terça-feira, 4 de maio de 2010

Notícias no Google sobre Angola


Angola apresenta estratégias de segurança alimentar
AngolaPress
Luanda – Angola vai apresentar na 26ª Conferência FAO, que decorre desde segunda-feira em Luanda, os passos dados pelo Governo em termos de implementação de ...
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Angola: Portugal propõe alargamento da cooperação militar à ...
Expresso
Luanda, 04 mai (Lusa) - Portugal propôs a Angola alargar a cooperação técnico-militar, hoje alicerçada maioritariamente na formação, aos domínios da ...
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Três mil militares angolanos formados por Portugal
Diário IOL
Portugal formou cerca de 3000 militares angolanos em escolas portuguesas nos 20 anos que leva a cooperação técnico-militar entre os dois países ea vertente ...
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Registadas duas violações de fronteira de Angola com a RDC
AngolaPress
Mbanza Kongo - O comando provincial do Zaire da Polícia Naciona registou, nos últimos sete dias, dois casos de violações na fronteira entre Angola ea ...
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Governo angolano apostado na melhoria das condições de habitação
AngolaPress
O governante angolano fez esta afirmação à imprensa à margem de uma visita que efectuou à ExpoShanghai2010, inaugurada dia 1 de Maio deste ano. ...
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Fortalecem relações ministérios de Defesa angolano e português
Prensa Latina
Segundo a Agência Angop, a XII Reunião da comissão Mista Angola-Portugal foi precedida de uma reunião de especialistas militares, cujos trabalhos concluíram ...
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AngolaPress
Relações Angola e Guiné Equatorial reforçadas nos últimos cinco anos
AngolaPress
Luanda - As relações políticas, diplomáticas e económicas entre Angola e Guiné Equatorial atingiram o seu ponto mais alto durante os últimos cinco anos, ...
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Angola: Economia angola vai crescer mais que o esperado
Ibinda.com
Luanda – A economia de Angola deverá registar um crescimento de 9,4 por cento em 2010 e de 7,6 por cento no ano seguinte, superior ao previsto pelo Governo. ...
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AngolaPress
Docente aborda Pluralismo Jurídico em Angola
AngolaPress
A convite da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, o professor angolano, que é também presidente da Fundação ESCOM, irá dissertar sobre o tema. ...
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Pensar e Falar Angola

Tio Liceu e os Ngola Ritmos

Para quem não pode estar no passado dia 30 de Abril no Culturgest, o filme de Jorge António "O Lendário Tio Liceu e os Ngola Ritmos " volta a passar":
na próxima quinta-feira, dia 6 às 21H, na Sala 3 do S. Jorge no âmbito do Festival FESTIN / Cinema da CPLP.
A entrada é livre.


Pensar e Falar Angola

Mário Pinto de Andrade - um olhar íntimo


Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Fórum da Sociedade Civil Africana para a FAO

Data:
Terça-feira, 4 de Maio de 2010
Hora:
8:00 - 17:30
Local:
Futungo II - Luanda (ex acampamento da OPA)

Descrição

Trata-se de um evento estatutário da própria FAO que, este ano traçou três objectivos fundamentais:

a) Analisar as estratégias e mecanismos de governação de segurança alimentar e nutricional

b) Reflectir sobre os principais desafios sobre segurança nutricional em africa

c) Partilhar experiencias no sector agricultora familiar em África


Durante o Fórum das organizações africanas ligadas à segurança alimentar em África, serão debatidos os seguintes temas :


TEMA I – Estratégias e Mecanismos de Governação da Segurança Alimentar e Nutricional

- Sociedade Civil - Participação nos Mecanismos de Governação da Segurança Alimentar em África

- ENSAN – Implementação e Formas de Participação da Sociedade.

TEMA II – Desafios para a Segurança Alimentar e Nutricional

- A Problemática da Terra – Conflitos e Possibilidades para a Segurança Alimentar – Angola

- Financiamento Público à Agricultura

- Agricultura Familiar – Oportunidades para Segurança Alimentar e Nutricional

TEMA III – Promoção e Fortalecimento da Segurança Alimentar e Nutricional de forma Sustentável – As Experiências de Agricultores Familiares

Troca de Experiencias: Experiencias dos Agricultores Moçambique, Burundi, Kenya e Malawi.


