terça-feira, 21 de outubro de 2008

Num interior também há vida

No interior da província de Benguela encontramos esta escola onde os professores eram inicialmente voluntários, de Espanha e América Latina e onde hoje hoje são igualitáriamente angolanos ali formados.




Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O Cahande


Das terras altas tinha descido e apresentou-se elegante, com o seu sorriso malandro. Naquele dia, o vento sacudia-lhe a pena do chapéu. Traquejado por uma vida cheia de peripécias - que a sua malícia deixava adivinhar, não obstante, naquele dia, a surpresa não lhe ficou oculta na face. Encantado pelo reencontro, com as mãos em prece, foi perguntando - em tom suave e carinhoso - pelos seus meninos, desfiando os seus nomes, e memórias. Disse que tinha tido a intenção de trazer uma galinha, e - à saúde de todos - de uma só vez pediu duas cervejas.



Pensar e Falar Angola

Mulheres e homens das tribos de Angola



Fonte: Ziziluanda

Pensar e Falar Angola

domingo, 19 de outubro de 2008

(36) Ágora - Natal é quando um Homem quiser

NATAL É QUANDO UM HOMEM QUISER!
Peguei nesta frase imorredoira do Ary dos Santos, porque a Ágora vai oferecer aos ministros do Gurn, em fim de GURNevação, uma prenda pelo empenho, desempenho e desempenhamento das finanças, nestes quase 16 anos de vigência, vivencia e convivência.
- 1º Ministro-Fernando Piedade dos Santos, Nandó, vai receber “Tropa de Elite”, filme de José Padilha (2007).O livro vai ser “Samarcanda” do libanês Amin Malouf
- Ministro da Administração do Território, Fontes Pereira vai ter direito a “Este País não é para velhos” dos irmãos Cohen (2008), e o livro “AS Benevolentes” de Jonathan Littel.
- Ministro Adjunto do Primeiro-Ministro, Aguinaldo Jaime, “A riqueza e a pobreza das Nações” de David Lands, e de 1948, “Ladrões de Bicicletas” de Vittorio de Sicca, que para mim é um dos meus filmes preferidos!
- Para o titular das Relações Exteriores, Bernardo Miranda, “Da Sedução” de Bertolt Brecht, e o filme é “Tudo Bons Rapazes” de Martin Scorsese (1990).
- Ao Ministros das Finanças, José Pedro de Morais, “Morte e vida de Severina” de João Cabral Melo Neto, e “A Cor do Dinheiro” de Martin Scorsese (1986).
- Para a ministra do Planeamento Ana Dias Lourenço, “ A Quimera do Ouro” do incontronável Charlie Chaplin (1925), e o “Eva Luna” de Isabel Allende.
- Para Kundy Paihama, ministro da Defesa, o “Há lodo no cais”, filme de Ellia Kazan (1954), “ A Noite e o Riso” de Nuno Bragança, um livro notabilérrimo!
- Roberto Leal Monteiro (Ngongo), ministro do Interior, o livro “Coimbra 1969” de Celso Cruzeiro, e o filme “ A Melhor Juventude”(2003) de Marco Tullio Giordana.
-Para Desidério Costa, ministro dos Petróleos, o “Gigante” protagonizado pelo James Dean de 1956, realizado por George Stevens. O livro pode ser o já antigo “ Desafio Mundial” de Jean-Jacques Servan-Schreiber.
- Para Joaquim David, ministro da Industria, “ O aviador “ de Martin Scorsese (2004), e a “Miséria do Capital” de Michel Husson.
- Manuel Aragão, ministro da Justiça vai receber “Os Intocáveis” de Brian de Palma (1987) e o livro será “Os Intérpetres” de Wole Soyinka.
- Ao Manuel Rabelais, ministro da Comunicação Social, recebe “Notícia de um sequestro” do Gabriel Garcia Marques, e o filme que oferecemos é o “Citizen Kane”, essa obra-prima de Orson Welles (1941).
- Ao ministro das Obras Publicas, Higino Carneiro,o filme “Good Bye Lenin!” de Wolfgang Becker (2003) e o “Livro do riso e do esquecimento” do Milan Kundera.
- A Marcus Barrica, ministro da Juventude e Desportos, o filme “Charriots of fire”, traduzido para português por “Momentos de Glória”de Hugh Hudson (1981) e também a obra de Desmond Morris “A Tribo do Futebol”.
- Para o ministro da Educação, Burity da Silva, o filme é o “Clube dos Poetas Mortos”, de Peter Weir de 1989, e o “Ensaio sobre a Cegueira” do José Saramago.
- A Boaventura Cardoso, nosso ministro da Cultura, o “1900” de Bertolucci e “Dom Quixote de La Mancha” de Cervantes”.
- Ao ministro da Agricultura; Afonso Canga, “As povoações históricas de Angola” do Fernando Batalha, e o filme é do Spilberg, “ The Color Purple (1985)”.
- Para o Ministro dos Transportes, Augusto Tomás, o filme “Nas Asas do Desejo” de Wim Wenders (1987) e o livro “Numa segunda-feira de certeza” de Nadine Gordimer.
- Para Salomão Xirimbibi, ministro das Pescas, o Livro de Hergé “ O Segredo do Licorne”, e o filme “ A Revolta na Bounty” de Frank Loiyd de 1935/Para o titular da Saúde, Ruben Sicato, o livro de Hemingway, “Por quem os sinos dobram” e o filme “ Sexo e Corn Flakes” de Alan Parker de 1994.
- Para Joaquim Muafuama, ministro do Comércio, “Hotel Ruanda” de Terry George (2004), e “Roque Santeiro- Entre a ficção e a realidade” de Carlos Lopes.
- Para Pitra Neto, ministro da Administração Publica, Emprego e Segurança Social, o filme “ O Sal da Terra”(1953) de Herbert Biberman e o livro de Arturo Peres-Reverte, “A Rainha do Sul”.
- Para o ministro da Geologia e Minas, Manuel Africano, “ 007-Os diamantes são eternos” (1971) e o livro “O Rapaz da Mina” de Peter Abrahams.
- A ministra da Família recebe o filme de Visconti “Rocco e seus irmãos”(1960) e o livro “O Monte cinco” de Paulo Coelho.
- Licínio Ribeiro, ministro dos Correios e Telecomunicações o óbvio será “ O carteiro toca sempre duas vezes” de Bob Rafelso, filme de 1981, e o livro escolhido é o “Todos os Nomes” do José Saramago.
- Para João Kussumua, ministro da Assistência e Reinserção Social, o filme é “O Charme discreto da burguesia” de Luis Bunuel (1972), e o livro é o “ A Casa do Rio” de Manuel Rui
- Para o ministro dos Antigos Combatentes, Pedro Van-Dunem, o filme de Clint Eastwood “Flags of Our Fathers”(2006) e o livro “ A Condição Humana” de André Malraux.
- Para Botelho de Vasconcelos, ministro da Energia e Águas, o livro escolhido é “Choque do Futuro” de Alvin Toffler e o filme é de 1979 “ O Sindroma da China”.
- Para o ministro do Ambiente Diakupuna José , o livro é “ A um Deus desconhecido” de Steinbeck e o filme “ O Monte Abraão” do Manuel de Oliveira.
Para finalizar e para o ministro José Ngandagina, ministro da Ciência e Tecnologia, “ Os Tempos Modernos” de Charlie Chaplin e “ As sete estradinhas de Catete” de Paulo Bandeira Faria.
Quero esclarecer que nesta escolha, os livros e filmes tem apenas que ver com o conjunto da actividade política dos titulares dos cargos, ou por vezes o seu continuado desaparecimento dos media.
É uma avaliação naturalmente subjectiva, e sem propósitos acessórios, que não fosse o de possibilitar um artigo diferente em dia de eleições, e que fará que alguns dos presenteados fiquem em novo governo, mas outros irão para outras actividades, e levam esta oferta.A quem não gostar cumpre-me lembrar que uma oferta nunca se deve rejeitar em circunstancia alguma, como é timbre nas relações entre pessoas que se respeitam.


