quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Angola na Imprensa (1)

Cento e quarenta e quatro angolanos foram seleccionados este ano para bolsas de graduação em universidades brasileiras, em diversas áreas, anunciou nesta quinta-feira (13), em Luanda, o embaixador do Brasil em Angola, Afonso Cardoso. O diplomata, que fez o anúncio à imprensa à saída de uma audiência com o primeiro-ministro, António Paulo Kassoma, acrescentou que nos próximos seis meses serão abertos concursos públicos para novas bolsas de estudo de graduação e pós-graduação no Brasil.
Durante o encontro foi igualmente abordada a questão da supressão de vistos de entrada em cada um dos dois estados, referindo que Brasil e Angola continuam a trabalhar para atingir esta meta “proximamente”. Enquanto isso, a embaixada do Brasil em Angola estabeleceu limite máximo de sete dias para a emissão de visto para turistas, bem como reduziu o número de documentos exigidos para o efeito. O diplomata acrescentou que o encontro visou também cumprimentar o primeiro-ministro pela sua nomeação e passar em revista a cooperação entre Angola e o Brasil, a qual considerou “muito intensa e rica”.



Magalhães persegue o pleno em Angola
Anaximandro Magalhães
Luís Magalhães, apelidado “Papa Títulos” em Portugal, pela facilidade em conquistar provas, arrisca-se a fazer o pleno na presente temporada sénior masculina de basquetebol, depois de o ano passado ter falhado apenas o troféu do Campeonato Provincial de Luanda.No segundo ano de contrato com o 1º de Agosto, o técnico português já conquistou dois dos quatro troféus postos em disputa internamente (Campeonato de Luanda e Supertaça Wlademiro Romero). Para a consumação do êxito total, resta triunfar no Campeonato Nacional e na Taça de Angola, sem descurar a disputa da Taça dos Clubes Campeões Africanos. Aos 50 anos, 38 dos quais dedicados à bola ao cesto, Luís Magalhães, ex-treinador Ovarense de Portugal, já leva em ano e meio de trabalho em Angola cinco títulos conquistados (Campeonato Nacional, Taça de Angola, Supertaça, duas, e Campeonato Provincial). De Portugal trouxe um vasto curriculum, marcado por 25 conquistas.Apesar da sucessão de título, o técnico militar adverte: “É fácil chegar ao topo, mas se manter lá é muito difícil”. Sem se sentir vaidoso pelos feitos, “Papa Títulos” disse que o objectivo é manter a senda ganhadora e colocar o basquetebol do 1º de Agosto dentro dos parâmetros desportivos e competitivos que já habituou aos seus adeptos.


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Em Trânsito na Cozinha (6)


Me espreguiço no Cabo Ledo que até mete impressão a quem não pode.

Se engarrafa nas ruas de Luanda, se respira o pó que não sabe vem mais donde, se ensurdece só de ouvir o silêncio de quem mais já não fala só resmunga, se engasga de ter de usar gravata mesmo que a pele se desfaça em água, se morre de sede de viver com tanto calor assim, que o melhor mesmo é me espreguiçar no Cabo Ledo e não sei eu um dia vou mais voltar.

Minha mãe me ensinou que é com folha de mandioca (mas como nem sempre está num aí ao pé da mão, vai mesmo com caldo verde) me delicio com um Quizaka. Ou será Kizaka ou ainda Quisaca?
Ingredientes:
1/2 kg de couve usada para caldo verde ou de espinafre
1/2 kg de camarão
2 cebolas grandes
4 dentes de alho
2 colheres de sopa de azeite
4 colheres de sopa de pasta de amendoim
sal q.b.
Preparação:
Lava-se muito bem a couve ou o espinafre, dá-se uma fervura e escorre-se a água. Leva-se um recipiente ao lume brando com o azeite, as cebolas cortadas aos pedaços muito pequenos, os dentes de alho cortados da mesma forma e sal q.b. À parte, frita-se o camarão e corta-se aos pedaços.
Mistura-se ao refogado e deixa-se cozer, acrescentando ao mesmo tempo a pasta de amendoim diluída em uma chávena de água tépida. Deixa-se cozer até ficar soltinha. Acompanha qualquer prato de carne ou peixe.


foto do Hidro
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terça-feira, 11 de novembro de 2008

11/11/08


Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), já em 2007, cinco anos após o fim da guerra civil, o país tinha atingido a maior taxa de crescimento económico do mundo, estimada em 35 por cento.