No final do Encontro, será apresentada a “Declaração de Luanda” do Fórum Paralelo da Sociedade Civil Africana à 26ª Conferência Regional da FAO para África, após aprovação dos participantes.


Compõem Fórum Paralelo da Sociedade Civil Africana à 26ª Conferência Regional da FAO para África: Rede de Organizações da Sociedade Civil para a Soberania Alimentar – ROSA; União Nacional de Camponeses – UNAC (Moçambique); Via Campesina África; União Nacional das Associações de Camponeses de Angola – UNACA; Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente – ADRA; Rede Terra; Liga das Cooperativas dos Estados Unidos da América – CLUSA; Conferência Nacional da Sociedade Civil (Angola); Oxfam GB; ActionAid International; VECO (Uganda); Africa Right to Food Network; PELUM; Rede das Organizações do IFSN dos PALOPs; Third World Network – TWN; Africa Biodiversity Network – ABN (Kenya); East and Southem Africa Farmer's Federation – ESAFF (Zambia); ACORD


Contactos (para Imprensa):

UNACA - José Luís – 923949234

ADRA - Sérgio Calundundo (Director) - 923637970

ADRA - Belarmino Jelembi - 923816252


Pensar e Falar Angola

Piloto Angolano sofre aparatoso acidente

Ricardo Teixeira (imagem retirada do vídeo do acidente) (foto D.R.)
F2: Ricardo Teixeira escapa ileso de acidente espectacular (com vídeo)
Por Redacção (ABola)

O piloto angolano Ricardo Teixeira sofreu um espectacular acidente na segunda corrida da Fórmula 2, no circuito de Marraquexe, mas escapou ileso.

Depois de ter alcançado o quinto lugar na primeira corrida, Ricardo Teixeira, na segunda prova, embateu no monolugar de Ivan Samarin e o seu veículo foi lançado para o ar, tendo depois passado por cima de vários colegas.

Ainda assim, o piloto escapou sem nenhum ferimento, mas ficou naturalmente dolorido por causa do impacto.



Pensar e Falar Angola

Notícias no Google sobre Angola

Agricultura é o novo dinamizador da economia de Angola
Diário Digital
O ministro da Agricultura de Angola, Afonso Canga, diz que este sector é o novo dinamizador da economia do país e que em 2009 empregou mais de 70.000 ...
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ASCOD felicita Governo angolano
AngolaPress
“A família paralímpica africana e mundial congratula-se pelo facto da primeira-dama de Angola, Ana Paula dos Santos, ter sido galardoada em duas ocasiões a ...
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Figo e Akwá em jogo de solidariedade em Angola
Mais Futebol
... com a Associação Kadengue Habilidoso, liderada pelo ex-benfiquista Akwá, vai realizar o jogo de solidariedade «All Stars 2010», em Benguela, Angola. ...
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Historiadores angolanos participam de seminário em São Paulo
África 21 Digital
São Paulo – Um grupo de historiadores angolanos vai participar de um seminário subordinado ao tema “A origem e cultura dos povos africanos“, a decorrer de 4 ...
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Angola cresce 9,4% em 2010
Diário Económico
Economistas contactados pela Reuters esperam uma taxa de crescimento do PIB angolano superior ao estimado por José Eduardo dos Santos. ...
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Responsável do PSD afirma que Angola é um país com credibilidade
AngolaPress
Luanda – Não é por acaso que Angola é, actualmente, um país com credibilidade reconhecido como um modelo de boa governação, estando nos lugares cimeiros das ...
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O Apostolado
POR UMA COMUNICAÇÃO SOCIAL ANGOLANA COM "VEZ E VOZ PARA TODOS"
O Apostolado
O responsável pela informação da Conferência Episcopal de Angola e S. Tomé espera que a media nacional esteja ao serviço de todos e não para alguns que, ...
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O futuro de Angola
Diário Económico
Simultaneamente, existe uma clara consciência sobre a natureza dos problemas que Angola enfrenta. A vida política será marcada, nos próximos anos, ...
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domingo, 2 de maio de 2010

