
Mostruário de madeiras de Cabinda, com formato de livro.
Belgrado (Do enviado especial) - O embaixador do Brasil na Sérvia, Alexandre Addor Neto, afirmou hoje, em Belgrado, que Angola está a passar por um momento de grande expansão económica, o que se reflectirá na melhoria das condições sociais dos seus cidadãos.
Alexandre Neto, que já foi embaixador do Brasil em Angola entre 1995 a 1999, manifestou-se, em declarações à Angop, esperançado que, com este momento dinâmico da economia, os angolanos poderão ter os seus problemas de saúde e educação resolvidos.
"Angola é um país muito rico, pelo que só desejo tudo de melhor para as lideranças e para o povo angolano", asseverou.
Apesar de fazer algum tempo que não vai a Angola, isto desde Janeiro de 2002, o embaixador brasileiro tem bem patente, igualmente, a riqueza da literatura angolana, pois já participou em eventos literários em locais como a União dos Escritores Angolanos e a Associação Recreativa Chá de Caxinde, em Luanda.
"A literatura angolana é a das mais criativas que se possa imaginar, tem grandes nomes, tais como Manuel Rui Monteiro, Pepetela, Jacques dos Santos, com quem também troco impressões sobre esta literatura", salientou.
Por sua vez, o embaixador de Portugal na Sérvia, Luís Sampaio, a saída de um encontro que manteve com a escritora e viúva do primeiro presidente angolano, António Agostinho Neto, Maria Eugénia Neto, sublinhou que Angola é uma "super potência" para o resto do século 21, pelo que os países amigos devem necessariamente apoiar o progresso deste país.
Relativamente ao encontro que manteve com Maria Eugénia Neto, Luís Sampaio disse que teve a oportunidade de trocar impressões em como melhorar ainda mais a língua portuguesa em eventos como a Feira Internacional do Livro de Belgrado.
"Como primeira experiência na divulgação da língua portuguesa na Sérvia é evidente que devemos continuar e aprofundar o relacionamento entre as culturas e as literaturas tão diversificadas dos países que falam português", concluiu.
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Portugueses que queiram ir trabalhar para Angola têm a vida facilitada a partir de hoje.
Os portugueses que desejem trabalhar em Angola vão ter tarefa mais facilitada a partir de hoje com a entrada em vigor do acordo de facilitação de vistos de trabalho entre Portugal e Angola. O documento foi assinado em Setembro, em Lisboa, entre o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, e o seu congénere angolano, George Chicoti.
Segundo o acordo entre os dois países, os portugueses que desejem trabalhar em Angola poderão obter um visto de trabalho em apenas 30 dias, que será válido por um período de três anos, contra os actuais 12 meses.
Esta licença pode ser renovada duas vezes por iguais períodos de tempo, sendo necessário, porém, o regresso a Portugal no final de cada época para a renovação. Além disso, o novo acordo vai permitir aos portugueses várias entradas e saídas de Angola sem ter de renovar os seus papéis, ao mesmo tempo que os vistos de curta duração passam a ser válidos durante 90 dias, o triplo do que acontece actualmente, podendo ser conseguidos em oito dias.
Na altura da assinatura deste acordo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português salientou o facto de se criar "um novo ciclo na mobilidade dos cidadãos dos dois países, com um evidente desenvolvimento das relações económicas e laborais" entre os dois países
Luanda – O Japão pretende ajudar Angola na instalação de satélites para prospecção de recursos minerais e geológicos , informou, hoje, em Luanda o director do Instituto Espacial Japonês, Koichi Ujichi.
Estas tecnologias espaciais podem ser utilizadas também no sector agrícola, florestal, marítimo, pesqueiro e para o monitoramento de calamidades naturais.
O responsável japonês que falava depois da apresentação dos projectos de satélite para observação terrestre, afirmou a abertura das autoridades angolanas para o uso desta tecnologia foi boa.
"Por enquanto estamos no processo de observação para o estudo e benefício de Angola", frisou.
Este foi o primeiro contacto do governo japonês com as autoridades angolanas para a apresentação do projecto.