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domingo, 9 de novembro de 2008

DEO IGNOTO



Júlio Quaresma, arq





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(39) - Ágora - Nido e Bem Criado- Luanda 25/09/08

De quando em vez vou escrevendo de coisas que fazem parte do nosso quotidiano, e que de uma forma ou doutra, nunca nos são indiferentes de todo, mas só lhe damos verdadeira atenção quando sentimos a sua falta.Uma lata cilíndrica, com cores de amarelo, branco ,verde e vermelho, faz parte do meu quotidiano desde que me conheço, e é presença continuada nos lares de Angola há muitas gerações, ainda que por vezes indesejavelmente descontinuada, mas isso é outra conversa!Tudo isto se resume a quatro palavras apenas, que sendo poucas, são as maiores que qualquer mãe pode ter: uma lata de leite Nido!Em termos de história, o leite Nido surge em Angola, já depois da publicação do Acto Colonial em 1930, e a partir daí foi sempre presença, algumas vezes mais efectiva que outras, na dieta alimentar das crianças que viviam no País, o que não foi exactamente o mesmo que serem angolanas.A sua presença foi concomitante com a 2ª Guerra Mundial, com o início da luta armada, com o ocaso do colonialismo, com o advento da independência, com a institucionalização do socialismo utópico e da sua continuação até à fase primeira, e também nunca ultrapassada, de socialismo científico, o pluripartidarismo, as sucessivas guerras, a economia de mercado e o liberalismo económico, sempre a par com as sucessivas bandeiras, esperando que a sumir-se, aconteça muito antes, da vermelha, amarela e preta do nosso eterno contentamento.Leite gordo em pó, o Nido vai calando as bocas e aconchegando as barrigas, tão desesperadas de outras esperadas. Mas o Nido vai fazendo jus à sobriedade da sua apresentação, e garantidamente é um produto de excelência, no quotidiano dos lares de Angola. Como muitos da sua espécie, são alguns dos poucos símbolos positivos de uma globalização, a que Álvaro Cunhal, antigo secretário-geral do partido comunista português, terá dito que sempre existiu, mas era conhecida como “imperialismo”, isto numa derivação pouco aleitada sobre o tema em epígrafe.Voltando ao leite Nido, que para além das reconhecidas propriedades calóricas, proteicas e vitamínicas, faz-me regressar aos meus tempos de miúdo em que “à sorrelfa” comia colheradas de leite em pó, e que invariavelmente davam uma gastroenterite de proporções assinaláveis, provavelmente porque misturava figo de cacto e manga quente da mangueira do quintal.Algo que timoratamente foi fazendo parte do quotidiano de Luanda, e um pouco do País todo, foi o facto da lata de leite Nido, ser já há vários anos uma autentica peça de design de mobiliário urbano, muito antes do aparecimento da “Moviflor” e a antecipar a instalação de um IKEA na nossa cidade capital.Não há rabo que se preze, que não tenha no seu currículo um sentar numa lata de leite Nido, ou num banco suportado por duas ou três latas encimado por uma tábua. Nunca foi o banco do poder, mas durante anos foi o mobiliário de muita escola, e ainda hoje se vai perpetuando. No mercado, na rua, à porta de casa, onde há alguém com algo para vender vemos sempre a “Nidinha”, ora para fazer um vinco nas nádegas mais descobertas, ora para servir de suporte à kitanda, ou à bacia de plástico onde estão os bens colocados no mercado real, suporte simultâneo da economia doméstica e abastecimento regular à população de alguns produtos essenciais.Apesar de nunca ter apreciado muito as sonoridades extraídas, na lata do Nido iniciaram-se alguns artistas de djambé, e eventualmente alguns bateristas, o que só reforça o carácter pedagógico da marca que a Nestlé pariu.Reforço a minha convicção que o leite Nido conseguiu coabitar entre o publico, o privado e o alternativo, pois por vezes podia acontecer, não com a frequência desejada a coabitação do produto nos Nzambas públicos de boa e má memória, na mercearia e no mercado paralelo. Porque preciso de rematar este texto só me apraz dizer: Há lata para tudo!Fernando Pereira 22/09/08