Notícias no Google sobre Angola

Professor universitário acredita no crescimento tecnológico de Angola
AngolaPress
Luena - O professor da Universidade Católica de Brasília (UCB) - virtual, Detley Moreira Porto, disse, hoje, no Luena, que a tecnologia em Angola poderá ...
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AngolaPress
Prometido maior intercâmbio cultural entre angolanos e norte ...
AngolaPress
Luanda – O ministro conselheiro da embaixada norte-americana em Angola, Jeff Hawkins, prometeu na noite de sábado, em Luanda, trabalhar para que o ...
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Escritora leva à Cabo Verde riqueza literária de Angola
Jornal de Angola
Kanguimbo Ananaz explicou ao Jornal de Angola que o convite para representar o país surgiu do Instituto Internacional de Língua Portuguesa, que organiza a ...
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Bento Bento pede maior união dos jovens na preservação do ambiente
AngolaPress
De acordo com o primeiro-secretário, os jovens do mundo, no geral, e de Angola em especial, podem e têm capacidade de fazerem algo para melhorar o clima a ...
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UNITA em Portugal para obter ajuda
Diário de Notícias - Lisboa
angola Uma delegação da UNITA encontra-se em Portugal para reuniões com diversas entidades, tendo-se encontrado já com representantes do PS e do CDS-PP, ...
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Crescimento económico de Angola deve dar lugar ao desenvolvimento
Jornal de Angola
O ministro de Estado e da Coordenação Económica considerou que, apesar do assinalável crescimento que Angola regista, sobretudo depois da guerra, ...
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"Questão de Cahora Bassa foi resolvida a nosso contento"
Diário de Notícias - Lisboa
Dos dois maiores países africanos que fizeram parte do mundo português, Angola, apesar da guerra, emergiu como uma potência regional; Moçambique, ...
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Correio da Manhã
“Tivemos de transportar mortos no Natal”
Correio da Manhã
Embarquei para Angola no dia 7 de Novembro de 1968, no navio 'Pátria'. Desembarquei em Luanda na noite de 17 de Novembro de 1968 e saí na companhia de um ...
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Sacerdote, outro Cristo!
O Diário do Norte do Paraná
Os bispos de Angola e São Tomé e Príncipe publicaram uma rica mensagem – Sacerdotes para servir a África – e que apresento aos meus amáveis leitores e ...
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Lugar de mulher é na política
Diário de Pernambuco (Assinatura)
... dos países desenvolvidos, de quase todos os latino-americanos e de outras nações de língua portuguesa, a exemplo de Angola e Moçambique (ver quadro). ...
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Pensar e Falar Angola

Ágora (114) - Os Campos de Algodão estão de Luto




Adriano Sebastião (11-8-1923/ 3-3-2010)
A morte de Adriano João Sebastião, no passado dia 3 de Março de 2010, deixa uma grande tristeza, para todos os que tiveram o privilégio de o ter conhecido, ou com ele colaborado.
Fui um dos que com ele colaborei, no fim dos anos setenta, quando vai para Lisboa instalar a primeira embaixada da então Republica Popular de Angola em Portugal.
Como primeiro embaixador de Angola em Portugal, Adriano Sebastião colocou ao serviço do País o melhor que tinha, e que era muito. De finíssimo trato, pessoa solidária, reservado q.b., politicamente coerente, com fortes convicções anti-colonialistas, que lhe valeram o degredo e a prisão, e acima de tudo portador de um grande carácter, conseguiu impor serenamente o respeito a todos os seus subalternos, colaboradores e até a pessoas com divergências ideológicas profundas.
Profundamente ligado à Igreja Metodista de Angola, o seu empenho cristão marca o seu quotidiano de vida, e a sua relação serena com a sociedade.
Já há uns tempos, na minha coluna semanal tinha feito um artigo sobre Adriano Sebastião, a propósito do seu livro, editado no início dos anos 90, “Dos campos de algodão aos dias de hoje”, que acaba por ser um instrumento indispensável, para o estudo do que foi a resistência anti-colonial nos anos 40 e 50, na região rural de Kalomboloca, Cassoneca e Catete.
Sabia-o muito fragilizado nos últimos anos da sua vida, felizmente longa, e acompanhado com grande dedicação pela sua esposa, D. Hermengarda, e suas filhas, Isabel (Tinha), Luzia (Gy), Ana Paula e Adriana (Didi), que me apresto a apresentar sentidos pêsames.
Nesta hora triste, Kalomboloca vê perder um dos seus filhos ilustres, e Angola despede-se de um cidadão impoluto, e um dos muitos que obstinadamente lutou para fazer este País.
Fernando Pereira
4/03/2010

