A Efeméride Nacional

11 DE NOVEMBRO DE 1975

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Terminar o ano a caminho da Formula 1

dezembro 31, 2008 0











Nesta altura é hábito estar-se a fazer um resumo do que é que ficou para trás de relevante ou não. Não me apetece fazê-lo.

Houve eleições com os resultados que se viram, há que ponderar muita coisa, há que reconstruir outras muitas coisas, há que acrescentar maturidade e responsabilidades. Mas 2008 foi o que foi, está a acabar e vem aí o 2009, que todos desejam seja melhor e etc e tal. Os que por tudo e por nada dizem mal, vão continuar a fazê-lo, os que não têm opinião vão continuar a não tê-la, etc e tal.

Mas como terminar o ano? Porque não a caminho da Formula 1?

E foi com este pensamento que fui parar à página do RSS e fiquei a saber que há uma equipa que se chama Racing Sá e Silva, que teve origem nos idos anos 70 e que se mantém em actividade e numa abordagem mais virada para o futuro, Luís Sá Silva, de apenas 16 anos de idade, tem disputado provas do campeonato asiático de Fórmula Renault.

Pensar e Falar Angola

Um mail num final de ano

dezembro 31, 2008 0
Caro,

Navegando na net à procura de referências sobre o Colégio Espirito Santo em Nova Lisboa (hoje Huambo) , dou com o seu blogue.

Antes de mais: parabéns !

Devem estar aí investidas muitas horas de realização pessoal.

E depois lembrei-me: será que me pode ajudar a encontrar, a localizar ex-colegas de escola no Colégio dos "Padres" como era conhecido ?

Pode ser que sim... no essencial: nasci em 1965 em Nova Lisboa, e entre 1971 e 1975 estudei no Colégio. De então para cá, perdi o rasto completo aos meus colegas. Será que me pode ajudar nesse desiderato ?

Um abraço e Feliz 2009 !

Miguel Cristovao

http://coisasdosnegocios.blogspot.com/



não é que fui bisbilhotar o blog e ena pá 30000, aquilo é economez para cima e para baixo, para a direita e atira na esquerda. Como eu li tudinho sei que não vou apanhar com essa tal de crise que eu sou um gajo sério e isto hoje é assim porque é o último dia do ano e como dizia o Henrique Santana, num daqueles filmes a brancos e preto, deste não há mais!





Pensar e Falar Angola

Turismo, e de qualidade

dezembro 31, 2008 0
Até parece que é uma resposta ao que eu «postei» no passado dia 29, quando afirmei que o Turismo em Angola é inexistente.


Yara Simão
Angola prepara entrada na alta-roda dos países com turismo de qualidade
O Ministério da Hotelaria e Turismo tem como prioridade melhorar a imagem do sector e colocar Angola na lista dos países turísticos de referência internacional, revelou ontem o ministro Pedro Mutindi, quando discursava para os trabalhadores, na cerimónia de cumprimentos de fim- de- ano.
Pedro Mutindi disse que é impossível esquecer que o turismo é um dos factores redistributivos mais eficazes nas relações internacionais. Por isso, colocou também, como prioridade do seu ministério, a captação de financiamentos e a atracção de turistas ao país.
Pedro Mutindi afirmou que no próximo ano, o ministério que tutela vai elaborar o Plano-Director do Turismo, que vai definir as áreas de actuação prioritária e apontar os princípios básicos que devem constituir a política a seguir e promover os meios necessários de actuação.
Dos planos, consta um inventário sobre os recursos turísticos do país, a estimulação dos investimentos nacionais e estrangeiros, a elaboração de um plano de recuperação das unidades hoteleiras e turísticas degradadas e desactualizadas. O ministério pretende ainda proceder ao ordenamento em todo o território nacional, nas áreas que forem determinadas e classificadas de interesse para o turismo. O ministro Pedro Mutundi disse que o seu ministério vai trabalhar para contribuir na resolução dos vários problemas com que se depara a Hotelaria e Turismo, “um sector de importância capital para o desenvolvimento económico e social de um país como o nosso, com inúmeras potencialidades e belezas naturais”. A área da formação profissional é outra prioridade do ministério para o ano de 2009. “Vamos executar um programa de criação de escolas de hotelaria em diferentes regiões do país, lançando assim as bases para uma formação de quadros especializados em matéria da hotelaria e turismo”, anunciou Pedro Mutindi. “A formação profissional de operadores no nosso sector, porque é uma das vertentes importantes e um pilar fundamental na eficácia, garantia de qualidade e competitiva do Turismo, passa a pela criação do Instituto Nacional de Formação Turística no país”, disse.
Sector privado
No domínio das infra-estruturas hoteleiras e turísticas, o ministro afirmou que é preciso desburocratizar os processos de licenciamento e classificação dos estabelecimentos e devem ser dados direitos e garantias a quem arrisca o seu património hoteleiro, na valorização turística e hoteleira do país. “Não queremos promover a desordem nem tão-pouco descurar os mecanismos legais de fiscalização, mas sim promover um mecanismo célere e eficaz na emissão dos alvarás e licenças para o exercício da actividade turística e hoteleira.”
Ainda no domínio da fiscalização, disse, é essencial o acompanhamento pontual, rigoroso e periódico do desenvolvimento hoteleiro e turístico do país, através do órgão competente, mas também com preocupações pedagógicas, quanto ao equipamento e serviços prestados, devendo ocorrer a função repressiva após se esgotarem todos os mecanismos correccionais. No encontro, Pedro Mutindi informou que a Direcção Nacional do Turismo e o Instituto do Fomento Turístico são peças fundamentais porque têm como tarefa estudar, promover, coordenar e executar as medidas e acções da política turística nacional. “Por isso, em 2009 e nos anos seguintes, estes sectores vão primar pelo esforço da sua capacidade organizativa".