Pensar e Falar Angola

Juntos por uma angola sem SIDA

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Tarrafal - Não apaguem a memória


Pensar e Falar Angola

sábado, 18 de outubro de 2008

Sábado Musical



Pensar e Falar Angola

Buraka Som Sistema



Lisboa, 13 Out (Lusa) - O grupo Buraka Som Sistema é o candidato da MTV Portugal ao prémio de "Artista favorito da Europa", cujo vencedor é anunciado a 06 de Novembro em Liverpool, Reino Unido, nos 15/os Prémios Europeus de Música da MTV.
A MTV Portugal anunciou hoje que os Buraka Som Sistema foram eleitos a melhor banda portuguesa e disputam a partir de terça-feira o título de "Artista favorito da Europa" com os candidatos de cada um dos outros 22 canais regionais da MTV na Europa.
Os cinco nomeados para a edição deste ano eram os Buraka Som Sistema, o rapper Sam The Kid, a cantora Rita Redshoes, os Vicious Five e o músico Slimmy.
Entre os artistas portugueses que já venceram edições anteriores do prémio regional da MTV contam-se os Da Weasel, Moonspell e os The Gift.
A 15/a edição dos Prémios Europeus de Música da MTV decorrerá no Echo Arena em Liverpool, este ano Capital Europeia da Cultura.
Este ano, os Coldplay e a cantora Duffy lideram os prémios com três nomeações cada.
A cerimónia será transmitida em directo pela MTV Portugal e por todos os canais regionais da MTV espalhados pelo mundo.
Lisboa acolheu esta mesma cerimónia em 2005, juntando-se a outras cidades como Londres, Paris, Roma e Munique.
SS.
Lusa/fim

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Os Buraka Som Sistema foram os grandes vencedores do melhor “Portuguese Act” nos MTV Europe Music Awards 2008. No 6ª aniversário deste galardão, os criadores do Kuduro progressivo, sucedem assim a grandes nomes da música portuguesa, tais como Blind Zero, The Gift ou Da Weasel.
A banda que lançou recentemente o álbum “Black Diamond”, ganhou assim um prestigiante prémio, que irá ajudar a aumentar, ainda mais, o já existente reconhecimento internacional. Na disputa pelo “Portuguese Act”, os Buraka Som Sistema encontraram rivais de peso como: Slimmy, The Vicious Five, Rita Redshoes e Sam The Kid.
Como vencedores deste prémio, os Buraka Som Sistema irão também estar presentes na votação para “Europe´s Favourite Act”, onde irão defrontar os 23 vencedores dos países concorrentes e cujo vencedor será revelado no próximo dia 6 de Novembro.
Para participar nesta votação visite: http://ema.mtv.pt
Visite: Página do Buraka Som Sistema no Palco Principal








Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Protegidos investimentos em Angola

Protegidos investimentos em Angola
Através do Acordo celebrado entre Portugal e Angola sobre a Promoção e a Protecção Recíprocas de Investimentos, os investidores portugueses vão poder beneficiar, durante pelo menos 10 anos, de condições mais favoráveis para investir naquele país.

A vigência deste acordo, que foi assinado em Luanda em 22 de Fevereiro último, depende agora do cumprimento de formalidades internas quer por Angola, quer por Portugal, e da notificação entre ambos desse cumprimento.

Este acordo incentiva os investidores portugueses a investir em Angola e vice-versa, através da promoção e protecção dos investimentos, e abrange os investimentos efectuados num destes países por:

  • cidadãos do outro;
  • pessoas colectivas, nomeadamente empresas, sociedades comerciais ou associações.



São protegidos por este acordo toda a espécie de investimentos, designadamente:

  • propriedade de bens móveis ou imóveis;
  • hipotecas, penhores, cauções ou outros direitos equivalentes sobre bens móveis ou imóveis;
  • acções, quotas, obrigações ou outro tipo de participações sociais;
  • créditos;
  • direitos de autor, patentes, desenhos ou modelos industriais, marcas, denominações comerciais, segredos comerciais ou industriais, ou outros direitos de propriedade intelectual;
  • concessões concedidas por lei ou contrato administrativo;
  • bens locados que estejam à disposição de um locador.



No âmbito deste acordo, os investimentos realizados em qualquer das partes contratantes gozarão de plena protecção e segurança, e não serão sujeitos a quaisquer medidas arbitrárias ou discriminatórias.

