terça-feira, 4 de outubro de 2022

Rádio Comercial | Irma canta "Filha da Tuga" nas Manhãs da Comercial


Apesar de se ter afirmado inicialmente junto do grande público enquanto atriz, IRMA tem, contudo, no canto e na composição, a mais antiga expressão de um talento que revelou ainda criança, e que agora abraça em paralelo à representação. Nasceu em Lisboa mas a sua identidade reflete forte influência da cultura angolana, ou não fosse Angola o país de origem dos avós com quem cresceu. Aos 12 anos herdou uma guitarra da e, instrumento que não mais parou de explorar, ao mesmo tempo que se começou a aventurar na escrita de canções, primeiro dentro do seu quarto, a pouco e pouco abrindo a porta para o mundo. Licenciada em Artes Performativas, porque sempre acreditou que sica, teatro e dança se complementamsomou vários papéis enquanto atriz de ficção transmitida nos vários canais de televisão e já fez parte do elenco dos musicais “Entre o céu e a terra”, “A bela e o mostro”, “Terra dos sonhos”, “Eusébio, um hino do futebol” e ZOO”. 

Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

segunda-feira, 25 de julho de 2022

NORTON DE MATOS E OS ANGOLANOS - ALBERTO OLIVEIRA PINTO - LEMBRA-TE, ANG...

Pensar e Falar Angola

SISTEMA ELEITORAL ANGOLANO

NOTA DE IMPRENSA

 

A MARMOCO CRIAÇÕES, LDA apresenta a obra: SISTEMA ELEITORAL ANGOLANO E ELEIÇÕES EM CONTEXTO DE PÓS-GUERRA - UM ESTUDO DAS ELEIÇÕES DE 2008, 2012 E 2017 do Dr. Sérgio Manuel Dundão, a ter lugar no Edificio de Extensão Universitária da Universidade Católica de Angola - Largo das Escolas, dia 27 de Julho de 2022 (quarta-feira) às 15 horas.

A obra é um contributo excepcional para a compreensão do sistema eleitoral angolano e das eleições pós-guerra que procura despertar e elevar o nível de debate e o entendimento do universo político – eleitoral. Reflecte de forma critica a questão do estudo das eleições pós-guerra, analisando separadamente cada eleição, a partir da organização do processo em si e introduz no quadro angolano uma interessante diferenciação entre eleições pós-guerra.

            A partir de uma linguagem adequada constitui um excelente guia para docentes, investigadores, estudantes, políticos e cidadãos que se interessam pela questão das eleições, e é sem dúvidas uma obra inovadora quanto ao exame da situação e do efeito do duplo círculo no contexto angolano, com casos exemplarmente ilustrados.

Trata-se de um interessante estudo das eleições e dos sistemas eleitorais em África e possui uma relevância académico-cientifica singular a par dos pouquíssimos escritos pós-guerra e pós-CRA que existem no campo da Ciência Política sobre eleições em Angola (Amundsen & Weiner, 2008; Santo, 2010; Almeida & Sanches, 2010; Santana, 2011; Roque, 2013; Menezes, 2015; Pearce, Peclard & Oliveira, 2017Matsimbe & Domingos, 2018; Troco, 2019).

 

SOBRE  O AUTOR

Sérgio Manuel Dundão de 35 anos nasceu em Luanda e é Mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade

 

Nova de Lisboa, com a dissertação intitulada de Conflito Armado e Construção do Estado: Uma Comparação entre Angola, Moçambique e Guiné-Bissau (2011-2014). É Licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (2008-2011).

É desde 2011 Investigador independente, tendo trabalhos como investigador convidado pelo CEIC – Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola e integra grupos e projectos de investigação sobre questões eleitorais em Angola, nomeadamente sobre a participação eleitoral e nos últimos anos tem se dedicado à investigação sobre o sistema eleitoral angolano.

É cronista desde 2018, dedicando-se à produção regular de crónicas e textos de opinião sobre a realidade político-social de Angola na imprensa escrita angolana e portuguesa.

 

 

 

RESERVAS:

Contactos:  Tel: (+244) 930181351

Preço de Lançamento: 18.000,00

 

MARMOCO CRIAÇÕES, LDA – Realizamos sonhos!