Fazendo eu votos que a desburocratrização atinja também pontos chave como sejam os consulados na concepção de vistos.


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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Visitando Blogs (12)

dezembro 30, 2008 0
Isabelita...
Ai minha banda...És mesmo a melhor terra do mundo.
A semana que ainda agora a pouco terminou foi fértil em noticias sobre a nossa Banda. É que foi mesmo fértil, num apicé e quando menos se esperava...angola pra aqui, angola pra colá... o motivo? Isabelinha, esta mesma,a Isabel dos Santos, esposa de Sindika Dokolo e filha do engenheiro José Eduardo dos santos, veio arribalta e aplidada pelo jornal publico(como se já não fosse)de extremamente inteligente e dinâmica, profissional e uma boa empresária, e blá blá blá. Grandes puxa sacos. Só foi preciso Isabelinha adquirir 9,69% do capital que o milleniumm BCP detinha no BPI, para Isabelinha aparecer nas bocas, nas paginas de jornais, nas noticias televisivas e radiofónicas e até em revistas cores de rosas Portuguesas...
É que eles ainda não sabem que a intenção da Isabelinha( e Deus abençoe a mãe que pariu esta rapariga) é comprar tudo que existe cá em Portugal (tomara que seja mesmo o seu desejo), comprar não, adquirir e mesmo que compulsivamente através de OPA ou de qualquer meio que seja possível. Aliás em um trabalho que estive a fazer no âmbito de uma cadeira do meu curso (a cadeira de epistómetodologia) eu afirmara, que não tarda angola tomará conta de Portugal, e os meus colegas"brancos" insurgira-se comigo chegaram-me mesmo a dizer que estava a blasfemar... Agora com a Isabelinha a fazer das suas já me estão a dar razão, pelo menos as evidencias mostram que já começou a "Angolanização" de Portugal, como eu afirmara.
Por isto só digo: Força minha querida Isabelinha, mostra a garra dos palancas, mostra que nós somos muitos mais do que eles pensam que somos, e depois querida Isabelinha, compra o Benfica e contrata o prof Oliveira Gonçalves como treinador, e mete Mantorras a jogar mesmo a coxear, porque um angolano é bom mesmo a coxear...Outra coisa Isabelinha, compra também a PT, pra malta poder falar a borla pra banda a toda hora...
Pra terminar querida Isabelinha, e já pra finalizar, queria te deixar o meu mail (
....) e nela podes me contactar, para ver se conversamos e acertamos um empréstimo de algum dinheiro para eu poder pagar as minhas propinas na faculdade, porque daqui a pouco vão me suspender de tantas que estão atrasadas.
Força Isabelinha.
Força mangolé.
Força nossa Banda.











Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Escritores Angolanos - Jacinto Lemos

dezembro 29, 2008 0
Jacinto de Lemos conta neste seu novo livro, “Chico Nhô”, histórias de lutadores e as suas vivências nos musseques luandenses no período colonial.
Em 771 páginas, Jacinto de Lemos narra histórias de lutas daqueles tempos, nos musseques, onde “Chico Nhô” (senhor Chico, em português), um pessoa bué porreira, é a personagem principal.
Na época, a maioria das pessoas usava a feitiçaria para confrontar os seus adversários de luta. Mas, “Chico Nhô”, que herdara o espírito do seu bisavô chamado Kakoba, não tinha matiti (feitiço de lutar). Na hora da luta, o espírito do bisavô colocava-lhe nas mãos uma faca, que usava como defesa pessoal. “Mas esse spírito não dimorou. Bem dizer, Chico parou de lutar cedo, porque o spírito quando lhi vinha, fazia firimento fundo de criar maka grande no bairro, como aquela maka que lhi provocou disgosto, por lhi curparem que matou o Mané Canhoto”, conta o autor.
Se fala também de grandes lutadores do passado como Luís Cafrique, Fernando Maiombola, Mantiamba e Mané Canhoto, um malanjino perigoso nas kíbuas (quedas). Ninguém lhe chegava ali nos musseques, nem mesmo o Fermando Maiombola, famoso rei das kíbuas, “se lhe pôdeu”.
O livro editado em Cabo Verde, pela Gráfica da Praia Limitada, teve uma tiragem de três mil exemplares, do quais 1.000 estão a ser comercializados em Luanda, numa primeira fase no Bazar da LAC.
A obra vai estar à venda na Tenda das Letras, nos próximos dias 10 e 11 de Janeiro de 2009, no Largo da Independência, alusiva ao 8 de Janeiro, “Dia da Cultura Nacional”. Ainda no âmbito do “Dia da Cultura Nacional” e do “Dia do Município do Cazenga”, o livro é apresentado no dia 10 de Janeiro de 2009, no Marco Histórico do 4 de Fevereiro, por Jomo Fortunato.
Jacinto de Lemos nasceu em Icolo e Bengo a 1 de Janeiro de 1961. Fez os estudos primários e secundários em Luanda. Publicou “Undengue” (1989) pela União dos Escritores Angolanos (UEA), que lhe mereceu uma menção honrosa no Concurso Sonangol de Literatura, em 1986; “O Pano Preto da Velha Mabunda” (1997), editado pelo Instituto Nacional do Livro e do Disco (INALD), e “A Dívida da Peixeira”, que mereceu o Grande Prémio Sonangol de Literatura, no ano 2001.


Pensar e Falar Angola

Angola na Rota do KitSurf

dezembro 29, 2008 0












Fotos: Duron




Renato Rossi está há mais de 2 anos em Angola, trabalhando em arquitetura e claro 'kiteando' bastante, já que um dos mais belos spots (Ilha das Conchas) fica pertinho da sua casa. Ele diz-me que o vento é sempre muito previsível, no mesmo sentido e tirando o período do cacimbo (inverno), venta quase todos os dias no final da tarde. No fundo, este clima é optimo para o Kit Surf.

Com certeza essa terra "mãe" cheia de contrastes, que passou por muitas turbulências, como a guerra que durou quase 3 décadas, tem muito a oferecer e a nos ensinar. A começar pelo povo, que mesmo fazendo tanta confusão, conseguem estar sempre alegres em meio a realidade que os cerca.


Infelizmente o turismo ainda é inexistente. Uma pena, pois aqui estão alguns extraordinários cenários a serem explorados.
O kite também está crescendo bastante por aqui. Quando cheguei eram apenas eu e mais 3 pessoas. Hoje já devem ter mais de 20 e todos os dias é possível ver alguns kites voando na famosa kitebeach da Ilha de Luanda (praia da cidade).




Segue um punhado de fotos de diferentes spots e fases aqui. Desde impressionantes flats dos baixios até belas ondas para o surf, como Kitoba e Cabo Ledo com sua longuíssima esquerda e a nervosa praia de Palmeirinhas, que se tiver sorte ainda se pode ver as gigantes baleias Jubartes descendo o continente Africano. Bom, aí vai um pouco da vibe local, espero que curtam !!