Ambos os países comprometem-se a conceder aos investimentos, rendimentos e retornos dos investidores da outra Parte um tratamento não menos favorável que o concedido aos investimentos, rendimentos e retornos de investidores de terceiros Estados.

Este tratamento mais favorável não abrange as condições, benefícios ou privilégios concedidos:

  • pela participação em zonas de comércio livre, uniões aduaneiras ou mercados comuns, já constituídos ou a criar;
  • por acordos de natureza fiscal.


Os rendimentos (tais como lucros, dividendos, juros, royalties e pagamentos por conta de assistência técnica) gerados por investimentos protegidos por este acordo poderão ser livremente transferidos para fora do território onde são obtidos, depois de cumpridas as respectivas obrigações fiscais.

Se em virtude de guerra ou outro conflito armado, revolução, estado de emergência nacional, revolta, insurreição, distúrbios ou outros eventos considerados equivalentes pelo direito internacional, os investidores do outro Estado sofrerem perdas, incluindo danos, nos investimentos realizados nesse território, terão direito a receber com um tratamento não menos favorável do que o concedido por esse Estado aos seus próprios investidores ou de investidores de terceiros Estados, se estes tiverem um tratamento mais favorável, em matéria de indemnizações.

Após a sua entrada em vigor, este acordo será aplicável quer aos investimentos já realizados, quer aos que se concretizem posteriormente, por um período de 10 anos, renovável automaticamente, se entretanto não for denunciado.



Referências
Decreto n.º 40/2008, de 10 de Outubro

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EPB FDI GROUP


FAUNA DE ANGOLA




Fonte: Ziziluanda


Pensar e Falar Angola

A Missão


Naquela fresca manhã, ainda mal despontavam os primeiros raios de sol através das copas do arvoredo, Padre Carlos lentamente caminhava, seguindo um trilho pedestre entre os troncos, cheirando o perfume suave das folhas frescas, sorrindo com os chilreios da passarada. Fora divina a mão que o guiara a este local, para cumprir o desígnio de fundar no Sul de Angola uma Missão. Divinas paragens, de beleza convidando à meditação. Pertinho, ficava uma linda cascata. Continuou, pisando o chão fofo, de folhas caídas. O som do pisar das suas sandálias mudou quando chegou ao chão empedrado, do rudimentar pavimento que rodeava o modesto altar. Era nessa precária edificação, assemelhando-se a uma simples mesa de madeira que se preparava para celebrar a Missa matinal. A Missão da Huíla tinha sido fundada, mas o seu fundador não tinha encontrado uma igreja já pronta a inaugurar. Assim, enquanto era erigido o local de culto, tinha convencido os padres a fazer no meio da mata este recinto, como uma capela provisória. Com a madeira dos troncos das árvores cortadas para abrir a pequena clareira, se fizeram os bancos corridos, paralelamente dispostos em filas, como em qualquer igreja. Nesta, não se fazia sentir a necessidade do abrigo da Natureza. Antes, as paredes e teto afastariam os fiéis do pulsar da vida, luxuriante à sua volta, exuberante e plena, motivando louvores ao Criador. Assim reflectindo, interrogava-se Padre Carlos se quando estivesse edificada e pronta a bela e majestosa igreja projectada a cerca de cem metros dali, no calmo silêncio da doce luz coada do seu interior, se viria a ouvir pelas janelas da abóbada o piar das rolas...




Pensar e Falar Angola

No Dongue



O jipe deslizava, vindo da tunda dos Gambos, em direcção à Quihita. Grande diversidade na envolvência vegetal da longa picada impedia qualquer monotonia aos seus cerca de oitenta quilómetros. Ali, o chão era de areia rosada, entre abundantes mutiatis. Mais à frente, a verdura surpreendia, sucedendo a seca e rasteira vegetação por copas que cobriam de sombra o caminho. Depois, o piso tornava-se mais duro e poeirento, deixando ver nas elevações a serra no horizonte. Agora, já na zona do Dongue, de ambos os lados avistávamos kimbos. Nossos olhos, já habituados às tonalidades dominantes da estação seca - ocres, castanhos, cinzentos - viram-se de súbito surpreendidos pela brancura de uma bata branca no meio de um desses kimbos. Na mão de quem a vestia, uma bola de futebol, preta-e-branca. O Professor dava uma aula de Educação Física.





Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Postais de Angola (5)

enviada por Rodrigues Vaz
Pensar e Falar Angola

Prédio em risco


As graves fissuras nos pilares do prédio 79 na zona da «Sagrada Família», em Luanda está a preocupar os seus moradores.
“É uma preocupação muito grande. O prédio tem muitas fissuras e, é muito perigoso para os moradores. Não sabemos aquém pedir socorro”, lamentou uma antiga moradora do edifício.
Segundo ainda os moradores, esteve a tempos uma equipa técnica do Governo da Província de Luanda para avaliar a situação. “Já recebemos aqui uns engenheiros que viram a situação do prédio, mas até agora não dizem mais nada”, frisou um outro morador.
Falando sobre o assunto, o director provincial das Obras Públicas de Luanda, Torres Bunga disse que os problemas são provocados pelos moradores que insistem em fazer alterações anárquicas no edifício.
“Os moradores fazem obras de reabilitação, partindo paredes, elementos que compõem o edifício”, realçou.
Existe no terraço de muitos edifícios, acrescentou o responsável, geradores, casas e outras componentes que não fazem parte dos edifícios.
Entretanto, a fiscalização do Governo provincial tem trabalhado com vista a impedir que os moradores dos edifícios da capital façam obras nos edifícios sem a devida autorização.
Recorde-se que os trabalhos de avaliação do estado de alguns prédios da capital, está a ser feito entre o Ministério das Obras Públicas e o Governo Provincial de Luanda.




Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

COCAN 2010








Pensar e Falar Angola

livro SOCIEDADE CIVIL E POLÍTICA EM ANGOLA...

...Enquadramento regional e internacional
de Nuno Vidal e Justino Pinto de Andrade

Dia 16 de Outubro (quinta-feira), 18h, Casa de Angola em Lisboa,Travessa da Fábrica das Sedas, Nº 7 - 1250-107 Lisboa, Telefone: 213 829 487
O livro será apresentado por Alberto Oliveira Pinto (Faculdade de Letras da Universidade "Clássica" de Lisboa) com os dois autores e tem o apoio, promoção e cobertura em directo da RDP-África, para além do apoio da Casa de Angola e contando ainda com a participação musical ao vivo de Aldo Milá.