Pensar e Falar Angola

sábado, 1 de maio de 2010

Notícias no Google sobre Angola

Apresentada obra "A Credibilidade dos Media em Angola"
AngolaPress
Luanda – A obra “A Credibilidade dos Media em Angola”, do jornalista angolano Adebayo Vunje, foi apresentada ao público na noite desta sexta-feira, ...
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AngolaPress
Angola acolhe segundo congresso dos advogados de língua portuguesa
AngolaPress
Luanda - O segundo congresso dos advogados de países de língua portuguesa será realizado na capital angolana, em Março de 2012, anunciou hoje (sexta-feira), ...
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Angola e Portugal discutem Defesa
Jornal de Angola
Peritos da Comissão mista de Defesa e Segurança de Angola e Portugal estão reunidos desde ontem, em Luanda, para definir estratégias de cooperação no ...
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UNITA acusa governo de incumprimento dos acordos de paz e de ...
i Informação
O secretário geral da UNITA faz um "balanço negativo" dos oito anos de paz em Angola e acusa o governo angolano de não cumprir os acordos estabelecidos em ...
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Mercado angolano ganha mais 38 pós graduados em gestão bancária
AngolaPress
Na ocasião, o presidente da mesa da Assembleia da Associação de Bancos de Angola (ABANC), Amilton Silva, referiu que o investimento nos recursos humanos ...
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Agência Cubana de Notícias
Presidente Raúl Castro se reúne com ministro da Defesa de Angola
Agência Cubana de Notícias
... uma reunião fraterna com o general Cândido Pereira dos Santos Van Dúnem, ministro da Defesa da República de Angola, que chegou à ilha em visita privada. ...
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AngolaPress
Visita do ministro cubano da Cultura marca noticiário social da semana
AngolaPress
Durante a visita de dois dias à província mais ao Sul de Angola, o responsável informou que o executivo tem já traçado um programa de reintegração dos ...
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China Radio International
Para Barroso, Expo de Shanghai é "fantástica"
China Radio International
Ao final da visita que fez ao pavilhão de Angola, ele conversou com a reportagem da Rádio Internacional da China. "Fantástico! ...
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Casas "Angola Jovem"
Jornal de Angola
Bom dia, Jornal de Angola. Eu concorri para o sorteio Angola Jovem e estava fora da cidade no dia do sorteio. Sendo assim, não pude estar presente no ...
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Paraísos fiscais: Suíça ou Angola aparecem como "offshores" em manuais
Barlavento Online
Contudo, Suíça, Malta, Angola, Cabo Verde, Paquistão, Afeganistão, Holanda eo próprio território português, com as zonas francas da ilha da Madeira e da ...
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Pensar e Falar Angola

PEPETELA - Doutor Honoris Causa - parte 2

Magnífico Reitor da Universidade do Algarve.

Ex.mo Senhor Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

Magnifico Reitor da Universidade de Cabo Verde,

Senhor Director da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais e outras autoridades académicas,

Senhor Embaixador de Angola,

Senhora Vereadora da Câmara Municipal de Faro

Senhora Governadora Civil de Faro,

Senhor Presidente da Associação Académica

Membros do corpo docente e discente desta Universidade,

Prezados convidados, familiares e amigos,

Minhas senhoras e meus senhores,

Tocou-me vivamente o gesto da Universidade do Algarve, ao se lembrar de me outorgar o título de Doutor Honoris Causa. Compreendo o gesto como vontade de homenagem que ultrapassa o próprio homenageado, mas também e principalmente visa uma literatura e uma nação, a angolana. Porque muito dificilmente se separará a obra e a vida de um escritor da história e cultura do seu povo. Agradeço profundamente a ideia desta celebração, que muito me honra e quero pois dedicá-la, com vossa permissão, ao povo angolano. Dedico-a também à minha mãe, que, como verão em seguida, teve um papel decisivo no meu percurso e à minha mulher, Filomena, infelizmente ausente nesta ocasião, responsável pelo menos por metade daquilo que tenho produzido. Agradeço também as generosas palavras de apresentação do Magnífico Reitor da Universidade de Cabo Verde, o Professor António Correia e Silva.