Lá para baixo, depois da cidade do Tombwa existe o paraíso do Kit, como se pode ver nas fotos.


Bons ventos, aos amantes do KitSurfing




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domingo, 28 de dezembro de 2008

Poupar água

dezembro 28, 2008 1

Uma torneira a gotejar gasta, por dia 50 litros de água; a perder um fio de água de 12mm gasta, por dia, cerca de 34mil litro;
Ao lavar o seu carro com balde e esponja em vez de mangueira, poupa cerca de 500 litros de água;
Uma piscina pode perder até 3785 litros de água por mês por evaporação o que abastece uma família de 4 pessoas por cerca de ano e meio;
Ao regar as plantas nas horas de maior calor a água evapora-se mais rapidamente;
Ao lavar os dentes com água a correr na torneira gasta, em média, 50 litros de água;
Ao fazer a barba com água a correr na torneira gasta, em média, 75 litros de água;
Ao tomar duche de 5 minutos gasta 25 litros de água; num banho de imersão gasta pelo menos 3 vezes mais;
Em cada descarga do autoclismo gasta 10 a 15 litros de água; o consumo deste equipamento representa cerca de 40% do consumo doméstico e 230 mil milhões de litros de água no país por ano;
Ao lavar a loiça com água a correr na torneira gasta, em média, 110 litros de água;
Uma máquina de lavar loiça gasta por lavagem 60 litros de água;
Uma máquina de lavar roupa gasta por lavagem 150 litros de água;
Em média uma pessoa bebe cerca de 60 mil litros de água durante toda a vida
.


Ministério da energia e da àgua










Pensar e Falar Angola

(46) - Ágora - Silogismo/ Opinião/

dezembro 28, 2008 0
3/11/08


Vou falar de várias coisas, que pouco terão umas a ver com as outras!


Saiu recentemente, editado pela D. Quixote, um livro interessante, de Bernardino Gomes e Tiago Moreira de Sá, “Carlucci vs. Kissinger – Os EUA e a Revolução portuguesa”, em que são reproduzidos memorandos das conversas, mantidas entre Mário Soares, Carlucci e Kissinger, sobre as vicissitudes que rodearam o reconhecimento, da então República Popular de Angola, por parte do governo português. Obviamente, que muitos de nós sabíamos os esforços do ex-presidente português Mário Soares, na tentativa de bloquear o processo no período do antes e do pós 11 de Novembro de 1975, fazendo-o de uma forma tão pertinaz, que sempre foi motivo de inúmeras especulações, e trinta e três anos depois pouco interessam para a generalidade da opinião publica, mas que releva importância nos meios académicos.


Este livro, para além de ser uma investigação interessante, com uma linguagem muito escorreita, tem a vantagem de ter anexos onde constam documentos secretos, entretanto desclassificados, e acessível aos dos investigadores que são autores deste trabalho, onde se esclarecem algumas posições que permaneceram omissas.


Como Luandino Vieira foi galardoado, finalmente, com o Prémio Nacional de Cultura e Artes, uma distinção que convenhamos peca por ser demasiado tardia, eu aproveito para divulgar, com um ano de atraso, a saída da “Edição comemorativa dos 35 anos da publicação do Luuanda”, editado pelas edições 70, e apenas disponíveis 1000 exemplares assinados pelo autor e pelo escultor José Rodrigues. Esta edição é magnífica pela qualidade do grafismo, pelo excelente papel, e acima de tudo pelas ilustrações do José Rodrigues, um homem, de quem os angolanos, deviam ouvir um testemunho sobre o seu papel na luta da independência do País, se ele alguma vez assim o quiser, pois sei que por excesso de humildade não o faz com facilidade.


