segunda-feira, 23 de junho de 2008

Escritores Angolanos - Kudijimbe


Escritor angolano, Kudijimbe, nome artístico de Nicolau Sebastião da Conceição, nasceu a 15 de Outubro de 1955, na Muxima, província do Bengo (Angola).

Depois de realizar os estudos primários e secundários em Luanda e Cabinda, estudou na Universidade Agostinho Neto, fez o curso de Museologia, na Universidade de Masaryk, em Brno (República Checa) e o curso de Direitos Humanos e Direito Internacional Humanitário, no Centro Internacional de Formação, em Turim (Itália).

Com formação militar, pertenceu às Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA).

Como escritor, colaborou na imprensa, como em Lavra & Oficina, foi membro fundador da oficina literária Kuntuala da Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto, foi co-fundador da Brigada Jovem de Literatura de Angola, foi membro fundador e secretário geral da Brigada Jovem de Literatura Alda Lara, em Huambo, e é membro da União dos Escritores Angolanos. Publicou alguns livros: Fogo na Kanjica (1987), com o qual ganho o 2.º Prémio Nacional do Concurso Literário das FAPLA, em 1985; O Fardado (1987); António Jacinto e os Guerrilheiros (2003), no qual relata os aspectos vividos no Centro de Instrução Militar, em Cabinda, em 1974, na altura dirigido por António Jacinto; No Amanhecer da Curva (2004), onde realça aspectos da sociedade angolana e africana; Também lutaram por Angola, romance histórico, agora em 2008



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Doenças tropicais II



Pesquisas sobre doenças tropicais ao serviço da expansão capitalista colonial e pós-colonial

A ciência médica foi uma das que mais contribuiu no processo de expansão colonial e pós-colonial para os trópicos. As ditas doenças tropicais representavam uma ameaça para os povos dos países que pretendiam se estabelecer nas colônias ultramar. No século XIX médicos europeus investiam em transformar os trópicos em locais habitáveis para os colonizadores brancos europeus e, ao mesmo tempo, garantir a saúde da mão-de-obra escrava das colónias, essencial ao sucesso da colonização.


No século XX, muitas pesquisas na área de geografia médica combatiam a relação entre clima-doença. Destacam-se os estudos de Victor Godinho que tinham a intenção de atender a interesses políticos e económicos, provando aos imigrantes que chegavam a São Paulo que não havia relação entre doenças tropicais e uma suposta insalubridade das cidades brasileiras. Na mesma linha, vários estudos foram encomendados na década de 1950 sobre as doenças tropicais endêmicas da Amazônia e Centro-Oeste, para atender interesses do governo de implantar projetos de exploração de energia, minérios e agropecuárias nessas regiões. Segundo Ferreira, a geografia médica brasileira esteve, quase sempre, a serviço de interesses colonialistas ou desenvolvimentistas de base capitalista, e uma produção científica desvinculada dos interesses econômicos só surgiu na década de 80.
Continua






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Angola em fotos.




Nesta rubrica "Visitando Blogues" temos agora a ocasião de conhecer um blogue que nos visita a nós. Chama-se Angola em Fotos e é um belo olhar de um irmão brasileiro que nos concede a honra da sua estada em Angola e de ir apontando a sua câmera fotográfica com uma precisão e equilíbrio de embelezar as ruas de um cotidiano que é meu.

Bonito ver assim.
Obrigado seu
Iraldo!


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domingo, 22 de junho de 2008

