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terça-feira, 12 de julho de 2022

José Eduardo dos Santos - 2º Presidente da República de Angola

A história complexa do Presidente José Eduardo dos Santos continua após a sua morte. 
Ler a imprensa espanhola, El País, verificamos uma conta bancária que parece não ter fundo ou ser horizontalmente de perder de vista. Estes milhões de Dolares espalhados pelo mundo são apetecíveis. Mas fiquemos com o Presidente na memória com o que de bom conseguiu fazer ao país. Tivemos 38 anos para o destruir, destituir, modificar ou melhor aconselhar. Hoje é fácil destruir. Os seus defensores anteriores estão hoje na primeira linha a destruir a Figura Ímpar que foi na Presidência. Começando pelos intimos, família incluída.
Sua filha, Tchizé dos Santos, mostrou ontem em entrevista a uma televisão de Portugal, o que não fez no 'reinado' de José Eduardo dos Santos. Acusou o poder instituído, os Orgãos de Soberania, de atentar contra a sua vida, esquecendo os anos que foi ela a primeira da linha da frente a fazer desaparecer os 'amigos' inconvenienes, a fazer o papel de política sem base para além do nome e dos laços familiares. Onde tocou destruiu. Só faltava destruir o nome de seu pai. Fê-lo agora.

1. “Eu não fiz nenhuma acusação de envenenamento, eu pedi uma investigação de homicídio.” - 
todas as redes sociais estão infestadas das suas afirmações inflamadas
2. “Uma das afirmações que consta nos autos é que o meu pai ficou 16 horas sem comer.”
quem afirmou, se todos estavam, como diz, a soldo do poder Angolano? Ela? Não é credível
3. “Nenhum médico conseguiu explicar como é que o meu pai conseguiu chegar de Angola com 30 quilos a menos. Filhos nunca foram informados que o pai estava a perder muito peso”.
se estava tão preocupada com o pai, não se falavam nem ao telefone. Que filhos estes....?
4. “A saúde e a vida do meu pai eram da responsabilidade de qualquer um dos filhos.”
onde esteve desde que o pai saiu de Angola?
5.“O povo angolano está a pedir que os filhos não entreguem o corpo. O povo de Angola está a sentir-se humilhado.”
quem é a senhora para falar em nome do povo angolano?


O Sr. Eng. José Eduardo dos Santos foi o 2º Presidente da República de Angola e merece receber Honras Nacionais, merece ter um funeral nacional.
A História definirá o que caracterizar deste longo 'reinado'.



Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Passamento de José Eduardo dos Santos


FALECEU ANTIGO PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS
■ PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO DECRETA LUTO NACIONAL
Considerando o passamento físico do antigo Presidente da República de Angola JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS, ocorrido aos 8 de Julho de 2022;
Tendo em conta que o Presidente JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS foi uma figura ímpar da Pátria Angolana, à qual se dedicou desde muito cedo, tendo tido relevante participação na luta contra a colonização, na conquista da Independência Nacional, na consolidação da Nação Angolana, na sua afirmação no contexto das Nações, na conquista da Paz e reconstrução e reconciliação nacionais;
Convindo homenagear condignamente a sua figura, a sua obra, os seus feitos e o seu legado ao serviço da Nação Angolana;
O Presidente da República decreta, nos termos da alínea m) do artigo 120, do nº 4 do artigo 125 e da alíne a) do nº 4 do artigo 5º da Lei nº 5/11, de 21 de Janeiro, o seguinte:
1. É declarado luto nacional a ser observado em todo o território nacional e nas missões diplomáticas e consulares.
2. O luto nacional referido no número anterior tem a duração de 5 dias e inicia às 00 horas do dia 9 de Julho de 2022.
3. Enquanto vigorar o luto nacional, deve-se colocar a Bandeira Nacional a meia-haste e cancelar todos os espectáculos e manifestações públicas.
O Presidente da República
JOÃO MANUEL GONÇALVES LOURENÇO


Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 30 de junho de 2022

José Eduardo dos Santos

BIOGRAFIA


José Eduardo dos Santo
s, nasceu aos 28 de Agosto de 1942, filho de Eduardo Avelino dos Santos e de Jacinta José Paulino. Frequentou a escola primária em Luanda onde também fez o ensino secundário no Liceu Salvador Correia, na altura a principal escola secundária do país. Iniciou a sua actividade política integrando grupos clandestinos que se constituíram nos bairros suburbanos da capital, no final dos anos 1950, e juntou-se ao MPLA quando este foi constituído em 1958.