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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Casa Angola, S’A @ Construir

O fenómeno da eco-arquitectura tem vindo a ser menosprezado pelo contexto que o precede. Não raras vezes, arquitectos com oportunidade para exprimirem as suas opiniões sobre sustentabilidade tendem a refugiar a critica no que o tema tem de mais redutor: a forma, ou, no limite, a expressão construída do objecto.
O preconceito da forma assume-se como o maior handicap no campo da arquitectura sustentável precisamente porque esta não tende a produzir luxo ou ostentações tectónicas, pelo contrário, pretende acontecer a partir da máxima gestão de recursos com considerações conscientes no que à economia de meios e ao conhecimento tecnológico diz respeito, para que o resultado final não seja apenas produto do intelecto, mas antes um acto consciente de resolução de um problema com muito mais variáveis para além do romance do lugar e a fotogenía do edificado.
A casa Angola propõe-se generosa. Pretende operar em lugares desérticos, sítios de clima quente e onde os recursos financeiros não se prestam a despesas. Pelo contrário, desenhar para a classe média/baixa em Angola, é exercício que exige a maior reflexão estratégica, de modo a que se garanta ideal harmonia entre o acto criativo, agente indissociável do processo, e a própria sustentabilidade financeira do projecto.
É aqui que se reconhece o ponto de cisão entre duas arquitecturas distintas: a primeira, que ainda se assume como o mais notório ocupante no veículo da divulgação artística, e a segunda, nobre nos seus propósitos, mas que continua a não comprovar suficientes mais valias para que se reconheça como igual à primeira, curiosamente, não nos coloca entraves, não media a sua relação com o arquitecto através de promotores confusos ou clientes disfuncionais, pelo contrário, assume-se tão redutora nos seus propósitos como o é na essência do processo que leva à sua construção – Simples, e para além disso, mais nada.
O custo da casa pretende ser controlado a partir do princípio de 50€ por metro quadrado, resolvendo, a partir daí, o problema do conforto ambiental, luxo com que ainda se não vive neste quadrante do continente africano.
A planta é simples e adaptável às necessidades das famílias que em número e em estilo poderão variar na ocupação do espaço, e, a partir de um sistema eficiente de composição modular, o interior serve as necessidades e condições sócio-económicas dos seus habitantes.
Por fora é uma casa típica, que se pretende revestir em alegoria ao sitio em que se insere, através de um revestimento exterior em Bambu, Madeira ou palhota, permitindo assim um controlo térmico a partir da menor inércia da pele exterior por oposição ao interior da casa, controlando assim as alterações térmicas ao longo do dia e à noite.
O perfil do corte não engana. Identifica o objecto na lógica do seu propósito: para além de todas as estratégias, ainda é uma casa, e, apesar de se poder vir a assumir como mais um dos parentes pobres no mundo ainda dominado pela magnificência do que a engenharia tem para oferecer, a casa Angola é o mais autêntico dos exercícios de construção.

Nenhuma arquitectura, igualmente potenciada para o conforto e excelência na assumpção dos seus propósitos se pode vir a assumir como mais arquitectura.



Fonte: aspirinalight.com


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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

F. Rigaud

"A menina e a arquitectura colonial" - Luanda


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Em Trânsito na Cozinha (5)



Hoje me convidaram para almoçar e eu não sou pessoa de fazer desfeita e dizer que não. Eu sei não é fim de semana mas vou mesmo é tirar folga porque depois eu vou fazer mais como. Desconseguirei olhar para o que é que seja. Vai mesmo é apetecer deitar na sombra fresca duma acácia qualquer e deixar o tempo respirar calmo.

