A Efeméride Nacional

11 DE NOVEMBRO DE 1975

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Angola - Alemanha

fevereiro 28, 2009 0

Assinado memorando de entendimento Angola/Alemanha
Berlim (Do enviado especial) – Um memorando de entendimento sobre uma parceria estratégica para a ampliação e o aprofundamento da cooperação económica entre as Repúblicas de Angola e Federal da Alemanha foi rubricado hoje, em Berlim, na sequência da visita oficial que o Presidente José Eduardo dos Santos efectua a este país europeu.

No memorando, segundo soube a Angop, o “Governo alemão reafirma a sua vontade de disponibilizar um volume apropriado de garantias para crédito de exportação a favor de investidores alemães que fornecem os seus produtos para Angola”.

Neste contexto, “os dois governos irão examinar particularmente as possibilidades existentes para a utilização de financiamentos estruturados e para projectos de montante até um bilião e 700 milhões de dólares de acordo com uma lista de projectos a ser apresentada pelo governo da República de Angola”.

Para além disso, o memorando realça que existe a disponibilidade por parte do Governo da República Federal da Alemanha de conceder garantias para investimentos directos de empresas alemães que queiram instalar-se em Angola.

Por sua vez, o governo de Angola possibilitará à economia alemã uma participação no programa nacional de reconstrução, principalmente no domínio da energia e água, indústria mineira, saúde construção habitacional e formação profissional.

Os dois países vão também, a breve trecho, estabelecer negociações bilaterais no domínio dos transportes aéreos
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Fonte: Angola Press




Pensar e Falar Angola

Sábado Musical

fevereiro 28, 2009 0

Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Biografia de Filipe Mukenga

fevereiro 27, 2009 0



Filipe Mukenga nasceu em Luanda, apesar de muita gente o associar a Cabinda. Isto tem muito a ver com um dos seus maiores êxitos, Minha Terra, Terra Minha, que fala exactamente desta cidade. Existe algo de verdade nesta história, porque o músico passou parte da sua meninice no enclave.
- Sou filho de Anacleto Gumbe e Isabel André. O meu pai era enfermeiro e a minha mãe camponesa. Quando eu tinha 5 anos o meu pai foi transferido para Cabinda, Dinge, e nós fomos também. Vivemos depois em Massabi, junto à fronteira com Ponta Negra e, em 1957/58, como não havia escolas na região, o meu pai resolveu ir para a cidade de Cabinda. Foi sem receios, apesar de ainda não ter qualquer emprego. Achava que era importante que nós pudéssemos estudar. Pegou em mim e na minha irmã e fomos - recorda.
Quando chegou a esta cidade conheceu Leopoldo Mangueira, um funcionário de alfândega, que lhe deu trabalho. “Este veio a ser uma pessoa muito importante na minha vida. Para mim, será sempre o meu padrinho. Mais tarde quando voltámos a Luanda, vivi uma parte da minha vida em sua casa”, explica.
Filipe Mukenga regressa a Luanda e ao Bairro do Marçal, onde tinha nascido, por volta dos 14 anos. Nesta altura os seus pais separam-se e ele ficou a viver com a mãe. “O meu pai, com receio que eu não estudasse convenientemente, falou com o Leopoldo Mangueira e eu fui viver para sua casa. Estava lá durante a semana e só aos sábados e domingos é que ia para o pé da sua mãe, no Marçal. Isso permitiu-me ter acesso à música que vinha de fora”.

MÚSICO DE OUVIDO




Filipe Mukenga reconhece que a paixão pela música vem de muito cedo. “Os meus pais frequentavam a Igreja Metodista (Evangélica) e eu ia com eles no dia de culto. Ficava maravilhado com o coro. As vozes, a melodia, tudo para mim era encanto. E foi assim que eu comecei a cantar”, recorda.
Não frequentou nenhuma escola de música e foi a vida que lhe deu o “currículo”. “Os anos 60 foram uma boa escola. Na altura apareceram os Beatles que, para mim, foram o máximo. Como a cultura portuguesa na altura não permitia que saltásse-mos para um patamar superior, comecei por cantar esses êxitos internacionais. Cantava em festas, em locais onde era possível. Na altura a vida era muito dura e esse era um caminho para se ir sobrevivendo”, acrescenta, sublinhando que “foi por ouvir toda essa música que vinha de fora que tive contacto com outros géneros, com melodias mais elaboradas como o jazz e, que influenciaram até hoje a música que eu faço”, afirma.
Curioso é o facto de, nesta altura, Filipe Mukenga ainda não tocar qualquer instrumento. “Na verdade comecei a tocar violão por acaso. Foi numa das minhas visitas ao Bairro Marçal que um amigo meu, João Silvestre (que depois fez carreira como comissário de bordo da TAAG) me perguntou – Oh Chiquito (era a minha alcunha de miúdo) não queres aprender violão? – eu respondi que sim e foi ele que me ensinou os primeiros acordes”. Diga-se que, na altura, neste bairro de Luanda cresciam músicos e artistas que facilitavam o contacto cultural com a geração mais nova. E o destino colocou também no caminho de Filipe Mukenga outro amigo, da Praia do Bispo, que tinha um violão. E é assim que o músico passa a ter um acesso diário a este instrumento. “Fui aprendendo de ouvido. Aos 16 anos começo a perceber a estruturação das melodias e sinto que posso compor. Mas já nessa altura estava preocupado em sair do óbvio. Em fazer algo diferente.Foi esta minha característica, de não compor dentro de modas e estereótipos, que leva a que só tenha produzido quatro discos na minha carreira”. Recorde-se que o músico faz agora 46 anos de carreira.