Após a eclosão, em Luanda, da luta contra o poder colonial português, em 4 de Fevereiro de 1961, José Eduardo dos Santos abandonou em Novembro Angola e passou a coordenar a actividade da Juventude do MPLA, organismo de que foi um dos fundadores e durante algum tempo Vice-Presidente.

Integrou, em 1962, o Exército Popular de Libertação de Angola (EPLA), braço armado do MPLA, e em 1963 foi o primeiro representante do MPLA em Brazzaville, capital da República do Congo. Em Novembro do mesmo ano, beneficiou de uma bolsa de estudo para o Instituto de Petróleo e Gás de Baku, na antiga União Soviética, tendo-se licenciado em Engenharia de Petróleos em Junho de 1969. Ainda na URSS, depois de terminados os estudos superiores, frequentou um curso militar de Telecomunicações, que o habilitou a exercer, de 1970 a 1974, funções nos Serviços de Telecomunicações na 2ª Região Político-Militar do MPLA, em Cabinda. De 1974 a meados de 1975, José Eduardo dos Santos voltou a desempenhar a função de Representante do MPLA em Brazzaville. 

Em Setembro de 1974, numa reunião realizada no Moxico, foi eleito membro do Comité Central e do Bureau Político do MPLA. Em Junho de 1975, passou a coordenar o Departamento de Relações Exteriores do MPLA e, cumulativamente, também o Departamento de Saúde do MPLA.

Com a proclamação da Independência de Angola, a 11 de Novembro de 1975, foi nomeado Ministro das Relações Exteriores. A nível partidário, no período de 1977 a 1979, foi secretário do Comité Central do MPLA. Após o falecimento de Agostinho Neto, primeiro Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos foi eleito Presidente do MPLA a 20 de Setembro de 1979 e investido, no dia seguinte, nos cargos de Presidente do MPLA - Partido do Trabalho, de Presidente da República Popular de Angola e comandante-em-chefe das FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola). 

De 1986 a 1992, José Eduardo dos Santos teve um papel de destaque na solução da crise transfronteiriça entre Angola e a África do Sul, que culminaria no repatriamento do contingente cubano, na independência da Namíbia, e na retirada das tropas sul-africanas de Angola. Recebeu o Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique a 25 de Janeiro de 1988.

Com o fim da Guerra Fria, e pressionado pela comunidade internacional, mas simultaneamente a braços com dificuldades económicas internos e a continuação de uma guerrilha de desgaste por parte da UNITA, José Eduardo dos Santos procurou uma solução negociada com a UNITA. Impôs a passagem de Angola para um regime democrático que, baseando-se numa constituição adaptada em 1992, permitiu o pluralismo político e a economia de mercado. Em consequência desta mudança radical, primeiras eleições democráticas multipartidárias foram realizadas nos dias 29 e 30 de Setembro de 1992 sob supervisão internacional. As eleições para a Assembleia Nacional deram a vitória ao MPLA com maioria absoluta. No entanto, nas eleições presidenciais José Eduardo dos Santos não foi eleito na primeira volta, tendo conseguido somente 49% dos votos, contra 40% de Jonas Savimbi. De acordo com a constituição vigente, uma segunda volta teria sido indispensável, mas a UNITA não reconheceu os resultados eleitorais, retomando de imediato a Guerra Civil Angolana. Deste modo, José Eduardo dos Santos manteve em funções, mesmo sem legitimidade constitucional. Dirigiu pessoalmente uma intensa actividade diplomática que culminou no reconhecimento do governo angolano pelos Estados Unidos em 19 de Maio de 1993, e a seguir no reconhecimento pela maior parte dos países. Recebeu o Grande-Colar da Ordem Militar de Santiago da Espada a 16 de Janeiro de 1996.