No meu fraco entender, considero que um ficcionista deve contar preferentemente estórias e não falar ou escrever sobre aquilo que é o seu trabalho íntimo, talvez o mais íntimo dos trabalhos humanos. Chamemos discrição ou suma vaidade a este cuidado de não revelar intimidades. Há porém escritores, também especialistas em teoria literária e que, sem cair em esquizofrenias, conseguem analisar, ponderar e divulgar aquilo que vão descobrindo nos textos ditados pela sua própria imaginação (alguns denominam subconsciente). Admiro a sua capacidade e até ousadia de exposição mas sou incapaz de os seguir. Da mesma maneira, não sou capaz de escrever mais de dez linhas sobre o trabalho de outro escritor sem começar a contar estórias que a meus olhos melhor o definem em contraposição às analíticas palavras habituais.

Dito isto, decidi para este acto complicado da minha vida (embora possa não parecer, convivo muito mal com as luzes da ribalta e, sobretudo, quando se trata de homenagens que sinto sempre não suficientemente merecidas). Mas dizia, decidi escrever algo que já tenho contado em entrevistas, em encontros com leitores ou alunos de escolas, mas nunca tinha vertido para o papel, dando-lhe assim mais espessura e talvez durabilidade. Portanto, tento aqui a resposta à sacramental e terrível pergunta: como começou a escrever ou como se tornou escritor? (O que não é exactamente a mesma coisa). Pois bem, vou contar-vos uma estória, verídica na sua essência, talvez ligeiramente ficcionada na sua forma, forçado pela necessidade da economia de tempo. Mas em todo o caso estória matemática, pois é de facto uma equação com várias incógnitas.

Tinha quatro anos de idade, quando a minha mãe me ensinou a reconhecer os números para poder jogar com dados um passatempo onde os cavalos avançavam sobre casas numeradas, transpondo obstáculos. E depois explicou-me como o meu cavalo saltava, contando as casas em função da sorte dos dados. Também havia penalidades, que consistiam em recuar algumas casas. Tinha de as contar. E, na varanda de trás da casa de Benguela onde nasci e vivi até aos cinco anos, arejada pela brisa brisando entre mamoeiros e goiabeiras do quintal, deitado no chão morno, no meu recato de solidão, fui lançando dados e fazendo avançar os cavalos, ao mesmo tempo que ouvia os pássaros em eternas serenatas amorosas e as máquinas embirrentas do vizinho Jornal de Benguela a atroar os silêncios de uma cidade semi paralisada no tempo. Até a minha mãe descobrir um dia que eu tinha aprendido a somar e subtrair, como se dizia na altura. A partir de então, fui uma espécie de macaco de feira. Nos jogos de futebol, os letrados da terra, no intervalo, passavam o tempo morto a me perguntarem quanto eram 12 mais 5 ou 18 menos 3. E lá lhes respondia, meio encabulado, ainda sem idade ou descaramento para lhes pedir com uma lata o tinido das moedas que provavelmente merecia por acertar nas respostas. Como qualquer macaco de feira. Podem crer, não sentia orgulho nenhum pelo aparente brilho do meu desempenho, antes a humilhação do macaco prisioneiro forçado a exibir-se para gáudio de uma qualquer plateia.