Assistiram a apresentação das tecnologias espaciais japonesas o ministro da Indústria, Geologia e Minas, Joaquim David e responsáveis do Ministério da Defesa.
Angola Press
Um ladrão foi roubar um cabrito às 4h da madrugada.
Voltou para casa, deixou o cabrito amarrado no quintal e foi dormir. Os donos, quando se aperceberam do roubo, seguiram as pegadas do ladrão até ao local e bateram à porta: "Truz, truz"!
Os donos do cabrito: - Dá licença?
O ladrão responde: - Quem é mais então?
- Viemos buscar o nosso cabrito...
- O cabrito não está aí fora??
- Está.
- Então leva só. Está me incomodar porquê?? Quando fui buscar o cabrito na vossa casa, eu te acordei?
A cantora gospel angolana Sofia Kumba Pemba Kuame, com o nome artístico de "Irmã Sofia", realizou, sábado, na província do Uíge, uma sessão de venda e assinatura de autógrafos do seu novo disco, intitulado "Globalização".
Em declarações à Angop, após a sua chegada à cidade do Uíge, onde vai participar na chamada Cruzada de Evangelização organizada pela sua confissão religiosa, IERA, Sofia Kumba Pemba Kuaamedisse divulgou que o CD tem 14 músicas e foram cantadas em português, kikongo e lingala.
Irmã Sofia deu a conhecer que o disco teve uma tiragem inicial de dez mil cópias, todas já vendidas, tendo sido feita a primeira reedição, para satisfazer a população do Uíge e de outras paragens.
A Irmã Sofia explicou que o álbum tem por objectivo transmitir aos amantes da música gospel e a toda a população a necessidade de conhecer o actual momento que o mundo está a viver, caracterizado pelas acções previstas na Sagrada Escritura. "Fidelidade" e "Fofoca" são algumas das músicas do disco. "Nós queremos dizer às pessoas que o mundo não está bom. Tudo o que está acontecer leva o mesmo mundo ao desespero.
Estamos a dar a conhecer às pessoas a necessidade de crerem em Deus, sobretudo para os que ainda não acreditam nele", referiu.
A cantora manifestou-se satisfeita com o amor e o carinho que tem merecido por parte da população, agradecendo a Deus pelo dom que lhe deu. Irmã Sofia começou a cantar na Igreja Evangélica Baptista, em Luanda, aos 16 anos de idade. Já gravou sete discos e o próximo chega ao mercado em 2012.
"Liberdade", "Jikulo Messo", "Armadilha de Satanás" e "Somorra e Gomorra", fazem parte do seu reportório.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) prorrogou para 30 de Junho de 2012 a cláusula de cessação do estatuto de refugiado aos angolanos que vivem nos países de asilo, anunciou ontem, em Luanda, o representante regional daquela organização, Stefano Severe.
A decisão, segundo Stefano Severe, já foi comunicada por escrito ao Presidente da República, José Eduardo dos Santos.
O representante regional do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que falava na abertura da 5ª reunião tripartida (Angola/República Democrática do Congo e Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) sobre o regresso voluntário do remanescente de refugiados angolanos naquele país vizinho, acrescentou que a organização está preparada para as três primeiras colunas de repatriamento a partir das províncias congolesas de Kinshasa, Katanga e do Baixo Congo.
A cláusula de cessação do estatuto de refugiado aos angolanos estava fixada para 31 de Dezembro. A organização justificou a decisão com o facto de existir ainda um número considerável de refugiados angolanos nos países vizinhos. O processo de repatriamento voluntário dos angolanos refugiados na República Democrática do Congo pode retomar no próximo dia 3 de Novembro, anunciou o representante regional do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.
Conclusão do processo
O ministro da Assistência e Reinserção Social, João Baptista Kussumua, afirmou que o Executivo está empenhado em trabalhar na criação de condições para que os cidadãos angolanos refugiados naquele país possam regressar às suas zonas de origem de forma organizada e em condições de segurança e com dignidade.