Referência e conteúdo da obra:
Nuno Vidal & Justino Pinto de Andrade (eds. & orgs.), Sociedade Civil e Política em Angola, enquadramento regional e internacional (Luanda & Lisboa: Firmamento, Universidade de Coimbra & Universidade Católica de Angola).

Este livro aborda os principais temas em discussão nos meios políticos e da chamada sociedade civil em Angola, nomeadamente a relação entre as Organizações da Sociedade Civil (OSC) e a Política e o modo como a defesa dos Direitos Humanos toca as questões políticas. Foca igualmente o papel da Comunidade Internacional em Angola (organizações governamentais e não governamentais), especialmente no que se refere ao tipo de relação estabelecida com as OSC e o modo como se posiciona face ao governo e aos interesses económicos internacionais em Angola.
Com vista a facilitar uma análise comparativa, a obra inclui um capítulo exclusivamente dedicado à região da África Austral, analisando os casos de Moçambique, África do Sul, Namíbia, Botswana, Zimbabué, Zâmbia, Malawi e República Democrática do Congo.
ÍNDICE
AGRADECIMENTOS
NOTAS DE ABERTURA
José Manuel Imbamba, Secretário-Geral da Universidade Católica de Angola — UCAN
José Manuel Pureza, Coordenador do Núcleo de Estudos para a Paz do Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal) — CES-FEUC
PREFÁCIO DE ENQUADRAMENTO ANALÍTICO TWILIGHT ZONE: SOCIEDADE CIVIL E POLÍTICA EM ANGOLA
Patrick Chabal, King's College London
INTRODUÇÃO
Nuno Vidal & Justino Pinto de Andrade CES-FEUC & UCAN (respectivamente)
CAPÍTULO I
A SOCIEDADE CIVIL E A POLÍTICA EM ANGOLA
POLÍTICA, SECTORES SOCIAIS E SOCIEDADE CIVIL EM ANGOLA
Nuno Vidal, FEUC
PROCESSO DE TRANSIÇÃO EM ANGOLA: SOCIEDADE CIVIL, PARTIDOS POLÍTICOS, AGENTES ECONÓMICOS E POPULAÇÃO EM GERAL
Justino Pinto de Andrade, UCAN
CAPÍTULO II
DESAFIOS E CONSTRANGIMENTOS À SOCIEDADE CIVIL ANGOLANA
SOCIEDADE CIVIL E PODER POLÍTICO
Fernando Macedo, Universidade Agostinho Neto & Associação Justiça, Paz e Democracia – AJPDA
SOCIEDADE CIVIL E A DEMOCRATIZAÇÃO EM ANGOLA
Carlos Figueiredo, SNV e Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente – ADRA-Angola
A SOCIEDADE CIVIL, A POLÍTICA E A ERRADICAÇÃO DA POBREZA EM ANGOLA: DUAS PERSPECTIVAS EM CONFRONTO
Sérgio Calundungo, Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente – ADRA-Angola
CONTRIBUIÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL PARA A JUSTIÇA SÓCIO-ECONÓMICA E PARA UM GENUÍNO ESTADO DE DIREITO EM ANGOLA
Benjamim A. Castello, Liga Jubileu 2000 Angola – LiJuA
A SOCIEDADE CIVIL EM ANGOLA E OS SEUS DESAFIOS INTERNOS E EXTERNOS
Cesaltina Abreu, IBIS – Educação para o Desenvolvimento, Angola
SOCIEDADE CIVIL EM ANGOLA: FICÇÃO OU AGENTE DE MUDANÇA?
Fernando Pacheco, Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente – ADRA-Angola
AS CONDICIONANTES INTERNAS E EXTERNAS AO DESENVOLVIMENTO DA SOCIEDADE CIVIL E DA DEMOCRACIA
Kinsukulu Landu Kama, Grémio para o Ambiente, Beneficência e Cultura – Grémio ABC
CAPÍTULO III
AS IGREJAS, A JUVENTUDE, AS MULHERES E OS MEDIA COMO PROPULSORES DO DESENVOLVIMENTO HUMANO EM ANGOLACONSTRUÇÃO DA PAZ E DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS: CONTRIBUIÇÃO DAS IGREJAS ANGOLANAS
Michael Comerford, Trócaire, Quénia
OS JOVENS ANGOLANOS E A POLÍTICA
Pedro Cardoso, Novo Jornal, Angola
GÉNERO, MERCADO DE TRABALHO E SOCIEDADE CIVIL
Aline Afonso Pereira, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa – ISCTE, Lisboa
LIBERDADE DE IMPRENSA - SUBSÍDIOS PARA A TRAJECTÓRIA DE UM DIREITO FUNDAMENTAL EM ANGOLA
Reginaldo Silva, Rádio Nacional de Angola e Angolense
A JUVENTUDE ANGOLANA E A PARTICIPAÇÃO CÍVICA E POLÍTICA
José Patrocínio, Projecto Omunga da ONG Okutiuka, Lobito, Angola
DESENVOLVIMENTO HUMANO EM ANGOLA
Paulo de Carvalho, Universidade Agostinho Neto, Angola
CAPÍTULO IV
A DIMENSÃO INTERNACIONAL
COOPERAÇÃO ECONÓMICA INTERNACIONAL, MODELOS DE DESENVOLVIMENTO E SOCIEDADE CIVIL EM ÁFRICA
Lopo Fortunato do Nascimento, Centro de Estudos Sociais e Desenvolvimento, Luanda, Angola
DOMÍNIOS E ARENAS CIVIS EM CENÁRIOS ANGOLANOS, DEMOCRACIA E CAPACIDADE DE RESPOSTA REVISITADAS
David Sogge, Bob van der Winden and René Roemersma
ACORDAR DE UM PESADELO: A VIDA NA ZONA PETROLÍFERA DO SOYO
Kristin Reed, Universidade de Berkeley, EUA
SOCIEDADE CIVIL E AJUDA INTERNACIONAL EM ANGOLA
Mónica Rafael Simões & Fernando Pacheco,CES-FEUC & ADRA - Angola (respectivamente)
ONG INTERNACIONAIS E NACIONAIS: QUE PARCERIA?
Anacleta Pereira, Fundação Open Society Angola
RESPONSABILIDADE SOCIAL DAS EMPRESAS EM ANGOLA
Manuel Paulo, Universidade de Middlesex, Reino Unido
CAPÍTULO VO ENQUADRAMENTO REGIONALÁFRICA DO SUL: O ENFRAQUECIMENTO DA SOCIEDADE CIVIL?
Dale T. McKinley, Movimentos Sociais Indaba e Fórum Anti-Pivatização, África do Sul
SOCIEDADE CIVIL, DEMOCRATIZAÇÃO E POLÍTICA NO ZIMBABUÉ
Lloyd M. Sachikonye, Instituto de Estudos de Desenvolvimento, Universidade do Zimbabué
GOVERNAÇÃO, CULTURA POLÍTICA E SOCIEDADE CIVIL SOB A LIDERANÇA DE UM MOVIMENTO DE LIBERTAÇÃO NO PODER: O CASO DA NAMÍBIA
Henning Melber, Fundação Dag Hammarskjöld, Suécia
A SOCIEDADE CIVIL NUM QUADRO NEO-LIBERAL LEGAL: O CASO DO MALAWI
Fidelis Edge Kanyongolo, Universidade do Malawi
SOCIEDADE CIVIL E PODER POLÍTICO NO BOTSWANA
Badala Tachilisa Balule, Universidade do Botswana
SOCIEDADE CIVIL E DESENVOLVIMENTO EM MOÇAMBIQUE
Manuel de Araújo & Raúl Meneses Chambote,Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais - CEMIA
SOCIEDADE CIVIL E O PODER POLÍTICO NA ZÂMBIA
Rueben L. Lifuka & Lee M.Habasonda,Transparência Internacional Zâmbia & Universidade da Zâmbia (respectivamente)
A SOCIEDADE CIVIL DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO: ENTRE AMBIÇÕES E CONSTRANGIMENTOS
Jean-Claude Katende, Associação Africana de Defesa dos Direitos do Homem, República Democrática do Congo