EX-FUNCIONÁRIO PÚBLICO
Em 1970 Filipe Mukenga é incorporado no exército português, sendo desmobilizado três anos depois. “Esta passagem pela tropa permitiu-me ter contacto com outros músicos de diversas províncias de Angola e, conhecer a música que se fazia pelo território. O que era a música angolana, as suas raízes. Isso proporciona uma viragem importante na minha carreira. Por exemplo um dos meus maiores êxitos Umbi Umbi, resulta de uma recolha no nosso cancioneiro, a letra, que depois adaptei com uma melodia minha. Recordo que muitos nomes importantes gravaram este tema, tais como o Djavan e o Paulo de Carvalho. Ouvi essa música cantada originalmente pelo povo do centro”, diz.
A independência apanha o músico num processo de descoberta de novas sonoridades. Diga-se que a sua profissão era de funcionário público, na estrutura que depois veio a tornar-se o Ministério da Informação. “Eu nunca consegui viver apenas da minha arte. Sei que há outros músicos que conseguem, mas a mim nunca aconteceu. Reformei-me e pode ser que seja agora que viva apenas da música. Penso que esta ligação à editora Ginga pode ser uma solução. Na verdade nunca fui um músico muito solicitado para espectáculos, tirando aquelas datas importantes em que se lembram de mim, mas depois tenho períodos em que não consigo mostrar a minha música. Também só lancei quatro discos, apesar de ter muitas músicas no baú”, explica Filipe Mukenga.

A PARCERIA COM FILIPE ZAU
Em 1978 aconteceram coisas importantes na sua carreira. Inicia uma parceria com Filipe Zau, que se mantém até hoje, “penso que é um letrista extraordinário. Desenvolvemos projectos juntos muito importantes e vamos continuar a fazê--lo”. Também nesta altura conhece André Mingas com quem toma contacto com novas técnicas de execução, como os acordes invertidos e dissonâncias, o que lhe dá novos instrumentos para toda a sua capacidade criativa.
O primeiro disco surge em 1991, no seguimento de contactos que tinham começado três anos antes. “Em 1988 sou incluído como jornalista na delegação de Angola que vai a Lisboa para acompanhar as 1.as Jornadas dos Países de Língua Oficial Portuguesa, que encerraram com um grande espectáculo no Teatro D. Maria. Nessa altura, reencontro-me com o falecido Raul Indipwo, a quem explico o meu projecto musical. E é pela mão dele que eu entro na editora Valentim de Carvalho. Fecho contrato em 1990 e no ano seguinte lanço o meu primeiro álbum, Novo Som. A verdade é que a editora não soube o que fazer com o disco, por isso, eu acabei por rescindir o contrato de uma forma amigável”, recorda.

DOIS ÁLBUNS, UMA OPERETA
Em 1992 vai à Expo Sevilha integrado na delegação angolana e resolve ficar em Lisboa. Já não volta. Tem a oportunidade de viajar pela Europa, conhece outros músicos e outras gentes, vai ao Brasil, a Macau e alarga a presença da música na sua vida. Em 1994, através da editora Lusáfrica em Paris, grava o seu segundo disco, Kianda Ki Anda. Em 1996, num projecto de parceria com Filipe Zau grava a opereta O Canto da Sereia – o Encanto, um projecto que teve o apoio do Ministério da Cultura e da Comissão para Comemoração dos 500 Anos dos Descobrimentos Portugueses. Em 2003, gravou no Brasil, Salvador da Baía, um novo disco, Mimbo Yami. Este projecto foi finalizado em Portugal, pela Moviplay, que acaba por colocar a chancela no trabalho. O que leva o músico a rescindir o contrato com a editora.