Minha mãe era sem dúvida uma professora frustrada, por nunca ter podido exercer a profissão que consideraria a mais nobre do mundo. Por isso, entusiasmada com a experiência didáctica anterior, embalou-se a ensinar-me a ler e escrever, tinha eu cinco anos. E entretanto fui descobrindo tesouros escondidos nos meus silêncios de menino recatado, ouvidor atento das conversas se processando na varanda ou no quintal. Aconteceu pois que, aos seis anos incompletos, e ao entrar na escola, já sabia todo o programa da primeira classe. Dois meses depois, promoveram-me para a segunda, a qual fiz sem mais dificuldades. A dificuldade derivou então para a escola, apanhada na sua própria armadilha. Iam ter de me admitir na terceira classe ainda com seis anos de idade, embora por escasso mês, devido ao calendário escolar da época. Não sei como se passaram exactamente as coisas, se o director escreveu para o delegado distrital pedindo desesperadamente orientações, se apenas o caso se circunscreveu à jurisdição da escola, mas acabaram por chamar a terreiro o especialista de maior nomeada para resolver tão intricado caso, o médico da terra, que por coincidência era irmão do meu pai. E o meu tio, que antes já tinha admoestado o casal por andar a cansar exageradamente o meu jovem e frágil cérebro, só capaz de assimilar o que o programa normal da escola indicava, foi determinante na decisão da escola: o menino não podia entrar na terceira classe com seis anos, era quase crime de lesa-majestade ou pelo menos de lesa-saúde cerebral, e portanto teria de repetir a segunda. A ciência falou, todos respeitaram. Erro fatal ou força do destino? Na época não frequentava os kimbandas, os nossos adivinhos tradicionais, e por isso não vos poderei responder. Mas de facto aqui começa a estória.

Ao fim de pouco tempo, a professora, aliás a mesma do ano anterior, me punha a corrigir os exercícios dos colegas, enquanto se abanava feliz num canto, até se abater com o sono provocado pela modorra do clima. Eu era o mais novo e o mais pequeno da classe, convém dizer. E corrigia matulões, daqueles que chumbavam pelo prazer de irem à praia fugindo das aulas e já experimentavam acender beatas nos recreios. Por vezes choviam ameaças, eh miúdo, como é que puseste errado no meu problema ou então, por que é que me marcaste tantos erros no ditado? Ou atentados parecidos, merecendo vingança nos jogos de futebol debaixo dos majestáticos jacarandás e mulembas do pátio da escola onde não era poupado a umas boas caneladas dignas de cartão vermelho, inexistente na época. Havia entretanto uma prova que me passou a pôr os nervos em franja, chamada redação, hoje composição, creio. Era sempre a mesma coisa. Sobre o gato, cão, boi ou pato, demonstrar como eram animais úteis ao homem. Deixem-me acrescentar, também havia dissertações sobre o pinheiro, a amendoeira ou o castanheiro, árvores que desconhecíamos obviamente, jamais saídos de território tropical. Ainda se fosse um imbondeiro… Já tinha feito esses exercícios no ano anterior. E teria de repetir a mesma lengalenga nesse ano. Eu que nunca gostei de repetir coisas.

Aqui entra a terceira variável da equação, o Thor, ainda não merecedor de trabalhar dentro de casa e confinado a tratar do quintal, não só por demasiado pequeno para limpar móveis e loiças mas sobretudo por ter vindo directamente do interior, sem educação urbana portanto. Continua a ser para mim um mistério o nome Thor, pois não pertence a nenhuma etnia da região, conhecendo-o como um dos deuses dos Viking. Provavelmente terá sido herdado de algum grupo de alemães ou equivalentes avançando para norte nos carros bóeres de oito juntas de bois, fugidos da actual Namíbia e falando línguas guturais do norte da Europa, em princípios do século passado. Ele provinha de um ponto de confluência de três povos, dois de pastores e um de agricultores. Pertencia aos agricultores. E contava as lutas entre pastores e agricultores por causa da posse das terras, mas também as lutas derivadas dos costumes pastoris de roubar um boi ao grupo adversário para um jovem passar a ser considerado adulto, tradição que ainda hoje se mantém e por vezes é causa de conflitos mais ou menos graves. Thor sabia estórias. Até mesmo as passadas bem antes de ter nascido e que permaneciam na memória colectiva do Planalto Central como momentos de grande terror, tais as célebres razias dos incomparáveis cavaleiros kuanhama, vindos muito do sul para confiscar gado e mulheres. E gostava de narrar, hábito adquirido no seu terreiro natal em que toda a vida social se passava ao fim de tarde e parte da noite à volta da fogueira, ouvindo os mais velhos e sábios relatar cenas do presente e do passado. Talvez também adivinhando futuros, quem sabe.