Doenças tropicais I




Preconceitos tropicais
A expressão doenças tropicais, ou exóticas, causou, e ainda causa, muita polêmica no meio científico. Várias pesquisas e artigos foram produzidos para mostrar que o termo traduzia um preconceito dos colonizadores europeus em relação ao clima e aos povos que habitavam os trópicos. “A denominação tropical ou exótica era um artifício classificatório que sintetizava, para além das doenças e do clima, um valor cultural incorporado historicamente na mentalidade do europeu”, analisa Marli Brito Moreira de Albuquerque Navarro, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
As associações entre clima-doença e raça-doença, não resistiram aos argumentos historiográficos e biomédicos. A malária, por exemplo, conhecida como “doença tropical por excelência”, foi uma epidemia que abateu a Inglaterra entre os anos de 1887 e 1922 sendo este um dos primeiros países da Europa a criar institutos de pesquisa na área de medicina tropical. A varíola, embora hoje esteja distribuída pelas regiões tropicais, arrasou a Europa há muitos séculos atrás. A amebíase foi verificada na Rússia, a peste, a cólera e outras doenças resurgem e ameaçam populações em termos globais. Por outro lado, a doença do sono é endêmica na África tropical, nunca tendo se estabelecido em outros países dos trópicos.
Actualmente, não há consenso sobre quais são as doenças tropicais e quais os critérios se deve usar para classificá-las dentro dessa categoria. Há uma tendência de se pensar que são poucas as doenças exclusivas dos trópicos e que nenhum fator, dos muitos que causam as doenças, pode ser determinante exclusivo dessas enfermidades. O clima e a distribuição geográfica das doenças ainda são relevantes, mas em geral aparecem associados à pobreza. Esse novo critério introduziu no rol das doenças tropicais a tuberculose e aids, por exemplo. Mas pesquisadores ressaltam para os riscos de se passar de um determinismo climático e racial, que marcou a origem da definição de doenças tropicais, para um determinismo socioeconômico.
Expressão “doenças tropicais” marca preconceito contra clima e povos dos trópicos
A definição de doenças tropicais, exóticas ou do estrangeiro está intimamente relacionada aos processos de colonização da África, Ásia e América e à expansão pós-colonial. Durante vários séculos, existiu entre os europeus uma forte associação entre o clima tropical, quente e úmido e a contaminação com doenças. Maria Eugenia M. Costa Ferreira, do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Maringá (Ufem), no artigo “
Doenças tropicais: o clima e a saúde coletiva - alterações climáticas e a ocorrência de malária na área de influência do reservatório de Itaipu, PR” , analisa que a associação entre clima e doença era tamanha que os colonizadores europeus passavam férias em terras mais elevadas da América tropical, África tropical e norte da Índia para evitar a contaminação com tais doenças. A colônia holandesa do Cabo da Boa Esperança era preferida para paragem dos navios europeus no sul da África devido ao seu clima temperado. No Brasil, quando chegava o verão, o imperador se instalava em Petrópolis, Rio de Janeiro.
Diversos estudos feitos nos séculos XIX e inícios do XX pretendiam confirmar a associação entre clima e doença. Uma das conseqüências da hipótese climática foi o surgimento de vários preconceitos contra os povos da zona tropical evidenciados, por exemplo, na obra de Ellsworth Huntington, Civilization and climate, que ficou famosa por defender a idéia de que o calor tornava os habitantes dos trópicos preguiçosos, impedia os homens de raciocinar e era a causa de todas as doenças.


Durante muito tempo houve uma forte associação entre as condições físicas dos locais em que se vivia e as condições morais, intensificando a idéia de uma possível degradação física e moral dos povos que migrassem dos países temperados para os tropicais. As regiões tropicais eram consideradas como locais inabitáveis pelo homem branco, por estes serem de raça diferente das raças nativas das colônias. Os europeus se degenerariam nos trópicos e os negros e índios já eram degenerados, por terem vivido séculos nos trópicos, o que explicava, inclusive, a alegada inferioridade destes.
As teorias raciais radicais ganharam espaço nos EUA e Europa e o foco no clima e na herança racial como fatores que facilitavam a transmissão de doenças ficou conhecido como “determinismo climático e racial”. Sandra Caponi, do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), explica que “o pessimismo climático situava o estrangeiro, ou nativo das colônias, como ‘o outro’ por excelência. Tudo nas colônias parecia poder ser definido por suas diferenças: de clima, de cultura, de fauna, de costumes e, fundamentalmente, de raças. Restava saber se a raça européia branca poderia habitar ou não as regiões tropicais”.


(cont)

http://www.comciencia.br/



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(19) Ágora - Todo o poder abusa, o poder absoluto abusa absolutamente (Maio de 68 - II)