UM NOVO DISCO POR ANO
Filipe lamenta ter apenas três discos lançados numa longa carreira. “A música que faço não tem como principal característica pôr as pessoas a dançar. Preocupo-me muito com o conteúdo e com a harmonia. Para mim a música é um excelente veículo de cultura e serve para a pacificação dos espíritos. Tem que haver uma mensagem. Fazer pensar e sonhar quem nos ouve. Os editores hoje não querem esta música”, justifica. Por isso confessa que “tenho muitas músicas guardadas. Há alturas em que me afasto voluntariamente do violão porque sei que vou compor coisas para o baú. E isso não me faz bem. Espero agora, com esta parceria com a editora Ginga, publicar mais discos. Um por ano parece-me que seria o ideal”, diz.
Depois de treze anos fora, Filipe Mukenga resolve voltar a Angola. “Estava fora quando o processo de paz se concluiu. Era o momento em que a pátria precisava da contribuição de todos. Por isso voltei. Tenho pena de não ter dado a contribuição que queria com a minha música, mas penso que agora haverá maior regularidade nas minhas apresentações”.
O músico está a desenvolver novos projectos. Para além do disco Nós somos Nós está a concluir a 2.ª parte da opereta O Canto da Sereia – o Encanto, em parceria com Filipe Zau. Está a preparar um disco de músicas infantis (fábulas adaptadas e cantadas) e, está fortemente empenhado num projecto de recolha do Cancioneiro Angolano, uma iniciativa realizada com o apoio do Ministério da Educação.

"NÓS SOMOS NÓS", O NOVO ALBUM
Este é o título do novo álbum de Filipe Mukenga. Quarto disco da sua carreira e o segundo que é gravado no Brasil. “Este projecto tem muito a ver com o empenho de um empresário brasileiro, Raimundo Lima, que está há muitos em Angola. É o dono da Ímpar, empresa que está ligada à área da comunicação social. Recentemente criou uma editora, chama-se Ginga e eu sou o seu primeiro artista”, explica Filipe Mukenga, que acrescenta, “para os artistas é muito importante a existência destas empresas. Em Angola não existem, mas em todo o mundo é assim que se estrutura a actividade artística. Não faz sentido sermos nós que vamos discutir os nossos cachets, os locais e a produção dos espectáculos, a divulgação dos discos, etc. Esta é uma actividade que deve ser feita por profissionais. O artista deve ser resguardado destas coisas. A gestão de carreiras é fundamental para solidificar a actividade artística. Por isso estou muito satisfeito por estar na Ginga. Acrescente-se que a empresa está em negociações com outros músicos angolanos de prestígio para incorporarem o seu projecto. Acredito que é necessário que se faça a internacionalização da música angolana, e que isso tem que ser feito com inteligência”, sublinha.
E é no âmbito desta parceria que nasceu o disco Nós somos Nós. “Dedico este disco a Angola, ao seu povo e á sua grande conquista que foi a paz”, diz Filipe Mukenga. “Quando me desafiaram para gravar o álbum, eu juntei as minhas músicas, dado que tinha muitas canções já prontas e que estavam guardadas no baú. Levei-as ao Zeca Baleiro, que produziu o álbum, e a selecção foi dele. Eu preferi fazer assim porque não era capaz de escolher apenas catorze músicas. Sei que ele também teve dificuldade em escolher”, diz divertido. Este trabalho tem a colaboração da voz de Martinho da Vila no tema O Paquete assim como de Vânia Abreu em Aprisionar a Negra Noite. Tem também um tema com letra da conhecida jornalista brasileira Cláudia Noronha. “Estava previsto também a gravação de uma música de Ivan Lins, mas infelizmente não foi possível realizar esta parceria por incompatibilidade de agenda. Mas acho que foi feito um bom trabalho”, confirma orgulhoso.
O disco só deve ser lançado no próximo mês. “A verdade é que com o período de festas muitas pessoas saíram do país. Só agora é que elas estão a voltar. Em consequência optámos por adiar o lançamento do álbum para que tudo seja preparado de uma forma eficaz. Mas o meu novo trabalho sairá brevemente”, promete Filipe Mukenga.

TRÊS NOVOS PROJECTOS EM CURSO
Para além do disco Nós somos Nós o autor está a concluir a segunda parte da opereta O Canto da Sereia – o Encanto, em parceria com Filipe Zau. Está a preparar um disco de músicas infantis e está empenhado num projecto de recolha do Cancioneiro Angolano, com o Ministério da Educação

TRÊS ESPECTÁCULOS EM MARÇO
O músico está a preparar uma série de três espectáculos – 19, 20 e 21 de Março – para comemorar os 31 anos de parceria com Filipe Zau. Os concertos vão decorrer no Teatro Nacional e estão incorporados no programa de comemorações de 20 Anos da Associação Chá de Caxinde.
PERFIL
Data de nascimento 7 de Setembro de 1949
Naturalidade Luanda
Juventude Cabinda, Bairro do Marçal e Praia do Bispo
Discoteca B’leza em Lisboa
destino de Férias Os países africanos que ainda não conheço
Prato Preferido Moamba de Galinha
Virtude Humildade
Defeito Ser reservado
Músico preferido Quase todos os que estão na àrea do jazz

Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Girabola 2009 - 1ª Jornada

fevereiro 26, 2009 0
No passado fim de semana começou o Campeonato Nacional de Futebol de Angola, conhecido por Girabola 2009.
Não é nosso hábito fazer aqui o resumo da Jornada, porém hoje aqui recordamos as 14 equipas que este ano estão na divisão primeira do futebol de Angola e saudamos o Desportivo da Caála, que depois de mais de 30 anos está de regresso à divisão maior.