Obviamente que não vou falar do Luuanda, porque talvez já tenha tudo sido dito e escrito, e continua-se a exigir a cada angolano que o leia, e o obrigue a ler, mas acho que esta edição, deve ser adquirida como objecto de valorização, já que hoje há tanta coisa em moda, nesta sociedade de mercadoria, que ainda não se percebeu se é mesmo de mercado; A verdade é que esta é valiosa!
Num programa sobre o “Portugal dos anos 60”, tive o privilégio de ver o célebre debate que a RTP em 1965, fez sobre o Luuanda, e a atribuição do grande prémio de novelística da Sociedade Portuguesa de Autores, a este livro, já que o autor estava preso no Tarrafal, com a acusação de “delito de opinião e incitamento à subversão”. Nessa mesa redonda estava um Amândio César, que tem um conjunto de livros sobre literatura “ultramarina” publicada, de facto com poetas que viviam esporadicamente no “ultramar”, o Geraldo Bessa Victor, deputado de Angola pela União Nacional de Salazar, o etnólogo José Redinha e Mário António Fernandes de Oliveira. O moderador era o José Mensurado, que havendo pouco para moderar, conseguiu obrigar a calar um “intrépido” Mário António, que achava que o exagero também devia ser comedido, tal a forma como a obra e o autor eram vilipendiados. Mais cedo que tarde, voltarei a este tema, já que prevejo fazer neste espaço, uma retrospectiva da vida e obra de Mário António de Oliveira.
Ainda sobre o Luuanda é de lembrar que a PIDE encerrou a Sociedade Portuguesa de Autores, depois desta ter sido vandalizada por uns legionários, milícia do regime de Salazar. “O Jornal do Fundão” foi o único que divulgou a entrega do prémio e por isso foi encerrado seis meses, e o seu director Fernando Palouro detido.
O júri do prémio era constituído por João Gaspar Simões, que votou contra, Augusto Abelaira, Alexandre Pinheiro Torres, Fernanda Botelho e Manuel da Fonseca.
Por tudo isto, e nesta hora em que Luandino Vieira recebe o PNCA, só fica a solidariedade, o agradecimento, e dizer que vale sempre mais tarde que nunca!




Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Angola na Imprensa (11)

dezembro 26, 2008 0

Cerca de duas dezenas de empresas brasileiras estabeleceram-se em Angola em 2008
- Dezoito empresas brasileiras estabeleceram-se em Angola durante o ano de 2008 número que a Associação Brasileira de Franchising (ABF) considera deverá aumentar em 2009, segundo fonte da instituição.Ricardo Camargo, director-executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF) disse que " a participação de um pequeno e crescente número de empresas no exterior vem ganhando destaque e Angola parece ter caído no gosto dos investidores brasileiros, donos de franquias de diferentes sectores da economia".
A ABF prevê que 65 empresas brasileiras vão estabelecer-se no estrangeiro em 2009 ou seja mais sete do que em 2008 . Actualmente existem representações de franchisados brasilieros em 42 países a maioria delas em Portugal. Angola possui 18.
A Mister Sheik, rede de franquia de "fast-food "especializada em comida árabe abriu recentemente sua primeira loja em Luanda, Angola com um investimento de 700 mil reais.A escola de informática e qualificação profissional, BIT Company abriu também em Luanda uma representação. De acordo com a empresa, o projecto de expansão na República de Angola começou em Luanda.No entanto a rede BIT Company tem como objectivo abrir, pelo menos, mais uma unidade em cada uma das 18 províncias de Angola nos próximos anos. Um estudo da Apex-Brasil refere que "Angola vive um período de reconstrução das suas infra-estruturas, com o comércio de bens e serviços em franca expansão".O documento assinala que "entre 2004 e 2007, a corrente de comércio entre o Brasil e Angola aumento 500 por cento, atingindo a soma de pouco mais de US$ 2 mil milhões no final desse período. Isto corresponde a US$ 945 milhões de importações brasileiras proveniente de Angola e US$ 1,2 mil milhões de exportações brasileiras destinadas a esse mercado, sendo 89 por cento de produtos manufaxturados".(macauhub)


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Anjo Africano

dezembro 26, 2008 0
Anjo africano
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL

dezembro 25, 2008 0
Batik africano
Pensar e Falar Angola

Luanda em Dia de Natal

dezembro 25, 2008 1

Pensar e Falar Angola

Nara promove as "Saturninas", dia 26 de Dezembro, às 21:30 - No Espaço Elinga Teatro.

dezembro 25, 2008 0
Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

FeLiZ nAtAl

dezembro 24, 2008 0

Pensar e Falar Angola

Debate da História da Arte

dezembro 24, 2008 1
História da Arte em Angola e África debatida no próximo mês em Simpósio