Em suma, íamos para cima de uma acácia à frente de casa e ele contava as mesmas ocorrências, porém nunca da mesma maneira.

A acácia rubra merece um parágrafo especial e peço licença para o introduzir. A casa nova, onde então habitávamos, tinha sido construída ao lado do antigo leito do rio Corinje. O meu pai era jovem quando desviaram o leito do rio para sul, servindo assim de limite ao território. É da sua recordação os antílopes irem beber água ao Corinje e os leões e onças aproveitarem a carne tentadora. A lenda contava que ao lado do rio, teve lugar uma luta de morte entre dois heróis: um leão de juba farta e acobreada e um homem armado apenas de um punhal. Foi alguma gazela o fruto da disputa? A lenda não reteve a razão. Apenas que o combate foi demorado e terminou com a morte de ambos os adversários. Diz ainda a lenda que o sangue dos dois heróis correu para a depressão onde uma jovem acácia brotava. Alimentada por esse sangue quase sagrado, a árvore ultrapassou as irmãs em altura e deu sempre flores mais encarnadas. Também os seus ramos grossos eram melhores para nos sentarmos neles e observarmos o contínuo movimento da rua. Pois bem, era para cima dessa acácia rubra que íamos conversar e Thor me contava as estórias do seu povo e dos vizinhos belicosos. Sempre fui amante de estórias, passava o tempo a pedi-las a todos os da casa, em especial ao cozinheiro e à lavadeira, que explicavam as cenas acontecidas nos seus bairros marginais, sem luz elétrica, sem água canalizada, sem lojas e sem asfalto, mas com muitos dramas, sofrimento e também paixões avassaladoras e gestos de heroísmo. Eu era um ouvidor de estórias. Mas não as sabia contar. E Thor insistia comigo, conta lá uma, e eu não o satisfazia, achava que não era capaz de as narrar com a mesma intensidade e o mesmo colorido que ouvira. Por isso me remetia à obscuridade da plateia e nunca ao fulgor do palco.

Aqui voltamos à segunda incógnita da equação, a escola.

Cansado de repetir as mesmas escritas sobre o melhor amigo do homem ou todas as partes do boi aproveitáveis, desde os chifres aos cascos, resolvi um dia arriscar as mãos numas reguadas e narrei uma estória, onde o tema pedido era respeitado, mas não as regras da demonstração, pois de ficção se tratava. Entregue o trabalho, arrependido já do rasgo impensado de ousadia, preparei-me para o justo castigo da palmatória de cinco olhos. Surpresa. A professora leu e releu, sorriu e depois partilhou a minha primeira estória escrita com toda a aula. Era isto mesmo que queria que vocês fizessem, rematou. Não só salva a integridade física, como elogiado. É claro, nunca mais segui as regras da demonstração escolástica. Ao menos divertia-me a inventar coisas sobre os temas pedidos. E a ouvir elogios, que sempre soavam melhor que as frequentes palmatoadas. E, talvez o mais importante, a ter estórias para o Thor. Subíamos à acácia, ele contava uma e eu lia o que não sabia contar. Tomado o gosto, não parei mais de escrever essas pequenas narrativas, cada vez mais desligadas dos temas escolares e entrando nas experiências de um menino na complexa e polissémica cidade de Benguela, em que parte considerável da população, cerca de metade, era mestiça e praticamente toda ela se orgulhava de ser do contra, qualquer que fosse o governo ou regime. Até hoje, se me permitem acrescentar, é um orgulho citadino o facto de ter sido o único espaço do então império português em que oficialmente ganhou as eleições de 1958 o general Humberto Delgado. Oficialmente, repito.

