quinta-feira, 24 de abril de 2008

Ensino Superior

Ensino superior oferece 33 mil vagas
As instituições de ensino superior existentes no país ofereceram este ano académico 33 mil novas vagas, informou ontem, em Luanda, o secretário de Estado para o Ensino Superior, Adão Nascimento.

Em entrevista à Radio Nacional de Angola, o secretário de Estado afirmou que este número mostra, por si só, o crescimento do ensino superior no país.

De acordo com Adão Nascimento, a Secretaria de Estado para o Ensino Superior (SEES) submeterá brevemente à apreciação e eventual aprovação pelo Conselho de Ministros do pacote legislativo que vai dar um novo impulso à reforma do ensino superior.

Com a aprovação dos diplomas, aquele organismo pretende continuar a implementar a reforma, cujo termo se prevê para 2012, ou seja, criar condições para realizar o plasmado nas linhas mestras para a melhoria da gestão deste sistema, bem como o plano de execução.

Adão do Nascimento esclareceu que com as novas normas reguladoras, a SEES quer clarificar os princípios que orientam o funcionamento do sector, entre os quais o papel reitor do Estado, a liberdade académica, autonomia institucional, equilíbrio da rede de instituições, bem como a garantia da qualidade do ensino e serviços.

“Depois teremos outras disposições que vão permitir clarificar a tipologia das instituições de ensino que pretendemos ter, nomeadamente escolas superiores e institutos superiores técnicos ou politécnicos, academias e universidades”, frisou.

Para a fonte, esta distinção visa impulsionar a iniciativa privada a atender as necessidades de fomento do ensino politécnico e estancar a banalização do conceito de universidade.

Assim sendo, a criação de universidades e academias vai ficar sob tutela do Governo que, em alguns casos, pode delegar essa função a entidades idóneas.

As medidas entrarão já em vigor, mas será dado um período de dois anos para a adaptação das instituições à nova realidade. As universidades existentes são mantidas ou podem transformar-se em escolas ou institutos superiores politécnicos.

De acordo com o secretário de Estado, o processo de mudança vai ser acompanhado de estímulos, como o estabelecimento de parcerias público-privadas, havendo participação do Estado nos gastos com o corpo docente e desenvolvimento de projectos.

A reforma prevê igualmente a institucionalização do registo do docente na SEES que vai comprovar o seu perfil para a docência, bem como o estabelecimento de um vínculo laboral com uma unidade de ensino e uma colaboração, mediante acordo entre as instituições.

O responsável apelou aos docentes a prestarem maior atenção ao acompanhamento dos estudantes de modo a limar as suas principais debilidades, reduzir o elevado índice de reprovações e transformá-los em quadros competentes.

Brevemente a instituição vai remeter ao Ministério das Finanças o documento sobre a regulamentação das cobranças. O secretário de Estado para o Ensino Superior anunciou para dentro de um mês o início dos trabalhos de fiscalização às instituições, adiantando que já está a ser efectuado o levantamento de dados sobre a actividade académica e pedagógica das mesmas.


Fonte: Jornal de Angola












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