1968 foi um ano em que as coisas foram acontecendo um pouco por todas as latitudes, e a mudança foi sendo sentida nalguns lugares .Milão, Dakar, Tóquio, Nova York e tantas cidades pelo mundo inteiro viram os estudantes ocupar escolas, barricarem-se nas ruas, manifestarem-se e desafiarem os poderes instituídos e as suas forças da ordem. Era um afã de liberdade, e de afirmação do querer valores novos, contra a ancilosada sociedade que os impedia de participarem num mundo, onde se recusavam a ser apenas observadores passivos. No México, onde se realizaram os mais polémicos Jogos Olímpicos da história, precisamente em 1968, os estudantes tiveram por parte da polícia o mesmo tratamento desbragado que os seus colegas de Cracóvia e São Paulo.A contestação generalizou-se, e ainda hoje subsistem interrogações à forma como tudo se iniciou, já que tudo foi irrompendo um pouco de forma espontânea, e de certa forma algo desorganizada segundo o que era padronizado pelas organizações políticas.Os estudantes, na sua esmagadora maioria filhos da burguesia, numa antecâmara para o mundo do trabalho, foram os “catalisadores” de uma irrupção que nenhum manual político de Marx, Lenine, Gramsci, Togliatti, Max Weber, Bernestein, e tantos outros se atreveram a prognosticar. Emerge em todo este movimento o filósofo alemão Herbert Marcuse, um seguidor de Feud, com algumas ligações a Heidegger e Husserl, e que defende o primado de uma sociedade não repressiva, fundada sobre o princípio do prazer.O existencialismo( Sartre aparece numa foto sentado num bidon, numa barricada no Quartier Latin) é uma corrente do pensamento muito acolhida pelos estudantes. A penetração do trotsquismo numa determinada fase das movimentações, com a participação já de multidões de trabalhadores, começam a preocupar alguns partidos mais à esquerda no espectro político francês institucional, nomeadamente o PCF, e o seu secretário geral Duclos, que assume uma posição algo dúbia o que enfurece o radicalismo dos estudantes. Era frequente ver-se Alain Krivine, o homem da 4ª Internacional (trotsquista) nas “sessões contínuas “ de discussão na Sorbonne, universidade que foi o centro nevrálgico de todos essa primavera onde tudo se discutia e onde tudo tinha de ser possível, até mesmo dar importâncias a frases tão simples como esta: “Tenho algo a dizer, mas não sei o quê”!Ainda sobre Sartre, é curioso recordar uma cena que demonstra cabalmente o que foram aqueles tempos, em que ele pede para falar num plenário e uma rapariga de vinte anos diz-lhe: “Sê rápido”!O Maio de 1968, para além das vicissitudes que hoje são recordações distantes, foi um factor de ruptura determinante, uma recusa de valores encardidos, e a assunção de uma nova forma de pensar e agir, mormente ao nível dos costumes, e na busca de valores diferentes que o código moral da tradição judaico-cristã impunha nas relações pessoais, de trabalho, sociais, políticas e de cidadania. Foi a rotura com um contemporâneo “Ancien Régime”.



Fernando Pereira







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sábado, 21 de junho de 2008

Sábado Musical




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Frank K. Lundangi.






Franck K. Lundangi (b. 1958, Maquela do Zombo, Angola) vive e trabalha em Paris, França. Ele cresceu na República Democrática do Congo [ex-Zaire]. Uma carreira como jogador profissional de futebol progressivamente o levou para a França. Inspirado por suas memórias de África que começou a desenhar e pintar. Lundangi imagens mostram um imaginário da África, onde as pessoas e os animais vivem em harmonia. Símbolos e elementos decorativos são entrelaçados com simplesmente tornado dados.










* Franck K. LundangiLes oeuvres de Franck Lundangi sont exposées aux Pénitents Noirs du 2 au 25 mai 2008 : Lundangi, dans la paix des esprits."La présence du peintre et sculpteur Franck Lundangi aux Pénitents noirs, nous la devons à l'Appel d'Aubagne. Lors de la célébration des 1000 ans de la cité, à l'occasion des rencontres internationales pour la Paix donnant naissance à l'Appel d'Aubagne, les premiers contacts avec l'Afrique de Lundangi sont pris. Parmi eux, Adriano Mixinge, attaché culturel de l'Angola en France. Comme l'ensemble des signataires de l'Appel, il fait de la paix un bien commun de l'Humanité, dans la diversité des origines culturelles. Il appelle à faire vivre la culture de paix. Adriano Mixinge évoque alors Franck Lundangi, un peintre, lui aussi originaire d'Angola. Il est né en 1958 dans le Nord du pays. La paix il l'a souvent désirée, lui qui a fuit son pays enfant pour échapper à la guerre civile. L'exposition proposée aux Pénitents n'est rien d'autre qu'une manifestation de la vivacité de cette culture de paix, dans la droite ligne de ce qui se fait à Aubagne. (...) Martine Lusardy, directrice de la Halle Saint Pierre à Paris, qui signe la préface du catalogue de l'exposition et qui parlera de l'art africain contemporain lors de la conférence du samedi 3 mai à la médiathèque écrit : chez Lundangi, « l'Afrique est devenue territoire du souvenir et du rêve. Elle prend corps spontanément dans un univers pictural et graphique d'une simplicité pleine de grâce et d'harmonie ». Franck Lundangi est à la fois artiste, poète et philosophe. Il s'interroge sur le monde, et explore les thèmes profonds de la vie, de la mort et de l'amour. S'il fallait définir sa philosophie, elle consisterait dans la recherche d'une harmonie entre l'Esprit, l'Homme et la Nature. Sa peinture, loin de renier l'Afrique, revêt un caractère universel." (extrait du site de la ville d'Aubagne)



