sábado, 6 de fevereiro de 2021
Revista “iXietu” dedica edição especial aos 445 anos de Luanda
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021
Como o 4 de fevereiro surpreendeu Salazar. Guerra colonial começou há 60 anos em Angola
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021
Vida Selvagem
Qual é a real situação da Palanca Negra Gigante?
Foi construído um santuário turístico para observação deste animal emblemático no Parque Nacional da Cangandala. Os cidadãos, de modo geral, poderão visitar o Parque Nacional da Cangandala e ver de perto a Palanca Negra Gigante. A real situação da Palanca Negra Gigante é estável, porém, ainda se verifica uma certa pressão a nível nacional, sobre as diferentes espécies da nossa fauna.
Qual é o nível de execução do plano de acção nacional de conservação da chita e do mabeco?
A estimativa total de chitas para o País é de 200 indivíduos, sendo 30 para o Parque Nacional do Iona, 100-151 para os Parques Nacionais de Mavinga e Luengue-Luiana. A estimativa populacional de mabecos é de 800 indivíduos, sendo 90 para o Parque Nacional do Bicuar/Mupa, 260-599 para Mavinga e Luengue-Luiana, 20 para a zona Sul do Luando e com vários registos de câmaras trap, no Moxico e Bié. Está em carteira a implementação do projecto com a comunicação social e artistas, para a divulgação e sensibilização de um top 10 da Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas de Extinção em Angola, onde a chita e o mabeco também fazem parte. A realização desta actividade está condicionada pelas medidas de segurança, implementadas no âmbito da Covid-19.Foi realizada recentemente a proposta de revisão da Legislação Nacional e Convenções Internacionais que apoiam a conservação da chita e do mabeco.
A julgar pelo contexto político que o país viveu nos últimos anos, o Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação já pensou no resgate das diferentes espécies que deixaram o seu habitat?
Sim. Uma das metas a atingir é o resgate das diferentes espécies que hoje são dadas por extintas e nas diferentes categorias de conservação. Vários são os projectos que estão a ser implementados com este fito como, por exemplo, o projecto de protecção da Palanca Negra Gigante. A reabilitação das áreas de conservação e seus ecossistemas, o estabelecimento das equipas de gestão, a abertura dos corredores ecológicos jogam um papel muito importante no resgate das espécies e são acções que constam dos vários programas e projectos em implementação no Instituto.
Podemos estimar o impacto da Covid-19 na biodiversidade mundial e angolana em particular?
A acção antrópica danosa ao ambiente como a expansão de assentamentos humanos, exploração insustentável dos recursos naturais, a poluição, têm afectado consideravelmente mudança climática e na perda da biodiversidade com a obrigação da humanidade em ficar em casa para conter a disseminação do vírus Sars-Cov-2 e a sua doença, a Covid-19, tem contribuído no regresso da vida selvagem para o seu habitat, na recuperação da vegetação e da saúde dos ecossistemas a nível global e nacional.
Em Angola, é notório o aumento da densidade populacional de animais selvagens nos diferentes ecossistemas nas áreas de conservação, o retorno das aves migratórias no seu habitat, devido a sanidade do meio e a ausência humana nos seus habitats, a redução da poluição. Infelizmente, com o aumento da fauna selvagem nas áreas de conservação e consequentemente a redução de efectivos de fiscalização, não sendo possível cobrir todas as áreas, proporciona o aumento da caça furtiva para fins comerciais. Este impacto negativo pode comprometer os resultados positivos alcançados pela Covid-19 e comprometer a implementação das actividades ecológicas nas áreas de conservação. A pandemia da Covid-19 criou um impacto negativo e profundo para os países no Leste e Sul da África, como resultado da cessação repentina de todas as visitas, no âmbito do desenvolvimento das actividades ecológicas intimamente interdependentes.
A biodiversidade angolana oferece potencial, em termos de plantas medicinais que podem curar diversas doenças como a Covid-19, HIV/Sida, malária e outras?
Segundo o manual de plantas medicinais de Angola (Costa E. & Pedro M. 2013), Angola tem 19 espécies de plantas descritas utilizadas na medicina tradicional, para a cura de diversas enfermidades, no qual podem ser usados os frutos, sementes, folhas, caules e outros constituintes da planta. A realização de estudos clínicos e científicos são necessários e importantes para se aferir o grau de utilidade que as referidas espécies possam oferecer para o tratamento de diferentes patologias. É importante realçar que Angola é Parte do Protocolo de Nagoya, um instrumento jurídico e legal da Convenção da Diversidade Biológica (CBD), que foi adoptado na 10ª Conferência das Partes em Nagoya, Japão. O objectivo deste Protocolo é de promover a partilha justa e equitativa dos benefícios decorrentes da utilização dos recursos genéticos, definindo as políticas de acesso aos recursos genéticos e de partilha de benefícios promovendo ao mesmo tempo a conservação da diversidade biológica e o uso sustentável dos seus componentes. Proporciona solidez, certeza e transparência jurídica tanto para os provedores, tanto para os usuários de recursos genéticos.