Pensar e Falar Angola

terça-feira, 14 de outubro de 2008

VIANA


O Nome do Município de Viana, nasceu de um simples lugar êrmo, onde foram assentes carris do caminho de ferro, ali, na confluência do rumo para Calumbo, Bom Jesus, e Catete, sentido de drenagem dos produtos que demandavam do Cuanza em direcção ao porto de embarque de Luanda.

Dista de Luanda 18 Km.

Durante largos anos, apenas conhecido por “Kilómetro 21”, apeadeiro do caminho de ferro Luanda-Catete que,mais tarde, viria a adoptar o nome de um velho agulheiro chamado Viana que naquele mesmo lugar, acabou seus dias em modesta casa de madeira que, como estação, lhe serviu também de residência, entre cajueiros e matebeiros, sob o silêncio inclemente da terra escaldante.

Assim o lugar passou a chamar-se Viana, implicitamente, sem formalidades de qualquer ordem, mas apenas por desígnio dos caminhantes que, cruzando a região, de comboio ou de carro, acabaram por implantar legando à posteridade.








Pensar e Falar Angola

I CICLO DE DEBATES sobre ÁFRICA CONTEMPORÂNEA




Apresentação dos participantes:

Jean-Michel Mabeko-Tali é cidadão da República do Congo-Brazzaville. Professor no Departamento de História da Howard University em Washington, DC. Doutorou-se em Historia de África pela Universidade Paris VII – Denis Didérot, em França e é especialista em História da África Central. Iniciou a sua careira de professor na Universidade Agostinho Neto, em Luanda (Angola).
É membro fundador da revista francesa “LUSOTOPIE” do Centro de Estudos da África Negra, Paris/Bordeaux, na qual publicou vários artigos. Professor Mabeko-Tali é também membro fundador da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto em Angola. É membro do Journal of Higher Education publicado pela African Union’s Council for the Development of Social Science Research in Africa (CODESRIA, Dakar). É diretor científico em Angola do “Centro de Estudos Sociais e Desenvolvimento” e editor da revista “Caderno de Estudos Sociais”. Tem atuado como professor convidado na École des Hautes Études en Sciences Sociales e pela “Maison des Sciences de L’Homme”, em Paris.
Publicou um ensaio em dois volumes sobre a Historia do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), antigo movimento de libertaçao anticolonial, e actual partido no poder em Angola, intitulado Dissidências e Poder de Estado: O MPLA perante si próprio 1962-1977. Lisbon/Luanda, Caminho/Nzila, 2001 e um ensaio comparativo sobre Identidades sociais e Transição politica no Congo e em Angola, intitulado Barbares et Citoyens – L’ Identité Nationale à l’ Épreuve des Transitions Africaines – Congo-Brazzaville, Angola. Paris, L’ Harmattan. É autor de inúmeros artigos sobre Angola e Congo publicados em revistas acadêmicas africanas, francesas e portuguesas.
O Professor Jean-Michel Mabeko-Tali é também novelista com dois livros editados em Paris, pela L’ Harmattan, ambos escritos em francês e inspirados nas realidades sociais e políticas contemporâneas da República do Congo Brazzaville, L'exil et l'interdit, de 2002 e Le musée de la honte publicado em 2003.

Frank Nilton Marcon é Professor adjunto na área de Antropologia, Departamento de Ciências Sociais, da Universidade Federal de Sergipe e do Mestrado em Sociologia, da UFS. Atua principalmente com temáticas relacionadas a identidades, estudos culturais, relações interétnicas, nação e teoria pós-colonial, em espaços como o Brasil, Portugal, e Países Africanos de Língua Portuguesa".
Autor de “Diálogos Transatlânticos: identidades e nação entre Brasil e Angola”

Henrique Espada Rodrigues Lima Filho é professor do Departamento de História da Universidade Federal de Santa Catarina, onde ensina na Graduação e na Pós-Graduação em História (Teoria da História e História Contemporânea). Suas áreas de pesquisa incluem historiografia e teoria da História, com ênfase nas discussões em torno da "micro-história", além de História Contemporânea e do Brasil (século XIX e XX), com ênfase nos estudos de história social do trabalho e pós-emancipação.
Autor de “A micro-história italiana: escalas, indícios, singularidades”
Simone Pereira SchmidtProfessora adjunto IV da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Teoria Literária e Literaturas de Língua Portuguesa, atuando principalmente nos seguintes temas: gênero, pós-colonial, identidade, teorias feministas e narrativa contemporânea.