A reunião, que surge na sequência do acordo tripartido Angola/RDC/ACNUR, assinado em Junho em Kinshasa, analisa aspectos técnicos a serem observados durante o processo de repatriamento. O ministro da Reinserção Social referiu que o Executivo gostava de ver o processo já encerrado, mas precisa de concertação com os vários intervenientes, nomeadamente o país de asilo e o ACNUR.
"O país não pode estar permanentemente neste processo de repatriamento. Temos de fechar. Daí esta nossa urgência e dinamismo para que este processo seja terminado", sublinhou. Para Angola, segundo o ministro, "a conclusão do processo de repatriamento dos refugiados contribui para o reforço da unidade e reconciliação nacional e a consolidação da paz e da estabilidade do país", disse.
De acordo com o ministro, até agora, das 43 mil pessoas previstas inicialmente para regressarem até ao final do ano, apenas 1.700 regressaram. Ao todo, mais de 100 mil angolanos ainda permanecem na RDC na condição de refugiados. Desse número, 43 mil tinham manifestado desejo de regressar.
Jornal de Angola
A RENÚNCIA IMPOSSÍVEL
Negação
Não creio em mim
Não existo
Não quero eu não quero ser
Quero destruir-me
atirar-me de pontes elevadas
e deixar-me despedaçar
sobre as pedras duras das calçadas
Pulverizar o meu ser
desaparecer
não deixar sequer traço de passagem
pelo mundo
quero que o não-eu
se aposse de mim
Mais do que um simples suicídio
Quero que esta minha morte
seja uma verdadeira novidade histórica
um desaparecimento total
até mesmo nos cérebros
daqueles que me odeiam
até mesmo no tempo
e se processe a História
e o mundo continue
como se eu nunca tivesse existido
como se nenhuma obra tivesse produzido
como se nada tivesse influenciado na vida
se em vez de valor negativo
eu fosse zero
Quero ascender
elevar-me até atingir o Zero
e desaparecer
Deixai-me desaparecer!
Mas antes vou gritar
Com toda a força dos meus pulmões
Para que o mundo oiça:
- Fui eu quem renunciou a Vida!
Podeis continuar a ocupar o meu lugar
Vós os que mo roubastes
Aí tendes o mundo todo para vós
para mim nada quero
nem riqueza nem pobreza
nem alegria nem tristeza
nem vida nem morte
nada
Não sou Nunca fui
Renuncio-me
Atingi o Zero
E agora
vivei cantai chorai
casai-vos matai-vos embriagai-vos
dai esmolas aos pobres
Nada me pode interessar
que eu não sou
Atingi o Zero
Não contem comigo
para vos servir as refeições
nem para cavar os diamantes
que vossas mulheres irão ostentar em salões
nem para cuidar das vossas plantações
de algodão e café
não contem com amas
para amamentar os vossos filhos sifilíticos
não contem com operários
de segunda categoria
para fazer o trabalho de que vos orgulhais
nem com soldados inconscientes
para gritar com o estômago vazio
vivas ao vosso trabalho de civilização
nem com lacaios
para vos tirarem os sapatos
de madrugada
quando regressardes de orgias noturnas
nem com pretos medrosos
para vos oferecer vacas
e vender milho a tostão
nem com corpos de mulheres
para vos alimentar de prazeres
nos ócios da vossa abundância imoral
Não contem comigo
Renuncio-me
Eu atngi o Zero
E agora podeis queimar
os letreiros medrosos
que às portas de bares hotéis e recintos públicos
gritam o vosso egoismo
nas frases “SÓ PARA BRANCOS” ou COLOURED MEN ONLY”
Negros aqui brancos acolá
E agora podeis acabar
com os miseráveis bairros de negros
que vos atrapalham a vaidade
Vivei satisfeitos sem colour lines
sem terdes que dizer aos frequeses negros
que os hotéis estão abarrotados
que não há mais mesas nos restaurantes
Banhai-vos descansados
nas vossas praias e piscinas
que nunca houve negros no mundo
que sujassem as águas
ou os vossos nojentos preconceitos
com a sua escura presença
Dissolvei o Ku-Klux-Klan
que já não há negros para linchar!