António Bequengue


O Professor Doutor Zakeu Zengo é um dos organizadores do Simpósio Internacional de Estética e História da Arte em Angola e África, a decorrer nos dias 22 a 23 de Janeiro de 2009, em Luanda. O evento vai reunir durante dois dias académicos nacionais e estrangeiros como os Professores Doutores Carmén Lúcia Tindó Secco, Fernando Mourão, Carlos Serrano e Samba Diakité, o Doutor Simão Souindoula, o padre José Kassanje e o pintor e escultor António Tomas Ana “Etona”.
Em entrevista ao “Jornal de Angola”, Zakeu Zengo fala dos objectivos e preparativos deste simpósio.
Jornal de Angola - Qual o objectivo do Simpósio Internacional?
Zakeu Zengo - O colonialismo alterou, e em diversos casos destruiu, a nossa cultura e falsificou o sentido de nossa criatividade. A guerra civil fragmentou as nossas aspirações nacionalistas e debilitou a sabedoria das nossas tradições. A infusão actual dos valores tecnológicos e culturais da globalização, enquanto um processo não controlado e regrado através da educação e da informação programática, tem-se revelado lesivo das culturas nacionais. Por isso, é um simpósio sobre cultura e arte angolanas, uma acção de reconstrução.
Jornal de Angola – Mas qual é o objectivo?
Zakeu Zengo - O objectivo principal, é reunir as pessoas interessadas no tema e introduzir a discussão do futuro da nossa criatividade, do papel que a arte deve ter na nossa educação para a autodeterminação. Não obstante uma discussão especializada, tentaremos efectivamente visualizar os caminhos da arte e da cultura como uma relação, a organizar, com nossas aspirações de povo.
JA – A arte e a cultura reafirmam as aspirações nacionais?
Zakeu Zengo – A arte e a cultura são duas formas identitárias muito importantes, que fundam e constituem a alma de um povo. Não se conhece um povo se dele ignoramos a linguagem por meio da qual ela afirma o seu estado interior mais profundo. A antropologia ensina à cultura e à arte o caminho para chegar a essas profundezas. O nosso país está em reconstrução. Certamente as pessoas pensam nesta fase como a de realizações de projectos concretos. Mas sabemos que a tarefa é maior do que isso.
JA - Que personalidades já confirmaram presença?
Zakeu Zengo - Sabemos que são muitos. E o espírito do III Simpósio da Cultura Nacional, organizado pelo Ministério da Cultura, em 2006, tem sido particularmente estimulante. Vamos usar esta oportunidade e enviar o convite formal a todos os artistas, académicos, estudantes, professores, coleccionadores, gestores de cultura, e a todos os que se identificarem com esta actividade académica. São todos convidados e aguardamos por todos.
JA – Pode revelar nomes de académicos confirmados?
Zakeu Zengo - Já confirmaram presença Fernando Mourão, um ilustre académico e grande conhecedor do nosso povo e de África, Carlos Serrano, antropólogo de Cabinda e professor catedrático da Universidade de São Paulo, no Brasil, Simão Souindoula, eminente antropólogo nacional, o padre José Kassanje, um estudioso dedicado da arte e cultura angolana, Samba Diakité, da Universidade de Côte d’ Ivoire, Carmén Lúcia Tindó Secco, professora brasileira da Universidade Federal do Rio de Janeiro, uma das maiores estudiosas da literatura angolana e também da arte pictórica, o sul africano Thomas Mulcaire, que é curador e tem experiência em Documenta X, da Bienal de São Paulo, e profere várias palestras à volta da promoção artística, o Mestre Adépo Yapo, da Côte d’ivoire, musicólogo e director do Centro de Pesquisa sobre Arte e Cultura, o artista António Tomás Ana (Etona), o artista Jorge Gumbe, um dos nossos maiores artistas da actualidade, além de estudioso dedicado da nossa arte, o nosso escritor Conceição Cristóvão, actualmente vice-governador de Malanje e Patrício Batsikama, um estudioso da nossa arte.
JA – Há outros convidados confirmados?
Zakeu Zengo - Em rigor, planeamos usar a publicidade para chamar mais personalidades para o evento. Para nós importa muito pouco a questão da confirmação. A arte tem sido um dos temas mais privilegiados no pós-guerra e todos os cultores e admiradores dela acompanham com entusiasmo e interesse os esforços de organização, estudo e promoção cultural e artística.
JA – Que temas são discutidos nos dois dias de Simpósio?
Zakeu Zengo - Há um eixo temático principal, que é “O desafio da fundamentação e sistematização da arte em Angola e em África”, ao qual se submetem todas as comunicações, tendo o Prof. Doutor. Fernando Mourão como moderador geral da unidade temática. Os debates estarão divididos em quatro blocos: correntes, ideias, pressupostos e desafios da sistematização da arte em Angola e em África, dentre os quais se destacam os temas “Arte e criação na estética Angolana”, “O Etonismo como proposta metodológica e filosófica da arte em Angola” e, finalmente, “Arte como tolerância e razão para a educação do futuro em Angola”.
JA – Que instituições ou empresas públicas e privadas estão a apoiar a iniciativa?
Zakeu Zengo - Há a simpatia de vários actores e organismos na viabilização do evento. Está em curso o esforço de consolidar as parcerias asseguradas, começando pelo Ministério da Cultura, que já garantiu o apoio ao evento. A produção está a cargo da LS Produções, que também presta patrocínio, enquanto o Instituto Etona e o Fórum Internacional de Angolanistas promovem as acções organizativas. As garantias da sua viabilidade económica são dadas pelo patrocínio oficial do grupo Vumpa Kia Nzambi e do Banco BPC. O simpósio conta com a simpatia e apoio institucional de diversos organismos nacionais e internacionais, com destaque para embaixadas acreditadas em Angola e instituições internacionais ligadas à Arte e à Cultura.
O público pode acompanhar a organização do evento pela Internet no link:



Pensar e Falar Angola

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A Caras sugere...

dezembro 23, 2008 0
No dia 9 de Dezembro escrevemos assim: “Penteados Femininos Angolanos” de Dr.ª Helena Justino, que terá lugar no dia 11 de Dezembro de 2008, das 09H00 às 17H40, na Escola Profissional Almirante Reis, na rua do Paraíso nº 1, Lisboa (À Feira da Ladra, metro Santa Apolónia).
Hoje, o amigo Manuel Rodrigues Vaz, faz-nos chegar este recorte de revista.
Parabens a Helena Justino.

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Minha prenda de Natal - Um livro de João Melo

dezembro 23, 2008 0
"FILHOS DA PÁTRIA", de João Melo.
Este livro de contos de João Melo (1955) é uma viagem pelo cotidiano angolano. Surpreende a forma crua com que ele apresenta os mais diferentes personagens: homens e mulheres que se deparam com uma realidade extremamente severa, que extermina seus sonhos, sempre adiados.
Uma das epígrafes do livro é do português José Saramago - "Saberíamos muito mais das complexidades da vida se nos aplicássemos a estudar com afinco as suas contradições em vez de perdermos tanto tempo com as identidades e coerência." A ironia de João Melo alia-se à reflexão profunda sobre os temas tratados em cada um dos dez contos.
João Melo é jornalista e deputado da Assembléia Nacional de Angola. -

«Até onde é capaz de ir a capacidade de humilhação do ser humano?»

É com esta interrogação que João Melo inicia a sua mais recente viagem pelas estórias do quotidiano angolano. A cada virar de página somos surpreendidos com a sua forma clara e honesta de apresentar os diferentes personagens, homens e mulheres que a todo o momento se movem entre uma realidade extremamente dura e os sonhos sempre adiados face à severidade do dia-a-dia, num movimento que se torna muitas vezes demasiado alucinante, demasiado presente. Utilizando, como ele mesmo diz, uma «prosa rápida e rasteira», o autor prende-nos pela acção ritmada que contém em si mesma muito da alma africana, pela ironia simples (embora não simplista...) e todavia plenamente ligada a uma reflexão profunda e cuidada das questões que são o ponto central de cada um dos dez contos, onde a palavra e a imagem se entrelaçam de forma admirável numa dança que abre diferentes caminhos (conforme a sensibilidade e a opinião do leitor), sem que nela se intrometa qualquer tipo de decadência, mesmo quando esta parece evidente.



Pensar e Falar Angola

feliz natal

dezembro 23, 2008 0

Batik africano


Pensar e Falar Angola

QUEM MANDA EM CADA UM ?

dezembro 23, 2008 0
QUEM  MANDA  EM  CADA  UM  ?
Pouco se pode fazer para alterar a desordem exterior da vida das sociedades humanas mas muito se pode fazer no interior mental de cada um de nós . em busca de uma ordem com mais equilíbrio .