Pensar e Falar Angola

Germana, da Huíla


O trilho era estreito, entre espinheiras, e à nossa frente, lata de vinte litros de água na cabeça, seguia uma jovem mulher, com seu bebé às costas. Seguia balançando elegantemente os braços, com passo certo, sem entornar uma gota. (Como lhe invejariam o porte as modelos da moda...) Atrás dela, o jipe seguia lento a sua caminhada, e quando o trilho se alargou, pudemos ver seu rosto, sereno, sem sinais de esforço. Soubemos que seu nome é Germana, e que tem 21 anos. Sorri, não se queixa da vida, não fala do peso da lata. Perguntámos se tem kimbalas para vender, diz que sim, vai buscar, sua casa é já ali adiante. Segui-mo-la, agora o seu passo é um pouco mais rápido, o bebé recebe umas gotas sobre o rosto.
Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Neves e Sousa, Pintor de Angola

Será posto à venda, dentro de breves dias, o livro “Neves e Sousa, Pintor de Angola”, que recorda a vida do grande pintor que viveu até aos anos 70 em Angola. O livro ilustra parte da obra que dedicou, sobretudo, à riqueza etnográfica e à beleza natural de Angola, mas também a outros países lusófonos, numa expressividade estética, inspiradora e emotiva, apenas possível pela vivência e identificação sentida pelas gentes e terras africanas. Motivos pelos quais é considerado um dos mais conceituados nomes da pintura lusófona contemporânea.
No dia 25 de Outubro, pelas 17h00, na Livraria-Galeria Verney, em Oeiras, irá ter lugar a cerimónia de apresentação pública do livro, que é editado pela Sextante Editora, produzido pela Progestur. Foi coordenador do trabalho, o Eng.º Miguel Anacoreta Correia.
Características:
Título: Neves e Sousa, Pintor de Angola
Textos: Albano Neves e Sousa, Barão da Cunha, Jorge Amado, Lima de Carvalho, Luisa Neves e Sousa, e Miguel Anacoreta Correia
Formato: 29,7 x 22
Tiragem: 3000 exemplares
Design: André Lopes
Fotografia: Hélder Ferreira
Produção: Progestur – Associação para a Promoção, Gestão e Desenvolvimento do Turismo Cultural em Portugal
Edição: Sextante Editora-Iniciativas Editoriais Livreiros, Lda.



Veja aqui o artigo completo:

a 1ª Parte

a 2ª Parte

a 3ª Parte



Pensar e Falar Angola

THE MOSASAURS OF ANGOLA


THE MOSASAURS OF ANGOLA
POLCYN, Michael W, Department of Geological Sciences, Southern Methodist University,
Dallas, TX 75275, USA, JACOBS, Louis L., Department of Geological Sciences,
Southern MethodistcUniversity, Dallas, TX, USA, 75275, SCHULP, Anne S.,
Natuurhistorisch Museum Maastricht, Maastricht, The Netherlands, MATEUS,
Octávio, Museu da Lourinhã, Lourinhã, Portugal.
Although occurrences of marine reptiles have been previously reported from Angola, with the
exception of two Turonian taxa, these reports were based largely on isolated teeth. Fieldwork in 2005
and 2006 yielded well-preserved remains of marine reptiles including plesiosaurs, turtles, and
mosasaurs. The mosasaurs discussed here were recovered from two field areas: Turonian sediments at
Iembe along the north coast and Maastrichtian sediments at Bentiaba on the south coast. The
Turonian section near Iembe produced at least two new specimens of Angolasaurus bocagei and one
fragmentary specimen of Tylosaurus iembeensis. One of the Angolasaurus specimens is represented
by a well preserved, complete and articulated skull and partial postcrania, including portions of the
forelimbs and pectoral girdle. The preservation of material from the Bentiaba locality is remarkable
due to the grain support of the entombing sandstone, which preserves fine anatomical details with
little apparent crushing, and in the number of articulated, semi-articulated, and associated skeletons.
Identifications from the field and preliminary preparation show the Bentiaba mosasaur fauna is
represented by at least five genera including Mosasaurus, Prognathodon, Globidens, Plioplatecarpus and Halisaurus. Collectively, these new specimens greatly expand our knowledge of the anatomy and systematics of Angolan mosasaurs.

THE POSSIBLE OCCURRENCE OF ANGOLASAURUS IN THE TURONIAN OF NORTH AND
SOUTH AMERICA
POLCYN, Michael, Department of Geological Sciences, Southern Methodist University,
Dallas, TX, 75275, LINDGREN, Johan, Department of Integrative Biology and
Museum of Paleontology, University of California, 1101 Valley Life Sciences Building,
Berkeley, California 94720-4780, USA, and Department of Geology, GeoBiosphere
Science Centre, Lund University, Sölvegatan 12, SE-223 62 Lund, Sweden, and
BELL, Gorden L. Jr., Guadalupe Mountains National Park, Salt Flat, TX 79847,USA.
A partial skull of a mosasaur was collected from the Eagle Ford Formation near Waco Texas in about
1918 and briefly mentioned by Adkins (1924, 1928). The specimen found its way to Sweden through
a donation and was housed in the collections of Lund University until relocated by one of us (GB)
and recently prepared for study. The specimen includes the posterior portion of the skull, preserved to
approximately the anterior terminus of the frontals, the atlas, axis and a portion of the first
hypapohysis-bearing cervical vertebra. It is remarkable in both its Turonian age and the preservation
of the osseous portion of the hyoid apparatus. The dimensions of the frontal and parietal, the path of
the frontoparietal suture, the position of the pineal foreman in the center of the triangular parietal
table, and an enlarged posteroventral process of the parietal meeting the supraoccipital allow tentative
referral of the specimen to the genus Angolasaurus. A second specimen consisting of a partial
premaxilla and jaw fragments containing teeth from the Prionocyclus hyatti zone of the Eagle Ford
Formation south of Dallas, Texas is also likely referable to Angolasaurus. Further, two teeth reported
from the Sergipe Basin in Brazil are virtually indistinguishable from those in the type specimen of
Angolasaurus. Thus Angolasaurus appears to be the only Turonian mosasaur genus represented on
both sides of the Atlantic Ocean. Preservation of the hyoid allows comparison with other squamates
and is consistent with the morphology found in varanoid lizards and markedly different from that of
snakes and thus has bearing on the broader relationships of mosasaurs.
Fonte:
Second Mosasaur Meeting, Sternberg Museum, Hays, Kansas, May 3-6, 2007