A Guerra Civil Angolana terminou em 2002, com a morte violenta de Jonas Savimbi a 22 de Fevereiro e a assinatura dos acordos de paz no dia 4 de Abril do mesmo ano, nos quais a UNITA desistiu da luta armada, concordando com a desmobilização dos seus militares, ou da sua integração nas Forças Armadas Angolanas, chegando-se deste modo a pôr termo os 27 anos de guerra civil.

Uma vez que continuou a haver, em Cabinda, uma resistência contra a integração daquele enclave no Estado angolano, José Eduardo dos Santos concluiu a 1 de Agosto de 2006 o Memorando de Entendimento para a Paz e Reconciliação na província de Cabinda formalmente assinado pelo ministro da Administração do Território de Angola, Virgílio de Fontes Pereira, e pelo presidente do Fórum de Cabinda para o Diálogo (FCD), general António Bento Bembe, no Salão Nobre da Câmara da cidade de Namibe, na presença de governantes, políticos e diplomatas acreditados na capital angolana, líderes religiosos e tradicionais, para além de representantes da sociedade civil. Este acordo destinou-se a pôr definitivamente fim à luta armada iniciada em 1975 pela FLEC, com o fim de obter a independência de Cabinda.
 
Nas eleições legislativas em Angola em Setembro de 2008, (as primeiras eleições legislativas desde 1992), o MPLA venceu com 81,64% dos votos, conquistado 191 dos 220 lugares da Assembleia Nacional de Angola. Durante algum tempo, José Eduardo dos Santos parecia ser o candidato do MPLA em eleições presidenciais a serem marcadas proximamente, no entanto, em inícios de 2010 foi adoptada uma nova constituição. Esta abandona, por um lado o princípio democrático fundamental da divisão entre os poderes legislativo, executivo e judiciário, concentrando os poderes efectivos no Presidente. Por outro lado, esta constituição já não prevê eleições presidenciais, mas um mecanismo pelo qual o Presidente do partido mais votado se torna Presidente do Estado.
 
No dia 31 de Agosto de 2012 decorreram eleições gerais, ganhas pelo MPLA, e de acordo com a constituição aprovada em 2010, José Eduardo dos Santos, como número um da lista eleitoral do MPLA, foi automaticamente eleito Presidente da República, legitimando desta forma a sua permanência no cargo por um período de mais cinco anos e tendo a sua investidura realizada aos 26 de Setembro de 2012.

Nas eleições de 2017 é substituído, por indicação sua, por João Manuel Gonçalves Lourenço na corrida presidencial. 

Nos altos e baixos da sua governação muito há a apontar. Transformou o país de um sistema socialista em capitalista feroz, baseado na corrupção, jogos de interesses e de familiaridade. A democracia impôs-se e aos poucos vai-se instalando uma corrente discordante da corrente baseada em interesses político/económicos. 

José Eduardo não consegue partir como um ser humano deste mundo terreno. A dificuldade da sua vida nos 38 anos de Presidente agrava-se neste momento, por desunião familiar e por conjugação de circunstâncias desses 38 anos. Deixará dez filhos de diferentes esposas, quase todos com uma História nem sempre bem compreendida ou bem explicada. 

Ficará na História de Angola, certeza absoluta, não saberemos é com que epíteto, com que parágrafos apagados e estrofes exaltadas.



Pensar e Falar Angola

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Extractos do discurso de Sua Exa. o Sr. Presidente da República na Assembleia Nacional

Eduardo dos Santos: "Incompreensões ao nível da cúpula em Portugal não aconselham parceria estratégica"

"Só com Portugal, as coisas não estão bem. Têm surgido incompreensões ao nível da cúpula e o clima político actual, reinante nessa relação, não aconselha à construção da parceria estratégica antes anunciada", disse José Eduardo Santos.

Num longo discurso no Parlamento Angolano, Eduardo dos Santos dedicou apenas um par de frases à relação do país com Portugal, não tendo detalhado o alcance do anúncio do fim da parceria estratégica com Angola.