O abate, consumo e comercialização de animais selvagens continua a ser um desafio para as autoridades que cuidam da preservação do meio ambiente?
Sim. O comércio ilegal de espécies da vida selvagem continua sendo a terceira maior actividade ilegal do mundo, perdendo apenas para o comércio de drogas e de armas. A densidade e diversidade de animais selvagens em Angola está em declínio e um dos principais factores é a caça furtiva, favorecida pelo comércio ilegal dos animais selvagens, que desde o período pós conflito armado passou de uma actividade de subsistência para actividade comercial de pequena, média e grande escala.
Quais são as principais acções responsáveis pela perda da biodiversidade um pouco por todo o mundo?
Entre as acções que concorrem para a perda da Biodiversidade podemos destacar a desflorestação, destruição dos solos, poluição do ar dos solos e das águas, queimadas, caça, pesca e tráfico ilegal, sob’ exploração, destruição de habitats, fragmentação dos habitats, introdução de espécies exóticas e as alterações climáticas.
Até que ponto a acção do homem sobre o meio ambiente influência as mudanças climáticas que o mundo regista a cada dia?
Normalmente quando se fala deste tema o mesmo é relacionado a revolução industrial onde se produz mais voltando nos lucros e na satisfação do alto consumo a nível mundial. Neste processo produtivo requer a utilização de maior quantidade de recursos ou matéria-prima e consequentemente cria pressão as florestas, polui a atmosfera e os recursos hídricos, contamina e empobrece os solos e como resultado temos as alterações climáticas. A mudança de atitude e/ou de comportamento estão entre as soluções para a redução dos impactos negativos sobre o ambiente.
Quais são as reais necessidades do sector em termos de recursos humanos face aos desafios?
Capital humano formado e capacitado em diferentes áreas do ambiente, bem como, capital financeiro que compense o árduo trabalho de gestão, conservação e preservação da biodiversidade.
Podemos considerar a biodiversidade um sector que pode absorver a mão-de-obra em grande escala?
Sim. Podemos considerar a conservação da biodiversidade um sector que pode absorver a mão-de-obra, sobretudo local, em grande escala. Para tal são necessários programas, projectos específicos para cada área. Essas cooperativas desempenharam um papel fundamental na recuperação da vida selvagem do país, incluindo a triplicação de sua população de elefantes, desde o início dos anos 90, e catalisando o investimento em actividades ecoturísticas e a utilização de outros animais selvagens em áreas rurais remotas.
As cooperativas comunitárias geraram cerca de US $ 11 milhões em retornos e benefícios da vida selvagem e mais de 5.000 empregos, em 2019.
domingo, 31 de janeiro de 2021
sábado, 30 de janeiro de 2021
terça-feira, 26 de janeiro de 2021
segunda-feira, 25 de janeiro de 2021
sábado, 16 de janeiro de 2021
minha alma
sexta-feira, 15 de janeiro de 2021
15 de Janeiro de 1975
sábado, 9 de janeiro de 2021
segunda-feira, 4 de janeiro de 2021
Baixa do Kassange
terça-feira, 22 de dezembro de 2020
segunda-feira, 7 de dezembro de 2020
quarta-feira, 11 de novembro de 2020
terça-feira, 30 de junho de 2020
sexta-feira, 26 de junho de 2020
De "A província de Angola" a "Jornal de Angola"
Uma adaptação rápida às novas adversidades
De lá para cá, foi o trilhar de um percurso, com altos e baixos, que transformou a Edições Novembro - EP numa das principais empresas gráficas do país e o Jornal de Angola no principal diário do país.
Escola de profissionais das mais diversas áreas do saber que concorrem para a produção dos diferentes títulos da empresa - desde o jornalismo ao sector das artes gráficas, passando pela publicidade e área administrativa, em que não se pode esquecer as finanças e, nesse quesito, a contabilidade, além naturalmente da gestão dos recursos humanos -, a Edições Novembro continua focada em acompanhar as transformações que o mundo da imprensa está a sofrer, agora de forma particularmente acentuada com o advento da pandemia da Covid-19.