Academica Lobito - Petro Luanda 2 - 3
Primeiro Agosto - Primeiro de Maio 1 - 0
Desportivo Huila - Academica Soyo 0 - 1
Santos FC - Benfica Luanda 0 - 0
Onze Bravos - Recreativo Caála 2 - 1
ASA - Recreativo Libolo 2 - 2
Interclube - Kabuscorp 0 - 0
Classificação:
1. Petro 3 pts .
Onze Bravos 3 .
Académica Soyo 3 .
Primeiro Agosto 3
5. ASA 1 .
Recreativo Lobilo 1 .
Benfica Luanda 1 .
Santos FC 1 .
Interclube 1 .
Kabuscorp 1
11. Academica Lobito 0 .
Recreativo Caàla 0 .
Desportivo Huila 0


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Cuca, a caminho do Huambo

fevereiro 26, 2009 0


Foi há 3 dias, as pedras lá continuam, a pintura é a mesma de há trinta e quatro anos (asseguraram-mo!) e a entrada na capital do planalto central é bem conhecida.
(A máquina fotográfica precisa de acertar o calendário.)






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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Os Lambas
Sabedoria Não Envelhece
Sábado, dia 28 de Fevereiro de 2009

fevereiro 25, 2009 1

Os Lambas
Sabedoria Não Envelhece
Sábado, dia 28 de Fevereiro de 2009
A partir das 8:00 horas da manhã
Na Cidadela Desportiva de Luanda.

Não perca a oportunidade de comprar com direito a autógrafos,
a terceira obra discográfica dos Lambas,
intitulada "Sabedoria Não Envelhece".
Num estilo musical 100% popular.








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Cortar e utilizar

fevereiro 25, 2009 1

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Choveu no Lubango

fevereiro 25, 2009 0

No Lubango-Cunene resolveu cair água e dizer que o escoamento era fraco e por isso as casas parecem estão construidas no lago. Logo logo amanhã esse lago vai secar e tudo vai voltar na normalidade.


Depois a gente vai ver os estragos, tira fotografias para mais tarde recordar.


E fez este pôr-do-sol na Chibia

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

INFORMAÇÃO POPULAR 5

fevereiro 24, 2009 0

Pensar e Falar Angola

Tom maior conta a história da Angola

fevereiro 24, 2009 0


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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Galinhas de Angola