O ministro das Relações Exteriores de Angola disse, depois do discurso de Eduardo dos Santos, ser necessário que os portugueses façam algum esforço para melhorar as relações com Angola. Georges Chikoti, de acordo com a agência de notícias Angop, adiantou que as relações com Portugal podiam ser melhores, mas têm surgido dificuldades que impedem o estabelecimento de relações estratégicas.

Portugal e Angola têm previsto realizar, em Luanda, em Fevereiro do próximo ano, a primeira cimeira bilateral, que foi anunciada em Fevereiro passado pelo então ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas. 

As autoridades dos dois países pretendem que a cimeira, sob o lema "Reforço da Cooperação Portugal-Angola - O Crescimento Económico e o Desenvolvimento Sustentável dos dois países", "tenha uma densidade e uma característica substantiva muito própria, que trate de assuntos que sejam realidades importantes para os dois povos".

"Estamos a trabalhar em diversos acordos, nas áreas da economia, segurança social, cultura, cooperação em geral", disse Georges Chikoti, na semana passada.

O jornalista Paulo Catarro, da RTP, que se encontra em Angola, falou entretanto com deputados da oposição, nomeadamente da UNITA e da CASA/CE, que referiram que as relações entre Portugal e Angola sempre tiveram altos e baixos, mas sublinham que há uma necessidade de todos se entenderem.

Eduardo dos Santos em Junho: Relações com Portugal decorrem num "quadro de amizade e grande compreensão"

Em Junho deste ano, em entrevista à SIC, José Eduardo dos Santos dizia que as relações com Portugal não estão isentas de "problemas", mas decorrem num "quadro de amizade e grande compreensão". "É evidente que há reminiscências do passado, que há problemas, mas são bastante localizados". "Não nos guiamos por padrões de relacionamento do passado, vivemos uma nova era", garantiu, referindo que o quadro de possível tensão entre o ex-colonizador Portugal e a ex-colónia Angola "foi superado", embora haja "certos círculos da vida portuguesa" que exercitem o "saudosismo" de vez em quando.

Sem confirmar a estimativa que aponta para "200 mil" portugueses em Angola, José Eduardo dos Santos realçou que estes "estão numa posição privilegiada para realizar negócios".
Angola tem uma "grande falta de pessoal qualificado" e os jovens portugueses "são bem vindos", asseverou.

Recordando que "um dos países que mais investe em Angola é Portugal", o chefe de Estado falou então também dos investimentos angolanos em Portugal. "Não temos ainda grande experiência, mas o que interessa é caminhar", disse, destacando os investimentos da petrolífera estatal angolana Sonangol.


Pensar e Falar Angola

sábado, 29 de dezembro de 2012

MENSAGEM DE ANO NOVO DO PRESIDENTE DA REPUBLICA // 28DEZ12


SENHOR VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA,

ILUSTRES CONVIDADOS,

CAROS COMPATRIOTAS,

Celebramos há dias a Festa da Família. Vamos entrar agora num Novo Ano, que espero seja bom para todos.


Nesta ocasião, as minhas primeiras palavras são de conforto e de solidariedade para com todos aqueles que, por razões de saúde e outras, não podem comungar connosco este momento de celebração e alegria.


Dirijo-me também ao Senhor Vice-Presidente da República para agradecer a mensagem que me transmitiu, em seu nome pessoal, em nome dos presentes nesta cerimónia e em nome de todo o povo angolano, sublinhando os nossos êxitos, dificuldades, preocupações e desafios.


Não pretendo alongar-me, porque são sobejamente conhecidos o rumo que escolhemos e as promessas que fizemos ao povo angolano nas últimas eleições gerais.


Neste contexto, já apresentamos à Assembleia Nacional as nossas propostas de Plano Nacional e de Orçamento Geral de Estado para 2013, a fim de cumprirmos as referidas promessas e de resolvermos os principais problemas nacionais.


Reafirmamos a orientação no sentido de dar prioridade à nossa acção que visa obter uma crescente melhoria das condições de vida dos angolanos.


No Orçamento Geral do Estado para 2013, o sector social terá direito a um terço do total das verbas previstas.