Adaptação/tradução
* Frank K. Lundangi

As obras de Franck Lundangi foram expostas em "Penitents Noirs"os de 2 a 25 de maio de 2008: Lundangi, na paz dos espiritos.
"A presença do pintor e escultor Franck Lundangi em "Penitents Noirs", deve-se ao convite de Aubagne. Os primeiro contacto com Lundangi foram feitos logo que a comemoração dos 1000 anos da cidade, ocasionou reuniões internacionais para a Paz dando à luz o Chamada de Aubagne.(...) Todos os signatários do evento, considera a paz um bem comum à humanidade, na diversidade de origens culturais. (...) Adriano Mixinge, adido cultural de Angola em França, evoca Franck Lundangi, então, um pintor, também originário de Angola. Ele nasceu em 1958 no norte do país. A paz foi muitas vezes desejada por ele, que fugiu quando criança do seu país para fugir à guerra civil. A exposição oferecida não é nada mais do que uma manifestação da vitalidade desta cultura de paz, em consonância com o que se passa em Aubagne. (...) Lusardy Martine, director do Halle Saint Pierre, em Paris, que assinou o prefácio para o catálogo da exposição fala sobre a arte contemporânea Africana (...) "África tornou-se território de memória e sonhos. Ela toma corpo de forma espontânea, num universo pictórico e gráfico duma simplicidade cheia de graça e de harmonia."
Franck Lundangi é simultaneamente um artista, poeta e filósofo. Ele questiona o mundo, e explora os temas mais profundos da vida, morte e amor. Se tivéssemos de definir a sua filosofia, seria em encontrar uma harmonia entre o Espírito, o homem e a natureza. A sua pintura, longe de negar África, é um carácter universal. " (trecho a partir do site da cidade de Aubagne)
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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Angolanos no 'Transorientale Rallye'



Dois Angolanos nos 12 primeiros lugares após a 9ª etapa do Rally Transoriental.

Ayaguz - Karamay 20/06 : Etape 9
Karamay - Turfan
21/06 : Etape 10
-
22/06 : Journée de repos à Turfan
Turfan - Hami
23/06 : Etape 12
Hami - Quinguan
24/06 : Etape 13
Quinguan - Alxa Youqi
25/06 : Etape 14
Alxa Youqi - Bayan Hot
26/06 : Etape 15
Bayan Hot - Hohhot
27/06 : Etape 16
Hohhot - Pékin
28/06 : Arrivé à Pékin - Grande Muraille de Chine
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MABOQUES


MABOQUES
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Dia Mundial do Refugiado

Comemora-se hoje, dia 20 de Junho, o Dia Mundial do Refugiado, criado em 2001 por meio de uma resolução da Assembléia Geral da ONU.
O refugiado é uma pessoa que foge de condições opressivas ou perigosas existentes no seu país de origem e procura asilo num país estrangeiro. Não pode ou não quer regressar por motivos fundados de perseguição por causa da etnia, raça, da religião, da nacionalidade, da pertença a determinado grupo social ou das opiniões políticas. E também não pode se valer da protecção do governo do seu país de origem.
A expressão “refugiado” também pode aplicar-se à qualificação de pessoas deslocadas no interior de um país por causa da fome ou de outras catástrofes. Perante essa situação, a necessidade essencial de um refugiado é a obtenção do direito de asilo.
O expatriado é, em princípio e por princípio, um desenraizado que, longe do seu meio incluindo o familiar, tem à partida enormes limitações para se poder afirmar e se integrar.
A Convenção da ONU para Refugiados foi assinada há quase 50 anos, e a organização criou o dia para lembrar os milhões de pessoas no mundo inteiro que tiveram que cruzar a fronteira para escapar de perseguições, guerras ou desastres. Não se pode ignorar o facto de que cerca de 2/3 da população mundial vive na pobreza, e que a miséria extrema é um substrato para actos de intolerância, totalitarismo e guerra.
De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), mais de 12 milhões de pessoas já fugiram de seus países.






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quinta-feira, 19 de junho de 2008

EKAS


Ekas são cervejas, expessão provávelmente derivada de "cervejeiras"! Cerveja tem aqui qualquer coisa de mítico, bebida rudemente na aurora das noites de coito, nas festas, nos óbitos, nas alegrias como nas tristezas. Funciona um pouco como o chá para os ingleses.


Por António Pinto da França


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PRÉ-CAMPANHA Política - Texto de Leitor



Da responsabilidade de:

Francisco Lopes
2008/06/19 14:55
Subject: Enc: Cartas do Presidente


À consciência da imprensa

CONTRIBUA PARA A EDUCAÇÃO CÍVICA ELEITORAL. Publique este anúncio no seu jornal, site de internetou rádio Estimule os cidadãos angolanos a participarem na democracia.

Filomeno Vieira Lopes

DIREITO DO ELEITOR

TODO O CIDADÃO REGISTADO TEM O DIREITO A PROPOR A CANDIDATURA DE UM OU MAIS PARTIDOS POLÍTICOS PARA CONCORRER AS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS DE SETEMBRO DE 2008.