Pensar e Falar Angola

Escritores Angolanos - Roderick Nehone

Roderick Nehone nasceu em Luanda a 26 de Março de 1965. É jurista e exerce actividade docente na Universidade Agostinho Neto.
Publicou os livros “Génese” (poesia, 1998), “Estórias dispersas de um Reino” (contos, 1996) e “O ano do Cão” (romance, 1998).
Com o livro de poesia “Génesis” venceu o Prémio Literário António Jacinto.
Os seus livros de ficção foram agraciados com o Prémio Sonangol de Literatura, em 1996 e 1997. Pertencendo ao que poderíamos designar por última fornada da Geração Literária de 80, é uma das mais fulgurantes revelações da ficção narrativa angolana, que vem assim engrossar o elenco de ficcionistas da geração em que figuram alguns autores com provas já dadas, tais como Cikakata Mbalundo, Jacinto de Lemos, Sousa Jamba e Mota Yekenha.
Como membro da União dos Escritores Angolanos, escritor exibe uma diversidade de recursos a que se associa especialmente o fôlego para a construção de mundos fantásticos.
Os contornos e as peripécias de algumas das vicissitudes da vida serão apresentados pelo escritor Roderick Nehone no seu mais recente livro de contos, intitulado “Uma bóia na tormenta”.
Com uma análise profunda ao quotidiano da sociedade angolana, o livro faz uma sátira envolvente e profunda, em torno da dinâmica da contemporaneidade e seu reflexo no “modus vivendi” dos nacionais.Composto por 103 páginas e trazendo o selo da União dos Escritores Angolanos (UEA), o livro faz um misto entre os problemas sociais de Angola e o mundo fantasioso, numa observação literária a que o autor já habituou a maioria dos seus leitores, segundo o próprio.
Num estilo de contar muito semelhante ao de “Estórias dispersas de um Reino” mostrará ainda aos leitores vários ângulos de análise do dia-a-dia, a partir da visão do autor, feita com equidade e cuidado na mensagem.
Apresentado pelo secretário-geral da UEA, Adriano Botelho de Vasconcelos, “Uma bóia na tormenta” são, de acordo com Roderick Nehone, os sonhos e aspirações, as alegrias e as tristezas da vida da maioria dos angolanos, que regularmente vivem decepções.

Pensar e Falar Angola

domingo, 12 de outubro de 2008

(35) - Ágora - O meu Mercedes é maior que o teu



O MEU MERCEDES É MAIOR QUE O TEU

Decidi apropriar-me deste título, de um livro magnífico, do poeta Nkem Nwankwo, que com Wole Soyinka, Chinus Achebe, Amos Tutuola, Ken Saro-Wiwa e Ciprian Ekwensi, constituem o conjunto dos mais conhecidos poetas da literatura nigeriana. Aproveitei este título, porque era apelativo e muito identificado com o quadro de valores na sociedade angolana actual, para além de ser um notável romance, para chamar à atenção para um artigo que nada tem de roncos de motores.
Este livro era um dos títulos de uma excelente colecção, “Vozes de África”, editado pelo INALD, que ao nível da edição, conseguiu com a União de Escritores Angolanos colocar Angola na dianteira no continente africano no fim dos anos 70, na esteira do prémio da UNESCO atribuído ao País em 1978, pelo esforço na tentativa de erradicar o analfabetismo.
A colecção “Vozes de África” deu a conhecer ao leitor angolano, autores que anos mais tarde foram prémios Nobel, e estou a recordar Soyinka e Nadine Gordimer por exemplo, mas também outros como Diop, Béti, Gabriel Okara, Worku, Henri Lopes, Mongo Beti, entre muitos, e que foram surpresas bem agradáveis.
Nesta passagem pela edição do livro no dealbar da Angola independente, não podemos ignorar a colecção das “Vozes da América Latina”, onde lemos autores como Alejo Carpentier, o “Nobelado” Miguel Anjel Astúrias, Juan Rulfo, Augusto Roa Bastos, e a outros fiquei a conhecer e a admirar.
O INALD ainda promoveu algumas colecções de livros juvenis africanos, nomeadamente a “Colecção Grande Sol”, e também um grande enfoque aos livros infantis e infanto-juvenis, com edições excelentes e graficamente apelativas para as crianças.
A União de Escritores Angolanos, conseguiu editar praticamente tudo que havia da literatura angolana, que naturalmente tinha um espaço limitado na Angola colonial. A UEA foi um instrumento determinante no emergir de novos valores nas letras angolanas, e que hoje tem uma expressão de grande notoriedade nas letras lusófonas.
Há alguns críticos desse período, afirmando que a UEA publicava “autores menores”, mas não é despiciente a qualidade de muitos que debutaram na escrita, pelo facto de terem uma instituição que apoiava e estimulava a criação literária, algo que continua a ser feito hoje.
No conto, no romance, na biografia, na história, no ensaio, a UEA deu-nos a possibilidade de conhecermos o país, as suas múltiplas idiossincrasias, e acima de tudo de ter sido o “espólio” de tanta história que se perderia inevitavelmente, pelas sucessivas levas de valores vividos e desvividos.Para tantos que esquecem que o trabalho do intelectual é inerente ao desenvolvimento de um país, é salutar lembrar que a UEA, o INALD e o Ministério da Educação fizeram um esforço tremendo para que as letras angolanas chegassem a todo o País, num esforço que hoje é algo esquecido pela voragem do betão, do vidro fosco e da negociata. Talvez mesmo por essa ordem de razões, me lembrei que “O meu Mercedes é maior que o teu”!