Trabalhar em ambiente de tempestade - assim se pode caracterizar o momento actual, pautado pela vaga de ataques do novo coronavírus, que está a semear apreensões e incertezas em todo o mundo e a pôr em causa as previsões mais optimistas, como que a alertar que nestes tempos elas têm pouco ou nenhum valor - está a ser um aprendizado que, desde logo, nos mostrou a necessidade de potenciar a aposta nas plataformas digitais.
Por força das restrições a que o mundo esteve e continua obrigado a observar, a Internet passou a ocupar maior espaço nas nossas vidas, tal como o acesso ao audiovisual, para o consumo de informação relevante sobre a evolução da Covid-19 no mundo e outros acontecimentos que vão tendo lugar.
Digamos que a pandemia veio reforçar a importância da Internet e dos smartphones, tratando de pôr em relevo toda a diferença que fazem num tal contexto. Recursos sem os quais muita coisa poderia estar a acontecer no mundo e simplesmente ser abafada, porque teria escapado ao conhecimento e sufrágio da aldeia global que hoje somos.
Recuando no tempo, é possível imaginar o cortejo de horrores que terá acontecido à pala da gripe espanhola, que varreu o mundo entre 1918 e 1920, e que ficaram por ser contados.
A rápida adaptação, feita pela empresa e pelos jornalistas, ao novo contexto, permitiu esbater os efeitos negativos da Covid-19 e continuar a manter, nestes tempos conturbados, a Edições Novembro e o Jornal de Angola como empresas de referência na produção de conteúdos informativos, vincando o profissionalismo e o empenho dos quadros em manter o público sempre ao corrente das principais novidades políticas, económicas, culturais e sociais, quer em relação aos acontecimentos no âmbito doméstico, quer a nível mundial.
Vindo dos tempos em que o jornal físico era o rei todo - poderoso - e até hoje não troco o prazer de folheá-lo e de poder fazer anotações à lápis ou lapiseira aos textos - foi com um aperto no coração que olhei para o vendaval que a pandemia de Covid-19 anunciava, como a possibilidade de o vírus poder ser transmitido de uma para outra pessoa até mesmo através de documentos.
E o jornal físico - tenho defendido -, é um documento diferente do documento virtual. Tem mesmo vantagens incomparáveis, como a possibilidade de o que for postado num site ser susceptível de alteração, de ser retirado ou apagado, ao contrário do que for escrito em papel de jornal. Fica lá e não sai! Se estiver errado, há sempre a possibilidade de ser rectificado/corrigido nas edições seguintes ou posteriores e, se não o fizer, há ainda o instituto do direito de resposta. Isto obriga o jornalista a um maior cuidado no apuramento dos factos, nestes tempos em que as fake news também disputam as atenções do público, pretendendo impôr-se como verdades, e uns quantos teimam em querer confundir o jornalismo com qualquer informação produzida e postada nas redes sociais.
Quem me estiver a ler pode pensar que sou contra as redes sociais. Desengane-se! Sou partidário de que a empresa deve abraçar os dois modelos de negócio: os jornais nas plataformas digitais e os jornais físicos. Acredito que há uma grande margem de progressão dos jornais impressos ainda não explorada convenientemente, tal como é verdade que temos uma grande avenida a percorrer em matéria de qualidade gráfica e editorial dos produtos digitais, que são uma ferramenta que permite chegar a um público mais vasto, que as publicações físicas, pelas especificidades que lhe são inerentes, não conseguem alcançar.
Conhecedores desta realidade, eis-nos aqui prontos a desbravar novos caminhos, com a mesma firmeza de sempre. Para todos os profissionais desta casa de imprensa, aos que partiram e aos que, de forma abnegada, continuam a dar o seu melhor em prol da empresa, hoje é um dia de merecido tributo.
Pensar e Falar Angola
quinta-feira, 25 de junho de 2020
Livros Ultramar - Guerra Colonial: Angola & Descolonização (FNLA) - Jornal 'LIBERDADE...
Sanzalando
quarta-feira, 24 de junho de 2020
João Melo, irreverente e livre
João Melo, irreverente e livre
Para ser sincero, na altura, dei pouca ou nenhuma importância àquele livro de João Melo (Luanda, 1955). Depois de tudo, - creio ter pensado na época -, no nosso país, os poetas surgiam e proliferavam como cogumelos depois da chuva, para além de que, como sabemos, apesar do muito que se publica em poesia, escasseiam os bons livros deste género literário: eu sempre tive ( e continuo a ter) dificuldades em encaixar o João Melo, entre os poetas da geração 80 e ainda bem.