Avenida Cmdte. Gika nº 261, 1.º andar - Alvalade

Tel:(+244) 930181351/ 921428951

Luanda – Angola




Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 20 de julho de 2022

Novo hospital universitário de Luanda




REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DO ENSINO SUPERIOR, CIÊNCIA TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
GABINETE DA MINISTRA


PROGRAMA

Descrição
Lançamento da 1ª pedra DE Construção do Hospital Universitário da Universidade Agostinho Neto

Dia e Hora
Vinte (20) de Julho de 2022, quarta-feira,  09h00-10h30 

Programa preliminar
08h30 – 09h00 Chegada dos convidados
09h00 – 09h15 Palavras de boas-vindas do Reitor da Universidade Agostinho Neto
09h15 – 09h30 Intervenção de Sua Excelência Governadora de Luanda
09h30 – 10h15 Apresentação da PROMED sobre os pressupostos do projecto de concepção, construção e apetrechamento do Hospital Universitário
10h15 – 10h30 Intervenção de abertura de Sua Excelência Ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação
10h30 – 10h45 Acto de lançamento da pedra (no local).
10h45 – 10h50 Declarações à Imprensa 
Cocktail e fim da actividade

terça-feira, 12 de julho de 2022

José Eduardo dos Santos - 2º Presidente da República de Angola

A história complexa do Presidente José Eduardo dos Santos continua após a sua morte. 
Ler a imprensa espanhola, El País, verificamos uma conta bancária que parece não ter fundo ou ser horizontalmente de perder de vista. Estes milhões de Dolares espalhados pelo mundo são apetecíveis. Mas fiquemos com o Presidente na memória com o que de bom conseguiu fazer ao país. Tivemos 38 anos para o destruir, destituir, modificar ou melhor aconselhar. Hoje é fácil destruir. Os seus defensores anteriores estão hoje na primeira linha a destruir a Figura Ímpar que foi na Presidência. Começando pelos intimos, família incluída.
Sua filha, Tchizé dos Santos, mostrou ontem em entrevista a uma televisão de Portugal, o que não fez no 'reinado' de José Eduardo dos Santos. Acusou o poder instituído, os Orgãos de Soberania, de atentar contra a sua vida, esquecendo os anos que foi ela a primeira da linha da frente a fazer desaparecer os 'amigos' inconvenienes, a fazer o papel de política sem base para além do nome e dos laços familiares. Onde tocou destruiu. Só faltava destruir o nome de seu pai. Fê-lo agora.

1. “Eu não fiz nenhuma acusação de envenenamento, eu pedi uma investigação de homicídio.” - 
todas as redes sociais estão infestadas das suas afirmações inflamadas
2. “Uma das afirmações que consta nos autos é que o meu pai ficou 16 horas sem comer.”
quem afirmou, se todos estavam, como diz, a soldo do poder Angolano? Ela? Não é credível
3. “Nenhum médico conseguiu explicar como é que o meu pai conseguiu chegar de Angola com 30 quilos a menos. Filhos nunca foram informados que o pai estava a perder muito peso”.
se estava tão preocupada com o pai, não se falavam nem ao telefone. Que filhos estes....?
4. “A saúde e a vida do meu pai eram da responsabilidade de qualquer um dos filhos.”
onde esteve desde que o pai saiu de Angola?
5.“O povo angolano está a pedir que os filhos não entreguem o corpo. O povo de Angola está a sentir-se humilhado.”
quem é a senhora para falar em nome do povo angolano?


O Sr. Eng. José Eduardo dos Santos foi o 2º Presidente da República de Angola e merece receber Honras Nacionais, merece ter um funeral nacional.
A História definirá o que caracterizar deste longo 'reinado'.



Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Passamento de José Eduardo dos Santos


FALECEU ANTIGO PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS
■ PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO DECRETA LUTO NACIONAL
Considerando o passamento físico do antigo Presidente da República de Angola JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS, ocorrido aos 8 de Julho de 2022;
Tendo em conta que o Presidente JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS foi uma figura ímpar da Pátria Angolana, à qual se dedicou desde muito cedo, tendo tido relevante participação na luta contra a colonização, na conquista da Independência Nacional, na consolidação da Nação Angolana, na sua afirmação no contexto das Nações, na conquista da Paz e reconstrução e reconciliação nacionais;
Convindo homenagear condignamente a sua figura, a sua obra, os seus feitos e o seu legado ao serviço da Nação Angolana;
O Presidente da República decreta, nos termos da alínea m) do artigo 120, do nº 4 do artigo 125 e da alíne a) do nº 4 do artigo 5º da Lei nº 5/11, de 21 de Janeiro, o seguinte:
1. É declarado luto nacional a ser observado em todo o território nacional e nas missões diplomáticas e consulares.
2. O luto nacional referido no número anterior tem a duração de 5 dias e inicia às 00 horas do dia 9 de Julho de 2022.
3. Enquanto vigorar o luto nacional, deve-se colocar a Bandeira Nacional a meia-haste e cancelar todos os espectáculos e manifestações públicas.
O Presidente da República
JOÃO MANUEL GONÇALVES LOURENÇO


Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 30 de junho de 2022

José Eduardo dos Santos

BIOGRAFIA


José Eduardo dos Santo
s, nasceu aos 28 de Agosto de 1942, filho de Eduardo Avelino dos Santos e de Jacinta José Paulino. Frequentou a escola primária em Luanda onde também fez o ensino secundário no Liceu Salvador Correia, na altura a principal escola secundária do país. Iniciou a sua actividade política integrando grupos clandestinos que se constituíram nos bairros suburbanos da capital, no final dos anos 1950, e juntou-se ao MPLA quando este foi constituído em 1958.

Após a eclosão, em Luanda, da luta contra o poder colonial português, em 4 de Fevereiro de 1961, José Eduardo dos Santos abandonou em Novembro Angola e passou a coordenar a actividade da Juventude do MPLA, organismo de que foi um dos fundadores e durante algum tempo Vice-Presidente.

Integrou, em 1962, o Exército Popular de Libertação de Angola (EPLA), braço armado do MPLA, e em 1963 foi o primeiro representante do MPLA em Brazzaville, capital da República do Congo. Em Novembro do mesmo ano, beneficiou de uma bolsa de estudo para o Instituto de Petróleo e Gás de Baku, na antiga União Soviética, tendo-se licenciado em Engenharia de Petróleos em Junho de 1969. Ainda na URSS, depois de terminados os estudos superiores, frequentou um curso militar de Telecomunicações, que o habilitou a exercer, de 1970 a 1974, funções nos Serviços de Telecomunicações na 2ª Região Político-Militar do MPLA, em Cabinda. De 1974 a meados de 1975, José Eduardo dos Santos voltou a desempenhar a função de Representante do MPLA em Brazzaville. 

Em Setembro de 1974, numa reunião realizada no Moxico, foi eleito membro do Comité Central e do Bureau Político do MPLA. Em Junho de 1975, passou a coordenar o Departamento de Relações Exteriores do MPLA e, cumulativamente, também o Departamento de Saúde do MPLA.

Com a proclamação da Independência de Angola, a 11 de Novembro de 1975, foi nomeado Ministro das Relações Exteriores. A nível partidário, no período de 1977 a 1979, foi secretário do Comité Central do MPLA. Após o falecimento de Agostinho Neto, primeiro Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos foi eleito Presidente do MPLA a 20 de Setembro de 1979 e investido, no dia seguinte, nos cargos de Presidente do MPLA - Partido do Trabalho, de Presidente da República Popular de Angola e comandante-em-chefe das FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola). 

De 1986 a 1992, José Eduardo dos Santos teve um papel de destaque na solução da crise transfronteiriça entre Angola e a África do Sul, que culminaria no repatriamento do contingente cubano, na independência da Namíbia, e na retirada das tropas sul-africanas de Angola. Recebeu o Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique a 25 de Janeiro de 1988.