Pensar e Falar Angola

Bairro Operário (parte3)

"Nos anos setenta, de musseque engolido passou a bairro assumido como imagem de tolerância e misceginação que convinha a Marcela Caetano. De musseque esmagado passou a musseque integrado na malha urbana, espelho da tolerância dos portugueses e do bom convívio entre raças e origens, passando até por um bairro bem organizado para quem visualizasse a planta da cidade. Não sonhando ainda com um google earth, só sobrevoando Luanda ou apreciando a vista de um edifício mais alto se tinha a visão completa do bairro e de que tipo de integração se tratava.
No inicio de 70, iniciou-se um plano de urbanização que avançou com alguns blocos de apartamentos nas franjas do musseque virado para o Miramar, com o objectivo de retirar a “nódoa” do Musseque BO da mallha urbana.


Um dos seus limites era visível das embaixadas/consulados dos países estrangeiros que entretanto abandonaram a baixa da cidade e se transferiam para a cidade alta e proliferavam pela zona do Miramar, o que perturbaria a digestão dos srs embaixadores, tendo como vizinhos as cubatas do BO, ou míseras construções de madeira com coberturas de zinco.


Os interesses especulativos existentes naquele local da cidade terão sido também uma grande pressão para acabar com o BO, no entanto a imagem de colonizadores tolerantes tinha diversos partidários e acabou por germinar um paradoxo que se concretizou pelo prolongamento do tempo de vida do BO.
Assim sobreviveu o BO.
Não morreu, sobreviveu sempre fortemente controlado – sem água, sem saneamento básico, sem escoamento de águas pluviais, sem ruas asfaltadas, sem condições de habitabilidade e iluminado em pontos estratégicos.
Ao sábado os tambores gemiam pela noite fora no compasso do bater de coração engaiolado. Seriam os N’gola Ritmos seriam outros?
Mal raiava o sol, as quitandeiras dirigiam-se para direcções opostas, ou Kinaxixe ou Mercado de S.Paulo, embrulhadas nos seus panos com a criança mais nova às costas.
É neste Bo que nasce uma consciência politica de gente colonizada, e onde germinou a luta anti-colonial, onde viveram figuras importantes dessa luta, Agostinho Neto por exemplo, e por isso em 1961 foi cercado por militares. Mas já na década de 50 que este bairro era o alvo visado pela policia politica portuguesa (PIDE) pois continha uma forte actividade politica, cultural e de reuniões clandestinas, culminando por vezes com diversas prisões.


É também neste BO onde as negras e mulatas se prostituíam a todas as horas dentro das cubatas com ou sem porta, procuradas pelos militares portugueses, que depois ou antes do prazer, já alcoolizados, se envolviam constantemente em rixas que terminavam muitas vezes no posto da policia.
Entre ais e uis de prazer puramente carnal, para além do vazamento dos fluidos corporais, sonorizavam-se outros fluidos encarnados duma outra substância: A INFORMAÇÂO.

É este o bairro emblemático de Luanda que servirá de suporte à maior transformação da sua vida, numa operação urbanistica aguardada neste século XXI, que acabará de vez com o musseque e entrará na era do betão armado e do condomínio fechado, apagando todos os vestígios, mesmo aqueles que fazem parte da história da independência do território angolano.
Preparem-se!
"anabela quelhas

A quem copiar este texto agradece-se que seja feito na totalidade e com identificação da fonte.


Pensar e Falar Angola

sábado, 11 de outubro de 2008

Sábado Musical



Pensar e Falar Angola

Bairro Operário (parte 2)

Clique na imagem para ampliar
Continuação:

"Foram traçadas as grandes avenidas que além de afirmar o seu radiocentrismo, tinham a particularidade de unir relevos distintos, a cota ao nível do mar, às cotas mais elevadas e mais distantes da baía de Luanda. O desenho urbano de expansão avançou certamente à força da régua e esquadro, sem qualquer preocupação sobre quem ocupava o território, dando continuidade aos canais de acesso à cidade antiga, em direcção ao Cacuaco, Catete e Barra do Kuanza, mas com o triplo da largura onde esta teria sido medida, pela dimensão da manobra de inversão de marcha de uma espaçosa Dodge (isto sou eu a pensar…mas não sou suficientemente conhecedora de veículos de 40 e 50). Clique na imagem para ampliar

Assim terá sido traçada a antiga Av. Paiva Couceiro (ver planta - traço a verde), que tal como o militar, invadia territórios de terra vermelha, formava uma barreira inequívoca a qualquer alargamento do Musseque Bairro Operário, para sudeste, auxiliada pela quase paralela António Enes (rosa), localizada mais sobre o mar, estrangulando assim aquele pedaço de areia catingosa e vermelha, onde obviamente viviam angolanos de origem negra, os chamados indígenas.

Para que não restassem dúvidas, ao longo desses novos acessos foram implantados edifícios com cérceas de 5, 6 e 10 pisos.
Para rematar o tal plateau, ou terraço virado para o mar, com vista para o porto de Luanda, Ilha e oceano, considerado um ponto de visão geo-estratégica, e para conter ou eliminar os acessos pedestres e rápidos existentes, ao porto de Luanda, e à linha ferroviária, localizada na cota inferior, planeou-se um anel bem urbanizado de vista panorâmica ocupado pelas classes sociais mais elevadas e deu-se-lhe o nome de Miramar (circulo azul).
O lado sudoeste era bem vincado o limite e a diferença com o Bairro do Café.
O limite do lado do Bairro de S. Paulo era pouco rigoroso, interpenetrando-se mutuamente, mas com o clero a marcar presença e limite no território do musseque – igreja de S. Paulo e a sua Missão (laranja).
Todas estas manobras urbanísticas ilustram bem como se controla no território, as possíveis oposições políticas, ou o nascimento de qualquer revolta popular. A técnica é o esmagamento, o estrangulamento, a asfixia, a paralisia das vontades através do asfalto:
_ Não mata mas não deixa mexer.

Aliás técnica que os urbanistas de Salazar aplicaram com mestria em território continental, especialmente nas ilhas e outros bairros camarários da cidade do Porto, incómodos pela concentração da população operária insatisfeita.

O desenho apresentado em planta do BO (tratamento carinhoso e simplificado deste musseque) não corresponde ao desenho existente no local, durante os anos 60. Nessa época era um Musseque virado para o seu interior, onde houve a preocupação de o dividir e rasgar na sua parte central por um grande acesso, que possibilitava o patrulhamento pela Policia Militar Portuguesa, assegurando níveis de segurança aceitáveis para os colonos portugueses."anabela quelhas
(continua)
Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...