Calulu de peixe
Ingredientes:
1 Kg Peixe seco, 1 Kg Peixe fresco, 1 Cebola grande, 3 Tomates grandinhos, ½ Kg Quiabos,1 Kg de folha de batata doce ou espinafre, 3 Dentes de alho, 2 Copos de óleo de palma, 2 Gorgetes.
Modo de fazer:
Deixa-se o peixe seco de molho mas sem deixar sair o sal todo, bem lavado. Tempera-se o peixe fresco com alho, sal e vinagre ou limão de preferência. Numa panela, vai-se intercalando, um pouco de paixe seco, um pouco de peixe fresco, cebola cortada aos bocados, tomate, quiabos e do espinafre ou folha de batata doce e gorgete até acabar. Junta-se o óleo de palma e leva-se ao fogo a cozer em lume médio até estar tudo bem cozido, serve-se com funge e feijão de óleo de palma, receita para oito pessoas.

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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Hotel & Resort






Projecto para um Eco - Hotel & Resort ***** Angola
Projecto do Atelier José Cardia Arquitectos


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Dados estatísticos de Angola

Angola 2005 2006 2007
População (milhões) 16.10 16.56 17.02
Produto Interno Bruto (10^9 USD) 30.63 45.16 58.55
Taxa de crescimento real (%) 20.60 18.60 23.40
Rendimento Nacional Bruto per capita (USD) 1,360.00 1,970.00 2,560.00
Inflação – média annual (%) 43.50 12.90 11.90
Taxa de desemprego (%) N.D. N.D. N.D.
Importações (10^6 USD) 10,398.00 17,130.00 24,080.00
Exportações (10^6 USD) 13,829.00 33,320.00 39,456.00
Taxa de câmbio face ao USD N.D. 80.40 76.70
Dívida externa (10^9 USD) 9.41 11.78 N.D.
Ajuda externa per capita (USD) N.D.

fonte: Banco Mundial

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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Vida Reconstruida



- O angolano António Ribeiro é um homem que se encaixa em vários papéis. A sua altura revela o passado como jogador de basquete semi-profissional. Sua eloquência e desenvoltura mostram sua natureza política e conciliadora. A constante disposição exibe uma vontade real de trabalhar. Mas não precisa ir muito longe para descobrir a verdadeira essência de Ribeiro: um jovem activista de HIV/SIDA, que viu no diagnóstico positivo não uma sentença de morte, mas uma chance de dar uma guinada de 180 graus em sua vida. “No começo pensei que a doença era um desastre na minha vida, mas foi ela que me mostrou potenciais que eu nem sabia que tinha”, conta. Cinco anos depois de seu diagnóstico, Ribeiro quase não se reconhece. Casado, pais de dois filhos e co-fundador da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/SIDA, ele diz que quase não achava que um dia reconstruiria sua vida desse jeito.