fevereiro 23, 2009 2









Pensar e Falar Angola

Ainda Ruy Duarte de Carvalho

fevereiro 23, 2009 0
Ruy Duarte de Carvalho – um intelectual vigilante

Por Nelson Pestana (Bonavena)*

Decorreu, em Luanda, entre 9 e 13 de Fevereiro de 2009, uma "Semana de Homenagem a Ruy Duarte de Carvalho", numa iniciativa conjunta do Instituto Camões, através do Centro Cultural Português e da Associação Cultural Chá de Caxinde que, na ocasião, assinalava os seus vinte anos de existência. Na ideia de participar nesta semana de homenagem ao Ruy Duarte de Carvalho decidi fazê-lo falando do ficcionista e, particularmente, do seu livro "Os papéis do inglês", deixando a outros a possibilidade de falarem de outros aspectos da sua obra multimoda. No entanto, fi-lo em dois tempos: o primeiro, para sublinhar a importância desse acto, justificando-o pela envergadura do intelectual que era homenageado, a partir da ressonância de três dos seus livros que, segundo ele próprio, formam uma trilogia e marcam um período da sua obra: Vou Lá Visitar Pastores (Chá de Caxinde, Luanda, 1999) , Os Papéis do Inglês (Chá de Caxinde, Luanda, 2003) e As Actas da Maianga (Chá de Caxinde, Luanda, 2003), cujos géneros se repartem pela antropologia pós moderna, pelo romance e pela filosofia política, respectivamente. O segundo momento serviu para me fixar no livro "Os papéis do inglês". Escolhi falar deste livro por duas razões: a primeira, porque considero este romance do Ruy Duarte de Carvalho um texto sublime que não tem a divulgação que merece. E, por isto, nunca é demais aproveitar mais uma oportunidade para falar dele. A segunda razão é que eu já havia escrito, em duas ocasiões, sobre "Os papéis do Inglês" pois o livro (tendo sido escrito em finais do milénio anterior) foi publicado, sucessivamente, em Portugal (em 2000, pela Cotovia), e em Angola (em 2003, pela Chá de Caxinde). Quando do lançamento do livro em Lisboa (já em princípios de 2001) escrevi uma recensão crítica para a revista Angolé, (dirigida então pelo Albino Carlos e que o Luís Kandjimbo considerava uma revista de cabeleireiro e não compreendia bem por que razão eu escrevia ai uma coluna sobre literatura…, ….enfim!). Escrevi também um texto de apresentação para o lançamento, em Luanda, dois títulos Os Papéis do Inglês e As Actas da Maianga, que acabou por ser lido pelo Jacques dos Santos, pois, por força do adiamento do acto, quando aconteceu estava ausente do país. Perante o convite para participar nesta "Semana de Homenagem", primeiro pelo João Pignatelli, o activo Conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal, e, depois, pelo Jacques dos Santos, o conhecido presidente da Chá de Caxinde, lembrei-me então de reactualizar a minha leitura do livro e renovar o fascínio pelo "Os papéis do inglês", partilhando com vocês algumas e breves considerações a respeito.Porém, nesta crónica fica apenas o elogio ao intelectual, sendo que no próximo texto falaremos de Os Papéis do Inglês.A homenagem foi sobejamente merecida porque creio que o talento de Ruy Duarte de Carvalho não é mais questionável! E que o Ruy Duarte de Carvalho é um artista de vários ofícios também não é de se discutir: "desenhista", poeta, cineasta, antropólogo e ficcionista, tendo começado por ser agrónomo, todas estas ferramentas, para lá de outras considerações de ordem estética, ética e social, são postas ao serviço de uma mesma causa: a da cidadania angolana que ele explica como uma "conquista", um "merecimento" e eu entendo como co-natural a sua comunhão com a Terra que o viu nascer, não como ser biológico, mas como homem que não sabe estar (em Angola) sem ser (angolano).
Ruy Duarte de Carvalho é um intelectual que se afirma e se percebe na sua totalidade que tem marcado o nosso tempo com a sua reflexão laboriosa e produtiva. Um tempo "circular, aflorado pelas tangentes da sorte, dos acasos, cindido pelas secantes do desgosto, accionado a custo pela espiral da idade, à espera que a mola pasme, seno e coseno de algum lugar previsto, consentido, a haver mas sem devir" (Actas p. 96). Uma reflexão que constrói um caminho que vai da "Decisão da idade" a "indecisão da vida" e que vai de "um processo de apreensão", do facto ou do vazio, "à consciência da apreensão" e, finalmente, à "expressão do mal estar da consciência da apreensão".
Ruy Duarte de Carvalho é um intelectual que insiste em olhar o mundo, não propriamente para o ver (mas sem deixar de lhe reconhecer, pelo menos, os contornos) mas para compreender qual o nosso lugar nele e, por este atalho, tentar perceber o seu lugar em tudo isto. E, por isto, não é um intelectual contemplativo mas um intelectual que não sabendo estar sem ser (como disse há bocado), afirma as suas escolhas e propõe para o país, inspirado pelo seu "pragmatismo operativo", um "programa de grande fôlego", ou seja, de longa-duração e não meramente circunstancial, que não permitisse jamais a evocação da "necessidade de sacrificar sujeitos, sociedades ou gerações" e em que se propusesse concomitantemente "acções política imediatas aferíveis e, por sua vez, avaliadas segundo os seus efeitos imediatos sobre as populações". Um programa que fizesse da fome, da saúde e da educação "os problemas maiores da nação", pois "todos queremos um país normal", e não mais a reincidência do "pragmatismo bárbaro que tem vigorado até agora, inscrito numa lógica de guerra e de saque, de disputas de acessos, vantagens e privilégios e de apropriação pessoal de bens comuns, ou então de pura e simples sobrevivência, de adaptação e criação de circuitos e de saídas, de resposta adequada e inventiva à incompetência, a inoperância, a arbitrariedade e a deriva do poder, dos poderes" (Actas, p. 144 e ss).Um intelectual que renunciou ao espírito da "recuperação imediatista", ao espírito do aproveita a tua parte, que se opõe ao "autismo nacional" e contribui – com a sua reflexão – para "uma lucidez possível" (Actas, 148) como expressão do seu "empenhamento cívico", o que faz dele um intelectual vigilante que tem consciência (e o afirma) de que "Angola sempre foi maior do que quem a governou e governa e que, independentemente de quem exerce ou disputa o domínio directo ou indirecto sobre ela, há os que nunca perderam de vista uma hipótese de Angola [e dos Angolanos], quer dizer, maior e melhor que todos os poderes que ilustraram o seu passado e têm vindo a ilustrar a sua história recente" (Actas, 51). Um intelectual cujo percurso o conduziu "a esse terreno de luta contra a palavra autoritária" (Rita Chaves).
É, pois de registar como acontecimento feliz a homenagem ao Ruy Duarte de Carvalho, por altura das comemorações dos 20 anos da Chá de Caxinde, não apenas porque ele é um dos maiores expoentes da nossa literatura de todo os tempos, não porque é um dos maiores intelectuais do país, mas também porque é um cidadão angolano comprometido com o seu tempo. Por outro lado, a Chá de Caxinde dá mais um passo na sua afirmação como associação, editora, promotora de variadas formas de cultura e, também, grupo carnavalesco – uma genuína tradição da angolanidade.O Instituto Camões, que foi parceiro nesta iniciativa, também merece o nosso reconhecimento porque, mais uma vez, contribui para uma maior difusão da cultura angolana, no nosso país, num ambiente de fraca oferta cultural, o que torna mais significativo uma tal semana, também "na bolsa de visibilidades mundanas" do país, como diria o próprio Ruy Duarte de Carvalho nas suas Actas da Maianga (p. 150).
BOCA: "Um intelectual que renunciou ao espírito da "recuperação imediatista", ao espírito do aproveita a tua parte, que se opõe ao "autismo nacional" e contribui – com a sua reflexão – para "uma lucidez possível" (Actas, 148) como expressão do seu "empenhamento cívico", o que faz dele um intelectual vigilante que tem consciência (e o afirma) de que "Angola sempre foi maior do que quem a governou e governa" (Actas, 51)"
*Cientista políticoPublicado inicialmente in jornal AGORA.