ARTº 62º DA LEI ELEITORAL

"2. Os Partidos Políticos ou coligações de partidos devem obrigatoriamente concorrer em todos os círculos eleitorais, devendo as listas ser suportadas para o círculo nacional por 5.000 a 5.500 eleitores e para os círculos provinciais, por 500 a 550 eleitores"

A LEI CASTIGA QUEM IMPEDE OS CIDADÃOS DE EXERCEREM OS SEUS DIREITOS

Alguns Factos mostram que estamos perante uma actuação sistemática para impedir que os cidadãos subscrevam listas de candidatos dos partidos políticos

  • O CNE não fez nenhuma educação cívica sobre o direito do eleitor ser proponente
  • O CNE não sabe até hoje como deve ser entregue o processo de assinaturas. O seu presidente disse a uma delegação da FpD que instou o TS sobre o assunto e que este passará o caso para o novel TC. A FpD escreveu sobre o assunto para o TS, o Primeiro Ministro e o Pr da Assembleia Nacional, mas não recebeu qualquer resposta.
  • Observam-se prisões de membros dos partidos políticos quando se encontram a sensibilizar os cidadãos para o exercício desse direito, nomeadamente, militantes da FpD no Kuanza Norte, do PLD e PAJOCA (no kuanza Sul)
  • Há agentes da Sinfo a dizerem que as assinaturas só podem ser recolhidas no interior dos partidos políticos (Cabinda à militantes da FpD)
  • O Governador Boavida Neto afirmou em comicio no Namibe esta semana que os eleitores não devem entregar os seus cartões para registo dos partidos, porque o povo todo é do seu partido
  • O Governador de Malange ameaçou os partidos que reunem a noite, como se isto fosse crime. Acontece que os ataques e ameaças em Malange é durante a noite.
  • 2 militantes da FpD foram violentamente agredidos em Malange quando estavam a coligir dados sobre as assinaturas. Todo o material foi roubado bem como o equipamento que se encontrava no local. (As autoridades de investigação mostram pouco interesse em abordar o caso) – ver fotos
  • As empresas fotocopiadoras em várias cidades foram proibidas de tirar fotocopias de cartões eleitorais
  • O Mpla e várias instituições do estado fizeram fotocopias do cartão ou solicitaram o numero e grupo dos eleitores antes mesmo de acabar a 1ª fase do registo. Muitos dos eleitores não sabe para que efeito foi o pedido.
  • Nenhuma entidade com interferência nesse processo já se referiu aos problemas que a subscrição está a provocar, explicando a natureza do direito do eleitor

FIM

(editadas 3 cartas)

Faz conta hoje ando na estiva



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quarta-feira, 18 de junho de 2008

FACTOS E FICÇÕES - Opinião de Ana Paula Santana

A Minha Pátria não é a Língua Portuguesa
Não, não é. Recuso-me a aceitar qualquer formulação conceptual que reduza a minha identidade à língua (ou línguas) que falo ou não falo. Ou, já agora, à côr da pele das pessoas de quem gosto ou não gosto, à comida que prefiro ou à música que aprecio – embora deva dizer que não sou daquelas pessoas que só começaram a comer comida angolana e a ouvir ou dançar (mal) música angolana depois da independência. Não sendo necessáriamente identificável num mapa, a minha pátria reside bem no centro do meu ser. A sua essência manifesta-se através daquele impulso instintivo que me provoca um sentimento identitário ímpar quando ouço falar Kikongo, língua dos avós maternos que me transmitiram os significantes éticos e estéticos matriciais que conformam a minha personalidade; um infindável estado de questionamento quando ouço falar Kimbundo, língua em que o meu pai formulou as suas razões para se opôr a qualquer regime que limitasse a infinidade de estímulos que os diferentes estados da sua pátria Angolense lhe sugeriam; ou uma indizível abertura mental quando ouço falar qualquer outro dos idiomas que compõem o rico mosaico etno-linguístico daquela a que chamamos a nossa nação.

O facto de eu não falar fluentemente qualquer dessas línguas, longe de me tornar culturalmente “crioula”, apenas me provoca um enorme sentimento de perca, de mutilação, e uma vontade perene não só de as aprender devidamente, mas também de contribuir para a minimização dos irreparáveis danos psicológicos causados em muitos de nós por uma esquizofrénica agenda ideológica (a grande ficção mitológica lusotropicalista), ao serviço de um antropofágico projecto de engenharia sócio-cultural, velho de quinhentos anos e sem qualquer paralelo no mundo civilizado que, quanto muito, terá conseguido criar alguns exímios praticantes do impressivo, mas de questionável honestidade intelectual, ofício do “vulturismo cultural” (i.e., a apropriação de simbologias e narrativas antropológicas, sociológicas ou rituais Africanas, para seu uso e abuso como instrumentos, máscaras, de legitimação cultural de discursos artístico-literários raramente condicentes com as experiências vivenciais, as convicções político-ideológicas, as preferências estéticas, ou a praxis social, passada ou presente, dos seus autores).