Meu nome é António Ribeiro e tenho 30 anos. Fui diagnosticado em 2002. Na época estava fraco, pálido, tinha doenças oportunistas e infecções transmissíveis sexualmente, inclusive sífilis. Um médico me recomendou fazer o teste. Acho que fui infectado por sexo desprotegido, mas nunca tinha me ocorrido fazer o teste antes. Fui fazer o teste e tive um péssimo aconselhamento. O médico simplesmente me entregou o resultado e disse: “Deu positivo. Você sabe quantas pessoas já infectou?” Saí de lá como um condenado. Fiquei quinze dias sem comer, sem dormir, a reflectir o que seria de mim. Não dormia porque achava que ia morrer no dia seguinte, mas não morria. Aí não dormia na noite seguinte. Já me considerava meio morto. Por causa desses dias, meu estado piorou muito. Comecei a fazer o tratamento em 28 de Agosto de 2002. Foi uma vitória, em grande parte graças ao meu médico, o dr. Alberto Stella [coordenador nacional do ONUSIDA em Angola] porque na época não havia ARVs em Angola. Aderi fielmente ao tratamento, que faço até hoje. Desde o diagnóstico só tive uma recaída, em 2005. Um dia acordei e não conseguia andar: era uma co-infecção de HIV e tuberculose óssea. Fiquei engessado entre o pescoço e a cintura por quatro meses. Voltei a andar, mas foram dias péssimos. Quando fui diagnosticado, só contei para um amigo e meus irmãos. Eu sabia o que era discriminação porque meu pai viveu com lepra por 50 anos. Minha mãe nos abandonou e nós ficamos cuidando dele. Ele não saía de casa por causa da doença. Meu trabalho como activista começou no mesmo ano em que fui diagnosticado. Fui levado à ONG Luta pela Vihda e lá conheci outras pessoas na mesma situação. Era um grupo onde as pessoas dividiam os problemas e as outras se uniam para ajudar. Essa união foi uma das razões por que resolvi ser activista. Hoje sou um dos directores da Luta pela Vihda, e em 2007 ajudei a fundar a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/SIDA, da qual hoje sou coordenador nacional. Queremos ter na Rede a mesma união e solidariedade que recebi quando soube da minha condição. Nunca achei que fosse reconstruir minha vida desse jeito. Estou casado há três anos – conheci minha mulher numa reunião para pessoas infectadas e afectadas pelo HIV – e temos dois filhos, de um e três anos. Hoje, se tivesse que escolher entre ter ou não ter o HIV, escolheria ter a infecção. Só sou o que sou por causa do vírus. No começo pensei que a doença era um desastre na minha vida, mas foi ela que me mostrou potenciais que eu nem sabia que tinha. Hoje minha missão é atingir mais pessoas e acreditar nelas. Eu só estou aqui porque alguém acreditou em mim.
(PlusNews)


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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

João Melo lança no Rio de Janeiro "Filhos da Pátria"


O jornalista e escritor angolano João Melo lança hoje(3), no Rio de Janeiro, o livro de contos "Filhos da Pátria".

A apresentação do livro, na Biblioteca Nacional, será feita pelo professor Muniz Sodré.

Além do Rio, "Filhos da Pátria" será lançado em Salvador, Brasília, Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte e Florianópolis. Coletânea de contos, o livro teve sua primeira edição em Angola, em 2001, pela editora Nzila, e em Portugal foi lançado pela editorial Caminho. Da poesia ao conto João Melo nasceu em 1955 em Luanda, onde vive.

É escritor, jornalista, publicitário, professor universitário de Comunicação e deputado à Assembleia Nacional de Angola. Fez os estudos primários e secundários em Luanda. Estudou Direito em Coimbra.

De 1984 a 1992 morou no Rio de Janeiro, onde trabalhou como correspondente de imprensa. Nesse período, graduou-se em Jornalismo na Universidade Federal Fluminense e fez o mestrado em Comunicação e Cultura na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Como escritor, é poeta, contista, cronista e ensaísta. Publicou dez livros de poesia, quatro de contos e um de ensaios. Tem actualmente no prelo três livros de poesia, dois de ensaios e um de contos. Está representado em várias antologias, em Angola e no estrangeiro. Teve três menções honrosas, duas no Prémio Sonangol de Literatura e uma no Prémio Sagrada Esperança, ambos em Angola. Publicado habitualmente em Angola e Portugal, tem textos traduzidos para mandarim, alemão, italiano e húngaro. É membro fundador da União de Escritores Angolanos, da qual já foi secretário geral, presidente da Comissão Directiva e presidente do Conselho Fiscal.Como jornalista, recebeu em 2008 o Prémio Maboque de Jornalismo, a maior distinção jornalística de Angola. É um dos autores africanos mais estudado nas universidades brasileiras. João Melo é diretor-geral da revista África 21 e parceiro do portal de informação África 21 Digital



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TÍTULO?

ACEITAM-SE SUGESTÕES PARA TÍTULO DESTA IMAGEM.




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Em Trânsito na Cozinha (4)



Hoje que nem vou sair de casa. É, o calor veio parece é cinto de apertar.
Vai passar aqui alguém que me vai vender um peixe para eu fritar.