Essa aposta no sector social representa um acréscimo de quase cinquenta por cento em relação ao ano de 2012 e destina-se à educação, à saúde, ao ensino de base e superior, à habitação e à protecção social.


Reafirmamos também a necessidade do reforço do crédito e da bonificação de juros para os empresários nacionais que dinamizem iniciativas que levem ao aumento da riqueza nacional e à criação de mais empregos.


Definimos políticas para a formação, capacitação e valorização do capital humano, porque um capital humano de excelência é indispensável para o salto em frente que Angola precisa de dar.


Calculamos metas altas com um crescimento económico sustentável, sem comprometer a melhoria do ambiente e a adopção de políticas de adaptação às alterações climáticas.


No mundo actual, e mesmo na nossa sociedade, em que o valor da vida começa infelizmente a ser avaliado por considerações puramente utilitárias e materialistas, o Estado deve adoptar políticas de serviço social e resgatar o espírito de solidariedade que sempre caracterizou o nosso povo.


Quem tem muito deve ajudar aqueles que têm muito pouco ou quase nada, tendo presente na sua consciência que a solidariedade fortalece a coesão social.


O Estado e a sociedade devem realizar acções destinadas a atender às necessidades e preocupações das crianças, das mulheres, dos portadores de deficiência, dos ex-militares deficientes e dos antigos combatentes e veteranos de guerra.


A sociedade deve também zelar cada vez mais pela estabilidade no seio das famílias, combatendo com firmeza a violência doméstica e todas as formas de agressão sexual, em especial aquela que atinge crianças e jovens.


Muitas vezes são os próprios progenitores ou familiares próximos que praticam esses actos condenáveis, que levam à destruição da célula mais importante da nossa sociedade, que é a família.


Temos de combater energicamente este fenómeno, com fortes campanhas de educação cívica, para a prevenção, e com medidas judiciais severas que responsabilizem os seus autores.


É necessário continuar a proteger a família como o núcleo social onde se transmitem em primeiro lugar os valores éticos, culturais e morais mais importantes da sociedade. Que cada família se constitua num lugar de serenidade, de paz, de diálogo e de partilha de afectos.


É também no seio da família que os jovens podem encontrar a confiança necessária para encarar o futuro com esperança e sentido de responsabilidade.


O país conta mais uma vez com a força e o empenho da juventude angolana para vencer os desafios do presente e do futuro.


A juventude deve ter sempre como referência o bom exemplo dos jovens que no passado tudo sacrificaram para tornar possível a Independência do nosso país e defender as conquistas nacionais do povo angolano!


Vivemos hoje um momento histórico especial, em que o nosso país reúne as condições essenciais para se desenvolver e resolver os problemas económicos e sociais e se tornar numa referência em África e no mundo.


A nós, líderes políticos, religiosos, cívicos, empresariais e de associações culturais, cabe-nos, pois, nestas circunstâncias, canalizar a generosa energia de todo o nosso povo para a construção de uma Angola moderna, democrática e próspera, tendo por base os valores do trabalho, da liberdade, da justiça, da paz, do respeito mútuo e da fraternidade.


Desejo a todos Festas Felizes e um Ano Novo de renovadas esperanças e prosperidade!


VIVA ANGOLA!



Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Tomada de posse do Sr. Presidente da República


TOMADA DE POSSE DO PRESIDENTE DA REPUBLICA DE ANGOLA

ENG. JOSE EDUARDO DOS SANTOS, PRESIDENTE DA REPUBLICA ELEITO PELA LISTA DO MPLA, TOMA POSSE DIA 26 DE SETEMBRO, QUARTA-FEIRA. AS 9H00 .

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Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Discurso pronunciado pelo presidente de Angola, Sua Exa. Eng. José Eduardo dos Santos, quarta-feira (4), na cidade do Luena, capital do Moxico, região leste de Angola, por ocasião das cerimónias que assinalaram o 10. aniversário do fim da guerra civil e do início do processo de reconciliação nacional



"ILUSTRES CONVIDADOS,
POVO ANGOLANO,
POPULAÇÃO DO MOXICO,
MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES,

O dia 4 de Abril é um dia especial para Angola. É um dia de festa e de muita alegria.