A minha pátria é um compósito de todos os sentimentos, experiências, lugares e comunidades de convicção, dúvida ou contestação com que a minha personalidade me leva a sentir identificada, que me estimulam a questionar o mundo que me rodeia, ou que validam a disposição psicológica com que me decido a aceitar, ou a rejeitar, visões do mundo diferentes da minha. E sinto-me gratificada por os ter encontrado expressos em várias línguas e em várias partes do mundo, desde a Damba do Uíge, ao Mazozo de Catete, à Xicala e ao Mussulo (infelizmente feridos de morte) de Luanda, ao Lubango da Huíla, à Baía das Pipas do Namibe e a vários outros lugares dentro das fronteiras geográficas de Angola e fora delas.

A minha pátria, encontro-a todos os dias na área em que vivo: nas minhas caminhadas pelo Primrose Hill, passando pela casa onde viveu Engels, na casa-museu de Freud em Hampstead, na biblioteca de Euston onde Marx escreveu o ‘Capital’ e onde encontrei exemplares das primeiras edições da ‘Teoria dos Sentimentos Morais’ e da ‘Riqueza das Nações’ de Adam Smith, na casa-museu de Dickens em Russel Square, ao lado da qual tive a minha primeira morada nesta cidade, na casa onde viveu Keynes em Bloomsbury, onde frequentei uma série de workshops sobre o mercado de trabalho britânico, ou na LSE onde encontrei respostas para muitas das perguntas fundamentais que vinha acumulando ao longo dos anos. A minha pátria encontrei-a no Barbican ao som do Manu Dibango, da Cesária Evora, do Waldemar Bastos, da Suzana Baca e da Dee Dee Bridgewater, ou no Jazz Café ao som, entre outros, do Gil Scott-Heron. Encontro-a nas cores, sons, sabores e odores do Camden Lock, do mercado de Brixton e do África Center em Covent Garden – que me sugere uma das formas em que se poderia preservar o legado histórico do Kinaxixi, zona em que estudei na minha infância e onde vivi e trabalhei durante vários anos, sem se sucumbir aos desígnios unidimensionais de certo investimento privado e dele se exigindo contrapartidas, quer para as pessoas que trabalharam durante décadas naquele mercado, que é um activo nacional, quer para a área circundante (por exemplo, completar a construção daquele prédio que já reclamou muitas vidas ali no largo e resolver o problema sanitário e ambiental que a lagoa constitui, sem lhe retirar, contudo, os componentes míticos que povoam o nosso imaginário).

A minha pátria, encontrei-a nos sons do gospel na igreja do Harlem que visitei numa manhã de domingo em Nova Iorque, à conversa com o mulato caribenho com quem joguei uma partida de xadrez no Dupont Circle em Washington, nas notas do Soweto String Quartet que ouvi em Joanesburgo, nos cânticos Umbundo, na música do Bonga, do Carlos Santana, do Franco, do Brel, do David Zé, do Dog Murras, do Ngola Ritmos, do Teta Lando e dos Khoisan do Kalahari, ou nas obras de Césaire, Mário Pinto de Andrade, Soyinka, Toni Morrison, Orwell, Picasso ou Renoir. Encontrei-a nas vastidões áridas do Botswana, nas montanhas sagradas do Lesotho e da Swazilândia, no nascer do sol em Maputo, no pôr do sol sobre a baía de Luanda, nas noites do Mindelo, nos Sonhos do Kurosawa, nos Joints do Spike Lee e nos Segredos do Mike Leigh. Encontrei-a ao longo das margens do Kwanza, do Sena, do Tamisa e do Tejo; no Coliseu dos Recreios ao som da Bethânia, do Miles Davis e do Herbie Hancock, no estádio de Alvalade ao som dos Pink Floyd, no Campo Pequeno ao som do Milton Nascimento e do Pat Matheney, no Centro Cultural de Belém ao som do Sony Rollins, na Gulbenkian ao som de Mozart e Beethovan, ou nos Jerónimos ao som dos Blind Boys of Alabama.

A língua portuguesa, apesar da sua riqueza semântica e do seu valor utilitário, difícilmente poderá expressar, porque não contém a totalidade nem a exclusividade dos seus significantes primaciais, a essência dos sonhos que teci em todos esses lugares, sugeridos por impulsos seminais, velhos de muitos milhares de anos (de facto, na origem da própria Humanidade) e espalhados por todo o mundo, que em mim foram impregnados pelos meus ascendentes Bantu, a quem a língua de Camões foi violentamente imposta e a qual eles souberam usar e subverter por forma a preservarem a sua identidade cultural em qualquer língua e ao longo de muitas gerações – suponho que seja essa a razão fundamental pela qual não existe uma língua crioula em Angola.