Pensar e Falar Angola

domingo, 22 de fevereiro de 2009

OBITUARIO

fevereiro 22, 2009 1

Em 22 de fevereiro de 2002 Jonas Savimbi foi morto pelas Forças Armadas Angolanas, na província do Moxico.
Há sete anos.
Sem ele, a historia de Angola teria sido outra.
Com ele, também.

(de SEGUINDO ADIANTE)
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Carnaval de 2006 por Tonspi(*)

fevereiro 22, 2009 0
(*)José da Silva Pinto (se quiserem,o Tonspi, para quem gosta muito de mim) é o meu nome... Fui parido no Lobito, cidade do Sul de Angola a 7 de Julho do ano da graça de 1959, comecei a andar muito tarde por perguiça e porque tb era muito gordo, a falar demasiado cedo porque segundo a minha mãe era e sou de temperamento irrequieto, e um bom conversador... Da infância e da adolescencia, muitas boas recordações ficaram, das brincadeiras, dos sonhos (quase nenhum realizado), das pequenas (muitas) patifarias e traquinagens, dos desejos, dos amores, das tardes passadas com amigos nas praias da ilha.Em 1975 parti para Europa. Aí estudei, Biotecnologia em Zurique, na Europa comecei a gostar contar histórias com imagens, porque a palavra escrita apesar de muito gostar de ler não me sai com aquela verdade que tento partilhar com as imagens. A fotografia surgiu na minha vida em 1980, quando comecei a prestar muita atenção à arte de Eduardo Gageiro. Daí para cá, tenho estado a aprender a ver e vou fazendo aquilo que gosto mais, isto é, ver com olhos de ver, contar as minhas histórias simples da vida com verdade. 1997 a passagem pela Ásia ensinou-me a paciencia, aprendi a saber esperar o melhor momento, o sorriso, o esgar, o olhar. Das fotografias, muitas, que fiz no Cambodja e no Vietname poucas restam porque me foram surripiadas juntamente com o meu equipamento fotográfico num dia aziago em terras do Reino de Espanha.Não possuo equipamento fotográfico de topo, não dou demasiada importancia ás técnicas nem ás regras de bem fotografar, não estudei fotografia em nenhuma escola, frequentei como disse um dia a escolinha mágica do céu, das 1001 cores, dos entardeceres mágicos, do deslumbramento de ver um novo dia nascer. Fotografo por paixão, fotografo por devoção. Esqueço-me com frequencia de limpar as minhas lentes e normalmente carrego sempre comigo para onde quer que vá, de dia de noite, uma camera fotográfica.Resido desde 2000 em Luanda, por teimosia, por imenso Amor à terra que me viu nascer. Por cá, depois de 3 anos a trabalhar para petrolíferas decidi conceder-me a mim próprio uma pausa neste universo tão distante e diferente e empenhar-me a fundo na fotografia, com aprendiz de contador de histórias. Veremos no que vai dar... até porque continuo a acreditar no AMOR, no HOMEM, na VIDA.O Futuro... bom, esse, vou continuar a escrevê-lo com pinceladas de azul, no céu que eu invento para mim próprio, todos os dias.
I'm Male.

(53) Ágora - Dar Futuro ao Passado

fevereiro 22, 2009 0



Presumo que muito em breve, nos escaparates das livrarias, vai surgir um livro de boas memórias do Dr. Eugénio Ferreira, com o título “Um cabouqueiro da angolanidade”.

