um longo caminho nos espera.

A vontade política manifesta-se nesse sentido, e aqueles que se querem virar para o campo e começar a produzir impacientemente aguardam que todos os quadros legais e jurídicos se concretizem, e que o sistema bancário faça o seu papel para que a produção interna avance.

No Angola Rural vamos olhar para o que se vai fazendo aqui e ali, nestes novos tempos em que falar de agricultura parece que virou a nova moda nacional.


Pensar e Falar Angola












Posted by Toke

terça-feira, 26 de junho de 2007

Educação e Cidadania


É hoje relativamente pacífico o reconhecimento de que muitos dos ‘pensadores’ e militantes da esquerda dos anos 60 e 70, à medida que foram vendo desvanecer-se os ‘anos da juventude’, e sobretudo que foram ‘confrontados’ com a responsabilidade da ‘governação’, seja da ‘coisa pública’, seja mais prosaicamente das suas vidas pessoais e dos ‘negócios de família’, foram assumindo posições mais consentâneas com o ideário de direita, quiçá mesmo liberal e/ou néo-liberal, reflectindo um pensamento que noutros tempos era verberado como pequeno-burguês, reaccionário e anti-revolucionário.

Claro que se passaram 30/40 anos, o mundo mudou (para melhor ou para pior, depende dos pontos de vista e dos modelos de análise), o Sol que brilhava no Império do Leste e que se dizia que tinha nascido para todos acabou por ‘implodir’ e, hoje em dia, os novos sacerdotes e pitonisas do capitalismo tudo fazem para nos obrigar a aceitar, sem discussão, que a História ‘chegou ao fim’.

Mas se até FUKUYAMA já admite uma nova governação para o século XXI, propondo uma reconstrução dos Estados com base na promoção do conceito de Democracia, faz pouco sentido admitir como inevitável que os povos tenham que se submeter à ‘lei do mais forte’.

Acontece que o conceito e, mais do isso, a prática da democracia, depende em larguíssima medida do nível de educação do povo. Sobretudo quando educação é sinónimo de formação cívica e formação para a cidadania consciente.

Ora, esta ideia de educação para a cidadania, não sendo contraditória com a elevação da formação profissional e da qualificação das pessoas de um ponto de vista da sua ‘capacitação’ para o mercado de trabalho, não pode ser confundida com esta.

As ‘notícias’ que vou lendo sobre a intervenção de muitas empresas estrangeiras no domínio da ‘educação/formação’ em Angola, não me deixa tranquilo quanto à relevância desse ‘investimento’ na educação cidadã dos angolanos. A via que é preconizada pelas organizações internacionais (FMI, Banco Mundial, UE, etc.), no que concerne aos investimentos que devem ser feitos na formação e qualificação, aponta para uma espécie de ‘privatização’ do sistema educativo (de resto, o mesmo é aconselhado para o sistema de saúde).

E no meu modesto ponto de vista, o caminho que está a ser seguido pouco se afasta desse modelo. Mesmo admitindo que o Estado angolano e as suas autoridades têm toda a legitimidade para definir as suas prioridades e respectivas políticas, deixar à iniciativa privada o papel de provedor do serviço educativo, parece-me ser uma via pouco conveniente, direi mesmo perigosa, se o conceito de Democracia é algo que continua a fazer sentido e deve ser defendido como uma das bandeiras do mundo no século XXI.

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...