Lamento, mas não posso subscrever a afirmação de Pessoa, segundo a qual “não tenho sentimento nenhum político ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria (sic) é a língua portuguesa.” Mas talvez me identifique com a ‘Nota Pessoal’ de Herberto Hélder: ”(...) quando alguém mostra a visibilidade do mito acha-se ao serviço de pretextos (... qualquer coisa tirada de passagem à Cultura) para, com seu uso, desencadear a explosão mítica. (...) Só não percebe quem vive mergulhado na cultura. Talvez se perceba numa certa África ainda. (...) Estou no mundo, a esquizofrenia fica longe, na cultura.”

Resta-me dizer que a minha mátria é Angola, nação Africana de língua oficial, não de expressão cultural, portuguesa.

(Publicado no SA - Luanda, Julho de 2002)

http://koluki.blogspot.com/

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Expo- Saragoça









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segunda-feira, 16 de junho de 2008

O Grande Prémio de Conto "Camilo Castelo Branco"


O Grande Prémio de Conto "Camilo Castelo Branco" 2007 foi atribuído ao escritor angolano Ondjaki pelo seu livro "Os da Minha Rua", anunciou hoje a Associação Portuguesa de Escritores (APE).
O prémio, no valor de cinco mil euros, é patrocinado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.



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O homem que não quis o maoísmo para África - Texto de Leitor

Moisés Fernandes fala do livro sobre o político e poeta Viriato da Cruz

Figura política e histórica de suma importância, Viriato da Cruz foi um dos fundadores do Movimento Pela Libertação de Angola (MPLA). Exilado na China em plena Revolução Cultural, foi apoiado pelas autoridades até ao dia em que afirmou que seria impossível levar o movimento maoísta para África.
Luciana Leitão
Quem foi Viriato da Cruz? Poeta angolano e político, foi um dos fundadores do Movimento Pela Libertação de Angola (MPLA). Dissidente deste partido, acabou por procurar o exílio na República Popular da China nos anos 60. E ali acabou por morrer, “isolado” de todos. É sobre este homem que versa a obra que será lançada no próximo dia 18, com o título “Viriato da Cruz – o Homem e o Mito”. Tendo por coordenadores Edmundo Rocha, Francisco Soares e Moisés Fernandes, o livro subdivide-se numa parte sobre a obra poética e outra sobre o projecto político, estando a cargo do sinólogo português as questões que versam sobre a relação de Viriato da Cruz com a República Popular da China. Em declarações ao Hoje Macau, o historiador desvenda o véu sobre a sua participação na obra. “Um homem essencial porque fundou o MPLA”, sendo também o “primeiro apoio político diplomático e financeiro da China”. Assim é caracterizado Viriato da Cruz pelo sinólogo português. Afastando-se das posições de Agostinho Neto, o primeiro Presidente de Angola, acabou por abandonar o MPLA, fundando de seguida o Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA). E, durante o período da dissidência sino-soviética, apoiou Pequim. “Transformou-se num maoísta”, diz.Quando se intensificavam os antagonismos entre Moscovo e Pequim, em meados dos anos 60, alinhando-se pela potência asiática, viria a contribuir para a criação da Organização de Escritores Afro-Asiáticos na capital da República Popular da China. “Convidaram-no a permanecer” no país. Estava-se em plena Revolução Cultural e Viriato da Cruz era considerado o “nº2 da organização”. Designação que, apesar de não ser oficial, era a comummente utilizada no seio das autoridades chinesas. “Foi recebido pelas mais altas instituições políticas, nomeadamente pelo próprio Mao Zedong”, diz.Representativo da “importância” de Viriato no contexto da política chinesa foi um episódio descrito por Moisés Fernandes nesta obra. “Discursou na Praça de Tiananmen perante um milhão e meio de pessoas. Falou aos chineses e manifestou o apoio a Mao numa revolução mundial a partir da China”, explica. Dada a afluência de pessoas para ouvir as suas palavras, percebe-se que “não era um actor político menor”. Desse discurso surgiram outras oportunidades e mais convites por parte das entidades políticas do país. A quedaTinha chegado a altura de viajar rumo a África. No final, conforme lhe foi encomendado pela Organização de Escritores Afro-Asiáticos, deveria redigir um relatório sobre a possibilidade de uma revolução ao estilo maoísta ser levada a cabo no continente africano. Viriato da Cruz escreveu, como se comprometera, esse relatório, mas as conclusões não foram as esperadas pelas autoridades chinesas – afinal, o político concluiu que “a revolução maoísta não era viável em África”. E a justificação também não agradou. “Eram economias rudimentares, povos ignorantes e elites corruptas”, diz Moisés Fernandes procurando reproduzir as palavras de Viriato da Cruz.Supõe-se então que “lhe tenha sido pedido para rever o relatório”, mas que o político não tenha aceite. Foi aí que caiu em desgraça na China. “Num período inicial, continuou a receber o seu salário, mas as dissidências entre ele e o regime chinês intensificaram-se e cortaram o vencimento”, conta. Para Viriato da Cruz não restava outra alternativa – começou a viver do “apoio dos colegas estrangeiros sediados no Hotel Amizade [estabelecimento onde residia]”.A pressão a que começou a ser sujeito tornou-se tremenda. Suspeitando-se que tenha sido alvo de torturas, pelas cartas que foram escritas na altura, Moisés Fernandes sabe de episódios que indiciam tais práticas. “À filha, mestiça – tal como era a família toda – costumavam puxar-lhes as trancinhas e diziam que era filha de um contra-revolucionário”, exemplifica. Um dia foi chamado pela Polícia de Segurança Pública chinesa. Com medo, “queimou tudo o que tinha escrito”, todos os documentos sobre Portugal e as então colónias africanas. “A partir dessa altura, tentou sair da China”, conta. O estatuto especial que outrora tinha possuído foi-lhe sendo retirado e já só sobrevivia “com a ajuda dos estrangeiros”.Crítico acérrimo do regime português – ou não tivesse sido uma figura importante durante a guerra colonial -, viajava com o passaporte de vários países africanos. “Começou a pedir documentos [para sair do país] e ninguém o ajudou”, diz Moisés Fernandes. “Fez várias diligências para que o ajudassem, nomeadamente junto de países africanos que já eram independentes”, acrescenta. Tinha “caído em desgraça” com a China e os outros países temiam “envolver-se” nessa luta. Um acto de desesperoIsolado e sentindo-se abandonado, pela sua cabeça só passava uma ideia – sair da China. Perante a “inacção dos países africanos”, a mulher de Viriato da Cruz resolveu tomar uma atitude. E, para que fossem expulsos do país, derrubou, em 1971, a estátua de gesso de Mao Zedong que se encontrava no átrio do Hotel Amizade, em Pequim. Não foram expulsos, mas “enviados para uma parte ao Sul de Pequim, onde não viviam estrangeiros”. Tendo ficado sem qualquer meio de subsistência, Viriato da Cruz viria a morrer dois anos depois vítima de um enfarte cardíaco – “é essa a versão oficial”. Só então à sua mulher e filha foi autorizado que regressassem a Pequim. “A mulher enviou uma carta ao cônsul de Portugal em Hong Kong que a remeteu para Lisboa, endereçando ao director-geral da PIDE”, conta. Os documentos foram concedidos, mas entretanto deu-se o 25 de Abril.Do apogeu político no seio da República Popular da China, e do mediatismo a que foi sujeito nesse período, Viriato da Cruz passou rapidamente à queda e ao esquecimento durante muitos anos. É esse percurso que Moisés Fernandes retrata, a partir de documentos que existem em Portugal, dos arquivos de estrangeiros, das publicações chinesas da época não oficiais e oficiais, além de discursos e reuniões. Para a sua investigação foi também importante o acesso a cartas escritas por Viriato da Cruz a um amigo moçambicano da FRELIMO.A apresentação do livro será efectuada em Lisboa pelo professor Adelino Torres, estando previsto ainda que o poeta Tomáz Jorge declame alguns poemas da autoria de Viriato da Cruz.