Porque hesitais agora!
ao menos tendes oportunidade
para proclamardes democracias
com sinceridade
Podeis inventar uma nova história
inclusivamente podeis inventar uma nova mística
direis por exemplo: No princípio nós criamos o mundo
Tudo foi feito por NÓS
E isso nada me interessa
Ah!
que satisfação eu sinto
por ver-vos alegres no vosso orgulho
e loucos na vossa mania de superioridade
Nunca houve negros!
A África foi construida só por vós
A América foi colonizada só por vós
A Europa não conhece civilizações africanas
Nunca houve beijos de negros sobre faces brancas
nem um negro foi linchado
nunca matastes pretos a golpes de cavalomarinho
para lhes possuirdes as mulheres
nunca estorquistes propriedades a pretos
não tendes nunca tivestes filhos com sangue negro
ó racistas de desbragada lubricidade
Fartai-vos agora dentro da moral!
Que satisfação eu sinto
por não terdes que falsear os padrões morais
para salvaguardar
o prestígio a superioridade e o estômago
dos vossos filhos
Ah!
O meu suicídio é uma novidade histórica
é um sádico prazer
de ver-vos bem instalados no vosso mundo
sem necessidade de jogos falsos
Eu elevado até o Zero
eu transformado no Nada-histórico
eu no início dos tempos
eu-Nada a confundir-me com vós-Tudo
sou o verdadeiro Cristo da Humanidade!
Não há nas ruas de Luanda
negros descalços e sujos
a pôr nódoas nas vossas falsidades de colonização
Em Lourenço Marques
em New York em Leopoldville
em Cape Town
gritam pelas ruas
fogueteando alegrias nos ares
- Não há negros nas ruas!
Nunca houve
Não há negros preguiçosos
a deixar os campos por cultivar
e renitentes à escravização
já não há negros para roubar
Toda a riqueza representa agora o suor do rosto
e o suor do rosto é a poesia da vida
Viva a poesia da vida!
Viva!
Não existe música negra
Nunca houve batuques nas florestas do Congo
Quem falou em spirituals?
Os salões enchem-se de Debussy Strauss Korsakoff
que não há selvagens na terra
Viva a civilização dos homens superiores
sem manchas negróides a perturbar-lhe a estética!
Viva!
Nunca houve descobrimentos
a África foi criada com o mundo
O que é a colonização?
O que são os massacres de negros?
O que são os esbulhos de propriedade?
Coisas que ninguém conhece
A história está errada
Nunca houve escravatura
Nunca houve domínio de minorias
orgulhosas da sua força
Acabei com as cruzadas religiosas
A fé está espalhada por todo o mundo
sobre a terra só há cristãos
VÓS sois todos cristãos
Não há infiéis por converter
Escusais de imaginar mais infidelidades religiosas
para justificar
repugnantes actos de barbarismo
Não necessitais enviar mais missionários
a África
nem nos bairros de negros
Nunca houve mahamba
nem concepções religiosas diferentes
nunca houve religiosos a auxiliar a ocupação militar
Acabai com os missionários
os seus sofismas
os seus milagres
inventados para justificar ambições e vaidades
Possuis tudo TUDO
e sois todos irmãos
Continuai com os vossos sistemas políticos
ditaduras democráticas
isso é convosco
Explorai o proletariado
matai-vos uns aos outros
lutai pela glória
lutai pelo poder
criai minorias fortes
apadrinhai os afilhados dos vossos amigos
criai mais castas
aburguesai as ideias
e tudo sem a complicação
de verdes intrusos
imiscuir-se na vossa querida
e defendida civilização de homens
privilegiados
E agora
homens irmãos
daí-vos as mãos
gritai a vossa alegria de serdes sós
SÓS!
únicos habitantes da terra
Eu artingi o Zero
Isto significa extraordinariamente a vossa ética
Ao menos
não percais a ocasião para serdes honestos
Se houver terramotos
calamidades cheias ou epidemias
ou terras a defender da evasão das águas
ou motores parados em lamas africanas
raios vos partam!
já não tereis de chamar-me
para acudir as vossas desgraças
para reparar os vossos desastres
ou para carregar com a culpa das vossas incúrias
Ide para o diabo!