Porém, apesar do escritor ter publicado “Limites & Redundâncias” (1997), quando eu já tinha regressado à Angola e vivia, em Luanda, foi com “Imitação de Sartre & Simone de Beauvoir” (1998) que eu desfrutei, fartei-me de rir e descobri o escritor livre, sem tabús e irreverente que ele é: a ideia do escritor insosso, asfixiado na sua própria gravata, sério, que nunca foi boémio e bon vivant como eu imaginava - talvez, com pouco tino-, que tinham sido os “escritores revolucionários” dos anos 60 e 70 esvaiu-se, completamente, quando eu li o primeiro livro de contos de João Melo, foi uma autêntica revelação.
Falando sobre a obra do escritor, o ensaísta Pires Laranjeira, professor da Universidade de Coimbra (Portugal) afirma que: “é imperdoável o desconhecimento de uma obra contística única nos cinco países africanos de língua portugesa, que não busca o efeito castiço de origem étnico-pop, nem o delicodoce das ternurentas aventuras infanto-juvenis ou das estórias piadéticas para entreter turistas, que merecem o seu lugar”.
Apesar de ter escrito e continuar a escrever poesia, o conto é o género literário em que João Melo se exprime e se espraia com maior acutilância, com muita piada, com um humor por vezes corrosivo e com absoluta liberdade: quem quiser compreender as subtilezas, os acertos e desacertos de parte significativa da sociedade angolana actual deve ler, atentamente, os livros de contos do escritor.
João Melo é um dos escritores que melhor soube navegar dentro do sistema político, social e económico que se instalou, em Angola, nos últimos trinta e cinco anos, adoptando diferentes perfis sócio-profissionais, mas, em todos eles, e à sua maneira, empurrando as barreiras do conservadorismo, ajudando a consumar transformações positivas dentro do próprio sistema: jornalista, publicitário, professor universitário, consultor e político.
“O dia em que Charles Bossangwa chegou à América” é o seu mais recente livro, que reúne contos escritos entre 2017 e 2019. Editado pela editorial Caminho, com prefácio de Maria Teresa Salgado da Universidade Federal de Rio de Janeiro (Brasil), este livro de contos de João Melo traz sete contos, nomeadamente, “O país está desgovernado”, “Uma pequena saga ministerial”, “o perigo amarelo”, “Uma mulher séria”, “O torcicolo”, “O angolano que não gostava do verbo malhar” e “O dia em que Charles Bossangwa chegou à América”.
Longe da ideia e da atitude de intelectual eremita e solitário, apático e indiferente ao seu tempo e às suas circunstâncias, João Melo é um cidadão que fez-nos ouvir sempre a sua voz – a troca de galhardetes com o actual embaixador do Brasil em Angola foi uma consequência das posturas e ideias que bem defende - e não tem receio nem tabú nenhum em abordar temas escabrosos, - já sejam eles temas sociais, políticos e ou sexuais-, falar sobre os problemas e as inquietações do homem, em todas as suas facetas existenciais.
“Mestre do conto”, no dizer da professora Maria Teresa Salgado da Universidade Federal de Rio de Janeiro (Brasil), João Melo é, sobretudo, um escritor irreverente, útil, livre e à ler, permanentemente.
Ele é o contista que não devemos ignorar.
23-06-2020
Pensar e Falar Angola
terça-feira, 23 de junho de 2020
sexta-feira, 19 de junho de 2020
Dr. Marcolino Moco - A mesa do café
terça-feira, 2 de junho de 2020
domingo, 31 de maio de 2020
quarta-feira, 27 de maio de 2020
27 de Maio
terça-feira, 26 de maio de 2020
DIA DE ÁFRICA
A data é celebrada em vários países de África e pelos africanos espalhados pelo mundo.
domingo, 24 de maio de 2020
ENTREVISTA COM O DR. JOÃO VIEIRA LOPES
Carregue na ligação para abrir o PDF Online.
Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 29 de abril de 2020
16 ANIVERSÁRIO COMPANHIA DE ACTORES DE ANGOLA
| |||||||
|
RITA GT em Viana do Castelo
https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...
-
Por que tenho de explicar o que minha alma sente quando meus olhos vêem as sombras calmas sobre a rua, das árvores da terra da casa, al...
-
ELOGIO FUNEBRE Elaborado pela família de JOÃO BAPTISTA DE CASTRO VIEIRA LOPES Como assumiu [i] em vida, JOÃO VIEIRA LOPES, vi...
-
Não é hábito utilizar este blog para denunciar o que quer que seja ou com ele fazer eco a mujimbos e outras falações desbaratadas. No enta...

