In http://www.hojemacau.com/news.phtml?today=09-06-2008&type=culture
Hoje Macau de 9 de Junho de 2008

ER





Pensar e Falar Angola

bibicrete


Numa escola em Angola a professora pede aos alunos que digam um verbo.

O primeiro aluno pensa um bocado e finalmente diz: - Bicicrete!

- Não, bicicleta não é um verbo! Tu aí atrás, ora diz um verbo!

O rapaz pensa um pouco e finalmente diz: - Prástico!

- Não! Plástico também não é um verbo! Tu aí ao pé da janela, diz um verbo!

O rapaz pensa um pouco e diz: - Hospedar!

- Muito bem! Hospedar é um verbo, sim senhor! Agora diz uma frase com esse verbo!

O rapaz pensa mais um pouco e por fim diz: - Hospedar da minha bicicrete são de prástico!













Pensar e Falar Angola

A Opinião de Luis Kandjimbo - Ageração Literária de 80

Luis Kandjimbo apresenta-nos um “breve enquadramento historico e sociologico” da geração literaria de 80:
Grande parte dos autores pertencentes a esta geração nasceu no período compreendido entre 1955 e 1965, durante o qual ocorreram factos de relevância histórica e sociológica. É o período das independências políticas em África e da continuação das resistências contra o colonialismo, através da luta armada, como são os casos de Angola, Guiné Bissau, Moçambique.(…)É nesse ambiente que ocorre a socialização da Geração de 80, a que denomino por Geração das Incertezas. Ela realiza a sua formação em circunstâncias marcadas por profundas incertezas do ponto de vista ontológico, além das experiências graves e catastróficas como a guerra. Esta geração alcança a maturidade em fins da década de 70, afirma-se na década de 80 com a publicação de livros, participação em concursos literários, a que se junta uma intensa e eufórica actividade associativa nos principais centros urbanos de Angola.



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Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...