Com o fim da Guerra Fria, e pressionado pela comunidade internacional, mas simultaneamente a braços com dificuldades económicas internos e a continuação de uma guerrilha de desgaste por parte da UNITA, José Eduardo dos Santos procurou uma solução negociada com a UNITA. Impôs a passagem de Angola para um regime democrático que, baseando-se numa constituição adaptada em 1992, permitiu o pluralismo político e a economia de mercado. Em consequência desta mudança radical, primeiras eleições democráticas multipartidárias foram realizadas nos dias 29 e 30 de Setembro de 1992 sob supervisão internacional. As eleições para a Assembleia Nacional deram a vitória ao MPLA com maioria absoluta. No entanto, nas eleições presidenciais José Eduardo dos Santos não foi eleito na primeira volta, tendo conseguido somente 49% dos votos, contra 40% de Jonas Savimbi. De acordo com a constituição vigente, uma segunda volta teria sido indispensável, mas a UNITA não reconheceu os resultados eleitorais, retomando de imediato a Guerra Civil Angolana. Deste modo, José Eduardo dos Santos manteve em funções, mesmo sem legitimidade constitucional. Dirigiu pessoalmente uma intensa actividade diplomática que culminou no reconhecimento do governo angolano pelos Estados Unidos em 19 de Maio de 1993, e a seguir no reconhecimento pela maior parte dos países. Recebeu o Grande-Colar da Ordem Militar de Santiago da Espada a 16 de Janeiro de 1996.

A Guerra Civil Angolana terminou em 2002, com a morte violenta de Jonas Savimbi a 22 de Fevereiro e a assinatura dos acordos de paz no dia 4 de Abril do mesmo ano, nos quais a UNITA desistiu da luta armada, concordando com a desmobilização dos seus militares, ou da sua integração nas Forças Armadas Angolanas, chegando-se deste modo a pôr termo os 27 anos de guerra civil.

Uma vez que continuou a haver, em Cabinda, uma resistência contra a integração daquele enclave no Estado angolano, José Eduardo dos Santos concluiu a 1 de Agosto de 2006 o Memorando de Entendimento para a Paz e Reconciliação na província de Cabinda formalmente assinado pelo ministro da Administração do Território de Angola, Virgílio de Fontes Pereira, e pelo presidente do Fórum de Cabinda para o Diálogo (FCD), general António Bento Bembe, no Salão Nobre da Câmara da cidade de Namibe, na presença de governantes, políticos e diplomatas acreditados na capital angolana, líderes religiosos e tradicionais, para além de representantes da sociedade civil. Este acordo destinou-se a pôr definitivamente fim à luta armada iniciada em 1975 pela FLEC, com o fim de obter a independência de Cabinda.
 
Nas eleições legislativas em Angola em Setembro de 2008, (as primeiras eleições legislativas desde 1992), o MPLA venceu com 81,64% dos votos, conquistado 191 dos 220 lugares da Assembleia Nacional de Angola. Durante algum tempo, José Eduardo dos Santos parecia ser o candidato do MPLA em eleições presidenciais a serem marcadas proximamente, no entanto, em inícios de 2010 foi adoptada uma nova constituição. Esta abandona, por um lado o princípio democrático fundamental da divisão entre os poderes legislativo, executivo e judiciário, concentrando os poderes efectivos no Presidente. Por outro lado, esta constituição já não prevê eleições presidenciais, mas um mecanismo pelo qual o Presidente do partido mais votado se torna Presidente do Estado.
 
No dia 31 de Agosto de 2012 decorreram eleições gerais, ganhas pelo MPLA, e de acordo com a constituição aprovada em 2010, José Eduardo dos Santos, como número um da lista eleitoral do MPLA, foi automaticamente eleito Presidente da República, legitimando desta forma a sua permanência no cargo por um período de mais cinco anos e tendo a sua investidura realizada aos 26 de Setembro de 2012.

Nas eleições de 2017 é substituído, por indicação sua, por João Manuel Gonçalves Lourenço na corrida presidencial. 

Nos altos e baixos da sua governação muito há a apontar. Transformou o país de um sistema socialista em capitalista feroz, baseado na corrupção, jogos de interesses e de familiaridade. A democracia impôs-se e aos poucos vai-se instalando uma corrente discordante da corrente baseada em interesses político/económicos. 

José Eduardo não consegue partir como um ser humano deste mundo terreno. A dificuldade da sua vida nos 38 anos de Presidente agrava-se neste momento, por desunião familiar e por conjugação de circunstâncias desses 38 anos. Deixará dez filhos de diferentes esposas, quase todos com uma História nem sempre bem compreendida ou bem explicada. 

Ficará na História de Angola, certeza absoluta, não saberemos é com que epíteto, com que parágrafos apagados e estrofes exaltadas.



Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...