Nesta data terminou definitivamente a guerra que durou dezenas de anos, provocou enormes perdas em vidas humanas e destruiu o país.

Foi aqui na bela cidade do Luena, província do Moxico, que os angolanos se entenderam e concluíram os Acordos de Paz e Reconciliação Nacional, que foram solenemente assinados em Luanda no dia 4 de Abril de 2002.

Peço uma salva de palmas em homenagem a todos os que se sacrificaram e contribuíram para o advento da paz e estabilidade política em Angola.

Os seus feitos são inesquecíveis e, por isso, ficarão registados para sempre na memória colectiva, tendo como símbolo o belo Monumento à Paz que acabámos de inaugurar e que é um sítio para visitar sempre, para se conhecerem os factos importantes da nossa História e para se promover a educação das novas gerações.

Foi com muita satisfação que recebi o convite do Senhor Governador e das Autoridades da Província para visitar o Moxico.

Esta província tem fortes tradições de resistência ao colonialismo. Aqui os Movimentos de Libertação desenvolveram a luta armada contra o exército colonial português, tendo o MPLA criado durante certo período vastas zonas libertadas, onde estabeleceu novos modelos de organização social e política.

Um amplo movimento guerrilheiro, com o apoio do povo, criou imensas dificuldades ao poder colonial, que teve de recorrer aos bombardeamentos aéreos com “napalm” para impedir a sua progressão. Mesmo assim eles não conseguiram parar a luta de libertação nacional.

E não foi por acaso que o saudoso Dr. António Agostinho Neto concordou em assinar, em nome do MPLA, o acordo de cessar-fogo com o Exército português que pôs fim à guerra colonial na localidade de Luameje, aqui na província do Moxico.

VIVA O MOXICO, VIVA A HERÓICA PROVÍNCIA DO MOXICO 

Este acordo abriu caminho para a conclusão e assinatura do Acordo do Alvor, em 1974, sobre a Independência Nacional de Angola, que viria a acontecer em 11 de Novembro de 1975.

Recordo ainda a todos os presentes que antes de chegarmos ao Acordo de Bicesse, em 1991, e ao Entendimento do Luena, em 2002, houve as tréguas da Chicala acordadas com a UNITA, e que permitiram desanuviar a situação criada pela guerra dos 45 dias da cidade do Luena, em que os seus habitantes resistiram heroicamente!

VIVA A POPULAÇÃO DO LUENA, VIVA A HERÓICA POPULAÇÃO DO LUENA. DE CABINDA AO CUNENE UM SÓ POVO, UMA SÓ NAÇÃO, A LUTA CONTINUA E A VITÓCIA É CERTA

CAROS AMIGOS E COMPATRIOTAS,

Eu felicito as autoridades, o povo do Moxico e os angolanos em geral, de Cabinda ao Cunene, pelo Dia da Paz e da Reconciliação Nacional. A todos muitas felicidades.

Que a natureza que nos deu quase tudo continue a ser generosa para connosco e nos dê forças para continuarmos a trabalhar para melhorar as nossas vidas, aproveitando esse potencial.

Foi também aqui na cidade do Luena que exprimimos as primeiras ideias que nortearam a elaboração do nosso Programa de Reconstrução Nacional.

As nossas estruturas administrativas e de gestão estavam excessivamente centralizadas em Luanda.

Foi aqui prometido o surgimento de Programas Provinciais com a execução do orçamento descentralizado, o reforço da organização administrativa e do sistema de gestão local de recursos técnicos humanos e a reconstrução dos principais eixos rodoviários e ferroviários.

E a verdade é que isso tudo aconteceu ou está em vias de acontecer.

Passados dez anos, estamos orgulhosos de ver que muita coisa mudou no Moxico e em todo o país e a perspectiva é continuar a mudar para melhor.

O Programa de Reconstrução Nacional que devia terminar em 2015/2016 vai ser concluído antecipadamente no início de 2013.

Todas as principais vias de comunicação rodoviária e ferroviária estão praticamente reabilitadas.

A linha do Caminho-de-ferro de Benguela, por exemplo, já está às portas do Luena e espero que em Agosto próximo possamos voltar cá para inaugurar a Estação de Caminho-de-Ferro.