Apenas podemos alterar a desordem mental profunda e superficial em nós .
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Pouco se pode alterar nos outros .
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Achamos que controlamos nossa vida e ao redor .. . pura ilusão pois na realidade o mundo anda tão complexo na sua desordem que quem manda em nós é a desordem do mundo.

Hoje pouco podemos fazer e apenas a NATUREZA tem a força capaz e suficiente para alterar a desordem criada na Terra pelos humanos.

A natureza quando age, desde o principio da vida , o faz em busca do equilíbrio e da ordem e tanto é assim que conseguiu criar esta maravilha que é o planeta Terra .

Muitos outros planetas com vida própria e inteligente devem existir neste universo infindo a que temos o privilégio de assistir hoje através do Observatório Espacial Hublle e outras pesquisas cientificas.

Somos seres privilegiados ao viver neste século XXI e ao mesmo tempo assistimos à desordem humana que nos pode engolir , destruindo não só a raça humana e outras também , após tanto tempo de evolução das espécies .. um absurdo humano .

No entanto , os mais sapientes , buscam em si a contemplação deste universo ao redor em busca de seu equilíbrio interior e lá vão conseguindo criar alguma ordem interior em si .

Valha-nos isso pois assim conseguimos não ser infelizes de todo apesar da dor a que se assiste todos os dias neste mundo em desordem e cada vez mais canibalizado pelos humanos supostamente inteligentes .

Ser feliz” é um estado relativo pois este estado depende da mente de cada um
e de seus próprios valores .

"Não ser infeliz" é um estado mais abrangente logo é mais real e , desse modo , é possível construir dentro de cada um uma desordem menor mas conscientes de que quem manda no mundo de hoje , não sabemos se no futuro também , é a desordem do mundo humano mas apenas na Terra pois o humano não tem poder , apesar de achar que tem , para alterar a ordem universal na sua impermanente permanência .
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Há os que sentem a chuva só quando esta lhes cai em cima
( Fernando Pessoa )
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“A única realidade é aquela que se contém dentro de nós
e se os homens vivem tão irrealmente
é porque aceitam como realidade as imagens exteriores
e sufocam em si a voz do mundo interior.”
(Herman Hesse)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Huíla e Malária

dezembro 22, 2008 0
Novecentos e 97 pessoas morreram, de Janeiro a Novembro deste ano, vítimas de malária, dos 128 mil e 902 casos da doença registados pelas autoridades sanitárias da província da Huíla, soube sexta-feira à Angop, no Lubango (Huíla).
Bernabé Lemos, chefe de departamento de saúde pública e controlo de endemias, disse que as mortes ocorreram nas 354 unidades hospitalares existentes na província, tendo sido observado um aumento de 327 casos em relação a igual período de 2007.
Acrescentou que, nos últimos 11 meses, o seu sector notificou 252 mil 479 consultas gerais, 425 mil 573 casos clínicos de malária, dentre os quais 13 mil 566 foram considerados graves e que afectaram principalmente mulheres grávidas e menores de cinco anos.
Entretanto, o responsável disse que, para conter a doença, a direcção provincial de saúde tem vindo a distribuir gratuitamente, através dos postos e centros médicos, doses combinadas de anti-palúdicos como "coartem" e "facidar", além de acções de sensibilização das comunidades nos cuidados a observar para prevenir a doença, incluindo a entrega de mosquiteiros impregnados.

Neste caso, Bernabé Lemos destacou o engajamento das autoridades sanitárias da província, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), na execução de um plano de distribuição de mosquiteiros impregnados as populações, particularmente nas áreas consideradas de maior risco, e outros utensílios nas unidades hospitalares, nomeadamente maternidades e o hospital pediátrico do Lubango.

A fonte lamentou, por outro lado, a falta de meios como microscópios, reagentes laboratoriais, laminas e óleo de imersão nas unidades hospitalares, sobretudo naquelas localizadas no interior da província da Huíla, o que em grande parte tem dificultado o desempenho dos técnicos no combate a doença.

No ano passado, os serviços de saúde notificaram 670 óbitos em 108 mil e 435 casos de malária diagnosticados.


de ANGOP

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