Outra variável a ter em conta: o gosto pela leitura e a boa biblioteca que tínhamos em casa. E um tio do lado materno, este jornalista, que começou a explicar-me certos assuntos que ninguém ousava esclarecer: por exemplo, porquê no nosso bairro, fronteira com a sanzala, os negros não dormiam dentro das casas mas nos anexos? Porquê eram criados, cozinheiros, lavadeiras, mas nenhum professor ou médico? Porquê Thor nunca tivera oportunidade de frequentar a escola? Aos treze anos, esse tio deu-me a ler Proudhon, com muitas recomendações de cautela, ninguém pode saber, lê às escondidas. Depois admiram-se de eu ser até hoje utópico e achar ainda que a propriedade está associada ao roubo…

As preocupações sociais e mais tarde políticas moldaram certamente a literatura que passei a fazer na adolescência. Eram gritos de revolta, um pouco anarquistas, abafados, porque reservados à escrita clandestina. No resto era um adolescente como os outros, jogando futebol, gostando de cinema e tentando namorar as miúdas mais bonitas. E pouca gente sabia que gastava parte das minhas noites a escrever estórias, muitas que não completaria, como o meu primeiro policial, até hoje sem a última página para desconhecer o nome do assassino. Diga-se de passagem, sem as outras páginas também, porque todas essas experiências de juventude foram perdidas ao longo da vida. Não é grave, o seu valor era mínimo, apenas o da memória.

Terá sido o jogo destas variáveis que me fez escritor? Talvez, e certamente umas variáveis mais importantes que as outras, mãe empenhada, obrigatoriedade de repetir um ano escolar, professora compreensiva, amigo contador de estórias, cidade de contradições, leituras variadas, injustiça na sociedade, etc., mas outras pessoas tiveram talvez experiências semelhantes e nunca pretenderam enveredar pelos mesmos caminhos. Ficará sempre a dúvida. Poderia por exemplo existir um fugaz sopro de vento e eu continuar por um qualquer curso de engenharia, nunca descobrindo a poesia dos números, à força de os usar sem os saborear. Ao escolher mais tarde a senda sociológica, podia ter limitado a minha imaginação a esse percurso e não o contrário, utilizando-a para a ficção. Por isso é tão complicado responder à questão do como e do quando se faz um escritor. Outros saberão. Prefiro deixar que búzios sejam atirados e os leitores adivinhem ou imaginem. O importante é a delícia e alívio que se tem quando um personagem nos surpreende, se apodera da narrativa e diz, agora sou eu que comando, tu, reles escritor, remete-te ao simples papel de escriba ou oráculo, enquanto eu, o personagem, passo a ditar a ação. Sim, nesse momento há o êxtase do corredor de fundo que ultrapassa as dores, a suprema fadiga, e entra no breve paraíso em que flutua sobre nuvens adocicadas antes do colapso final. Há sempre um colapso, todos o sabemos, mas o que interessa mesmo é o facto de se correr para lá da exaustão e pressentir como poderia ser o paraíso. Tal como escrever e deixar solta a imaginação, mesmo para a mais absurda das estórias. Por muito absurda que seja, nunca ultrapassará certas realidades.

Como vêem, sou um pouco herético sobre uma profissão que o escritor brasileiro João Ubaldo Ribeiro me confessou considerar como pouco decente para um honesto chefe de família. E eu respondi, pois é, mas eu não procurei essa profissão, ela é que me encontrou, decente ou não. E ele perguntou: foi numa encruzilhada de caminhos que foi apanhado? Certamente, disse eu. Perigosos, continuou o baiano, os espíritos das encruzilhadas. De facto, espíritos não conhecem rotundas. Encolhemos ambos os ombros, que havíamos de fazer?, e bebemos mais um copo.

Cada escritor terá a sua estória de como começou a escrever. E nem sempre será a mesma. Esta estória que vos contei não me foi revelada em noite de insónia ou de uma análise às profundezas escuras da minha memória, antes foi sendo construída no decorrer dos anos. Um detalhe ou outro acrescentado ontem e hoje. Não é forçosamente falsa pelo facto de se transmutar frequentemente. Apenas não considerei outras incógnitas que poderei vir a acrescentar à equação matricial daqui a cinco ou dez anos. E a retirar algumas variáveis, entretanto resolvidas pela usura do tempo ou aniquiladas pelos caprichos da moda. É esse o mistério da literatura.

Para benefício de todos nós, leitores.

Mais uma vez, muito obrigado a todos os que conspiraram para que esta cerimónia pudesse acontecer.

Pepetela – 28.04.2010



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