Espero também que nesta altura possam os comboios circular do Lobito até a esta cidade.

Espero também que nessa altura estejam a terminar as obras de reconstrução da via rodoviária Dundo-Saurimo-Luena, para melhorar o trânsito de viaturas e a circulação de pessoas e bens.

CAROS AMIGOS E COMPATRIOTAS,

A reconstrução e abertura de todos os eixos rodoviários e ferroviários permitiu aumentar a circulação de pessoas e bens e revitalizar a actividade económica e social em todo o país.

Em 2002, há dez anos, várias dezenas de administradores municipais e comunais não tinham instalações, estavam a trabalhar em casebres ou tendas, porque as infra-estruturas administrativas estavam destruídas. Milhares de crianças estudavam à sombra das árvores, sentadas em latas e pedras.

Hoje já muito poucas situações como estas existem. Ainda existem mas são muito poucas e temos de trabalhar agora para construir mais escolas.

Estive a trabalhar já com senhor governador da província do Moxico, informou-me que na província ainda há cerca 50 mil alunos fora do sistema escolar e disse-me que precisamos de construir 94 escolas T12.

CAROS COMPATRIOTAS,

Estes são os nossos problemas e quem tem que os resolver somos nós, o Governo, a população, enquadrada na sociedade civil organizada, os empresários, os intelectuais, etc.

Daqui a pouco, depois deste comício, nós vamos trabalhar com o Governo da Província do Moxico, vamos tratar destes assuntos referentes a construção de mais escolas e a construção de nova captação para o fornecimento de água. 

É evidente que estas são grandes despesas do Estado, que requerem que haja dinheiro para realizar.

Portanto, o Governo Central vai estudar as fontes de recursos, isto é, os sítios onde procurará encontrar mais dinheiro para reforçar o orçamento da província do Moxico, ainda que tenhamos que recorrer a algum empréstimo de algum país amigo para resolver estes problemas que são graves e urgentes da população do Moxico.

MEUS CAROS AMIGOS E COMPATRIOTAS,

Apesar destas dificuldades que estivemos aqui a enumerar, temos que reconhecer também que hoje o número de escolas, no nosso país, de uma maneira geral, cresceu imenso. A quantidade de institutos médios e de ensino superior e o número de estudantes também cresceu muito em todo o país.

A quantidade de postos médicos, de hospitais, de enfermeiros e médicos aumentou. Temos mais quadros médios, superiores e pós-graduados já formados. Por essa razão o país está a crescer em todos os domínios.

O Governo, os empresários, os operários, os camponeses e os intelectuais, enfim, todos os angolanos que amam a Pátria, estão a trabalhar com abnegação e sentido de responsabilidade. Temos que continuar a trabalhar juntos.

Por outro lado, a nossa economia também está a crescer, depois da aplicação das medidas que temos tomado desde o ano de 2000 para melhorar a gestão macroeconómica e das finanças públicas.

Esse crescimento é obtido através de um esforço do sector público e agora nós queremos um envolvimento cada vez maior nesse esforço do sector privado.

Temos que trabalhar juntos para o desenvolvimento. Queremos ver a economia nacional sempre a crescer de modo sustentado e aumentar a riqueza para termos mais para distribuir e melhorar a vida de todos.

O Executivo já começou a aplicar o seu Programa de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas e, neste contexto, vai facilitar o acesso destes agentes económicos a empréstimos generosos através de bancos comerciais.

Pretendemos fomentar a pequena e média actividade económica, que normalmente gera muitos postos de trabalho.

Neste âmbito, vamos prestar atenção também aos angolanos que fazem pequenos negócios no domínio dos diamantes. Os diamantes provenientes da produção artesanal saem ilegalmente através das nossas fronteiras, levados por estrangeiros que os vendem nos dois Congos, porque lá pagam menos impostos.

Temos que trabalhar com a Assembleia Nacional para modificar a nossa política fiscal, isto é, para que os nosso agentes económicos que realizam pequenos negócios nesta área dos diamantes também paguem menos impostos e temos que promover também o controlo desses pequenos negócios pelos angolanos, afim de aumentarem os seus 
rendimentos.