Vou ficar mesmo só aqui parece é jibóia.




Canjica



200 gr de milho tenro



-1/2 kg de feijão amarelo



-1/2 dl de Óleo de palma



-Sal



Coze-se o feijão, depois de demolhado e o milho á parte.



Depois mistura-se tudo com o óleo de palma. Tempera-se com sal e leva-se ao lume para apurar.




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domingo, 2 de novembro de 2008

(38) - Ágora - CHOVE EM SANTIAGO - Luanda 20/09/08



Martin Luther KingFoi no passado dia 4 de Abril que fez quarenta anos, em Memphis, estado do Tennessee, que Marthin Luther King foi cobardemente assassinado, num cenário de grande efervescência racial, nos EUA, principalmente nas cidades do Sul, onde o segregacionismo racial era vincadíssimo, apesar de se ter passado um século da abolição da escravatura, e cento e oitenta anos da ratificação da constituição americana.Em 28 de Agosto de 1963, o reverendo Luther King, prémio Nobel da paz em 1964, faz um dos discursos mais importantes da história contemporânea da luta pelos direitos humanos, em Washington, perante uma multidão estimada em duzentas mil pessoas, e em que as suas palavras de “Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais” , foram uma bandeira, na difícil e permanente luta para a erradicação do racismo no mundo.Em Memphis, cidade emblemática da cultura americana, já que foi nela que viveu e morreu Elvis Presley, e que com New Orleans e Nashville fazem o triangulo maior do jazz, do rock e do blues, a realidade é que, nesse dia 4 de Abril de 1968, os sectores mais abjectos da sociedade racista e falsamente moralista dos EUA, perpetraram um crime que ainda acicatou mais os tumultos raciais, em estados como o Alabama, o Nebraska e o Mississípi. Este incidente somado às provocações e desmandos do Ku-Klux-Klan e seus acólitos, com a complacência das autoridades e até com alguma cumplicidade de alguma magistratura, acabou por dar alguma “legitimidade” a seguidores radicais de Malcom X (assassinado em 1965, como já tinha sido seu pai, quando ele tinha apenas seis anos), e a outros grupos que acusavam Luther King de brandura, pela sua busca de soluções através do diálogo e da paciência.Uma das maiores manifestações de denuncia das disparidades raciais que eram sujeitos os negros nos EUA, surgiram pelos atletas da sua equipa olímpica nos Jogos Olímpicos do México, disputados na Cidade do México de 12 a 27 de Outubro de 1968, os primeiros na América Latina e numa altitude a 2500m do nível do mar.Para além de Dick Fosbury e a sua inovador técnica do salto em altura, dos resultados surpreendentes na velocidade e no salto em comprimento, com recordes a permanecerem imbatíveis 30 anos, principalmente o de Jim Hinnes nos 100m, e o de Bob Beamon no comprimento, a imagem forte dos jogos, foi sem duvida a saudação do “Black Power” no podium de Tommy Smith e John Carlos, que empunharam a luva negra ao som do hino dos EUA. Muitos outros atletas negros dos EUA se solidarizaram com a luta de Luther King e outros combatentes dos direitos humanos, o que levou o Comité Olímpico Americano a tirar medalhas a alguns atletas e a criar uma campanha conseguida para estigmatizar outros, sendo que alguns, não aguentaram a tortura psicológica que foram vítimas e viram as suas vidas desfeitas pela droga e pelo álcool.O ano de 1968 foi um ano particularmente importante no século passado, pois foi um ano que assistiu ao recrudescimento da guerra do Vietname e a uma contestação em crescendo nos EUA e um pouco por todo o mundo, a Revolução Cultural na China na sua plenitude, a Primavera de Praga e o seu inerente colapso motivado pela invasão da Checoslováquia pelas tropas de Moscovo, o que levou à maior cisão no movimento comunista internacional e não ignorando as revoltas estudantis, que em jeito de efeito dominó irromperam pelo mundo.



Fernando Pereira

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Os Olhos da Alma



Fonte: Ziziluanda




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RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...