Editada pelo “Campo das Letras” este trabalho de Eugénio Monteiro Ferreira (Eniuka) e Carlos Ferreira (Cassé) sobre o percurso de vida de seu pai como advogado, professor, dirigente associativo, interventor político, dinamizador cultural e como cidadão, é sobretudo um caminhar, com toda a honestidade, pela última metade do século XX em Angola.
Este trabalho, com fotos que mereciam melhor tratamento gráfico, é rica pela excelência da recolha documental, pela escolha do contexto dos assuntos descritos e merecedores dos maiores encómios pela escrita usada.
A obra é dividida por algumas vivencias na sua trajectória, fotografias, documentos diversos e uma miscelânea de opiniões, depoimentos, referências, correspondência variada, em síntese um acervo rigorosamente seleccionado, que nos consegue prender a uma personagem que foi um indiscutível “senador” da probidade, da liberdade, da cultura e do humanismo, num passado de uma Angola que teve visíveis transformações, em que Eugénio Ferreira foi protagonista de tomo.
O livro é feito de outros livros, que o Dr. Eugénio Ferreira foi publicando ao longo da sua vida, desde que em 1943 aporta a Angola, onde começa por trabalhar na Diamang, e de onde sai quando lhe é colocada a questão do casamento, já que ele queria desposar a mestiça Maria Áurea Monteiro, extremosa senhora, e “esse tipo de misturas não eram bem vistas pelos directores da companhia”. A opção foi óbvia, tendo em conta a sua formação humanista e o que lhe dizia o seu coração, prescindindo de um percurso profissional que lhe augurava enormes proventos, mas escolhendo a mãe dos seus filhos e a sua companheira até ao fim da vida.
Eugénio Ferreira foi dinamizador da Sociedade Cultural de Angola, onde ocupou o cargo de presidente da Direcção e da Assembleia Geral. Bobella Mota, Ilídio Machado, Mário António Fernandes de Oliveira, Viriato da Cruz, António Jacinto do Amaral Martins, Alfredo Margarido e outros, transformaram a Luanda dos anos quarenta e cinquenta no contexto cultural, através de concertos e audições de música, concursos literários, feiras do livro, saraus e conferencias, tudo olhado com desconfiança pelas autoridades locais, que viam este espaço como um verdadeiro viveiro de nacionalismos, justificadamente diga-se de passagem. Neste contexto, o livro é muito útil para situar a sistematicamente ignorada Sociedade Cultural de Angola, no contexto da sociedade crioula de Luanda e no construir de uma consciência nacionalista por parte de muitos dos seus membros, frequentando-a simultaneamente com a Liga Africana e a Anangola.
O período que corresponde à eclosão do golpe militar de 25 de Abril de 1974 em Portugal, e a independência de Angola, é uma das partes seguramente mais importantes do livro, já que no contexto documental e de depoimentos diversos, “subverte “de forma verosímil, muito do que tem vindo a ser dito e escrito ao longo de décadas, com o intuito deliberado de fazer a história à medida das histórias e conveniências de uns quantos.
O Movimento Democrático de Angola, e o seu papel no dealbar dos dias do fim do Império, merecem uma detalhada atenção por parte dos autores, já que Eugénio Ferreira, foi o presidente desse primeiro movimento cívico a constituir-se em Angola, e surgiram sempre opiniões e versões díspares sobre o papel que o MDA teve na transição do poder colonial para a então RPAngola. Este livro traz alguma luz ao assunto, e talvez tenha reaberto uma nova frente para a memória futura da história de Angola.
Eugénio Ferreira foi uma pessoa serena, ponderada, nunca embarcou em demagogias, soube sempre manter à distância os poderes e as pessoas que aviltavam os seus valores. Sóbrio na sua vida quotidiana, era um homem imensamente culto, maçom como Aquilino Ribeiro, ligado à Seara Nova e Vértice, revistas onde se revelaram os nomes grandes do neo-realismo.
A Eugénio Ferreira foi-lhe outorgada a nacionalidade angolana pelo Dr. Agostinho Neto, o que terá sido a maior homenagem que Angola lhe podia ter feito, porque este ilustre causídico nunca se furtou de defender os injustiçados e os defensores da libertação do País.Eugénio Ferreira, um verdadeiro cabouqueiro da angolanidade!


Fernando Pereira


26/01/09




Pensar e Falar Angola

As tribos Omo

fevereiro 22, 2009 0







As tribos do Omo.
Nos confins da Etiópia, a séculos de modernidade, Hans Sylvester fotografou durante seis anos tribos onde homens, mulheres, crianças, pessoas idosas são génios de uma antiga arte. Eles têm o génio da pintura, e os corpos de dois metros de altura são uma grande tela. A força da sua arte reside em três palavras: os dedos, a velocidade e a liberdade.
Eles simplesmente mergulham os dedos na argila, e em dois minutos sobre o peito, peitos, púbis, pernas, fazem nascer arte comparável a Miró, Picasso, Pollock, Tàpies, Klee ...





















Pensar e Falar Angola

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Arnaldo Global

fevereiro 21, 2009 0




Pensar e Falar Angola

Sábado Musical

fevereiro 21, 2009 1
Belíssima canção do compositor angolano Filipe Mukenga (sósia de Milton Nascimento) magistralmente adaptada e interpretada por Djavan




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MANIFESTO FUTURISTA

fevereiro 21, 2009 0
Enviaram-me e tomei a liberdade de publicar:



Fez ontem 100 anos.
1. Nous voulons chanter l'amour du danger, l'habitude de l'énergie et de la témérité.2. Les éléments essentiels de notre poésie seront le courage, l'audace, et la révolte.3. La littérature ayant jusqu'ici magnifié l'immobilité pensive, l'extase et le sommeil, nous voulons exalter le mouvement agressif, l'insomnie fiévreuse, le pas gymnastique, le saut périlleux, la gifle et le coup de poing.4. Nous déclarons que la splendeur du monde s'est enrichie d'une beauté nouvelle: la beauté dela vitesse. Une automobile de course avec son coffre orné de gros tuyaux tels des serpents à l'haleine explosive... une automobile rugissante, qui a l'air de courir sur de la mitraille, est plus belle que la Victoire de Samothrace.5. Nous voulons chanter l'homme qui tient le volant dont la tige idéale traverse la terre, lancée elle-même sur le circuit de son orbite... C'est en Italie que nous lançons ce manifeste de violence culbutante et incendiaire, par lequel nous fondons aujourd'hui le Futurisme parce que nous voulons délivrer l'Italie de sa gangrène d'archéologues, de cicérones et d'antiquaires...6. Il faut que le poète se prodigue avec ardeur, faste et splendeur pour augmenter la ferveur enthousiaste des éléments primordiaux.7. Il n'y a plus de beauté que dans la lutte. Aucune œuvre d'art sans caractère agressif ne peut être considérée comme un chef-d'œuvre. La poésie doit être conçue comme un assaut violent contre les forces inconnues pour les réduire à se prosterner devant l'homme.8. Nous sommes sur le promontoire extrême des siècles! ... Pourquoi devrions-nous nous protéger si nous voulons enfoncer les portes mystérieuses de l'Impossible ? Le Temps et l'Espace moururent hier. Nous vivons déjà dans l'absolu puisque nous avons déjà créé l'éternelle vitesse omniprésente.9. Nous voulons glorifier la guerre - seule hygiène du monde -, le militarisme, le patriotisme, le geste destructeur des anarchistes, les belles idées pour lesquelles on meurt et le mépris de la femme.10. Nous voulons détruire les musées, les bibliothèques, les académies de toute sorte et combattre le moralisme, le féminisme et toutes les autres lâchetés opportunistes et utilitaires.11. Nous chanterons les foules agitées par le travail, par le plaisir ou par l'émeute : nous chanterons les marées multicolores et polyphoniques des révolutions dans les capitales modernes ; nous chanterons la ferveur nocturne vibrante des arsenaux et des chantiers incendiés par de violentes lunes électriques, les gares goulues dévorant des serpents qui fument, les usines suspendues aux nuages par des fils tordus de fumée, les ponts pareils à des gymnastes qui enjambent les fleuves étincelant au soleil comme des couteaux scintillants, les paquebots aventureux qui flairent l'horizon, les locomotives à la poitrine large qui piaffent sur les rails comme d'énormes chevaux d'acier bridés de tubes et le vol glissant des avions dont l'hélice claque au vent comme un drapeau et semble applaudir comme une foule enthousiaste.F. T. Marinetti
(Publicado no Le Figaro de 20 de Fevereiro de 1009)


Abraço,



O futurismo foi um movimento fundado pelo poeta italiano Fillippo Tomasso Marinetti, que redigiu um manifesto e tentou espalhá-lo em 1909.MARINETTI (Filippo Tommaso), escritor italiano (Alexandria, 1876 - Bellagio, 1944), iniciador do movimento futurista, cujo manifesto publicou no jornal parisiense Le Figaro (20 de fevereiro de 1909).Nesse manifesto, já proclamava o fim da arte passada e a ode à arte do futuro (futurismo, daí o nome do movimento).

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Ondjaki e "Materiais para confecção de um espanador de tristezas"

fevereiro 20, 2009 1
Ondjaki e "Materiais para confecção de um espanador de tristezas"
Sessões de Lançamento de
"Materiais Para Confecção De Um Espanador de Tristezas"

Dia 21 de Fev.(Sábado), pelas 16.00 horas
Livraria Ao Pé das Letras (Praça da República, 11 – Tomar)
O livro será apresentado por Luís Carlos Patraquim

Nesta sessão estará patente ao público a exposição de pintura do Autor intitulada imitação da madrugada


Dia 25 de Fev. (Quarta-Feira), pelas 18.30 horas Livraria Pó dos Livros (Av. Marquês de Tomar, 89 – Lisboa)
Ondjaki à conversa sobre o seu mais recente livro
...Segundo Paulinho Assunção (escritor brasileiro):

«Você pode imaginar uma esquina do mundo onde Ondjaki encontra Manoel de Barros, Luandino Vieira, Guimarães Rosa, Adélia Prado, Raduan Nassar. [...] Você também pode imaginar o que eu imagino ao ler este novo livro de Ondjaki. É um livro que tem um jeito de apalpar a língua como quem apalpa o dorso de um rio. Ou tem um jeito de escrever as palavras da língua como quem rumoreja sussurros para não assustá-las. E acho que o Ondjaki não tem medo de trazer para o seu livro os seus afetos todos literários. E faz bem o Ondjaki não ter medo disso porque é uma coisa muito bocó a gente esconder os afetos e as dívidas e os tributos aos que, também, como Ondjaki, gostam e gostaram de apalpar a polpa da língua como quem apalpa o dorso de uma fruta.»