CAROS COMPATRIOTAS,

Em 2008, depois das eleições gerais, assumimos o compromisso de trabalhar para mudar o país para melhor e penso que, pouco a pouco, paulatinamente, estamos a conseguir isso!

Decidimos então inaugurar uma nova etapa no processo de democratização do país.

Isto é, empenhamos o nosso esforço e dedicação no sentido de melhorar o que está bem, corrigir o que está errado e fazer coisas novas e necessárias que concorrem para o engrandecimento da Nação e para o bem-estar do nosso Povo.

Por outro lado, levámos a cabo um trabalho de sensibilização para desencorajar práticas que prejudiquem o desenvolvimento e perturbem a harmonia e a coesão social.

Procuramos garantir a todos os cidadãos sem distinção, nos marcos da Lei, a liberdade de acção e de pensamento, a igualdade de oportunidades e a segurança para si e para os seus bens.

Promovemos a concertação com os parceiros sociais e auscultação da sociedade civil em todas as questões essenciais.

Hoje a democracia pressupõe, antes de tudo, diálogo e a participação de todos na vida nacional. Exercemos o poder com moderação e isenção, em nome de todo o Povo, e dentro dos limites estabelecidos na Constituição da República.

CAROS COMPATRIOTAS,

Com maior ou menos número de assentos na Assembleia Nacional, todos os partidos políticos legais e legitimados pelo voto continuam a constituir forças políticas que representam sectores da sociedade angolana.

Têm assim uma missão importante a cumprir e grandes responsabilidades perante a Nação.

Os direitos de todos e de cada um devem ser respeitados e tidos sempre em consideração.

Todos os partidos legalmente constituídos e todas as organizações da Sociedade Civil têm, nesta nova etapa, um importante papel a desempenhar.

Eles não devem agir à margem da Lei, nem tão pouco deixar de exercer o seu papel de oposição e de fiscalização ou de auxiliares dos Poderes Públicos. É importante, é essencial que conduzam a sua acção em conformidade com a Lei, contribuindo para o desenvolvimento do país e para a harmonia social.

Não devemos introduzir no nosso jogo político e democrático o princípio do "vale tudo".

Na política não vale tudo, nem todos os actos e factos são admitidos, sobretudo quando lesam a reputação, o bom nome e a integridade moral e física de outras pessoas. A difamação, a calúnia e a ameaça de morte são crimes e não devem de modo algum ser usados como meios de disputa ou luta política.

Exorto, por isso, a todos os cidadãos, partidos políticos, organizações da Sociedade Civil e instituições do Estado a adoptarem uma postura responsável e construtiva no exercício da diversidade e liberdade de opinião, que são pressupostos básicos da vida em democracia.

Por outro lado, não vale a pena usar o espantalho da desconfiança e da fraude para perturbar a preparação das eleições.

A Comissão Nacional Eleitoral está em funções, está a tomar todas as medidas para garantir que a preparação das eleições decorra com êxito e todos nós não temos senão que apoiar os esforços que as pessoas que integram esta comissão estão a fazer para realizarmos as nossas eleições.

Invés de procuramos truques, manipulações para atrapalhar aqueles que querem trabalhar e consolidar a democracia e melhor organizarmo-nos para aperfeiçoar a fiscalização de todo o processo eleitoral e assegurar a sua transparência e
conformidade com a Lei na base da honestidade.

Nós pertencemos a um partido com vários milhões de membros, o único dessa dimensão, por isso, o partido mais interessado em ver eleições livres, justas e transparentes a serem realizadas em Angola.

Nós não precisamos da fraude, não precisamos de truques, não precisamos de batota, nós somos muito grande, somos um partido muito forte.

MEUS CAROS COMPATRIOTAS,

Termino com esta frase: Diz-se que quem é forte não precisa de batota para ganhar!

Então vamos trabalhar juntos para o desenvolvimento. Todos somos necessários para erguer a nova Angola, moderna, próspera e democrática.

VIVA A PAZ!
VIVA A DEMOCRACIA!
VIVA ANGOLA!"



Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...