Eu não existo
Palavra de honra que nunca existi
Atingi o Zero
o Nada
Abençoada a hora
do meu super-suicídio
para vós
homens que construís sistemas morais
para enquadrar imoralidades
O sol brilha só para vós
a lua reflecte luz só para vós
nunca houve esclavagistas
nem massacres
nem ocupações da África
Como até a história
se transforma num tratado de moral
sem necessidade de arranjos apressados!
Os pretos dos cais não existem
Nunca foram ouvidos cantos dolentes
misturados com a chiadeira do guindaste
Nunca pisaram os caminhos do mato
carregadores com sem quilos às costas
são os motores que se queimam sob as cargas
Ó pretos submissos humildes ou tímidos
sem lugar nas cidades
ou nos escaninhos da honestidade
ou nos recantos da força
dançarinos com a alma poisada no sinal menos
polígamos declarados
dançarinos de batuques sensuais
Sabeis que subistes todos de valor
atingistes o Zero sois Nada
e salvastes o homem
Acabou-se o ódio
e o trabalho de civilização
e a náusea de ver meninos negros
sentados na escola
ao lado de meninos de olhos azuis
e as extorções e compulsões
e as palmatoadas e torturas
para obrigar inocentes a confessar crimes
e medos de revolta
e as complicadas demarches políticas
para iludir as almas simples
Acabaram-se as complicações sociais!
Atingi o Zero
Cheguei à hora do início do mundo
e resolvi não existir
Cheguei ao Zero-Espaço
ao Nada-Tempo
ao eu coincidente com vós-Tudo
E o que é mais importante:
Salvei o mundo!
Agostinho Neto (1949)
| Angop | |
| Poeta e fundador da nação, António Agostinho Neto | |
Belgrado - A escritora angolana Maria Eugénia Neto afirmou hoje, em Belgrado, Sérvia, que as obras do poeta e primeiro presidente de Angola, António Agostinho Neto, têm estado a ganhar cada vez mais espaço no plano literário e político no mundo.
Maria Eugénia Neto, que falava para um grupo de estudantes sérvios na Feira Internacional de Livros de Belgrado, fez saber que a Fundação Agostinho Neto tem recebido, por exemplo, pedidos de angolanos e estrangeiros para musicar os seus poemas.
“ Existem ainda livros de angolanos que defendem teses sobre a obra política e poética de Neto, assim como professores estrangeiros que se debruçam sobre ela e escrevem livros de grande mérito. Há países onde em escolas do ensino secundário e universitário a sua obra faz parte do curriculum escolar”, asseverou.
A poesia de Agostinho Neto, esclareceu, faz palpitar o que de melhor Angola tem, pois o Poeta Maior cultivou nos seus livros a modéstia, a solidariedade e induziu os valores nobres do homem.
Apontou que as obras de António Agostinho Neto podem ser lidos em diversas línguas como espanhol, francês, inglês, servo e muito brevemente, em chinês e coreano.


António Magina muito cedo manifestou interesse pelas artes plásticas, começando por frequentar ateliers. Inicia então trabalho em pedra e madeira no Atelier Congo Pequeno, em Luanda. Em 1977 começa o trabalho em talha no Museu de Arte Pinda, no Ambrizete. Mais tarde, trabalha no Atelier Sambizanga, montando depois o Atelier Kongola. Na Huíla – Lubango, participou na primeira exposição colectiva e funda, com mais três artistas, a Casa de Artesanato “Kinkanza”. Nos anos 90 veio para Portugal e, para além de frequentar um Curso de Tecnologia de Escultura em Pedra, no Centro Internacional de Escultura, Pêro Pinheiro, cursou Empresariado Cultural e Monitores para Escolas, no âmbito do Projecto Sócrates, “Um Novo Olhar Sobre África”. Participou, também, em escavações arqueológicas na Câmara Municipal de Lisboa.
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